Saturday, April 4, 2026
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Financiador da Área 1 promete deixar de apoiar projectos de petróleo e gás

Reino Unido, um dos maiores financiadores do projecto da Área 1 da Total, deixará de financiar projectos de petróleo e gás.

Com isso, o país tornar-se-á o primeiro a dar este passo com vista a combater os efeitos das mudanças climáticas.

Esta promessa foi feita no Sábado, durante uma cimeira das Nações Unidas onde outros grandes países deverão apresentar as suas.

O Reino Unido, através da sua agência Finance Export, já havia dado garantias em milhares de milhões para ajudar companhias britânicas a se expandirem.

Moçambique estava no mapa do financiamento britânico no projecto de gás natural liquefeito da Total na Área 1.

O apoio planeado era de 20 mil milhões de dólares, assim sendo, a nação era um dos maiores financiadores do projecto.

É prematuro afirmar que o financiamento está em risco pois ainda não foi informada a data de implementação da medida.

Contudo, Boris Johnson, primeiro-ministro do Reino Unido, afirmou que a entrada em vigor deverá acontecer “o mais rápido possível”.

Johnson ainda adiantou que haverá algumas excepções à nova regra, no que diz respeito a centrais eléctricas alimentadas a gás desde que estejam nos parâmetros do Acordo de Paris.

Fazer compras ficou 0.66% mais caro em Novembro

Dados do INE (Instituto Nacional de Estatística) mostram que o país registou uma inflação de 0.66% no mês de Novembro.

A divisão de alimentação e bebidas não alcoólicas foi a que mais contribuiu para o resultado com 0.56 pontos percentuais (pp).

No que tange a variação por produto, houve aumento dos preços do peixe seco (7.3%), do carapau (4.7%), do tomate (6.5%), do coco (10.3%), do frango morto (2.3%), e do camarão seco (14.8%).

Contudo, não foram somente bens alimentícios que ficaram mais caros. Comprar novos veículos automóveis ligeiros custou 1.3% mais caro no período em análise.

Queda de preços

Apesar dos resultados apontarem para uma subida no geral, houve produtos que contrariaram a tendência e sofreram redução de preços.

Este é o caso dos bolos com creme ou secos(4.3%) e o material diverso para manutenção ereparação de habitação (1.0%).

A maior queda foi do grupo foi para as lulas frescas com 13.4%. O gasóleo e a gasolina também custaram menos – 1% e 1.1% respectivamente.

Outros produtos que também contrariaram a tendência de aumento são os caldos (1.9%) e os ovos de galinha (1.3%).

De acordo com o INE, a inflação acumulada – de Janeiro à Novembro – foi de 1.97%, que mostra-se mais brando que os 3.27% do igua período de 2019.

PIB Moçambicano chega a -1.09% no III Trimestre

De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) o Produto Interno Bruto a preços de mercado (PIBpm) teve um desempenho de -1.09% no III Trimestre de 2020.

A comparação é feita com igual período do ano anterior.

Apesar de ter sido negativo, este desempenho representa uma recuperação na economia, visto que a queda foi de 3.25% no trimestre anterior do mesmo ano.

Esta variação negativa foi influenciada pelo desempenho de ramos como a indústria extractiva (-16.21%) e hotelaria e restauração (-31.42%).

Entretanto, a indústria extractiva não foi a única com desempenho negativo no sector primário. O ramo da pesca registou -2.83%.

Para além dos supracitados, os ramos de serviços financeiros (-1.89) e transportes e comunicação (-1.18%) também tiveram uma fraca actividade.

Variações positivas

Nem tudo foi negativo durante o período em análise. O sector da agricultura, por exemplo, teve um desempenho melhor -3.19% – que o III trimestre de 2019.

O ramo da Electricidade, Gás e Distribuição de Água teve uma subida de 4.06%.

Estes dados publicados pelo INE reforçam os resultados do PMI (Purchase Managers’ Index) do Standard Bank.

Tais resultados mostraram um aumento das actividades económicas, mostrando uma recuperação da economia apesar de, ainda assim, não estar em níveis desejáveis.

Emprego melhora em Novembro – diz índice PMI

Quando as empresas quebraram o jejum de contratações em Setembro, após 5 meses de estagnação, essa tendência não se manteve em Outubro. Naquele mês, o desemprego aumentou ligeiramente contrariando as expectativas de que o quadro de Setembro se manteria.

Entretanto, Novembro acendeu as esperanças novamente com o aumento de trabalhadores nas empresas a atingir o pico desde Fevereiro, conforme revela o mais recente Purchasing Managers’ Index (PMI).

Emboras muitas empresas tenham sofrido severamente nos últimos meses por causa da pandemia, algumas foram capazes de se adaptar, iniciar novos projectos e registar aumento nas vendas. De Outubro para Novembro, o principal indicador de gestores de compra subiu de 48,1 para 49,4 aproximando-se do limiar neutro, 50.

Valores superiores a 50 indicam melhoria nas condições das empresas, enquanto os inferiores significam deterioração, mas qualquer tendência de se aproximarem do limiar neutro já demonstra progresso.

A retoma às actividades económicas aumentou a confiança das empresas em Novembro, de modo que as previsões para os próximos meses tornaram-se optimistas.

Conforme adianta o PMI, “foi observado um aumento nas cargas de trabalho, nas aberturas de lojas e nas iniciativas de marketing entre as empresas que registavam um crescimento no emprego.”

Em parte, o aumento de emprego deveu-se a abertura de muitas das lojas que permaneceram fechadas ou a operar de forma parcial durante o período de Estado de Emergência.

Embora o desempenho dos fornecedores tenha melhorado em termos de tempo de entrega pelo terceiro mês consecutivo, a produção baixou ligeiramente como resultado da falta de dinheiro em circulação.

O PMI é um índice desenvolvido pela IHS Markit, uma empresa líder mundial em informações críticas, análises e soluções, para o Standard Bank Moçambique. O inquérito abrange 400 empresas do sector privado.

Ncondezi Energy angaria £750mil para projecto em Tete

Foi a partir de uma emissão de acções que a empresa de energia Ncondezi Energy conseguiu angariar o valor de £0.75 milhões.

Segundo a StockMarketWire, a empresa afirmou que este valor servirá “para o desenvolvimento de um projecto de energia alimentada a carvão em Tete, Moçambique”.

Dentre as despesas previstas estão as negociações tarifárias com a Electricidade de Moçambique (EDM) e outros acordos importantes como compra e concessão de energia.

As acções foram emitidas a £4.5 cada, o que, “segundo a Ncondezi Energy, foi um valor baixo para o preço médio ponderado do volume de 30 dias”, de acordo com a fonte supracitada.

Como a pandemia está a acelerar a transição digital nas empresas?

Enquanto especialistas tentam entender o novo coronavírus e desenvolver vacinas eficientes, o mundo dos negócios já vai longe no quesito adaptação.

Reuniões presenciais foram substituídas por sessões no Zoom e Google Meet. Escritórios passaram de edifícios corporativos para home offices.

Mas mesmo assim, ainda não está muito claro o que nos atingiu em 2020 e sobram muitas perguntas por responder sobre o futuro dos negócios.

Em geral, empresas são organizações baseadas em tradições e práticas que mudam lentamente.

Mas, de uma hora para outra, viram-se tendo de trabalhar a meio gás, implementando escalas de rotatividade e colocando funcionários a produzir remotamente.

Erroneamente, alguém poderia pensar que foi nesse contexto que a Google trouxe o aplicativo de reuniões Google Meet, e a Zoom Video Communications, o Zoom Cloud Meetings.

Todavia, nenhuma das duas ferramentas surgiu, heroicamente, para tirar as empresas da situação difícil em que ficaram quando seus canais de comunicação foram abalados pela pandemia.

O Google Meet foi lançado em 2017, e o Zoom em 2011.

De facto, nenhum aplicativo de reuniões foi lançado em 2020. As empresas tiveram apenas de começar a usar o que já tinha sido criado e estava disponível há anos.

Como a pandemia precipita a transição digital?

Entre Dezembro de 2019 e Abril de 2020, as receitas da Zoom Video Communications aumentaram de forma exponencial (de 10 milhões para mais de 300 milhões de dólares) e isso pouco teve a ver com marketing.

O motivo para muitas empresas terem optado por reuniões no Zoom ou Google Meet não teve quase nada a ver com os esforços da Zoom ou da Google em aumentar o número de subscritores nos seus aplicativos via campanhas de publicidade.

A pandemia criou necessidades e trouxe problemas que forçaram as empresas a buscar por soluções.

Havia soluções disponíveis. Skype, Google Meet e Zoom simplesmente mostraram o que tinham. Não houve criação.

No futuro, problemas de natureza similar forçarão empresas a migrarem ainda mais rápido para o digital.

Portanto, não são apelos nem discursos que levam serviços a terem sucesso. Tampouco é o marketing, embora possa funcionar por algum tempo. É necessidade. E 2020 trouxe necessidades de sobra.

Por outro lado, se quisermos que empresas abracem o digital, as necessidades precisam ser formuladas de forma clara e precisa.

Quanto mais cedo entenderem os porquês, mais rápido a transição acontecerá e menos negócios ficarão obsoletos.

Moçambique registou maior actividade empresarial em Novembro

De acordo com o PMI (Purchase Managers’ Index) do Standard Bank, o índice de actividade empresarial em Moçambique foi de 49.4 pontos em Novembro, contra o anterior 48.1.


Apesar de ainda estar abaixo do recomendável – 50 pontos – Novembro foi o melhor em oito meses, de acordo com a pesquisa.


Estes dados são resultantes de um escrutínio feito à 400 gestores de compras de diferentes empresas do sector privado.


Quanto às vendas, os inquiridos dividem-se. Alguns apontaram ter havido uma queda em novas encomendas enquanto que outros afirmam que houve um aumento devido a reabertura da economia.


Já o índice de emprego registou um aumento no período em análise, tendo chegado perto dos 52 pontos, acima do nível de estabilidade recomendado.

Transformações

Esta pesquisa do Standard Bank revelou uma mudança. O mercado passou a exigir maior flexibilidade dos fornecedores no que tange ao prazo de entrega.


“Embora globalmente marginal, a taxa de melhoria aumentou do mês anterior para o mais rápido registado desde Março. Isto contrastou com as sólidas quedas no desempenho da cadeia de abastecimento durante o bloqueio global no início do ano”, lê-se no documento.


Essa melhoria fez com que o índice de prazos de entrega subisse para cerca de 51 pontos.


Dentre vários pontos positivos, outro que se destacou foi o preço.

Com vista a conquistar os clientes, de modo geral, as empresas reduziram os preços dos produtos, o que não acontecia desde Junho deste ano.


No entanto, com a desvalorização do metical, essa redução foi moderada.
A pesquisa concluiu também que as empresas ficaram mais confiantes em relação ao futuro.


Para o Banco, novos investimentos, especialmente no sector do gás e expectativa do fim da pandemia influenciaram este cenário.

A Total vai oferecer bolsas de estudo a 40 moçambicanos

A Total, em parceria com o Governo francês, vai oferecer as bolsas a partir do próximo ano lectivo europeu, a iniciar em setembro de 2021, “nas variadas disciplinas para os níveis de bacharelato, mestrado e doutoramento”, refere-se no comunicado.

“A formação destes jovens, que poderão abraçar futuramente oportunidades dentro e fora do nosso projecto, é, pois, parte fundamental desta responsabilidade de contribuir para o desenvolvimento sustentável e responde aos compromissos estabelecidos com o Governo moçambicano em matéria de desenvolvimento do conteúdo local”, disse o director-geral da Total em Moçambique, Ronan Bescond, citado no comunicado.

Segundo o documento, a diversidade de género, proveniência e diferentes contextos académicos serão parte do “rigoroso” processo de seleção dos candidatos às bolsas, que terão a duração de dois a três anos.

Para o embaixador da França em Moçambique, David Izzo, a iniciativa reforça os programas de formação e as parcerias já existentes no país, além dos laços de cooperação entre Moçambique e França.

A Total lidera o consórcio que vai explorar em 2024 a Área 1 da bacia do Rovuma, norte de Moçambique, naquele que é o primeiro empreendimento em terra de exploração de gás natural no Rovuma.

A petrolífera francesa mantém o ano de 2024 como prazo previsto para a primeira entrega de GNL, esperando-se atingir a plena produção (13,12 milhões de toneladas/ano) em 2025.

Montepuez Ruby Mining reconhecida como maior contribuinte de impostos

Pelo sexto ano consecutivo, a Montepuez Ruby Mining (MRM), uma empresa moçambicana que explora rubis em Montepuez, foi premiada como a maior contribuinte de impostos em Cabo Delgado. Explorando uma área de 33.600 hectares, a empresa explora a mais importante reserva de rubis descoberta nos últimos anos.

Com efeito, o governo da província de Cabo Delgado, atribuiu à MRM um certificado simbólico por sua singular contribuição no pagamento de imposto no ano de 2019. Trata-se de um título que a empresa vem segurando desde 2014.

Num contexto parecido, a MRM foi reconhecida como uma de duas empresas de mineração que mais geram receitas para os cofres do estado. Tais atribuições reflectem o papel da empresa na promoção da transparência e integridade no que toca à comercialização dos rubis extraídos naquela parte do país.

Em paralelo a isso, a empresa é pioneira de uma prática segundo a qual o valor das pedras preciosas vendidas em leilão volta à empresa, no país, para garantir que o que foi tirado retorne na totalidade.

A MRM é detida pela Gemfileds (75%), uma empresa do Reino Unido, sediada em Londres e especializada na mineração, processamento e comercialização de pedras preciosas de origem limpa, e pela Mwiriti (25%), uma empresa moçambicana.

Cerveja Impala premiada na categoria de Valor Compartilhado

A Cerveja Impala da Cervejas de Moçambique (CDM) foi, recentemente, galardoada pela Loeries, uma empresa sem fins lucrativos que opera na África e no Oriente Médio recompensando o trabalho inovador e criativo de marcas, profissionais de marketing e agências.

Com efeito, trata-se de uma cerveja disponível em duas linhas, a de mandioca e a de milho. A Impala de mandioca foi lançada em 2011 tornando-se na época a primeira cerveja de mandioca em todo mundo.

Embora seu consumo não se tenha massificado na zona sul, teve grande aceitação nas zonas centro e norte do país. 6 anos depois, em Dezembro de 2017, a CDM lançou a sua variante em milho.

Desde o princípio, foi um projecto de enorme valia para as comunidades locais. Actualmente, a CDM trabalha com mais de 7.500 pequenos agricultores que fornecem a matéria-prima, no caso, mandioca e milho.

De resto, e indo concretamente ao galardão, valor compartilhado diz respeito, entre outras coisas, ao conjunto de práticas que melhoram as condições sócio-económicas das comunidades em que uma empresa actua.

No caso específico da CDM, nada podia tornar o prémio, ora atribuído, mais merecido, já que os ganhos para as comunidades locais e para os agricultores envolvidos são directos.