Saturday, June 6, 2026
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Há sinais positivos da retoma de actividades na Bacia do Rovuma

A satisfação da ExxonMobil foi demonstrada aos gestores do Instituto Nacional de Petróleo (INP) durante um encontro realizado com esta companhia petrolífera à margem da Conferência Internacional sobre as Tecnologias de Gás (GASTECH 2023), havido em Singapura, em princípios de Setembro último.

A equipa do INP, liderada pelo Administrador do Pelouro de Projectos e Desenvolvimento, José Cidade, participou na edição da GASTECH de 2023, com o objectivo de atrair mais investimentos para explorar o potencial de hidrocarbonetos em Moçambique e implementar projectos de monetização de gás natural no país que, de acordo com o Plano Director de Gás Natural de Moçambique, prioriza, entre outros, a geração de energia e produção.

Segundo a agência Bloomberg, o presidente da multinacional, Patrick Pouyanne, disse numa conferência com analistas, havida em finais de Setembro passado: “a situação (de segurança) melhorou claramente em Cabo Delgado”. Nesse âmbito, a TotalEnergies garante estar a trabalhar com o objectivo de retomar, até ao fim deste ano, a construção da central de gás natural liquefeito na Península de Afunji, localizada na referida província.

Os dois projectos, Rovuma LNG (Área 4) e Mozambique LNG (Área 1) foram interrompidos em 2021, depois do ataque terrorista à vila-sede do distrito de Palma.

O Rovuma LNG, proposto pela Mozambique Rovuma Venture, da qual a ExxonMobil é parceira, prevê a produção de cerca de 15.2 MTPA (Milhões de Toneladas Por Ano) de Gás Natural Liquefeito, através de 2 módulos de produção, em terra, com possibilidade de expansão para 18 MTPA.

Já o Projecto Mozambique LNG (ou Golfinho-Atum), liderado pela Total, na Área 1 da Bacia do Rovuma, prevê produzir 12 de MTPA por ano, por um período de 25 anos. A Decisão Final de Investimento do projecto foi anunciada a 18 de Junho de 2019 e o investimento total é de 20 biliões de USD.

Moçambique reavaliado hoje, para sair da “Lista Cinzenta”

Moçambique submeteu, nos últimos meses, um relatório àquela instituição para dar a conhecer as acções que tem vindo a desencadear para sair daquela lista de que passou a fazer parte por não ter cumprido algumas exigências relativas às acções de prevenção e combate ao branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo.

Em Janeiro e Março deste ano, o País já havia recebido avaliações favoráveis do GAFI, situação que, para as autoridades nacionais, poderá continuar a verificar-se.

O director-adjunto do Gabinete de Informação Financeira de Moçambique (GIFIM), Luís Cezerilo, referiu que os resultados até aqui alcançados são encorajadores e impulsionam expectativas de continuar com as reformas favoráveis.

“Estivemos na Jordânia, recentemente, onde apresentámos o relatório, do qual foi feita uma avaliação. Participámos na discussão “face to face”, onde concordámos com algumas questões e menos com outras, mas existe uma expectativa positiva”, elucidou a fonte.

Cezerilo assegurou que todos os sectores têm-se empenhado para melhorar as questões recomendadas por aquele grupo internacional, o que alimenta grandes expectativas para Moçambique.

“O Governo tudo está a fazer para cumprir o plano em colaboração com os parceiros de cooperação e com todos os sectores que estão envolvidos neste processo”, explicou o responsável.

O anúncio do Grupo de Acção Financeira de colocar Moçambique na lista cinzenta foi feito no final de uma reunião plenária, em Paris, a 21 de Outubro de 2022, que juntou delegados dos 200 países e jurisdições que integram este órgão de vigilância internacional contra actividades ilegais e criminosas.

O Gabinete de Acção Financeira Internacional (GAFI) deu apenas dois anos para Moçambique melhorar a sua estrutura de prevenção e combate ao branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo, a contar desde Outubro de 2022. Se falhar, sofrerá bloqueios nas transacções financeiras internacionais.

Em actualização…

Syrah Resources garante que está a produzir e a vender o grafite

De acordo com o site Mining Weekly, a empresa mineira afirmou, num comunicado, que a campanha de produção em Balama tinha sido realizada durante o trimestre que findou em setembro e que as vendas e os envios de grafite tinham sido concluídos no mesmo período.

“A força contínua das vendas de veículos eléctricos a nível mundial tem-se traduzido num aumento da produção de ânodos na China e numa melhoria da procura de grafite natural nos últimos tempos”, afirmou a empresa”,

A empresa suspendeu a produção de Balama em Maio e Junho, dada a volatilidade contínua das condições do mercado chinês de ânodos e a disponibilidade excessiva de existências de produtos acabados, o que levou a uma menor procura de grafite natural de Balama.

Na segunda-feira, a Syrah disse que a empresa iria actualizar o mercado sobre as suas vendas e expedições de grafite natural para o trimestre de setembro no final deste mês.

O grafite de Balama é considerado como uma importante opção para vários países, como os da Europa e os Estados Unidos da América (EUA).

Os EUA, por exemplo, procuram reduzir a dependência pelo grafite da China, país que, até então, é o maior provedor do minério para os mercados que demandam  por esta matéria-prima.

Syrah Resources releases quarterly sustainability update

Australian Securities Exchange-listed industrial minerals and technology giant, Syrah Resources, recently unveiled their much-anticipated Quarterly Sustainability Update. With a flourishing flagship operation, the Balama Graphite in Mozambique, and a pioneering downstream Active Anode Material Project based in the United States, Syrah continues to assert its dominance in the global minerals sector.

A vision rooted in superior quality

Syrah’s ambition has been clear from the onset, aiming to stand as the global front-runner in supplying top-tier graphite and anode material products. This vision isn’t just about being the best in the business; it’s about fostering tight-knit relationships with customers, meticulously understanding the supply chain, and continuously innovating to add significant value in both battery and industrial markets.

Balama Graphite Operation: Mozambique’s Gem

The Balama Graphite Operation in Mozambique has been the crowning jewel of Syrah’s endeavours. Its contributions are not merely about extraction but encompass a holistic approach to sustainability, local community engagement, and setting benchmarks in environmental conservation.

Active anode material Project: bridging continents

The United States-based Active Anode Material Project is another testament to Syrah’s commitment to pushing boundaries. By intertwining technology with sustainability, Syrah has carved out a niche for itself, demonstrating how industrial progression and environmental responsibility can harmoniously coexist.

As Syrah Resources progresses, it is evident that their journey is not just about graphite or anode material products. It’s a larger narrative of responsible industrial growth, setting standards in sustainability, and truly embodying their vision of superior quality and value addition.

 

Centro Cultural China-Moçambique abre com foco no desenvolvimento dos artistas nacionais

Segundo o Estadista, “a iniciativa respeita diferentes culturas e práticas sociais e promove a confiança entre os povos.  Por isso mesmo, espera que o local seja inclusivo e que “nutra a consciência Patriótica e fortaleça a unidade nacional na diversidade”.

A abertura do centro cultural dos dois países aconteceu numa altura em que se comemorava a semana do 90º aniversário do primeiro Presidente da República de Moçambique independente, Samora Machel, nascido no dia 29 de Setembro de 1933.

Nyusi reconheceu que Machel ensinou aos moçambicanos valores culturais próprios, chamando-lhes a viverem a e transmitirem para os outros a herança cultural.

“Samora é a nossa semente que brotou a vida cultural dos moçambicanos de hoje e do amanhã. Samora transmitia mensagens cantando e dançando. Lutou para a preservação das nossas línguas e valorização das nossas músicas”, afirmou o dirigente.

“Moçambicanos e moçambicanos, este centro que até os dias de hoje é um dos mais modernos de África, representa, igualmente, a consolidação da amizade entre povos da República Popular da China e da República de Moçambique”, acrescentou.

Para Nyusi, a infraestrutura tem o potencial de servir como um lugar de desenvolvimento de manifestações culturais inovadoras, pois ela oferece bases para o encontro entre diferentes artes e seus fazedores.

A propósito, o governante ressaltou que Samora privilegiava o conhecimento como um dos principais fundamentos da afirmação da identidade cultural das populações.

“Transmitiu aos seus compatriotas que entre os benefícios, a cultura nos traz tranquilidade, estimula a criatividade. Cria condições para a inovação baseada no conhecimento herdado”, sublinhou.

TotalEnergies garante que irá ajudar Moçambique a posicionar-se no mercado energético

Rabilloud reconhece que Moçambique dispõe de características únicas que lhe conferem vantagens para ombrear como um dos produtores mundiais do gás. A título de exemplo, Maxime apontou para a existência de gás em si, como a principal potencialidade, depois a localização estratégica de Moçambique que possibilita o fácil acesso aos mercados globais, bem como o recente aumento global da procura pelo gás.

Rabilloud que discursou durante o painel “Visão Geral dos Mercados Globais- Atrair Investimento na Próxima Fase dos Projectos Energéticos”, referiu, igualmente, que a regulamentação em petróleo e gás existente do no país, é favorável para a atracção de grandes investimentos.

“Hoje em dia, constatamos, que o país está devidamente preparado para investimentos na área de petróleo e gás. Raramente eu vi um país capaz de implementar uma regulamentação tão eficaz aos investimentos de grande porte no mercado de oil&gas”, afirmou Rabilloud.

É sabido que o  mercado de petróleo e gás sofre alteraçãoes frequentes de preços, dada à volatilidade do mercado. Sobre esse aspecto, reconhece o CEO o facto de o Governo dispor de um quadro regulatório capaz de proteger os  investimentos gerados pelos megaprojectos.

Rabilloud vê Moçambique como um país emergente como provedor de energias sustentáveis e acredita que este posicionamento vai perdurar com o seu impacto a fazer-se sentir além do âmbito nacional:

“Este é o momento de Moçambique mostrar as suas capacidades na geração de recursos energéticos necessários, para responder aos desafios actuais a nível doméstico, regional e global. A TotalEnergies compromete-se a prestar o seu apoio”, reforçou Rabiloud.

A 8ª edição da Cimeira e Exposição de Gás e Energia de Moçambique juntou durante dois dias mais de 3 mil participantes, nacionais e internacionais, 800 delegados, de 35 países e 100 oradores especialistas no sector do oil&gas.

MIREME e NPD promovem reflexão sobre políticas da indústria petrolífera

O evento surge no quadro do programa Oil for Development, que preconiza, entre outros objectivos, a criação de capacidade nacional por via da cooperação bilateral existente entre Moçambique e a Noruega.

Moisés Paulino, director Nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis, intervindo na abertura do evento, frisou a importância deste workshop, visto que este permitirá incrementar o nível de conhecimentos dos quadros participantes, tendo em conta a questão da Transição Energética em curso.

Num outro desenvolvimento, Paulino desafiou aos presentes a aproveitarem a oportunidade de modo a apropriarem-se das ferramentas para o aprimoramento dos seus conhecimentos e competências.

O encontro acontece quase que simultaneamente com a Comeira e Exposição de Gás e Energia de Moçambique, que terminou, ontem, em Maputo.

Nesta conferência, o INP partilhou as oportunidades exsitentes no país, reiterando que a instituição vai continuar a ser o elo entre os investidores em petróleo e gás e o Executivo moçambicano.

 

Exportação de castanha de caju bate recorde em 2023

De acordo com um relatório do Banco de Moçambique, o país exportou produtos agrícolas no valor de 562,3 milhões de dólares ao longo de 2022, incluindo 51,7 milhões de dólares em castanha de caju.

No primeiro trimestre de 2023, esta exportação ascendeu a 50,8 milhões de dólares e mais 2,2 milhões de dólares no segundo trimestre.

Este desempenho traduz-se já no melhor ano de vendas de castanha de caju em Moçambique, que desde 2016 oscilou entre 14,8 milhões de dólares (14 milhões de euros) em 2018 e 51,7 milhões de dólares (48,7 milhões de euros) no ano passado.

Durante grande parte do século passado, Moçambique foi o maior produtor mundial de castanha de caju e recebeu a primeira fábrica de processamento do continente em 1960, uma actividade que declinou após a independência em 1975.

Actualmente, estima-se que mais de um milhão de famílias moçambicanas cultivam e comercializam o caju e o sector da transformação emprega mais de 8 mil pessoas no país.

Moçambique exportou 181,8 milhões de dólares em produtos agrícolas nos seis meses já registados este ano, menos de 5% dos quase 3.715 milhões de dólares do total das vendas ao exterior neste período.

Projecto Coral Sul perto de 100 por cento da sua capacidade instalada

O governante destacou a importância dos empreendimentos para a produção de gás natural, nomeadamente em Pande e Temane, ambos localizados na província meridional de Inhambane e o Coral sul FLNG, afirmando que estão a alavancar a economia, pois para além da exportação, parte da produção é também usada a nível interno, na indústria e geração de electricidade.

Por isso, disse o governante, o governo moçambicano vai continuar a garantir a abertura do país ao investimento nacional e estrangeiro na área de energia.

Em função do bom desempenho da indústria de gás natural, volvidos cerca de oito anos de avanços e recuos, o crescimento da economia nacional pode, facilmente, voltar para a fasquia dos sete por cento.

Moçambique exportou o seu primeiro carregamento de LNG em Novembro do ano passado, extraído da sua plataforma FLNG Coral Sul, que possui uma capacidade de liquefacção de gás de 3,4 milhões de toneladas métricas por ano e irá colocar em produção 450 biliões metros cúbicos de gás do campo Coral Sul, localizado na bacia offshore da Rovuma, em Cabo Delgado.

A BP irá comprar todo o GNL produzido no FLNG como parte de um contrato de 20 anos. A Eni descobriu enormes depósitos de gás natural no campo Coral Sul, Área 4, em 2012. É a operadora com uma participação indirecta de 50 por cento, através da Eni East Africa, a qual detém uma participação de 70 por cento na Área 4.

A Kogas, a Galp e a ENH detêm uma participação de 10 por cento cada no projecto, enquanto a China National Petroleum Corporation (CNPC) detém uma participação indirecta de 20 por cento através da Eni East Africa.

LAM passa a ligar Joanesburgo ao destino turístico de Inhambane

De acordo com uma informação comercial divulgada pela transportadora aérea, o primeiro desses voos diretos acontece já esta sexta-feira, operando a companhia ainda ligações às quartas-feiras e aos domingos, avança o portal Carta de Moçambique.

Em agosto, aquando do anúncio da retoma desta ligação, a ministra da Cultura e do Turismo sublinhou a importância desta rota, por se tratar do “principal destino de lazer” em Moçambique.

“Este retorno das Linhas Aéreas de Moçambique neste percurso é mais que acertado, dada a sua relevância na cadeia de valor para a consolidação e promoção do turismo nacional, pois, com a sua intervenção, abrem-se melhores perspetivas para o envolvimento e estímulo de mais intervenientes moçambicanos no turismo”, destacou Eldevina Materula.

Com 700 quilómetros de linha de costa com praias de águas cristalinas e dunas costeiras verdes, a província de Inhambane conta com 789 empreendimentos turísticos, segundo os números apresentados pela ministra, sublinhando que estes empregam “cerca de 7.000 trabalhadores, contribuindo com cerca de 10% do total de 8.154 empreendimentos e 70.718 trabalhadores” do setor em todo o país.

A LAM prevê ainda retomar, em 20 de novembro, os voos de Maputo para Lisboa, anunciou anteriormente o administrador da empresa sul-africana que o Governo de Moçambique colocou desde abril a gerir a companhia de bandeira.

“Estamos a prever retomar essa rota a 20 de novembro. É vital e vai mudar o rosto da companhia”, afirmou em 14 de setembro, num encontro com jornalistas, em Maputo, o diretor-executivo da sul-africana Fly Modern Ark (FMA), Theunis Crous.

A LAM já tinha assumido anteriormente que está empenhada em obter as devidas autorizações para utilizar o Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, e horários de gestão de ‘slot’, para onde deixou de voar desde 2012, tendo então perdido essas licenças.

Theunis Crous acrescentou que a companhia já negociou também o aluguer de um Boeing 737 cargueiro, apenas para tratar do transporte de carga dentro do país e para o exterior, nomeadamente para a África do Sul, esperando colocar ao serviço um segundo seis meses depois.