Wednesday, April 8, 2026
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BAD doa USD 1 milhão para Moçambique

Para impulsionar o conteúdo local e as iniciativas de desenvolvimento de Pequenas e Médias Empresas, em Moçambique, na criação de emprego, o grupo do Banco Africano de Desenvolvimento aprovou um donativo de um milhão de dólares.

Segundo o BAD, o donativo servirá para prestar assessoria técnica e institucional ao Instituto para a Promoção das Pequenas e Médias Empresas no apoio directo a start-ups e a Micro, Pequenas e Médias Empresas, com foco em negócios liderados por jovens e mulheres.

O projecto irá abranger acima de 150 empresas locais, facilitando o acesso a competências, certificação, contratos e financiamento de instituições financeiras locais, nos sectores do turismo, manufactura e agricultura.

Serão ainda abrangidas as áreas de tecnologias de informação e comunicação, saúde e transporte, com o objectivo de facilitar as ligações de fornecimento de bens e serviços entre as Pequenas, Médias e Grandes Empresas, incluindo entidades governamentais e organizações não-governamentais.

 

Sobre o BAD

Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) é um banco multinacional de desenvolvimento, criado em 1964, do qual são membros 53 países africanos. É financiado por 24 países europeus, americanos e asiáticos. Sua missão é fomentar o desenvolvimento económico e progresso social na África.

Desde o seu primeiro projecto em 1977 em Moçambique, o Grupo BAD tem prestado regularmente um apoio significativo e diversificado aos esforços de desenvolvimento do país, caracterizado por uma distribuição sectorial bem equilibrada.

Galp justifica a escassez de Gás de cozinha nos últimos dias em Maputo

A crise no fornecimento de gás de cozinha, verificado nos últimos dias em Maputo, deve-se às obras de ampliação da unidade de abastecimento do combustível na cidade da Matola bem como à crescente procura típica a estas alturas do ano, justificou a empresa Galp. 

Segundo Paulo Varela, do departamento de Relações Públicas da Galp, as obras na unidade de enchimento de gás vieram calhar com o aumento na procura do combustível.

Conforme disse, a fornecedora viu-se obrigada a ajustar o tempo de execução das obras e dos trabalhos do enchimento do gás, para acomodar a segurança dos seus trabalhadores.

“Por razões de segurança, as obras não podem decorrer em simultâneo com o processo de enchimento das botijas, isso para preservar a vida e a integridade física dos nossos trabalhadores. Por isso, achamos melhor encher as garrafas no período nocturno e as obras decorrem de dia”, disse Paulo Varela.

Apesar de a fornecedora ter ajustado o período de enchimento de gás nas botijas e de execução das obras, por razões de segurança, houve, segundo o representante da Galp, incremento da oferta entre sábado e esta segunda-feira, mesmo para responder à demanda.

A nossa fonte disse, por exemplo, que nestes últimos dias, o mercado recebeu 9 mil botijas ao dia, comparativamente aos anteriores sete 7 mil.

“Não porque estejamos a oferecer menos, até porque, nos últimos três dias, colocamos, no mercado, cerca de 27 mil garrafas, o que corresponde a nove 9 mil por dia, diferentemente do habitual”, acrescentou

Paulo Varela garantiu que o gás vai continuar disponível, tendo dito que, agora, o esforço é que, durante o período nocturno, haja enchimento de botijas em stock necessário, de forma a evitar que ocorra falta deste produto nos postos de venda.

Se por um lado a Galp está a redobrar esforços para minimizar a escassez do gás na região do Grande Maputo, os consumidores, por outro lado, ainda se ressentem da falta do produto. Mesmo sem uma data certa, o representante da Galp prometeu que a situação vai melhorar nos próximos dias.

“Vamos fazer tudo aquilo que for necessário para estabilizar esta procura excessiva pelo gás, mesmo dentro das limitações de que nos deparamos relacionadas com o curso das obras”.

Para Paulo Varela, a Galp Moçambique sabe que a situação tem, habitualmente, originado especulação nos preços de venda do gás. Por isso, a empresa está, junto das autoridades governamentais, a trabalhar para evitar qualquer tipo de oportunismo.

A nossa fonte avançou, ainda, que as obras de ampliação da unidade de enchimento do gás da Galp, na cidade da Matola, poderão ser concluídas em Dezembro do ano em curso.

O Governo está atento e sabe da escassez de gás de cozinha na região metropolitana de Maputo e diz já ter mantido encontros com a fornecedora Galp, com vista a ultrapassar o problema. O alargamento da capacidade de produção foi a recomendação deixada pelo Executivo e acredita que está a ser implementada, daí que tem datas já delimitadas para pôr o fim ao problema.

Preço do petróleo da OPEP ultrapassa 70 dólares

Depois de seis dias consecutivos de aumentos, o preço do petróleo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) ultrapassou a barreira dos 70 dólares pela primeira vez em 18 meses, ao ser negociado a 70,21 dólares por barril na sexta-feira.

O secretariado da organização com sede em Viena adiantou que o barril utilizado como referência pela OPEP, não tinha sido vendido a mais de 70 dólares desde 06 de Janeiro de 2020, ou seja, desde antes do início da pandemia afundar os preços do petróleo.

O valor de sexta-feira, superior em 0,46% ou 0,32 dólares ao de quinta-feira, é o resultado de uma tendência de subida sustentada nas últimas duas semanas, que acumula um aumento de 10%.

A média do preço do barril da OPEP desde o início deste ano é agora de 62,43 dólares, aproximando-a dos 64,04 dólares que atingiu em média em 2019, depois de ter caído 35 no ano passado para 41,47 dólares devido à crise da pandemia.

Segundo os analistas, por trás da actual valorização do chamado “ouro negro” está a perspetiva de uma forte recuperação da procura para relançar a actividade económica, especialmente as viagens e o turismo, à medida que a vacinação contra a covid-19 avança, especialmente nos Estados Unidos, Europa e China.

Nesta situação, a decisão da OPEP e dos 10 aliados, incluindo a Rússia, de manter os fornecimentos limitados e apenas os aumentar gradualmente e os controlar (em cerca de dois milhões de barris por dia entre Maio e Julho), contribuiu também para a subida do preço do petróleo.

Poucos agricultores moçambicanos têm acesso a crédito bancário

O Inquérito Agrário Integrado de 2020 divulgado pelo Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural, refere que o número de agricultores moçambicanos que têm acesso ao crédito bancário não chega a 1%, situando-se em 0,6%.

O levantamento começou em Setembro e durou três meses, tendo incidido sobre 140 dos 154 distritos do país.

O inquérito, apresentado pelo ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, apurou que as pequenas explorações agropecuárias dominam a estrutura do sector em Moçambique, com pouco mais de 4,1 milhões, seguidas, de muito longe, pelas médias explorações, com 93.183 unidades. As grandes explorações perfazem apenas 873 unidades.

As pequenas explorações incluem a agricultura familiar, fonte de subsistência da maioria das famílias moçambicanas, enquanto as grandes são de cariz empresarial, situando-se as médias explorações entre os dois paradigmas.

De acordo com o inquérito, os novos pequenos produtores são a principal determinante do incremento da área de produção em Moçambique, que passou de pouco mais de 3,6 milhões de hectares em 2017, para cerca de 5,2 milhões de hectares em 2020.

O inquérito refere que os agricultores moçambicanos têm um baixo acesso a tecnologias e aponta o exemplo do sistema de rega, que chega a apenas 9,3% dos produtores.

Apenas 7,8% usam fertilizantes químicos, 5,5% recorrem a pesticidas, 1,8% trabalham com herbicidas e 8,8% usam estrume.

O acesso à informação sobre preços subiu significativamente nos últimos quatro anos, chegando a 39,9% dos produtores contra 18,4% em 2017.

A percentagem de perdas pós-colheita estagnou entre 2017 e 2020, mantendo-se em 13,5% nesse período.

Os números mostram uma tendência de incremento em 19% das pequenas explorações, subindo ao mesmo ritmo que o crescimento demográfico nacional, que é de cerca de 2% ao ano.

Falando no final da apresentação dos resultados do inquérito, o ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural disse que o país passa a contar com dados fiáveis no sector, o que vai permitir uma melhor planificação para o crescimento do desenvolvimento agropecuário.

“Houve uma orientação estratégica do Governo no sentido da realização do inquérito, para termos a certeza de que temos dados fiáveis para a nossa planificação”, disse Celso Correia.

O documento divulgado só estará disponível ao público a partir do dia 15 de Junho.

MOZAGO

MOZAGO

A Mozago é uma Empresa Moçambicana de Construção, focada em servir clientes empresariais de média e grande dimensão, realizando trabalhos de diversa escala no sector construtivo: escritórios, agências bancárias, hotelaria, restauração, residencial, infra-estruturas entre outras.

Estão presentes em todo o país para o servir, onde quer que esteja.

Com cerca de 250 profissionais a colaborar, 250 clientes e 450 empreitadas, têm a capacidade operacional para colocar em prática o seu desafio de construção. Em resultado dos anos de experiência, apresentam-se como a solução dos seus projectos, chave na mão.

Contactos

Telefone: +258 873 108 538

Endereço: Rua de Mbuzine, nº 501, Bairro das FPLM, Maputo – Moçambique

Email: info@mozago.com

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Website: www.mozago.com

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RSM

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A RSM Moçambique é uma empresa líder mundial nas áreas de Audit, Tax e Consulting. Construímos relações sólidas totalmente orientadas para o cliente. Dedicamos tempo a entender o seu negócio, estratégia e objectivos e, inspirados pelo poder da nossa rede global, apresentamos propostas totalmente adaptadas às suas necessidades.A nossa rede internacional, presente em mais de 120 países, permite trazer para Moçambique conhecimento sobre as tendências dos mercados internacionais.

 

Contactos

Telefone : +258 844 141 138

Endereço: Edifício Millennium Park – Avenida Vladimir Lenine, nº 174, 11º piso, Maputo

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Webinar: Confiança como Alavanca de Resultados no Home Office

Equipes que trabalham com alta confiança desempenham resultados significantemente melhores que aquelas que trabalham com baixa confiança. Mais relevante do que nunca as culturas de alta confiança conseguem mais engajamento, resultados com maior velocidade e menos custos.

 

Informações sobre o webinar: 

Data: 9 de Junho

Hora: 10:00 (BRT)

Duração: 50 minutos

Host: Marcelo Masini

 

Inscreva-se AQUI 

Economia em crescimento pelo segundo mês consecutivo

Calculado pelo Standard Bank Moçambique, o indicador Purchasing Managers Index (PMI), que reflete as expectativas do sector privado acerca da economia, continuou em terreno positivo durante o mês de Maio, depois de sair de 13 meses de declínio em Abril, anunciou o banco.

“Pelo segundo mês consecutivo, os dados do inquérito PMI indicaram uma expansão na economia moçambicana”, indica a nota de análise.

“A produção e as novas encomendas continuaram a crescer, embora a ritmos ligeiramente mais lentos em comparação com o crescimento inicial registado em Abril”, detalhou, com o índice PMI a fixar-se em 51,2 pontos em Maio, depois de 51,3 em Abril.

Nesta análise, valores acima de 50 apontam para uma melhoria nas condições das empresas no mês anterior, ao passo que valores abaixo de 50 mostram uma deterioração.

O Standard destacou que o emprego aumentou pela primeira vez desde Janeiro e as perspectivas para a actividade futura são as mais altas desde Dezembro de 2019.

Em relação aos preços, as empresas moçambicanas registaram, em Maio, “um ligeiro aumento nos custos de aquisição, com a taxa de inflação a descer para o seu ponto mais baixo em quatro meses”. 

“Em contraste, foi registrado o mais rápido aumento de custos com pessoal em 2021 até ao momento, visto que a criação de empregos levou a que algumas empresas aumentassem a remuneração global”, concluiu.

O PMI publicado pelo Standard Bank resulta das respostas de directores de compras de um painel de cerca de 400 empresas do sector privado.

Conferência MozGreen celebra o ambiente

A 1ª Conferência Digital de Negócios Verdes – MozGreen, decorreu nos dias 2 e 3 de Junho de 2021. Foi um evento 100% online que se enquadrou nas comemorações da semana do ambiente, sendo que o dia do ambiente assinalou-se no sábado dia 5 de Junho.

Ao longo de dois dias, trinta oradores de Moçambique, Índia e Quénia, dentre eles representantes governamentais, parceiros de desenvolvimento, empreendedores e sector privado, puderam partilhar as suas experiências e aprendizados, com vista à construção de um ecossistema verde em Moçambique. 

Foram debatidos no evento, temas como: economia circular como modelo para um crescimento económico sustentável, as novas tendências na área da sustentabilidade, como construir uma empresa verde; mulheres que transformam a história da economia circular em Moçambique; construindo uma sociedade orientada para as energias renováveis econstruindo uma sociedade livre do plástico. 

A Conferência contou com participações bastante significativas, dentre elas a ilustre presença de Sua Excelência Nuala O’Brien, Embaixadora da Irlanda em Moçambique. 

Segundo Nuala O’Brien “esta conferência foi concebida para aumentar a visibilidade dos negócios verdes e dos empreendedores verdes, para trazer mais actores para esta consciência e para este ecossistema, para criar ainda mais redes de contactos entre todos e ajudar a estabelecer novas parcerias”. 

Esta é uma iniciativa promovida pela ideiaLab em parceria com a Embaixada da Irlanda em Maputo, e conta com o apoio da AIMO – Associação Industrial de Moçambique; AMER – Associação Moçambicana de Energias Renováveis; Emotion; Fundação Carlos Morgado; Gaia Consulting; e da Profile. 

 

Sobre o MozGreen 

A MozGreen tem como objetivo fortalecer as empresas e seus empreendedores, dando-lhes visibilidade e contribuindo para a construção de um ecossistema de pessoas e organizações que apoiam o empreendedorismo verde.     

 

Sobre a ideiaLab

É uma empresa Moçambicana fundada em 2010 com o propósito de inspirar empreendedores, apoiar o desenvolvimento de startups, acelerar o crescimento de Micro, Pequenas e Médias empresas, e promover o empreendedorismo e a inovação. 

 

Sobre a Embaixada da Irlanda em Moçambique

Reconhecendo o importante papel que os micro e pequenos negócios desempenham nas acções climáticas e desenvolvimento sustentável, a Embaixada da Irlanda em Moçambique está a dar suportes aos actores, engajados em desbloquear tecnologias limpas do País, para ajudar a consertar e minimizar o impacto das mudanças climáticas e degradação ambiental, através de negócios que tenham uma iniciativa de economia verde e que procurem soluções que tragam, benefícios de desenvolvimento sustentável para as comunidades enquanto ajudam a endereçar problemas relacionados com a pobreza e desigualdade. 

Inquérito Agrário 2020 revê em baixa a produção nacional 

Em termos de cereais por exemplo, os dados administrados em 2020 apontavam que Moçambique produziu um total de 2,8 milhões de toneladas, mas o Inquérito Agrário Integrado (IAI) 2020, apurou 1,9 milhão de toneladas, uma diferença de cerca de 900 mil toneladas, correspondente a 32,2%. Quanto as leguminosas, os dados de 2020 apontam para uma redução de 862,8 mil toneladas, contra 439,8 mil toneladas apuradas através do inquérito agrário, o que equivale a uma diferença de 422,9 mil toneladas, correspondente a 49,1%.

Em relação às raízes e tubérculos, em 2020 estimava-se uma produção nacional de 17,6 mil toneladas, mas o IAI aponta para 6,4 mil toneladas em 2021, uma redução de 11,2 mil toneladas, correspondente a 63,6%. Nas oleaginosas, em 2020 esperavam-se 247,5 mil toneladas, contra 212,6 mil toneladas segundo o inquérito, o que representa uma descida de 34,9 mil toneladas, equivalente a 14,1%.

Nas amêndoas houve uma redução de 145,5 mil toneladas para 2,4 mil toneladas, isto é uma queda na ordem de 98,3%. Este resultado pode estar associado ao défice no sector do caju. Das 567,4 mil toneladas de frutas produzidas em 2020, o inquérito reduziu a cifra para 269,2 mil toneladas, o que corresponde a uma diferença negativa de 298,2 mil toneladas, ou seja, 52,5%.

As outras culturas também seguiram a mesma tendência de redução, que afectou igualmente o sector pecuário mas este, em menor dimensão. Reagindo aos dados, o Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, explicou que esta discrepância tem a ver com a ausência de anuários estatísticos no sector e que pode impactar o desempenho do PIB do sector agrícola em 2021.

Correia reconhece que o país ainda está longe de autosuficiência alimentar mas o passo nesse sentido já foi dado através do projecto SUSTENTA.

O IAI 2020 avança ainda que 97,8% da área arável nacional, é explorada por pequenos produtores correspondentes a 4.167,702 produtores, 2,19% (93.183 produtores) são médias explorações e 0,02% (873 produtores) são grandes explorações.

A nível de agricultura familiar, apenas 6,9% dos produtores têm acesso aos serviços de extensão, 9,7% dos produtores usam semente melhorada, 0,6% acede ao crédito e 39,9% conhece os preços de produtos. Contudo, o índice de perdas pós-colheita situa-se nos 13,5%.

Nampula, Zambézia, Tete, Sofala, Manica e província de Maputo são os maiores produtores nacionais em termos agregados.

Lançado em Setembro do ano passado, pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, o Inquérito Agrário Integrado de 2020 foi concluído no passado mês de Maio, tendo abrangido 141 dos 150 distritos nacionais e custou 200 milhões de meticais, financiados pelo Banco Mundial.