Tuesday, April 7, 2026
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Cai robustez das empresas privadas no primeiro trimestre

Estabelecido pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), o Índice de Robustez Empresarial registou uma queda significativa no primeiro trimestre de 2021 face ao quarto trimestre de 2020, passando de 40% para 28%, o correspondente a uma variação em 12pp.

Durante a realização da terceira edição do Economic Briefing, na última quinta-feira (06), a CTA justificou a deterioração, principalmente com o agravamento das medidas restritivas adoptadas no âmbito da contenção da propagação da Covid-19, que levou a uma redução significativa da facturação do sector empresarial em cerca de 26%.

Dados partilhados pela CTA, durante o evento, indicam que, se no quarto trimestre de 2020, o lucro por unidade de produção era de 1,126 Meticais, no primeiro trimestre de 2021, o lucro foi 753 Meticais negativos.

Em termos sectoriais, o Índice aponta a hotelaria e restauração, comércio e serviços e transportes foram os que mais influenciaram essa queda, exactamente, porque as medidas implementadas no âmbito da prevenção da propagação da Covid-19 incidiram mais sobre estes sectores.

Em termos de perspectivas, a CTA antevê que o alívio das restrições, decretado pelo Governo, no âmbito do Estado de Calamidade Pública resulte numa ligeira recuperação dos postos de trabalho, particularmente para os sectores de turismo, subsectores de entretenimento, bem como serviços como ginásios e transportes.

A nível do ambiente de negócios, a Confederação espera que, de entre várias acções, sejam introduzidos alguns instrumentos normativos, relevantes para o sector empresarial, nomeadamente: o visto electrónico que traduzir-se-ia na redução do tempo, custo e procedimento de emissão do visto; o regulamento geral do acesso à energia fora da rede, que visa impulsionar o uso de energias limpas ou amigas do ambiente e incrementar a competitividade do sector. 

CPLP Defende Projecto Comum Para Exploração de Gás

O ministro das Minas e Hidrocarbonetos da Guiné Equatorial defendeu esta quinta-feira um projecto comum dos países lusófonos para a exploração de gás.

O ministro das Minas e Hidrocarbonetos da Guiné Equatorial defendeu esta quinta-feira um projecto comum dos países lusófonos para a exploração de gás, sublinhando a necessidade de uma transição energética mais demorada em alguns países africanos.

“Os países produtores de hidrocarbonetos como a Guiné Equatorial, Angola, Moçambique ou Brasil e Portugal, como grande consumidor, é muito importante que possamos trabalhar num projecto coordenado ao nível da CPLP para poder explorar o gás para uso das nossas economias”, disse Gabriel Obiang Lima.

O ministro falava esta quinta-feira, no centro de conferências de Simpopo, Guiné Equatorial, no segundo dia da cimeira de negócios promovida pela Confederação de Empresários da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

“Cada vez será mais difícil conseguir financiamento para desenvolver os nossos produtos [petrolíferos] porque mundialmente há uma grande motivação para levar a cabo a transição energética de hidrocarbonetos para as energias renováveis”, assinalou.

Mas, apesar disso, defendeu, em países como a Guiné Equatorial e outros em África, essa transição terá de “levar no mínimo mais 20 anos”.

“Só aí estaremos ao nível dos países desenvolvidos”, disse.

O ministro equato-guineense falava num painel com responsáveis governamentais da Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, além de representantes de Portugal, Brasil e Moçambique sobre o papel dos governos na atração de investimento estrangeiro.

Por seu lado, o deputado socialista português Luís Moreira Testa considerou que, no novo advento das energias renováveis, Portugal tem potencial para passar de consumidor a produtor de energia.

“Os hidrocarbonetos servirão nas próximas décadas como combustíveis de transição. Portugal é um grande consumidor de gás natural, proveniente maioritariamente da Argélia, e a nova geração de consumo de gás natural na Europa prevê a obrigatoriedade de inclusão de hidrogénio verde”, disse.

Neste sentido, defendeu o deputado, os ‘pipelines’ que trazem o gás da Argélia podem, num futuro próximo, levar o gás produzido na Guiné Equatorial ou em Moçambique cortado com hidrogénio verde produzido em Portugal.

“Isto pode ser uma grande oportunidade de comunhão energética na CPLP”, disse.

Num outro domínio, o ministro do Comércio, Indústria e Energia de Cabo Verde, Alexandre Dias Monteiro, considerou a mobilidade dentro do espaço da comunidade lusófona como “um factor crítico” para a criação de um “quadro favorável” aos negócios e ao investimento estrangeiro.

“A mobilidade é um factor crítico de contactos e intercâmbios entre as empresas e empresários”, disse, sublinhando os avanços alcançados neste domínio nos últimos anos, que deverão permitir a assinatura de um acordo de mobilidade na próxima cimeira de Chefes de Estado e de Governo, em Julho, em Luanda.

Por seu lado, o ministro da Economia da Guiné-Bissau, Vitor Mandinga, defendeu a criação de uma agência de promoção de investimento ao nível da comunidade que permita uma articulação com as agências de cada um dos países.

“Esse mecanismo é indispensável para tornar mais homogénea a legislação sobre o investimento e mais harmonizada a distribuição de oportunidades de investimento pelos países”, disse, considerando que falta aos empresários “informação transversal” sobre toda a CPLP.

A ministra dos Negócios Estrangeiros de São Tomé e Príncipe, Edite Ten Jua, destacou a importância de criar um clima de confiança para atrair investimentos, nomeadamente ao nível da protecção jurídica e da justiça fiscal, bem como da simplificação dos procedimentos administrativos, a par com a existência de infraestruturas e meios de transporte e comunicações.

CPLP apela a melhoria da rede de transporte para flexibilizar investimentos

Os nove países-membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa foram unânimes ao defender a ideia de uma melhor rede de transporte entre os integrantes do bloco como forma de viabilizar negócios e atrair investimentos. Os intervenientes falavam num painel subordinado ao tema: como investir nos países da CPLP.

Num painel no qual estiveram representados os nove países que fazem parte da CPLP, os intervenientes apresentaram as oportunidades de cada Estado-membro, os desafios que enfrentam e formas de investir nos integrantes da comunidade.

Apresentadas as potencialidades, os países foram uniformes em relação às grandes vantagens que possuem para fortalecer a economia, mas faltam-lhes a componente de transporte que permitiria maior escoamento, fluxo e movimentação de mercadoria.

“Há um grande problema no transporte de pessoas e carga dentro dos nossos países. É preciso criar uma agência que se dedique a apontar os caminhos mais adequados para que a mobilidade seja facilitada. Não pode haver negócio, investimento sem que haja o aumento das possibilidades de todo o tipo de transporte”, constatou Vitor Mandinga, ministro da Economia, Plano e Integração da Guiné Bissau.

Enquanto não se ultrapassa a questão de transporte dentro da CPLP, Angola vai anunciando uma série de vantagens para todos os que pretendam investir naquele país. “A atribuição de benefícios fiscais passou a ser mais selectiva, sobretudo quando o investidor direcciona os seus investimentos para sectores produtivos e com maior tendência na geração de emprego”, apontou Victor Fernandes, secretário de Estado do Comércio de Angola.

São Tomé e Príncipe, Portugal, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Brasil e Cabo Verde, além apresentarem as oportunidades de investimento nos seus países, apelar à melhoria da rede transporte, instaram a Comunidade de Países de Língua Portuguesa a reflectir sobre formas de ajudar na recuperação da economia dos Estados-membros, duramente afectada pela COVID-19.

Webinar da mesa redonda de negócios

A CCMI vem informar que está prevista uma missão à Beira no dia 7 de Maio, no âmbito do Diálogo Político sobre Economia, Negócios e Comércio, a delegação moçambicana será liderada pelo Ministro da Indústria e Comércio, Carlos Mesquita. MINEC e MEF estarão presentes  e também outras entidades.

Encontre abaixo o programa.

Para os nossos associados que não se encontram na Beira, podem encontrar o link para aceder ao webinar sobre exportação e investimento na era da Covid-19 que terá início às 15h no dia 7 do mês corrente.

Tópico: * Exportação e Investimento na época do Covid-19*

* Data/Hora: 7 Maio de 2021 às 15h:00 *

Entrar na reunião Zoom

https://us04web.zoom.us/j/75410398777?pwd=OGVYa0JFTWJiT1dZa1U1RTNtdWwvdz09

ID da reunião: 754 1039 8777

Senha de acesso: Sofala21

PM recomenda gestão transparente dos recursos financeiros

O Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, instou os novos empossados dos Secretários Permanentes dos Ministérios da Saúde e do Mar, Águas Interiores e Pescas, a pautarem pela utilização racional e transparente dos recursos financeiros, materiais e patrimoniais, primando pela efectiva observância das normas e procedimentos de boa gestão da coisa pública.

No seu discurso de tomada de posse, o Primeiro-Ministro, disse que os empossados são chamados a promover acções de formação e capacitação dos recursos humanos para melhorar continuamente as suas habilidades e competências no âmbito do desenvolvimento do capital  humano.

“Para além disso, devem primar pela observância da transparência, imparcialidade e celeridade na tramitação dos actos administrativos atinentes a promoções, progressões e mudança de carreira dos funcionários e agentes do Estado” frisou.

Carlos Agostinho do Rosário , recomendou ainda para que assegurem que as petições, reclamações, queixas e sugestões dos cidadãos sejam adequadamente tratadas, sendo as decisões tomadas comunicadas aos interessados dentro dos prazos legais.

Trocas comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa

De acordo com as estatísticas dos Serviços da Alfândega da China, as trocas comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa em Janeiro de 2021 foram de USD 13,139 mil milhões, um aumento homólogo de 4,5 por cento, e um aumento de 2,14 por cento face ao mês anterior.

As importações da China dos Países de Língua Portuguesa foram de US$8,254 mil milhões, um decréscimo homólogo de 0,24 por cento, e um aumento de 3,5 por cento face ao mês anterior, enquanto as exportações da China para os Países de Língua Portuguesa foram de US$4,886 mil milhões, um aumento homólogo de 13,61 por cento, e um aumento de 0,3 por cento face ao mês anterior.

Seminários MozUp: Sector do Petróleo e gás para as empresas

O MozUp tem como objectivo promover o desenvolvimento de empresas moçambicanas (Micro, Pequenas e Médias Empresas – MPMEs) mediante a transferência de conhecimentos e capacitando-as com vista a serem mais competitivas nos diversos sectores de crescimento de Moçambique, incluindo na cadeia de aprovisionamento de gás natural liquefeito (GNL).

Em Maio 2021, a organização irá organizar três seminários (1 presencial e 2 online e grátis), que proporcionam às MPMEs a informação e o conhecimento necessários para participarem no sector do petróleo e gás, assim como a acederem a potenciais oportunidades de negócio em Moçambique. Os eventos terão a seguinte agenda:

– Seminário sobre Introdução ao Gás Natural Liquefeito, dia 7 de Maio de 2021, duração: 2horas 30m período da manhã. Link registo:

https://pt.surveymonkey.com/r/MozUp_Intro_GNL

– Seminário sobre Protecção, Segurança, Saúde e Educação Ambiental (SSHE), dias 12 e 13 de Maio de 2021, duração: 1hora 30m período da manhã. Link registo:

https://pt.surveymonkey.com/r/MozUp_SSHE

– Seminário sobre Introdução aos Processos e Requisitos de Procurement , dias 26 e 28 de Maio de 2021, duração: 3 horas período da manhã (presencial) – Limite 15 participantes. Link registo:

https://pt.surveymonkey.com/r/MozUp_Procurement

Como participar?

Se a sua empresa estiver interessada em participar no seminário acima mencionado, faça o registo dos participantes no respectivo link. O mesmo irá fechar assim que atingirmos os 50 participantes e 2 dias antes de cada formação.

Como obter mais informação?

A nossa equipa encontra-se disponível para qualquer informação através do nosso website, https://mozup.org/, e redes sociais.

Siga a MozUp para ficar a saber mais sobre as suas actividades e registar-se em futuras iniciativas através dos seguintes links:

  • LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/mozupedc/
  • Instagram: https://www.instagram.com/mozup_edc/
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Moçambique poderá sair da recessão durante o segundo trimestre de 2021

O economista-chefe do Standard Bank Moçambique, Fáusio Mussá, disse ontem acreditar ser provável que Moçambique saia da recessão durante o segundo trimestre de 2021, uma vez que o país está a passar por um abrandamento das restrições relacionadas com a pandemia do COVID-19.

Os efeitos de base explicam grande parte do crescimento esperado, visto que a conjuntura ainda aponta para uma procura agregada moderada e um claro sentimento negativo, na sequência de uma série de ataques terroristas que originaram uma situação humanitária na província do norte do país, Cabo Delgado e mais atrasos na implementação de projetos de gás natural liquefeito (GNL).

“Assim, as nossas previsões de crescimento a médio e longo prazo foram revistas em baixa, devido ao declíneo esperado do investimento directo estrangeiro, inevitavelmente acentuado, na sequência da declaração de força maior da Total relativamente ao seu projeto de GNL. É pouco provável que o crescimento médio do PIB exceda o crescimento populacional que se situa entre 2,5%-3% ao ano. Esta diminuição das perspectivas de crescimento tem implicações macroeconómicas muito importantes devido às pressões fiscais” explicou Fáusio Mussá.

O economista-chefe do Standard Bank Moçambique, considerou por outro lado os desafios do país, inerente os atuais desafios de segurança, a incerteza de resposta em termos de políticas, a COVID-19, e os eventos climáticos, prevemos que o dólar americano e o metical encerrem o ano com um valor de aproximadamente 60,7 no cenário bull, 65,4 no cenário de base e 70,1 no cenário bear.

Observando a inflação do final do ano no cenário base aponta para 7,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, com uma previsão de recuperação do PIB a manter-se baixa num crescimento anual de apenas 1,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.”

Registado aumento de produção das empresas

Em Moçambique, as condições das empresas aumentaram pela primeira vez em mais de um ano durante o mês de Abril, tendo os últimos dados do inquérito PMITM mostrado sinais iniciais de uma recuperação do impacto da pandemia de Covid-19.

As empresas verificaram novos aumentos tanto na produção como nas novas encomendas, levando a uma forte subida na aquisição de meios de produção e na reposição de inventários. Isto coloca pressão adicional nos custos dos meios de produção, que subiram ao ritmo mais elevado desde Março de 2020. A confiança nas empresas relativamente à produção futura atingiu um pico de 16 meses, mas os números do emprego continuaram a cair.

O principal valor calculado pelo inquérito é o Purchasing Managers’ IndexTM (PMI). Valores acima de 50,0 apontam para uma melhoria nas condições das empresas no mês anterior, ao passo que valores abaixo de 50,0 mostram uma deterioração. Em Abril com 51,3, registando uma subida em relação a Março com 49,1, o principal indicador do PMI verificou o seu primeiro registo acima do valor neutro de 50,0 desde Fevereiro de 2020. Isto assinala a primeira melhoria nas condições das empresas desde que a economia sofreu o primeiro impacto da pandemia de Covid-19 e das restrições associadas. As empresas inquiridas registaram um novo período de expansão nos níveis de produção durante Abril, que foi atribuído, em grande parte, ao aumento da afluência de novas encomendas e do número de clientes. A recuperação geral na produção foi sólida, com aproximadamente 22% das empresas a registarem mais atividade do que em Março.

Consequentemente, a actividade de aquisição aumentou ao ritmo mais elevado em mais de um ano e meio, já que as empresas procuraram reforçar os seus stocks, antecipando novos aumentos na procura e nos preços das matérias-primas. O aumento da procura de meios de produção incentivou uma melhoria no desempenho do fornecimento, uma vez que os fornecedores enfrentaram uma forte concorrência, com os prazos de entrega a diminuir a um ritmo sólido.

Os números do emprego caíram pelo terceiro mês consecutivo, originando, contudo, pressões sobre a capacidade produtiva em várias empresas. Designadamente, as encomendas em atraso aumentaram para os valores mais elevados desde o início do inquérito, há seis anos.

Em Abril, os preços dos meios de produção foram mais elevados devido, em grande parte, a um aumento acentuado nos custos de aquisição, que foi atribuído a uma maior procura de matérias-primas. Os custos gerais dos meios de produção aumentaram ao ritmo mais elevado desde Março de 2020. As empresas transferiram estes custos para os clientes através de uma subida nos preços de venda, apesar de a inflação ter diminuído ligeiramente desde o período do inquérito anterior. Por último, em Abril, a confiança das empresas relativamente aos próximos 12 meses da actividade do sector privado foi bastante positiva.

Mais de dois terços dos inquiridos esperam que a produção aumente, mostrando esperança numa maior afluência de novos negócios, em mais exportações e na abertura de novas sucursais.

Como resultado, o nível de optimismo foi o mais elevado desde o final de 2019.

Empresários da CECPLP defendem a criação do Banco de Desenvolvimento

Empresários da Comunidade dos países de língua portuguesa (CPLP) defendem a criação de um banco ou fundo de desenvolvimento na organização, com vista a apoiar o surgimento de novos negócios, viabilizando financiamento para a execução dos projectos do bloco.

A ideia foi partilhada ontem, em Malambo, na Guiné Equatorial, pelo presidente da Confederação Empresarial da CPLP, Salimo Abdula, na abertura da primeira Cimeira de Negócios deste fórum, que decorre até amanhã, que instou os governos dos países-membros a aceleraram o processo da criação do Banco de Desenvolvimento da Comunidade.

Segundo Abdula, a efectivação desta ideia será uma mais valia para o desenvolvimento dos países da comunidade pois facilitará o acesso ao financiamento.

“Este banco será uma ferramenta que passará a apoiar projectos bons de pequeno, médio ou grande porte, ultrapassando, assim, a dificuldade de acesso ao financiamento que muitas vezes tem um elevado custo nos países da comunidade, inviabilizando os referidos projectos”, argumentou Salimo Abdula, presidente da Confederação Empresarial da CPLP.

Apesar de unidos por uma mesma língua e interesses económicos, pode haver conflito entre os estados-membros, daí que Salimo Abdula propõe a criação de um tribunal de arbitragem.

“Este tribunal, traria mais eficácia para dirimirmos litígios entre empresários da comunidade. Neste momento, este projecto se encontra em uma fase muito avançada. Foi constituída uma missão que está a trabalha afincadamente no tema e já produziu várias propostas de documentos e elaborou um questionário com perguntas que visam definir um modelo ideal para a construção do referido tribunal arbitral”, revelou Salimo Abdula.

Porque a abertura da cimeira coincidiu com o dia mundial da língua portuguesa, o secretário-executivo da CPLP disse que o português, factor de união entre os países do bloco, deve servir de ferramenta para ao desenvolvimento da comunidade.

“A língua portuguesa esteve na criação e é matriz identitária da CPLP, permanecendo, até hoje, como um pilar fundamental e um elemento congregador, de todos os países e povos que a partilham. A língua, a cultura, a história e uma vivência comum continuam a unir-nos e a possibilitar que juntos projectemos um futuro cada vez melhor para os nossos povos com mais mobilidade, por oportunidades, mais cooperação, desenvolvimento e laços de amizade mais fortes”, indicou Francisco Ribeiro Telles, secretário-executivo da CPLP.

A primeira cimeira de negócios da Confederação Empresarial da CPLP decorre sob o lema: Juntos somos mais fortes e fazemos o mundo avançar.