Sunday, April 12, 2026
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Três empreiteiros estão a minimizar “calvário” na EN1

“Nós adjudicámos a estas empresas e esperamos que os trabalhos decorram sem sobressaltos e com celeridade”, disse o ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Carlos Mesquita, durante a visita a Caia, Sofala, centro de Moçambique.

O governante visitou o troço da N1 entre Nhamapadza e Caia, e explicou que os trabalhos, a realizar pelos empreiteiros Karina Construções, Concity e Mota-Engil África, consistem na remoção de asfalto em algumas secções e no tapar de buracos noutras.

“Nas secções onde os empreiteiros estão a remover o asfalto, usam o mesmo para misturar com outros materiais para permitir a resistência necessária”, explicou o ministro.

O governante revelou que as obras arrancaram este mês e já permitiram recuperar um terço dos 77 quilómetros a serem intervencionados.

A N1 atravessa o país, ligando a cidade de Pemba, na província de Cabo Delgado (norte), à cidade de Maputo (sul), com 2.477 quilómetros, mas em vários pontos apresenta-se quase intransitável.

“Viemos testemunhar ‘in loco’ os trabalhos que estão ser efetuados nesta via que liga o norte ao sul do país (…) Constatamos que as mesmas estão a decorrer sem sobressaltos, sendo que os empreiteiros estão a esforçar-se para terminar no período previsto”, afirmou.

O ministro acrescentou que apesar de a empreitada estar a decorrer sem sobressaltos, as empresas deverão ainda criar equipas adicionais para a intervenção nos troços mais críticos, para acelerar o ritmo das obras.

“Energia Para Todos” ilumina mais de 250 mil novos consumidores

A informação foi partilhada, na Quarta-feira (16), pelo Presidente do Conselho de Administração da EDM, Marcelino Alberto, à margem do VIII Conselho Coordenador do Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME).

Alberto apontou, para o reforço da rede nacional, através do programa PROENERGIA, a geração de energia por via de mini-hídricas e centrais solares, como factores que determinaram o aumento de novas ligações em todo o país.

“Estamos agora a trabalhar no projecto de Dondo (província de Sofala) que de princípio vai ser lançado ainda este ano. No dia 15 de Setembro, vamos inaugurar a central de Cuamba que é de 15 Megawatts. O projecto em referência inclui a instalação de novas baterias. Pela primeira vez vamos implementar um projecto que vai permitir gerar energia mesmo depois do raiar do sol”, afirmou Alberto.

O Projecto Energia Para Todos tem o objectivo de impulsionar o acesso à electricidade para mais famílias e empresas a nível nacional, como contributo à electrificação universal de Moçambique até 2030 definida na Estratégia Nacional de Electrificação (ENE), aprovada pelo Conselho de Ministros a 16 de Outubro de 2018.

O Projecto apoiará a expansão do acesso de energia às áreas peri-urbanas e rurais em todo o país, aproveitando e ampliando a rede eléctrica nacional existente e implantando mini-redes na base de geração solar em áreas não cobertas pela rede nacional.

Itália e China ganham 6º concurso de exploração e produção de hidrocarbonetos

Neste momento, as autoridades moçambicanas estão a finalizar as negociações com as duas empresas vencedoras naquilo que se chama de “rodada de licitações”, acção após a qual, seguirão as operações nos campos de produção dos recursos.

“As negociações estão quase concluídas e até ao final deste ano os contratos serão apresentados ao governo para que os aprove e inicie as operações”, disse Carlos Zacarias, ministro dos Recursos Minerais e Energia do país.

Zacarias explicou que o gabinete moçambicano está a estudar a possibilidade de lançar mais rondas de licitações a curto prazo, uma vez que o governo considera o país detentor de um volume significativo de hidrocarbonetos ainda inexplorados.

O ministro falava na cerimónia de encerramento do 8º Conselho Coordenador do Ministério dos Recursos Minerais e Energia, que decorreu na cidade de Lichinha, no Niassa, norte do país.

“Aproveitar os recursos energéticos de que Moçambique dispõe, torna-se mais pertinente dado o período de transição energética que o mundo atravessa”, sublinhou.

Moçambique tem três projectos de desenvolvimento aprovados para explorar as reservas de gás natural da bacia do Rovuma, considerada uma das maiores do mundo e localizadas ao largo da costa da província de Cabo Delgado.

Combustível chega a Malawi através da Nacala Logistics

Até há bem pouco tempo, o fornecimento de combustíveis ao Malawi era feito via rodoviária, a partir da Beira, centro de Moçambique, e Dar-es–Salaam, na Tanzania. Segundo fonte da Nacala Logistic, citada hoje pelo “Notícias”, os carregamentos passarão a ser efectuados seis vezes por mês.

A operação concretiza-se após a companhia logística nacional ter registado progressos substanciais na qualidade de serviços de transporte ferroviário ligando o Porto de Nacala ao Malawi e Zâmbia.

O transporte ferroviário de combustível contribui, desta forma, para o aumento do fluxo de tráfego no Corredor de Nacala, que passa a intermediar entregas de 10 milhões de litros a clientes, incluindo PIL (Blantyre-Malawi Fuel) e Petromoc/Vulcan, para operações da mina de Moatize.

“Esta é uma mudança significativa de eventos. Em Julho, uma reunião estratégica ocorreu no Porto de Nacala, organizada pelas lideranças da National Oil Company of Malawi (NOCMA), ministérios de Energia e Transportes do Malawi, Petróleos de Moçambique, Nacala Logistics e outros”, disse a fonte da Nacala Logistics.

Sustentou ainda que as notáveis conquistas da empresa abrangem o transporte de fertilizantes, contentores de carga geral, leguminosas para exportação, sal, componentes de sabão, grãos de trigo e outros itens, consolidando, desta forma, o seu papel como força motriz das economias de Moçambique, Malawi e Zâmbia.

Esta é a primeira vez que a entidade estatal, a NOCMA, adopta o transporte ferroviário para o escoamento de combustível do Porto de Nacala.

HCB e EDM assinam contrato de mútuo financiamento pelo Mpanda Nkuwa

Este montante é correspondente à comparticipação da EDM, em cumprimento do previsto no artigo sétimo, número um, do Diploma Ministerial número 18/2019, de 7 de Fevereiro (“Mútuo”), e deve ser reembolsável até ao fecho financeiro do projecto.

Os custos de desenvolvimento do empreendimento suportados pela EDM e pela HCB, empresas mandatadas pelo Governo para desenvolver e implementar o projecto da Central Hidroeléctrica de Mphanda Nkuwa, deverão ser contabilizados como adiantamentos ao capital social das sociedades de objecto específico a serem constituídas para o desenvolvimento da infraestrutura energética.

Este acordo foi rubricado por Tomás Rodrigues Matola, Marcelino Gildo Alberto, Presidentes dos Conselhos de Administração da HCB e EDM, respectivamente.

A cerimónia, que decorreu na cidade de Lichinga, província do Niassa, aconteceu no âmbito Oitavo Conselho Coordenador do Ministério dos Recursos Minerais e Energia.

O projecto Mpanda Nkuwa vai dar lugar à construção de uma central hidroelétrica localizada no rio Zambeze, no distrito de Marara, província de Tete. A central ficará a 60 quilómetros a jusante da barragem de Cahora Bassa e a 70 quilómetros a montante da cidade de Tete.

Será também construído um sistema de transmissão compreendendo 1.300 quilómetros da linha de transmissão de alta tensão contínua de 550kV. Espera-se que o projecto Mphanda Nkuwa alcance o encerramento financeiro no final de 2024 e a entrada em funcionamento para 2031.

Moçambique e União Europeia realizam fórum de negócios em Novembro

O Bloco europeu, segundo Simoni Santi, Presidente da Associação dos Empresários Europeus em Moçambique (EuroCam), entende que é interesse dos investidores da Europa entrarem na agenda de transição energética nacional nos moldes em que o país deseja trilhar.

Para a fonte, a transição justa tem muito a ver com a necessidade de acomodar as condições do país, para que todo o interveniente, entre os investidores, o Governo, Pequenas e Médias Empresas e a população saiam a beneficiar-se em pé de igualdade.

Sobre o turismo,  Santi afirmou que este é um sector fértil em Moçambique e o encontro que vai juntar as duas partes em Novembro vai servir para identificar as principais “zonas de penumbra”, nas quais a intervenção do empresariado europeu será crucial.

No tocante ao agroprocessamento e exportações, o interlocutor apontou que o país tem um enorme potencial de produção agrícola, capaz de alimentar o mercado doméstico e europeu. Para isso, é preciso reforçar a cadeia de valor, no sentido de tornar o sector mais  impactante.

“Tomando em consideração que estarão presentes, no evento, entidades financiadoras e reguladoras do comércio doméstico e internacional, acreditamos que será um ambiente favorável para estimular a entrada de produtos nacionais na União Europeia”, afirmou Simoni Santi.

Ao fim do Fórum de Negócios Moçambique-Europa, no dia 23 de Novembro, haverá uma gala de premiação dos empresários europeus com melhor desempenho em negócios em solo moçambicano.

O encontro empresarial vai decorrer no âmbito do Fórum de Investimento Global Gateway Moçambique-União Europeia, que visa promover Moçambique como destino de investimento e Focar-se-á na promoção de investimentos digitais, energia e o transporte.

Igualmente, o “Global Gateway” tem o potencial de reforçar os acordos comerciais entre a União Europeia e Moçambique, nomeadamente o Acordo de Parceria Económica UE-SADC e o Sistema Generalizado de Preferências “Tudo Menos Armas”.

Está prevista a participação de mais de 300 convidados, entre empresários europeus e moçambicanos, diplomatas, membros do Governo de Moçambique, académicos e não só.

 

BNI tem 25 milhões de dólares para exportação de produtos das PME’s  

Deste montante, cada empresa poderá aceder a um valor mínimo de 500 mil dólares e um máximo de 6,5 milhões de dólares, pagos com juros bonificados por período também de cinco anos, avança a Agência de Informação de Moçambique (AIM).

Falando na tarde desta quarta-feira (16) em Maputo, a chefe da Unidade de Desenvolvimento de Negócios da Direcção Comercial BNI, Ancha Omar, explicou que mais de 100 empresas nacionais podem beneficiar do valor referido.

“Em relação ao número de PME’s que se pretende atingir nós fizemos uma estimativa de pelo menos 130 a 160 em função do volume de solicitação mínima, mas isto pode ser menos se nós tivermos solicitação de média alta”, disse.

Para as zonas em que o BNI não tem agências, as PME’s poderão obter acompanhamento do Instituto para a Promoção das Pequenas e Médias Empresas (IPEME) e representações da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA).

Nas províncias, o BNI também trabalha em parceria com a banca comercial. Embora o financiamento seja do BNI, o banco do cliente é o receptor do financiamento.

A fonte exortou às PME’s que queiram empréstimos inferiores a 500 mil dólares para não se desencorjar, mas sim “aproximarem-se ao banco” que vai avaliar caso a caso.

Os beneficiários dos empréstimos deverão pagar uma taxa SOFR (Taxa de Financiamento Garantida) + 8,5 por cento ou + 9.5 por cento dependendo do risco da operação.

Crescimento económico da SADC foi de 4,8 por cento no ano passado

O governante, que falava durante a sessão ordinária da organização, sublinhou que apesar dos desafios que o grupo destes países enfrenta face a um contexto global adverso, tem havido um crescimento económico assinalável na região.

Téte António destacou, ainda, a redução dos défices orçamentais em vários Estados-membros, como reflexo de uma gestão orçamental prudente num contexto de restrições e choques negativos.

O dirigente também destacou que o déficit em conta corrente como percentual do Produto Interno Bruto (PIB) na região melhorou ligeiramente de 4,3 por cento do PIB em 2021 para 4,1 por cento do PIB em 2022.

Segundo Téte António, embora os dados acima referidos sejam animadores, há muito a fazer na procura do aprofundamento do processo de industrialização dos mercados, uma vez que os riscos que pesam sobre as previsões tendem para o lado negativo.

“Incluindo tensões geopolíticas, insegurança alimentar, potencial instabilidade financeira resultante da contração da política monetária e aumento dos níveis de endividamento, o que exige maior empenho e dedicação dos Estados-membros para fazer face ao contexto incerto e bastante volátil do contexto internacional”, sublinhou.

António elogiou a determinação, união e complementaridade dos esforços conjuntos da missão da SADC em Moçambique, visando o combate à ameaça do terrorismo e extremismo violento na província de Cabo Delgado.

A propósito, decorre, hoje, em Luanda, capital de Angola, a Cimeira dos Chefes de Estados da SADC, evento no qual o país vai assumir a presidência rotativa da organização por um período de 12 meses. Assim, Angola vai suceder a República Democrática do Congo deste cargo.

A tónica da Cimeira deste ano decorre em torno da instabilidade militar que assola alguns países do Bloco, bem assim a agenda sobre a industrialização na região.

Estado perde 70 milhões de meticais devido ao contrabando de recursos minerais

Obete Matine afirmou que o crime de contrabando de recursos minerais envolve cidadãos nacionais e estrangeiros. A fonte referiu que o Executivo está a criar condições para que o processo de formalização de operadores ilegais formalizem a actividade mineira.

“O Governo tem trabalhado em várias vertentes. A primeira vertente é tornar os infomais em formais. Algumas o são não porque querem ser informais, mais não conhecem os procedimentos. Outras são informais porque conhecem a Lei, mas enveredam pelo caminho clandestino”, explicou Matine.

Um dos fenómenos que o país tem estado a enfrentar é a mineração artesanal que faz parte das principais preocupações do Governo. Há dias, o Executivo anunciou que esta actividade continua a lesar o Estado em milhões.

Entre os minerais contrabandeados para fora do país estão o ouro e rubis. A uma dada altura, o Governo anunciou que compensaria os  denunciantes dos crimes de tráfico de pedras e metais preciosos, como uma das soluções para estancar o mal.

No entendimento das autoridades, esta e outras medidas permitiriam que o Estado arrecade os ganhos decorrentes de impostos e taxas devidos pela exploração e comércio daqueles recursos.

Construção do complexo industrial de Afungi pode retomar em breve

Carlos Zacarias deu a garantia, à margem do Oitavo Conselho Coordenador deste sector, que terminou esta quarta-feira, na cidade de Lichinga, no Niassa.

O Ministro referiu ainda que as actividades de Exploração de gás e sua liquefacção no coral sul decorrem de forma satisfatória.

As obras de construção do complexo industrial em Afungi foram interrompidas em Março de 2021, após um ataque ao distrito de Palma, dentro do perímetro de 25 quilómetros que havia sido acordado com o Governo.

A península de Afungi, com uma extensão calculada em sete mil hectares, constitui a área onde a multinacional pretende desenvolver um parque industrial para o processamento de Gás Natural Liquefeito (LNG), num investimento orçado em 20 biliões de dólares americanos.

Os trabalhos de construção da infraestrutura tinham sido iniciadas pela Anadarko, que era o principal consórcio do projecto, antes de vender as acções à empresa francesa.

A Anadarko teria desembolsado uma fatia orçamental no valor de 180 milhões de dólares americanos destinados às indeminizações, desde os bens das comunidades contemplando as árvores e outros activos, bem como a construção de infra-estruturas sociais como casas, escolas, hospitais, bem como vias de acesso.