Monday, April 13, 2026
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LAM de volta à Câmara de Compensação da IATA

A reintegração, confirmada pela Circular 068/23 da IATA, ocorre depois de a LAM ter cumprido as suas obrigações, assinalando uma colaboração financeira renovada.

Com efeitos a partir de 4 de agosto de 2023, a LAM pode participar plenamente na Câmara de Compensação da IATA, facilitando intercâmbios financeiros sem problemas com outras companhias aéreas. Este marco assinala um novo começo muito necessário para a LAM, que enfrentou desafios difíceis ao longo dos últimos anos.

Sob a gestão temporária da Fly Modern Ark da África do Sul, a viagem da LAM para a estabilidade tem sido um ponto central. O futuro continua incerto, com os debates sobre a privatização em curso, mas o Ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, acredita que a expansão das rotas internacionais será uma parte fundamental da recuperação da LAM.

O recente sucesso da LAM na recuperação de 47,3 milhões de dólares americanos devidos pelo governo e por entidades privadas é um feito significativo, embora subsistam desafios. O Ministro Magala enfatiza uma expansão cautelosa para evitar as armadilhas do passado, com enfoque nas rotas para destinos lucrativos.

O plano de crescimento estratégico da companhia aérea inclui a revitalização da rota Maputo-Lisboa e a entrada em mercados promissores como o Brasil, a Índia, o Dubai e a China. O caminho que a LAM tem pela frente é um desafio, mas tem potencial para um futuro transformado e resiliente no palco da aviação global.

Sasol partilha suas experiências  e potencialidades na FACIM 2023  

A empresa que explora o gás natural no país, refere que os visitantes do seu“stand” terão  a oportunidade de conhecer as acções por si desenvolvidas, para a promoção do emprego local e desenvolvimento de competências.

Além disso, os espectadores das potencialidades da Sasol poderão saber mais sobre os processos da exploração do gás e sobre práticas sustentáveis, entre outras ofertas que estarão em exibição no local.

Desde 2004 que a multinacional explora gás natural nas regiões de Pande e Temane, na província de Inhambane. Em 2016, a empresa sul-africana iniciou um plano de desenvolvimento e produção de petróleo leve em Inhassoro, num investimento de aproximadamente dois mil milhões de euros.

A FACIM é uma feira anual organizada pelo governo de Moçambique com objectivo de estabelecer conexões entre os diversos participantes da cadeia de valor da economia e dos negócios a nível global, contando com expositores de mais de 20 países.

A Sasol considera que a FACIM “desempenha um papel crucial no desenvolvimento económico do país, oferecendo uma visão abrangente do potencial e das oportunidades de crescimento em diversas áreas-chave, tais como energia, transportes, processamento de alimentos, turismo, tecnologia e digital”.

 

Plataforma coloca Moçambique no mercado de captura de carbono

a cloud of pollution released by an industry.

As projecções do governo dos EUA indicam que a indústria de captura de carbono terá um crescimento exponencial e este novo prémio irá posicionar Moçambique como um interveniente importante no mercado.

Em comunicado, explica que o PLANETA, implementado pela CrossBoundary LLC, irá fornecer aos parceiros moçambicanos, públicos e privados, os conhecimentos necessários para estabelecer as ligações e implementar os acordos que irão beneficiar Moçambique.

“O programa de três anos irá apoiar um plano de 10 projectos, oferecendo serviços de aconselhamento aos promotores de projectos e ligando os promotores de projectos locais aos mercados internacionais de emissões de carbono”, le-se no documento.

A USAID irá investir mais de dois milhões de dólares no PLANETA durante os próximos três anos. As indústrias que queimam altas taxas de carvão, petróleo e outros combustíveis libertam dióxido de carbono na atmosfera, o que leva à subida das temperaturas e a condições meteorológicas extremas.

Como resposta, os governos do mundo inteiro estão a incentivar as empresas a reduzir as suas emissões de carbono, e uma forma de o fazer é exigir que as empresas armazenem uma tonelada de carbono por cada tonelada das suas emissões. Isto representa uma oportunidade para Moçambique, que pode armazenar grandes quantidades de carbono nas suas extensas florestas tropicais.

Porto da Beira projecta duplicar volume de carga anual manuseada

Até o momento, decorre a instalação de mais de duzentas câmaras de alta tecnologia para o controlo das operações portuárias e para melhor dar resposta à demanda.

Com a montagem destes aparelhos, o manuseamento de carga durante a noite fica mais facilitado, segundo Miguel de Jenga, director de Operações da Cornelder de Moçambique, empresa que gere o Porto da Beira.

Miguel de Jenga afirmou que o Porto da Beira, processo de modernização e ampliação, tem vindo a assumir-se como um centro determinante do ponto de vista de navegação marítima a nível continental.

O Porto da Beira está localizado estrategicamente no centro do país, liga directamente, quer por via rodoviária ou ferroviária, os principais mercados do hinterland da África Austral, o Zimbabwe, Malawi, a Zâmbia, Botswana, a República Democrática do Congo e outras rotas do comércio internacional.

No local encontra-se um terminal de contentores, dos mais modernos na região. As infra-estruturas abarcam um cais de 645 metros de comprimento e uma profundidade de 12 metros. O Terminal possui 4 pórticos porta-contentores navio-terra, dois dos quais com capacidade de 65 toneladas de carregamento.

O Porto comporta, igualmente, um terminal de carga geral, que compreende 4 cais com um comprimento total de 670 metros e uma profundidade de 9.5 metros.

O terminal tem o potencial de responder a vários propósitos e está devidamente equipado para manusear várias cargas a granel. Há também, no local, o terminal de cereais com capacidade de 50 mil toneladas de armazenamento.  O trigo e o milho são os produtos mais comuns manuseados anualmente pelos utilizadores do terminal.

 

Moza Banco conclui processo de migração de cartões para Euronet

Por ser um dos primeiros Bancos a aderir a este sistema, o Moza ostenta, actualmente, uma das maiores redes de ATM associadas à Euronet em todo o território nacional.

Ao juntar-se à Euronet, o Banco passa a beneficiar de um sistema reconhecido internacionalmente pela competência na entrega de serviços financeiros com abrangência global, possibilitando ao Moza oferecer uma gama mais ampla e aprimorada de serviços bancários.

Ademais, todos os cartões aliados ao sistema Euronet estão equipados com a tecnologia contactless, permitindo que os clientes do Banco possam estar ainda mais seguros, não precisando colocar o PIN quando realizam pequenas transações corriqueiras.

Gradualmente, o Moza estende o seu parque de terminais de pagamento, estando actualmente com mais de 500 POS (acima de 18%) já prontos para transacções contactless.

“Orgulha-nos anunciar que alcançámos mais um marco importante na busca pela excelência neste concorrido sector financeiro nacional. A transição para a Euronet foi acompanhada pela substituição e modernização das ATMS e POS, reforçando o nosso compromisso com a melhoria contínua da experiência dos nossos clientes”, sublinhou Manuel Soares, Presidente da Comissão Executiva do Moza Banco.

Com este passo, o Moza refere que se posiciona como um banco atento às dinâmicas mundiais do sector financeiro, abraçando as inovações que contribuem para o avanço económico e social de Moçambique, potenciando a inclusão financeira de todos os moçambicanos.

Gás natural de Moçambique na mira de investimentos da SADC

O Bloco regional acredita que o financiemneto poderá reforçar o abastecimento de energia nos Estados-membros e em outros paíse do continente onde, quase metade da população ainda não tem acesso à eletricidade.

A SADC tem a vanatgem de albergar algumas descobertas significativas de gás natural com projectos em várias fases, tal como em Moçambique, na Tanzânia e na África do Sul.

Nesse sentido, o plano  aprovado vai ser desenvolvido num período de 15 anos para coordenar os recursos, segundo informou o Conselho Directivo do Bloco, na semana passada, após uma reunião entre chefes de Estado em Luanda, capital de Angola.

O plano centra-se na utilização do gás do norte de Moçambique e do sul da Namíbia, bem como nos terminais de importação no sul de Moçambique e na África do Sul.

O plano atribui mais de 9 mil milhões de dólares de investimento em Moçambique, necessários para construir projectos de energia e infra-estruturas, aproveitando as descobertas ao largo da costa no norte do país.

Grande parte do plano depende da elaboração pela África do Sul de um novo roteiro energético, conhecido localmente como Plano Integrado de Recursos, que inclui o fornecimento regional de gás. A nação é, por sinal, o maior consumidor de energia do bloco.

Moçambique avalia possibilidade do 7º concurso de pesquisa de hidrocarbonetos

Esta acção visa também gerar soluções que respondam ao actual desafio global da transição energética para fontes amigas do ambiente. O ministro dos Recursos Minerais e Energia, Carlos Zacarias, explicou que é preciso criar alternativas capazes de guiar o país perante a exigência de geração e consumo de energias menos poluentes.

O debate sobre a possibilidade de novo chamamento dos investidores no sector de petróleo e gás acontece numa altura em que o Instituto Nacional de Petróleos continua a clarificar os contratos dos consórcios vencedores do sexto concurso para posterior aprovação pelo Governo.

As empresas vencedoras deste concurso são Eni Mozambique, que vai operar na área A6-C, em Angoche, na província nortenha de Nampula, e a CNOOC Hong Kong Holding Limitada, que vai trabalhar na A6-D, A6-E, A6-G em Angoche, bem como S6-A e S6-B, no Save, entre as províncias central de Soofala e meridional de Inhambane.

“As negociações estão praticamente no fim e contamos que até o final deste ano os contratos sejam apresentados ao Governo para a aprovação para que as actividades se possam iniciar’’, garantiu o ministro, citado hoje pelo “Notícias”.

Ainda sobre o sexto concurso, o dirigente assegurou que o processo encontra-se bem encaminhado, havendo bons sinais de que os vencedores vão avançar com a execução do planificado.

O sexto concurso foi lançado a 24 de Novembro de 2021, visando a concessão de 16 áreas para pesquisa e produção de hidrocarbonetos. Trata-se dum processo que foi dividido em duas fases, a pré-qualificação, com a duração de quatro meses, e a fase de qualificação, oito meses.

Os programas de pesquisa propostos para o primeiro período têm o potencial de permitir investimentos que ascendem aproximadamente a 369.8 milhões de dólares norte-americanos.

Petrolíferas investiram mais de 2 mil milhões em hidrocarbonetos no país  

No relatório de contas de 2022, consultado pela Lusa, a ENH, operadora petrolífera detida pelo Estado moçambicano, contabiliza que investiu 264.158.273 dólares (240,5 milhões de euros) desde 2006 em projectos que transferirá para o balanço da empresa “após aprovação do plano de desenvolvimento e/ou decisão final de investimento”.

A este valor acrescem 1.739.752.667 dólares (1.585 milhões de euros) investidos pelas concessionárias dos projectos, no mesmo período, totalizando assim quase 2.004 milhões de dólares (1.824 milhões de euros).

Grandes investimentos ocorreram em 2013

O ano de maior investimento foi 2013, com um total de 545,5 milhões de dólares (497 milhões de euros) de investimento, que caiu para pouco mais de 5,8 milhões de dólares investidos em 2018, na sequência dos ataques de insurgentes em várias localidades de Cabo Delgado, no norte do país, onde se situam os principais projectos de prospeção e produção de gás natural.

Além destes, a ENH detém uma posição de 25 por cento no consórcio liderado pela Sasol na área de produção de gás PPA Pande e Temane, já em produção, e de 10 por cento na Área 4 da Bacia do Rovuma, em desenvolvimento e produção, além de outros 15 em desenvolvimento e pesquisa.

A ENH exerce a sua actividade subordinada ao Ministério dos Recursos Naturais e Energia, tendo como “objectivo principal” a actividade petrolífera, “nomeadamente a prospecção, pesquisa, desenvolvimento, produção, transporte, transmissão e comercialização de hidrocarbonetos e seus derivados”, incluindo importação e exportação.

Decisão final de investimento para 2025

A companhia petrolífera norte-americana Exxon Mobil considera que o investimento no gás natural de Moçambique está encaminhado para ser tomada uma decisão final de investimento em 2025, começando a produzir no final da década.

“Muito depende ainda da situação de segurança, que tem estado a ser muito bem gerida”, ressalvou em julho o vice-presidente da companhia para a exploração de petróleo e gás, Peter Clarke, numa conferência em Vancouver.

Esta é a primeira vez que a Exxon fala em datas relativamente ao projecto de construção de uma fábrica no norte de Moçambique, depois de o projecto ter sido interrompido em 2020 devido à insegurança na região.

Empresa chinesa constrói porto seco entre Moçambique e Zimbabwe

O grupo opera no Zimbabwe, na área de mineração, sobretudo na produção de aço e níquel, cuja exportação é feita usando portos sul-africanos.

O porto seco de Machipanda vai manusear cerca de dois milhões de toneladas da sua carga, saindo de Zimbabwe para o porto da Beira, no centro de Moçambique, um número que poderá crescer com o manuseamento de outras cargas.

A implantação da infra-estrutura vai também reduzir as longas filas de trânsito rodoviário e aliviar o nível de congestionamento na fronteira de Machipanda, constituindo assim, um ganho para o grupo, uma vez que vai reduzir tempo, distância e custos de manuseamento, usando o porto da Beira.

Neste contexto, o ministro moçambicano da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, apresentou, no sábado (19), aos representantes dos Conselhos Empresariais das províncias centrais de Manica e Sofala o Eternal Tsingshan Group, no quadro da visita que o governante efectuou.

De acordo com Silvino Moreno, esta é uma iniciativa que vai impulsionar a actividade empresarial, tendo apelado as autoridades locais, instituições públicas e ao empresariado a acarinharem o projecto.

A visita do governante é no seguimento das acções, no âmbito da realização do Fórum de Negócios Zimbabwe-Moçambique em Maio último naquele país vizinho.

A fronteira de Machipanda, para além de Zimbabwe e outros países do interland, é importante para o desenvolvimento do corredor da Beira.

É neste contexto que a Associação Comercial da Beira, que reclama de excesso de burocracia e morosidade nos procedimentos na fronteira, sugere melhorias nos serviços migratório e aduaneiro, para permitir maior celeridade no trânsito de pessoas e mercadorias.

 

Receitas da REVIMO disparam para 1,8 mil milhões de meticais

De acordo com o relatório de contas de 2022, divulgado nesta sexta-feira (18) pela Lusa, o volume de tráfego nas estradas geridas pela empresa em destaque aumentou para 17,5 milhões de viaturas no ano passado.

“O aumento das portagens permitiu o alcance de um marco no nosso crescimento. A REVIMO prosseguiu, com firmeza, a caminhada iniciada em 2019, rumo à consolidação do seu papel como parceiro estratégico na gestão e rentabilização das infra-estruturas rodoviárias e serviços correlacionados”, avança a empresa.

Segundo a entidade, em Fevereiro do ano passado, teve início a operação das portagens da Costa do Sol, Zintava, Cumbeza e Matola-Gare, que vieram juntar-se à portagem de Macaneta, ao longo da estrada circular de Maputo.

“Com este marco, passámos a operar um total de 12 portagens, sendo três na via entre Beira e Machipanda, quatro nas estradas de ligação à Ponte Maputo-Katembe e cinco na circular de Maputo”, sublinha.

Entretanto, para o ano de 2023, a REVIMO adianta que “o marco será a conclusão das obras de manutenção das estradas Macia-Praia do Bilene, Chókwè-Macarretane e Macia-Chókwè, infra-estruturas que irão contribuir para um maior aproveitamento do potencial agrário da província de Gaza”.

A REVIMO conta com 562 trabalhadores e é detida em 70 por cento pelo Fundo de Estradas de Moçambique, sendo que os restantes por cento são repartidos ao meio entre o Fundo de Pensões do Banco de Moçambique e o Instituto Nacional de Segurança Social.