Sunday, April 12, 2026
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Empresa Nacional de Hidrocarbonetos quadruplica lucros em 2022

O facto foi anunciado durante a reunião da Assembleia-Geral, realizada há dias, na cidade de Maputo. No encontro, participou o Conselho de Administração (CA), o Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE), incluindo o Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME).

Dados apresentados na ocasião indicam que os resultados líquidos da empresa aumentaram de 153.1 milhões de meticais negativos em 2021 para cerca de 462 milhões de meticais em 2022, representando um crescimento de acima de 400 por cento.

Falando sobre o desempenho, o Presidente do Conselho de Administração (PCA) da ENH, Estevão Pale, explicou que tal se deveu ao aprimoramento da estratégia de negócios, com foco na contenção de custos e na venda de gás natural proveniente dos blocos de Pande e Temane, que se encontrava ocioso.

“No ano passado, nós tínhamos gás ocioso que não estava a ser comercializado. A venda desse gás natural possibilitou que não só as contas da ENH fossem melhoradas, mas também contribuiu para um impacto positivo nas contas do Estado. Paralelamente, continuamos a buscar fontes alternativas de rendimento”, afirmou o PCA.

Fahim Mahomed, Administrador do Pelouro de Administração e Finanças da ENH, disse que o fecho positivo também resultou da definição de prioridades e da estabilização de uma base sólida para a empresa, incluindo a aprovação de um plano e orçamento bem estruturado, que permitiram uma racionalização eficiente das operações.

Falando em representação do accionista, o Administrador Executivo do IGEPE para a Área de Controlo de Empresas, Raimundo Matule, considerou que os resultados financeiros globais da ENH “foram extremamente positivos”, por a empresa ter conseguido “gerar mais de 400 milhões de meticais em resultados líquidos, revertendo prejuízos de exercícios anteriores”.

 

 

 

 

 

Moçambique busca do Quénia experiências no transporte e servicos financeiros

Mesmo ciente de que há várias oportunidades que os dois países podem explorar no âmbito do seu desenvolvimneto económico, Nyusi orientou a sua atenção para determinadas áreas que as considera pontuais.

O dirigente entende que os serviços financeiros, o transporte, turismo e agricultura são, no momento, as áreas prioritárias que devem dominar as relações das duas nações.

Para Filipe Nyusi, nestes aspectos, o Quénia já deu grandes passos, tendo conseguido construir sistemas robustos que servem de amostra para  Moçambique, no sentido de os replicar a bem do desenvolvimento local.

“Os serviços financeiros, onde a inovação do Quénia com a moeda electrónica, por via da telefonia móvel se expandiu para vários países, mas que se apresentam outros segmentos como os serviços financeiros de corretagem para o desenvolvimento da Bolsa de Valores e novos instrumentos de financiamento, como Fundos de Investimento e o Private Equity, com cariz de capital de risco para alavancar Pequenas e Médias Empresas com potencial de crescimento”, exemplicou  o governante.

No tocante à logística e transportes, Nyusi apontou que é crucial que Moçambique capitalize o desenvolvimento de relações comerciais com a cidade portuária de Mombaça. Mas também falou de outras intenções em transportes com o Quénia.

“O desenvolvimento de linhas no sentido vertical “Norte-Sul”, passando por Tanzania, ligando, dessa forma, vários actores e agentes económicos nas cadeias de valor que devem ser integradas nas nossas economias”, afirmou o Chefe do Estado.

Sobre a agricultura, Nyusi refere que o país tem muito a oferecer ao Quénia, podendo este fazer investimentos atinentes ao fomento do agroprocessamento de várias culturas de que o país dispõe ou tem potencial de produzir, como o chá, cana de açúcar ou a banana.

Na ocasião, o Presidente do Quénia, William Ruto, apontou para a vulnerabilidade que todos os investimentos estão sujeitos com a crise climática que arrasa Moçambique, inclusive ao Quénia, o continente e o mundo, em geral.

Nesse sentido, Ruto, sugere a criação de um banco verde africano, como um mecanismo capaz de responder ao deficit de financiamento às soluções que visam reduzir os impactos da crise climática.

“Sendo financiado por impostos verdes aplicados na economia global, o banco verde permitirá libertar mais fundos alocados às mudanças climáticas e reduzir o peso do endividamento dos países em desenvolvimento”, explicou o dirigente queniano.

O Fórum de Negócios Moçambique-Quénia decorreu no contexto da visita de dois dias do Presidente queniano. A delegação queniana, para além de membros do governo do Quénia, foi acompanhada por mais de 20 empresários, que puderam estreitar relações com o empresariado nacional.

 

Reserva das Quirimbas com novo instrumento de gestão

O dirigente precisou que a iniciativa vai permitir a adopção de medidas que visam o aproveitamento racional dos recursos naturais disponíveis no Parque Nacional das Quirimbas.

“Faz cinco anos que o Parque Nacional das Quirimbas foi declarado Reserva da Biosfera. Como todos sabemos, para manter este cobiçado estatuto, importa adotar um conjunto de medidas que permitam a exploração racional dos recursos naturais disponíveis no Parque”, explicou.

Segundo o governante, o plano de gestão e negócios da Reserva da Biosfera das Quirimbas cumpre a obrigação constitucional de promover iniciativas que assegurem o equilíbrio ecológico, conservação e preservação do meio ambiente, garantindo a melhoria da qualidade de vida da população residente na área da Reserva.

Tauabo sublinhou que o governo provincial continua a trabalhar para envolver as comunidades em todas as iniciativas que visam a preservação da biodiversidade, para manter intactos os indicadores que determinaram a declaração do Parque Nacional das Quirimbas como Reserva da Biosfera.

Açucareira da Maragra perde 3.6 mil milhões de meticais devido a cheias

Dados fornecidos ao Jornal Notícias pelo director-geral de empresa, Filipe Raposo, indicam que nos campos perderam-se 470 mil toneladas de cana, representando 1.6 mil milhões de meticais.

Estes números reforçam a informação anteriormente partilhada pela açucareira de que não tirou proveito da última campanha de produção, porque as inundações aconteceram no segundo mês do ano.

As perdas, de acordo com Filipe Raposo, afectaram gravemente a sustentabilidade da empresa, razão pela qual em Abril anunciou a possibilidade de interromper a laboração e reduzir o número de trabalhadores.

A Açucareira da Maragra SA  é detida pela empresa sul-africana Illovo Sugar Africa com uma participação de 99 porcento, as restantes acções de 1% pertencem a um investidor minoritário privado.

A fábrica e a área de abastecimento de cana composta por produtores próprios e independentes situam-se junto à costa de Moçambique, a cerca de 80 quilómetros a norte de Maputo.

Anualmente e sem interferências, Maragra produz cerca de 80 mil toneladas de açúcar de mais de 460 mil toneladas de cana produzidas em suas propriedades e o restante de cerca de 400 mil toneladas de produtores independentes.

INP alinha contratos com vencedores do 6º concurso de pesquisa de hidrocarbonetos

O Presidente do Conselho de Administração do INP, Nazário Bangalane, não precisou datas, contudo, garantiu que o fecho do processo de clarificação poderá acontecer a qualquer momento, admitindo que os contratos podem ser assinados dentro deste terceiro trimestre.

“Não se trata, exactamente, de uma negociação dos contratos, mas sim, uma clarificação das dúvidas que vão surgindo. É um processo que está a decorrer de uma forma satisfatória e pensamos que dentro de pouco tempo será fechado”, assegurou Bangalane.

A fase de submissão de propostas ao Sexto Concurso de Concessão de Áreas para Pesquisa e Produção de Hidrocarbonetos, terminou em Agosto de 2022, após o lançamento em Março do mesmo ano.

Durante o período intermédio, o INP dispôs aos concorrentes um “Dataroom” físico e virtual para a visualização dos dados técnicos relevantes que permitirão às empresas concorrentes avaliar o potencial petrolífero das áreas de interesse.

Participaram deste concurso, 13 empresas, entre as quais, a China NaTional Offshore Oil Corporation Hong Kong Holding Limited “CNOOC”, ENI Mozambico, ExxonMobil, Qatar Petroleum Mozambique Limitada, Sasol Africa (PTY), LTD ou a Total Energies EP New Venture.

Governo e ACMI elaboram regulamentação do mercado de carbono

Os mercados de carbono estão a crescer rapidamente como uma ferramenta poderosa para mobilizar recursos financeiros para catalisar investimentos em projectos e iniciativas de baixo carbono e resilientes ao clima.

Em Moçambique, nos últimos dois anos, houve um rápido aumento na emissão de créditos de carbono em vários sectores, incluindo energia renovável, silvicultura, fogões melhorados e sistemas de abastecimento de água limpa.

De acordo com as estimativas iniciais da Africa Carbon Markets Initiative, Moçambique tem um potencial técnico de produzir entre 85 e 95 milhões de créditos de carbono por ano até 2030, com o maior potencial nos sectores florestal e de energia renovável.

Este último inclui projectos emblemáticos críticos, como o projecto hidroelétrico de Mphanda Nkuwa, que tem potencial para gerar entre 5 a 7 milhões de créditos de carbono por ano, quando estiver operacional.

Com a elaboração de um quadro regulamentar transparente, Moçambique pretende posicionar-se como um “player” chave num mercado em rápido crescimento.

O evento foi organizado pela recém-criada Força-Tarefa Interministerial sobre Mercados de Carbono e reuniu representantes do governo, sector privado, instituições financeiras, sociedade civil e parceiros de desenvolvimento.

BNI: Política monetária restritiva condicionou carteira de crédito

O banco público de desenvolvimento justifica a queda, pela “redução do volume de desembolsos em resultado da política monetária restritiva adoptada pelo Banco de Moçambique, como resposta da pressão inflacionária, tendo o efeito da elevação das taxas de juro levado à redução de projectos de investimento sustentáveis”.

Nesse contexto, o Banco diz que “adoptou uma postura cautelosa na selecção de dossiers de crédito, baseada num rigoroso processo de avaliação de risco de crédito”, a “liquidação de duas operações de crédito de valores expressivos que representavam no seu todo cerca de 20% do total da carteira de crédito”.

No período em análise, a instituição financiou um conjunto de projectos de investimento no montante global de MT 415,46 milhões relativamente acima do nível de desembolso de MT 356,86 milhões observado em igual período de 2022, tendo 56% dos desembolsos alocados para projectos de operações de fomento, processamento e exportação de produtos agrícolas.

Com efeito, a carteira de crédito do banco apresentou maior nível de concentração no financiamento ao sector da indústria, com peso de 46 por cento , tendo desta proporção, 87 por cento incidido sobre a indústria alimentar. As operações com maturidade de longo prazo representam um peso de 53%.

Segundo o BNI, a qualidade da carteira de crédito registou alguma deterioração reflectindo o contexto do agravamento do risco de crédito na economia, em consequência da conjuntura macroeconómica pouco favorável, estando parte dos tomadores de créditos a  não gerarem fluxos de caixas suficientes para honrar com o serviço da dívida.

China levanta proibições de viagens em grupo para Moçambique e outros países 

A decisão, anunciada pelo Ministério do Turismo e Cultura do país asiático, abrange um total de 82 países, além dos 40 incluídos nos d ois primeiros lotes.

Destinos populares entre viajantes internacionais, como Estados Unidos e Reino Unido, agora estão disponíveis novamente para turistas chineses que viajam em grupos organizados. No início de fevereiro, Pequim voltou a permitir viagens em grupo para cerca de 20 países, incluindo destinos como Tailândia ou Indonésia.

Portugal foi incluído no segundo lote, aprovado no mês seguinte, assim como Brasil, França e Espanha. A China, que era a maior fonte de turistas do mundo até o início da pandemia de COVID-19, manteve suas fronteiras fechadas por quase três anos como parte de sua política de “Covid Zero”, abandonada em Dezembro passado após protestos em várias cidades em todo o país.

Até Novembro do ano passado, houve bloqueios em várias cidades, incluindo Shenzhen, uma cidade de 17,5 milhões de pessoas e centro tecnológico e Xangai, uma cidade de 26 milhões, que é também um centro industrial, comercial e financeiro.

 

Pela 2ª vez Absa Bank premiado nos Middle East&Africa Innovation Awards 2023

Num comunicado da instituição bancária, o Absa Bank refere que  “a premiação reforça o seu compromisso em ser um banco líder pan-africano, que contribui para o crescimento do negócio em todo o continente ao investir na inovação e na diversificação a sua oferta”.

Com a distinção, o grupo bancário reconhece “a necessidade de estabelecer um relacionamento cada vez mais próximo com os clientes, e a pertinência da realização de um trabalho coordenado no domínio da promoção e desenvolvimento da economia”.

A capacitação para maior acesso aos serviços financeiros especializados, oferta de produtos, serviços e atendimento personalizado, entre outras soluções competitivas, são algumas das formas com as quais o Absa diz que busca responder os desafios do desenvolvimneto económico dos países em que opera.

Os prémios Middle East&Africa Innovation Awards 2023, destinam-se a reconhecer os bancos proeminentes que combinam a melhor tecnologia e inovação, para proporcionar uma experiência de produtos e serviços positiva aos clientes.

O grupo denominado Absa Group Limited, que também opera em Moçambique (Absa Bank Moçambique), está cotado na Bolsa de Valores de Johannesburg, na África do Sul e é um dos maiores e mais diversificados grupos financeiros em África com presença em 12 países no continente e com cerca de 42 mil colaboradores.

 

Mais de 76 milhões de dólares investidos pelo Quénia nos últimos 5 anos no país

Ainda assim, o Governo pretende reforçar o Investimento Directo Estrangeiro do Quénia, capaz de contribuir para o crescimento e diversificação da economia nacional exportação de produtos acabados.

Concretamente, o Executivo manifesta “abertura aos investimentos quenianos para o aumento e diversificação da base produtiva do país e suas exportações, desenvolvimento industrial integrado tendo como base o Programa Nacional Industrializar Moçambique, através da operacionalização dos centros de consolidação de agro-processamento e vilas industriais”.

Igualmente, espera que o empresariado queniano contribua para a economia moçambicana investindo na revitalização dos sectores do vestuário, têxtil e calçado, metalo-mecânica, química, borracha, plásticos e fortificação de alimentos.

A intenção de desenvolver as Pequenas Médias Empresas (PME’s) no âmbito de consolidação do conteúdo local, financiamento alternativo e bonificado, incubação de micro empresas, participação das empresas locais em cadeias de valor dos investimentos do Quénia em Moçambique, também constituem motivo para o Governo desejar o contributo daquele país.

Há também por parte do Executivo moçambicano, a vontade de o Quénia participar de acções de relevo económico como a digitalização do comércio, desenvolvimento de cadeias de valor agrícolas, especificamente de tabaco, amendoim, trigo, macadâmia, castanha de caju, algodão, hortícolas, banana, batata-reno, mandioca ou batata-doce.

A lista inclui a paprica, gergelim, açúcar, hortícolas, mercados abastecedores e logística agrícola. Não menos importante, o Governo quer que o país de Jomo Kenyatta, primeiro Presidente do Quénia, invista nas oportunidades associadas ao Plano Económico de Reconstrução de Cabo Delgado e às províncias do centro e norte afectadas pelos ciclones e tempestade tropicais.

Estas informações foram partilhadas pelo ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, durante a abertura do Fórum de Negócios Moçambique-Quénia, que decorreu nesta sesta-feira, na cidade de Maputo, sob o lema “Desbloquear o comércio e Potencialidades de Investimento entre Moçambique e Quénia”.

O evento que juntou mais mais de 20 empresas quenianas e dezenas moçambicanas, teve o potencial de relançar as bases de relações económicas entre os dois países.