Monday, April 13, 2026
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HCB produz 14% de energia no 1º semestre acima do período homólogo

Segundo um comunicado enviado à nossa redação, a HCB está na fase final de preparação para a implementação de projectos de reabilitação e modernização do seu parque electroprodutor que terão impacto multiplicador na sua performance de produção.

Igualmente, a empresa tem em carteira a realização de projectos de produção de energia, de curto e médio prazo, através de fontes alternativas, com destaque para a construção de uma central fotovoltaica de até 400 megawatts (MW), com possibilidade de evoluir no futuro.

A longo prazo, a HCB está a conduzir reflexões estratégicas com vista a reactivação do projecto Cahora Bassa Norte, para atender a crescente demanda energética de Moçambique e da região, face a crise que se vem assistindo.

Em relação aos recursos hídricos da Albufeira, a HCB encerrou o primeiro semestre de 2023, com armazenamento em 92,5 por cento do seu volume útil. Este armazenamento corresponde a cota da superfície de água na Albufeira de 324,5 metros em relação ao nível médio das águas do mar, e afigura-se satisfatório para garantir a produção orçamentada até o final do ano, estimada em 14.291,6 GWh.

Société Générale Moçambique abre uma sucursal em Nacala

No seu discurso, o Secretário de Estado para a província de Nampula, Jaime Neto, que conduziu a cerimónia de inauguração, destacou o contributo que o Banco vai dar para a promoção e desenvolvimento da Zona Económica Especial daquela cidade e para a oferta de soluções inovadoras que permitam promover a poupança e os investimentos.

“Com a abertura desta agência, o Banco junta-se, mais uma vez, aos esforços do Governo no alargamento do acesso às soluções financeiras no país, que é uma prioridade e cuja materialização está a ser feita em todo o território nacional através da iniciativa presidencial, um distrito, um banco”.

O CEO do Banco Société Générale Moçambique, Ridha Tekaïa, iniciou o seu discurso partilhando a sua satisfação em continuar a expansão das agências, tendo a última agência sido aberta em Julho de 2020 na Beira.

“Isto mostra a nossa nova ambição de oferecer soluções inovadoras aos nossos clientes em todas as regiões onde estão localizados e de apoiar o desenvolvimento dos seus negócios”, disse Tekaïa.

Tekaïa sublinhou as oportunidades e potencialidades de Nacala que, com o seu porto estratégico, é, claramente, um ponto essencial para o desenvolvimento do país em termos de importações e exportações.

Maragra precisa de 100 milhões de dólares para recuperar-se das cheias

A empresa perdeu 3,6 mil milhões de meticais (56 milhões de dólares, à taxa de câmbio atual) e, devido às cheias, perderam-se 470 mil toneladas de cana de açucar nos campos de produção, o que corresponde a um valor de 1,6 mil milhões de meticais.

De acordo com o director-geral da empresa, Filipe Raposo, os estragos impedem o funcionamento do sistema de irrigação, o que dificulta o planeamento da produção de cana.

“As inundações danificaram também os sistemas de electricidade e de drenagem, bem como outros equipamentos necessários para o processamento da cana”, afirmou Raposo.

Segundo o gestor, os trabalhos de recuperação da estação elevatória só começaram há um mês, devido às dificuldades enfrentadas para chegar a certas regiões dos canaviais.

“Tendo em conta o trabalho realizado até agora, sabemos o que é necessário para retomar a produção”, disse, acrescentando que a empresa foi vítima de actos de vandalismo após as cheias, o que contribuiu para mais prejuízos.

A Açucareira da Maragra SA  é detida pela empresa sul-africana Illovo com uma participação de 99%, as restantes acções de 1% pertencem a um investidor minoritário privado.

A fábrica e a área de abastecimento de cana composta por produtores próprios e independentes situam-se junto à costa de Moçambique, a cerca de 80 quilómetros a norte de Maputo.

Anualmente e sem interferências, Maragra produz cerca de 80 mil toneladas de açúcar de mais de 460 mil toneladas de cana produzidas em suas propriedades e o restante de cerca de 400 mil toneladas de produtores independentes.

Luísa Diogo é Administradora Não Executiva do Absa Group

Num comunicado, Absa Group destaca a longa carreira de Luísa Diogo e “a sua reconhecida competência e experiência profissional nos domínios económico e financeiro”, virtudes que lhe mereceram tal responsabilidade.

Diogo foi também Primeira-Ministra do país de 2004 a 2010, por sinal, a primeira mulher a ocupar este cargo em Moçambique.

Licenciou-se em Economia na Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo, em 1983. Obteve o grau de Mestre em Economia Financeira na Escola de Estudos Orientais e Africanos (Universidade de Londres), em 1992.

Em 2004, Luísa Diogo foi reconhecida pela revista Times como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo e pela revista Forbes como uma das 100 mulheres mais poderosas do mundo por dois anos consecutivos (2006 e 2008).

É autora do livro intitulado a “Sopa da Madrugada”, publicado em 2013, no qual conta e descreve suas experiências sobre as reformas e a transformação económica e social que o país assistiu entre os anos 1994 e 2009.

O Absa Group Limited é um dos maiores e mais diversificados grupos financeiros em África com presença em 12 países no continente, incluindo Moçambique, e com cerca de 42 mil colaboradores.

CFM acaba de entrar no negócio de petróleo e gás natural

Na ocasião, o Presidente do Conselho de Administração (PCA) da empresa Agostinho Langa Jr., explicou que a criação da CFM Logistics surge na sequência da orientação estratégica do Governo para a empresa envolver-se em toda a cadeia de produção, logística e venda desses recursos energéticos.

Langa Jr. fundamentou que a decisão do Governo teve em conta o negócio principal da CFM bem como as descobertas de importantes reservas de gás natural na Bacia do Rovuma, província de Cabo Delgado.

À esta cadeia de valor junta-se o potencial em produção na zona Sul, na região de Pande e Temane, província de Inhambane, que colocam o país na posição de um dos maiores produtores mundiais de gás natural liquefeito.

“A indústria do petróleo e gás constitui um dos pilares para o progresso nacional, gerando um crescimento progressivo da economia e mais riqueza para os moçambicanos.

Diante deste cenário, após avaliação interna e diálogo com os clientes e parceiros, a CFM encontrou na CFM Logistics a resposta à orientação do Governo para a participação e envolvimento na indústria de petróleo e gás, como um actor relevante, fazendo o que melhor sabemos fazer, que é a logística e manuseamento portuário”, sublinhou o PCA da CFM.

Perante gestores públicos das áreas de transportes e comunicações, petróleo e gás, bem como de economia e finanças, Langa Jr. explicou ainda que, com a CFM Logistics, a empresa mãe tem a oportunidade para expandir e diversificar o seu escopo de actividades.

Essas acções dizem respeito à renovação dos seus serviços e construir novas infra-estruturas ou reabilitar e ampliar as já existentes para atender às necessidades e à demanda de logística nessa indústria.

“A CFM Logistics é, no nosso entender, a resposta aos desafios que são continuamente apresentados pelas Concessionárias, contratadas, sub-contratadas e demais parceiros. Na verdade, os vossos desafios constituem uma oportunidade para a CFM Logistics. É uma oportunidade de vos oferecer soluções personalizadas e dedicadas aos desafios que enfrentam no quotidiano”, sublinhou o gestor.

Por seu turno, o Ministro da Economia e Finanças, Max Tonela, reforçou que o lançamento da CFM Logistics surge da necessidade de garantir a participação de actores nacionais, desde estatais até privados nos negócios de exploração de recursos naturais para gerar benefícios para os próprios moçambicanos.

Manica exporta 800 toneladas de macadâmia para Ásia e Europa

A macadâmia é produzida numa área de 1.500 hectares. Na mesma área também e produzida fruta, como abacate e litchi. O representante da empresa Macs In Moz, Marcos Agnese, revelou que a macadâmia é exportada seca e em casca para europeu, China e Vietname.

Agnese falava, há dias, durante a visita que o secretário de Estado na província de Manica, Dick Kassotche, efectuou àquela empresa. A visita Kassotche esteve inserida no âmbito da governação aberta, participativa e inclusiva ao distrito de Sussundenga.

Agnese explicou que a exportação da macadâmia é feita entre os meses de Março até Junho de cada ano, e o mercado está garantido.

“O produto é transportado para a África do Sul que, depois, leva até a Ásia e a Europa. A cada ano, a nossa produção aumenta e isso alegra-nos bastante, como investidores e produtores. Estamos a aumentar as áreas de produção em função da procura deste produto no mercado internacional”, disse.

Neste momento, a Macs In Moz tem um total de 850 trabalhadores, na sua maioria moçambicanos em regime permanente. Na época de colheita, o número incrementa para perto de 1.100 trabalhadores, com a contratação de mão-de-obra sazonal.

Empréstimos externos cresceram em mais de 1.2 mil milhões de dólares  

De acordo com o documento publicado esta semana pelo Ministério da Economia e Finanças, o agravamento da dívida externa (que era de 7.068 milhões de USD, em 2014) foi influenciado pelos empréstimos do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

A dívidas foram também contraídas pelo Fundo Africano para o Desenvolvimento (FAD) e da República Popular da China, num valor total de cerca de 2 mil milhões de dólares. O valor, refira-se, equivale a 66,8 por cento da dívida contraída pelo Estado durante este período.

O Banco Mundial, o principal parceiro financeiro do Governo no Projecto SUSTENTA, emprestou ao país, de 2014 a 2022, um total de 726,6 milhões de dólares, seguido do FMI, que concedeu um total de crédito de 566,9 milhões , totalizando um empréstimo de 1.293,5 milhões dólares.

A China, parceira de Moçambique na construção de infra-estruturas, foi responsável por um crédito de 359 milhões de dólares, enquanto o Fundo Africano do Desenvolvimento emprestou a Moçambique 347,4 milhões de dólares. O documento nota ainda que a reestruturação da dívida da EMATUM gerou um incremento do capital em 400 milhões de dólares.

Segundo a Carta de Moçambique, os empréstimos, sublinhe-se, ocorreram num período em que as instituições da Bretton Woods e o grupo de doadores ocidentais tinham suspendido o apoio directo ao Orçamento do Estado, devido à descoberta das “dívidas ocultas”.

No entanto, o documento sublinha que, entre 2014 e 2022, o stock da dívida interna aumentou em cerca de 300 por cento, em relação à dívida externa que aumentou em 42 por cento.

 

EDM procura produzir energia à base de hidrogénio

“Estamos a fazer alguns estudos sobre a viabilidade do recurso ao hidrogénio para a produção de energia”, disse Marcelino, adiantando que esta fonte “tem futuro, porque é renovável e é considerada não poluente”.

O responsável acrescentou que “devido aos avultados custos que serão necessários, a EDM só poderá entrar no negócio através de parcerias”.

“Certamente, na parte de produção de energia, privilegiamos as parcerias público-privadas, porque são investimentos avultados”, enfatizou Gildo Marcelino.

A companhia britânica Jearrard Energy Resources anunciou em Julho planos para construir uma instalação solar-hidrogénio de 12 gigawatts em Moçambique.

O projecto, estimou, poderá arrancar no início do primeiro trimestre do próximo ano e espera-se que a infra-estrutura produza quatro mil toneladas de hidrogénio, ajudando a satisfazer a crescente procura de energia verde.

Lançada nova linha de financiamento para estimular negócios no país

A iniciativa é da AfricaInvest, que é um fundo de investimento privado sob regulação dos Estados Unidos da América, que iniciou as suas actividades em 2019 e que tem, sob a sua gestão, 100 milhões de dólares para investir no continente africano.

Até o momento o fundo está focado no ivestimneto a sectores de actividade como agricultura, indústria, comércio e serviços.  De acordo com a Confederação das Associações Económicas (CTA), o lançamento desta janela de financiamento enquadra-se no Plano Estratégico da agremiação 2021-2024.

O Presidente da CTA, Agostinho Vuma, referiu que esta parceria com AfricaInvest constitui uma oportunidade ímpar para assegurar que mais PME´s nacionais tenham acessos a financiamento.

“A oportunidade trazida pela AfricaInvest, conjugada com a experiência da CTA no trabalho com as Instituições Financeiras de Desenvolvimento, tendo como exemplo as Salas de Negócios da última CASP que movimentaram mais de 1,1 mil milhões de dólares em projectos, poderá ser crucial no sucesso deste trabalho”, afirmou  Agostinho Vuma.

O lançamento da linha de financiamento acontece numa altura em que a CTA obteve, do Banco de Moçambique, a aprovação de gerir o Fundo de Apoio para o Desenvolvimento Empresarial (FADE), em Junho último.

O FADE tem uma meta de aplicar 100 milhões de dólares americanos parcelados em duas fases e vai privilegiar o investimento em participações de capital das empresas. O mesmo facilitará o acesso ao capital de crescimento às empresas emergentes que carecem de financiamento de médio e longo prazo.

 

Cidade de Maputo regista pior índice de turismo em 2022

Na apresentação do documento, o Técnico dos Serviços Centrais do Instituto Nacional de Estatística (INE), Olímpio Zavale, explicou que em situação semelhante se encontram as províncias do Niassa com 2,1 por cento e Manica 4,5 por cento.

Por outro lado, Nampula e Zambézia alcançaram os melhores registos com 26,7 e 16,3 por cento, respectivamente. “Pouco mais da metade dos turistas (58,9 por cento) tiveram como principal motivo da viagem visita a familiares e amigos. Esta é a principal razão para as pessoas fazerem o turismo doméstico”, explicou.

“Em termos de duração de pernoita, cerca de 36,1 por cento do total de turistas permanecem por duas a quatro noites no local onde exercem o turismo”, sublinhou.

Em termos financeiros, em média, os turistas gastaram 1.759 meticais (cerca de 28 dólares) durante a sua visita à cidade de Maputo, sendo 62,4 por cento em compras e em transporte terrestre (33,6 por cento).

Para o INE, é entendido por turista todo o viajante que tenha se deslocado, por qualquer motivo e para qualquer ponto do país, a uma distância igual ou superior a 50 quilómetros, para fora do seu ambiente habitual.