Sunday, June 7, 2026
spot_img
Home Blog Page 321

Empréstimos externos cresceram em mais de 1.2 mil milhões de dólares  

De acordo com o documento publicado esta semana pelo Ministério da Economia e Finanças, o agravamento da dívida externa (que era de 7.068 milhões de USD, em 2014) foi influenciado pelos empréstimos do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

A dívidas foram também contraídas pelo Fundo Africano para o Desenvolvimento (FAD) e da República Popular da China, num valor total de cerca de 2 mil milhões de dólares. O valor, refira-se, equivale a 66,8 por cento da dívida contraída pelo Estado durante este período.

O Banco Mundial, o principal parceiro financeiro do Governo no Projecto SUSTENTA, emprestou ao país, de 2014 a 2022, um total de 726,6 milhões de dólares, seguido do FMI, que concedeu um total de crédito de 566,9 milhões , totalizando um empréstimo de 1.293,5 milhões dólares.

A China, parceira de Moçambique na construção de infra-estruturas, foi responsável por um crédito de 359 milhões de dólares, enquanto o Fundo Africano do Desenvolvimento emprestou a Moçambique 347,4 milhões de dólares. O documento nota ainda que a reestruturação da dívida da EMATUM gerou um incremento do capital em 400 milhões de dólares.

Segundo a Carta de Moçambique, os empréstimos, sublinhe-se, ocorreram num período em que as instituições da Bretton Woods e o grupo de doadores ocidentais tinham suspendido o apoio directo ao Orçamento do Estado, devido à descoberta das “dívidas ocultas”.

No entanto, o documento sublinha que, entre 2014 e 2022, o stock da dívida interna aumentou em cerca de 300 por cento, em relação à dívida externa que aumentou em 42 por cento.

 

EDM procura produzir energia à base de hidrogénio

“Estamos a fazer alguns estudos sobre a viabilidade do recurso ao hidrogénio para a produção de energia”, disse Marcelino, adiantando que esta fonte “tem futuro, porque é renovável e é considerada não poluente”.

O responsável acrescentou que “devido aos avultados custos que serão necessários, a EDM só poderá entrar no negócio através de parcerias”.

“Certamente, na parte de produção de energia, privilegiamos as parcerias público-privadas, porque são investimentos avultados”, enfatizou Gildo Marcelino.

A companhia britânica Jearrard Energy Resources anunciou em Julho planos para construir uma instalação solar-hidrogénio de 12 gigawatts em Moçambique.

O projecto, estimou, poderá arrancar no início do primeiro trimestre do próximo ano e espera-se que a infra-estrutura produza quatro mil toneladas de hidrogénio, ajudando a satisfazer a crescente procura de energia verde.

Lançada nova linha de financiamento para estimular negócios no país

A iniciativa é da AfricaInvest, que é um fundo de investimento privado sob regulação dos Estados Unidos da América, que iniciou as suas actividades em 2019 e que tem, sob a sua gestão, 100 milhões de dólares para investir no continente africano.

Até o momento o fundo está focado no ivestimneto a sectores de actividade como agricultura, indústria, comércio e serviços.  De acordo com a Confederação das Associações Económicas (CTA), o lançamento desta janela de financiamento enquadra-se no Plano Estratégico da agremiação 2021-2024.

O Presidente da CTA, Agostinho Vuma, referiu que esta parceria com AfricaInvest constitui uma oportunidade ímpar para assegurar que mais PME´s nacionais tenham acessos a financiamento.

“A oportunidade trazida pela AfricaInvest, conjugada com a experiência da CTA no trabalho com as Instituições Financeiras de Desenvolvimento, tendo como exemplo as Salas de Negócios da última CASP que movimentaram mais de 1,1 mil milhões de dólares em projectos, poderá ser crucial no sucesso deste trabalho”, afirmou  Agostinho Vuma.

O lançamento da linha de financiamento acontece numa altura em que a CTA obteve, do Banco de Moçambique, a aprovação de gerir o Fundo de Apoio para o Desenvolvimento Empresarial (FADE), em Junho último.

O FADE tem uma meta de aplicar 100 milhões de dólares americanos parcelados em duas fases e vai privilegiar o investimento em participações de capital das empresas. O mesmo facilitará o acesso ao capital de crescimento às empresas emergentes que carecem de financiamento de médio e longo prazo.

 

Cidade de Maputo regista pior índice de turismo em 2022

Na apresentação do documento, o Técnico dos Serviços Centrais do Instituto Nacional de Estatística (INE), Olímpio Zavale, explicou que em situação semelhante se encontram as províncias do Niassa com 2,1 por cento e Manica 4,5 por cento.

Por outro lado, Nampula e Zambézia alcançaram os melhores registos com 26,7 e 16,3 por cento, respectivamente. “Pouco mais da metade dos turistas (58,9 por cento) tiveram como principal motivo da viagem visita a familiares e amigos. Esta é a principal razão para as pessoas fazerem o turismo doméstico”, explicou.

“Em termos de duração de pernoita, cerca de 36,1 por cento do total de turistas permanecem por duas a quatro noites no local onde exercem o turismo”, sublinhou.

Em termos financeiros, em média, os turistas gastaram 1.759 meticais (cerca de 28 dólares) durante a sua visita à cidade de Maputo, sendo 62,4 por cento em compras e em transporte terrestre (33,6 por cento).

Para o INE, é entendido por turista todo o viajante que tenha se deslocado, por qualquer motivo e para qualquer ponto do país, a uma distância igual ou superior a 50 quilómetros, para fora do seu ambiente habitual.

BRICS: Inflação entre causas que prejudicam África, Nyusi

Nyusi falava em Joanesburgo, na 15ª Cimeira do BRICS que, desde terça-feira, decorre na cidade sul-africana do Sandton, e conta com a presença de pelo menos 40 Chefes de Estado e de Governo.

Como primeiro factor, Nyusi explicou que apesar de haver indícios de uma trajectória de melhoria na maioria dos países ainda prevalecem factores negativos que amortecem a velocidade de crescimento nomeadamente a persistência da inflação em quase todo o mundo.

“Esta realidade implica o aumento do serviço da dívida e quebra das reservas extras com consequências na depreciação cambial”, disse.

O segundo aspecto crítico está relacionado com a transição energética e as mudanças climáticas. Com efeito, disse Nyusi, África tem um contributo insignificante nas emissões de carbono e é habitado por milhões de pessoas que ainda não têm acesso a energia.

Como terceiro factor, Nyusi aponta a industrialização por via da consolidação de cadeias de valor regionais de diversos produtos, tendo por base a edificação de infra-estruturas que liguem o continente africano para potenciar a zona de comércio livre continental.

“O processamento de produtos agrícolas e minerais estratégicos dos nossos países, combinando os recursos de vários países para ganhos de economia de escala e acesso a energia em condições viáveis onde Moçambique deverá desempenhar um papel importante face ao potencial da sua matriz e energética e localização geográfica estratégica”, disse.

Integram o BRICS o Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O número deverá aumentar para 11 a partir de 1 de Janeiro do próximo ano com a inclusão da Argentina, Egipto, Etiópia, Irão, Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos (EAU).

Moçambique simplifica processos notariais para facilitar os negócios

Para tal, estes profissionais devem apresentar uma licença válida, um registo criminal limpo, um mínimo de quinze anos de prática jurídica, uma boa reputação e prova de estabilidade financeira.

Os advogados passam a ter prerrogativa de tratarem de actos notariais mais complexos, incluindo procurações legais e administração de bens imóveis, actas de reuniões de empresas, entre outros.

A alteração inovadora, que modifica o Código do Notariado para simplificar certos actos notariais para as empresas tem o potencial de reduzir os obstáculos burocráticos, que têm sido alvo de queixas.

Ao minorar as complexidades no acesso aos serviços legais, a iniciativa do Executivo moçambicano promove um ambiente mais favorável às empresas, acabando por impulsionar o crescimento económico do país, numa altura em que se apela ao estímulo a Pequenas e Médias Empresas (PME’s).

Além de facilitar o ambiente de negócios, esta medida favorece também à população, ao introduzir a figura da Polícia nos processos notariais.

Ao abrigo deste novo quadro, a Polícia irá realizar actos notariais mais simples, tais como verificações de assinaturas em requerimentos e autenticação de fotocópias de documentos de identificação.

Para o feito, os agentes policiais afectos às Esquadras de Polícia devem ter pelo menos cinco anos de serviço e passar por uma formação especializada antes de receberem a autorização necessária.

Governo prioriza reforma do sector empresarial do Estado

“Decidimos incluir a reforma sectorial do Estado como uma prioridade, por constatar que parte destas empresas têm o potencial para a promoção do desenvolvimento e o bem dos moçambicanos”, sublinhou Max Tonela.

O desejo do Executivo, a efectivar-se, pode tornar as empresas do Estado competitivas e robustas, além de salvar algumas, que mesmo apesentando um enorme potencial, mostram sinais de resvalarem à falência.

Aliás, algumas das empresas públicas têm sido classificadas como estando com contas no vermelho, obrigando o Executivo a arquitectar reformas urgentes, como a fusão entre certas companhias, bem como confiar a sua gestão a privados, tal como aconteceu com as Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), agora, nas mãos da suk-africana Fly Modern Ark.

Tonela falava na Quinta-feira, em Maputo, no lançamento da CFM logistics, um braço empresarial da empresas Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, concebida para responder aos desafios da indústria de hidrocarbonetos.

Max Tonela recomenda aos gestores da CFM Logistics a operar no mercado nacional, obedecendo os padrões internacionais.

Por seu turno, o Presidente do Conselho de Administração dos CFM, Agostinho Langa, avançou que a CFM Logistcs poderá maximizar os ganhos da indústria de petróleo e gás no país. (RM)

País quer inspirar-se do modelo de industrialização da Indonésia

Depois da reunião entre as delegações de ambos países, Nyusi referiu que a Indonésia baniu a exportação de matérias-primas, tais como níquel, bauxite, cobre, entre outros, cujo resultado foi a instalação de 48 indústrias de processamento de minérios.

“Eu só ouvia dizer, mas hoje o Presidente da Indonésia contou-me que proibiu a exportação de matérias-primas. Os minérios já não são exportados em bruto. Escava-se e transforma-se lá. Achamos que é uma experiencia para capitalizar, claro que isso vai levar seu tempo, mas vamos chegar lá”, disse Nyusi a imprensa.

Segundo o dirigente, esta visão também está assente num programa que visa a dinamização da industrialização através da atracção de investimentos e aumento de competitividade industrial.

A propósito, o governo moçambicano aponta como desafio maior uso de matéria-prima local para o aumento da produção industrial e redução da exportação em bruto com recurso a PRONAI (Programa Nacional Industrializar Moçambique).

Durante o encontro, o estadistas passaram em revista matérias ligadas a defesa e segurança, combate ao terrorismo, mudanças climáticas, reconciliação nacional, reconstrução pós-ciclone, bem como a necessidade de isenção de vistos entre os dois Estados, para permitir uma maior circulação de pessoas e bens.

Possível regresso da TotalEnergies em 2024 reanima projectos de gás  

A firma refere que a TotalEnergies deu vários passos para recomeçar o projecto, no seguimento da violência em 2021, que forçou a companhia a declarar “força maior” e suspender as actividades de construção da central que irá liquefazer o gás, permitindo a sua exportação.

Na análise, enviada aos investidores e a que a Lusa teve acesso quarta-feira (23), os analistas desta consultora dos mesmos donos da agência de notação financeira Fitch Ratings dizem que a TotalEnergies deverá recomeçar os trabalhos no primeiro semestre do próximo ano, depois de uma renegociação dos contratos com os empreiteiros locais.

“A última consideração para o relançamento do projecto é renegociar os custos com os empreiteiros locais. Desde que o projecto foi suspenso houve várias grandes subidas de preço de matérias-primas, energia e mão-de-obra”, observa a consultora.

BMI indica que o presidente executivo da TotalEnergies, Patrick Pouyanne, confirmou que nenhum dos compradores antigos de gás exerceu o seu direito de sair do projecto e indicou que continua a haver uma forte procura mesmo que saiam.

Moçambique tem três projectos de desenvolvimento aprovados para exploração das reservas de gás natural da bacia do Rovuma, classificadas entre as maiores do mundo, ao largo da costa de Cabo Delgado.

 

 

 

Aeroportos com resultado líquido negativo em 2022

No relatório e contas consultado pelo “Notícias”, a empresa refere que o resultado negativo de 2021 foi um prejuízo de 212,5 milhões de meticais (3,326,564.92 dólares) impactado significativamente pelos ganhos cambiais não realizáveis.

Não obstante o impacto dessas diferenças cambiais, os resultados registam uma evolução positiva, através da redução de prejuízo em 74,75 por cento.

“Num período difícil, marcado por volatilidade de preços nos mercados internacionais e interno que resultam em inflação e enormes desafios, mantivemos uma rigorosa disciplina e fizemos com que o fornecimento e serviços de terceiros, bem como os gastos operacionais baixassem, levando a empresa a um resultado operacional negativo de 808,8 milhões de meticais” (12,661,391.10 dólares), lê-se no relatório.

No capítulo da produção, a empresa refere que durante o ano passado registou um tráfego de 1,658 962 passageiros, representando um cumprimento do plano em 117.2 por cento. Observa que o actual desempenho representa um crescimento de 29.7 por cento comparativamente a 2021, ou seja, um acréscimo de 379,812 passageiros.

Reconhece que o tráfego de 2022 ainda se encontra abaixo em 20.2 por cento aos números registados no período pré-pandemia. O movimento fixou-se em 56,320 voos, correspondendo a um cumprimento do plano em 115.7 por cento.

A empresa também manuseou 11,416 toneladas de carga, correspondente ao cumprimento do plano em 133.3 por cento. Salienta que a mercadoria manuseada no ano passado representa um decréscimo em relação a 2021 e 2019 de 0.1 por cento e 37.6 por cento, respectivamente.