Monday, April 13, 2026
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Tmcel fala em avanços na modernização da rede

Segundo informações partilhadas quinta-feira (14), durante um encontro entre os gestores de topo da empresa e editores dos media, em Maputo, todas as províncias do país, com excepção de Niassa, que irá se beneficiar em breve, já contam com a cobertura parcial da nova rede, isto é, com as tecnologias 4 e 4.5G.

Em todas as zonas abrangidas a disponibilidade da rede cresceu de 86 por cento, no arranque do projecto, para 97 por cento, em Agosto do ano corrente.

Ainda em Agosto, os recarregamentos no segmento do pré-pago cresceram em 7 por cento quando comparados com Agosto de 2022.Este marco representa a primeira subida no indicador, em relação ao período homólogo do ano anterior.

No mesmo âmbito, as activações dos pacotes no pré- pago (Netgiro, Malta M, Mini, Plus e Max) também apresentam uma tendência crescente, algo que já se vem registando desde Maio de 2023.

Ainda no âmbito da modernização e expansão da rede, a Tmcel tem estado a melhorar o seu backbone (espinha dorsal em fibra óptica) e a colocar um novo equipamento para a activação de clientes e monitoria da rede, significando um aumento de largura de banda de 10 para 400 gigabits por segundo (Gbps).

A companhia também implementou pontos de presença para a disponibilização de internet (PoPs – Points of Presence) em 95 por cento no país, o que significará um aumento de capacidade de internet para os clientes nas províncias, bem como melhorar a experiência através da redução da latência.

Está igualmente em curso a actualização dos sistemas de suporte ao negócio (Business Support Systems), que visa melhorar os serviços, a nível do pré-pago, pós-pago e carteira móvel-Mkesh, sua plataforma de pagamentos, desenvolvimento de negócio e inclusão financeira.

LAM poderá voltar a voar pelo espaço europeu em Novembro

“Estamos a prever retomar essa rota a 20 de Novembro. É vital e vai mudar o rosto da companhia”, afirmou num encontro com jornalistas, em Maputo, o director-executivo da sul-africana FMA, Theunis Crous.

A LAM já tinha assumido anteriormente que está empenhada em obter as devidas autorizações para utilizar o Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, e horários de gestão de ‘slot’.

Theunis Crous acrescentou que a companhia já negociou também o aluguer de um Boeing 737 cargueiro, apenas para tratar do transporte de mercadorias dentro do país e para o exterior, nomeadamente África do Sul, esperando colocar ao serviço um segundo seis meses depois.

“É uma oportunidade que pode tornar a companhia rentável. O transporte de carga é um negócio muito rentável”, insistiu.

A retoma dos voos comerciais da companhia aérea de bandeira moçambicana para a Europa, com a ligação Maputo-Lisboa e vice-versa, dár-se-á nove anos depois de a LAM ter sido banida pela União Europeia alegadamente por o Instituto de Aviação Civil de Moçambique (IACM) não cumprir com as regras de segurança na supervisão das operações aéreas.

Na altura, a Comissão Europeia apontou várias razões para a decisão: a falta de um quadro legal que regula a actividade de aviação, a inexistência de supervisão das companhias aéreas, deficiências no processo de certificação dos operadores aéreos e o reduzido número de técnicos qualificados para trabalhar na área de aviação civil em Moçambique.

A propósito, em Agosto de 2020, a LAM teria sido colocada à prova ao voltar a voar para Lisboa por um período de 30 dias, na esperança de que caso a companhia tiver acautelado as exigências da Europa, voltaria a voar em definitivo. Debalde. Tal não aconteceu até momento em que se aventa um possível retorno ao espaço europeu.

 

País atinge pico de 100 megawatts de geração de energia eléctrica

Filipe Nyusi garantiu que com aquelas fontes de energias renováveis, Moçambique está a passos largos na geração de energias ambientalmente aceitáveis.

Falando na cidade de Cuamba, na inauguração da central eléctrica de Tetereane, Nyusi explicou que para colmatar o défice, o país lançou o programa de leilão de energias renováveis, PROLER, com o intuito de reforçar e diversificar a capacidade de geração de energia eléctrica.

O objectivo é de concretizar o plasmado no Programa Quinquenal, de gerar 600 megawatts de energia, que ao mesmo alarga o uso de fontes renováveis, prevendo tarifas sustentáveis para a Electricidade de Moçambique, EDM, como tomador da energia.

O embaixador da Noruega em Moçambique disse que o país está na linha de frente no uso de energias renováveis, ao nível da região austral de África.

“A inauguração da Central solar de Cuamba é prelúdio de uma era de acesso global a energias limpas e a sistemas transformadas de energia. As nossas nações estão comprometidas em maximizar o seu potencial energético para servir o futuro. A Noruega está determinada em continuar a sua parceria com Moçambique”- disse o Embaixador da Noruega em Moçambique.

A governadora do Niassa, Judite Massangele, é expectante quanto a contribuição da central eléctrica de Tetereane na economia do distrito, da província e do país, em geral.

A construção da central eléctrica de Tetereane, em Cuamba, custou 36 milhões e 200 mil dólares e vai elevar a capacidade de fornecimento de energia às províncias do Niassa, Nampula e Cabo Delgado

Kruger Park opõe-se a uma nova rota para os Portos de Moçambique

A The Logistics Co., detida indirectamente pela African Infrastructure Investment Managers da Old Mutual Ltd., planeia abrir uma nova rota em Komatipoort, a principal travessia terrestre da África do Sul em direcção a Maputo. O empreendimento situar-se-á no limite sudeste do Parque Nacional Kruger, mais perto da reserva do que a atual travessia.

A Logistics Co. pretende construir, ainda, uma área de estacionamento nos arredores de Komatipoort, que terá instalações de imigração e alfândegas e melhorar as estradas de cascalho existentes que os camiões utilizarão para seguir para um terminal ferroviário que construiu no lado moçambicano da fronteira.

“As nossas preocupações prendem-se com o impacto negativo que esta proposta terá no ambiente, na biodiversidade e na área protegida do Parque Nacional Kruger”, disse Isaac Phaahla, porta-voz da reserva, por correio electrónico. O parque apresentou as suas preocupações no âmbito do processo de avaliação do impacto ambiental, acrescentou.

Acredita-se que o novo posto fronteiriço proposto ajudaria a aliviar a pressão sobre a paragem existente, onde uma fila de camiões que transportam minério de ferro, crómio e carvão pode estender-se por 30 quilómetros (19 milhas).

De acordo com o portal Mining, o congestionamento trouxe o caos à cidade de Komatipoort, uma vez que os camiões pressionam cada vez mais o corredor.

Eni procura parceria para mais perfurações na área 4 da bacia do Rovuma

Segundo o anúncio feito, na quarta-feira (13) pela empresa, que já explora e exporta o gás natural liquefeito do projecto Coral Sul, com a plataforma a ser contratada deverão ser desenvolvidas actividades de perfuração, complemento e teste de quatro poços, com a previsão de arranque para o terceiro trimestre do próximo ano.

A Eni não avança os objectivos das novas perfurações, mas a concessionária da Área 4 do Rovuma está a preparar uma segunda plataforma flutuante, cópia da primeira e designada Coral Norte, para duplicar a extracção de gás ao largo da costa norte de Moçambique.

A segunda plataforma é vista pela companhia italiana como a forma mais eficiente de maximizar a rentabilização dos recursos de gás descobertos na reserva Coral. O investimento previsto na segunda plataforma é de sete mil milhões de dólares norte-americanos e vai ainda ser sujeito à aprovação do Governo moçambicano.

Se o cronograma for cumprido, a segunda plataforma flutuante começará a produzir no segundo semestre de 2027, ou seja, poderá arrancar antes dos projectos em terra, que dependem da consolidação das condições de segurança face às ameaças de ataques terroristas em Cabo Delgado.

A Coral Norte ficará estacionada a 10 quilómetros a norte da Coral Sul, cuja produção arrancou em Novembro do ano passado, tornando-se no primeiro projecto a tirar proveito das grandes reservas da Bacia do Rovuma.

No anúncio quarta-feira tornado público, a Eni explica que a nova infra-estrutura de perfuração a ser contratada deverá, entre outras características, comportar uma profundidade de água nominal de 3000 metros e uma perfuração mínima de 5500 metros.

A plataforma também deverá ter capacidade de operar em condições de forte corrente marítima com sistema adequado de perfuração riser.

Leilão de rubis arrecada 1,47 milhões de dólares

No total, foram vendidos 174 quilogramas de pedras preciosas (869,862 quilates) com um preço médio de venda de 1,7 dólares americanos por quilate.

As gemas foram extraídas no distrito de Montepuez, no norte de Moçambique, pela Montepuez Ruby Mining Limitada (MRM), detida em 75 por cento pela Gemfields e em 25 por cento pela empresa moçambicana Mwiriti Limitada.

Em comunicado, a Gemfields sublinha que “o produto deste leilão será totalmente repatriado para a MRM em Moçambique, sendo que todos os royalties devidos ao governo da República de Moçambique serão pagos sobre a totalidade dos preços de venda obtidos no leilão”.

De acordo com Adrian Banks, director geral de Produto e Vendas da Gemfields, “os resultados do leilão de hoje de rubis comerciais e de qualidade inferior realçam mais uma vez que o mercado continua muito saudável”.

Desde 2014, foram angariados 980 milhões de dólares americanos com o leilão de rubis e outras pedras preciosas da mina.

O depósito de rubi de Montepuez está localizado no nordeste de Moçambique, na província de Cabo Delgado, e acredita-se que seja o mais importante depósito de rubi recentemente descoberto no mundo, cobrindo uma área de 34.966 hectares. A MRM é detida em 75 por cento pela Gemfields e em 25 por cento pelo parceiro minoritário local moçambicano, a Mwriti Limitada.

A mineradora tem, desde Novembro de 2011, uma licença de exploração por um período de 25 anos e é válida até Novembro de 2036, cobrindo uma área de 340 quilómetros ao quadrado (km2).

Moçambique Expresso anuncia retoma imediata das operações

Numa comunicação interna, assinada pelo director-geral da companhia, Faustino Massitela, e à qual a Lusa teve acesso, é confirmado que a Mex está em condições de garantir o “restabelecimento das operações normais com efeitos imediatos”.

Na origem da decisão está um entendimento com a construtora brasileira Embraer para o pagamento, em 17 prestações, até Janeiro de 2025, de uma dívida de mais de 1,167 milhão de dólares, conforme termos do acordo a que a Lusa teve acesso.

Com a aplicação deste acordo, o diretor-geral da Mex refere que as áreas técnica e de operações da companhia “confirmaram” que voltaram a ter acesso à plataforma FlyEmbraer na noite de terça-feira, necessária para a gestão da frota, pelo que “estão sanadas as causas que levaram à decisão da suspensão das operações”, em 31 de agosto.

Segundo informação da companhia, a Mex opera três aeronaves do tipo Embraer 145 para vários destinos no país e na região, nomeadamente ao serviço da LAM, que enfrenta fortes dificuldades financeiras que em abril levaram o Governo a colocá-la sob gestão da sul-africana Fly Modern Ark (FMA).

Contornos da suspensão dos voos

“Para além de prover a LAM com aviões de médio porte para o cumprimento do horário LAM, a Mex faz assistência em terra e diversos outros serviços (…) De todos estes serviços, a Mex recebe apenas o equivalente a 200.000 dólares, valor que é usado para pagar uma parte dos salários do pessoal”, lê-se numa outra comunicação, de 29 de junho último, assinada por Faustino Massitela, que a Lusa noticiou anteriormente.

“A não canalização dos valores à Mex coloca a empresa em situação de falta de liquidez para honrar os seus compromissos com fornecedores, colocando a empresa em risco de fechar portas”, acrescenta-se.

Na mesma carta, alertava que desde 01 de junho que se regista por parte da LAM “uma redução substancial na utilização da frota Mex, o que compromete a capacidade desta de gerar receita para suportar os seus custos, para além de subutilização dos recursos financeiros disponíveis”.

Além disso, a companhia “tem vindo a acumular dívidas com fornecedores, cuja participação nas operações da Mex é vital para a continuidade” da empresa, neste caso associadas a motores e manutenção, por parte da Rolls-Royce, Embraer e American General Supplies.

“É nossa opinião que a LAM e MEX, envolvendo a FMA, devem encontrar uma solução urgente para as situações aqui referidas. A não resolução destes assuntos colocam a Mex em situação de parar as operações a qualquer momento”, alertava, na mesma carta, o diretor-geral, algo que se concretizou em 31 de agosto.

Impacto das dívidas da Embraer

Uma das dívidas da Mex é à Embraer, de 1.167.309,89 dólares, que a companhia reconhece numa outra comunicação, enviada em 14 de novembro à empresa brasileira, referente à aquisição da frota ERJ145.

Nessa carta, a Mex chegou a propor à Embraer pagar 50% nessa dívida, no início deste ano, de 583.654,95 dólares (550 mil euros). Sem resolução desta dívida, a direção da Mex reconhecia já então que o diferendo “impede de receber ou solicitar qualquer serviço ou apoio técnico da Embraer”.

A empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) reduziu a sua dívida em 57 milhões de euros, desde Abril, e continua em recuperação, avançou em 29 a administração da Fly Modern Arc.

Quando a FMA assumiu a gestão da companhia aérea estatal em abril, a LAM tinha uma dívida estimada em cerca de 300 milhões de dólares (277,7 milhões de euros), de acordo com dados fornecidos na altura.

 

Vivo Energy leva bombas da Engen à cidade de Pemba

A inauguração foi testemunhada por Valige Tauabo, Governador da província de Cabo Delgado e Florete Motarua, Presidente do Município de Pemba, uma cerimónia vista como o culminar da cobertura dos serviços da Engen nas três regiões do país.

Com esta expansão, “a Vivo Energy Moçambique alcança uma cobertura em todas as províncias do país, sublinhando o seu compromisso em fazer chegar à todos, a experiência do serviço e atendimento Engen, contribuindo para o desenvolvimento da nação”, avança uma nota da empresa.

“A inauguração deste empreendimento veio criar mais postos de trabalho para os jovens da Cidade de Pemba e vai contribuir para o aumento de receitas fiscais da região.” referiu o Governador da Província de Cabo Delgado, Sr. Valige Tauabo, durante o seu discurso.

O Director Executivo da Vivo Energy Moçambique, Moussa Konate, disse que “A inauguração desta estação é um testemunho do nosso compromisso em participar do desenvolvimento do País, contribuindo para a redução do desemprego à nível nacional.”

A Vivo Energy opera e comercializa os seus produtos em países do Norte, Oeste, Este e Sul de África. O Grupo tem uma rede de mais de 2.600 estações de serviço em 23 países que operam sob as marcas Shell e Engen e exporta lubrificantes para uma série de outros países africanos.

A sua oferta a retalho inclui combustíveis, lubrificantes, serviços de cartões, lojas, restaurantes e outros serviços não relacionados com combustíveis.

País com 6 milhões de dólares para o sector privado e finanças públicas

O objectivo do projecto, segundo aponta o Banco Africano para o Desenvolvimento, é aumentar a resiliência através do reforço das capacidades institucionais para apoiar o desenvolvimento do sector privado e a gestão das finanças públicas.

A sua primeira componente visa melhorar o ambiente empresarial, nomeadamente através do reforço da capacitação da unidade de execução do Ministério da Economia e Finanças, que supervisiona a execução das reformas no âmbito do Programa de Aceleração Económica.

O projecto ajudará a simplificar as formalidades administrativas impostas às empresas e aos investidores e a promover um ambiente mais propício ao investimento e à criação de empresas. Apoiará igualmente a avaliação dos incentivos fiscais existentes e desenvolverá um quadro propício para maximizar o atractivo do investimento e ajudará a atrair investimentos inteligentes do ponto de vista climático.

A segunda componente centra-se no aumento da eficiência, da responsabilidade e da transparência das despesas públicas. Trata-se de reforçar as funções de controlo interno e externo e de as tornar uma prioridade absoluta para garantir a transparência e a responsabilidade na utilização dos fundos públicos.

Contribuirá, igualmente, para reforçar a função de contratação pública e, por conseguinte, para melhorar a eficácia da utilização dos recursos públicos, o que é essencial para criar as condições adequadas para impulsionar a actividade económica e promover o crescimento inclusivo.

Areias pesadas na Zambézia não comprometem ao meio ambiente

Pio Matos partilhou a informação aquando da visita do dirigente ao campo de reassentamento das famílias afectadas pelo projecto do Porto de Macuse, cuja construção arranca em meados do próximo ano.

Algumas empresas chinesas pretendem escavar quase toda orla marítima da costa da província para a extracção de areias pesadas desde Chinde, Inassunge, Quelimane, Namacurra, Maganja da Costa até Pebane, podendo representar riscos para a saúde ambiental.

Face a situação, o Governador da Zambézia afirmou, esta segunda-feira, que não haverá danos ambientas significativos nesses projectos e avançou que a intenção é explorar, de forma sustentável, os recursos naturais para o desenvolvimento contínuo da Província.

Entretanto, termina, em finais de Fevereiro de 2024, a construção das sessenta e oito casas das famílias que serão reassentadas em Supinho para dar lugar a construção do porto de Macuse e a linha-férrea Macuse-Chitima.