Saturday, April 11, 2026
spot_img
Home Blog Page 509

Angola sugere criação de banco de investimento da CPLP

Em uma cúpula da CPLP concluída neste sábado, Angola lançou o desafio de criar um banco de investimento para a Comunidade.

Podemos ser uma força económica relevante se trabalharmos para isso, deixamos o desafio de se começar a pensar na pertinência e viabilidade de criação de um banco de investimento da CPLP, disse João Lourenço, presidente de Angola e anfitrião da 13ª Conferência da CPLP, em seu discurso de encerramento.

A criação de um potencial banco está alinhada com a intenção de incluir um novo pilar económico e empresarial, uma das prioridades da presidência angolana da CPLP.

Durante a cúpula, os chefes de Estado e de governo tiveram a oportunidade de discutir questões relevantes para os respectivos países e estabelecer um quadro de cooperação em linha com a actual conjuntura internacional, disse Lourenço.

A CPLP é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

Instituições públicas sofrem com “escassez de recursos”

Falando à margem do workshop sobre a despesa pública, com enfoque na previsão e programação dos principais indicadores de despesa, que teve lugar esta quinta-feira, em Maputo, o secretário Permanente do Ministério de Economia e Finanças, Domingos Lambo, afirmou que a realidade das nossas instituições públicas é de escassez.

“Não é novidade para ninguém que estamos a atravessar momentos de escassez de recursos. Entretanto, neste momento o importante é que elas não parem de funcionar. Devem operar com o pouco que existe. Todavia, as instituições estão a funcionar”, assumiu.

Questionado sobre os principais desafios do sector, Domingos Lambo apontou a pandemia da COVID-19 como o principal travão.

“Neste momento, o principal desafio são os impactos da COVID-19. Isto está a afectar os tecidos produtivos e, por isso, as instituições estão a trabalhar a meio a gás, o que directamente afecta a parte que alimenta o orçamento do Estado”, referiu Domingos Lambo.

A Directora de Gestão de Riscos do Ministério da Economia e Finanças (MEF), Nazira Faquir, afirma que o evento é uma oportunidade para capacitar 40 técnicos do MEF, Banco de Moçambique, Instituto Nacional de Estatísticas, Empresa Nacional de Hidrocarbonetos e outras instituições com relevância na dinâmica macroeconómica do país.

“O Ministério da Economia e Finanças há muito que precisava de uma actualização na perspectiva metodológica, para minimizar os riscos fiscais e aprimorar as metodologias para a elaboração das projeções macroeconómicas e fiscais”, explicou Nazira Faquir.

Na ocasião, foi apresentada a nova versão do Manual de Projecções Macroeconómicas e Fiscais, em substituição do anterior, com mais de 10 anos, já considerado ultrapassado.

No workshop, foram discutidos os temas como regras fiscais, classificação da despesa pública, projecções macroeconómicas, entre outros.

Robustecimento da economia na agenda da conferência da CPLP

Moçambique vai participar da XIII conferência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Angola, representado pelo Primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário. No evento serão discutidos, dentre vários temas, a mobilidade entre os países da região, bem como o robustecimento da economia dos países da CPLP.

A conferência em alusão estará subordinada ao lema “Fortalecer e Promover a Cooperação Económica e Empresarial em Tempos de Pandemia, em prol do Desenvolvimento Sustentável dos Países da CPLP”.

Segundo um comunicado, para além do debate sobre a mobilidade nos países da CPLP e eleição de embaixadores de boa vontade, com destaque para o moçambicano Leonardo Santos Simão, faz parte da agenda do encontro a eleição do secretário executivo da CPLP para o biénio 2021-2023 e a aprovação da concessão da categoria de observador da associação.

Na sua deslocação a Angola, o Primeiro-ministro será acompanhado pelo ministro do Interior, Amade Miquidade, vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Manuel Gonçalves, embaixadores de Moçambique em Angola e Portugal e quadros do seu gabinete.

Novo modelo de transparência na indústria extractiva

A Gemfields, firma que opera a Montepuez Ruby Mining em Namanhumbir, em Cabo Delgado, pretende que as organizações mineiras nacionais, observadores da indústria e os Governos anfitriões adoptem o “Factor G para os Recursos Naturais”, uma nova medida que promove uma maior transparência, relativamente ao nível de riqueza dos recursos naturais partilhados com os Governos dos países onde ocorre a extracção de recursos.

Sobre esta matéria, o Governo defende que a indústria extractiva assegure a industrialização nacional, garantindo que os recursos sejam transformados em produtos de alto valor acrescentado, promovam mais emprego e dinamizem o mercado interno e as exportações, pois entende que os cidadãos devem estar devidamente informados sobre os processos inerentes à exploração dos recursos, ao longo de toda a cadeia de valor, do licenciamento, contratação, produção, venda, exportações, até aos fluxos de receitas para o Estado e a forma como essas são usadas para o desenvolvimento das comunidades afectadas.

Para a Gemfields, o “Factor G para os Recursos Naturais” será um indicador simples da percentagem das receitas de uma empresa de recursos naturais que é paga ao Governo do país anfitrião em impostos primários e directos, mais os dividendos quando o Governo anfitrião é accionista. Como tal, é um indicador da percentagem da riqueza dos recursos naturais paga ao Governo do país anfitrião.

O modelo, segundo a Gemfields, é calculado por cada empresa dedicada principalmente à extracção e venda de recursos naturais, seja no sector mineiro, petróleo, gás, madeira, seja na pesca, entre outros.

“Assim sendo, as empresas multinacionais de recursos naturais iriam publicar o ‘Factor G para os Recursos Naturais’ para cada filial operacional que se dedica à extracção e venda de recursos naturais”, refere uma nota.

A designação “Factor G para os Recursos Naturais” vem dos “Gs” em “governo”, “governação” e “boas práticas”.

A Gemfields diz, porém, que nenhuma medida é perfeita e explica que o “Factor G para os Recursos Naturais” é uma “regra geral” que tem uma aplicação ampla, mas não é adequada a todas as situações.

Sean Gilbertson, Director Executivo da empresa, disse que “numa época em que se assiste a avanços significativos em matéria de transparência e governação, e em que os relatórios anuais das empresas públicas já exigem relatórios exaustivos sobre tantas facetas da actividade empresarial, é surpreendente que os parâmetros práticos que permitem uma visão mais directa e uma comparação de partilha da riqueza dos recursos naturais ainda nos iludam”.

Por isso, pede que a colaboração, contribuição e apoio para a adopção do “Factor G para os Recursos Naturais” seja um passo em frente a ser adoptado voluntariamente por outras firmas.

Kenmare teve um incremento de 35% na produção de Ilmenite

A empresa que explora a mina de minerais Moma titanium na costa da província de Nampula, Kenmare Resources, de Dublin e Londres, anunciou na quarta-feira que estabeleceu um recorde de produção de ilmenite no segundo trimestre deste ano.

Numa declaração, a empresa observou que produziu 41 por cento mais concentrado de minerais pesados do que no mesmo período do ano passado e que o maior grau e volume resultou na extracção de 283.000 toneladas de ilmenite – um aumento de 35 por cento.

Os outros dois minerais extraídos da mina também mostraram aumentos em relação ao mesmo trimestre em 2020: a produção de zircónio aumentou 28% para 14.900 toneladas e o rutilo aumentou 47% para 2.200 toneladas.

Segundo o director-geral de Kenmare, Michael Carvill “as condições de mercado para a ilmenite, e para as matérias-primas de titânio em geral, permaneceram fortes no segundo trimestre de 2021, com o reforço dos preços trimestre a trimestre”.

A empresa revelou também que está a tomar medidas para proteger o seu pessoal e a comunidade local dos efeitos do Covid-19. Observou que o número de casos em Moma tinha diminuído de 41 pessoas isoladas em Abril para zero em finais de Maio. No entanto, o número de pessoas isoladas aumentou agora para quinze e a empresa manifestou preocupação com o aumento na África Austral da variante mais transmissível do Delta do coronavírus que provoca o Covid-19

Acrescentou que proteger o povo e as comunidades em que operam tem sido sempre a maior prioridade da Kenmare.

“Para além dos vários protocolos de distanciamento físico e de higiene, e procedimentos de teste, a empresa tem trabalhado com parceiros industriais e com o governo de Moçambique para adquirir, distribuir e administrar vacinas.”

A mina Moma produz ilmenite (óxido de ferro de titânio), rutilo (dióxido de titânio) e zircónio (silicato de zircónio). Ilmenite e rutilo são utilizados para fazer pigmentos brancos para tintas, papel, e plástico. O titânio pode ser extraído destes minérios e utilizado para fabricar peças metálicas onde são necessários leves e de alta resistência. O zircónio é utilizado para fins abrasivos e isolantes.

INCM elimina bónus oferecidos pelas empresas de telefonia móvel

Os bónus oferecidos pelas empresas de telefonia móvel serão eliminados por se tratar de “comportamento anti-concorrencial”, decide o Instituto Nacional das Telecomunicações de Moçambique. A informação foi avançada pelo seu representante, Joaquim Zimdonga, que falava no programa “Noite Informativa” da STV Notícias.

Para o INCM, as promoções constituem um comportamento anti-concorrencial, práticas de dumping, pelo que, preços abaixo do normal vão ser limitados. “No lugar de ter uma promoção de quase 30 dias a falar de borla, passa a ter um limite”.

Um facto a destacar é que a nova medida aplicada pelo regulador das telecomunicações em Moçambique, INCM, prevê que o bónus oferecido na compra de recargas não poderá ser usado para interacção com pessoas de outras operadoras.

“A nova medida determina que o bónus que uma operadora X dá não pode ser usado na chamada com uma pessoa que use a operador Y, porque o da rede X tem potência apenas nessa rede e não no Y”, reiterou Zimdonga.

O representante do INCM foi mais além ao vincar que os pacotes mensais cujos clientes pagam entre 1.000 a 2.000 meticais chegarão ao fim. “Tínhamos, antes da resolução, situação em que o limite era o tempo, não o dinheiro; o cliente recarregava com 1000 e falava um mês, isto acaba”.

Ainda na sua locução, Zimdonga disse que a medida aplicada não é permanente, podendo ser alterada em função do comportamento das telefonias nos próximos tempos.

A economia pode ser afectada pela suspensão do Standard Bank

A suspensão do Standard Bank do mercado cambial tem o potencial de agravar ainda mais a crise económica em Moçambique, porque esta decisão do Banco Central, apesar de ser correcta, já está a ter impacto negativo, sobretudo ao nível da inflação e taxa de câmbio, alertam especialistas.

“É necessária uma certa prudência relativamente a esta questão, sobretudo agora que temos o comunicado do Banco de Moçambique anunciando que suspendeu o Standard Bank da actividade cambial de conversão de divisas até um ano”, alertou Egna Sidumo, pesquisadora e professora universitária.

Sidumo avançou que esta suspensão vai causar um provável aumento de preferência pela liquidez das famílias e empresas, sublinhando que quando a maior parte dos bancos for alvo de corrida aos depósitos, simultaneamente pode haver uma crise financeira, fazendo com que o sistema financeiro deixe de funcionar, provocando uma recessão económica.

Para a economista, “os impactos desta suspensão são devastadores, podem provocar baixos níveis de produção e de investimento, aumento do desemprego e a redução dos gastos do Governo”.

O director executivo adjunto da Confederação das Associações Económicas (CTA) de Moçambique, Eduardo Sengo, diz que o impacto desta suspensão já se faz sentir na economia, “porque o Standard Bank é líder no mercado cambial”.

“A maior parte dos investidores estrangeiros usa o Standard Bank, e sendo este banco líder do mercado cambial, sem dúvida que esta suspensão vai afectar também o investimento estrangeiro no país” disse .

Os economistas sublinham, no entanto, que apesar destas situações, a decisão do Banco de Moçambique é correcta.

O comunicado do Banco de Moçambique indica que as infracções cometidas pelo standard Bank incluem, manipulação fraudulenta da taxa de câmbio, instalação e implementação de uma rede de pagamentos ilegal sediada fora do país e realização de operações irregulares de derivativos financeiros para a cobertura de risco associado à flutuação cambial, entre outras.

O Standard Bank diz estar a trabalhar com o Banco de Moçambique no sentido de esclarecer todas as alegações sobre a sua suspensão do mercado cambial e salvaguardar os interesses dos clientes.

Malawi aumenta volume de carga a partir do porto de Nacala

Malawi incrementa o volume de carga importada a partir do porto de Nacala, de setecentas mil para um milhão de toneladas.

O incremento está associado à reabilitação da linha férrea Nkaya/Limbe em Blantyre e a reconstrução da ponte ferroviária sobre o rio Shire, cuja inauguração foi feita, esta terça-feira, pelo Presidente da República, Lazarus Chakwera.

A ferrovia ora inaugurada passa a suportar carga equivalente a cem contentores contra os anteriores vinte.

A inauguração desta plataforma vai acelerar a interligação dos países do interland e ao Malawi, em particular, aproximando cada vez mais os povos e proporcionando um serviço eficiente, seguro e a preço competitivo.

O Porto de Nacala, pela sua localização geo-estratégica, tem sido usado como porta de entrada de produtos essenciais para o Malawi, entre combustíveis, fertilizantes e produtos alimentares.

Discursando na ocasião, o presidente do Malawi Lazarus Chakwera disse sentir-se orgulhoso com a efectivação deste projecto, tendo prometido que o seu executivo está a trabalhar para cumprir o acordo de conectividade através da linha férrea de Sena.

Sublinhou que o seu governo aposta na construção e reabilitação de linhas férreas para aliviar os custos de transporte de pessoas e bens.

A cerimónia de inauguração da infra-estrutura ferroviária, contou com a participação do alto comissário de Moçambique no Malawi, Jorge Gune.

Eventos da Inaugural Walkathon 2021

Lançamento da primeira série colaborativa de eventos da África em várias fases para impulsionar o turismo doméstico no Mês / Dia Mundial do Turismo (27 de Setembro de 2021).

On-line
1 de Set. de 2021, 21:00 – 30 de Set. de 2021, 17:00 (seu horário local)

 

Evolução dos Transportes Fórum e Vitrina de Moçambique

Transport Evolution Mozambique Forum & Showcase, organizado pelo MPDC, é uma conferência e exposição de transportes de alto nível, que se realiza em Maputo em Julho de 2021. O evento faz parte da série Transport Evolution da dmg events, tornando-a uma marca conhecida e de confiança. Além disso, o evento tem o apoio total do Ministro dos Transportes e Comunicações de Moçambique, da Companhia de Desenvolvimento Portuário de Maputo e da CFM (Autoridade Ferroviária de Moçambique).

Transport Evolution Mozambique Forum & Showcase reunirá mais uma vez líderes da comunidade de transportes regionais e internacionais para acelerar novas oportunidades de negócio nos sectores portuário, ferroviário e rodoviário. O fórum conta com especialistas da indústria procurados para discutir tópicos estratégicos e técnicos. Também acolhe os sectores público e privado à medida que identificam oportunidades e implementam planos para actualizar e manter as infra-estruturas de transporte existentes, bem como desenvolver novos sistemas para melhorar a prestação de serviços.

Pode visitar o website do evento em: www.transportevolutionmz.com

O evento será on-line
21 de Jul. de 2021, 09:00 – 23 de Jul. de 2021, 15:30 (seu horário local)
Link para a inscrição
https://bit.ly/392ltki