Sunday, June 7, 2026
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Retorno da TotalEnergies sob análise e o “suspense” pode ter um fim  

No dia 16 de Agosto, o ministro dos Recursos Minerais e Energia de Moçambique, Carlos Zacarias, instou publicamente a TotalEnergies a suspender a declaração de força maior que interrompeu a construção da planta de liquefacção de GNL de Moçambique, com capacidade de produção anual de 12,9 milhões de toneladas, na província de Cabo Delgado, no norte do país.

A TotalEnergies, que controla o projecto LNG Mozambique através de uma participação de 26,5 porcento, pretende actualmente revogar a sua declaração de força maior no último trimestre deste ano.

Uma reunião para discutir o estado do projecto ocorreu na sede do grupo, na França, no fim de Agosto. Estiveram presentes nomeadamente o CEO Patrick Pouyanne e Maxime Rabilloud, chefe da subsidiária do grupo em Maputo.

O aumento no custo do projecto é uma grande fonte de preocupação para o grupo e está no centro das conversas que ocorrem entre ele e seu principal subcontratado CCS para a construção do empreendimento, uma joint venture formada pelo empreiteiro italiano Saipem, pelo grupo norte-americano McDermott e pela Chiyoda do Japão.

Vários executivos da TotalEnergies foram enviados para conversar com membros da joint venture para tentar encontrar formas de reduzir custos. O gerente de compras do LNG Mozambique, Lei von Habsburg-Lothringen, foi enviado a Milão há algumas semanas para um estágio de um ano na Saipem.

Assim que a cláusula de força maior for levantada, demorará entre seis e 10 meses até que a CCS possa retomar o trabalho no LNG Mozambique. A joint venture precisará se actualizar com seus próprios subcontratados. Além disso, é provável que procurem fundos adicionais, depois de terem passado mais de dois anos em espera, enquanto os preços das matérias-primas disparavam.

A TotalEnergies declarou oficialmente força maior em Abril de 2021, depois que o trabalho no LNG Mozambique foi interrompido em Dezembro de 2020. Isso permitiu ao grupo suspender o trabalho no projecto até que as condições de segurança melhorassem.

Em Julho de 2021, milhares de soldados do Ruanda e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) chegaram à província de Cabo Delgado. Desde então, o número de ataques perpetrados por grupos armados na província caiu drasticamente.

 

Atritos levam à empresa aérea Mex a suspender operações  

De acordo com a companhia de bandeira moçambicana, a Mex opera três aeronaves do tipo Embraer 145 para vários destinos no País e na região, nomeadamente ao serviço da LAM, que enfrenta fortes dificuldades financeiras que, em Abril, levaram o Governo a colocá-la sob gestão da sul-africana Fly Modern Ark (FMA).

“Lamentamos informar que a direcção da Mex-Moçambique Expresso SA […] deliberou pela suspensão das operações com efeito a partir de 31 de Agosto de 2023”, lê-se numa carta assinada pelo director-geral, Faustino Massitela, dirigida à administração da LAM.

“A não canalização dos valores à Mex coloca a empresa em situação de falta de liquidez para honrar os seus compromissos com fornecedores, colocando a empresa em risco de fechar portas”, acrescenta o documento.

Segundo o Diário Económico, na mesma carta, a empresa afirma que “tem vindo a acumular dívidas com fornecedores, cuja participação nas operações da Mex é vital para a continuidade” da empresa, neste caso associadas a motores e manutenção, por parte da Rolls-Royce, Embraer e American General Supplies.

“É nossa opinião que a LAM e MEX, envolvendo a FMA, devem encontrar uma solução urgente para as situações aqui referidas. A não resolução destes assuntos colocam a Mex em situação de parar as operações a qualquer momento”, alertava, na mesma carta, o director-geral, algo que se concretizou em 31 de Agosto.

Uma das dívidas da Mex é à Embraer, de 1,1 milhões de dólares (cerca de 69,5 milhões de meticais), que a companhia reconhece, numa outra comunicação, enviada em 14 de Novembro à empresa brasileira, referente à aquisição da frota ERJ145.

Nessa carta, a Mex chegou a propor à Embraer pagar 50 por cento dessa dívida no início deste ano. Sem a resolução desta, a direcção da Mex reconhecia então que o diferendo “impede de receber ou solicitar qualquer serviço ou apoio técnico da Embraer”.

 

Empresa saudita vai produzir rações e fertilizantes em Chókwe

Jampur assumiu o controlo do Complexo Agro-Industrial de Chókwè (CAIC), que já foi uma gigantesca quinta estatal.

O foco da empresa estava na procura de garantias de mercado para o arroz produzido localmente, mas, agora, o Grupo Jampur quer alargar o leque de investimentos a outros projectos, que incluem uma linha de produção para rações para peixes e aves, fertilizantes e suplementos para melhorar a robustez do gado.

A expectativa deste grupo empresarial é reduzir a dependência de importações para satisfazer o mercado local de aves e peixes.

Além da produção e comercialização de alimentos, Jampur tem outros projectos em andamento, nomeadamente a criação de uma indústria de produção de calçado e uniformes.

Segundo o Presidente do Conselho de Administração da firma, Mohammad Shafiq, nesta fase embrionária da sua operação no CAIC, as atenções estão voltadas para o processamento e comercialização.

Disse, sem adiantar números específicos, que há investimentos em curso para um conjunto de projectos estruturantes na cadeia de valor de produtos destinados ao consumo interno e também à exportação.

“Também temos interesse em investir na produção de aves, fertilizantes e uniformes, tudo aqui no distrito de Chókwè”, afirmou a fonte.

A revitalização do Complexo Agro-Industrial do Chókwè é fruto do Programa Nacional de Industrialização de Moçambique (PRONAI), lançado em 2021 pelo Presidente Filipe Nyusi, com o objectivo de contribuir para o aumento da produção, estimular o agro-processamento, reduzir a exportação de matérias-primas e gerar emprego e renda para o sector familiar.

Ruanda de olhos no marisco moçambicano

O empresariado ruandês demonstra um forte interesse em encontrar parceiros moçambicanos no fornecimento de mariscos diversos, com destaque para o apetecido camarão, que está a estimular uma grande procura no mercado alimentar do Ruanda. Esta informação foi avançada pelo embaixador do Ruanda em Moçambique, Claude Nikobisanzwe, durante uma entrevista exclusiva ao Profile, realizada durante a 58ᵃ edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM).

O Ruanda marcou presença no stand internacional da FACIM com um total de 22 empresas dos sectores de processamento alimentar, cosméticos, serviços informáticos e agro-processamento. Destaca-se a presença de café, chá e piri-piri como produtos em evidência.

De acordo com Claude Nikobisanzwe, esta é a segunda vez que o Ruanda participa na FACIM, e desde a primeira aparição no evento, tem crescido o interesse dos empresários ruandeses em estabelecer parcerias com Moçambique, devido à diversidade de oportunidades que o país oferece.

“Os nossos investidores estão à procura de parcerias para iniciar negócios em Moçambique, mas também temos interesse em adquirir alguns bens de consumo que o mercado moçambicano oferece, como é o caso de mariscos, principalmente o camarão”, afirmou Claude Nikobisanzwe.

Além de fortalecer relações com o empresariado nacional, Ruanda encontrou na FACIM uma plataforma para promover os seus produtos para outros mercados da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) que também estavam representados no evento.

Jean Luc, um empresário ruandês que participou pela primeira vez na FACIM este ano em representação da sua empresa, especializada na produção e processamento de café, destacou, em conversa com o Profile: “Encontramos um grande potencial de expansão do nosso mercado em Moçambique e esperamos estabelecer boas parcerias que resultem num bom relacionamento comercial entre os dois países.”

Vale referir que a agricultura é um dos sectores-chave em desenvolvimento no Ruanda, com o chá e o café entre os principais bens de exportação do país, avaliados em cerca de 100 milhões de dólares por ano.

Enquanto isso, de acordo com dados do Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas, o potencial produtivo total da aquacultura em Moçambique estima-se em cerca de 4 milhões de toneladas anuais, dos quais cerca de 2 milhões correspondem à produção de peixe em águas interiores e uma quantidade igual para a produção de espécies marinhas.

Existe uma área total de produção estimada em 378 mil hectares, dos quais cerca de 250 mil são destinados à aquacultura em águas interiores e 120 mil hectares para aquacultura marinha.

Aviação civil divulga direitos dos passageiros no país: Saiba quais

Inês Mavie, chefe do Departamento de Defesa do Passageiro no IACM, explicou, durante a Feira Internacional Agro-pecuária, Comercial e Industrial de Maputo (FACIM), que é fundamental que o público saiba sobre a existência de legislação sobre os direitos e deveres dos passageiros, em caso de incumprimento do contrato de transporte.

Explicou que em caso de atraso ou cancelamento do voo, por exemplo, o passageiro tem o direito à informação imediata e na falta de comunicação, os prejuízos devem ser arcados pela companhia aérea.

Outro direito, segundo Inês Mavie, é que no atraso de voos por mais de três horas, estando o passageiro no aeroporto, este tem direito à refeição e, havendo necessidade, à hospedagem.

Explicou ainda que na perda ou dano de bagagem, a companhia aérea deve igualmente ressarcir pelos prejuízos causados, de acordo com os limites de responsabilidade estabelecidos pela Resolução nº 43/2008, de 13 de Novembro, aplicável ao transporte aéreo doméstico e internacional.

Em contrapartida, os passageiros devem cumprir todas as orientações emanadas pelas companhias aéreas, especialmente a bordo das aeronaves, sob pena de sofrerem sanções. O IACM é a autoridade reguladora da Aviação Civil em Moçambique.

Mais postos de gás veicular chegam a Gaza e Inhambane, próximo ano

Conforme disse a nossa fonte, destes três postos, um vai ser implantado no Posto Administrativo de Chicumbane, na província de Gaza, um no distrito de Maxixe e outro em Vilankulo, na província de Inhambane.

Até então, a Autogás conta com 3 mil viaturas em circulação usando o gás veicular, todas estas a nível da Região Metropolitana de Maputo. Segundo Das Neves, o desejo da empresa é que mais viaturas sejam movidas a gás, por isso os três pontos que vão ser instalados, vão ajudar a massificar o uso deste combustível em veículos.

A fonte reconheceu o desafio da expansão do gás veicular pelo resto país, tendo elencado os factores que infuenciam para o alcance dos obejectivos, como a frota de veículos, os custos para instalação do sistema de gás veicular, a disponibilidade de combustível em determinadas zonas do país e a conjuntura económica, consubstanciada com a inflação.

No tocante à frota de veículos, Das Neves lembrou que a estratégia da Autogás foi de iniciar as suas actividades na região do Grande Maputo, que detém de 63 por cento do “arsenal” de viaturas, sendo 27 por cento de veículos espalhado pelo resto do país.

Segundo disse a fonte, mesmo em Maputo, onde há uma gama de viaturas ainda há um receio notável por este sistema. Tanto é que ainda há muito por se fazer para que tanto pessoas singulares e empresas usem veículos movidos a gás, cujas vantagens ambientais são consideráveis.

Há zonas com défice de fornecimento de gás

Outro obstáculo que atrasa a massificação do gás veicular tem que a ver com indisponilbilidade de combustível, em algumas regiões, onde para o recurso chegar, acarreta altos de custos em tranporte e logística, apontou a fonte.

“No sul já temos o gás disponível, mas na Zambézia, na província  de Tete ou em Manica, neste momento, esse gás ainda não está devidamente disponível e transportando por camião coloca o desafio de competitividade do gás. Ou seja, quanto mais for a necessidade de transportar o gás por camião, mais custos haverá”, explicou o gestor.

“A nossa estratégia prevê que, neste momento, o gás está disponível no sul, então vamos fazer a utilização do mesmo o máximo possível. E depois assim que o gás estiver disponível noutras zonas, vamos avançar nesse sentido”, acrescentou.

Importação de carros a gás precisa-se

Igualmente, das Neves entende que o país tem de estimular a importação de carros a gás, que apesar da conjuntra económica, é possível criar-se mecanismos facilitadores.

João das Neves falava num seminário subordinado ao tema “Massificação do Uso de Gás Natural Veicular em Moçambique”, promovido pelo Ministério de Recursos Minerais e Energia (MIREME), naquela que é a maior feira nacional de negócios, que decorreu de 28 de Agosto a 3 de Setembro corrente.

A Autogás é uma empresa moçambicana, dedicada à distribuição e venda do gás natural para viaturas em substituição dos combustíveis convencionais, constituída em regime de uma Parceria Público-Privada, cujos accionistas são a Petrólemos de Moçambique (PETROMOC) com 40% de acções,  INDICO ENERGIA com 38% e o Instituto de Gestão e Participações do Estado (IGEPE) com uma participação de 22%.

 

 

 

 

 

Últimos dois anos mostram que Moçambique continua atractivo a investimentos

O ministro recordou que, na actual legislatura, o país passou a dispor de uma nova Lei do Investimento Privado, “mais atractiva, moderna e adequada aos desafios globais”, e que está a ser preparada uma nova Lei das Micro, Pequenas e Médias Empresas.

Disse, igualmente, que está em curso um trabalho de legislação para a organização da actividade comercial, um plano integrado de comercialização agrícola, a revisão do regulamento de licenciamento da atividade industrial e comercial e a elaboração de um mecanismo de melhoria do ambiente de negócios do país.

“É necessário continuar a fazer reformas para simplificar procedimentos, reduzir o tempo e o custo dos processos de aprovação de projectos de licenciamento de actividades económicas, criar condições para a implementação de projectos de infra-estruturas industriais e promover a agregação de valor às matérias-primas nacionais”, disse o ministro Silvino Moreno, na abertura do 21º conselho coordenador do ministério, em Marracuene, arredores de Maputo.

Por outro lado, o ministro da Indústria e Comércio reconheceu a contínua diminuição do peso da indústria transformadora no Produto Interno Bruto (PIB) de Moçambique.

“De 7,8% em 2020 para 7,4% do PIB em 2022. Esta percentagem ainda está abaixo da meta que nos propusemos para 2024, que é de 9%”, expressou o governante.

Como uma das medidas atinentes à dinamização da economia nacional, Moreno recordou que está também em curso o mapeamento das actividades industriais em Moçambique, visando colher informação sobre o perfil do parque industrial nacional, em termos quantitativos e qualitativos.

FACIM deve trazer resultados tangíveis para economia de Moçambique

Falando sábado por ocasião do “Dia de Moçambique” na 58ª edição da FACIM, Maleiane afirmou que a melhoria contínua da qualidade dos produtos e serviços expostos, resulta das medidas e acções que vêm sendo adoptadas pelo governo.

O governante apontou, por exemplo, para o Pacote de Medidas de Aceleração Económica (PAE), iniciativa lançada em Agosto de 2022, na cidade de Maputo, e o Programa Nacional Industrializar Moçambique (PRONAI), lançado em Agosto, na cidade de Chimoio, província de Manica, centro do país.

Tanto o PAE, assim como o PRONAI, foram lançados pelo Presidente da República, Filipe Nyusi. Com a implementação destas e outras medidas, o governo, segundo Maleiane, tem em vista assegurar a melhoria do ambiente de negócios, assim como garantir que os bens e serviços produzidos pelo empresariado nacional e estrangeiro, sejam mais atractivos e competitivos no mercado interno, regional e internacional.

“Acreditamos que com o aumento e melhoria da qualidade da produção local, comercialização e prestação de serviços, os vários intervenientes neste processo estão a contribuir para a criação de mais postos de emprego e renda para as famílias moçambicanas, bem como para a diminuição das importações e aumento das exportações”, disse.

Maleiane sublinhou a importância da FACIM como um espaço privilegiado para fazer negócios, assim como para contactos e parcerias entre expositores nacionais e internacionais, o que contribui para a integração da economia moçambicana na região e no mundo.

O dirigente acredita que, durante a realização deste evento, os expositores nacionais e estrangeiros de diferentes áreas, em particular do sector privado, souberam capitalizar experiências e estabelecer parcerias, assinando acordos e memorandos de intercâmbios, negócios e de projectos de investimento.

“Reafirmamos a determinação e o compromisso em aprimorar medidas e acções conducentes a contínua melhoria do ambiente de negócios de modo a que Moçambique se mantenha como um destino preferencial de investimentos, com maior envolvimento e participação activa do sector privado, principal motor do desenvolvimento socio-ecónomico do nosso país”, acrescentou.

A 58ª edição da FACIM, decorreu sob o lema “Industrialização: Inovação e Diversificação da Economia Nacional e juntou mais de 2500 expositores entre nacionais e estrangeiros.

“Beluluane” contribui com 1.4 mil milhões de meticais de impostos em 2022

O director-geral adjunto de Impostos na Autoridade Tributária de Moçambique, Domingos Maconto, disse que o maior contribuinte da zona industrial é a MOZAL. No entanto, a fonte reconhece que a Mozal teve um contrato diferencial pelas circunstâncias da época em que a empresa foi instalada no país.

“Foi um primeiros mega projectos que negociou com o governo de Moçambique na sua localização e para isso negociou em condições muito favoráveis a ela, porque Moçambique estava numa fase a sair da guerra e vocês se devem lembrar que a MOZAL, por isso, teve que investir nas  estradas para ligar ao Porto e receberia a  matéria-prima  para o produto acabado que é o alumínio “, afirmou o gestor.

Actualmente designado MozParks, o Parque Industrial de Beluluane, foi criado em 2000, como uma Parceria Público-Privada entre a Agência para a Promoção de Investimento e Exportações (APIEX) de Moçambique e investidores suíço-moçambicanos.

Neste momento,  o Parque acolhe mais de  50 empresas, entre as quais a Duys, Dendustri, Capital Star Steel, Engeproject (metalomecânica), Midal, MOZAL, Beleza, Matola Gás Company (MGC) e Belutécnica.

O Parque Industrial de Beluluane é considerado Parque-modelo das restantes que deverão ser implantadas pelo resto do país, tal é o caso do mais recente Parque Industrial de Topuito, estabelecido em Junho do ano corrente, como resultado da parceria entre MozParks e a mineradora Kenmare, que explora areias pesadas no distrito de Moma, na província de Nampula.

“Maragra” pode retomar em breve suas actividades

A Açucareira encontra-se paralisada após as cheias ocorridas em Fevereiro último e que danificaram parte considerável do equipamento e afectaram a produção de cana-de-açúcar. Os prejuízos causados ascendem a várias dezenas de milhões de dólares.

Para o efeito, a açucareira vai contar com novos investidores, e o ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, assegura que o governo intervir para que o processo de retoma da empresa não prejudique os trabalhadores, bem como a economia nacional.

“Há esforços no sentido de recuperá-la e penso que está numa fase avançada, acreditamos que até a próxima época estará a funcionar”, disse Moreno esta segunda-feira (04), num breve contacto com a imprensa, no distrito de Marracuene.

Segundo o ministro, as autoridades moçambicanas estão interessadas que a empresa volte a funcionar. Por isso, disse Silvino “o que nós faremos como governo é facilitar que esse processo da transferência ou da venda para outros investidores aconteça sem sobressaltos, e temos informações que esse processo já está num bom caminho”.

O governante disse, sem avançar números, que a destruição causada à empresa pelas intempéries, serão necessários grandes investimentos para a sua retoma.

“Para já, e pela informação que temos, há uma nova empresa que vai cuidar da Maragra nos próximos tempos”, disse, sublinhando que neste processo transição de propriedade, o governo não tem nenhuma objecção, cabendo-lhe apenas assegurar que sejam observadas as regras que regem a materialização do processo.

Estima-se que a paralisação da empresa açucareira de Maragra afecta cerca de cinco mil trabalhadores, incluindo permanentes e sazonais.