Sunday, April 12, 2026
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Banco Central mantém taxa de empréstimos bancários

O Banco de Moçambique manteve a taxa única de referência, prime rate, em 18.9 por cento, a vigorar no mês de Setembro em curso. Passam cinco meses que a taxa não sofre alterações. A informação foi avançada pela Associação Moçambicana de Bancos (AMB).

A última vez que o Banco de Moçambique (BM) alterou a taxa única de referência para empréstimos bancários, foi em Março, altura em que esta estava situada em 17.8 por cento.

A prime rate do sistema financeiro moçambicano é a taxa única de referência para as operações de crédito de taxa de juro variável.

Aos 18.9 por cento junta-se uma margem designada “spread” que será adicionada ou subtraída à prime rate, mediante a análise de risco de cada operação de crédito, que o cliente solicita à entidade financeira.

Num comunicado de imprensa, a Associação Moçambicana de Bancos apontou que o “spread” a ser aplicado pelas instituições de financeiras para concessão de crédito aos clientes varia entre 1 e 10 por cento.

Por exemplo, para os Bancos Comercial de Investimentos e Millenium BIM, a margem para empréstimos de consumo está situada em 4.5 por cento e 4.75 por cento para habitação, em 4.5 e 1.2 por cento para empréstimos de consumo, respectivamente.

Apesar da definição da margem, a concessão de financiamento é sujeita à análise de risco interna de cada banco, de forma a aferir a capacidade de endividamento do mutuário.

Cada banco reserva-se o direito de aplicar condições adicionais distintas destas, em função do perfil de risco, historial comercial, creditício e eventuais protocolos celebrados com o cliente, particular ou institucional.

O grau de cobertura do cliente e o tempo de relacionamento comercial em todas as categorias de crédito, pode variar em função da avaliação de risco a ser efectuada por cada banco.

Sector imobiliário africano com esperança de mudança para 2023

No primeiro trimestre de 2023 o mercado imobiliário africano poderá recuperar-se dos efeitos da pandemia da COVID-19. Quem o diz é Malcolm Horne, CEO da Broll Group, a maior firma fornecedora de serviços imobiliários no continente.

Malcolm Horne, que participa na décima segunda edição do Africa Property Investment (API) Summit 2021, de 6 a 10 de Setembro, acredita que a melhoria no sector imobiliário se deverá, em parte, à experiência com o mercado.

Por outro lado, Horne aponta o processo de vacinação contra a COVID-19 como uma porta de esperança, para a abertura do ambiente económico, que se encontra fragilizado desde a eclosão da pandemia da COVID-19 em 2020.

“O nosso sucesso é construído com base num conhecimento e experiência aprofundados e assente numa compreensão tangível dos mercados locais em toda a África. Tal permite-nos oferecer soluções imobiliárias de ponta, baseadas em serviços imobiliários estratégicos e totalmente integrados”, disse Malcolm Horne.

No entanto, isso não basta e Malcolm Horne acrescenta que “na qualidade de fornecedor líder de soluções imobiliárias, estamos atentos na implementação do processo de vacinação em África e a respectiva recuperação económica em todo o continente”.

O empresário não pára por aí. Aponta, igualmente, a importância da tecnologia para a dinamização do sector imobiliário, sobretudo para o aumento das receitas e activos no âmbito de um mercado sustentável.

Entretanto, Malcolm Horne é cauteloso nas suas projecções, afirmando que “não acho que teremos necessariamente a mesma tendência que se observa nos países do primeiro mundo, em que a maior parte dos empregos perdidos devido à COVID-19 será em larga medida recuperada até ao final do ano de 2023”.

O empresário imobiliário sabe que o restabelecimento de emprego no sector será um dado importante e impulsionador da recuperação global, no geral. Por isso, sugere que o sector esteja devidamente preparado para responder aos desafios do mercado.

Para o ânimo que se pretende no sector imobiliário, Malcolm Horne propõe em que subsectores imobiliários os investidores devem dedicar a sua maior atenção.

“Os verdadeiros desafios encontram-se nos escritórios, no retalho e nos hotéis. No caso do retalho, o sector continua a atrair investimentos. Houve grandes retalhistas a saírem de alguns mercados africanos, mas, se olharmos para a tendência internacional, um grande número de proprietários investiu efectivamente em retalhistas para garantir o seu relançamento”, observou Malcolm Horne.

O empresário prossegue: “observámos uma tendência semelhante em África relativamente ao ressurgimento do interesse dos investidores locais no sector retalhista”.

O representante da maior firma de serviços imobiliários de África disse, entretanto, que nem vai mal, até porque houve boa parte de subsectores imobiliários que se deu ou se tem saído bem antes e durante o período da crise sanitária em que o mundo se encontra.

“Os vencedores óbvios são a indústria, os centros de dados e o estilo de vida, este último focado no bem-estar e na vida saudável, bem como nos cuidados de saúde. Estes saíram-se muito bem. Se compararmos com África, também eles se saíram igualmente bem no continente”

Horne revela optimismo quanto ao futuro do sector imobiliário em África, até porque a firma que representa está com olhos postos no fortalecimento do núcleo do negócio e torná-lo cada vez mais resiliente e flexível.

Malcolm Horne não esconde incertezas sobre a trajectória do continente em relação ao avanço de vacinação contra o novo Coronavírus. Em África, o número de pessoas vacinadas ainda está longe do desejado, porém a esperança é a última a morrer.

“Esperamos que, no primeiro trimestre de 2023, os problemas de oferta e procura de vacinas tenham sido amplamente resolvidos, para que consigamos ganhar impulso em todo o continente no âmbito da campanha de vacinação”, assim deseja Malcolm Horne.

“Isso será positivo e marcará o início de uma aceleração da actividade económica. É crucial que os confinamentos não sejam instituídos novamente e é, por isso, que uma distribuição bem-sucedida da vacina é tão crucial”, sublinhou.

Para Horne, a décima segunda edição do Africa Property Investment (API) Summit 2021 tem o potencial de atrair um leque de “stakeholders”, entre investidores, compradores, fornecedores de serviços e financiadores.

Neste evento, Moçambique e a República Democrática do Congo merecerão destaque, uma vez que, nestes países, o mercado imobiliário é cada vez mais emergente.

Moçambique debate sobre novos desafios para a indústria das pescas na Rússia

Moçambique participa no IV Fórum Internacional da Indústria Pesqueira na Rússia, representado pela ministra do Mar, Águas Interiores e Pescas, Augusta Maíta.

No evento, será debatido o impacto da COVID-19, os novos desafios para a indústria das pescas e sua regulamentação, concorrência e principais tendências no desenvolvimento socioeconómico e político da indústria da pesqueira e aquacultura.

Para além de participar do evento, a ministra poderá manter encontros com entidades públicas e privadas, tendo como objectivo divulgar as potencialidades do país e atrair o investimento russo para o sector das pescas e na exploração das infraestruturas do sector.

Em comunicado de imprensa, o Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas diz que “é intenção de Moçambique expandir o mercado de exportação de produtos da pesca para a Rússia e explorar a possibilidade de estabelecimento de acordos de cooperação em matérias de formação pesqueira, indústria naval, padrões hígio sanitários de pescado e biossegurança dos animais aquáticos”.

A deslocação da governante para aquele país surge em resposta a um convite formulado pela Embaixada da Federação Russa em Moçambique.

Estudo revela que condições das empresas deterioraram-se em Agosto

Relatório de um inquérito feito em Agosto aos gestores das empresas privadas no país revela que a economia do sector privado moçambicano sofreu um declínio no referido mês, devido às maiores restrições provocadas pelo aumento dos casos de Covid-19.

“A produção, novas encomendas e aquisições sofreram quedas abruptas desde Janeiro, enquanto os níveis de emprego subiram a um ritmo muito menos acentuado. Apesar do abrandamento para o nível mais baixo nos últimos cinco meses, a confiança nas empresas manteve-se forte devido à respectiva antecipação da melhoria das condições económicas”, refere o documento.

Produzido pelo Standard Bank, o inquérito tem como principal valor calculado, o Purchasing Managers’ Index (PMI). Determina que valores acima de 50,0 apontam para uma melhoria nas condições das empresas no mês anterior, ao passo que valores abaixo de 50,0 mostram uma deterioração. “Em Agosto, o PMI desceu para 47,9, o valor mais baixo dos últimos sete meses, uma queda do valor de 51,8 registado em Julho e a primeira vez que este valor se cifra abaixo dos 50,0 nos últimos cinco meses”, relata a fonte.

De acordo com o relatório do inquérito, às empresas inquiridas associaram predominantemente o declínio à restrição das medidas de combate à Covid-19, incluindo o recolher obrigatório, encerramento temporário das empresas e a proibição de ajuntamentos sociais. Estas medidas originaram uma forte queda da procura por parte dos clientes e um declínio na capacidade das empresas, com os índices de produção e de novas encomendas a registarem os valores mais baixos desde Janeiro.

“Os dados do sector indicam que as áreas do fabrico e dos serviços foram as mais afectadas, sendo que as empresas de agricultura também notaram uma quebra na procura. Em sentido contrário, o sector da construção foi o único a conhecer aumentos constantes em termos de produção e do número de novas encomendas”, detalha o documento.

O relatório do inquérito assinala ainda que, durante o mês de Agosto, os fornecedores praticaram preços mais baixos, com a reduzida procura de meios de produção, o que resultou na primeira descida dos custos de aquisição desde Novembro de 2020.

Relata ainda que os custos com pessoal também sofreram uma redução no período do último inquérito. Como resultado, o aumento geral dos custos dos meios de produção abrandou para o nível mais baixo dos últimos três meses, com a pressão ascendente a dever-se maioritariamente ao aumento dos preços do transporte.

Apesar da perda acentuada do impulso no mês de Agosto, a nossa fonte assegura que as empresas continuam a apostar na mão-de-obra, embora a taxa de criação de emprego tenha suavizado consideravelmente desde Julho. Assegura ainda que os empresários permanecem confiantes de que a produção irá voltar a crescer nos próximos 12 meses, pois, vários gestores entrevistados acreditam que as interrupções causadas pelas restrições da Covid-19 serão de curta duração.

O PMI do Standard Bank Moçambique é compilado a partir das respostas aos questionários enviados aos directores de compras de um painel de cerca de 400 empresas do sector privado. O painel é estratificado por sector específico e dimensão das empresas em termos de número de colaboradores, com base nas contribuições para o Produto Interno Bruto (PIB). Os sectores abrangidos pelo inquérito incluem a agricultura, a mineração, o sector manufactureiro, a construção, o comércio por grosso, o comércio a retalho e os serviços.

Não obstante a COVID-19 expositores da FACIM venderam e firmaram parcerias

Apesar das restrições impostas pela COVID-19, os expositores dizem que conseguiram vender os seus produtos e serviços, assim como firmar parcerias na FACIM 2021. Nesta edição, também houve premiação de melhores expositores.

A 56ª edição da Feira Internacional de Maputo decorre sob restrições impostas pela pandemia da COVID-19, o que terá influenciado na redução do número de expositores, assim como de visitantes quando comparado com os outros anos.

Ainda assim, os poucos que lá estiveram dizem ter alcançado resultados positivos. “Tivemos a possibilidade de firmar parcerias concretas em várias áreas. Por exemplo, o arroz, que nós lançámos, que estava disponível na Zambézia, muito em breve estará nos supermercados da Cidade de Maputo, como resultado desta FACIM, para além de outras empresas nossas que estão a fazer parcerias concretas”, referiu Roberto Albino, director-geral da Agência do Zambeze.

E, porque o contexto é mesmo da pandemia e exige-se mais prevenção, há empresas que expuseram os produtos de desinfecção e dizem ter sido muito procurados. “Estamos a reinventar-nos, levámos para FACIM produtos que achamos que os clientes podem estar interessados, principalmente aqueles que têm a ver com a desinfecção. Sabemos que precisamos de nos proteger, tendo uma higiene extra e o pessoal está a aderir. Estamos a fazer parcerias, a entregar cartões-de-visita panfletos e há e-mails a entrar, então as coisas estão a andar”, observou Nairo Chicombo.

A 56ª edição da FACIM premiou, igualmente, instituições públicas e privadas que se destacaram na exposição dos seus produtos. O Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas é uma delas.

“A premiação é fruto de muita entrega dos nossos colegas e direcção do Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas, em relação ao trabalho que temos feito, sobretudo da FACIM. Acabámos de lançar em Tete uma actividade do PRODAPE que está a ter um bom rumo, graças à entrega dos colegas”, agradeceu o vice-ministro do Mar, Águas Interiores e Pescas, Henrique Bongece.

O Grupo Lin puxou para si o prémio de “Empresa Revelação” e anunciou mais novidades. “É muito gratificante no momento em que estamos, da pandemia, termos um prémio deste nível. É sinal de muito empenho. O Grupo Lin trouxe para FACIM todas as áreas que está a implementar. Temos a Lin Limpezas, desinfecção, medicare, ambulâncias e este penúltimo é uma clínica com várias especialidades”, revelou Atifa Atuale, directora executiva do Grupo Lin.

A FACIM deste ano conta com a participação de empresas estrangeiras, também premiadas como melhores expositores.

Iniciadas candidaturas ao Sustenta 2021/2022

Começaram esta semana as candidaturas ao Programa Nacional de Integração da Agricultura Familiar em Cadeias de Valor, o Sustenta, na campanha agrária 2021/2022, um ano após financiar quase 300 mil agricultores em oito províncias e aumentar a produção das principais culturas alimentares em Moçambique.

A produção de comida no país aumentou de 14 milhões de toneladas para 16 milhões durante a campanha agrária 2020/2021, segundo dados preliminares do Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar, como resultado dos financiamentos de pacotes tecnológicos a 291.241 Pequenos Agricultores Comerciais Emergentes (PACE´s) e Pequenos Agricultores (PA´s) conjugado como assistência técnica de extensão rural.

O aumento da produção alimentar, e também das culturas de rendimento, resultaram ainda no aumento significativo dos rendimentos de 59.040 agregados familiares. Na cultura do arroz, por exemplo, os rendimentos dos agricultores aumentaram 650 por cento, os produtores de milho viram os seus rendimentos crescerem 292 por cento e na cultura do Girassol os ganhos aumentaram 248 por cento.

Depois de chegar a 103 distritos nas províncias do Niassa, Cabo Delgado, Nampula, Zambézia, Tete, Manica, Sofala e Gaza o Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar perspectiva alargar os financiamentos do Sustenta para todo o país e por isso deu início, nesta segunda-feira(30), às chamadas públicas para os moçambicanos que pretendam dinamizar a produção agrícola.

O Pequeno Agricultor, que tenha vontade de produzir uma área entre 1,5 a 9 hectares, deve apresentar a sua candidatura ao Agente de Extensão na sua localidade ou através do PACE, Empresa Fomentadora ou Indústria da sua região. O candidato à PACE deve apresentar a sua candidatura no Serviço Distrital de Actividade Económica da região onde reside e já cultiva uma área igual ou superior a 10 hectares.

As indústrias e empresas que pretendam financiamento para dinamizar o fomento agrário que já realizaram apresentam as suas candidaturas nos Serviços Provinciais de Actividade Económica onde operam ou nas delegações do Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável.

Importadora de combustíveis Vitol viola contrato

A empresa recentemente adjudicada aos serviços de importação de combustíveis ao país até Dezembro próximo, Vitol Bahrain E.C., violou o contrato: REF-IMOPETRO/CALC/01/2021, ao importar quantidades de combustíveis para o hinterland, além dos destinados ao país.

De acordo com as fontes, tudo começa em finais de Julho e inícios de Agosto últimos. A 31 de Julho, o navio Vendome Street, fretado pela Vitol, atracou no terminal de combustíveis da Beira para descarregar 10,886 Toneladas Métricas (TM) de gasóleo. Entretanto, em vez da referida quantidade, o navio descarregou mais 28.771 m3 de gasóleo não pertencente à IMOPETRO para trânsito.

Esta atitude viola a cláusula 6.10 do Contrato entre a Vitol e IMOPETRO, segundo a qual: “Todos os navios, sem excepções, devem transportar apenas cargas para entrega ao abrigo do Contrato, sendo interdito o carregamento de cargas em trânsito, ainda que destinadas ao mercado interno”.

A IMOPETRO remeteu, no âmbito das suas atribuições, uma carta ao fornecedor advertindo sobre a necessidade do cumprimento da referida cláusula em carregamentos futuros. Em resposta, a Vitol disse que o país não tira vantagens com a cláusula 6.10.

Questionado sobre o assunto, o Director Nacional de Hidrocarbonetos, Moisés Paulino, respondeu nesse mesmo diapasão. Explicou que a cláusula foi mal elaborada porque, como tem acontecido nos anos anteriores, os navios trazem não só combustíveis para o país, mas também para o hinterland e, com isto, o Estado tira dividendos.

Perante esse caso, Paulino, que também é Presidente da Comissão (interministerial) de Aquisição de Combustíveis Líquidos (CALC), avançou que a referida cláusula deverá ser corrigida em adenda ao contrato, porque prejudica o país.

Irlanda multa WhatsApp em 225 milhões de euros

A Irlanda multou o WhatsApp, detido pelo Facebook (NASDAQ:FB), em 225 milhões de euros após concluir uma investigação sobre a transparência da aplicação de mensagens em torno da partilha de dados pessoais com outras empresas do Facebook.

“Isto inclui informação fornecida aos interessados nos dados sobre o processamento de informação entre a WhatsApp e outras empresas do Facebook”, informa o regulador irlandês numa declaração.

Um porta-voz da WhatsApp reitera, numa declaração, que as questões em análise estavam relacionadas com políticas em vigor em 2018. Segundo o WhatsApp, a multa é “completamente desproporcionada” e anuncia que vai apelar, publicou a Yahoo (NASDAQ:AABA) Finance.

O DPC tem sido criticado no passado por outros reguladores europeus por demorar demasiado tempo a tomar decisões que envolvem gigantes tecnológicos e por não lhes aplicar multas suficientes por incumprimento.

Os reguladores de dados de outros oito países europeus ativaram um mecanismo de resolução de litígios após a Irlanda ter partilhado a sua decisão provisória em relação à investigação WhatsApp, que teve início em Dezembro de 2018.

Em Julho, uma reunião do Conselho Europeu de Proteção de Dados emitiu uma “instrução clara exigindo que o DPC reavalie e aumente a sua proposta de multa com base numa série de fatores analisados”, disse o regulador irlandês.

“Na sequência desta reavaliação, o DPC impôs uma multa de 225 milhões de euros ao WhatsApp”, conclui.

O regulador irlandês também impôs uma ordem para que o WhatsApp tomasse uma série de medidas corretivas específicas.

No final do ano passado, o regulador irlandês tinha 14 investigações abertas sobre o Facebook e as suas filiais WhatsApp e Instagram.

DP World Maputo investe na reserva marinha parcial da ponta do Ouro

A DP World Maputo, que tem a concessão de gerir, desenvolver e operar a terminal de contentores de Maputo em Moçambique, investiu 15.000 USD na Reserva Marinha Parcial da Ponta do Ouro (RMPPO) para apoiar iniciativas de redução de carbono azul, com foco na reabilitação e replantio de mangais.

Em consonância com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, a DP World Maputo decidiu ajudar na restauração das florestas de mangais na RMPPO numa área de 48 hectares, o que também irá gerar oportunidades de emprego, particularmente para as mulheres locais.

Moçambique possui a terceira maior extensão de floresta de mangal na costa oriental do continente Africano.

Globalmente, a DP World está comprometida com os oceanos não só porque são vitais para o seu negócio, mas também por serem um grande motor económico, gerando cerca de 3 triliões de USD em valor económico global todos os anos. Além disso, três mil milhões de pessoas dependem da biodiversidade marinha e costeira para o seu sustento.

De acordo com Christian Roeder, CEO da DP World Maputo, “a regressão dos ecossistemas de mangais teve um impacto significativo nas comunidades de Maputo, as quais estão já a ser
negativamente afectadas do ponto de vista económico. Em face disso, a DP World colabora com os esforços que vêm a ser desenvolvidos para a sua conservação, promovendo o desenvolvimento de oceanos equilibrados e, consequentemente, de comunidades prósperas”.

 

Sobre a DP World
Somos o líder mundial no fornecimento de serviços integrados de logística de toda a cadeia de transporte inteligente, promovendo o fluxo de comércio em todo o mundo. A nossa ampla gama de produtos e serviços cobre todas as etapas da cadeia de abastecimento integrada – desde terminais marítimos e internos até aos serviços marítimos e parques industriais, bem como soluções tecnológicas para os nossos clientes.

Prestamos esses serviços através de uma rede global quem interliga 128 unidades de negócio em 60 países localizados nos seis continentes, com uma presença significativa tanto em mercados de alto crescimento como em mercados consolidados. Onde quer que operemos, integramos nas nossas actividades a sustentabilidade e a cidadania corporativa responsável, procurando dar um contributo positivo para as economias e comunidades em que vivemos e trabalhamos.

O compromisso da nossa equipa dedicada, diversificada e profissional, com mais de 53.000
funcionários de 131 nacionalidades, é oferecer um valor incomparável aos nossos clientes e
parceiros. Isto é possível graças à nossa aposta em relacionamentos de benefício mútuo – com governos, transportadores, comerciantes e outras parceiros interessados ao longo da cadeia de
fornecimento global – relacionamentos construídos numa base de confiança mútua e parceria
duradoura.

Pensamos no futuro, antecipamos mudanças e implementamos tecnologia digital líder do sector para ampliar ainda mais a nossa visão de transformar o comércio mundial e criar as soluções mais inteligentes, eficientes e inovadoras, garantindo um impacto positivo e sustentável nas economias, nas sociedades e no planeta de todos nós.

BM diz que em 2020 o crédito de incumprimento continuou alto

O Banco de Moçambique relata em Relatório de Estabilidade Financeira, publicado recentemente, que o sector bancário que domina a provisão de produtos e serviços financeiros continuou com níveis de capital e liquidez acima dos requisitos regulamentares e, por conseguinte, os riscos de rendibilidade e solvência e de liquidez mantiveram-se baixos.

“No entanto, o risco de crédito continua a ser uma preocupação, devido ao alto índice de incumprimento do crédito, contribuindo para a deterioração da qualidade dos activos”, refere o documento.

Segundo o Banco Central, o rácio do crédito em incumprimento (NPL) permaneceu em torno de 10,0%, correspondente ao nível de risco alto e continuou muito acima do nível máximo recomendado pelas boas práticas internacionais de 5,00%.

Ainda assim, o regulador do sistema financeiro nacional constatou que, no período em análise, o crédito evoluiu positivamente, ao registar uma aceleração de 8,90 pp, passando de um crescimento de 5,14%, em Dezembro de 2019, para 14,04%, em Dezembro de 2020, não obstante as adversidades verificadas durante o período em referência.

Num informe anual em que descreve a estabilidade do sistema financeiro nacional, o Banco de Moçambique relata também que o sector moçambicano de seguros apresenta uma evolução positiva, tanto para o “ramo vida” como para o “não vida”, num contexto em que a estrutura dos investimentos representativos de provisões técnicas é dominada pelos investimentos financeiros, com evidente desaceleração de investimentos em edifícios.

“A produção global das empresas de seguros registou, em 2020, um crescimento anual na ordem de 4,9% (após 21%, em igual período do ano anterior), performance que reflecte a conjuntura económica acima descrita”, acrescenta o documento.

No que tange à capitalização bolsista, o Banco Central relata que o principal indicador do Mercado de Valores Mobiliários (MVM) registou um incremento decorrente, fundamentalmente, da dinâmica das obrigações do Tesouro, que representaram 77,3% deste índice. Este cenário eleva o risco soberano a que estão sujeitos os detentores destes títulos, com particular destaque para os integrantes dos sectores bancário e de seguros, influenciando, de igual modo, o risco sistémico e a estabilidade financeira no geral.