Friday, April 17, 2026
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Transição energética entre os temas das reuniões anuais de Banco Mundial e FMI

A transição energética para a redução de emissões de carbono na natureza é um dos assuntos de relevo que vão dominar as reuniões anuais de alto nível do Banco Mundial e Fundo Monetário Inetrnacional (FMI), que decorrem em Marrakesh, capital do Reino de Marrocos.

Moçambique está presente nestes encontros e a delegação moçambicana é chefiada por Rogério Lucas Zandamela, governador do Banco Central e Coadjuvado por Amílcar Paia Tivane, Vice-Ministro da Economia e Finanças.

Segundo uma nota do Ministério de Economia e Finanças (MEF), as reuniões anuais do GBM e do FMI juntam ministros das Finanças e do Desenvolvimento, governadores de Bancos Centrais, organizações internacionais, executivos do eector privado, representantes de organizações da sociedade civil e académicos.

As cúpulas visam discutir assuntos relacionados com financiamento concessional, bem como as opções para fazer face às vulnerabilidades crescentes da dívida e o seu processo de reestruturação.

Moçambique participará de diferentes encontros com destaque para as reuniões estatutárias incluindo a constituência Africana no Banco Mundial e no Fundo Monetário Internacional, da plenária das reuniões anuais, a palestra de alto nível sobre desenvolvimento de capacidades para o empoderamento económico de África no meio de choques compostos.

Igualmente, participará da reunião dos Ministros das Finanças e dos governadores dos Bancos Centrais da Commonwealth, incluindo encontros bilaterais com destaque para Departamento Africano do FMI.

Rogério Zandamela, Governador do Banco de Moçambique, participará ainda como Orador na Mesa Redonda sobre Insustentabilidade da Dívida Soberana no Sul Global.

À margem das Reuniões Plenárias, o Vice-Ministro da Economia e Finanças estará presente do seminário sobre Minerais Críticos para Transição Energética com vista a partilhar a visão do país para a sua exploração e aproveitamento dos recursos minerais, para o benefício do povo moçambicano.

Para o presente ano, o tema central das Reuniões Anuais é “Acção Global, Impacto Global”, em tornos das incertezas quanto aos compromissos da comunidade doadora internacional para financiamento das actividades e iniciativas das agendas globais de desenvolvimento.

Empresa Linde avança na implantação de turbinas de hidrogénio

A Linde Clean Energy, empresa multinacional de gás e produtos químicos americano-alemã, avança que as turbinas a gás que foram recentemente instaladas, em Moçambique, já estão a 75 por cento preparadas para gerar o hidrogénio.

A firma está a concentrar-se na utilização do hidrogénio para descarbonizar a indústria, afirmou Timothy Carmichael, gestor sénior de desenvolvimento empresarial da empresa , numa intervenção na recente conferência Hydrogen Africa.

“Para nós, Siemens Energy, estamos concentrados em garantir que as nossas turbinas a gás estão prontas para utilizar o hidrogénio. Até 2030, todas as nossas turbinas estarão 100% preparadas para utilizar hidrogénio gasoso”.

A empresa também está a aumentar a sua produção de electrolisadores de hidrogénio, à medida que mais indústrias avançam para a descarbonização das operações, e uma fábrica de 1 GW deverá estar operacional em novembro, avança a Mining Weekly.

A Siemens Energy, empresa-mãe da Linde, pretendia aumentar a sua produção de electrolisadores em cerca de 1 GW por ano, acrescentou.

Entretanto, a Linde obtém actualmente 3 mil milhões de dólares das suas receitas anuais com as vendas de hidrogénio e um dos principais factores de diferenciação da empresa é o facto de possuir e operar 80 electrolisadores utilizados para a produção de hidrogénio.

“Estamos agora a tentar tirar partido da nossa experiência para aumentar a capacidade e aumentámos as nossas instalações de produção de electrolisadores, incluindo electrolisadores de membrana de permuta de protões, para 24 MW por ano”.

“Temos experiência em toda a cadeia de valor do hidrogénio, incluindo a reforma a vapor, as tecnologias de electrolisadores e a síntese de amoníaco/metanol. Estamos também a fazer investimentos em activos para apoiar a transição”, acrescentou.

A conferência Hydrogen Africa realizou-se em Joanesburgo, África do Sul, a 28 de Setembro passado.

 

 

 

Investimentos no Gás Natural Liquefeito vão fazer cerscer o PIB aos 5,1% em 2024

Standard Bank prevé um crescimento acelerado do Produto Interno Bruto (PIB) para 5,1 por cento em 2024, após os 4,6 por cento deste ano. Essa tendência crescente será apoiada pelo investimento em Gás Natural Liquefeito (GNL) no país.

Os dados constam do indicador económico utilizado para medir o desempenho e a actividade do sector de indústria ou serviços de um país (PMI) elaborado pelo Standard Bank e referente ao mês de Setembro passado.

O relatório, aponta, igualmente, para uma inflação de 5.9 por cento para o final de 2024, situação que se vai reflectir, devido a riscos decorrentes de eventos climáticos e da volatilidade dos preços dos combustíveis.

O PMI refere que a inflação manteve-se ligeira até Setembro, como resultado do aumento mais lento dos preços globais dos meios de produção desde Fevereiro, os encargos com a produção aumentaram em menor escala.

Até o final de 2023, o PMI prevé um novo abrandamento da inflação para 4,8 por cento, mas “com um crescimento mais lento do PIB fora do sector dos recursos naturais, que atingiu um nível de 2,5%, ano a ano, no segundo trimestre de 2023 e, provavelmente, atingirá uma média de 2,1% este ano, tendo descido de 3,9% no ano passado”, diz o economista-chefe do Standard Bank,  Fáusio Mussá.

No contexto macroeconómico, Mussá refere que observou-se uma redução no défice da conta corrente da balança de pagamentos, excluindo os grandes projectos, para 26,5 por cento do PIB no segundo trimestre de 2023, após 29,8 por cento do PIB em 2022. Verificou-se igualmente uma nova descida do rácio da massa salarial do Estado em relação à receita para 53,5% no segundo trimestre de 2023, em relação a 69,3% em 2022.

“Estes desenvolvimentos, em conjugação com o abrandamento da inflação, com o valor mais recente de 4,9% ano a ano em Agosto, após um pico de 13% em Agosto de 2022, sugerem que o Banco Central poderá começar a considerar um corte nas taxas de juro, na reunião de Novembro do Comité de Política Monetária (CPMO)”, afirmou Mussá.

Porto da Mocímboa da Praia volta a operar depois de obras de reabilitação

O Aeródromo de Mocímboa da Praia, que também beneficiou da requalificação foi relançado pelo estadista, num acto que simboliza a reabertura da província de Cabo Delgado aos investimentos, com os progressos na segurança das pessoas e infraestruturas cada vez mais visíveis.

A propósito, Nyusi frisou que os dois empreendimentos representam a renovação da esperança da população de Cabo Delgado, do país e dos parceiros que procuram cimentar os seus investimentos na província do extremo norte do país.

“Os agentes económicos de Mocímboa da Praia, em Cabo Delgado, dispõem agora de um poderoso instrumento de renovação da esperança, um farol de progresso para o suporte e viabilização das diversas iniciativas de desenvolvimento, nomeadamente porto local, reabilitado depois de sabotado pelos terroristas”, escreveu o dirigente numa plataforma digital.

Para o governante, o Porto de Mocímboa da Praia, por exemplo, é de vital importância para a dinamização da economia nacional, podendo servir como suporte logístico dos grandes projectos que despontam naquela região.

“Com esta infra-estrutura, a par do Aeródromo de Mocímboa da Praia, nascem oportunidades para a juventude e empresários locais, tendo como consequência a melhoria do bem-estar socioeconómico”, afirmou Nyusi.

“Neste momento em que celebramos a reabertura deste porto, reiteramos a nossa determinação em continuar a criar um ambiente necessário para atrair mais investimentos para esta província e para o país em geral”, enfatizou.

Filipe Nyusi lembrou que Mocímboa da Praia foi um dos locais mais assolados pelos ataques terroristas. Por isso mesmo, o dirigente pediu à população da província  mais vigilância e união.

“Não queremos viver incertezas, pois Mocímboa da Praia é um bastião muito sensível”, conclui o estadista moçambicano.

 

 

 

 

Vodacom leva à Matola um centro de dados de última geração

Trata-se de uma infra-estrutura que será equipada com tecnologia de última geração, respondendo assim às necessidades das empresas que procuram expandir a sua presença digital, melhorar as capacidades de recuperação de dados em caso de ataques cibernéticos e optimizar a sua infra-estrutura de tecnologias de informação.

No que se refere ao controlo dos sistemas, a Vodacom optou pela neutralidade, oferecendo aos clientes a liberdade de seleccionar provedores de telecomunicações que se adaptem às suas necessidades específicas.

A  infra-estrutura irá incorporar “as mais elevadas características de segurança disponíveis na indústria para a protecção dos activos nela colocados. Serão implementadas medidas rigorosas de controlo de acesso, para salvaguardar dados e aplicações críticas, garantindo a máxima segurança aos utentes”.

Lucas Chachine, Presidente do Conselho de Administração da Vodacom Moçambique, destacou, durante o acto de lançamento da primeira pedra, a dinámica que a infraestrutura vai emprestar ao ambiente de negócios.

“A nossa missão é crescer com Moçambique, contribuindo para uma economia sustentável e resiliente, recorrendo aos mais altos padrões de  tecnologia de ponta e de segurança. Com a construção deste centro de dados, queremos que as empresas, ao associarem-se a nós, possam concentrar-se apenas no seu principal negócio, enquanto nós protegemos os seus dados e aplicações críticas”, expressou o gestor.

O novo data center estará localizado estrategicamente, o que lhe vai permitir um acesso eficiente aos mercados locais e globais, “tornando-o uma escolha atractiva para as empresas que procuram salvaguardar as suas operações”.

 

 

Absa Bank, IPEME e APME reforçam parceria e avançam soluções bancárias

A pretensão foi expressa naquela que foi a segunda sessão de apresentação de linhas gerais da parceria, no âmbito da materialização de um memorando assinado pelas três instituições, no passado dia 8 de Maio do ano em curso.

O encontro visava, entre outros objectivos, “fortificar as sinergias criadas aquando do primeiro encontro, na iniciativa de apoiar e impulsionar o desenvolvimento do sector das PME’s”.

“Com esta parceria, o Absa posiciona-se como o Banco das PME, continuando a apoiar o objectivo do Governo Central, na promoção do desenvolvimento sustentável da economia, através de iniciativas fiáveis que contribuam para o aumento da produção nacional, avança uma nota do Absa Bank.

Alberto Júnior, responsável pela Rede de Balcões do Absa Bank Moçambique, frisou que acções colectivas como estas são essenciais  para estimular o ambiente de negócios em consolidação e emergentes.

“Com estas sessões reforçamos o nosso compromisso em continuar a inovar e a diversificar a nossa oferta, reconhecendo a necessidade de estabelecer um relacionamento cada vez mais próximo, e a pertinência da realização de um trabalho coordenado no domínio da promoção e desenvolvimento harmonioso da economia nacional”, afirmou a fonte.

“Apoiar o tecido empresarial, quer através da sua capacitação para maior acesso aos serviços financeiros especializados, quer através de uma oferta de produtos, serviços, canais digitais, e um atendimento personalizado, mas acima de tudo, soluções competitivas”, acrescentou o gestor.

O Absa Bank Moçambique é subsidiária do Absa Group Limited, um grupo Africano de serviços financeiros. Está cotado na Bolsa de Valores de Johannesburg, com presença em 12 países no continente.

Empréstimos garantidos por recursos naturais são um risco, alertam o FMI e AFDB

A directora-Geral do FMI, Kristalina Georgieva, reuniu-se na passada quinta-feira com o presidente do Grupo do Banco Africano de Desenvolvimento, Dr. Akinwumi Adesina, em Abidjan, na Costa do Marfim.

No encontro, Adesina afirmou que “os empréstimos garantidos por recursos naturais não são transparentes, são dispendiosos e dificultam a resolução da dívida”. Adesina advertiu que, se a tendência continuar, “será um desastre para África”.

Georgieva frisou que a equipa de gestão sénior do FMI irá  levar a cabo um trabalho “exaustivo”, no sentido de apelar aos países a serem cautelosos com os créditos externos, no contexto de financiamento aos projectos de exploração dos recursos naturais.

“Iremos com uma voz forte dizer aos países que não criem vias para empréstimos predatórios e escravizadores”, afirmou.

A Comissária afirmou, ainda, que a questão será discutida na Mesa Redonda Mundial sobre a Dívida Soberana, composta por credores bilaterais, credores privados e países mutuários. A mesa redonda é co-presidida pelo FMI, pelo Banco Mundial e pela presidência do G20,  Grupo para o qual a União Africana aderiu em Setembro como membro permanente.

É a primeira vez que um director do FMI visita a sede do Banco desde a sua criação em 1964.

Índia reitera desejo da TotalEnergies retomar o projecto de GNL em Cabo Delgado 

Puri teve o encontro com o gestor da petrolífera francesa em Abu Dhabi, onde participava de uma conferência da indústria de oil&gas, na semana passada.

A TotalEnergies detém uma participação de 26,5 por cento no projecto de 20 mil milhões de dólares designado Mozambique LNG, interrompido em 2021 por força maior, depois de um ataque armado no distrito de Palma, onde está implantada a estrutura das operações da Gás Natural Liquefeito (GNL).

A Índia comparticipa do Projecto através das empresas ONGC Videsh (ONVI.NS), Bharat Petroleum (BPCL.NS) e Oil India Ltd (OILI.NS). Os outros accionistas da Mozambique LNG são a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), a Mitsui & Co do Japão, a PTTEP da Tailândia.

No mesmo encontro, Puri convidou à TotalEnergies (TTEF.PA), o maior grupo petrolífero francês, a apresentar uma proposta de direitos de exploração de petróleo no país, numa altura em que o terceiro maior importador e consumidor de petróleo do mundo procura reduzir a sua dependência de importações onerosas.

De acordo com a Reuetrs, a Índia compra ao estrangeiro mais de 84 por cento do petróleo de que necessita e está a tentar desenvolver rapidamente as suas reservas de hidrocarbonetos para reduzir a dependência das importações.

Crise energética na RSA faz Eskom adiar o fecho das centrais de carvão

O anúncio ocorreu no momento em que contiua o debate sobre as iniciativas da África do Sul para reduzir a pouluição atmosférica e a dependência de centrais eléctricas alimentadas a carvão.

O Governo sul-africano assumiu compromissos internacionais para diminuir as emissões de carbono e dióxido de enxofre e outros poluentes atmosféricos, e foi definido para desligar algumas unidades em estações de carvão este ano e no próximo para reduzir a poluição. Isso, no entanto, foi adiado por causa da crise energética.

“A Eskom pretende, no entanto, instalar capacidade renovável nos locais actuais enquanto estes ainda estão operacionais. Agora, apenas Komati foi encerrado para o reaproveitamento e reponteciação”, disse Ramokgopa, respondendo a perguntas no parlamento, semana passada.

O gestor disse que o carvão continuará a ser usado para gerar electricidade, apesar dos apelos para a eliminção do carvão por parte de iniciativas internacionais sobre mudanças climáticas, facto que contraria as espectativas dos financiadores das iniciativas sobre mudanças climáticas de a África do Sul fechar as estações movidas a carvão.

“O carvão continuará a ser uma característica do mix energético da África do Sul, que incluirá gás, energia nuclear e tecnologias renováveis. Não obstante as condições associadas ao financiamento das aleteraçõea climáticas, o país não celebrou formalmente qualquer acordo”, explanou.

Em Outubro de 2022, a Eskom anunciara o enecerramento da central de carvão, devido à sua idade e que havia planos para a transformar numa central alternativa de energia renovável.

Porto de Nacala dinamiza economia dos países do “hinterland”

Esta expressão, segundo o ministro, combina a capacidade instalada, com acessos ferroviários e rodoviários, que ligam aquele porto aos centros de produção e consumo de produtos.

Magala diz que a infra-estrutura portuária foi requalificada e ampliada no âmbito das reformas económicas em curso no país, com vista a satisfazer as necessidades cada vez mais crescentes impostas pela competição global e a necessidade de desenvolvimento do país, da região e do mundo.

Aliás, o Porto de Nacala, uma infra-estrutura de águas profundas, que vão até 14 metros, permite o escoamento de produtos e dinamização da economia dos países do Interland, como Zâmbia e Malawi, colocando, assim, Moçambique como provedor estratégico de serviços ferro-portuários.

Por isso, estão presentes nesta cerimónia de reinaguração do porto, dirigida pelo Chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, os presidentes de Malawi e da Zambia, Lazarus Chakwera e Hakainde Hichilema, respectivamente.

À margem da cerimónia, os três estadistas assinaram acordos tripartidos sobre os corredores ferroviário e rodoviarios, com vista a assegurar o desenvolvimento da região Austral de África e incrementar suas relações económicas.

Com o investimento feito, a capacidade de manuseamento da carga vai sair dos anteriores 100 mil unidades equivalentes a 1 contentor de 20 pés por ano (TEU’s/ano) para 252.000 TEU’s, representando um aumento de capacidade em 152 por cento.

Segundo os gestores da infra-estrutura, espera-se a atracação de navios de grande porte de cerca de 60 mil toneladas de peso morto (DWT) e redução do seu tempo de permanência no cais e, consequentemente, todo o processo de manuseamento de contentores, devido à introdução de novos e modernos equipamentos.

Destaca-se a introdução de novas gruas, três braços de carga no terminal líquido, oito unidades de empilhamento de contentores e oito garras automáticas para o manuseamento de carga a granel.

O projecto de reabilitação, ampliação e modernização decorreu em duas fases e teve como orçamento inicial 273,6 milhões de dólares norte- americanos financiados pela Agência Internacional de Cooperação do Japão.