Sunday, April 12, 2026
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Rogério Zandamela reconduzido ao cargo de governador do BM

O Presidente da República, Filipe Nyusi, reconduziu no cargo o governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, anunciou a presidência.

“No uso das competências que lhe são conferidas [o Presidente da República], nomeou através de Despacho Presidencial Rogério Lucas Zandamela para o cargo de Governador do Banco de Moçambique”, lê-se no comunicado divulgado pela presidência, sem mais detalhes.

Passaram cinco anos desde que o chefe do Estado nomeou Zandamela para o lugar, em substituição de Ernesto Gove, que terminou o mandato em 31 de Agosto de 2016 após dez anos no posto.

Rogério Lucas Zandamela era até então funcionário do Fundo Monetário Internacional (FMI), desde 1988, tendo exercido sucessivamente as funções de representante-residente da instituição no Brasil e de chefe de Missão do FMI para Arménia, Costa Rica, Gâmbia, Guatemala, Libéria, Malásia, Nicarágua, Peru, Trinidad e Tobago e Zimbabwe, no Departamento de Mercados Monetários e de Capital.

O governador agora reconduzido chegou ao banco central meses depois de irromper o escândalo das dívidas não declaradas, agora em julgamento, num montante actualizado pelo Ministério Público para 2,7 mil milhões de dólares (172,1 mil milhões de meticais ao câmbio do dia).

O Banco de Moçambique interveio e conteve a acentuada derrapagem do metical que se seguiu, travando ao mesmo tempo a inflação galopante.

Durante os primeiros cinco anos de mandato de Zandamela, outros momentos marcantes passaram pela intervenção pública no Moza Banco, logo em 2016, entretanto vendido em 2018 à Kuhanha, entidade que gere o fundo de pensões dos trabalhadores do banco central.

No final de 2018, o governador enfrentou o ‘apagão’ de cinco dias das caixas automáticas por falta de pagamento à empresa gestora informática da rede e promoveu a implementação de uma solução alternativa.

Já este ano, o banco central interveio em Junho ao suspender o Standard Bank do Mercado Cambial Interbancário durante um mês, após detectar “infracções graves” com destaque para manipulação fraudulenta da taxa de câmbio.

A empresa Dugongo reajusta o preço do cimento

A Dugongo, empresa de produção de cimento de construção, anunciou ontem que vai reajustar o preço do cimento do tipo 32.5 em cerca de 20,00 meticais o saco de 50kg.

A companhia assegura que o ajustamento do preço do cimento não vai interferir na capacidade de compra deste produto por parte dos cidadãos, uma vez que o mesmo continuará a ser vendido a custo inferiores aos praticados no mercado.

A garantia foi dada pelo Presidente do Conselho de Administração da Dugongo Cimentos, Vítor Timóteo, durante a apresentação do stand da empresa na Feira Internacional de Maputo (FACIM).

Na ocasião, Timóteo disse que a alteração dos preços não vai atingir 20,00 meticais e vai abranger apenas o cimento tipo 32.5, mas o do tipo 42.5 continuará a ser comercializado pelo mesmo valor.

Afirmou ainda que a alteração dos preços deve-se a uma série de factores económicos, entre os quais a oscilação do dólar norte-americano, com impacto nas importações de parte da matéria-prima usada para a produção do cimento.

“Nós produzimos o clínquer, principal matéria-prima para a produção do cimento, mas importamos outros produtos,como é o caso limalha de ferro, gesso e carvão”, disse Vítor Timóteo, justificando uma das razões para o ajustamento de um dos tipos de cimento produzido pela Dugongo Cimentos.

Acrescentou que, tal como no lançamento dos seus produtos, a Dugongo Cimentos vai continuar a manter a qualidade dos seus produtos bem como torná-los continuamente acessíveis aos consumidores finais.

O PCA da Dugongo Cimentos afirmou ainda que apesar da alteração do preço anunciado se reflectir nos distribuidores, estes continuarão a comprar o cimento a um custo acessível, não se justificando um agravamento para os cidadãos.

“Quando começámos a produzir o dólar estava a 55,00 meticais e agora variou para 64,00 a 65,00 meticais, portanto dez unidades. Mesmo assim, a nossa tonelada de cimento continuará a ser vendida um pouco abaixo de 100 dólares”, garantiu o gestor.

Inaugurada este ano pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, está é a primeira vez que a Dugongo Cimentos participa na Feira Internacional de Maputo, integrada no Pavilhão da Província de Maputo, especificamente no distrito de Matutuíne, onde se localiza esta unidade fabril.

Clientes do Moza Banco já podem usar directamente e-Mola

Clientes do Moza Banco já podem movimentar dinheiro directo para carteira móvel da Movitel, E-mola.

São duas instituições diferentes, mas com um único objectivo: permitir que pessoas com menor capacidade financeira e não só possam movimentar seu dinheiro de forma simples, rápida e segura.

Esta quarta-feira, o Moza Banco e a Movitel assinaram um acordo de interoperabilidade que vai permitir aos clientes dessas empresas transferir, levantar e depositar dinheiro, fazer pagamentos de serviços, pagamentos de salários, entre outras operações.

Segundo Victor Timóteo, Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Movitel, a parceria entre estes dois grupos é de expandir a carteira móvel, como forma de garantir a inclusão financeira, na medida em que o grupo de utilizadores vai sendo abrangido, no país.

“Enquanto provedores de serviços financeiros de carteira móvel, com maior cobertura, criamos condições de acessibilidade, assegurando assim participação das pequenas e médias empresas, como motores do desenvolvimento nacional”, disse o PCA da empresa da carteira móvel, e-Mola.

Já o Presidente da Comissão Executiva do Moza Banco, Manuel Soares, assegurou que as taxas, aplicadas durante os movimentos, serão reduzidas, para acomodar os serviços a todos cidadãos.

“As transacções nestes canais partem de um montante mínimo de 100 meticais até um máximo de 25 mil meticais por operação, não podendo exceder o limite de 150 mil meticais diários para o caso de Clientes Particulares e 250 mil para os Clientes Empresa”

Manuel Soares, faz saber ainda que, os clientes do Moza Banco poderão efectuar transferências das suas contas para a carteira e-Mola através dos vários canais disponibilizados por este banco, como o caso do Moza Já, Moza Net, Moza Mobile e o AZAPP.

Os interlocutores, destacaram ainda, que a iniciativa surge numa altura em que, por conta da COVID-19 exige-se que as pessoas façam menos movimentação de valores em numerário e por isso, com esta possibilidade os clientes poderão continuar com os seus afazeres, mas de forma segura.

O Serviço e-Mola é a segunda maior carteira móvel do país, com mais 1.6 milhões de utilizadores. E o Moza Banco conta, actualmente, com cerca de 180 mil clientes.

Receitas do turismo caíram em 95%

Desde a eclosão da pandemia da COVID-19 em Moçambique, as receitas do turismo caíram em 95 por cento e este é o sector que teve um aumento de apenas 100 meticais no salário mínimo, valor que, para o vice-ministro do pelouro, não é pouco, tendo em conta o contexto que se vive.

Há um ano em que Moçambique está a braços com a pandemia do novo Coronavírus e o turismo tenta sobreviver aos impactos negativos desta doença. É que as fronteiras foram encerradas e a mobilidade de pessoas (turistas) restringida.

Daí que muitas estâncias se viram obrigadas a encerrar e as que ainda estão abertas vivem dias sombrios e de poucas, mas muito poucas receitas. “Verificamos queda na ordem de 95 por cento, o que contribuiu na quebra substancial dos indicadores de referência nas áreas de alojamento, restauração e similares bem assim no volume de investimentos”, revelou o vice-ministro da Cultura e Turismo, Fredson Bacar.

Com a queda em todos os indicadores do sector do turismo, houve um aumento no salário mínimo de apenas 100 meticais, o que, para o vice-ministro da Cultura e Turismo, é de louvar, tendo em conta o contexto de dificuldades que o sector atravessa.

“Só se pode dar aquilo que se tem e não se pode dar aquilo que não se tem. Saudamos esse esforço que, mesmo apesar das dificuldades por que o sector está a passar, o empresariado enfrenta em termos de tesouraria, ainda conseguimos chegar a um consenso de aumentar 100 meticais” apontou Fredson Bacar.

Bacar acrescentou que os operadores turísticos não devem olhar apenas para o valor facial, mas sim para o gesto e sensibilidade, assim como “para o comprometimento visto que é um momento difícil, mas acreditamos que é possível ultrapassar essa fase”.

E uma das coisas que dá mais alento de que é possível ultrapassar os dias difíceis que o sector atravessa é a última comunicação do Presidente da República que alargou os horários de funcionamento de restaurantes.

O vice-ministro da Cultura e Turismo falava no âmbito da atribuição do selo limpo a uma das estâncias hoteleiras da capital do país pela observância rigorosa do cumprimento sanitário para a prevenção do novo Coronavírus.

Produto Interno Bruto cresce 1,05% no 1° semestre de 2021

O Produto Interno Bruto a preços de mercado (PIBpm) apresentou uma variação positiva de 1.97% no II trimestre de 2021, quando comparado ao mesmo período do ano 2020, perfazendo um crescimento acumulado no I semestre de 1.05%, segundo um relatório sobre as contas nacionais referentes ao segundo trimestre de 2021, publicado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

O INE atribui o desempenho da actividade económica no segundo trimestre de 2021, primeiro, ao sector terciário que cresceu em 2.82%, com maior destaque para o ramo da Hotelaria e Restauração com uma variação de 4.03%, seguido pelo ramo de Transportes e Comunicação, com cerca de 2.88%, e do ramo dos Serviços Financeiros com variação de 1.79%.

Em segundo lugar, ou seja, no sector primário, houve uma variação de 1.55%, com o ramo da Pesca com uma variação de 2.62%, seguido pelos ramos da Agricultura, Pecuária, Caça, Silvicultura, Exploração florestal com cerca de 1.62% e, por último, o ramo da Indústria de Extracção Mineira com variação também positiva de 0.84%.

Por sua vez, o sector secundário registou uma variação negativa de 1.03%, induzida pelo ramo de Electricidade, Gás e Distribuição de Água com variação negativa de 9.77%, não obstante a variação positiva no ramo da Construção de cerca de 2.38% e no ramo da Indústria Manufactureira na ordem de 1.16%.

No período em análise, os ramos da Agricultura, Pecuária, Caça, Silvicultura, Exploração Florestal e Actividades relacionadas tiveram uma maior participação na economia, com peso conjunto no PIB de 25.94%, seguido pelos ramos de Transportes, Armazenagem e Actividades auxiliares dos transportes, e Informação e Comunicações com uma contribuição conjunta de 9.65%. Ocupa o terceiro lugar o ramo de Comércio e Serviços de Reparação com contribuição de 9.26%, seguido do ramo da Indústria Transformadora que teve um peso de 7.65%.

O ramo da Administração Pública, Educação, Indústria de Extracção Mineira, Aluguer de Imóveis e Serviços prestados às Empresas, Pesca e Aquacultura, com pesos de 7.25%, 5.76%, 5.21%, 4.86% e 1.68%, respectivamente. Os restantes ramos de actividade tiveram em conjunto um peso de 22.75%.

Galp inaugura novo posto de abastecimento no Distrito de Vilankulos

A Galp inaugurou um novo posto de abastecimento na localidade de Pambarra, no Distrito de Vilankulos, alargando assim a sua rede na província de Inhambane no âmbito do seu plano de investimento e expansão da rede de retalho, a qual deverá atingir as 70 estações de serviço até ao final do ano.

O novo posto de abastecimento, inaugurado pelo Administrador do Distrito de Vilankulos, Edmundo Matos, localiza-se na estrada nacional N1, principal via rodoviária do país, e está aberto 24 horas por dia.

O posto Galp conta com uma loja de conveniência integrada com cafetaria da cadeia Tangerina, e duas ilhas de abastecimento, com amplo espaço de parqueamento para viaturas pesadas e ligeiras, e ainda serviços de apoio, como casas de banho públicas e zona de escritórios e armazenamento.

O posto de Pambarra, que vai empregar 25 trabalhadores locais, integra o plano da Galp focalizado nas zonas rurais, o qual visa contribuir para a dinamização das economias locais e a melhoria das condições de vida das populações.

“Agradecemos à Galp por neste leque de negócios oferecer esta oportunidade para Vilanculos no geral, para Pambarra em particular, para os passantes e todas as instituições que vão beneficiar dos serviços existentes nesta infraestrutura moderna. Este posto de abastecimento enche-nos de alegria porque poderá contribuir para o desenvolvimento da economia local, para além de responder à demanda dos utentes.” declarou Edmundo Galiza Matos, Administrador do Distrito de Vilankulos na cerimónia oficial de inauguração do novo posto de Pambarra.

“Este é mais um exemplo do nosso compromisso com a modernização da infra-estrutura energética do país, onde prosseguimos um extenso plano de investimentos na actividade logística, de armazenagem, distribuição e retalho de combustíveis líquidos e GPL”, afirmou Paulo Varela, CEO da Galp Moçambique.

Face ao contexto pandémico actual, a Galp reforçou as medidas de higienização e limpeza das zonas mais críticas de contacto com os clientes, realçando as orientações emitidas pelo Governo Moçambicano e a Organização Mundial de Saúde (OMS), sendo que os postos de abastecimento Galp se mantêm todos em funcionamento e sem constrangimentos.

Sobre a Galp
Presente em Moçambique há mais de 60 anos, a Galp é uma empresa de energia comprometida com o desenvolvimento de soluções eficientes e sustentáveis nas suas operações e nas ofertas integradas que disponibiliza aos seus clientes. Criamos soluções simples, flexíveis e competitivas para as necessidades energéticas ou de mobilidade tanto de grandes indústrias e pequenas e médias empresas, como do consumidor individual.
Como produtor, actuamos na extracção de petróleo e gás natural a partir de reservatórios situados quilómetros abaixo da superfície marítima, nomeadamente como parceiros do
projecto Rovuma LNG, que desenvolve a Área 4, ao largo da província de Cabo Delgado. Somos igualmente um dos maiores produtores mundiais de energia eléctrica de base solar. Contribuímos para o desenvolvimento económico dos 10 países em que operamos e para o progresso social das comunidades que nos acolhem. Somos, por isso, líderes do nosso sector nos principais índices mundiais de sustentabilidade. Mais informações em galp.co.mz

Zâmbia está a sufocar camionistas moçambicanos com altas taxas de migração – CTA

A CTA (Confederação das Associações Económicas de Moçambique) diz ter tomado conhecimento, através de seus membros, de que a República da Zâmbia procedeu à introdução de taxas de migração aplicáveis apenas aos cidadãos estrangeiros, desde o início do mês de Junho do corrente ano.

Em carta enviada ao Governo de Moçambique, precisamente no dia da tomada de posse do novo Presidente zambiano, Hakainde Hichilema, a CTA detalha que, para a taxa com validade de um ano, o valor a pagar é o correspondente a 81 mil Meticais e, tratando-se de uma passagem apenas (validade imediata), o valor a pagar é o correspondente a 31.3 mil Meticais.

Além dessas taxas, a CTA diz haver outras medidas tomadas por aquele país e que, quando conjugadas, sufocam ainda mais os operadores moçambicanos de transporte rodoviário de carga internacional. A título exemplificativo, a Confederação apontou a introdução da proibição do enchimento de tanques de reserva de combustível aos camiões estrangeiros, visando obrigar que estes adquiram o combustível no território zambiano, a introdução de taxas rodoviárias e a obrigatoriedade de destinar à República da Zâmbia 50% da carga transportada.

“Ou seja, a recente introdução da taxa de migração, associada às diversas medidas que têm sido esporadicamente tomadas pelas autoridades zambianas, parte das quais retro mencionadas, são assumidas como um claro proteccionismo aos transportadores zambianos e prejudicam os transportadores rodoviários estrangeiros, em particular moçambicanos que, para além da perda de tempo, os custos de operação aumentam na ordem de cerca de 15%, tornando a actividade de transporte rodoviário de carga para aquele País (ou em trânsito), extremamente insustentável”, lê-se na carta da CTA.

O mais gritante para o sector privado nacional é “a exigência, por parte das autoridades zambianas, que o tanque de combustível do transporte de carga, esteja completamente esvaziado quando entre no território zambiano, quiçá com o objectivo de obrigar os transportadores estrangeiros a adquirir combustível naquele país”.

Com base nessas medidas, a CTA afirma, num outro desenvolvimento, que a actuação do Governo da República da Zâmbia viola Acordos por si subscritos relativamente às políticas adoptadas pela Comunidade da África Austral (SADC), no âmbito dos transportes rodoviários, para os quais os Estados membros acordaram em desenvolver uma política harmonizada de transportes que salvaguarde os princípios de igualdade de tratamento, não discriminação, reciprocidade, concorrência justa, condições operacionais harmonizadas e que promovem a criação de um sistema integrado de transporte rodoviário na região.

Face ao exposto, a CTA defende a necessidade de intervenção urgente das autoridades do Governo de Moçambique, no sentido de solicitar às autoridades do Governo da República da Zâmbia a eliminação imediata das taxas de migração recentemente introduzidas, bem assim de outras medidas dissuasoras do exercício da actividade de transporte de carga naquele país, e aplicáveis apenas aos transportadores estrangeiros, com destaque para os moçambicanos.

Caso a Zâmbia não se mostre disponível a fazê-lo, a CTA sublinha que o Governo moçambicano deve “usar, imediatamente, o princípio da reciprocidade, através da aplicação das mesmas medidas aos transportadores daquele país, caso transitem ou entrem no território nacional”.

A Feira Internacional de Maputo FACIM inicia hoje

A 56ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM) abre hoje, 30 de Agosto, e decorrerá até 5 de Setembro nas instalações da instituição em Ricatla, distrito de Marracuene, província de Maputo.

Até quinta-feira, 122 expositores tinham-se inscrito no evento, contra os 250 esperados.

Sob o lema “Industrialização, Inovação e Diversificação da Economia Nacional”, a FACIM, que foi cancelada no ano passado por causa da pandemia de Covid-19, terá lugar de forma híbrida, com expositores no local e participantes virtuais.

A porta-voz do governo Ludovina Bernardo disse que os expositores de fora da província de Maputo exprimiriam virtualmente, e que os visitantes do local de Ricatla seriam limitados em conformidade com as medidas de prevenção do Covid-19.

A FACIM, a mais antiga feira multi-sectorial em Moçambique, promove oportunidades de negócios com várias marcas, serviços e produtos expostos.

Em termos de participação internacional, a projecção do governo era de que 24 países participassem, mas até quinta-feira apenas 12 se tinham inscrito.

O Director-geral da Agência para a Promoção de Investimentos e Exportações (APIEX), Gil Bires, disse recentemente que o trabalho no terreno estava a decorrer a bom ritmo, e que tudo estava pronto para que o calendário estabelecido para o evento fosse cumprido.

Segundo Bires, enquanto o país deve manter feiras comerciais, não só para atrair mais investimento directo estrangeiro e nacional, mas também para promover as exportações, a APIEX asseguraria o cumprimento das medidas de prevenção da Covid-19 durante o evento.

Outra prioridade na FACIM deste ano, disse Bires, foi a promoção das exportações através da concessão de maior assistência aos operadores nacionais. Prosseguiu, reiterando que, mesmo neste ambiente adverso, o país deve continuar a atrair mais investimento estrangeiro e nacional.

Cimentos de Moçambique actualiza estudo de mineração de calcário

A empresa Cimentos de Moçambique, participada pelo Estado, pretende actualizar estudo de impacto ambiental de projecto de mineração de calcário, um dos elementos de produção de cimento, no distrito de Matutuine, província de Maputo.

“A Cimentos de Moçambique, SA, uma empresa do Grupo InterCement com sede na Cidade de Maputo, que se dedica à produção e comercialização de cimento a partir do clínquer, gesso e calcário pretende actualizar o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) para o projecto da mina de calcário, a céu aberto, na Pedreira de Salamanga, sita a cerca de 120 km da Cidade de Maputo, na vila de Bela Vista, no distrito de Matutuine, Província de Maputo”, lê-se num documento, a que “Carta” teve acesso.

Deste modo, o documento, datado de 17 de Agosto corrente, refere que a Cimentos de Moçambique seleccionou a empresa KENDRA´s, Lda., para realizar a actualização do EIA do projecto. Do mesmo documento consta que a contratada deverá realizar reuniões de auscultação pública no segundo dia de Setembro próximo, no âmbito do processo de avaliação do impacto ambiental do projecto.

A Chefe do Departamento de Cadastro na Cimentos de Moçambique, Maura Jorge, esclareceu que não se trata de um projecto novo (como se pode depreender a prior) e cujo objectivo seria fazer face à concorrência imposta pela empresa Moçambique Dugongo Cimentos, que, a partir do referido distrito, produz cimento e clínquer (com matéria-prima local) e comercializa-os a preços baixos em relação aos da Cimentos de Moçambique e outras indústrias.

Maura Jorge sublinhou que a actualização do EIA é uma actividade periódica que a Cimentos de Moçambique tem vindo a levar a cabo e é referente a projecto (licença de mineração) antigo, em que há vários anos a empresa tem vindo a extrair calcário para a produção de cimento.

No 1º semestre o sector de Mar e Pescas arrecadou MZN 227 milhões

No primeiro semestre deste ano, o Governo encaixou, 227 milhões de meticais, provenientes do sector do Mar e Pescas, o correspondente a 54 por cento dos 421 milhões estabelecidos para 2021. O valor arrecadado é menos de cinco por cento dos primeiros seis meses do ano passado.

O Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas está reunido em Conselho Coordenador, na cidade de Maputo, o segundo deste ciclo de governação e o sétimo daquela instituição, para fazer uma radiografia das actividades que o pelouro desenvolveu, debruçar-se sobre as dificuldades que enfrenta e apontar soluções.

O foco da cerimónia de abertura foi o primeiro semestre de 2021, que, à luz do Plano Económico e Social, o sector do Mar e das Pescas conseguiu arrecadar como receita 227 milhões de meticais.

“No tocante às receitas, estabelecemos um plano de cerca de 421 milhões de meticais, tendo-se arrecadado um montante de cerca de 227 milhões de meticais, isto é, 54% do planificado e um decrescimento na ordem de 5%, em relação ao período análogo do ano transacto”, revelou a ministra do Mar, Águas e Pescas, Augusta Maíta.

No que diz respeito à produção pesqueira, o executivo fixou, para este ano, 481 mil toneladas de pescado diverso, das quais 475 mil para a pesca e seis mil para aquacultura e os primeiros seis meses de 2021 deram alento ao ministério do pelouro.

“Entretanto, no primeiro semestre, foram produzidas 232 mil toneladas, representando um cumprimento do plano em 48% e um crescimento na ordem de 5%, quando comparado com igual período de 2020”, apontou Augusta Maíta, sem se esquecer da exportação do pescado que também rendeu divisas ao país, sendo que, do plano anual de cerca de 12 mil toneladas de produtos pesqueiros, foram comercializadas para o mercado externo cerca de 4.600 toneladas e tal “corresponde a uma taxa de realização de 37% e a um crescimento na ordem de 14%, em comparação com igual período do ano de 2020”.

A ministra do Mar, Águas Interiores e Pescas revelou, ainda, que o Governo vai lançar, em Outubro próximo, o projecto de desenvolvimento da Economia Rural, estimado em 25 milhões de dólares, a ser implementado nas províncias de Sofala, Manica, Zambézia, Tete e Nampula, em parceria com o Banco Mundial.

No Conselho Coordenador, que decorre sob o lema “Juntos na Protecção e Restauração do Nosso Mar”, Augusta Maíta defendeu acções mais arrojadas para travar a pesca ilegal, uso de artes nocivas e abate indiscriminado de mangal.