Tuesday, April 7, 2026
spot_img
Home Blog Page 528

Facturação empresarial cai no 1T de 2021, diz CTA

Facturação empresarial regista queda de 26% no primeiro trimestre deste ano, em comparação com igual período do ano anterior, segundo reporta a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA).

Entre as razões desta redução estão as medidas restritivas no âmbito do combate à COVID-19.
“O 1o Trimestre de 2021 é marcado pela segunda vaga de propagação da pandemia do covid-19 que induziu a adopção de novas medidas restritivas que limitaram a actividade empresarial”, lê-se no documento produzido pela CTA denominado “Índice de Robustez Empresarial”.

O mesmo relatório mostra que a robustez empresarial caiu de 40% para 28%, queda causada não só pela pandemia, mas, pelos “efeitos negativos dos ataques terroristas em Cabo Delgado bem como os ciclones Chalane e Eloise que afectaram a zona Centro do país.”

Metical deprecia-se face ao dólar 

Metial deprecia-se: Tem se notado uma tendência contrária a dos últimos 2 meses do Metical face ao dólar.  Actualmente, um Dólar norte-americano (USD) custa quase 60,00 Meticais, saindo de 55,00 Meticais. Durante os meses de Março e Abril, o valor da moeda nacional cresceu de 75,00 Meticais para 54,00 Meticais, por USD. Entretanto, nos últimos dias, desde finais de Abril passado, o dólar fica mais caro.

Embora a passos lentos o metical deprecia-se. O Dólar tende a subir, novamente, o valor da nossa moeda. Em concreto, 1,00 USD custa 58,00 Meticais a compra e 59,00 Meticais a venda, de acordo com o câmbio do dia do Banco de Moçambique.

A tendência também se verifica em outras moedas. O Metical deprecia-se também em relação ao Euro e Rand 1,00 Euro custa 70,00 Meticais, saindo dos 66,00 Meticais. 1,00 Rand compra-se a 4,00 Meticais, saindo de 3,80 Meticais.

Embora a valorização do Metical fosse, em certa medida, benéfica para a economia, nos últimos dias, a situação tende a reverter-se. As projecções feitas recentemente pela Fitch Solutions, uma instituição internacional de notação financeira, indicam que a moeda nacional poderá voltar a atingir os 74,00 Meticais até ao final deste ano.

Leia o artigo: Conheça a banca em Moçambique

Mineradora Vale aposta no conteúdo local 

O investimento feito pela Vale Moçambique na aquisição de produtos e serviços em empresas nacionais no ano passado, com o objectivo de reforçar a aposta no conteúdo local foi de  mais de 290 milhões de meticais. O valor corresponde a 17% do total da verba direccionada às despesas da mineradora.

Empenhada em promover um desenvolvimento sustentável que beneficia a economia local, a Vale permite que haja uma maior inclusão na cadeia de valor das empresas estabelecidas em Moçambique. Pelo menos 52% dos fornecedores contratados em 2020 são empresas locais que, com o apoio da Vale, melhoram gradualmente a qualidade dos produtos e serviços que fornecem à empresa.

Todos os anos, a mineradora realiza o ‘Vale Day’, uma iniciativa destinada a fornecedores e potenciais fornecedores para que possam visitar e conhecer as instalações da empresa, bem como todo o processo que envolve a produção do carvão mineral. Ao conhecer o processo de produção do carvão, os fornecedores identificam as principais necessidades da empresa e, desta forma, conseguem elaborar propostas de procurement mais assertivas.

Em 2020, a Vale Moçambique convidou 100 gestores de pequenas e médias empresas nacionais para participarem de duas sessões virtuais com o propósito de dar a conhecer o seu processo produtivo, acções sociais, de conteúdo local e de sustentabilidade, oportunidades de refeitório, cadastro e cadeia de suprimentos. Os fornecedores passaram, igualmente, a conhecer o modelo da empresa para a elaboração de propostas técnicas e comerciais para o aprovisionamento de produtos e serviços.

Nos últimos 15 anos, a Vale investiu mais de 12 biliões de dólares na sua operação em Moçambique, tendo garantido cerca de 20 mil postos de trabalho. Actualmente, a empresa dá emprego a 13 mil trabalhadores, directos e indirectos.

Desta forma a Vale Moçambique coloca em prática um dos seus valores que é “Crescer e Evoluir Juntos”, fomentando uma maior aproximação entre os fornecedores locais e a empresa e permitindo uma maior capacitação das empresas que integram a cadeia de valor.

Moçambique regista queda de preços em Abril

Moçambique registou em Abril uma ligeira deflação (queda de preços) de 0,03%, em comparação com o mês de Março. A informação é resultante de dados recolhidos pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), no mês em questão, nas cidades de Maputo, Beira e Nampula.

A divisão de alimentação e bebidas não alcoólicas foi a de maior destaque, ao contribuir no total da variação mensal com cerca de 0,25 pontos percentuais (pp) negativos, conforme lê-se em um comunicado no INE.

Quanto à variação mensal por produto, o INE constatou a queda do preço do tomate (5,8%), do peixe seco (3,3%), do camarão fresco (12,3%), do repolho (8,9%), do coco (3,2%), da alface (5,1%) e da couve (4,5%). Estes contribuíram no total da variação mensal com cerca de 0,36pp negativos.

“No entanto, alguns produtos com destaque para as motorizadas (10,8%), a cebola (8,7%), a galinha viva (6,0%), as capulanas (1,9%), o óleo alimentar (2,2%), às refeições completas em restaurantes (0,4%) e as geleiras (4,0%) contrariam a tendência de queda, ao contribuírem com cerca de 0,35pp positivos”, observou o INE.

Comparativamente a igual período do ano anterior, a autoridade estatística nacional refere que o país registou, no mês em análise, um aumento de preços na ordem de 5,19%, tendo as divisões de alimentação e bebidas não alcoólicas e de bebidas alcoólicas e tabaco sido as que registaram maior variação de preços com cerca de 11,23% e 9,69%, respectivamente.

Analisando a variação mensal pelos três centros de recolha, que servem de referência para a variação de preços do país, a autoridade notou que as cidades de Maputo e da Beira registaram quedas de preços, na ordem de 0,17% e 0,45% negativos, respectivamente. Entretanto, a cidade de Nampula teve um comportamento contrário, ao registar um aumento de preços na ordem de 0,58%.

Inquérito indica melhoria das condições das empresas privadas

Os últimos dados do inquérito Purchasing Managers’ Index (PMI) mostraram sinais iniciais de uma recuperação das empresas privadas do impacto da pandemia de Covid-19. As condições laborais melhoraram pela primeira vez em mais de um ano, durante o mês de Abril. 

Elaborado mensalmente pelo Standard Bank Moçambique, o PMI determina que valores acima de 50,0 apontam para uma melhoria nas condições das empresas no mês anterior, ao passo que valores abaixo de 50,0 mostram uma deterioração.

No mês de Abril, o valor do PMI situou-se em 51,3, registando uma subida em relação a 49,1 observados em Março último. O relatório do estudo explica que a variação positiva da actividade das empresas deveu-se a novos aumentos, tanto na produção como nas novas encomendas, levando a uma forte subida na aquisição de meios de produção e na reposição de inventários.

“Isto coloca pressão adicional nos custos dos meios de produção, que subiram ao ritmo mais elevado desde Março de 2020. A confiança nas empresas relativamente à produção futura atingiu um pico de 16 meses, mas os números do emprego continuaram a cair”, acrescenta a fonte.

Em Abril, os preços dos meios de produção foram mais elevados devido, em grande parte, a um aumento acentuado nos custos de aquisição, que foi atribuído a uma maior procura de matérias-primas. Como consequência, o relatório do inquérito revela que as empresas transferiam os custos para clientes, através de uma subida nos preços de venda, apesar de a inflação ter diminuído ligeiramente desde o período do inquérito anterior.

Por último, em Abril, a nossa fonte constatou que a confiança das empresas relativamente aos próximos 12 meses da actividade do sector privado foi bastante positiva. “Mais de dois terços dos inquiridos esperam que a produção aumente, mostrando esperança numa maior afluência de novos negócios, em mais exportações e na abertura de novas sucursais. Como resultado, o nível de optimismo foi o mais elevado desde o final de 2019”, conclui o relatório.

Olhando para esses resultados, o economista-chefe do Standard Bank Moçambique, Fáusio Mussá, diz em comentário anexo ao relatório do PMI, ser provável que Moçambique saia da recessão durante o segundo trimestre de 2021, uma vez que o país está a passar por um abrandamento das restrições relacionadas com a Covid-19.

“Considerando o risco inerente às previsões e a incerteza relacionada com os actuais desafios de segurança; a incerteza de resposta em termos de políticas; a Covid-19; e os eventos climáticos, prevemos que o dólar americano e o metical encerrem o ano com um valor de aproximadamente 60,7 no cenário bull, 65,4 no cenário de base e 70,1 no cenário bear. A inflação do final do ano no cenário base aponta para 7,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, com uma previsão de recuperação do PIB a manter-se baixa num crescimento anual de apenas 1,6% em relação ao mesmo período do ano anterior”, perspectiva Mussá.

O PMI do Standard Bank Moçambique compila respostas dos questionários enviados aos directores de compras, de um painel de cerca de 400 empresas do sector privado. O painel é estratificado por sector específico e dimensão das empresas em termos de número de colaboradores, com base nas contribuições para o Produto Interno Bruto. Os sectores abrangidos pelo inquérito incluem a agricultura, a mineração, o sector manufactureiro, a construção, o comércio por grosso, o comércio a retalho e os serviços.

União europeia, MIC e Eurocam realizam mesa redonda

A Delegação da União Europeia em Moçambique, em parceria com o Ministério da Indústria e Comércio e a EUROCAM, realiza na próxima quarta-feira (12), na cidade de Maputo, uma mesa redonda económica. A reunião tem o objectivo de debater sobre a Zona de Comércio Livre Continental Africana como um factor de mudança para o continente e para Moçambique.

O evento enquadra-se nas actividades da Semana da Europa, no âmbito do Dia da Europa, celebrado no dia 9 de Maio.

Numa mensagem por ocasião da celebração em epígrafe, o Embaixador da União Europeia em Moçambique, António Gaspar, apontou o multilateralismo e o estabelecimento de uma parceria eficaz como o método eleito para ultrapassar os desafios existenciais com que o projecto europeu se defronta actualmente.

Nós somos hoje confrontados com grandes desafios, como a pandemia, mudanças climáticas, a pobreza, a instabilidade, o fanatismo, a guerra, o terrorismo, por isso vamos celebrar o dia da europa com um leque de actividades para agregarem valor a tudo que estamos a fazer no processo de paz e reconstrução, no combate aos grupos armados no norte e no apoio humanitário e de desenvolvimento, com uma visão futurística, para o crescimento de um Moçambique mais sustentável, mais verde, mais digital e mais inclusivo”, disse.

António Gaspar destaca a salvaguarda dos valores inspiraram os países fundadores da União Europeia como uma ação imprescindível para o progresso contínuo do projecto.

“A democracia, liberdade, direitos humanos e igualdade continuam a ser muito relevantes para o desenvolvimento dos países com quem estabelecemos parcerias”, frisou.

A “Mesa Redonda Económica Moçambique-União Europeia: Zona de Comércio Livre Continental Africana: um factor de mudança para o continente e para Moçambique”, será transmitido “live” nas plataformas digitais da Delegação da União Europeia em Moçambique.

Para além deste evento, a organização vai igualmente realizar, em parecria com a We World-GVC e o programa EU AidVolunteers (EUAV) o webinar “Conversa sobre Voluntariado”: O papel do voluntariado em tempos de pandemia”, a ter lugar no dia 11 de Maio.

Poderá participar da mesa redonda económica inscrevendo-se no seguinte link:  https://bit.ly/2PT6CEi

Agostinho Vuma defende integração dos artistas no sistema económico

O presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Agostinho Vuma, encorajou os artistas a entenderem como o sistema económico funciona, de forma a melhor integrarem-se, tornando-se parte deste grande movimento corporativo, em prol da melhoria do ambiente de negócios em Moçambique.

Vuma falava esta quinta-feira, em Maputo, na cerimónia de lançamento da Federação da Indústria Criativa, evento que contou com a presença de artistas, Governo, sociedade civil e empresários.

O dirigente máximo dos empresários explicou que a CTA, olha para a música, a arte e a cultura no geral como actividades guiadas pelos mesmos conhecimentos e práticas que orientam qualquer negócio.

“Sem desmerecer qualquer tipo de talento artístico e criativo, o processo de formalização da música e da arte como negócio é bastante semelhante em todos os sectores onde a comunicação e relacionamentos, redes e networking, desenvolvimento e gestão de projectos, organização financeira, conhecimento sobre propriedade intelectual, projecção para o futuro e construção de cenários, entre outros conhecimentos, são a base para o sucesso”, referiu.

Mais adiante, Agostinho Vuma apelou aos fazedores da arte que agissem no sentido de fazer com que a indústria criativa (música, a arte, cultura e a criatividade) transcenda as barreiras para o sucesso, imprimindo novas dinâmicas no nosso sistema económico, de modo a conferir à indústria cultural e criativa os mesmos moldes das demais indústrias e suas revoluções tecnológicas.

Vuma garantiu todo o apoio necessário aos artistas, mas, entende que, só os fazedores da própria cultura e arte podem passar por uma capacitação para os negócios de música.

“Cabe aos próprios artistas e criadores culturais, com o apoio de todo o empresariado, a sua capacitação para os negócios de música e, provavelmente, assumirem a forma mais efectiva de criar condições para a música, a arte, a escrita e outras manifestações culturais serem vistas como actividades económicas, e não apenas instrumentos de lazer e diversão, como muitos percebem” disse.

O Presidente da CTA, encorajou ainda o desenvolvimento de uma federação que seja verdadeiramente aglutinadora de todos os intervenientes no sector das artes e da cultura, promovendo iniciativas similares e que incentivem a todo o sector privado nacional a olhar para a cultura como um aliado natural no mundo dos negócios e do desenvolvimento económico e social.

Exploração de gás – Guiné Equatorial apela “gestão de expectativas”

Moçambique viu recentemente suspensas as actividades de exploração de gás natural na Península de Afungi. A Guiné Equatorial diz que a única forma de Moçambique evitar que o gás seja fonte de conflito é saber gerir expectativas.

O ministro das Minas e Hidrocarbonetos da Guiné Equatorial, Gabriel Mbega Obiang Lima, aponta dois elementos: o pragmatismo e a gestão de expectativas.

“Pragmatismo é saber quem são, quem pode e quem não pode fazer uma determinada actividade. Quem não pode, nem vale a pena integrá-lo no projecto. Já a gestão de expectativa quer dizer que só por ter gás e petróleo não significa que o dinheiro vai, imediatamente, para o bolso porque deve se recuperar o investimento feito” defendeu Gabriel Mbega.

O Ministro, acrescentou que não é só pensar que tendo gás ou petróleo ficamos ricos. “Temos que explicar à população que não é assim. O dinheiro investido temos que recuperar e não podemos pensar que esse dinheiro é para os bolsos, mas para melhorar carteiras, energia e infra-estruturas que ajudem a todos”.

Obiang Lima diz ainda não haver necessidade de Moçambique depender muito de países europeus para explorar os hidrocarbonetos quando os africanos, também, podem dar assistência.

“A experiência que nós temos aqui na Guiné Equatorial pode servir para Moçambique porque já temos uma estrutura para metanol, gás e temos mais de 20 anos com a produção de petróleo, temos muitos recursos humanos e essas são coisas que Moçambique precisa. Não é necessário que tais coisas venham de Singapura ou qualquer país Europeu se tem um irmão africano que o pode fazer”, expressou.

Com as maiores descobertas de reservas de hidrocarbonetos, Mbega Obiang defende que a CPLP olhe para a questão de conteúdo local como da comunidade e os estados-membros facilitem investimentos entre si.

“Nós queremos que as empresas da CPLP se unam com as empresas da Guiné Equatorial e as colocaríamos na categoria de conteúdo local. Com esta designação, uma empresa que está associada com Guiné e a CPLP consideraremos empresa local”, explicou o ministro das Minas e Hidrocarbonetos da Guiné Equatorial.

Presente na cimeira de negócios, a Empresa Moçambique de Hidrocarbonetos, ENH, diz estar atenta e pronta para capitalizar a experiência da Guiné Equatorial. 

“É uma oportunidade para nós trocarmos experiências, sinergias com vista a vermos oportunidades de negócio entre os países da CPLP”, disse Arsénio Mabote, representante da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos.

Pequeno e igual a si mesmo, mas com uma “longa estrada” e um percurso ainda sem turbulências na exploração de hidrocarbonetos, assim como a sua posição de terceiro maior produtor de petróleo na África Subsaariana, só atrás de Angola e Nigéria, lhe confere legitimidade para aconselhar Moçambique. Desde que a Guiné Equatorial descobriu recursos minerais no seu país, nunca teve de passar por uma situação de guerras internas ou externas decorrentes dos recursos minerais e já lá se vão 20 anos.

Suspensão da Total traz perdas para Sector privado

O sector privado perdeu cerca de 148 milhões de dólares com a suspensão do Projecto Mozambique LNG, liderado pela Total. A acção ocorreu devido aos ataques ocorridos no mês de Março na vila de Palma, em Cabo Delgado. A informação foi dada pelo Presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Agostinho Vuma.

“De acordo com a avaliação feita, o volume total de perdas registadas para o sector empresarial é cerca de 148 milhões de dólares. Subsistem algumas incertezas devido ao
agravamento da segurança da província nortenha de Cabo Delgado”, disse Vuma, durante a quinta edição do Economic Briefing.

O Presidente da CTA que actualizou os prejuízos decorrentes do não pagamento de mercadorias encomendadas para alimentar o Projecto Mozambique LNG. Relatou que a estimativa do valor das mercadorias já adquiridas para o fornecimento ao projecto da Área 1 ascende a cerca de 28,50 milhões de USD, sendo que 12,79 milhões (correspondentes a 45%) estavam em stock e 15.72 milhões de USD em trânsito.

“Parte considerável destas mercadorias, sendo perecível, possui um prazo de vencimento da sua validade (exemplo, refrigerantes, legumes, carnes, etc.), o que vem exacerbar as perdas decorrentes desta situação. Em suma, de acordo com a avaliação feita, o volume total de perdas registadas pelo sector empresarial estima-se em cerca de 148.11 milhões de USD”, declarou.

Além de números, Vuma disse que os ataques terroristas do dia 24 de Março ao distrito de Palma, agudizaram o clima de insegurança, desconfiança e incertezas no ambiente económico, tanto para os investidores estrangeiros, como nacionais e, relativamente ao
ambiente de negócios, subsistem algumas incertezas devido ao agravamento da situação da segurança em Cabo Delgado.

De acordo com a avaliação feita, mais de 410 empresas foram afectadas, colocando em risco aproximadamente 56 mil postos de trabalho, directos e indirectos, devido à suspensão dos vários contratos de fornecimento de bens e serviços firmados entre a Total e as suas contratadas bem como entre estas e as suas subcontratadas.

Para mitigar esses efeitos, a CTA propõe, a curto prazo, a introdução de um plano de aquisição de mercadorias das empresas afectadas; adiamento do pagamento de encargos aduaneiros e Imposto sobre Valor Acrescentado para mercadorias em trânsito; medidas fiscais excepcionais para a província de Cabo Delgado; e redução das facturas de electricidade em 50% em toda a província de Cabo Delgado.

 

 

HCB desilude os pequenos accionistas com retornos aquém do esperado

Para muitos pequenos accionistas, que investiram as suas poupanças, com esperança de retornos fabulosos, o negócio das acções da empresa Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) foi uma desilusão.

O que não foi explicado ao público e aos pequenos accionistas é que a operação de venda pública (OPV) das acções da HCB, era apenas um bom negócio para quem tinha excesso de liquidez e não para as famílias moçambicanas com baixo rendimento.

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa anunciou os primeiros resultados e dividendos após a operação da oferta pública das acções e cada acção rendeu 0,11 meticais. Esta cifra que é 73,6% superior ao dividendos por acção pagos em 2020, e 30% para reservas de lucros a realizar. Quem tivesse subscrito 1000 acções, irá ter um ganho de 110 meticais. Desse valor deverão ser ainda descontados os impostos.

A Assembleia-Geral Ordinária realizada a 30 de Abril de 2021, anunciou um resultado líquido 9.824,09 milhões de meticais, corresponde a um crescimento de 62% em relação ao ano anterior.

Os accionistas serão informados em tempo oportuno sobre as datas de pagamento dos dividendos. Para os acionistas da Série “B” os dividendos estão sujeitos a uma taxa liberatória de 10% no Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Singulares (IRPS) e Imposto de Rendimento de Pessoas Colectivas (IRPC).

Recorde-se que HCB lançou oferta pública de vendas (OPV) em 2019 na ordem de 686.887.315 acções ordinárias, nominativas e escriturais com o valor nominal de 1 metical cada, representativa de 2,5% do capital social da HCB que correspondem a 2.060.661.944 ações com valor nominal de 1 metical representativas e 7,5% do capital social da HCB.

O Consórcio Banco Comercial e de Investimentos e o Banco Big Moçambique foram os intermediários financeiros e coordenadores globais da OPV.

As acções estavam divididas em classes, nomeadamente:

Segmento A, destinadas aos trabalhadores da HCB com as seguintes especificações: Lote mínimo de subscrições, 100 acções por ordem de subscrição, subscrição por múltiplos de acções: 10 acções, lote máximo de subscrição: 15.000 acções por investidor, garantia de subscrição: 15000 acções por investidor.

Segmento B, destinadas a pequenos investidores nacionais singulares com a seguinte especificação: lote mínimo de subscrição. 20 acções por ordem de subscrição, subscrição por múltiplas acções: 10 acções, lote máximo de subscrição: 7500 acções por investidor, garantia de subscrição: 7500 acções por investidor.

Segmento C, destinadas a investidores nacionais singulares, com as seguintes especificações: lote mínimo de subscrição: 1000 acções por ordem de subscrição, subscrição por múltiplos de acções: 100 acções, lote máximo de subscrições: limitado ao número de acções em oferta por ordem de subscrição e com garantia de subscrição de 2.000.000 de acções por investidor.

Segmento D, destinadas a investidores nacionais coletivos, com as seguintes especificações: lote mínimo de subscrições: 20.000 acções por ordem de subscrição, subscrição por múltiplos de acção: 1000 acções, tome máximo de  subscrições: limitado ao número de acções em oferta por ordem de subscrição e com garantia de subscrição de 2.000.000 de acções por investidor.

Das 19.210 ordens de subscrição entregues a OPV da HCB, mais de 99% das mesmas foram entregues pelos investidores singulares, durantes o período de subscrição que passaram a constituir os 18.787 novos accionistas de pleno direito da HCB.

Com esta operação o universo da base de investidores na bolsa de valores teve um crescimento de 191% ao passar de 7995 investidores para um total de 22.257, correspondente a 15.362 novos investidores.