Friday, June 5, 2026
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Para breve retoma do projecto da TotalEnergies, assegura Magala

A petrolífera francesa TotalEnergies reafirma para breve a retoma do projecto, através da construção da planta de Gás Natural Liquefeito na Península de Afunji, em Cabo Delgado.

Trata-se de um projecto cuja implementação foi interrompida em 2021, com a declaração de “força maior”, pelo consórcio, depois do ataque terrorista à vila-sede do distrito de Palma, a escassos 30 quilómetros do acampamento.

O ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, visitou, semana finda, o aeroporto da TotalEnergies em Afungi e os aeródromos de Palma e Montepuez, ambos em Cabo Delgado, no quadro da monitoria dos preparativos para a retoma das actividades.

Magala manteve encontro com os gestores da planta do gás, onde recebeu garantias de haver optimismo e vontade de retomar os trabalhos, justificando o facto de existir uma colaboração efectiva com as autoridades bem como a paz que se faz sentir no terreno, sem, contudo, menosprezar os riscos que ainda prevalecem.

Estas informações vêm reforçar o que se tem avançado pela gestão máxima da Total. Há dias, por exemplo, o CEO da firma disse ao site de notícias da Reuters que havia várias oportunidades para a retoma das actividades da petrolífera na província do Norte de Moçambique.

O gestor destacou os avanços na restauração da tranquilidade nas zonas assoladas pelos ataques dos insurgentes. Estes progressos são o resultado da intervenção militar conjunta entre as Forças de Defesa e Segurança (FDS) nacionais e estrangeiras, nomeadamente as da SADC designadas por SAMMIM e as do Ruanda.

Maior investimento até então 

A TotalEnergies é responsável de 25 por cento de acções no seu Projecto de Gás Natural (GNL) na península de Afungi, no distrito de Palma, em Cabo Delgado. Denominado Mozambique Venture, o projecto é, até então, o que maior investimento já recebeu no país, avaliado em mais de 20 milhões de dólares americanos.

O Projecto é visto como um dos mais promissores para a Balança de receitas na economia moçambicana. Tem o potencial de alimentar o mercado nacional e internacional e contribuir para a agenda de transição energética dentro e fora do território nacional.

Maleiane fala de oportunidades de negócios Pós COVID-19

O primeiro-ministro, Adriano Maleiane, assegura que a economia de Moçambique está em um momento favorável e atrativo para novos investimentos, superando os impactos negativos da Covid-19.

Maleiane expressou sua confiança durante a cerimônia de encerramento do Fórum de Negócios China-Moçambique, realizado na cidade de Wuhan, província de Hubei, China. O evento teve como tema “Acelerando o Comércio e Investimentos entre Moçambique e China através da Agricultura e Agro-negócios”.

“A título ilustrativo, após uma desaceleração econômica de 1.3% em 2020, nosso Produto Interno Bruto registrou um crescimento de 4.4% no primeiro semestre deste ano. Prevê-se que até o final do ano alcance 5%, impulsionado pelos setores da indústria extractiva, agricultura, hotelaria e turismo, entre outros”, declarou.

Perspectivas de Crescimento

“Esta tendência de crescimento da nossa economia, aliada ao Pacote de 20 Medidas de Aceleração Econômica implementadas desde o ano passado, nos faz acreditar que nosso Produto Interno Bruto crescerá acima de 7% nos próximos anos,” acrescentou o primeiro-ministro.

Por isso, Maleiane convidou os empresários chineses, em particular os da província de Hubei, a investir em parceria com o empresariado moçambicano. Ele destacou áreas como agricultura, indústria, energia, infraestruturas e turismo, dada a importância destes setores na diversificação da economia e na geração de empregos e renda.

Iniciativa Privada e Desenvolvimento Sustentável

O governante reiterou o compromisso do Governo moçambicano em promover a iniciativa privada, envolvendo capital nacional e estrangeiro, numa abordagem sustentável e inclusiva capaz de acelerar a transformação econômica do país a médio e longo prazo.

Álvaro Massingue, presidente da Câmara de Comércio de Moçambique (CMM), que faz parte da delegação do primeiro-ministro, aprofundou as perspectivas e parcerias com investidores da província de Hubei.

“Os desafios residem na mecanização dos nossos processos produtivos e no fortalecimento das capacidades das nossas micro, pequenas e médias empresas. Isso as capacitará para explorar plenamente o enorme potencial e conquistar o mercado chinês como principal destino de nossas importações. Acreditamos que podemos unir esforços com empresários chineses para alcançar esse objetivo rapidamente”, destacou Massingue, conforme citado pela Rádio Moçambique, emissora nacional.

O Fórum de Negócios reuniu empresários moçambicanos e chineses, representando diversos segmentos de atividade econômica, com destaque para a agricultura e agro-negócios.

Índia principal destino de produtos moçambicanos, um dos quais o carvão mineral

O mercado indiano foi o principal destino dos produtos moçambicanos durante o segundo trimestre do ano em curso, período em que o país exportou bens orçados em 308,2 milhões de dólares norte-americanos. As exportações de bens nacionais destacou-se também em mais países.

O carvão mineral, soja e legumes de vagem seca ou em grão foram os mais comercializados por Moçambique para aquele país asiático. Este volume representou um peso de 15,3 por cento no total de exportações verificadas durante os meses de Abril e Junho.

Os dados constam do relatório sobre a Balança de Pagamentos (BoP) recentemente divulgado pelo Banco de Moçambique.

Na lista dos seis principais compradores posicionam-se, ainda, a África do Sul, China, Países Baixos, Coreia do Sul e Itália.

África do Sul também em destaque 

A vizinha África do Sul destacou-se como o segundo destino dos produtos moçambicanos, ao alcançar um peso de 13,3 por cento sobre o total de exportações. Este país importou o gás natural, energia eléctrica, carvão, perucas, banana, dentre outros produtos.

Com efeito, o impacto financeiro esteve na ordem de um total de 267,7 milhões de dólares. A China, uma das principais economias do mundo, posicionou-se com uma participação de 10,3 por cento do cumulativo de exportações do país.

O mercado chinês mostrou-se fundamental para a compra de areias pesadas e naturais, combustível, gás natural, sementes e frutos oleaginosos, consolidando receitas estimadas em 206,8 milhões de dólares.

Reino dos Países baixos no topo europeu

A liderar a lista dos países europeus mais presentes no mercado moçambicano, os Países Baixos destacam-se por terem registado um peso de 8,7 por cento do volume de exportações, no período em análise, rendendo receitas na ordem de 176,1 milhões de dólares.

Produtos como o alumínio bruto, gás natural e carvão mineral foram os responsáveis pelos ganhos obtidos.

A Coreia do Sul registou uma porção de 5,9 por cento, conferindo receitas em torno de 118,7 milhões de dólares, tendo como principais produtos comercializados o carvão, crustáceos, dentre outros.

Por último, destacou-se a Itália na lista dos seis maiores importadores de produtos com origem em Moçambique, tendo apresentado um peso de 5,3 por cento do total de exportações, permitindo que o país arrecadasse receitas na ordem de 105,9 milhões de dólares.

O alumínio e gás natural foram os que maior contributo tiveram para este resultado.

Moçambique espera produzir 329.040 toneladas de grafite em 2024

Moçambique antecipa uma explosão na produção de grafite, estimando mais de 329.040 toneladas para o próximo ano.

Isso representa um aumento notável de mais de 180% em relação ao desempenho deste ano, segundo projeções governamentais.

Essa expansão é fundamental para a economia do país, de acordo com o Plano Econômico e Social do Orçamento do Estado (PESOE) para 2024.

O governo prevê um crescimento significativo na produção de grafite no próximo ano, levando em conta os planos das empresas responsáveis por esse mineral.

Crescimento exponencial de produção

Apesar de um início lento em 2023, com apenas 22% da meta atingida devido à demanda internacional em baixa.

A produção de grafite está prestes a entrar em uma fase de crescimento exponencial no próximo ano.

A previsão de 329.040 toneladas de grafite em 2024 representa um aumento expressivo de 180,2% em comparação com o ano atual, indicam dados do governo.

Essa projeção será discutida e votada na oitava sessão parlamentar ordinária, programada para ocorrer em Maputo de 19 de outubro a 21 de dezembro.

Em 2020, Moçambique produziu 120.000 toneladas de grafite, número que diminuiu para 77.116 toneladas no ano seguinte. As estimativas para 2022 e 2023 foram, respectivamente, 182.024 e 117.416 toneladas.

Syrah Resources

Contudo, o Ministério de Recursos Minerais e Energia de Moçambique admitiu, no final de agosto, que a decisão da empresa de mineração australiana Syrah de suspender a produção de grafite no país compromete as metas de quantidade e receita do estado.

A Syrah Resources, empresa australiana de mineração, anunciou em 18 de julho a produção de 15.000 toneladas de grafite para baterias de carros elétricos em abril, com destino ao distrito de Balama, província de Cabo Delgado, norte de Moçambique.

A produção, no entanto, foi interrompida no mês seguinte devido a excesso de estoque e oscilação de preços nos mercados internacionais.

No relatório de atividades do segundo trimestre da Syrah, a empresa justificou a pausa nas operações da planta de Balama.

Resultando em nenhuma produção em maio e junho de 2023, devido às condições voláteis do mercado de ânodos chinês e à disponibilidade adequada de inventário de produto acabado, estimando custos de 4 milhões de dólares para cada mês de fechamento da unidade.

Syrah é a maior mineradora de grafite em Moçambique, à frente da GK, que explora grafite no distrito de Ancuabe, também em Cabo Delgado.

Esta pausa nas operações da planta de Balama da Syrah aconteceu após quatro anos de produção comercial e ganhou destaque em dezembro de 2021.

Quando a Syrah anunciou que assinou um acordo de quatro anos para fornecer materiais de ânodo de grafite para o fabricante de carros elétricos Tesla a partir da planta da Syrah em Vidalia, estado norte-americano de Louisiana.

Esta unidade usará grafite proveniente da mina de Balama, o maior depósito de grafite de alta qualidade do mundo, de acordo com a própria empresa australiana.

Cinturão e Rota: Xi Jinping destaca frutos da cooperação com Moçambique

O Presidente chinês, Xi Jinping, expressou satisfação ao ver que a cooperação na Rota da Seda entre China e Moçambique tem gerado resultados positivos.

Na Quinta-feira, o líder chinês e o Primeiro-ministro Adriano Afonso Maleiane, encontraram-se no Grande Salão do Povo durante o terceiro Fórum para a Cooperação Internacional da Rota da Seda (BRF).

Além disso, Xi Jinping ressaltou o compromisso da China em trabalhar com Moçambique e outros países africanos para elevar os padrões da Rota da Seda e promover a implementação de três iniciativas cooperativas cruciais.

Tais acções são a Iniciativa de Apoio à Industrialização da África, o Plano de Apoio da China à Modernização Agrícola da África e o Plano de Cooperação China-África no Desenvolvimento de Talentos.

Xi enfatizou o compromisso contínuo da China em aprofundar a amizade tradicional com Moçambique, fortalecer a coordenação estratégica e alcançar novos avanços na parceria estratégica abrangente entre China e Moçambique.

Ele assegurou o apoio da China a Moçambique na defesa da soberania nacional, segurança e interesses de desenvolvimento, respeitando a trajetória de desenvolvimento condizente com as condições nacionais de Moçambique.

Ambas as partes concordaram em intensificar a cooperação nos sectores de energia e agricultura, além de promover intercâmbios educacionais, culturais, subnacionais e não governamentais.

A China está também pronta para aumentar a comunicação com Moçambique em plataformas multilaterais, como as Nações Unidas, e impulsionar a implementação da Iniciativa de Desenvolvimento Global, da Iniciativa de Segurança Global e da Iniciativa de Civilização Global, visando benefícios mútuos e globais.

GNL impulsionará triplicação do Investimento Direto Estrangeiro em 2024

O governo moçambicano antecipa um aumento de mais de três vezes no Investimento Directo Estrangeiro (IDE) no próximo ano, impulsionado pelo negócio de exploração de gás natural, de acordo com a proposta de orçamento do estado para 2024.

Nos documentos de apoio à proposta do Plano Econômico e Social do Orçamento do Estado (PESOE) para 2024.

O governo projeta um crescimento do IDE de 1.425 bilhão de doláres estimado para este ano e 4.778 bilhões de doláres no próximo ano.

Apesar do aumento de 235%, o IDE atraído para Moçambique não se espera que se recupere totalmente no próximo ano das quedas em 2022.

E em 2023, devido ao desinvestimento na indústria do carvão, resultando em quedas de mais de 5.101 bilhões de doláres em investimento estrangeiro atraído em 2021.

Relatório PESOE prevê um aumento significativo

O relatório PESOE para 2024 também prevê um aumento significativo nas importações de serviços especializados devido aos principais projectos em curso no país e à retomada das operações pela TotalEnergies, o projecto da multinacional francesa em Cabo Delgado, avaliado em mais de 20 bilhões de dólares e suspenso desde o início dos ataques terroristas.

Além disso, a expansão das plantas de produção em outros projetos, como a Montepuez Ruby Mining, a Hidroelétrica de Cahora Bassa (HCB) e a Coral North FLNG, poderia exigir um considerável aumento nas importações de bens e serviços, potencialmente superando o aumento esperado nas exportações com o início da exploração de gás natural.

Gás impulsiona economia em 2024

O PESOE prevê que Moçambique encerre 2024 com reservas internacionais líquidas (RIL) de 2.235 bilhões doláres, o suficiente para garantir três meses de importações de bens e serviços, em comparação com a projeção de 2.433 bilhões de doláres para o final deste ano, o que cobriria 3,7 meses.

O governo moçambicano antecipa que o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresça 5,5% no próximo ano – abaixo da previsão de 7% em 2023 – totalizando 1,536 trilhão de meticais, com uma taxa de inflação de 7% e exportações no valor de 9.703 bilhões de doláres.

 

 

 

 

Moçambique entre os três maiores produtores de grafite, além da China

O país está entre os três maiores países produtores de grafite a nível mundial fora da Ásia, depois da china que lidera a produção global situada em torno de 67 por cento.

Fora a China, Moçambique está ao lado de Brasil e Madagáscar, segundo a Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

O país banhado pelo Oceano Índico alberga jazigos de grafite cujas operações estão a ser desenvolvidas por companhias mineiras concessionárias, como Syrah Resources que explora o minério no distrito de Balama, na província de Cabo Delgado.

Tem a empresa australiana Triton Minerals  que também opera naquela província, onde descobriu um depósito de mais de 115,9 milhões de toneladas de grafite.

Igualmente, está a Tirupati Graphite, que desenvolve o seu projecto mineiro também na província de Cabo Delgado.

Num relatório sobre as suas actividades de Abril até ao final de Setembro, a empresa sublinha que a sua produção aumentou 160 por cento, de 1.731 toneladas um ano antes para 4.508 toneladas, com as receitas a mais do que duplicarem de 1,2 milhões de libras esterlinas (1,45 milhões de dólares) para 3,1 milhões de libras.

A China, particularmente, também refina mais de 90 por cento da grafite mundial, transformando-a em material utilizado em praticamente todos os ânodos de baterias de veículos eléctricos.

Os principais compradores de grafite da China incluem o Japão, os EUA, a Índia e a Coreia do Sul, de acordo com os dados aduaneiros chineses.

 

 

 

Tirupati Graphite anuncia avanços no seu projecto em Moçambique

Black Color, coal powder, activated carbon

A produtora de grafite Tirupati Graphite, sediada em Londres, anunciou, na Quinta-feira, a melhoria do desempenho dos seus projectos em Moçambique e Madagáscar, segundo avança Agência de Informação de Moçambique (AIM).

Num relatório sobre as suas actividades de Abril até ao final de Setembro, a empresa sublinha que a produção aumentou 160 por cento, de 1.731 toneladas um ano antes para 4.508 toneladas, com as receitas a mais do que duplicarem de 1,2 milhões de libras esterlinas (1,45 milhões de dólares) para 3,1 milhões de libras.

“Temos sido condicionados por limitações de capital de exploração, mas os mercados de dívida estão a ficar cada vez mais dinâmicos para oportunidades de desenvolvimento de minerais críticos em África. A nossa fase avançada de produção e os resultados financeiros crescentes são úteis para negociar com as instituições interessadas”, disse o Presidente Executivo da firma, Shishir Poddar“.

Embora os projectos mineiros atualmente em funcionamento da Tirupati se situem em Madagáscar, a empresa adquiriu também dois projectos de grafite natural em fase avançada e de classe mundial em Montepuez, no norte de Moçambique.

Moçambique é o segundo maior produtor mundial de grafite e, no ano passado, foi responsável por 14 por cento da produção global.

É utilizado em baterias e células de combustível e é a base para o “material milagroso” grafeno, que é o material mais forte alguma vez medido com um vasto potencial para utilização na indústria electrónica.

Financiamento externo aumentou entre Abril e Junho de 2023

A economia moçambicana aumentou as necessidades líquidas de financiamento externo em mais de 100 por cento, tendo registado um défice conjunto da conta corrente e de capital em torno de 516,9 milhões de dólares, avança o Banco de Moçambique.

De acordo com os dados preliminares da Balança de Pagamentos (BoP), referentes ao segundo trimestre de 2023, este resultado deveu-se, essencialmente, à deterioração do défice da conta corrente (CC), em mais de 100 por cento, tendo se fixado em 520,9 milhões de dólares.

Em termos acumulados, o défice conjunto da conta corrente e de capital reduziu em 79,1 por cento, tendo-se fixado em 1 095,9 milhões da moeda norte-americana, devido, principalmente, à diminuição em 78,3% do saldo negativo da CC.

A deterioração do défice registada na CC reflecte, fundamentalmente, o incremento do saldo  negativo da conta de bens em 99,4 por cento, justificado pela redução das exportações realizadas pelos grandes projectos (GP) em 191,7 milhões de dólares, associado ao aumento dos défices das contas de rendimentos primários e de serviço, em mais de 100 por cento e 20,8 por cento, respectivamente.

Ainda assim, o incremento dos défices das contas de rendimentos primários e serviços, deveu-se as  operações realizadas pelos GP.

Fluxo de recursos no financiamento

A conta financeira registou um influxo de recursos em torno de 773,6 milhões de dólares, representando um acréscimo de 651,1 milhões, face a igual período de 2022.

Em causa está o aumento dos fluxos financeiros tanto na categoria de Investimento Directo Estrangeiro (IDE), como na categoria de Outros Investimentos em 506,9 milhões e 147,7 milhões de dólares, respectivamente.

O défice conjunto das CC e Capital foi financiado pelos influxos da conta financeira, facto que concorreu para o registo de um saldo global da BoP superavitário de 257 milhões de dólares.

Situação da dívida  

Assim sendo, posição devedora líquida de Moçambique, em relação ao resto do mundo fixou-se em 69 231,9 milhões de dólares, o que representa um agravamento de 0,2 por cento.

“O incremento da posição de passivos externos em 2%, para 85 929,9 milhões, num contexto em que os  activos detidos no exterior cresceram em 10,4 por cento, totalizando 16 698,1 milhões de dólares, são disso a causa”, reforça o Banco de Moçambique.

Moçambique defende estratégias transnacionais contra mudanças climáticas

O governo moçambicano defende a elaboração e implementação de estratégias transnacionais para fazer face as mudanças climáticas, visando salvaguardar o desenvolvimento económico do país.

A posição de Moçambique foi expressa esta quarta-feira (18) pelo primeiro-ministro, Adriano Maleiane, na sua intervenção no Terceiro Fórum Cinturão e Rota para Cooperação Internacional Fórum de Alto Nível, um evento no qual participa em representação do Presidente da República, Filipe Nyusi.

Maleiane explica o facto de Moçambique ser um dos países mais vulneráveis ao risco de desastres reforça a convincção do governo sobre a necessidade de harmonizar as estratégias transnacionais para fazer face as mudanças climáticas.

“Moçambique, dada a sua localização geográfica, é um dos países que, nos últimos anos, tem sido assolado de forma cíclica e cada vez mais frequente e com maior intensidade por eventos climatéricos extremos, com destaque para ciclones, cheias e secas”, acrescentou o governante.

Os eventos climatéricos extremos referidos têm causado perda de vidas humanas e destruição de diversas infra-estruturas económicas e sociais, retardando desta forma o processo de desenvolvimento do país.

É neste âmbito que durante o seu mandato no Conselho de Segurança das Nações Unidas no biénio 2023-2024, Moçambique tem como uma das prioridades da sua agenda promover acções que contribuam para o alcance de consensos sobre as melhores formas para fazer face às mudanças climáticas.

Maleiane aproveitou a oportunidade para mencionar algumas medidas que foram tomadas pelo governo para o fortalecimento do sistema de gestão do risco de desastres nos domínios da prevenção e mitigação.

Destacam-se entre as medidas a implementação de um Plano Director para a Redução do Risco de Desastres (2017-2030) que visa reduzir o risco de desastres, a perda de vidas humanas e de infraestruturas vitais, assim como elevar a resiliência perante eventos climáticos extremos, Política e Estratégia para a Gestão de Deslocados Internos que visa assegurar a assistência e reinserção socio-económica dos deslocados internos.

A nível regional, Moçambique acolhe o Centro de Operações Humanitárias, de Emergência e de Resiliência da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SHOC), em Nacala, província de Nampula.

Este facto, disse Maleiane, testemunha o compromisso do governo moçambicano de participar na gestão do impacto de mudanças climáticas a nível da região da África Austral e do mundo, no geral.

Aproveitou a oportunidade para manifestar o apreço do governo moçambicano ao Povo Chinês pelo apoio multifacetado que tem concedido a Moçambique no âmbito da gestão do risco de desastres.

Concluiu reafirmando o engajamento e compromisso de Moçambique em continuar a aprofundar o relacionamento entre ambos os países no quadro da Iniciativa Cinturão e Rota em prol do desenvolvimento sustentável.