Friday, April 17, 2026
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Em Marrakesh: nações africanas solicitam desbloqueio ao financiamento energético

Os Países africanos solicitam o desbloqueio do financiamento climático e energético para o continente, avaliado em cerca de 2,8 biliões de dólares, cuja contribuição dos países africanos é de 10 por cento do valor, segundo anunciou o Ministério da Economia e Finanças (MEF).

A solicitação está contemplada num documento designado Memorando Anual do African Caucus foi entregue a Kristalina Georgieva, directora geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), e ao Ajay Banga, Presidente do Grupo Banco Mundial (GBM) pelo Olavo Garcia, Vice-Primeiro ministro de Cabo Verde e Presidente do African Caucus 2023.

O continente africano necessitará de investimentos substanciais no sector energético no valor de 200 mil milhões de dólares entre 2021 e 2030, ou seja, cerca de 20 mil milhões de dólares por ano para garantir o acesso à eletricidade a mais de 600 milhões de pessoas e à energia limpa a cerca de 900 milhões de pessoas.

O documento entregue no âmbito das Reuniões Anuais das duas insttituições financeiras que decorre em Marrocos, reflecte a posição “harmonizada” dos ministros das Finanças e dos Governadores do Bancos Centrais dos 54 países Africanos sobre questões de financiamento ao desenvolvimento nas economias africanas.

O memorando, saído da última Reunião do African Caucus, que teve lugar nos dias 6 e 9 de Junho de 2023, na Ilha do Sal/Cabo Verde, insta o FMI e o GBM a garantir a sustentabilidade da dívida pública em África, “exortando as Instituições de Brettom Woods a intensificarem o apoio para uma implementação eficaz e mais rápida do Quadro Comum do G20 para o Tratamento da Dívida incluindo o aumento do apoio técnico para a reestruturação da dívida”.

Neste sendtido, os países africanos pediram que os empréstimos de curto prazo com juros elevados sejam convertidos em empréstimos de longo prazo com juros baixos, inclusive para redução da dívida, suspensão da dívida durante períodos de negociação e cancelamentos definitivos para países em situação de sobre endividamento.

O memorando insta, entre outras questões, ao Banco Mundial a adicionar cláusulas contingentes ao Estado aos acordos de financiamento que permitam a suspensão do pagamento da dívida em caso de catástrofes naturais ou choques exógenos que desencadeiem uma crise económica ou financeira.

 

 

 

 

 

 

 

 

Moçambique partilha perspectivas económicas com investidores do sistema financeiro

A economia moçambicana está numa trajectória firme de recuperação e prevê-se que o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) acelere para 7 por cento em 2023, contra 4,1 por cento em 2022, frisando que esta tendência de crescimento continuará no curto prazo, com uma média de 5 a 7 por cento entre 2024e 2025.

A informação foi partilhada por Enilde Sarmento, directora Nacional de Estudos e Políticas de Desenvolvimento no Ministério de Economia e Finanças, aquando de um encontro com investidores do sistema financeiro moçambicano, em Marrakesh, capital de Marrocos.

Em termos de inflação, Sarmento explicou que as expectativas “estão bem ancoradas e prevê-se que atinjam 8 por cento em 2023, contra 10,3 por cento em 2022, e que atinjam 6% em 2024”.

A fonte destacou um ambiente de taxas de câmbio estáveis, potenciais descidas dos preços internacionais dos produtos de base (principalmente dos combustíveis) e políticas monetárias eficazes contribuem para esta tendência descendente, como os princiapais factores dessa tendência.

Em termos macrofiscais, Sarmento frisou o facto de o Governo de Moçambique continuar a implementar medidas de política tributária com vista ao alargamento da base tributária, consolidação da implantação do diploma sobre os preços de referência do produto mineiro e outras medidas que visam a prossecução do objectivo de consolidação fiscal.

Partilhou também números sobre a sustentabilidade da dívida pública tendo dito que em 2022 a dívida do Governo Central esteve situada em  14.4 mil milhões de dólares, tendo a dívida interna atingido 4,4 mil milhões, representando um peso de 30 por cento do total.

Já Silvina de Abreu, administradora do Banco Central, destacou que o país está a tentar manter uma inflação baixa e estável. Para tal, o Banco de Moçambique está a gerir eficazmente o seu principal instrumento de política monetária, a taxa de juro denominada MIMO, que se situa, agora, aos 17,25 por cento.

Sublinhou ainda ao facto de a taxa de câmbio ser estável, num contexto em que a cobertura das importações de bens e serviços, excluindo megaprojectos, é de cerca de quatro meses.

Adicionalmente fez saber que o défice da balança corrente melhorou para 78 por cento no passado mês de Junho, face ao mesmo período de 2022, impulsionado essencialmente pelo desempenho positivo da balança comercial de bens e serviços.

Moçambique participa desde o dia 9 a 15 de Outubro das reuniões Anuais do Grupo Banco Mundial (GBM) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) na capital marroquina, numa delagação chefiada pelo Governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela.

Analista moçambicano fala dos resultados frutíferos da iniciativa Cinturão e Rota

A política de Xi Jinping é de estar comprometido com o povo chinês e de ter prometido nunca o decepcionar, que tem levado o país asiático a enveredar pelos caminhos diplomáticos e políticos com foco na cooperação em diversas áreas, afirmou o analista político moçambicano, Gil Aníbal.

Para ele, é devido a esta visão, na última década, que o mecanismo de cooperação internacional da iniciativa Cinturão e Rota (BRI, na sigla em inglês) alcançou resultados muito frutíferos, no qual mais de 150 países e mais de 30 organizações internacionais assinaram com a China documentos relevantes dessa cooperação em diversos sectores vitais no contexto sócio-económico e político.

“Por exemplo, em 10 anos, a cooperação do Cinturão e Rota alcançou resultados e estabeleceu mais de 3 mil projectos de cooperação e galvanizou mais de US$ 1 trilhão em investimento, criando uma série de pontos de referência nacionais, projectos de subsistência e marcos de cooperação”, recordou.

Anotou que destes, um grande número de projectos de infraestruturas de transporte foi lançado, impulsionando muito o desenvolvimento dos parceiros da BRI.

Segundo o Gil Aníbal, os dados do Banco Mundial estimam que, até 2030, a infraestrutura de transporte da BRI, se totalmente implementada, deverá trazer um aumento na renda global de 0,7% a 2,9%, tirando mais de 7,6 milhões de pessoas da pobreza extrema e 32 milhões de pessoas da pobreza moderada.

A BRI se tornou a maior força motriz e de alavancamento para o desenvolvimento verde global, dando ênfase na mensagem do antigo subsecretário-geral da ONU Erik Solheim que igualmente sublinha a importância da realização das políticas do Cinturão e Rota para Cooperação Internacional liderado pela China.

Moçambique e China cooperam há décadas em várias áreas

O terceiro Fórum do Cinturão e Rota para Cooperação Internacional será realizado neste mês de outubro, para o qual Moçambique é parte convidada. Falando das relações China-Moçambique, Gil Aníbal afirmou que os dois são países parceiros estratégicos de cooperação com muita confiança política mútua, e cooperam há várias décadas em diversas áreas, desde infraestruturas, energia, agricultura e pesca, manufactura, transporte, comunicações, turismo, cultura, imobiliária e comércio.

Gil Anibal classifica a cooperação dos dois países como seguidores das regras de mercado, e o financiamento da China em Moçambique resulta de estudos de viabilidade e da avaliação sobre a solução económica e comercial, no sentido de garantir que cada projecto seja um sucesso no mercado com os seus devidos efeitos económicos e sociais.

Na área de infraestrutura, a China, em parceria com o governo moçambicano, construiu a Estrada Circular de Maputo, a ponte Maputo-Katembe, a Estrada Nacional N.º 6, o porto de pesca, na cidade da Beira, o aeroporto de Xai-Xai e o Centro Cultural Moçambique-China. E no contexto empresarial, as empresas chinesas estão a promover projectos rodoviários, ferroviários e instalações hídricas e participam na indústria petrolífera na pesquisa e produção de gás natural.

De lembrar que, a China igualmente promove acordos de cooperação que visam a proteção ambiental, melhoria do ambiente ecológico e preservação da diversidade biológica no qual, Moçambique é também parte interessada.

O analista acrescentou ainda que são importantes os projectos de energia verde limpa, eficiente e de qualidade com foco no desenvolvimento do futuro dos países parceiros.

Estes projectos estão intimamente ligados à vida quotidiana das pessoas e destinados a melhorar o bem-estar das mesmas em áreas de redução da pobreza, tecnologia agrícola e educação profissional aumentando efectivamente os padrões de vida das pessoas nos países parceiros da iniciativa Cinturão e Rota, disse.

 

Leia também em: https://portuguese.cri.cn/2023/10/12/ARTIL9aG3be0km2IM5L5MPjM231012.shtml

Interview with Damien Howard at the Mozambique Gas Summit

We spoke to Damien Howard, Vice President of Energy at DMG Events, about Mozambique Gas and Energy Summit and Exhibition. With 8 years of existence, this event has played an important role since the first announcements of the discovery of gas in Mozambique.

Under the motto “Developing the Integrated Sustainable Energy System of Mozambique”, the event took place in its 9th edition, in the Mozambican capital, Maputo, between the 27th and 28th of September 2023.

We find out how the event has helped connect Mozambicans and industry and provide networking opportunities for SMEs. Let’s learn more about Damien’s vision.

What were Mozambique’s highest points from MGSEE 2023 and what objectives were achieved?

The Mozambique Gas and Energy Summit is one of DMG’s oldest events. It has been fantastic to work, over the years, in partnership with ENH, and with the government to really understand the opportunities for the country.

For us, the aim has always been to ensure that the entire gas and energy value chain is represented. This is a platform in Mozambique for the international gas and energy community to interact with government project proponents, regionalplayers and of course, Mozambicans and local companies .

We strive to ensure that it is an entrepreneurial and innovative event, with value and purpose. I believe that the objectives are being achieved from this perspective.

How does this edition compare to previous years?

For the first time, the Mozambique Gas and Energy Summit and exhibition were sold out in terms of available exhibition space. For us, this is a significant indicator in several dimensions. First, it demonstrates that there is a growing appetite for investment in Mozambique. Secondly, that there are emerging opportunities in the energy sector, not just in gas and power. Finally, we also see an increase in opportunities in the areas of renewable energy and new energy.

The exhibition increased considerably, with a large influx of international delegates. In addition to the growth in exhibition, we also had more exhibition areas in countries such as France, the USA, the United Kingdom and Italy.

Our event attracted delegations from Congo, Tanzania and we also had important contingents from South Africa, Nigeria, UEA and the USA. These developments proved the success of this edition.

What is the impact of MGSEE on the industry both in Mozambique and across borders?

In the energy sector alone, DMG has around 180 conferences and exhibitions around the world, however, we try, whenever possible, to ensure that there is interconnection and interaction between all these conferences.

Whether in China, Dubai, Calgary or Maputo, we understand that there will always be opportunities for the development of energy projects, whether in investment, bidding, awarding or even learning.

We foster global interconnection between all Events. Our job is not just to provide the platform, but also to create opportunities between different nations, because the global energy industry is very interconnected.

For example, the Nigerian delegation we brought offered insights into the development of local content in the oil and gas industry. In Nigeria, local content has been enshrined in law for about 10 years. All these discussions help to elevate the global gas industry.

How do you foresee the future of MGSEE in Mozambique?

If, in 2012, we could have looked to 2023 and seen how far we have come, we would of course feel as we feel now: very proud and very excited. We’ve been there every step of the way, witnessing opportunities emerge and seeing them turn into tangible projects that are now being delivered.

But what’s beyond that? We are always striving to not only push our own limits and innovate, but also to really listen and understand our community, our audience.

From giving opportunities and rewarding entrepreneurs and small SMEs, promoting and giving a voice to the Women’s Forum in Energy to telling the success stories of professionals in the sector, MGSEE has been a platform for everyone.

As a future goal for our 10th event we would like to open an office in Mozambique. We already have local offices in Egypt, South Africa and Nigeria, so for us, this would be the best way to celebrate our 10th edition.

Fundação SPROWT e PIONEER promovem a 2ª edição de “Women on Boards Moçambique” em Maputo 

Decorre de 30 de Outubro a 3 de Novembro do ano em curso, a segunda edição do Women on Boards Moçambique (WoB), na cidade de Maputo, um programa de formação que visa preparar mulheres de empresas, instituições e organizações dos sectores privado e público.

Estas mulheres são consideradas como tendo potencial para integrarem órgãos de administração, gestão e de fiscalização ou que pertençam a estes órgãos, com o interesse de desenvolver competências.

A iniciativa é da PIONEER Leadership Network for Women in Africa, a ser executada pela Academia SPROWT em parceria com a VDA Academia.

Mais concretamente, o programa tem como objectivos, o desenvolvimento de conhecimentos e de competências em áreas fundamentais, para o exercicio de funções em órgãos de administração e fiscalização, incluindo em matérias de gestão, assuntos jurídicos e comportamentais.

Visa alargar a rede de contactos e partilha de experiências com oradores principais (keynote speakers), formadores e formandos, provenientes de diversas empresas, instituições e organizações de referência e, igualmente, visa traçar uma matriz de conhecimento para a resolução de situações do âmbito empresarial.

O WoB é composto por cinco categorias, nomeadamente a de gestão, digital, jurídica, soft skills e Sustentabilidade. Haverá um workshop que vai ser dirigido por um keynote speaker. O evento tem o potencial de abordar questões sobre os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS’s).

Vai decorrer em formato presencial e contará com formadores nacionais e internacionais especializados em diversas áreas, para conferir à formação uma abordagem multidisciplinar.

Eni e parceiros decidem investimento da segunda plataforma até meados de 2024

A empresa italiana Eni SpA espera chegar a uma decisão final de investimento na sua segunda plataformacflutuante de Gás Natural Liquefeito (GNL) denominado Coral Norte, até ao final de Junho do próximo ano, disseram, na terça-feira, duas fontes directamente envolvidas no projecto.

O Presidente do Conselho de Administração da Eni, Claudio Descalzi, e a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, vão deslocar-se a Moçambique e à República do Congo no final desta semana para reforçar os laços entre a Itália e estes países, onde a Eni está a desenvolver projectos de GNL.

O primeiro projecto de GNL da Eni, denominado Coral Sul, tornou o país africano num produtor e exportador global de GNL a partir de Novembro de 2022 e o novo projecto reforçaria ainda mais a produção de Moçambique.

A segunda plataforma vai aumentar a produção de gás da Eni em África, que poderá ser transferida para a Europa, ajudando a diversificar o abastecimento de gás da Europa nos próximos anos, afirmou o seu CEO, Claudio Descalzi, em Janeiro passado.

“Trabalho feito? Ainda não. Está 90% concluído e o nosso objectivo é ter a DFI (Decisão Dinal de Investimento) durante o primeiro semestre de 2024”, disse uma das fontes, acrescentando que o navio flutuante de GNL começará a produzir e a exportar dentro de quatro anos.

Uma Decisão Final de Investimento é um ponto no desenvolvimento de um projecto em que é assumido um compromisso de investimento importante e é efectivamente visto como o avanço final.

A Eni é o operador do projecto Coral Sul, mais de dois terços do qual é propriedade conjunta da Eni, da Exxon Mobil e da CNPC da China. A empresa portuguesa de energia Galp, a Korean Gas Corp. e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) são os parceiros minoritários com 10 por cento cada.

O campo de gás localizado na Bacia do Rovuma, ao largo da costa moçambicana, denominado campo Coral, está estimado em 500 mil milhões de metros cúbicos de gás natural.

O Coral Sul produz actualmente 3,5 milhões de toneladas de GNL e o novo navio de GNL poderá duplicar a produção, disse a fonte.

 

Hidrocarbonetos: contratos de concessão com ENI e CNOOC rubricados ainda este ano

O Governo poderá, até Dezembro próximo, assinar contratos de concessão com as empresas vencedoras do Sexto Concurso de pesquisa e produção de hidrocarbonetos, anunciadas recentemente pelo Instituto Nacional de Petróleos (INP). Trata-se da ENI e CNOOC Hong Kong Limited, companhias italiana e chinesa, respectivamente.

De acordo com Nazário Bangalane, Presidente do Conselho de Administração (PCA) do INP, as sessões técnicas para esclarecimento dos termos contratuais estão a ter avanços e “constituem um progresso assinalável no processo de concessão dos 6 blocos adjudicados durante o Sexto Concurso”.

“Volvidos quase dois anos desde o lançamento do concurso, satisfaz-nos imensamente o facto de termos conseguido esclarecer a maior parte das inquietações que os investidores têm apresentado à nossa equipe técnica”, afirmou o PCA.

De acordo com o INP, o interesse demonstrado pelas empresas vencedoras do oncurso em investir na pesquisa e produção de hidrocarbonetos em Moçambique, é uma evidência da importância das bacias sedimentares do país e do potencial energético de que Moçambique dispõe no âmbito da transição enrgética.

A  expectativa, segundo o INP, é que ao ser rubricados os contratos, que poderão estar vigentes num período mínimo de 8 anos, “permitirão que as empresas operadoras consigam maturar o processo de pesquisa, de tal modo que se garanta que mais recursos sejam produzidos, com particular ênfase para o gás natural, assegurando a injecção de uma energia mais limpa e acessível ao mercado nacional e internacional.

O Sexto Concurso foi lançado em Novembro de 2021 em Maputo. As sessões técnicas decorrem no edifício sede do INP e deverão estender-se até o final de Outubro.

Central de energia solar da Syrah Resources já está operacional

A Syrah Resources, empresa de extração de grafite, conseguiu colocar em pleno funcionamento o seu sistema híbrido de energia solar e baterias nas suas operações de Balama, na província de Cabo Delgado, norte do país.

A empresa anunciou, na quarta-feira, que o sistema solar fotovoltaico (PV) de 11,25 MWp, que incorpora 20 832 módulos solares com uma área de superfície de 53 800 m2, foi totalmente integrado com um sistema de armazenamento de energia em bateria (BESS) de 8,5 MW/MWh.

Prevê-se que o sistema solar e de baterias contribua com, pelo menos, 35 por cento das necessidades médias de energia de Balama, reduzindo significativamente o consumo de gasóleo e as emissões de carbono equivalente do produto em Balama e produzindo poupanças de custos associadas.

Segundo o Mining Weekly, o sistema solar e de baterias pode suprir unicamente as necessidades de energia de Balama durante os períodos de pico de luz do dia com a central a funcionar, e continuamente se a central não estiver a funcionar.

A central de produção de energia a gasóleo de Balama (grupos geradores a gasóleo) fornecerá as necessidades de energia de base durante a noite e as necessidades de energia adicionais durante o dia, tendo em conta a irradiação solar, a disponibilidade de energia do sistema híbrido solar e de baterias e a procura global de energia no local.

A empresa informou os accionistas que nos testes operacionais realizados durante dez dias da recente campanha de produção de Balama, foi possível obter um fornecimento integrado de energia a partir do sistema híbrido de energia solar e baterias e dos grupos geradores a diesel.

Com 33 por cento do consumo total de energia fornecido  pelo sistema híbrido de energia solar e baterias, juntamente com uma poupança média de 34 por cento no consumo de diesel por KWh de energia gerada, equivale a uma poupança de cerca de 16 mil litros de diesel por dia.

TotalEnergies promove sessões de sensibilização sobre direitos humanos

A multinacional petrolífera TotalEnergies, com o apoio do Departamento de Direitos Humanos da sua sede, está a promover uma série de sessões de sensibilização sobre os direitos humanos em Moçambique, tendo como foco a província nortenha de Cabo Delgado, onde está desenvolver um projecto de exploração de gás natural.

Na semana finda, a companhia, através da TotalEnergies EP Mozambique Área 1 Limitada, operadora do projecto Mozambique LNG, organizou este tipo de sessões nas cidades de Maputo, Pemba e na vila de Palma, os últimos dois locais em Cabo Delgado.

Em comunicado de imprensa, a TotalEnergies explica que estas iniciativas surgem no prosseguimento de outras organizadas em 2022, que “contaram com a participação de trabalhadores da companhia, parceiros implementadores dos projectos socioeconómicos da empresa em Cabo Delgado, instituições públicas e privadas, organizações internacionais, organizações da sociedade civil e parceiros multilaterais de cooperação no país.”

“As sessões debruçaram-se sobre a abordagem da TotalEnergies em matéria de direitos humanos e sobre aspectos relacionados com direitos humanos e trabalho, direitos humanos e comunidades locais, e direitos humanos e segurança”, afirma a cmpanhia.

Segundo a nota, as sessões incluíram discussões sobre a identificação de potenciais sinergias entre diferentes actores para abordar os desafios actuais e aproveitar as oportunidades existentes para uma maior promoção dos direitos humanos em Cabo Delgado.

O projecto Mozambique LNG é o primeiro desenvolvimento em terra de uma fábrica de gás natural liquefeito (GNL) no país. O projecto inclui o desenvolvimento dos campos Golfinho e Atum, localizados na Área 1 Offshore, e a construção de uma fábrica com duas unidades de liquefacção com capacidade de 13,12 milhões de toneladas por ano (MTPA).

CEO da Exxon Mobil Moçambique diz que transição energética justa é crucial

Onde há falta de recursos energéticos, há pobreza humana e não é justo que cerca de 700 milhões de pessoas no mundo não tenham acesso à electricidade. A informação é de Arne Gibbs, Director Geral da Exxon Mobil Moçambique, Limitada, na sua intervenção durante a Cimeira e Exposição de Gás e Energia de Moçambique, em Maputo.

O gestor da firma, ciente dos desafios energéticos do país, garantiu que a Exxon vai dar o seu contributo para tornar a matriz energética nacional sustentável.

“Nós pensamos que países como Moçambique merecem mais, muito mais. O acesso à energia é fundamental para o mercado doméstico como para alimentar outras regiões”, considerou Gibbs.

A fonte argumentou que a energia é fundamental para, em primeiro lugar, melhorar a qualidade da vida e depois alimentar as indústrias.

Gibbs afirmou que o mundo vai conhecer, nos próximos anos, uma procura em alta, por exemplo, do gás natural, e Moçambique tem a vantagem de ser um dos produtores deste recurso.

“50 por cento da procura de gás natural é para a produção de electricidade e 40 por cento para o uso industrial. Há oportunidades para Moçambique, porque o mundo vai precisar de novos recursos energéticos como de gás natural”, apontou Gibbs.

Falando a diversos participantes de cadeia de valor de petróleo e gás, o CEO da Exxon mencionou alguns mercados para onde o gás de Moçambique pode chegar e desempenhar um papel fundamental.

“Vemos um crescimento comercial de gás natural na América do Norte e a tendência vai aumentar no futuro. Também podemos ver o crescimento de produção em África e isso inclui um crescimento significativo na procura interna de gás, o que vai dar lugar ao aumento de exportações de GNL, implusionadas por Moçambique e Nigéria”, apontou o responsável.