Saturday, June 6, 2026
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Moçambique Expresso anuncia retoma imediata das operações

Numa comunicação interna, assinada pelo director-geral da companhia, Faustino Massitela, e à qual a Lusa teve acesso, é confirmado que a Mex está em condições de garantir o “restabelecimento das operações normais com efeitos imediatos”.

Na origem da decisão está um entendimento com a construtora brasileira Embraer para o pagamento, em 17 prestações, até Janeiro de 2025, de uma dívida de mais de 1,167 milhão de dólares, conforme termos do acordo a que a Lusa teve acesso.

Com a aplicação deste acordo, o diretor-geral da Mex refere que as áreas técnica e de operações da companhia “confirmaram” que voltaram a ter acesso à plataforma FlyEmbraer na noite de terça-feira, necessária para a gestão da frota, pelo que “estão sanadas as causas que levaram à decisão da suspensão das operações”, em 31 de agosto.

Segundo informação da companhia, a Mex opera três aeronaves do tipo Embraer 145 para vários destinos no país e na região, nomeadamente ao serviço da LAM, que enfrenta fortes dificuldades financeiras que em abril levaram o Governo a colocá-la sob gestão da sul-africana Fly Modern Ark (FMA).

Contornos da suspensão dos voos

“Para além de prover a LAM com aviões de médio porte para o cumprimento do horário LAM, a Mex faz assistência em terra e diversos outros serviços (…) De todos estes serviços, a Mex recebe apenas o equivalente a 200.000 dólares, valor que é usado para pagar uma parte dos salários do pessoal”, lê-se numa outra comunicação, de 29 de junho último, assinada por Faustino Massitela, que a Lusa noticiou anteriormente.

“A não canalização dos valores à Mex coloca a empresa em situação de falta de liquidez para honrar os seus compromissos com fornecedores, colocando a empresa em risco de fechar portas”, acrescenta-se.

Na mesma carta, alertava que desde 01 de junho que se regista por parte da LAM “uma redução substancial na utilização da frota Mex, o que compromete a capacidade desta de gerar receita para suportar os seus custos, para além de subutilização dos recursos financeiros disponíveis”.

Além disso, a companhia “tem vindo a acumular dívidas com fornecedores, cuja participação nas operações da Mex é vital para a continuidade” da empresa, neste caso associadas a motores e manutenção, por parte da Rolls-Royce, Embraer e American General Supplies.

“É nossa opinião que a LAM e MEX, envolvendo a FMA, devem encontrar uma solução urgente para as situações aqui referidas. A não resolução destes assuntos colocam a Mex em situação de parar as operações a qualquer momento”, alertava, na mesma carta, o diretor-geral, algo que se concretizou em 31 de agosto.

Impacto das dívidas da Embraer

Uma das dívidas da Mex é à Embraer, de 1.167.309,89 dólares, que a companhia reconhece numa outra comunicação, enviada em 14 de novembro à empresa brasileira, referente à aquisição da frota ERJ145.

Nessa carta, a Mex chegou a propor à Embraer pagar 50% nessa dívida, no início deste ano, de 583.654,95 dólares (550 mil euros). Sem resolução desta dívida, a direção da Mex reconhecia já então que o diferendo “impede de receber ou solicitar qualquer serviço ou apoio técnico da Embraer”.

A empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) reduziu a sua dívida em 57 milhões de euros, desde Abril, e continua em recuperação, avançou em 29 a administração da Fly Modern Arc.

Quando a FMA assumiu a gestão da companhia aérea estatal em abril, a LAM tinha uma dívida estimada em cerca de 300 milhões de dólares (277,7 milhões de euros), de acordo com dados fornecidos na altura.

 

Vivo Energy leva bombas da Engen à cidade de Pemba

A inauguração foi testemunhada por Valige Tauabo, Governador da província de Cabo Delgado e Florete Motarua, Presidente do Município de Pemba, uma cerimónia vista como o culminar da cobertura dos serviços da Engen nas três regiões do país.

Com esta expansão, “a Vivo Energy Moçambique alcança uma cobertura em todas as províncias do país, sublinhando o seu compromisso em fazer chegar à todos, a experiência do serviço e atendimento Engen, contribuindo para o desenvolvimento da nação”, avança uma nota da empresa.

“A inauguração deste empreendimento veio criar mais postos de trabalho para os jovens da Cidade de Pemba e vai contribuir para o aumento de receitas fiscais da região.” referiu o Governador da Província de Cabo Delgado, Sr. Valige Tauabo, durante o seu discurso.

O Director Executivo da Vivo Energy Moçambique, Moussa Konate, disse que “A inauguração desta estação é um testemunho do nosso compromisso em participar do desenvolvimento do País, contribuindo para a redução do desemprego à nível nacional.”

A Vivo Energy opera e comercializa os seus produtos em países do Norte, Oeste, Este e Sul de África. O Grupo tem uma rede de mais de 2.600 estações de serviço em 23 países que operam sob as marcas Shell e Engen e exporta lubrificantes para uma série de outros países africanos.

A sua oferta a retalho inclui combustíveis, lubrificantes, serviços de cartões, lojas, restaurantes e outros serviços não relacionados com combustíveis.

País com 6 milhões de dólares para o sector privado e finanças públicas

O objectivo do projecto, segundo aponta o Banco Africano para o Desenvolvimento, é aumentar a resiliência através do reforço das capacidades institucionais para apoiar o desenvolvimento do sector privado e a gestão das finanças públicas.

A sua primeira componente visa melhorar o ambiente empresarial, nomeadamente através do reforço da capacitação da unidade de execução do Ministério da Economia e Finanças, que supervisiona a execução das reformas no âmbito do Programa de Aceleração Económica.

O projecto ajudará a simplificar as formalidades administrativas impostas às empresas e aos investidores e a promover um ambiente mais propício ao investimento e à criação de empresas. Apoiará igualmente a avaliação dos incentivos fiscais existentes e desenvolverá um quadro propício para maximizar o atractivo do investimento e ajudará a atrair investimentos inteligentes do ponto de vista climático.

A segunda componente centra-se no aumento da eficiência, da responsabilidade e da transparência das despesas públicas. Trata-se de reforçar as funções de controlo interno e externo e de as tornar uma prioridade absoluta para garantir a transparência e a responsabilidade na utilização dos fundos públicos.

Contribuirá, igualmente, para reforçar a função de contratação pública e, por conseguinte, para melhorar a eficácia da utilização dos recursos públicos, o que é essencial para criar as condições adequadas para impulsionar a actividade económica e promover o crescimento inclusivo.

Areias pesadas na Zambézia não comprometem ao meio ambiente

Pio Matos partilhou a informação aquando da visita do dirigente ao campo de reassentamento das famílias afectadas pelo projecto do Porto de Macuse, cuja construção arranca em meados do próximo ano.

Algumas empresas chinesas pretendem escavar quase toda orla marítima da costa da província para a extracção de areias pesadas desde Chinde, Inassunge, Quelimane, Namacurra, Maganja da Costa até Pebane, podendo representar riscos para a saúde ambiental.

Face a situação, o Governador da Zambézia afirmou, esta segunda-feira, que não haverá danos ambientas significativos nesses projectos e avançou que a intenção é explorar, de forma sustentável, os recursos naturais para o desenvolvimento contínuo da Província.

Entretanto, termina, em finais de Fevereiro de 2024, a construção das sessenta e oito casas das famílias que serão reassentadas em Supinho para dar lugar a construção do porto de Macuse e a linha-férrea Macuse-Chitima.

Disponíveis fundos para erguer o Porto Seco de Macuse

O anúncio foi feito, esta segunda-feira, em Quelimane, na cerimónia de lançamento do projecto do complexo ferro-portuário Macuse-Chitima, orçado em mais de 2,7 mil milhões meticais, segundo avança a Rádio Moçambique.

Do total necessário para a construção do porto seco de águas profundas e o corredor logístico ferroviário, ligando Macuse, em Namacurra-Chitima, em Tete, os accionistas da Thai Mozambique Logística já conseguiram 500 milhões para o início da construção do porto.

Numa primeira fase, o porto que ocupará 2.4 quilómetros do lado de Macuse e 2.9 do lado de Supinho, vai exportar dois milhões de toneladas de madeira da Portucel, terá capacidade para navios até 60 mil toneladas de carga, vai empregar 8 mil moçambicanos, terá um parque de serviços logísticos, terminal de abastecimento de combustíveis e outras componentes.

O Representante dos accionistas da Thai Mozambique Logística, Manuel Latifo, disse que até Fevereiro do próximo ano, termina o reassentamento das 70 famílias afectadas pelo projecto.

O Presidente do Conselho Empresarial da Zambézia, Chawal Naparia, disse que as empresas locais devem ser as maiores fornecedoras do material de construção, bens e serviços para operadores das obras do porto.

E o Governador da Zambézia, Pio Matos, afirmou que o projecto é estruturante para o crescimento económico da província.

País melhora classificação no uso da ajuda financeira externa

O aumento da pontuação reflecte a melhoria das políticas e da gestão da dívida, devido às reformas para melhorar o quadro regulamentar, fortalecer a gestão nas empresas públicas e melhorar a gestão dos riscos orçamentais, defende a instituição no relatório anual que analisa se o ambiente institucional e político é propício à eficácia da ajuda ao desenvolvimento, a que a Lusa teve acesso na quarta-feira.

O documento, da responsabilidade da Associação Internacional de Desenvolvimento (AID), o braço do Banco Mundial para o financiamento concessional aos países mais pobres, refere que “foram feitos progressos na inclusão social e na equidade através de uma maior igualdade de género e da capacitação dos recursos humanos na saúde e na educação”.

Os economistas sublinham que “são necessários mais esforços para desenvolver o sector financeiro, garantir a estabilidade financeira e continuar a aderir às boas práticas contabilísticas internacionais”.

No documento, que melhora a pontuação de Moçambique de 3,1 pontos para 3,2, colocando o país ligeiramente acima da média de 3,1 pontos da África subsariana, defendem ainda que “os esforços para melhorar a governação, particularmente nos direitos de propriedade e no Estado de direito, e abordar as vulnerabilidades na transparência e responsabilidade, são essenciais para melhorar o desempenho geral”.

Na edição deste ano, que abrange 2022, o Banco Mundial melhorou a pontuação de 12 países africanos, mantendo 20 e reduzindo oito, e sublinha que apesar dos desafios económicos globais, mais países da África Subsariana registaram melhorias na sua pontuação global da Avaliação Política e Institucional do País (CPIA) em comparação com o ano anterior.

EN1 poderá ter uma via alternativa, segundo projeções do Governo

A estrada alternativa em alusão poderá constar do próximo Programa Quinquenal do Governo, a ser aprovado pela Assembleia da República, o parlamento moçambicano, para assegurar que sejam discutidos os investimentos necessários para a operação.

O troço em projecção terá como ponto de partida no distrito de Macie, Gaza, até Inchope, província de Manica, contornando a província de Inhambane, o que permitirá que as pessoas que saem do norte de Gaza possam ter alternativa para chegar à zona centro e norte.

A estrada poderá observar o troço Macia-Chokwé, Macarretana, Mabalane, Mapai, Massangena, Espungabera, Sussundenga, Chimoio e até Inchope, com a previsão de construção de uma ponte sobre o Rio Save que liga Massangena, em Gaza e Espungabera, em Manica, zona centro.

Nyusi assegurou que já iniciou o processo de mobilização de financiamento para a concretização da iniciativa. O anúncio foi feito hoje, durante a entrega da Estrada Macia-Chokwé, que beneficiou de obras de reabilitação e ampliação, num troço de 62 quilómetros, investimentos da REVIMO.

“De um tempo para cá, temos vindo a trabalhar arduamente para a introdução de estradas alternativas à EN1 em alguns dos seus troços”, esclareceu Nyusi.

Disse que o país não pode continuar a depender de uma só estrada, visto que qualquer situação anômala na via cria constrangimentos à circulação de pessoas e bens, sendo necessário reverter com a projecção de outras vias alternativas.

“Nós vimos isso em Cabo Delgado, para se chegar à Mocímboa, só há um único troço e, quando tivemos problemas, só aí pensamos numa alternativa, mas aprendemos. Aqui mesmo no 3 de Fevereiro, quando há problemas, ficamos entupidos”, disse Nyusi.

Segundo o Chefe do Estado, a EN1 no seu traçado mais a jusante é atravessado por vários rios, tornando a infra-estrutura mais vulnerável a cortes na época chuvosa, devido à subida dos caudais dos rios, embaraçando a ligação entre as regiões sul, centro e norte.

CRBC apresenta projecto de metro ligeiro para Maputo

Pengyu Bai, o director geral da CRBC, disse que o Executivo tem em posse o escopo de todo o projecto, que prevê a construção de uma linha ferroviária entre a antiga Feira Internacional de Maputo (FACIM) e o Zimpeto,

“Fizemos o estudo de viabilidade e as consultas públicas e o projecto foi agora submetido ao Governo de Moçambique”, disse Bai, acrescentando que espera começar a concretizar o projecto no próximo ano.

As obras de construção de uma linha ferroviária, como parte de soluções para resolver os problemas de transporte em Maputo, deveriam ter começado este ano, mas as mesmas foram adiadas, devido a “questões conjunturais”.

A CRBC foi responsável pela construção da ponte Maputo-KaTembe e da Estrada Circular de Maputo. A empresa também já manifestou a sua disponibilidade para apoiar o Governo na reabilitação da Estrada Nacional Número 1 (EN1).

ARC aprova aquisição da Cimentos de Moçambique

Neste contexto, a Huaxin Hong Kong passa a deter 100 por cento das participações da Inter Cement Trading Inversions, na Natal Portland Cement Company (Pty), Ltd (NPC), refere uma nota de imprensa da Autoridade Reguladora da Concorrência.

“Nos termos do número 1 do artigo 3 da Lei da Concorrência, a transacção projectada constitui uma operação de concentração de empresas através da qual a Huaxin Hong Kong adquirirá o controlo exclusivo sobre a Cimentos de Moçambique”, lê-se.

NPC detém participações em empresas sul-africanas e moçambicanas nomeadamente, Inter Cement South Africa Proprietary Limited, NPC Inter Cement (RF) Proprietary Limited (na África do Sul) e na Cimentos de Moçambique S.A. (em Moçambique).

No passado mês de Julho, a Cimentos de Moçambique (CM) passou a ser controlada pelo grupo chinês Huaxin Cement, em virtude de aquisição de 100 por cento das acções detidas pela InterCement, numa operação que rondou aos 265 milhões de dólares americanos.

A Cimentos de Moçambique e a maior empresa do sector de construção no país, tendo iniciado a sua operação em 1924. A empresa produz e comercializa para distribuidores, produtores de betão, clientes industriais, entre outros e tem presença nas três regiões do país, concretamente nas cidades da Matola no Sul, Dondo (Centro) e Nacala no Norte.

BIM é Melhor Banco Digital em Transformação e Inovação na SADC

De acordo com um comunicado enviado ao Profile, a  atribuição destes prémios foi feita após uma análise por parte dos editores e analistas do sector financeiro, baseada em critérios prescritos nomeadamente a oferta de produtos e serviços, a capacidade de captar e servir Clientes Digitais, de inovar com a introdução de novas soluções e o crescimento da base de Clientes Digitais.

Igualmente, foram também avaliados os benefícios tangíveis para os clientes da oferta digital dos bancos, bem como a funcionalidade, design e experiência para o cliente dos diversos canais digitais como o internet banking, o mobile banking, entre outros aplicativos de que os bancos dispõem.

“O Millennium bim tem apresentado uma evolução muito positiva da sua estratégia digital com um crescimento significativo da sua actividade: 69% dos seus Clientes adoptaram os canais mobile, tendo realizado cerca de 190 milhões de transacções digitais num ano”, diz o Millennium Bim no comunicado.

Reagindo à distinção, o Presidente da Comissão Executiva do Millennium bim, João Martins, apontou que “este reconhecimento a nível internacional vem valorizar o excelente trabalho desenvolvido por todos os colaboradores do banco, que, diariamente, se empenham para oferecer a melhor oferta de produtos e serviços digitais para os nossos clientes”.

Considerado o principal banco do sistema finaceiro moçambicano, o Millennium Bim tem cerca de 1,8 milhões de clientes, 199 balcões e 2500 funcionários no país.