Sunday, June 7, 2026
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Petromoc vai reactivar tanques de armazenamento de combustíveis  

De acordo com o Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Petromoc, Hélder Chambisse, o tanque de Pemba mais do que duplicou a sua capacidade, o de Nacala está a ser modernizado e os três tanques da Matola vão permitir o armazenamento de 140 milhões de litros de combustíveis.

“A Petromoc tem em curso três projectos, um que contempla o aumento da capacidade no terminal de Pemba. Contamos reinaugurar o terminal de Pemba no primeiro semestre do próximo ano. Estamos a investir no terminal de Nacala, para modernizar em termos de processamento, manuseamento, recepção e entrega de combustível”, afirmou a nossa fonte.

Segundo disse, esse aumento de capacidade vai permitir que Moçambique seja um pôlo de reserva e trânsito de combustíveis para os países do interland, sem prejudicar o abastecimento interno.

“Permite, não só gerir o fornecimento ao mercado interno, mas também das empresas congéneres, essencialmente o trânsito de combustíveis para o interland, sem comprometer, obviamente, o mercado nacional. Esses três projectos vão permitir gerir essa quantidade de combustíveis sem gerir nenhum constrangimento do fornecimento local, e depois permitir, também, gerir a oscilação de preços”, considerou.

Recordou os desafios por quais Moçambique passou para manter estáveis os preços de combustíveis enquanto prevalecia a volatilidade de preços no mercado internacional. “Ainda assim, foi um marco importante garantir os produtos sem deixar que houvesse ruptura de stock.”

Disse, igualmente, que actualmente o foco da empresa é priorizar a expansão de infraestruturas de abastecimento, porque jogam um papel fundamental na gestão de reservas estratégicas de combustível no país.

Explicou que a Petromoc tem, essencialmente, os objectivos de assegurar a disponibilidade produtos petrolíferos ao mercado e rentabilizar as suas operações com a expansão de postos de abastecimento.

As informações foram avançadas em Ricatlha, Marracuene, onde decorre a 58ª edição da Feira Internacional Agropecuária, Comercial e Industrial de Maputo (FACIM).

 

 

Linhas Aéreas de Moçambique reduz dívida em 61,6 milhões de dólares

Quando a Fly Modern Ark assumiu a gestão da companhia aérea estatal, em abril, a LAM tinha uma dívida estimada em cerca de 300 milhões de dólares, segundo dados fornecidos na altura.

“No que diz respeito à reestruturação da dívida, neste momento, passados três meses, conseguimos reduzir a dívida em 61,6 milhões de dólares ”, confirmou Sérgio Matos, representante da FMA, em conferência de imprensa em Maputo.

Sérgio Matos disse que a diminuição dos encargos com os credores resultou de “lançamentos correctos das transacções, de acordo com as normas internacionais de contabilidade, as práticas contabilísticas geralmente aceites e as orientações contabilísticas do Tesouro Nacional”.

Deve-se também à compensação de dívidas contra devedores, num total de 23 milhões de dólares, acrescentou Matos.

O gestor revelou que a LAM está em negociações com o fabricante Boeing para o reembolso de 23 milhões de dólares resultantes do pré-pagamento de um novo avião que nunca foi entregue à transportadora moçambicana.

Aumento do número de passageiros foi favorável

Nos últimos três meses, a LAM registou um aumento de 24 por cento no número de passageiros transportados, para mais de 56 mil, e aumentou as receitas de voo em 10 por cento, para 671 milhões de meticais (quase 10 milhões de euros).

O aumento deveu-se ao incremento de sete para 10 aviões ao serviço da companhia e à redução de 30 por cento no preço dos bilhetes em seis das nove rotas domésticas que opera, prosseguiu.

O número de voos também cresceu de 911 em Março, um mês antes da tomada de posse da actual administração, para 1047 em julho, um aumento de 15 por cento em três meses.

Novos itinerários nacionais e internacionais

As três novas rotas internacionais e as rotas interprovinciais também contribuíram para o desempenho positivo alcançado desde abril.

Apesar de a LAM ter saído da insolvência, a transportadora precisa de mais aviões para assegurar uma operação que lhe permita pagar a sua elevada dívida e gerar lucros, observou o gestor.

A Fly Modern Ark afirma que conseguiu que a LAM cumprisse os requisitos de manutenção da sua frota impostos pela regulamentação internacional e contivesse os custos inerentes a este serviço.

APIEX recebeu mais 120 projectos de investimento no primeiro semestre

No início do seu discurso inaugural da Feira Agropecuária, Industrial e Comercial de Maputo (FACIM), Nyusi fez uma retrospectiva dos desequilíbrios que a economia do país tem vivido, mas também elencou os principais eventos de superação macroecnómica.

O governante lembrou que Moçambique foi afectado pela inflação e a alta de taxas de juros no mercado internacional, colocando restrições no acesso ao financiamento externo e a redução do espaço fiscal na maioria dos países.

Apesar dos infortúnios por que o país tem passado, Nyusi apontou índices macroeconómicos positivos com a subida do Produto Interno Bruto (PIB) em 4.17 por cento no primeiro trimestre do ano corrente, impulsionado, em grande parte, pelo sector extractivo, o sector da agricultura e a recuperação expressiva do sector de lazer, turismo e transportes no período pós-COVID-19.

Nyusi anunciou o facto na tarde de hoje, em Ricatla, distrito de Marracuene, província de Maputo, durante a abertura da 58ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM), que decorre sob o lema: “Industrialização: Inovação e diversificação da economia nacional”.

O dirigente referiu que a FACIM é uma “fotografia” que evidencia que a economia moçambicana é plenamente viável e pronta para colocar o seu potencial na economia regional, continental e global.

Destacou como oportunidades disponíveis em Moçambique, um capital humano jovem, extensas terras para agricultura com bacias hidrográficas e lagos que também enriquecem a matriz energética diversificada, reservas comprovadas de gás natural, minerais e outros recursos susceptíveis de transformação industrial, a par de uma costa extensa.

Participam na presente edição 2.500 expositores, dos quais 2.050 nacionais e 450 estrangeiros, provenientes de 25 países.

Segurança e combate à corrupção podem estimular investimentos

Falando aos presentes, na sala plenária da Feira, em Ricatla, distrito de Marracuene, Nyusi lembrou que o desejo do desenvolvimento económico do país passa por melhorar vários aspectos relativos ao ambiente de negócios no país.

Dentre as soluções, o dirigente apontou a necessidade de facilitar a abertura de empresas, registo de propriedade, execução de contratos e dinamização do comércio internacional a nível das fronteiras marítimas, terrestres e aéreas.

“Vamos simplificar os procedimentos, encurtar o tempo de trocas entre as empresas, vamos reduzir os custos das propriedades e melhorar a qualidade da administração fundiária, isto é, mais credibilidade, transparência, cobertura, resolução de disputas e igualdade de direitos de propriedade”, sublinhou o Chefe de Estado.

Aos empresários e parceiros participantes da maior feira do país , Nyusi instou a apostarem no país investindo, particularmente, nos sectores de agricultura, pecuária, pesca, energia, mineração, turismo e hotelaria, indústria, petróleo e gás. O governante acredita que investindo nessas áreas, será possível gerar riqueza, criar empregos, em parceria com os moçambicanos.

“Convido a desenvolver infra-estruturas resilientes e de qualidade para permitir o acesso a serviços de qualidade, reduzir a pobreza e assegurar a elevação do nível de vida das populações”, desafiou.

Sob o lema “Industrialização através da Inovação e Diversificação da Economia Nacional, declaro aberta a FACIM 2023”, a 58ª edição da FACIM junta mais de 2 mil expositores entre nacionais e internacionais.

HCB produz 14% de energia no 1º semestre acima do período homólogo

Segundo um comunicado enviado à nossa redação, a HCB está na fase final de preparação para a implementação de projectos de reabilitação e modernização do seu parque electroprodutor que terão impacto multiplicador na sua performance de produção.

Igualmente, a empresa tem em carteira a realização de projectos de produção de energia, de curto e médio prazo, através de fontes alternativas, com destaque para a construção de uma central fotovoltaica de até 400 megawatts (MW), com possibilidade de evoluir no futuro.

A longo prazo, a HCB está a conduzir reflexões estratégicas com vista a reactivação do projecto Cahora Bassa Norte, para atender a crescente demanda energética de Moçambique e da região, face a crise que se vem assistindo.

Em relação aos recursos hídricos da Albufeira, a HCB encerrou o primeiro semestre de 2023, com armazenamento em 92,5 por cento do seu volume útil. Este armazenamento corresponde a cota da superfície de água na Albufeira de 324,5 metros em relação ao nível médio das águas do mar, e afigura-se satisfatório para garantir a produção orçamentada até o final do ano, estimada em 14.291,6 GWh.

Société Générale Moçambique abre uma sucursal em Nacala

No seu discurso, o Secretário de Estado para a província de Nampula, Jaime Neto, que conduziu a cerimónia de inauguração, destacou o contributo que o Banco vai dar para a promoção e desenvolvimento da Zona Económica Especial daquela cidade e para a oferta de soluções inovadoras que permitam promover a poupança e os investimentos.

“Com a abertura desta agência, o Banco junta-se, mais uma vez, aos esforços do Governo no alargamento do acesso às soluções financeiras no país, que é uma prioridade e cuja materialização está a ser feita em todo o território nacional através da iniciativa presidencial, um distrito, um banco”.

O CEO do Banco Société Générale Moçambique, Ridha Tekaïa, iniciou o seu discurso partilhando a sua satisfação em continuar a expansão das agências, tendo a última agência sido aberta em Julho de 2020 na Beira.

“Isto mostra a nossa nova ambição de oferecer soluções inovadoras aos nossos clientes em todas as regiões onde estão localizados e de apoiar o desenvolvimento dos seus negócios”, disse Tekaïa.

Tekaïa sublinhou as oportunidades e potencialidades de Nacala que, com o seu porto estratégico, é, claramente, um ponto essencial para o desenvolvimento do país em termos de importações e exportações.

Maragra precisa de 100 milhões de dólares para recuperar-se das cheias

A empresa perdeu 3,6 mil milhões de meticais (56 milhões de dólares, à taxa de câmbio atual) e, devido às cheias, perderam-se 470 mil toneladas de cana de açucar nos campos de produção, o que corresponde a um valor de 1,6 mil milhões de meticais.

De acordo com o director-geral da empresa, Filipe Raposo, os estragos impedem o funcionamento do sistema de irrigação, o que dificulta o planeamento da produção de cana.

“As inundações danificaram também os sistemas de electricidade e de drenagem, bem como outros equipamentos necessários para o processamento da cana”, afirmou Raposo.

Segundo o gestor, os trabalhos de recuperação da estação elevatória só começaram há um mês, devido às dificuldades enfrentadas para chegar a certas regiões dos canaviais.

“Tendo em conta o trabalho realizado até agora, sabemos o que é necessário para retomar a produção”, disse, acrescentando que a empresa foi vítima de actos de vandalismo após as cheias, o que contribuiu para mais prejuízos.

A Açucareira da Maragra SA  é detida pela empresa sul-africana Illovo com uma participação de 99%, as restantes acções de 1% pertencem a um investidor minoritário privado.

A fábrica e a área de abastecimento de cana composta por produtores próprios e independentes situam-se junto à costa de Moçambique, a cerca de 80 quilómetros a norte de Maputo.

Anualmente e sem interferências, Maragra produz cerca de 80 mil toneladas de açúcar de mais de 460 mil toneladas de cana produzidas em suas propriedades e o restante de cerca de 400 mil toneladas de produtores independentes.

Luísa Diogo é Administradora Não Executiva do Absa Group

Num comunicado, Absa Group destaca a longa carreira de Luísa Diogo e “a sua reconhecida competência e experiência profissional nos domínios económico e financeiro”, virtudes que lhe mereceram tal responsabilidade.

Diogo foi também Primeira-Ministra do país de 2004 a 2010, por sinal, a primeira mulher a ocupar este cargo em Moçambique.

Licenciou-se em Economia na Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo, em 1983. Obteve o grau de Mestre em Economia Financeira na Escola de Estudos Orientais e Africanos (Universidade de Londres), em 1992.

Em 2004, Luísa Diogo foi reconhecida pela revista Times como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo e pela revista Forbes como uma das 100 mulheres mais poderosas do mundo por dois anos consecutivos (2006 e 2008).

É autora do livro intitulado a “Sopa da Madrugada”, publicado em 2013, no qual conta e descreve suas experiências sobre as reformas e a transformação económica e social que o país assistiu entre os anos 1994 e 2009.

O Absa Group Limited é um dos maiores e mais diversificados grupos financeiros em África com presença em 12 países no continente, incluindo Moçambique, e com cerca de 42 mil colaboradores.

CFM acaba de entrar no negócio de petróleo e gás natural

Na ocasião, o Presidente do Conselho de Administração (PCA) da empresa Agostinho Langa Jr., explicou que a criação da CFM Logistics surge na sequência da orientação estratégica do Governo para a empresa envolver-se em toda a cadeia de produção, logística e venda desses recursos energéticos.

Langa Jr. fundamentou que a decisão do Governo teve em conta o negócio principal da CFM bem como as descobertas de importantes reservas de gás natural na Bacia do Rovuma, província de Cabo Delgado.

À esta cadeia de valor junta-se o potencial em produção na zona Sul, na região de Pande e Temane, província de Inhambane, que colocam o país na posição de um dos maiores produtores mundiais de gás natural liquefeito.

“A indústria do petróleo e gás constitui um dos pilares para o progresso nacional, gerando um crescimento progressivo da economia e mais riqueza para os moçambicanos.

Diante deste cenário, após avaliação interna e diálogo com os clientes e parceiros, a CFM encontrou na CFM Logistics a resposta à orientação do Governo para a participação e envolvimento na indústria de petróleo e gás, como um actor relevante, fazendo o que melhor sabemos fazer, que é a logística e manuseamento portuário”, sublinhou o PCA da CFM.

Perante gestores públicos das áreas de transportes e comunicações, petróleo e gás, bem como de economia e finanças, Langa Jr. explicou ainda que, com a CFM Logistics, a empresa mãe tem a oportunidade para expandir e diversificar o seu escopo de actividades.

Essas acções dizem respeito à renovação dos seus serviços e construir novas infra-estruturas ou reabilitar e ampliar as já existentes para atender às necessidades e à demanda de logística nessa indústria.

“A CFM Logistics é, no nosso entender, a resposta aos desafios que são continuamente apresentados pelas Concessionárias, contratadas, sub-contratadas e demais parceiros. Na verdade, os vossos desafios constituem uma oportunidade para a CFM Logistics. É uma oportunidade de vos oferecer soluções personalizadas e dedicadas aos desafios que enfrentam no quotidiano”, sublinhou o gestor.

Por seu turno, o Ministro da Economia e Finanças, Max Tonela, reforçou que o lançamento da CFM Logistics surge da necessidade de garantir a participação de actores nacionais, desde estatais até privados nos negócios de exploração de recursos naturais para gerar benefícios para os próprios moçambicanos.

Manica exporta 800 toneladas de macadâmia para Ásia e Europa

A macadâmia é produzida numa área de 1.500 hectares. Na mesma área também e produzida fruta, como abacate e litchi. O representante da empresa Macs In Moz, Marcos Agnese, revelou que a macadâmia é exportada seca e em casca para europeu, China e Vietname.

Agnese falava, há dias, durante a visita que o secretário de Estado na província de Manica, Dick Kassotche, efectuou àquela empresa. A visita Kassotche esteve inserida no âmbito da governação aberta, participativa e inclusiva ao distrito de Sussundenga.

Agnese explicou que a exportação da macadâmia é feita entre os meses de Março até Junho de cada ano, e o mercado está garantido.

“O produto é transportado para a África do Sul que, depois, leva até a Ásia e a Europa. A cada ano, a nossa produção aumenta e isso alegra-nos bastante, como investidores e produtores. Estamos a aumentar as áreas de produção em função da procura deste produto no mercado internacional”, disse.

Neste momento, a Macs In Moz tem um total de 850 trabalhadores, na sua maioria moçambicanos em regime permanente. Na época de colheita, o número incrementa para perto de 1.100 trabalhadores, com a contratação de mão-de-obra sazonal.