Sunday, June 7, 2026
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EDM perde 120 milhões de meticais devido a ligações ilegais

De acordo com o director do Serviço de Atendimento ao cliente da EDM na cidade da Matola, Samuel Guambe, houve um prejuízo adicional de oito milhões de meticais em resultado da vandalização de infra-estruturas eléctricas.

Devido a este problema, disse, a empresa é sempre obrigada a reafectar fundos para reparar os prejuízos, situação que atrasa a execução de projectos e ampliação da rede eléctrica.

O gestor explicou que, para evitar a vandalização de infra-estruturas e ligações ilegais de energia eléctrica, a empresa está a sensibilizar as comunidades para encorajar as pessoas a denunciarem os envolvidos nestas actividades criminosas.

Só na província de Maputo, de Janeiro a Julho deste ano, foram registados 72 casos de vandalização de equipamentos eléctricos, que causaram prejuízos avultados à empresa, dificultando o cumprimento da meta de acesso universal à energia eléctrica até 2030.

Recentemente, a EDM anunciou ter recuperado cerca de quatro toneladas de cabos de cobre roubados, avaliados em cerca de 10 milhões de meticais (cerca de 157 mil dólares).

Para breve novo sistema de gestão de contentores frigoríficos no Porto da Beira

Para o efeito, vão serão instaladas 300 tomadas no Terminal de Contentores do Porto da Beira, um dos mais modernos terminais da África Austral.

A propósito do projecto, o Chefe do Terminal, Luís Rodriguez, explicou que a concessionária procura optimizar, ao máximo, os seus recursos, com o objectivo não só de reduzir custos, mas sobretudo de satisfazer as necessidades imediatas dos clientes, sendo importante o manuseamento fiável, rápido e totalmente documentado dos reefers.

“Com o sistema Reefer Runner, podemos monitorizar os frigoríficos à distância. Isto é crucial, uma vez que o número de frigoríficos está a aumentar constantemente”, sublinhou.

Ao permitir a monitorização automática de todos os contentores refrigerados individuais, o Reefer Runner protege toda a carga refrigerada, transmite dados vitais e acciona alarmes quando necessário.

Esta tecnologia facilita uma gestão mais eficiente dos contentores frigoríficos, melhorando significativamente o processo de importação e exportação de carga frigorífica no terminal e minimizando as reclamações.

A instalação deste sistema abrange dois armazéns alfandegados, uma área de armazenamento de Mercadorias Marítimas Perigosas Internacionais (IMDG) e um sistema de gestão computorizado designado Navis N4 de última geração.

A recente expansão inclui mais espaço para armazenamento de contentores e uma nova estrada de acesso com cinco faixas, solidificando o seu papel como um importante centro logístico na região.

A iniciativa é da Cornelder Moçambique em parceria com a Identec Solutions, líder mundial em soluções de gestão de contentores refrigerados.

Cegid oferece soluções de digitalização das PME’s

A multinacional Cegid, detentora de soluções tecnológicas como a Primavera e Eticadata em Moçambique apresentou, durante a 58.ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM) um portfólio de soluções para a transição digital do tecido empresarial moçambicano através de tecnologias de apoio à gestão.

De acordo com José Simões, gestor da Cegid em Moçambique, através dessas soluções, as empresas poderão responder às exigências do novo código do Imposto sobre Valor Acrescentado (IVA) e outras soluções cloud de gestão empresarial para os sectores financeiro, recursos humanos e contabilidade.

Estas soluções de gestão constituem uma estratégia de crescimento sustentado para o mercado moçambicano e vai contribuir para a digitalização das Pequenas e Médias Empresas (PME’s) locais”, referiu.

Doravante, a multinacional pretende reforçar a sua aposta na capacitação de recursos humanos moçambicanos para a era digital, dotando-os das competências técnicas necessárias para utilizarem soluções de gestão úteis e inovadoras e outras plataformas digitais essenciais nesta era digital.

Refira-se que Cegid adquiriu, em 2022 o Grupo Primavera, constituído por soluções tecnológicas de referência em Moçambique como a Cegid PRIMAVERA e a Cegid Eticadata.

Durante a FACIM a multinacional apresentou, igualmente o Cegid Primavera ERP Evolution, que se destaca pela personalização e capacidade de adaptação a empresas de todas as dimensões e sectores de actividade. O software está disponível num modelo de subscrição, que garante assim a todas as empresas o acesso a tecnologia de topo com custos reduzidos.

Moçambique reabilita fronteiras para facilitar comércio

A iniciativa é financiada pelo Banco Mundial, no valor de 230 milhões de dólares norte-americanos, em apoio a Moçambique e Malawi na melhoria da coordenação regional do comércio, através da redução dos custos e tempo das transacções, desenvolvimento de cadeias de valor regionais e melhoramento do acesso à infra-estrutura.

A informação foi avançada, quarta-feira (30), em Marracuene, pelo coordenador do projecto, Benjamin Kerchan, num seminário que discutiu o Fundo Catalítico como alavanca para a industrialização do Vale do Zambeze, no centro do país, no quadro da 58ª edição da Feira Internacional de Maputo(FACIM).

Neste contexto, o financiamento vai facilitar as ligações comerciais, combinando a modernização e o estabelecimento de postos fronteiriços de paragem única, investimento em tecnologias de informação e comunicação, melhoria de estradas, reformas relacionadas com o comércio e medidas de apoio à cadeia de valor.

Segundo Benjamin Kerchan, a iniciativa tem potencial para catapultar a integração regional e crescimento mais inclusivo.

Espera-se ainda que a iniciativa aumente a eficiência, reduza os custos comerciais e ajude Moçambique e Malawi a obterem benefícios líquidos estimados em mais de 900 milhões de dólares norte-americanos.

Explicou que a expectativa é que o programa contribua para baixar os custos de transporte e de logística de comércio e, desta forma, florescer o negócio e crescimento económico dos países envolvidos.

“O aumento da eficiência dos corredores de transporte reduzirá os custos de bens como combustíveis e fertilizantes que beneficiam, principalmente, pessoas necessitadas”, afiançou Kerchan.

Reforçou que a revitalização dos corredores tem potencial para transformar a trajectória económica de mais de 40 milhões de pessoas, através do aumento da produtividade, fiabilidade e aprimoramento de qualidade mediante uma abordagem integrada da cadeia de valor, trabalhando com os produtores utentes.

 

A Transnet e a CFM alargam acordo de transporte de mercadorias

A TFR anunciou na terça-feira que o acordo histórico, assinado em abril de 2023, para permitir a “operação contínua” de comboios entre os dois países será expandido para fluxos de cromo e ferrocromo em três comboios por dia a partir de 1 de setembro.

Anteriormente, no âmbito do primeiro acordo, a TFR esperava aumentar o número de comboios semanais de cromo de 12 para 21 e os de magnetite de 17 para 28. O porto de Maputo registou um aumento de 23% nos volumes de magnetite transportados para exportação.

A melhoria do volume foi conseguida apesar de várias perturbações na linha, incluindo o encerramento da linha devido a perturbações de segurança e descarrilamentos recentes.

“Os êxitos alcançados neste trajecto demonstram o valor intrínseco de uma colaboração significativa entre os dois operadores ferroviários nacionais. Isto dá crédito ao que pode ser alcançado quando as operações ferroviárias não são sufocadas por interrupções devido ao roubo incessante de cabos e à falta de locomotivas, como experimentado em outras rotas importantes para a Costa Leste, apoiando os vastos depósitos minerais de Mpumalanga e Limpopo”, afirmou num comunicado a Transnet Freight Rail.

O desempenho do corredor tem sido afectado por uma disponibilidade limitada de locomotivas, devido à ausência de contratos de manutenção com fornecedores e a um impasse prolongado sobre o fornecimento de peças sobressalentes para locomotivas fornecidas pela CRRC da China.

Em Fevereiro, a TFR informou que existiam 356 locomotivas ditas de longa data, incluindo 164 locomotivas da CRRC. Segundo a empresa, a TFR chegou a um acordo com os seus outros fornecedores de locomotivas, com os quais está igualmente a celebrar contratos de manutenção.

Fábrica de gás de cozinha de Inhambane vai reforçar gás canalizado

Quem assim o diz é o director Comercial da Empresa Nacional dos Hidrocarbonetos (ENH), Titos Nhabomba, que falava, na terça-feira, durante o seminário subordinado ao tema “Contribuição de Gás Natural para o Sector de Infraestruturas, Educação e Saúde”, na Feira Agropecuária, Comercial e Industrial (FACIM), em Ricatla, no distrito de Marracuene.

A cidade de Maputo foi o local que acolheu o projecto-piloto de gás canalizado, com uma meta de abranger a 400 famílias. Neste momento, a ENH contabiliza que já foram abrangidas todas as que se pretendia alcançar.

Na província de Inhambane, cerca de 2 mil famílias já estão a consumir o gás fornecido por tubagem, um número visto pela ENH como positivo e estimulante.

Ocorre que, no entanto, as ligações que estão a ser feitas custam 5 mil meticais por cada família, mas no total,  uma ligação custa 150 mil meticais, valor que é coberto pela própria ENH.

A empresa justifica que a abrangência tende ser lenta por ser honeroso montar uma única canalização. Seja por isso que a ENH espera que o unidade de produção do gás canalizado venha a massificar o acesso deste recurso.

“Esta unidade poderá gerar 30 mil toneladas de gás de cozinha por ano e estas projecçcões vão possibilitar que mais famílias consumam o gás, substituindo o uso de combustível de biomassa, na senda do combate ao desflorestamento”, referiu-se a fonte.

A ENH aponta que a massificação do acesso ao gás de cozinha a nível doméstico tem o potencial de concretizar uma das metas do país que é de garantir uma transição ao uso de energias limpas, entre as quais o gás também faz parte, dado o seu baixo teor para emissão de carbono na natureza.

Triton Minerals já tem concessão mineira de grafite de “Cobra Plains”

Com esta concessão, o portfólio da Triton abrange agora dois projectos de grafite de classe mundial, à medida que a empresa continua a avançar com o seu projecto de Ancuabe.

“A Triton Minerals Limited tem o prazer de anunciar que o Ministro da Energia e Recursos Naturais de Moçambique concedeu uma Concessão Mineira de 25 anos para o Projecto de Grafite das Planícies de Cobra na província de Cabo Delgado no Norte de Moçambique”, disse um comunicado da empresa.

“A concessão mineira acrescenta mais escala ao nosso portfólio de projectos de grafite em Moçambique e à proposta de valor à medida que continuamos com as nossas discussões de financiamento em curso para o projeto de grafite de Ancuabe”, enfatizou o director Executivo da TON, Andrew Frazer.

O projecto Cobra Plains inclui uma estimativa de recursos minerais inferidos (MRE) de 103 milhões de toneladas (Mt) a um grau médio de 5,2 por cento de concentrado de grafite total (TGC), contendo 5,7Mt de carbono grafítico.

O Projecto Cobra Plains está localizado, em Cabo Delgado, no norte de Moçambique, dentro de rochas neoproterozóicas do Complexo Xixano, a apenas 10 quilómetros da mina de grafite de Balama e a 230 quilómetros a oeste por estradas pavimentadas do porto costeiro.

Em 2014, a Triton anunciou uma estimativa de recursos minerais inferidos para as Planícies de Cobra, compreendendo 103 Milhões de Toneladas (Mt) a um grau médio de 5,52% de carbono grafítico, contendo 5,7 Mt de carbono grafítico.

Ancuabe poderá ter novo Parque Industrial em Setembro

Boane diz que até 2030 serão inaugurados vários parques industriais, para reduzir as importações no país.

“Se olharnos a nossa volta, tudo quanto consumimos  é produzido em algum sítio, fora de Moçambique. A nossa aposta é garantir que Moçambique possa trilhar os caminhos necessários para que alcance a industrialização”, afirmou Boane.

O gestor considera a MozParks como um veículo que poderá conduzir o país a concretizar o objectivo de industrializar e garantir que as matérias-primas sejam transformadas internamente.

Além do Parque Industrial de Beluluane, o parque-modelo, localizado na Matola-rio, província de Maputo, a MozParks já desenvolveu o Parque Industrial de Topuito, na província de Nampula, que funciona como âncora da Mineradora Kenmare, que explora as areias pesadas de Moma.

O Parque Industrial de Beluluane (BIP) da MozParks tem uma área de 700 hecatres terrenos industriais prontos para aluguer. Está dividido em Zonas Livres e Zonas Não Livres.

A infraestrutura fica a apenas dois quilómetros da principal estrada do país, a EN4, a apenas 20 quilómetros do Porto de Maputo e a seis quilómetros do porto da Matola. O PBI fica apenas a uma hora de carro das fronteiras da África do Sul e de Eswatini.

O BIP alberga mais de 50 empresas de 17 países, incluindo a Mozal (a âncora), Midal Cables, Godrej, Capital Star Steel, Sunshine Nuts, Royal Foods, Duys, Imperial Logistics, Bosh, Raxio Data Center, Matola Gas Company, Hytec, Dendustri, entre outras.

Onório Boane falava num seminário subordinado ao tema “Dubai Como Parceiro de Negócios”, que teve lugar, na terça-feira, no ãmbito da Quinquagésima Oitava edição da Feira Internacional Agropecuária, Comercial e Industrial de Maputo (FACIM).

Mais parceiros abertos para o projecto energético da Mphanda Nkuwa

Ao todo, o orçamento previsto para a concretização deste projecto está estimado em 4.5 mil milhões de dólares norte-americanos.

De acordo com o director do Gabinete de Implementação do Projecto, Carlos Yum, para além da União Europeia e o Banco Europeu de Investimento que anunciaram o financiamento em 500 milhões de dólares norte-americanos, outros parceiros bancãrios internacionais estão interessados.

Concretamente, fez saber que o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), Banco de Desenvolvimento Sul-Africano, Banco Islâmico de Desenvolvimento, também manifestaram a intenção de contribuir para a concretização do empreendimento.

Yum que falava, há dias, em Lichinga, capital do Niassa, norte do país, fez menção que as aproximações destas instituições se mostram importantes, considerando a sua robustez e importância no panorama financeiro.

“Para a dimensão de investimento deste projecto vamos precisar de um conjunto de várias instituições financeiras no mercado internacional”, apontou.

Aliás, alguns trabalhos já em curso envolvem instituições externas que têm estado a possibilitar um suporte financeiro impactante.

“Estamos a trabalhar com o Banco Mundial para apetrechar o projecto de 10 a 15 milhões de dólares de apoio ao desenvolvimento, falo de estruturação legal e financeira, na sua fase de preparação, e temos também suporte da Electricidade de Moçambique e da Cahora Bassa”, fundamentou.

Lembrou que se trata de um empreendimento, substancial em larga escala, de energia renovável com potencial de contribuir para a transição energética do país, pois vai permitir a geração de corrente firme e verde para o processo de industrialização.

A central terá capacidade de produzir 1500 megawatts. Actualmente, do ponto de vista de carga, Moçambique consome entre 1100 e 1050 megawatts, sendo esta, portanto, uma central com capacidade de abastecer todo o país. Os prazos indicativos do projecto apontam para o final de 2024 para o fecho financeiro e 2030 para a conclusão das obras.

LAM espera recuperar mais de cinco milhões de dólares na venda de acessórios

O gestor de projectos de reestruturação da LAM, Sérgio Matos, explica que são peças sem nenhuma utilidade para aquela companhia aérea e o valor está sujeito à verificação do valor actual de mercado. Matos justifica a venda do material referido pela falta de utilidade destas na companhia nacional de bandeira.

“Foram identificadas peças sobressalentes e ferramentas de aeronaves abandonadas no armazém da LAM. O Departamento Técnico da LAM está a proceder à caracterização das peças sobressalentes e das ferramentas com a Lista de Inventário para a eliminação das peças sobressalentes e das ferramentas que não têm utilidade para a LAM”, disse Matos.

No que concerne a pontualidade operacional, Matos que falava em conferência de imprensa para fazer o balanço de actividades dos últimos três meses de gestão da LAM pela Fly Modern Ark, disse que se registam melhorias significativas, de uma média baixa de 75% em Março para 84% em Junho de 2023 e redução do número de atrasos de 230 em Março para 146 em Junho de 2023.

Sobre o serviço ao cliente anunciou o recrutamento de 10 jovens e que a equipa de assistência nos principais aeroportos de Maputo e Joanesburgo melhorou a visibilidade da LAM e qualidade do atendimento.

Foi igualmente reforçada a marca “LAM” com faixas, sinalização e outros materiais de marketing nos Aeroportos Internacionais de Maputo Beira, em Moçambique e OR Tambo, na vizinha África do Sul.