Monday, April 13, 2026
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Kenmare invests in modernization to expand ilmenite production in Mozambique

Minerio

The Kenmare mining company is moving ahead with an ambitious modernization and transition project in Mozambique, aimed at significantly expanding its production of ilmenite, an essential mineral in the manufacture of paints, plastics and cosmetic products. The transition from WCP A to the Nataka mine is scheduled for the end of 2025, opening the door to the exploitation of Moma’s vast mineral resources and promising to guarantee decades of productive activity.

In 2023, Kenmare already produced almost one million tons of ilmenite. With the modernization and transition of WCP A, production is expected to increase to 1.2 million tons per year, further boosting the company’s position in the global market. Michael Carvill, Kenmare’s managing director, emphasized that the investment is in line with the mining company’s strategic objectives and its commitment to local community development through the Kenmare Moma Development Association (KMAD).

The significant investment includes not only upgrading the facilities, but also the additional infrastructure required. A definitive feasibility study is scheduled to be completed before the end of the second quarter, providing a clear picture of the project’s costs and benefits.

Carvill stressed that confidence in the team and the assets in Mozambique had driven this investment. To date, Kenmare has invested around 88.4 billion meticais (1.4 billion dollars) in Moma, reinforcing its commitment to sustainable growth and economic development in the region.

With this initiative, Kenmare not only aims to strengthen its position as one of the main global suppliers of ilmenite, but also to deepen its ties with local communities and contribute to Mozambique’s economic progress.

Prémio de melhor CEO do sector bancário atribuído ao PCE do BCI

Francisco Costa, Presidente da Comissão Executiva (PCE) do BCI, conquistou o prémio de melhor CEO do sector bancário “Best CEO Banking”, atribuído pela International Finance Magazine (IFM), com sede em Londres.

A distinção foi atribuída em reconhecimento ao desempenho do PCE do BCI, que lidera a organização com uma estratégia visando torná-la referência no sistema financeiro. É ainda justificada pelos excelentes resultados do BCI, banco que mantém a implementação da sua estratégia de reforço da qualidade e diversidade dos produtos e serviços disponibilizados às famílias, empresas e às comunidades, em geral.

Com os prémios atribuídos, após o processo de avaliação por consultores especializados, o IFM reconhece profissionais e instituições excepcionais que proporcionam elevados padrões de inovação, crescimento, e contribuem para o desenvolvimento das organizações.

Atribuídos por uma prestigiosa publicação, que tem como público-alvo os principais decisores financeiros do mundo, os prémios IFM são concebidos para celebrar a excelência na indústria financeira internacional, fazendo uma diferença significativa, e acrescentando valor através de inovação, liderança no mercado e desempenho exemplar.

Esta atribuição inclui iniciativas relacionadas com responsabilidade social corporativa, governança corporativa, entre outras, que têm impacto positivo na comunidade.

Amantes da Liga dos Campeões vivem emoções da final em Maputo

A Liga dos Campeões da UEFA, a chamada liga milionária, juntou na capital do país, Maputo, cerca de 850 espectadores que, de perto, viveram com paixão e entusiasmo a final da prova, conquistada pela equipa espanhola do Real Madrid, após vencer os alemães do Borusia Dortumund por 0-2.

O Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM) foi a catedral desta importante competição europeia, num evento organizado pela HEINEKEN Moçambique, no âmbito de uma acção global levada a cabo pelo Grupo.

Esta é a décima quinta vez (15a) que os Merengues conquistaram este prestigiado torneio, reafirmando, deste modo, a sua posição de clube com mais títulos nesta prova. Os Auri-Negros buscavam o seu segundo troféu, depois de terem conquistado, pela última vez, na época 1996/97.

“Foi uma final épica e à dimensão desta competição que se chama: Liga dos Campeões. Conseguimos, ao estilo que nos é característico, proporcionar aos amantes desta lendária prova, uma final verdadeiramente de sonho. A “Final de Maputo” foi concebida tendo no horizonte os verdadeiros fãs, pois, estes é que dão brilho e simbolismo a esta prestigiada competição”, disse Filipa Neves, Directora de Marketing da HEINEKEN Moçambique.  

A HEINEKEN Moçambique proporcionou uma experiência sem igual aos aficionados pela prova, num ano em que as atenções estão centradas nos “verdadeiros fãs” desta lendária prova.

O jogo da final foi disputado no mítico estádio do Wembley, em Londres, Reino Unido. Esta foi a oitava vez em que este magnífico estádio acolheu a fase final do torneio.

Para alcançar a final, a equipa do Real Madrid derrotou, nas meias-finais, os alemães do Bayern de Munique. O Burusia Dortumund deixou para trás a toda poderosa equipa do Paris Saint-Germain, numa meia-final verdadeiramente eletrizante. Esta foi a última edição em que a Liga dos Campeões da UEFA foi disputada no formato de fase de grupos.

A realização do evento da final em Maputo faz parte de um conjunto de iniciativas que a HEINEKEN Moçambique tem levado a cabo com vista a aproximar cada vez mais a marca aos consumidores bem assim reforçar a sua presença no mercado moçambicano.

Importa salientar que, em 2022, a multinacional holandesa levou, pela primeira vez, às ruas de Maputo, a Taça (a orelhuda) da Liga dos Campeões, no âmbito da iniciativa Trophy Tour.

A edição passada (2022-2023) da mais importante prova futebolística do calendário europeu foi conquistada pela equipa do Manchester City, após derrotar, na final, a Inter de Milão.

Moçambique e Brasil firmam acordo para impulsionar biocombustíveis e desenvolvimento económico

Refueling the car with biofuel

Durante o Fórum Biodiesel realizado esta semana em São Paulo, Brasil, Moçambique e Brasil deram um passo significativo no sentido do desenvolvimento conjunto de biocombustíveis ao assinarem um memorando de entendimento (MoU). O evento, centrado no tema “Tecnologia e Inovação”, foi descrito como um marco importante na cooperação entre os dois países.

O MoU foi formalizado entre a União Brasileira dos Produtores de Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio) e o Gabinete do Pacote de Estímulo Económico (PAE) de Moçambique, representado por João Macaringue, conforme divulgado pelo Further Africa. Este acordo reforça a medida 10 do pacote do país, que estabelece a obrigatoriedade da mistura de combustíveis importados com biocombustíveis.

Com o Brasil liderando o mercado mundial de biocombustíveis, sustentado por vastos recursos agrícolas e políticas governamentais favoráveis, a parceria entre os dois países é estratégica. O Brasil se destaca como principal produtor global de etanol e biodiesel, beneficiando-se de tecnologia avançada, elevados investimentos em pesquisa e desenvolvimento, e uma forte procura interna e externa.

Moçambique, com condições climáticas, geográficas e de uso da terra semelhantes às do Brasil, é considerado um parceiro ideal para essa iniciativa. A parceria visa promover o desenvolvimento e a adoção de biocombustíveis, alinhando-se com as metas de transição energética de Moçambique apresentadas na COP 28.

Prevê-se que o MoU atraia investimentos substanciais do Brasil para Moçambique, impulsionando a pesquisa, o desenvolvimento e a capacidade produtiva no setor dos biocombustíveis. Este influxo de capital representa uma oportunidade promissora para investidores, potencialmente aumentando a lucratividade das empresas de biocombustíveis e valorizando as suas ações. Além disso, o acordo deverá criar empregos em Moçambique, especialmente na indústria de biocombustíveis, com o suporte e a expertise do setor privado brasileiro. A expansão de fábricas e instalações exigirá mão-de-obra qualificada, impulsionando o crescimento económico nas áreas envolvidas.

Governo implementa medidas para impulsionar economia, mas sector mineiro requer atenção específica

mineiro

Em 2022, o Governo lançou o Pacote de Medidas de Aceleração Económica (PAE) com o objectivo de aprimorar o ambiente de negócios, visando reduzir a burocracia e aumentar a eficiência económica. Apesar dos esforços, iniciativas adicionais são necessárias para fortalecer o setor mineiro, conforme destacado pelo Conselho de Ministros de Moçambique (CMM), que instou à inclusão da indústria mineira em futuros pacotes económicos, reconhecendo a importância de abordar os desafios específicos enfrentados pelo setor.

Embora as empresas mineiras tenham recebido positivamente os esforços do Governo para melhorar o ambiente empresarial, persistem preocupações quanto à implementação de certas medidas. Por exemplo, o decreto de preços de referência para as exportações de recursos naturais, introduzido em 2023, gerou controvérsias. Nesse sentido, a CMM ressaltou a necessidade de um cadastro mineiro mais eficiente e a resolução de questões fiscais, como os reembolsos do imposto sobre o valor acrescentado e os estrangulamentos dos preços de referência.

“Melhorias no cadastro mineiro do Instituto Nacional de Minas (INAMI) são essenciais para agilizar os processos de pedido de licenças, reduzir as taxas e simplificar as aprovações de transferência de ações”, enfatizou Geert Klok, referindo-se à urgência de medidas para impulsionar o setor mineiro e maximizar seu potencial contributivo para a economia nacional.

Ministério dos Recursos Minerais e Energia propõe uso interno do gás da Bacia do Rovuma para impulsionar outros sectores

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Durante um encontro com representantes do sector privado, o secretário permanente do Ministério dos Recursos Minerais e Energia, António Manda, enfatizou a importância de direcionar parte dos recursos provenientes dos projetos de exploração de gás natural na bacia do Rovuma para atender às necessidades do mercado interno. Esta medida ganha destaque especialmente diante dos planos em discussão para a construção de uma segunda plataforma flutuante de extração de hidrocarbonetos.

Embora o projeto Coral Sul, até então responsável pela exploração na região, tenha se concentrado principalmente na exportação, Manda argumentou a favor da alocação de recursos para o desenvolvimento de projetos industriais locais, utilizando o gás como matéria-prima essencial. “Além de sua função na geração de energia, o gás natural pode ser utilizado na produção de diversos produtos, como amônia, ureia e metanol, impulsionando setores como agricultura, mineração, indústria e transporte”, destacou o secretário.

Ao considerar as reservas de gás como um impulsionador potencial para projetos de geração de energia, Manda sublinhou a importância de enfrentar os desafios da eletrificação nacional, especialmente em um contexto de transição energética. A diversificação da matriz energética, segundo ele, é urgente e crucial para garantir a sustentabilidade, eficiência e segurança energética do país.

Rudêncio Morais, administrador-executivo para o pelouro de Pesquisa e Produção na Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), destacou o impacto positivo do projeto Coral Sul no desenvolvimento da matriz energética nacional. Desde novembro de 2022, o projeto já realizou 58 carregamentos de exportação de gás natural liquefeito (GNL), com 18 deles ocorrendo somente este ano, impulsionando o setor energético do país.

Ministry of Mineral Resources and Energy proposes internal use of Rovuma Basin gas to boost other sectors

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During a meeting with representatives of the private sector, the permanent secretary of the Ministry of Mineral Resources and Energy, António Manda, emphasized the importance of directing part of the resources from natural gas exploration projects in the Rovuma basin to meet the needs of the domestic market. This measure is particularly important given the plans under discussion to build a second floating hydrocarbon extraction platform.

Although the Coral South project, which until now has been responsible for exploration in the region, has focused mainly on exports, Manda argued in favor of allocating resources to the development of local industrial projects, using gas as an essential raw material. “In addition to its role in generating energy, natural gas can be used in the production of various products, such as ammonia, urea and methanol, boosting sectors such as agriculture, mining, industry and transportation,” said the secretary.

Considering gas reserves as a potential driver for energy generation projects, Manda stressed the importance of tackling the challenges of national electrification, especially in a context of energy transition. The diversification of the energy matrix, he said, is urgent and crucial to guarantee the country’s sustainability, efficiency and energy security.

Rudêncio Morais, executive director for Research and Production at Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), highlighted the positive impact of the Coral Sul project on the development of the national energy matrix. Since November 2022, the project has carried out 58 export shipments of liquefied natural gas (LNG), with 18 of them taking place this year alone, boosting the country’s energy sector.

IIAM recebeu um financiamento de 17 milhões de meticais para produção de sementes melhoradas em Nampula

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O Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM) garantiu um importante financiamento para impulsionar sua capacidade de produção de sementes básicas na província de Nampula. O acordo de subvenção, no valor de cerca de 17 milhões de meticais (aproximadamente 269 mil dólares), foi firmado com o projecto Feed The Future Mozambique – Resiliência Integrada na Nutrição e Agricultura (FTF-RESINA), em um evento realizado na vila municipal de Ribáuè.

Segundo a Agência de Informação de Moçambique (AIM), o projecto de irrigação será implementado no campo experimental do IIAM, no distrito de Ribáuè, com o objectivo de aprimorar a capacitação, as técnicas de boas práticas e o acesso dos produtores às tecnologias.

No ato de assinatura do acordo, o director do gabinete de Resiliência e Crescimento da Agência dos Estados Unidos da América para o Desenvolvimento Internacional (USAID), Michael Nicholson, destacou a importância de plantar boas sementes para garantir colheitas de qualidade no futuro.

A directora-geral do IIAM, Zélia Menete, enfatizou a coragem e o hábito de trabalho do meio rural, ressaltando que, com pessoas motivadas e liderança adequada, a iniciativa pode ser bem-sucedida. Ela afirmou que o financiamento permitirá ao IIAM produzir sementes básicas durante todo o ano, algo que não seria viável sem irrigação.

Os fundos serão geridos pelo IIAM em Nampula, com o objectivo de garantir que as sementes de qualidade cheguem aos agricultores da região. Esta iniciativa faz parte do projecto FTF-RESINA, financiado pela USAID em dois mil milhões de meticais (32 milhões de dólares), com o propósito de apoiar agricultores em Zambézia e Nampula através de uma abordagem de sistemas alimentares locais.

O projecto, agora em seu segundo ano de implementação, visa aumentar as capacidades de resiliência de aproximadamente 152 mil famílias, contribuindo para a segurança alimentar, a gestão sustentável dos recursos naturais e a melhoria do estado nutricional das mulheres, adolescentes e crianças. Os distritos de Murrupula, Mogovolas, Ribáuè, Mecubúri e Lalaua em Nampula, e Mocuba, Ile, Gúruè, Namarrói, Lugela e Alto Molócuè em Zambézia, estão entre as áreas beneficiadas pelo projecto.

IIAM has received funding of 17 million meticais for the production of improved seeds in Nampula

sementes

The Agricultural Research Institute of Mozambique (IIAM) has secured important funding to boost its basic seed production capacity in Nampula province. The grant agreement, worth around 17 million meticais (approximately 269,000 dollars), was signed with the Feed The Future Mozambique – Integrated Resilience in Nutrition and Agriculture (FTF-RESINA) project, at an event held in the municipal town of Ribáuè.

According to the Mozambican Information Agency (AIM), the irrigation project will be implemented in IIAM’s experimental field in the Ribáuè district, with the aim of improving training, good practice techniques and producers’ access to technologies.

At the signing of the agreement, the director of the Resilience and Growth office of the United States Agency for International Development (USAID), Michael Nicholson, stressed the importance of planting good seeds to guarantee quality harvests in the future.

IIAM’s Director General, Zélia Menete, emphasized the courage and work habits of rural people, stressing that with motivated people and the right leadership, the initiative can be successful. She said that the funding will allow IIAM to produce basic seeds all year round, something that would not be feasible without irrigation.

The funds will be managed by IIAM in Nampula, with the aim of ensuring that quality seeds reach farmers in the region. This initiative is part of the FTF-RESINA project, funded by USAID to the tune of two billion meticais (32 million dollars), with the aim of supporting farmers in Zambézia and Nampula through a local food systems approach.

The project, now in its second year of implementation, aims to increase the resilience capacities of approximately 152,000 families, contributing to food security, the sustainable management of natural resources and improving the nutritional status of women, adolescents and children. The districts of Murrupula, Mogovolas, Ribáuè, Mecubúri and Lalaua in Nampula, and Mocuba, Ile, Gúruè, Namarrói, Lugela and Alto Molócuè in Zambézia, are among the areas benefiting from the project.

Introdução de novos procedimentos dificulta importação de viaturas no País

A vice-presidente da Associação dos Importadores e Distribuição Automóvel de Moçambique (AIDAM), Dalila Tsihlakis, manifestou na passada sexta-feira, 7 de Junho, no debate sobre “Importações de Viaturas e Comercialização em Moçambique: Desafios e Perspectivas”, que decorreu na cerimónia de abertura da segunda edição da Feira Automóvel Multi-Marcas “Maputo Auto Show”, preocupação com a introdução de novos procedimentos e mecanismos para a importação de viaturas no território nacional.

Para a responsável, a importação de viaturas em Moçambique tem um impacto significativo na vida do cidadão, no meio ambiente, na economia e na infra-estrutrura rodoviária. “O processo de importação para as concessionárias de marcas está a ser complicado cada vez mais, com a introdução de novos procedimentos e mecanismos por entidades sem coordenação, nem consulta dos agentes importadores. É claro que todas estas iniciativas são louváveis mas são concebidas e implementadas sem consulta, o que resulta no estrangulamento do nosso negócio e perda de clientes”, referiu Dalila Tsihlakis.

A fonte apontou para a apresentação do termo de compromisso e lei cambial no novo sistema do Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO), como os que causam custos elevados nos estacionamentos por atrasos nos despachos, e também a falta de confiança nos importadores moçambicanos pelos fornecedores devido aos atrasos constantes nos pagamentos de importações. “Isto tudo está a dificultar a importação e a aumentar os custos para os nossos clientes na venda de viaturas novas. Estando cientes de que a mobilidade segura e limpa é uma das prioridades do nosso Governo, é obvio que estes assuntos merecem uma solução urgente”, vincou.

Uso de viaturas eléctricas

A vice-presidente da AIDAM relembrou que o ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, exigiu recentemente aos agentes de importação de viaturas a promoção de transporte mais limpo e menos poluente. “A maioria de nós está preparada para seguir este caminho mas é impossível, uma vez que as nossas viaturas eléctricas, que já são caras na origem, sofrem, na parte aduaneira, o escalão mais alto de impostos de direito e consumo específico”, contestou, sublinhando que “Moçambique é produtor de energia limpa e está bem posicionado para receber grandes subsídios e créditos de carbono com massificação e uso de viaturas eléctricas. Os valores desses subsídios serão muito mais elevados que os impostos e isenções para massificar o uso das mesmas”.

Dalila Tsihlakis esclareceu que o uso de viaturas eléctricas deve ser implementado imediatamente e com urgência. “Outros benefícios da massificação destas será a redução no valor da factura de importação de combustíveis, reduzindo a pressão sobre as divisas no País. Mas o resultado mais importante será a redução da poluição no nosso meio ambiente, que é algo da responsabilidade de todos nós. Não são só as emissões que causam poluição, temos temas como reciclagem de pneus e baterias, que têm sido debatidos hoje em dia”.

Igualmente destacou o assunto de importação de viaturas usadas e impróprias para uso nas estradas, apontando que têm um efeito muito negativo nas infra-estruturas e no ambiente.

Necessidade de uma reflexão em torno do aumento de viaturas no território nacional

Na mesma ocasião, durante o seu discurso, o presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Agostinho Vuma, instou a uma reflexão sobre o significativo aumento do número de veículos no País, sobretudo na cidade e província de Maputo.

“A dinâmica do nível de crescimento anual do parque automóvel e das viaturas que esta indústria movimenta obriga-nos, como nunca, a reflectir seriamente sobre políticas, nomeadamente de importação e comercialização de viaturas”, disse o responsável, acrescentando que “neste exercício reformista, visando dinamizar o sector, será necessário o estabelecimento de quotas em termos de viaturas importadas para o nosso país”.

O presidente da CTA tem como pressuposto para a sua reflexão o crescente número de veículos no território nacional que, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2021, se situou em 1,1 milhão de viaturas dos quais 802 mil ligeiros e cerca de 135 mil pesados, além de outros 9624 tractores.

Em finais de 2022, o número cresceu para 1,2 milhão de viaturas, um aumento na ordem de 5%, dos quais 528 179 correspondem à cidade e província de Maputo. Um crescimento que, segundo o Banco de Moçambique, esteve associado a um aumento significativo nas importações de veículos e acessórios, que atingiram 29,9 mil milhões de meticais (473,4 milhões de dólares) em 2023.

Neste contexto, Agostinho Vuma ressaltou a necessidade premente de políticas e reformas que tornem o sector automobilístico mais atractivo para os investidores.

“De modo que se criem medidas e políticas legislativas mais eficientes para a contínua dinamização do sector, devemos continuar a trabalhar com o Governo, o que vai transmitir a necessária confiança aos investidores, possibilitando, desta forma, o aumento da competitividade do sector de importação e comercialização de viaturas em solo moçambicano”.

Agostinho Vuma

A fonte concluiu dizendo que “uma abordagem desta realidade poderá contribuir de forma significativa para o estabelecimento de várias agências de representação de diversas marcas internacionais de importação e comercialização de veículos no País, contribuindo assim para o aumento da capacidade da indústria nacional de importação e comercialização de viaturas”.

Possíveis soluções ambientais

Para Samson Cuamba, representante do Ministério da Terra e Ambiente, presente no evento com o objectivo de abordar possíveis soluções dos problemas ambientais causados pelo crescente número do parque automóvel, partilhou que, em 2014, o Governo aprovou um regulamento que tem que ver com a gestão daquilo que é classificado como resíduos perigosos.

“Nesta perspectiva, no contexto do decreto n.º 83/2014, de 30 de Dezembro, os pneus quando chegam na sua última fase de vida são classificados como resíduos perigosos. Não só no contexto deste decreto, Moçambique também é signatário de várias convenções que tratam desta matéria”.

Samson Cuamba

Continuando, a fonte explicou: “de lá para cá, pensando positivamente naquilo que são os desafios que estão a ser enfrentados a nível nacional, esta medida de proibição da importação, comercialização e uso de pneus de segunda mão ainda não foi implementada de forma efectiva, carecendo de uma auscultação, mais uma vez, de toda a sociedade civil e sector privado. Do trabalho que nós fizemos, em coordenação com a Autoridade Tributária, conseguimos registar, a nível nacional, grandes volumes de pneus usados que estão espalhados em todo o território”.

Samson Cuamba explicou que o Ministério da Terra e Ambiente, através da Direcção Nacional do Ambiente, é a autoridade que garante o licenciamento de transportadores de resíduos que são considerados perigosos, entre os quais os pneus usados. “As baterias também são consideradas como resíduos perigosos e quando chegam nessa última fase de vida, devem ser tratadas convenientemente”, acrescentou.

“Como não temos todas as facilidades internas, em Moçambique, para tratar alguns resíduos que são classificados como perigosos, algumas vezes temos de fazer parcerias com países que tenham tecnologia para tal, como é o caso da África do Sul, que tem recebido parte deste tipo de resíduos. Estou a destacar aqui a questão dos pneus usados e as baterias. No caso dos pneus, pretendemos apostar na criação de facilidades para a formação de fábricas ou transformadoras no País, o que também vai ajudar na criação de emprego para os cidadãos. Portanto, o projecto de tratamento de pneus é bem-vindo do ponto de vista ambiental, mas do ponto de vista também de rendimentos para aqueles que vão apostar neste tipo de negócio à escala nacional”, disse.