Tuesday, June 30, 2026
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Metical lidera crescimento a nível mundial

Desde Fevereiro do corrente ano até então, o metical moçambicano apreciou-se em cerca de 14% face ao dólar americano, tornando-se assim, a moeda que mais cresce a nível mundial.

Especialistas preveem um crescimento ainda maior.

“Esperamos que o banco central permita uma maior acumulação de liquidez em dólares, que fará a moeda reforçar-se ainda mais, a fim de contrariar os efeitos da inflação de importação”, escreveram analistas do banco sul-africano Rand Merchant.

BCI esclarece condições de linha de financiamento com a SASOL

Na sequência do anúncio feito em Novembro do ano passado, o BCI, em parceria com a CTA e a SASOL, organizam um webinar para esclarecimentos das condições de acesso ao crédito destinado a apoiar MPME’s que sejam actuais ou potenciais fornecedoras de serviços à SASOL.

Governo moçambicano disponibiliza USD50 milhões para empresas pesqueiras

Governo moçambicano irá alocar cerca de 50 milhões de dólares ao sector pesqueiro para estimular a produção, segundo revelou, neste sábado, a ministra do Mar, Águas Interiores e Pescas, Augusta Maíta.

“Iniciámos um diálogo com as entidades no ano passado, para percebermos, efectivamente, aquilo que estão a fazer para dinamizar a indústria de aquacultura no país”, disse Augusta Maíta, esclarecendo que os 50 milhões de dólares a que se referiu já estão disponíveis. Contudo, para ter acesso ao fundo, as empresas do ramo pesqueiro “precisam de se estruturar e organizar”.

Em seu discurso, Augusta Maíta disse que o valor não é suficiente para estimular o sector. Por isso, prosseguiu a ministra, o Governo continua a mobilizar mais recursos junto dos parceiros.

Estas declarações foram feitas durante a visita de trabalho da Ministra à empresa Aquapesca, que comercializa camarão, na província da Zambézia.

Ainda da Zambézia, Augusta Maíta inaugurou um mercado para comercialização de peixe.

IMF Staff Team Concludes a Technical Virtual Mission to Mozambique

Washington, DC: An IMF mission team held a virtual staff visit with the Mozambican authorities, concluding on March 29, 2021.

PDF – IMF Staff Team Concludes a Technical Virtual Mission to Mozambique

Banco dos EUA financiou projecto da Total apesar dos riscos

O Banco de Exportações e Importações dos Estados Unidos da América (EUA) aprovou um empréstimo de 4,7 mil milhões de dólares para um projecto de gás em Moçambique, apesar de a sua análise interna alertar para os riscos de segurança.

 

O Eximbank norte-americano aprovou o financiamento que equivale a cerca de 4 mil milhões de euros no ano passado, argumentando que iria fomentar a criação de 16.700 empregos norte-americanos nos próximos cinco anos.

 

Esta é a maior parcela do financiamento de 15 mil milhões de dólares (12,6 mil milhões de euros) angariado para o projecto liderado pela francesa Total no norte de Moçambique, e que entretanto foi suspenso na sequência dos ataques a Palma, já este mês, e foi influenciado também pela tentativa dos EUA de diminuírem a influência da China e da Rússia em África.

 

De acordo com os documentos internos do banco, a insurgência é “a principal ameaça de segurança aos prazos e custos do projecto.

 

Na análise do banco, diz-se ainda que “o ambiente de segurança é altamente variável, as ameaças de segurança e os riscos para o projecto vão evoluir rapidamente, e a situação deve piorar antes de melhorar”, escrevia o banco norte-americano no ano passado, quando aprovou o financiamento.

 

“Os ataques são horríveis e mostram um completo desrespeito pela vida e segurança das populações locais”, comentou um porta-voz do Eximbank à Bloomberg, acrescentando que o financiamento ao projeto não foi posto em causa pelo ataque a Palma.

 

“Vamos continuar a estudar este projeto para garantir que uma razoável garantia de pagamento é mantida”, acrescentou o porta-voz.

 

O banco recebeu pela primeira vez uma proposta para apoiar o projecto em Abril de 2015, tendo sido apresentado à direcção em Agosto de 2019, que concluiu que o financiamento parcial ao projecto da Total iria ter um impacto positivo de 2 mil milhões de dólares na economia norte-americana.

 

Projecto Mozambique LNG 

O projecto Mozambique LNG consiste na exploração de gás ao largo da costa no campo Golfinho-Atum, na Área 1 da bacia do Rovuma, bem como na construção de uma central em terra.

 

A Petrolífera Francesa Total é a maior detentora do projecto, com 26,5%, seguida da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, com 16,5%, e mais cinco entidades multinacionais, com participações menores.

 

O projecto deverá começar a exportar gás em 2024, ano em que é previsível que as receitas do país subam exponencialmente, financiando os investimentos para o desenvolvimento económico de Moçambique.

 

Os ataques provocaram dezenas de mortos e obrigaram à fuga de milhares de residentes de Palma, agravando uma crise humanitária que atinge cerca de 700 mil pessoas na província, desde o início do conflito, de acordo com dados das Nações Unidas.

MRM reutiliza água no seu processo de mineração

A Montepuez Ruby Mining (MRM) continua focada na redução do impacto da exploração mineira no ambiente. Utilizando estudos ambientais comprovados para se orientar, a empresa pretende cumprir e exceder as melhores práticas internacionais, de modo a mitigar os efeitos da mineração nas suas operações.

 

“Preenchemos as nossas minas a céu aberto, recolhemos sementes de plantas e árvores indígenas do solo superficial e criámos um banco de sementes para replantar a vegetação, a fim de devolver a terra ao seu estado original na primeira oportunidade.

 

Não utilizamos produtos químicos perigosos para a saúde e reciclamos a água utilizada nas nossas lavouras”, declarou Amarildo Teixeira, Director de Saúde e Segurança no Trabalho.

 

Na semana passada, foi celebrado o Dia Mundial da Água, com o lema “A valorização da água”, o qual, para a mineradora, está em linha com as suas práticas na gestão deste líquido.

 

A MRM acompanha de perto a utilização da água no processo mineiro, para assegurar a sua utilização sustentável, avaliando a vida útil do lençol freático e implementando as boas práticas ambientais, para assegurar a sua racionalização.

 

Entre as boas práticas de gestão da água na MRM, destacam-se a reutilização da água de esgotos domésticos, recirculação da água utilizada no processamento do minério, monitorização da qualidade da água, utilização de testes interlaboratoriais, bem como sensibilização dos trabalhadores para a utilização racional da água.

 

“A reutilização de águas residuais é uma das boas práticas que a MRM intensificou, para garantir o uso sustentável da água, tendo instalado e posto em funcionamento uma estação de tratamento de águas residuais, com capacidade de 80 metros cúbicos, de onde a água tratada é utilizada para o jardim, na aldeia da MRM”, explicou Amarildo Teixeira, Director de Saúde e Segurança no Trabalho, sobre as medidas tomadas pela empresa para uma melhor gestão da água.

 

Segundo Teixeira, toda a água utilizada na MRM para diversos fins provém de 23 furos abertos em toda a área de concessão e licenciada legalmente pela autoridade competente, ARA NORTE, através da licença de utilização e exploração de água n.º 049/2016, onde foram fixados limites máximos mensais e anuais.

 

E é dentro destes intervalos que a MRM desenvolveu um plano mensal e anual de monitorização do consumo de água.

 

A mineradora também monitoriza a qualidade da água para efeitos de consumo, descarga ambiental e irrigação de jardins.

 

A MRM desenvolveu um sistema de reciclagem dentro da unidade de processamento de minério, no qual toda a água utilizada para a lavagem do material é enviada através de linhas de bombagem para a bacia de contenção de lamas e, depois do processo de decantação, a água resultante é recirculada na unidade de processamento.

 

Em conformidade com o diploma ministerial n.º 180/2004, relativo às normas de qualidade da água para consumo humano, a MRM também envia trimestralmente amostras de água a laboratórios estabelecidos, para assegurar que a empresa não só cumpre como também excede os requisitos legais nacionais e as melhores práticas internacionais.

 

Kenmare vai reassentar cerca de três mil famílias de Moma

Cerca de três mil famílias camponesas do distrito de Moma, em Nampula, abrangidas pelo projecto de mineração de Pilivili vão ser reassentadas em Junho próximo, no âmbito da responsabilidade social da Empresa de exploração das areias pesadas da KENMARE.

 

A Superintendente do Departamento de Relações Comunitárias das Areias pesadas da KENMARE em Moma, Hlaleni Matolo, disse que além do reassentamento das famílias, o projecto inclui programas de desenvolvimento económico e social, com destaque para as áreas de saúde e educação.

 

Segundo Hlaleni Matolo o projecto, a ser implementado em três bairros, está avaliado em cerca de quatro milhões de dólares e vai durar cinco anos.

 

Sobre Kenmare

Kenmare Resources Plc é proprietário e opera o projecto das Areias Pesadas de Moma. E uma companhia mineira com base em Dublin que começou a avaliar depósitos de areias pesadas em Congolone na Província de Nampula em 1987.

O depósito de Moma foi descoberto em 1996. A produção começou em 2007. Se as condições do mercado permitirem, Kenmare tem planos para aumentar, acentuadamente, a produção de ilmenite, zircónio e rutilo, até ao ano 2010. Kenmare criou e registou a Kenmare Moma Development Association (KMAD) e em 2005 aprovou um plano de desenvolvimento social para os primeiros três anos.

Aeroporto “Chongoene” estará operacional a partir de Outubro próximo

A  empresa pública Aeroportos de Moçambique (ADM) garante que o aeroporto de Chongoene, em construção na província de Gaza, estará pronto até Outubro próximo. A garantia é dada pelo Administrador Financeiro e Porta-voz da instituição, Saíde Júnior. 

 

As obras de construção da infra-estrutura demoraram um semestre por conta da crise resultante da pandemia Covid-19, mas daqui a seis meses o aeroporto estará aberto ao tráfego aéreo nacional e regional.

 

Em termos de execução da infra-estrutura os níveis estão  acima de 80% e conta com um terminal de carga de 300 metros quadrados.

 

Refira-se que um ano antes do término das obras, a  ADM desencadeou uma campanha, em que prevê investir 1.6 milhão de Meticais em marketing daquele aeroporto, de modo a evitar que após abertura ao tráfego não se torne num “elefante branco”, como o aeroporto internacional de Nacala, na província de Nampula. 

 

O investimento está a ser aplicado para a realização de actividades como reuniões, espectáculos musicais, material de publicidade e campanhas de comunicação, formação de pessoal de atendimento/protocolo, técnico e operacional para o acto de inauguração da infra-estrutura. 

 

Ademais, a empresa pública que gere os aeroportos em Moçambique pretende tornar aquela infra-estrutura sustentável, através do desenvolvimento de diversos negócios, com destaque para turísticos e logísticos. 

 

O aeroporto de Chongoene está projectado para receber 220 mil passageiros por ano. A infra-estrutura está avaliada em 60.3 milhões de USD, financiados pela China. 

Inaugurada unidade de produção e beneficiamento de banana em Moamba

Uma nova unidade de produção e processamento de banana no distrito de Moamba, província de Maputo, acaba de iniciar a exportação da sua produção, reforçando a posição de Moçambique na produção regional e na cadeia de abastecimento do produto.

 

Trata-se de uma  propriedade da empresa Bananalândia Lda com  equipamentos modernos para o plantio de bananeira.

 

A mesma ocupa uma área de 900 hectares e emprega mil trabalhadores. Representa um investimento da ordem de 20 milhões de dólares e tem capacidade de produção anual de 3,5 milhões de caixas para exportação.

 

Falando na cerimónia de inauguração, o ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, disse que a nova unidade vai permitir à empresa explorar mercados mais exigentes.

 

Segundo Celso Correia, o grupo Bananalândia já é referência na produção e exportação de banana em Moçambique. O ministro lembrou que, na última década, muito se tem feito para tornar Moçambique uma referência regional e continental na produção de banana, tendo produzido cerca de 600 mil toneladas em 2016, uma das melhores colheitas de todos os tempos.

 

A doença do Panamá (Foc TR4) e o vírus Banana Bunchy Top Virus (BBTV) causaram uma desaceleração da produção, levando o governo a introduzir variantes mais resistentes.

 

Em representação do governador da província de Maputo, Paulo Cossa fez notar que esta parte de Moçambique tinha, desde o início de 2000, registado um investimento significativo na produção de fruta, com destaque para a banana.

 

A actual produção de banana na província de Maputo ronda as 249.829 toneladas, numa área de cerca de 5.140 hectares. Destes, 4.719 hectares são administrados por empresas comerciais privadas, o restante por pequenos produtores, principalmente familiares.

 

A produção de banana contribui com 3,9 por cento do valor total da produção agrícola da província de Maputo.

 

A província tem 22 empresas privadas que plantam banana, nos distritos de Namaacha, Moamba, Boane, Manhiça e Marracuene, 80% das quais são exportadas para a África do Sul, Botswana e Reino de eSwathini.

Este setor é um dos maiores geradores de empregos diretos no setor agrícola, com uma média de 1,3 trabalhadores por hectare, o que significa cerca de 6.100 empregos diretos e 11.000 indiretos, totalizando cerca de 17.100 trabalhadores.

Air France vai começar a operar voos Maputo-Paris

A partir de junho de 2021, a Air France vai operar voos entre Paris e Maputo. Os voos serão operados duas vezes por semana, via Joanesburgo, com os seguintes horários:

 

Paris a Maputo: Domingo / Quinta. Partida às 23h25m, chegada às 13h10m.

 

Maputo para Paris: segunda / sexta-feira. Partida às 15h45m, chegada às 05h45m.

 

Sobre Air France

Air France, na íntegra Compagnie Nationale Air France, companhia aérea internacional francesa originalmente formada em 1933 e hoje servindo todas as partes do globo. Com a British Airways, foi a primeira a voar no supersonico Concorde. A sede fica em Paris.

 

Em 17 de maio de 1933, quatro companhias aéreas – Société Centrale pour l’Exploitation de Lignes Aériennes (fundada em 1919), Compagnie Internationale de Navigation (1920), Air Union (1923) e Air Orient (1929) – fundiram-se e negociaram com os franceses governo para formar um sistema nacional.

 

Poucos meses depois, em 30 de agosto, com o apoio do governo, a combinar se fundiu com outra linha, a Compagnie Générale Aéropostale (fundada em 1919), para formar a Air France, que nos anos anteriores à Segunda Guerra Mundial desenvolveu uma das mais extensas redes na Europa.

 

Quase devastada pela guerra, a empresa retomou o serviço Paris-Londres em 11 de outubro de 1945.

 

No ano seguinte, ela se reorganizou e, em 16 de junho de 1948, uma nova Compagnie Nationale Air France foi incorporada por ato do parlamento, com 70 por cento da nova empresa pertencente ao governo francês.

 

O primeiro voo transatlântico da Air France, de Paris para Nova York, ocorreu em 25 de junho de 1946. As rotas se expandiram nas décadas seguintes, de modo que no início do século 21 a companhia aérea atendia a mais de 200 cidades em cerca de 80 países.