Thursday, April 9, 2026
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Empresas moçambicanas na feira de produtos alimentares e bebidas na RSA

Denominada Africa’s big seven trade show, a feira é o maior ponto de encontro anual que junta expositores e potenciais compradores da indústria de alimentos e bebidas do continente africano e não só.

Participam no evento, que termina esta terça-feira, cento e quarenta expositores de trinta e sete países, incluindo Moçambique, China, Indonésia e Emirados Árabes Unidos.

A coordenação da presença da missão empresarial moçambicana, na terra do rand, é feita pelo Instituto para a Promoção de Pequenas e Médias Empresas, Instituto Público.

A directora dos serviços centrais de assistência financeira e promoção empresarial do IPEME, Madina Ismaíl, explica que a participação de Moçambique na feira está alinhada com o projecto de promoção de actividades de micro-pequenas e médias empresas geridas por mulheres nas províncias de Nampula, Manica, Inhambane e Maputo.

Nampula vai ter Parque Industrial em Topuito

O acordo entre as duas partes consiste em a Kenmare ajudar a obter financiamento de doadores para a a implantação da infraestrutura industrial.

Além disso, a mineradora vai prestar seu apoio, durante a fase de construção, garantindo o abastecimento de água e energia a partir de sua subestação.

Construido o parque, a Kenmare irá promover activamente os negócios e oportunidades locais e apoiar as iniciativas de reflorestamento e responsabilidade social corporativa.

A MozParks será, por sua vez,  responsável por manter contacto directo com parceiros e autoridades públicas. Como gestora do Parque Industrial de Topuito (PIT), a empresa dará suporte na manutenção do mesmo e às empresas locatárias.

E mais, a empresa industrial devrá facilitar a licitação de conteúdo local para os contratos da Kenmare, e oferecer programas de estágio, formação e certificação para pequenas e médias empresas, incluindo o apoio a iniciativas de agro-processamento e disponibilização de serviços de suporte compartilhados, como registro de empresas e desenvolvimento de competência locais.

As duas empresas esperam que o Parque Industrial de Topuito vai gerar emprego para mais de 10 mil pessoas e  actuará como um impulsionador de desenvolvimento dentro da província.

A MozParks é uma desenvolvedora e operadora oficial de Zonas Económicas Sustentáveis em Moçambique. É uma parceria público-privada entre a Agência para a Promoção de Investimento e Exportações de Moçambique (APIEX), e investidores suíço-moçambicanos.

A Kenmare, com sede  em Dublin, Irlanda, opera a Mina de Titânio de Moma em Moçambique. A mina está em produção desde 2007 e é reconhecida como um importante fornecedor de produtos de areia mineral (ilmenite, rutilo e zircão).

Banca nacional continuou com elevado crédito malparado na região em 2022

Ainda assim, o crédito malparado nos bancos moçambicanos situou-se, em termos práticos, em 32 mil milhões de Meticais em 2022.

“Os indicadores da qualidade de crédito continuaram a demonstrar uma tendência para melhoria. Com efeito, o NPL passou de 34,2 mil milhões de Meticais em Dezembro de 2021 para 32,4 mil milhões de meticais em Dezembro de 2022, tendo o seu peso em percentagem do crédito total diminuído de 10,60% para 8,97%, cifra ainda acima do benchmark convencional de 5%”, refere o Relatório de Estabilidade Financeira (2022), publicado há dias pelo Banco Central.

A nível sectorial, a fonte refere que os sectores de agricultura (20,0%), transportes e comunicações (14,9%) e da indústria (10,4%) apresentam cifras elevadas do rácio de NPL, o que reflecte, dentre outros factores, os desafios enfrentados pelos sectores no que diz respeito à dependência das condições climáticas desfavoráveis.

Em termos de distribuição do peso do NPL por sectores de actividade, em Dezembro de 2022 registou-se a maior concentração no comércio, com 28,8%, seguido de transportes e comunicações com 21,5%, e da indústria com 20,4%. A agricultura, ainda que registe o maior índice de incumprimento sectorial, tem pouca expressão em termos de distribuição do peso do NPL por sectores de actividade com 5,0%.

Moçambique garante reforço no transporte de combustível ao “interland” 

O trabalho efectuado na empresa surge no seguimento do encontro entre os Chefes de Estado de Moçambique, Filipe Jacinto Nyusi e da Zâmbia, Hakainde Hichilema, no dia 4 de Abril, durante o qual a República zambiana apresentou a necessidade de melhorar a logística de transporte de combustíveis importados dos portos moçambicanos.

Na sequência da visita, Magala aconselhou a Mozambique- Zimbabwe Pipeline Company  e a empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique a trabalhar em conjunto para aumentar a capacidade de manuseamento e transporte de combustíveis.

O objectivo consiste em fazer face à crescente demanda dos países do Interior, nomeadamente Zimbabwe, República Democrática do Congo, Malawi e Zâmbia, com especial atenção para a preocupação apresentada pelo Governo da República da Zâmbia.

Está em curso o alargamento da capacidade do corredor da Beira no manuseamento e transporte de combustíveis e o governante sublinhou que deve ser uma abordagem integrada para permitir que a capacidade de recepção do Porto corresponda às necessidades do consumidor final e à capacidade das infraestruturas de transporte por condutas .

 

Banco Central vê digitalização como “acelerador” da inclusão financeira

Zandamela que falava na abertura da 14.ª edição das Jornadas Científicas do Banco Central, entende que a temática da digitalização demonstra a relevância da inovação tecnológica enquanto catalisadora do processo de inclusão financeira.

O governador, afirmou, porém, que a inovação tecnológica traz consigo desafios que colocam o banco central e o sistema financeiro num dilema, que se pode controlar, equilibrando os riscos e benefícios que ela proporciona, num contexto marcado pelo crescimento exponencial e sofisticação de crimes.

O dirigente disse, igulamente, “que uma resposta robusta aos riscos e incertezas passa por um engajamento colectivo, assente na colaboração mútua, partilha de conhecimentos, de experiências e capacitação permanente do capital humano, dada a velocidade com que os crimes dessa natureza se proliferam e transfiguram”.

No evento científico participam representantes de instituições públicas, académicas, centros de investigação, instituições de crédito e sociedades financeiras. As jornadas estão subordinadas ao tema “Oportunidades e riscos da Digitalização da Economia para Moçambique”.

A temática está subdvidida em três subtemas seleccionados por um júri independente, após uma chamada pública formulada pelo Banco Central, nomeadamente, Impacto da Transformação Digital no Desempenho das Pequenas e Médias Empresas em Moçambique, Moeda Digital do Banco Central e suas Implicações para a Estabilidade Financeira: O caso de Moçambique e Análise das Implicações da Digitalização na Condução da Política Monetária em Moçambique e Perspectivas de Introdução de Moeda Digital Emitida pelo Banco Central.

As jornadas coincidem com a celebração do 43º aniversário da criação da moeda nacional, o Metical.

 

 

Auto Sueco já é distribuidor oficial de camiões de marca chinesa

A DongFeng Trucks, marca chinesa de camiões topo de gama, destaca-se pela capacidade de prover ao mercado moçambicano, veículos de alta capacidade de carga, segurança e fiabilidade.

O comunicado da firma refere que a Auto Sueco Moçambique será responsável pela venda e provisão de serviços pós-venda na sua rede de instalações, cumprindo integralmente as normas de qualidade da marca.

Segundo Pedro Ferreira Monteiro, CEO da Auto Sueco Moçambique, a empresa quer tornar-se uma das melhores opções dos clientes, pois estes poderão ter uma experiência positiva com a qulidade dos serviços.

“Estamos confiantes de que, gradualmente, iremos desenvolver com sucesso esta actividade, e que os nossos potenciais clientes confiarão na qualidade do nosso serviço e produtos, que agora disponibiliza uma maior gama de soluções”, garantiu Pedro Monteiro.

Auto Sueco, uma firma portuguesa está presente em Moçambique desde 2014 e vinha actuando como representante oficial da marca Volvo no segmento de autocarros e camiões. Com delegações nas cidades de Maputo e Beira e uma representação através de equipas locais em Tete, presta serviços de assistência pós-venda em todo o território Moçambicano.

 

Dívidas da ADM, LAM e PETROMOC pressionam o Estado em 2022

Como consequência, essas empresas continuaram a ser um grande fardo para o Estado e para o Governo que gere as finanças públicas. A esta lista juntou-se, no mesmo ano, a empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM).

“No conjunto das 18 empresas detidas ou participadas pelo Estado, é notável a forte concentração de mais de 80% da dívida directa em apenas cinco empresas, ADM – 29.7%; CFM – 21%; LAM – 16.6%; PETROMOC – 8.9% e ENH – 2.7%”, reporta o Relatório da Dívida Pública referente ao ano de 2022, publicado há dias pelo Ministério da Economia e Finanças (MEF).

Em termos concretos, de acordo com o relatório, se em 2021, a ADM tinha um stock de dívida avaliada em 172.9 milhões de USD, em 2022 subiu para 201.3 milhões de USD. Os CFM tinham até ao fecho de 2021 um stock de dívida no montante de 84.3 milhões de USD, mas, em 2022, a dívida aumentou para 142.3 milhões de USD.

De acordo com o relatório, o incremento do “stock” de dívida da ADM e CFM deveu-se a desembolsos de credores que continuaram a ocorrer em 2022, nos montantes de 28.3 e 58 milhões de USD, respectivamente.

Entretanto, os “stocks” das dívidas da LAM e PETROMOC caíram em 2021 de 123.8 milhões de USD, para 112.3 milhões de USD e de 102 milhões de USD para 60.4 milhões de USD, respectivamente. Ainda assim, as dívidas dessas duas empresas continuam um grande fardo para as finanças públicas.

O stock da dívida da ENH também caiu drasticamente, tendo saído em 2021 de 2.9 mil milhões de USD para 18 milhões de USD em 2022.

Esta queda levou a que o stock total da dívida do Sector Empresarial do Estado reduzisse em cerca de 80%, passando de 3.6 mil milhões de USD (22% do PIB) para 676.8 milhões de USD (4% do PIB) em 2022.

“Esta drástica redução decorre do isolamento dos activos da Área 1 e da regularização do registo contabilístico dos activos da Área 4 a serem removidos do Balanço patrimonial da ENH, passando a estar registados no Balanço do SPV (Special Purpose Vehicle) do Projecto [Rovuma LNG]”, lê-se no Relatório da Dívida Pública de 2022.

Entretanto, o MEF refere no informe que o stock da dívida externa do SEE, excluindo a ENH incrementou em quase 4%, reflectindo os já referidos novos desembolsos a favor dos CFM e ADM. Já o stock da dívida interna do SEE, ainda que numa magnitude menor, registou redução face ao observado em 2021, contraindo de 413 milhões de USD para 408.5 milhões de USD.

“A contração da dívida interna reflecte o fluxo líquido negativo (amortizações maiores que os novos desembolsos), o que pode sinalizar algum abrandamento no ritmo de contratação de novos empréstimos no contexto de política restritiva que vem sendo implementada relativamente à contratação de novos créditos”, sublinha o documento.

Por fim, refere que a revisão do stock da ENH significou uma completa reconfiguração da estrutura da carteira da dívida do SEE. Como consequência, o Relatório assinala que a moeda nacional recuperou terreno na estrutura de composição do stock da dívida directa do SEE por moeda.

A proporção de dívida denominada em Meticais aumentou de 8 por cento 2021 para 33% em 2022. “Esta mudança alivia substancialmente as percepções de exposição cambial da carteira que se vinha agudizando nos últimos anos”, assegura o MEF no Relatório da Dívida Pública de 2022.

Encerramento da última base da Renamo devolve certezas aos empresários

Quem o diz é a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), em reacção ao acontecimento dirigido por Presidente da República, Filipe Nyusi e Ossufo Momade, líder do maior partido de oposição.

O acto de conclusão da base militar ocorreu com a entrega simbólica de uma arma ao Chefe de Estado pelas mãos do líder opositor, uma acção que se enquadra no processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração dos homens residuais da Renamo(DDR).

Num comunicado, a organização empresarial afirma que o feito vai devolver certezas à classe empresarial, que vinham sendo enfrequecidas dada a ameaça da instabilidade política.

“A Confederação das Associações Económicas de Moçambique, tem acompanhado, com profundo interesse e confiança, os esforços empreendidos no âmbito do DDR, que culminaram hoje com o encerramento da base de Vunduzi, o que cria condições para o estabelecimento de uma paz efectiva, concórdia e harmonia política e social em Moçambique”, afirma a CTA.

Ainda no documento, a CTA estimula ao Governo a continuar a buscar por soluções para “a total estabilidade e contínuo desenvolvimento económico e social do País”, acreditando no rápido estabelecimento da normalidade e eliminação de focos de terrorismo na província de Cabo Delgado.

Exportações atingem 32 Milhões de Dólares em 2022 na província de Manica

Segundo a Direcção Provincial da Indústria e Comércio, isto quer dizer que, no ano passado, as exportações em Manica cresceram cerca de um milhão de dólares.

“O nosso desafio é potenciar os produtores de fruta para que dominem as técnicas agrícolas melhoradas, garantam a qualidade dos seus produtos e possam integrar as quotas das exportações e diversificar o mercado”, referiu a directora provincial da Indústria e Comércio de Manica, Maria de Assunção Fernandes, esta segunda-feira, 12 de Junho.

Actualmente, a província exporta abacate, macadâmia, líchias, manga, fertilizantes, pedras preciosas, ouro, bauxite e mármore, entre outros recursos agrícolas, naturais e minerais, que têm contribuído significativamente para o crescimento da economia da província e do País.

Estes produtos, de acordo com a fonte, são exportados para 18 países, sendo que o grande peso vai para o Zimbabué, China, África do Sul, Reino Unido, Inglaterra, Emirados Árabes Unidos e Botsuana.

A responsável afirmou que uma das grandes preocupações prende-se com a falta de coordenação entre o sector e os produtores no tocante à comercialização, para além de que estes não fornecem dados aos técnicos dos Serviços Distritais das Actividades Económicas, para facilitar o cálculo das vendas em cada época.

“Queremos organizar fóruns no sentido de atrair investidores para apostarem na construção de indústrias de processamento”, disse para depois acrescentar que Manica tem espaços reservados à construção de parques industriais, nos distritos de Báruè, Machaze, Vandúzi, Macate e Gondola.

Maria Fernandes referiu ainda que no Plano Económico e Social (PES) do sector para 2022 foi inscrita como uma das actividades relevantes a legalização das reservas para os parques industriais E acrescentou que a comercialização agrícola está a fluir normalmente, estando o milho a ser vendido a 16 meticais o quilograma, diferentemente de 2022 em que houve dificuldades para a fixação do preço deste cereal, que se ficou em sete meticais.

Para a directora, estes resultados surgem à mercê dos esforços e reuniões destinadas a consciencializar os agricultores, comerciantes e técnicos.

A produção agrícola global alcançada no ano passado foi de 1,36 milhões de toneladas de produtos agrícolas diversos, tendo o milho contribuído com o peso de 700 toneladas.

Moçambique progride em termos de transparência no sector extractivo

A instituição refere-se especificamente ao facto de Moçambique ter melhorado no âmbito de divulgação de receitas fiscais e de contratos entre o Governo e os investidores.

A Presidente da EITI, Helen Clark, entende que o país conseguiu esta classificação num contexto em que se encontra a fazer face a desafios político e sócio-económicos.

“O país continuou a implementar as recomendações da EITI em circunstâncias desafiadoras. Conseguiu maior transparência nas empresas estatais que desempenham um papel crítico no setor extrativo e na economia do país. Encorajo as partes interessadas a usar a EITI para garantir a responsabilidade sobre como as receitas são gerenciadas e como uma plataforma para envolver as comunidades na tomada de decisões”, disse Helen Clerk.

Um outro ganho pelo que o país merece menção por parte desta Iniciativa, é o desenvolvimento de legislação sobre as receitas do gás, defendendo a transparência na gestão do fundo soberano do país cujo projecto de criação está em curso.

A realização de estudos de previsão de receitas para obter uma melhor compreensão da gestão de receitas nos próximos anos, constitui também um dado positivo que para EITI favorece a classificação de Moçambique em termos de transparência neste sector.

Falando na Conferência Internacional do Sector Extractivo da Autoridade Tributária, Esther Palácio, do Fundo Monetário Internacional em Mocambique (FMI), ressalvou que o país deve continuar a privilegiar a transparência fiscal, pois esse procedimento garante ganhos justos à economia  nacional.

Desafios na partilha de receitas

A EITI entende que, actualmente, o país está a concentrar-se em debater em como as receitas extractivas, que são colectadas pelo governo central, podem beneficiar províncias ricas em recursos e comunidades afectadas por actividades extractivas.

A Iniciativa ajudou a esclarecer essa questão, destacando as deficiências na alocação das receitas extractivas para as comunidades anfitriãs, que têm direito a 2,75 por cento do imposto sobre produção de gás e minerais.

Sobre o facto, Palácio sugere uma colaboração sólida entre as instituições que trabalham e regulam o sector extractivo para garantirem que as acções entres elas estejam alinhadas, no sentido de salvaguardar os direitos das comunidades e os direitos das empresas que exploram os recursos naturais.

Moçambique possui as maiores reservas de gás natural da África Oriental e tem potencial para tornar-se um grande produtor de minerais que permitem a transição energética.