Sunday, April 12, 2026
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Kenmare aumenta lucros em 23 por cento no primeiro semestre de 2023

A Kenmare opera a Mina de Minerais de Titânio Moma, província de Nampula, no norte de Moçambique e os seus produtos são utilizados em produtos como tintas, plásticos e ladrilhos cerâmicos.

A receita semestral da empresa aumentou 23 por cento para 242,9 milhões de dólares americanos contra 197,3 milhões no mesmo período do ano passado, enquanto seus lucros antes dos impostos aumentaram 13 por cento, para 77,5 milhões face a 68,6 milhões do mesmo período de 2022.

A Kenmare refere que a produção, no primeiro semestre do ano, foi inferior às suas expectativas, principalmente devido a um forte raio no primeiro trimestre de 2023 e seu impacto prolongado.

Contrariamente, a produção no início do segundo semestre de 2023 foi forte, apoiada por teores mais altos, melhores recuperações de concentrado de minerais pesados ​​(HMC) e aumento de toneladas extraídas.

Ambiente de preços favorável para a empresa

A firma observou que os preços da ilmenita ficaram estáveis ​​nos primeiros seis meses de 2023. Mas o mercado de pigmentos de titânio está mais lento na segunda metade do ano, já que a demanda subjacente na China não se recuperou tão rapidamente quanto o esperado.

A Kenmare aponta que as condições macroeconómicas globais também estão a afectar a demanda por zircônio, com os preços spot ficando abaixo dos preços contratados.

Michael Carvill, director-gerente da Kenmare, disse que bons preços de produtos e fortes volumes de remessa no primeiro semestre do ano geraram receitas recordes.

“O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização aumentou 6 por cento, enquanto o lucro após impostos aumentou para 67,8 milhões de dólares. Estamos a aumentar o nosso dividendo intermediário em 59% para 17,5 por acção, de acordo com nossa política de manter o pagamento de dividendos”, acrescentou.

A Kenmare reportou uma produção de Concentrado de Minerais Pesados ​​de 633.900 toneladas no primeiro semestre de 2023, uma queda de 14 por cento em comparação com as 738.300 toneladas no mesmo período do ano passado.

Sua produção total de produtos acabados atingiu 472,6 mil toneladas, uma queda de 10 por cento em relação às 550,7 mil toneladas do primeiro semestre de 2022, como resultado da menor produção de HMC.

Os embarques totais totalizaram 556.800 toneladas, um aumento em torno de 31 por cento sobre as 424.300 toneladas embarcadas no ano passado, devido à redução do “stock” de produtos acabados.

Governo cria Zona Franca Industrial de Topuito em Nampula

A Zona Franca Industrial pressupõe um ambiente de negócios atraente, com diversos benefícios, como isenção de tarifas alfandegárias na importação de materiais de construção, máquinas, equipamentos, acessórios e peças de reposição.

Entre as vantagens também está a isenção de Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) nas transmissões de bens e serviços, isenção de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRPC) nos primeiros 10 anos de exercícios fiscais.

Igualmente, tem a redução da taxa do IRPC em 50 por cento do décimo primeiro ao décimo quinto exercício social e redução da taxa de IRPC em 25 por cento durante toda a vida do projecto.

O Parque Industrial do Topuito é uma iniciativa de conteúdo local, destinada a dinamizar a economia local através da atração de investimento nacional e estrangeiro e da criação de emprego para os moçambicanos.

Como operadora do Parque Industrial de Topuito, a MozParks fornecerá serviços de manutenção, apoiará empresas arrendatárias, facilitará licitações de conteúdo local para contratos da Kenmare, fornecerá programas de estágio, treinamento e certificação das PME’s, apoiará iniciativas de processamento agrícola, oferecerá serviços de suporte compartilhados, incluindo registro de empresas e Desenvolvimento comunitário.

O TIP permitirá a transformação de matérias-primas e impulsionará a agroindústria, processamento de peixe, restauração, logística, habitação, oportunidades de economia verde, construção, manutenção e muito mais.

O Parque Industrial de Topuito acolherá fornecedores e prestadores de serviços da Kenmare Moma Mining para investirem e estabelecerem as suas operações comerciais nas comunidades locais seguindo o modelo MozParks de industrialização com impacto social. A MozParks desenvolve infraestruturas essenciais para investidores e faz a ligação com parceiros e autoridades públicas.

Syrah Resources poderá retomar actividade na mina de Balama

Segundo a agência, a China é o maior produtor de grafite do mundo e domina a refinação do material utilizado nas baterias dos veículos eléctricos e nos reactores nucleares.

A Syrah oferece uma das poucas opções não chinesas para quem procura o material através da sua mina em Moçambique, mas a empresa suspendeu a produção no início deste ano, quando os preços da grafite caíram, devido ao elevado “stock” no mercado e ao fraco crescimento das vendas de veículos eléctricos.

O director executivo da Syrah, Shaun Verner, disse esperar que a sua empresa possa voltar a produzir a totalidade da sua mina africana nos próximos meses, assim que os excedentes do inventário chinês de grafite começarem a desaparecer.

“A produção da China é, em grande parte, sazonal e a sua produção de Verão tende a terminar em Novembro”, disse, acrescentando que “a nossa forte opinião é que, no final do ano, a procura aumente porque não há oferta contínua das operações chinesas”.

Para o responsável, o domínio da China é o maior desafio no mercado da grafite, sendo que os Estados Unidos da América (EUA) e as nações aliadas estão a tentar reduzir a dependência do país asiático no fornecimento de materiais para baterias.

“Essa é também a maior oportunidade, devido à necessidade de diversificação do fornecimento por parte dos fabricantes de baterias e dos construtores de automóveis fora da China. Isso está a suscitar um enorme interesse na contratação de material produzido fora daquele país”, explicou.

A mina de grafite de Balama possui uma reserva de 110 mil toneladas daquele importante minério e tem uma vida útil de 50 anos para a exploração. A produção e a primeira exportação foi em Novembro de 2017.

Millennium Bim foi o banco mais reclamado no 1º semestre de 2023

As reclamações dos clientes estão relacionadas com problemas em contas bancárias, crédito, cheque, moeda electrónica, operações cambiais, caixas electrónicas (ATM’s) e em POS’s.

Os mesmos problemas foram reportados em relação ao BCI. Em terceiro lugar está o Standard Bank com 26 casos reportados, o mesmo número que o Banco Letsego, mas a diferença é que este último apresentou incidências apenas relacionadas com o crédito.

Depois seguem o Absa Bank, Access Bank, o Moza Banco FNB com 18, 16, 10 e 7 reclamações, respectivamente. O Ecobank e o Nedbank foram os bancos comerciais que tiveram o número mais baixo de reclamações (3).

Na lista dos microbancos, o Bayport lidera com 53 casos reportados ao Banco Central e que agora vêm ao conhecimento do público. O MyBucks segue com 13, ocupando a segunda posição.

Em relação a instituições de moeda electrónica, o E-mola foi reclamado por 15 clientes e o Mpesa por 10. Os constrangimentos têm a ver com transferências e moeda electrónica mal parada.

A estatística apresenta reclamações recebidas pelo Banco de Moçambique contra as instituições de crédito e sociedades financeiras por cada 100 mil clientes à luz dos artigos 16 e 17 do Aviso número 9/GBM/2020 de 31 de Dezembro que aprova o Regulamento de Tratamento de Reclamações.

Fitch projecta forte crescimento económico do país

Na análise divulgada sexta-feira, a Fitch explica que o crescimento reflecte principalmente “um aumento impulsionado pela exportação de gás natural liquefeito no sector extractivo, à medida que a capacidade de produção da plataforma flutuante de Gás Natural Liquefeito (GNL) do Coral Sul da ENI aumenta para 70 por cento e 90 por cento em 2023 e 2024, respectivamente”.

No entanto, a Fitch mantém a sua classificação-chave de Longo Prazo em Moeda Estrangeira (IDR) para o país em CCC+ devido ao que chama de “risco substancial de crédito”, reflectindo “níveis elevados de dívida interna, défice fiscais persistentes, fraca gestão das finanças públicas, baixo PIB per capita, indicadores de governação fracos e uma situação de segurança desafiadora”.

Apesar disso, a Fitch saúda “o acordo de Facilidade de Crédito Estendido de 456 milhões de dólares americanos com o Fundo Monetário Internacional (FMI), em 2022, o momento positivo no desenvolvimento do sector de gás natural liquefeito e medidas para lidar com o deslizamento fiscal de 2022”, que, segundo ela, “fornecem algum suporte à solvência”.

A agência de classificação também enfatiza o efeito positivo na economia “a retomada da construção do projecto GNL de 20 bilhões de dólares americanos da Total, que assumimos que começará no primeiro trimestre de 2024, dadas as melhorias nas condições de segurança em Cabo Delgado ao longo de 2023”.

Segundo a análise da Fitch, a relação dívida/PIB diminuirá como resultado do forte crescimento económico. Além disso, observa-se que o metical continua estável em relação ao dólar americano, embora a Fitch alerte que “pressões externas renovadas podem levar a uma significativa depreciação da taxa de câmbio”.

A Fitch espera que as reservas internacionais de Moçambique aumentem de 2,7 bilhões de dólares americanos em 2022 para 3 bilhões de dólares este ano e 3,5 bilhões de dólares até o final de 2025.

Tal será impulsionado por menores custos de importação de alimentos e combustíveis, uma contribuição marginal das exportações de GNL e a retomada do projecto Área 1 da Total, do qual 12,5 por cento do investimento total precisará ser contratado internamente.

A Fitch é uma das três principais agências de classificação de risco (as outras são a Moody’s e a Standard & Poor’s).

País pode colocar mais 183,1 milhões de dólares em obrigações do tesouro este ano

De acordo com o diploma 14/2023, do Ministério da Economia e Finanças, de 18 de Janeiro, a emissão de obrigações do Tesouro (OT), dívida pública emitida com maturidades mais longas para este ano prevê um valor global limite de 36.648 milhões de meticais (573,7 milhões de dólares), preferencialmente em duas emissões mensais, até 05 de Dezembro.

Dados da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) compilados Segunda-feira (14) pela Lusa indicam que já foram feitas 12 emissões em 2023, com maturidades de até 10 anos e juros que variam entre os 17 e 19 por cento.

Os valores angariados em cada operação oscilaram entre os 475 milhões de meticais (7,4 milhões de dólares) em 08 de Agosto, a última destas emissões, e os 5.946 milhões de meticais (93 milhões de dólares) angariados na operação realizada em 07 de Março.

Em termos indicativos, a próxima emissão de obrigações de Tesouro pela BVM deverá acontecer em 22 de Agosto, tendo o Estado ainda a capacidade de ir buscar ao mercado mais 11.728 milhões de meticais (183,6 milhões de dólares) até final do ano, tendo atingido até ao momento 68 por cento do limite legal de endividamento por OT até final do ano.

Dados anteriormente divulgados pela Lusa, com base nos relatórios de execução orçamental do primeiro trimestre, referem que o endividamento interno actual de Moçambique totalizava em 31 de Março, entre obrigações do Tesouro e bilhetes do Tesouro de maturidades mais curtas quase 295.733 milhões de meticais (4,630 milhões de dólares).

O Governo moçambicano aprovou anteriormente a denominada Estratégia de Gestão da Dívida pública 2023-2026, que orienta as opções de endividamento ao longo dos próximos anos e pretende trazer os limites para os indicadores de sustentabilidade da dívida na contração de créditos.

O Executivo prevê, a nível de dívida externa, privilegiar o financiamento na modalidade de donativos e na modalidade de créditos altamente concessionais para projectos rentáveis, enquanto na dívida interna a prioridade passa por privilegiar a emissão de obrigações de Tesouro de maturidade longa.

Sasol inicia construção da aldeia de reassentamento de Mangungumete

A cerimónia de lançamento da pedra para construção no âmbito da implementação do Projecto PSA (Petroleum Sharing Agreement), foi dirigida pela administradora distrital, Dulce Canhemba.

O projecto de reassentamento prevê a construção de 45 casas convencionais para as famílias afectadas pelos gasodutos destinados a levar o gás de vários poços até à fábrica de processamento em Temane.

Além das habitações, o projecto da aldeia de reassentamento prevê a requalificação da Escola Primária Joaquim Marra, actualmente a funcionar em salas de aula precárias e debaixo de árvores.

A instituição de ensino terá 12 salas de aula convencionais, um bloco administrativo, instalações sanitárias, duas instalações desportivas, um sistema de abastecimento de água e oito casas para albergar professores.

O reassentamento das famílias que residiam na área onde o projecto está a ser implementado com obediência rigorosa à legislação específica para reassentamentos em Moçambique.

O processo que está ancorado à iniciativa de Acordo de Partilha de Petróleo (PSA), iniciou com a aprovação pelo Governo, do Plano de Reassentamento, compensação das famílias impactadas económica e fisicamente, aprovação da casa modelo, entre outras etapas típicas do processo.

País procura acelerar processamento dos recursos minerais

O objectivo da transformação é adicionar valor aos produtos, gerar benefícios aos cidadãos, através da criação de empregos e, simultaneamente, promover a industrialização.

A informação foi avançada, ontem, em Lichinga, na província do Niassa, pelo Ministro dos Recursos Minerais e Energia, Carlos Zacarias, na abertura do VIII Conselho Coordenador do sector.

Na sua intervenção, o governante disse, também, que o MIREME tenciona acelerar o acesso à electricidade e exploração dos recursos naturais, de forma a responder  às exigências do desenvolvimento.

O processamento local dos minérios tem sido mote de discussões acessas em conferências e encontros que têm juntado o Governo, investidores e sociedade civil. O entendimento comúm entre as partes é que o país sairia a ganhar se as pedras e os metais preciosos explorados no país fossem transformados internamente.

Para além da possibilidade de aumentar as receitas e, consequentemente, contribuir para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a indústria transformadora geraria mais postos de trabalhos e tirar os jovens do desemprego que assola a grande maioria.

Um outro aspecto prende-se com a aquisição de materiais usados na indútria extractiva, que, geralmente, os adquire fora do país, facto que torna o custo de compra mais alto, dada as imposições cambiais, Imposto de Valor Acrescentado (IVA), entre outras taxas aplicadas no mercado de importação.

 

“Mpanda Nkuwa” vai ser erguida antes do fim do quinquénio

Falando à Rádio Moçambique, Obete Matine disse que já foi apurada a empresa que se vai fazer a construção da infra-estrutura eléctrica, projectada para uma potência de 1.500 megawats.

“Temos que verificar antes de mais de nada o Governo criou um gabinete para a implementação do projecto para poder acelerar a realiazação de todas as acções, foram avaliadas todas as propostas. Neste momento decorrem as negociações para a assinatura do acordo”, afirmou Matine.

A barragem de Mphanda Nkuwa deverá ser erguida no rio Zambeze, 61 quilómetros à jusante da barragem de Cahora Bassa e 70 quilómetros à montante da cidade de Tete, formando um plano de água que se estende até ao paredão da barragem de Cahora Bassa.

A Hidroeléctrica de Mphanda Nkuwa será uma hidroeléctrica de tipo fio-de-água (run of river) ou seja uma hidroeléctrica que não acumula água na albufeira, gerando energia pela turbinagem da água que vem de montante e que é lançada para jusante.

Em outras palavras, a albufeira terá apenas capacidade de regularizar os caudais diários, permitindo a gestão das afluências diárias de modo à sua utilização ao longo do dia no modo considerado mais adequado.

Trata-se de uma barragem de betão compactado a rolo, com cerca de 90 metros de altura e um comprimento de 700 metris e irá criar um reservatório com cerca de 100 quilómetros ao quadrado, estendendo-se ao longo de 60 quilómetros no Rio Zambeze e de 18 quilómetros no Rio Luía.

Produto Interno Bruto cresce 4,67% no 2º trimestre

Este desempenho soma-se aos 4,17 por cento registados de Janeiro a Março, também em termos homólogos, resultando num crescimento económico acumulado no primeiro semestre de 4,42 por cento, segundo o INE.

O INE acrescenta que o desempenho da actividade económica no segundo trimestre de 2023 é justificado pelo sector primário, que cresceu em torno de 8,98 por cento, face a igual período de 2022.

O contributo foi da indústria extractiva mineira, com variação de 42,71 por cento, seguida da agricultura, pecuária, caça, silvicultura e exploração florestal com cerca de 3,11 por cento.

Seguiu-se o sector terciário, com uma variação de 4,24 por cento, com destaque para os transportes, armazenagem e actividades auxiliares dos transportes e ramo da Informação e Comunicações, com um crescimento de 6,85 por cento.

O destaque também foi de hotelaria e restauração com uma variação de 5,51 por cento, enquanto o ramo de serviços financeiros aumentou 3,40 por cento.

Por último, há o sector secundário, que caiu, homóloga, 6,52 por cento, “induzido pelo ramo da construção”, com uma variação negativa de 10,43 por cento, seguindo-se o ramo da indústria transformadora, com uma quebra de 7,72 por cento e , por fim, o ramo da distribuição de electricidade, gás e água, que registou uma quebra de 0,18 por cento.