Monday, April 13, 2026
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BRICS: Inflação entre causas que prejudicam África, Nyusi

Nyusi falava em Joanesburgo, na 15ª Cimeira do BRICS que, desde terça-feira, decorre na cidade sul-africana do Sandton, e conta com a presença de pelo menos 40 Chefes de Estado e de Governo.

Como primeiro factor, Nyusi explicou que apesar de haver indícios de uma trajectória de melhoria na maioria dos países ainda prevalecem factores negativos que amortecem a velocidade de crescimento nomeadamente a persistência da inflação em quase todo o mundo.

“Esta realidade implica o aumento do serviço da dívida e quebra das reservas extras com consequências na depreciação cambial”, disse.

O segundo aspecto crítico está relacionado com a transição energética e as mudanças climáticas. Com efeito, disse Nyusi, África tem um contributo insignificante nas emissões de carbono e é habitado por milhões de pessoas que ainda não têm acesso a energia.

Como terceiro factor, Nyusi aponta a industrialização por via da consolidação de cadeias de valor regionais de diversos produtos, tendo por base a edificação de infra-estruturas que liguem o continente africano para potenciar a zona de comércio livre continental.

“O processamento de produtos agrícolas e minerais estratégicos dos nossos países, combinando os recursos de vários países para ganhos de economia de escala e acesso a energia em condições viáveis onde Moçambique deverá desempenhar um papel importante face ao potencial da sua matriz e energética e localização geográfica estratégica”, disse.

Integram o BRICS o Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O número deverá aumentar para 11 a partir de 1 de Janeiro do próximo ano com a inclusão da Argentina, Egipto, Etiópia, Irão, Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos (EAU).

Moçambique simplifica processos notariais para facilitar os negócios

Para tal, estes profissionais devem apresentar uma licença válida, um registo criminal limpo, um mínimo de quinze anos de prática jurídica, uma boa reputação e prova de estabilidade financeira.

Os advogados passam a ter prerrogativa de tratarem de actos notariais mais complexos, incluindo procurações legais e administração de bens imóveis, actas de reuniões de empresas, entre outros.

A alteração inovadora, que modifica o Código do Notariado para simplificar certos actos notariais para as empresas tem o potencial de reduzir os obstáculos burocráticos, que têm sido alvo de queixas.

Ao minorar as complexidades no acesso aos serviços legais, a iniciativa do Executivo moçambicano promove um ambiente mais favorável às empresas, acabando por impulsionar o crescimento económico do país, numa altura em que se apela ao estímulo a Pequenas e Médias Empresas (PME’s).

Além de facilitar o ambiente de negócios, esta medida favorece também à população, ao introduzir a figura da Polícia nos processos notariais.

Ao abrigo deste novo quadro, a Polícia irá realizar actos notariais mais simples, tais como verificações de assinaturas em requerimentos e autenticação de fotocópias de documentos de identificação.

Para o feito, os agentes policiais afectos às Esquadras de Polícia devem ter pelo menos cinco anos de serviço e passar por uma formação especializada antes de receberem a autorização necessária.

Governo prioriza reforma do sector empresarial do Estado

“Decidimos incluir a reforma sectorial do Estado como uma prioridade, por constatar que parte destas empresas têm o potencial para a promoção do desenvolvimento e o bem dos moçambicanos”, sublinhou Max Tonela.

O desejo do Executivo, a efectivar-se, pode tornar as empresas do Estado competitivas e robustas, além de salvar algumas, que mesmo apesentando um enorme potencial, mostram sinais de resvalarem à falência.

Aliás, algumas das empresas públicas têm sido classificadas como estando com contas no vermelho, obrigando o Executivo a arquitectar reformas urgentes, como a fusão entre certas companhias, bem como confiar a sua gestão a privados, tal como aconteceu com as Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), agora, nas mãos da suk-africana Fly Modern Ark.

Tonela falava na Quinta-feira, em Maputo, no lançamento da CFM logistics, um braço empresarial da empresas Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, concebida para responder aos desafios da indústria de hidrocarbonetos.

Max Tonela recomenda aos gestores da CFM Logistics a operar no mercado nacional, obedecendo os padrões internacionais.

Por seu turno, o Presidente do Conselho de Administração dos CFM, Agostinho Langa, avançou que a CFM Logistcs poderá maximizar os ganhos da indústria de petróleo e gás no país. (RM)

País quer inspirar-se do modelo de industrialização da Indonésia

Depois da reunião entre as delegações de ambos países, Nyusi referiu que a Indonésia baniu a exportação de matérias-primas, tais como níquel, bauxite, cobre, entre outros, cujo resultado foi a instalação de 48 indústrias de processamento de minérios.

“Eu só ouvia dizer, mas hoje o Presidente da Indonésia contou-me que proibiu a exportação de matérias-primas. Os minérios já não são exportados em bruto. Escava-se e transforma-se lá. Achamos que é uma experiencia para capitalizar, claro que isso vai levar seu tempo, mas vamos chegar lá”, disse Nyusi a imprensa.

Segundo o dirigente, esta visão também está assente num programa que visa a dinamização da industrialização através da atracção de investimentos e aumento de competitividade industrial.

A propósito, o governo moçambicano aponta como desafio maior uso de matéria-prima local para o aumento da produção industrial e redução da exportação em bruto com recurso a PRONAI (Programa Nacional Industrializar Moçambique).

Durante o encontro, o estadistas passaram em revista matérias ligadas a defesa e segurança, combate ao terrorismo, mudanças climáticas, reconciliação nacional, reconstrução pós-ciclone, bem como a necessidade de isenção de vistos entre os dois Estados, para permitir uma maior circulação de pessoas e bens.

Possível regresso da TotalEnergies em 2024 reanima projectos de gás  

A firma refere que a TotalEnergies deu vários passos para recomeçar o projecto, no seguimento da violência em 2021, que forçou a companhia a declarar “força maior” e suspender as actividades de construção da central que irá liquefazer o gás, permitindo a sua exportação.

Na análise, enviada aos investidores e a que a Lusa teve acesso quarta-feira (23), os analistas desta consultora dos mesmos donos da agência de notação financeira Fitch Ratings dizem que a TotalEnergies deverá recomeçar os trabalhos no primeiro semestre do próximo ano, depois de uma renegociação dos contratos com os empreiteiros locais.

“A última consideração para o relançamento do projecto é renegociar os custos com os empreiteiros locais. Desde que o projecto foi suspenso houve várias grandes subidas de preço de matérias-primas, energia e mão-de-obra”, observa a consultora.

BMI indica que o presidente executivo da TotalEnergies, Patrick Pouyanne, confirmou que nenhum dos compradores antigos de gás exerceu o seu direito de sair do projecto e indicou que continua a haver uma forte procura mesmo que saiam.

Moçambique tem três projectos de desenvolvimento aprovados para exploração das reservas de gás natural da bacia do Rovuma, classificadas entre as maiores do mundo, ao largo da costa de Cabo Delgado.

 

 

 

Aeroportos com resultado líquido negativo em 2022

No relatório e contas consultado pelo “Notícias”, a empresa refere que o resultado negativo de 2021 foi um prejuízo de 212,5 milhões de meticais (3,326,564.92 dólares) impactado significativamente pelos ganhos cambiais não realizáveis.

Não obstante o impacto dessas diferenças cambiais, os resultados registam uma evolução positiva, através da redução de prejuízo em 74,75 por cento.

“Num período difícil, marcado por volatilidade de preços nos mercados internacionais e interno que resultam em inflação e enormes desafios, mantivemos uma rigorosa disciplina e fizemos com que o fornecimento e serviços de terceiros, bem como os gastos operacionais baixassem, levando a empresa a um resultado operacional negativo de 808,8 milhões de meticais” (12,661,391.10 dólares), lê-se no relatório.

No capítulo da produção, a empresa refere que durante o ano passado registou um tráfego de 1,658 962 passageiros, representando um cumprimento do plano em 117.2 por cento. Observa que o actual desempenho representa um crescimento de 29.7 por cento comparativamente a 2021, ou seja, um acréscimo de 379,812 passageiros.

Reconhece que o tráfego de 2022 ainda se encontra abaixo em 20.2 por cento aos números registados no período pré-pandemia. O movimento fixou-se em 56,320 voos, correspondendo a um cumprimento do plano em 115.7 por cento.

A empresa também manuseou 11,416 toneladas de carga, correspondente ao cumprimento do plano em 133.3 por cento. Salienta que a mercadoria manuseada no ano passado representa um decréscimo em relação a 2021 e 2019 de 0.1 por cento e 37.6 por cento, respectivamente.

Pagamento de sinistros da EMOSE cai perto de 50 milhões no 1º semestre

Assim, passou dos anteriores 540 milhões nos últimos seis meses de 2022 para os 492 milhões de meticais, no primeiro semestre de 2023, avança a Agência de Informação de Moçambique.

Apesar do cenário, o Presidente do Conselho de Administração (PCA) da EMOSE, Janfar Abdulai, avaliou positivamente os resultados, garantindo que a seguradora mais antiga do país continua “robusta”.

“O desempenho foi positivo, a EMOSE está numa situação de robustez jamais vista nos últimos anos e não há indícios de uma aparente falência, a EMOSE continua a ser uma empresa robusta, credível no mercado”, afirmou.

“Uma das coisas que melhorou bastante nos últimos tempos é a regularização de sinistros. Hoje, a EMOSE é uma das melhores seguradoras exactamente porque consegue regularizar atempadamente os sinistros”, sublinhou hoje, em Maputo, o PCA, falando à imprensa durante a Reunião de Avaliação Semestral do Plano de Actividades e Orçamento para 2023.

Em relação aos planos de negócio, disse perspectivar uma empresa “mais informatizada, queremos melhorar os nossos processos internos, capacitar mais a nossa mão-de-obra a todos os níveis” e também apostar na informação, tecnologias e melhorar do atendimento ao cliente para fazer face aos desafios do mercado.

No primeiro semestre, entraram para EMOSE (Prémios Brutos Emitidos) cerca de 1,5 mil milhões de meticais, contra os 2,1 mil milhões dos últimos seis meses de 2022.

A Reunião de Avaliação Semestral do Plano de Actividades e Orçamento para 2023, que junta gestores e quadros seniores da empresa, tem a duração de dois dias e visa fazer uma avaliação do desempenho relativo ao primeiro semestre e projecção do segundo semestre do ano em curso.

EN7 poderá ser concessionada para garantir manutenção

O ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Carlos Mesquita, que visitou no último sábado, 19 de Agosto, a rodovia, afirmou ser preocupante o actual estado do piso da via, com buracos em quase toda a sua extensão.

Segundo Mesquita, a N7 é de vital importância, pois dinamiza a economia da província de Manica e é importante para os países do hinterland, que a usam para ter acesso ao porto da Beira. Daí a urgência da reabilitação visando proporcionar melhor comodidade aos automobilistas.

O governante assegurou que enquanto se discute a mobilização de fundos visando a intervenção de vulto em toda a extensão da rodovia os empreiteiros vão intervindo nos locais mais críticos.

“Temos vindo a discutir com os parceiros para ver se conseguimos fundos para fazer uma intervenção em toda a extensão da N7 e outras estradas do País, como a N1, sendo que algumas serão posteriormente concessionadas à gestão privada”, disse o ministro.

Para tal, acrescentou que, neste momento, o Governo, através da Administração Nacional de Estradas (ANE), está a aplicar mais de mil milhões de meticais para a reabilitação de emergência e manutenção periódica de 151 quilómetros, entre Catandica, em Manica, e Changara, em Tete.

 

Suspensão da produção de grafite pela “Syrah” compromete metas, diz o MIREME

A Syrah Resources anunciou a produção de 15 mil toneladas de grafite, que exporta do distrito de Balama, província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, onde está instalada a mina. Essa produção foi, porém, interrompida, devido aos stocks existentes e preços nos mercados internacionais.

Em declarações à agência de Notícias, Lusa, o director nacional de Geologia e Minas, Cândido Rangeiro, assinalou que a medida poderá comprometer as projecções na produção de grafite deste ano e as receitas para o Estado geradas por este minério.

“Ficamos tristes com isto, porque, na verdade, tínhamos projecções para a produção de grafite e esta meta, provavelmente, não será alcançada”, afirmou Rangeiro.

Sem especificar números, o dirigente avançou que o impacto poderá ser “considerável”, tendo em conta que a Syrah Resources é o maior produtor de grafite em Moçambique, à frente da Gk Ancuabe Graphite Mine, que explora este recurso no distrito de Ancuabe, também em Cabo Delgado.

A mina de Balama iniciou a produção comercial há quatro anos e foi destaque em Dezembro, quando a Syrah anunciou um acordo com a multinacional de veículos eléctricos Tesla, que pretende usar o grafite da mina, descrita como um dos maiores depósitos deste tipo de minério no mundo.

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