Saturday, June 20, 2026
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Veja o desempenho da economia moçambicana no primeiro trimestre de 2024

No primeiro trimestre de 2024, a economia moçambicana apresentou um crescimento de 3,2%, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Esse valor ficou abaixo dos índices registados nos quatro trimestres de 2023, mostrando um desempenho económico mais moderado. O sector primário foi o destaque, com um crescimento de 4,80%, especialmente na área da pesca, que teve uma variação de 11,36%.

Análise do crescimento económico: O relatório mais recente do INE revela que o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) a preços de mercado foi de 3,2% no primeiro trimestre de 2024, em contraste com os 6,55% registados no mesmo período do ano anterior. No entanto, é importante ressaltar que houve um crescimento consistente nos trimestres anteriores, com taxas de 5,87%, 4,39% e 4,84% nos segundo, terceiro e quarto trimestres de 2023, respectivamente.

projeccoes económicas

Expansão económica e perspectivas futuras: 

No início deste ano, o Governo anunciou um crescimento económico de 5% em 2023, superando a média regional da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC). Esse crescimento foi impulsionado pelos sectores de indústria extractiva, turismo, agricultura, transporte e comunicações, entre outros. Para 2024, o Executivo projecta um crescimento económico de 5,5% e a manutenção da taxa de inflação média anual em 7%.

Os resultados do primeiro trimestre de 2024 indicam um crescimento económico mais moderado em comparação com o ano anterior. No entanto, o desempenho positivo nos trimestres anteriores e as perspectivas futuras de crescimento mostram que a economia moçambicana continua em um caminho de expansão. O Governo está implementando políticas e reformas para promover uma maior dinâmica nas actividades económicas do sector privado e atrair investimentos. O país também registou uma tendência positiva na inflação média e possui reservas internacionais líquidas que garantem maior credibilidade e capacidade de absorção de choques na balança de pagamentos.

Fonte:

Reservas bancárias registaram queda pelo segundo mês consecutivo

projeccoes económicas

O Banco de Moçambique (BdM) avançou que as reservas feitas pelos bancos moçambicanos  observaram uma queda pelo segundo mês consecutivo, situando-se nos 251,1 mil milhões de meticais (3,8 mil milhões de dólares) em Maio.

O relatório estatístico da instituição recordou que, em Março, o volume destas reservas verificou um recorde ao fixar-se nos 255,1 mil milhões de meticais, condição que começou a alterar-se em Abril, após queda para 254, 2 mil milhões de meticais.

“As reservas obrigatórias dos bancos comerciais estavam fixadas no coeficiente de 10,5% em moeda nacional e 11% em moeda estrangeira no início de Janeiro de 2023”, explicou o documento, divulgado nesta Quinta-feira, 11 de Julho, pela Lusa.

De acordo com o banco central, “nos primeiros seis meses do ano passado, o Banco de Moçambique aumentou por duas vezes esse coeficiente, com o argumento de ser necessário para absorver a liquidez excessiva no sistema bancário, com potencial de gerar uma pressão inflacionária”.

“O último desses aumentos aconteceu em Junho, chegando a 39% dos depósitos em moeda nacional e 39,5% no caso de moeda estrangeira a ficarem em reserva bancária”, acrescentou.

Após este aumento, a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) considerou que a decisão tornava ainda mais caro contrair financiamento bancário, mecanismo essencial numa economia de Pequenas e Médias Empresas.

Na mesma ocasião, economistas nacionais consideraram “nociva” para as empresas a decisão do BdM de aumentar os coeficientes de reservas obrigatórias, assinalando que a medida “não vai resolver” a espiral de inflação, porque esta “variável” é condicionada por “problemas estruturais”.

Criada a área de jurisdição portuária para facilitar o transporte de areias pesadas de chibuto

areias pesadas

O Governo anunciou esta Terça-feira (9) que já foi criada e concedida uma área de jurisdição portuária no distrito de Chongoene, na província de Gaza, Sul de Moçambique, com o objectivo de abrir espaço para a implementação, construção e gestão de infra-estruturas de transporte de areias pesadas que estão a ser exploradas em Chibuto.

Intervindo após a realização da 20.ª sessão ordinária do Conselho de Ministros, o porta-voz do Governo, Filimão Suaze, explicou que a área visa ainda permitir a funcionalidade do projecto do Terminal Portuário de Chongoene, bem como facilitar o planeamento e integração de futuros terminais.

“A criação da área permitirá mais espaços operacionais e de serviços portuários, respeitando aspectos sociais, ambientais, legais e económicos”, avançou o responsável, citado pela Agência de Informação de Moçambique (AIM).

Suaze sublinhou que, no mesmo encontro, o Executivo aprovou a concessão das infra-estruturas do Terminal Portuário de Chongoene à Sociedade Terminal de Minérios de Chongoene, SA, composta pela companhia mineira chinesa Desheng Port, S.A., e a empresa pública Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM).

“A concessão, em regime de parceria público-privada, permitirá à Desheng Port construir, operar, manter, gerir e, eventualmente, devolver as infra-estruturas ao Governo, por isso, foi concedido, numa primeira fase, um investimento de 55 milhões de dólares”, frisou.

O gestor do projecto, You Jian Ping, explicou que a empreitada está a decorrer a um ritmo satisfatório, acrescentando que todos os desentendimentos com as comunidades já foram solucionados.

“Os trabalhos estão divididos em três fases, sendo que a primeira será concluída até Agosto próximo, período durante o qual poderá ter início a exportação das areias pesadas de Chibuto a partir daquela infra-estrutura marítima para vários países”,  sustentou na altura.

Fonte: Diário Económico

Moçambique recebe investimento de $179 milhões dos EUA para energia renovável

energia eolica

Os Estados Unidos da América, por meio da US International Development Finance Corporation (DFC), aprovaram um empréstimo  de 179 milhões de dólares para viabilizar um ambicioso projecto de energia eólica em Moçambique. O projecto, que será implementado no distrito de Namaacha, província de Maputo, visa a construção de uma central com capacidade de 120 Megawatts pela Globeleq, uma renomada empresa do sector energético africano.

De acordo com informações divulgadas pelo BNN Bloomberg nesta Quarta-feira (10), parte dos fundos, especificamente 99 milhões de dólares, será direccionada exclusivamente para financiar a infra-estrutura necessária, enquanto os restantes 80 milhões serão disponibilizados como seguro contra risco político para a Globeleq África.

O projecto total requer um investimento estimado em 268 milhões de dólares, cuja captação de recursos está prevista para ser concluída ainda este ano. Em declarações anteriores, Samir Salé, director de Desenvolvimento e Negócios da Globeleq, destacou que a construção da central eólica de Namaacha está programada para iniciar no segundo semestre de 2024, em colaboração estreita com o governo moçambicano.

“A central não só fortalecerá significativamente nossa capacidade de exportação de energia, beneficiando a Electricidade de Moçambique (EDM) com tarifas mais competitivas, mas também atenderá à crescente demanda energética nacional”, afirmou Salé.

Ele ressaltou ainda que o empreendimento representa um marco importante na estratégia de transição energética do governo, focada na maximização de recursos renováveis e na expansão da rede eléctrica nas províncias de Maputo, Gaza e Inhambane.

Recentemente, a Globeleq reportou resultados positivos para o ano de 2023, detalhando que suas operações em sete países africanos, incluindo Moçambique, geraram mais de 7 mil GWh de electricidade, atendendo a 8,8 milhões de consumidores e criando mais de 181 mil novos empregos. O investimento totalizou mais de 3,1 milhões de dólares em infra-estrutura energética na região.

A Globeleq, detida em 70% pela British International Investment e em 30% pela Norfund, é reconhecida como principal promotora, proprietária e operadora de centrais eléctricas independentes na África desde 2002. A empresa possui e opera actualmente 17 centrais eléctricas em todo o continente, com planos de expandir seu portfólio com novos projectos, incluindo uma central de gás em Temane, província de Inhambane, que entrará em operação nos próximos meses.

A DFC dos Estados Unidos é uma instituição financeira de desenvolvimento que colabora com o sector privado para enfrentar os desafios críticos dos países em desenvolvimento, investindo principalmente em energia, saúde, infra-estrutura crítica, tecnologia e iniciativas que promovem o emprego em mercados emergentes. Todos os investimentos da DFC são conduzidos conforme altos padrões éticos, respeitando o meio-ambiente, os direitos humanos e os direitos dos trabalhadores.

CMM Quer cooperar regionalmente na Indústria Mineira

O presidente do Conselho de Administração da Câmara de Minas de Moçambique (CMM) defendeu esta quarta-feira, 3 de Julho, que o País deve colaborar regionalmente na indústria mineira para criar uma cadeia de abastecimento para a produção de veículos eléctricos.

Segundo Geert Klok, citado pela agência Lusa, Moçambique tem uma indústria mineira jovem, em que os recursos minerais são o carvão, grafite, pedras preciosas e rubis. Porém, as minas estão, muitas vezes, em zonas remotas, levando o País a depender dos mercados de outros países vizinhos.

“O que há a fazer, na minha opinião, é cooperar com a região. Temos de construir uma cadeia de abastecimento, não a nível nacional, mas a nível regional, que se ligue à indústria automóvel e ao mercado, em vez de cada país actuar individualmente”, afirmou o responsável, na “7ª Conferência sobre mineração em África (MOTA – Mining On Top Africa)”, em Paris.

O responsável falou da possibilidade do processamento da grafite nacional, um dos componentes das baterias dos carros eléctricos. “A discussão que estamos a ter em Moçambique é: temos grafite, porque não estamos a fazer baterias para veículos eléctricos? Precisamos de criar o ambiente e as infra-estruturas necessárias para tal”, disse.

Geert Klok acrescentou a necessidade de se destacar a questão do investimento no processo de fabrico de baterias para veículos eléctricos com a produção de grafite, que “poderá custar 12,6 mil milhões de meticais (200 milhões de dólares), e empregará cerca de uma centena de pessoas, cujo trabalho é qualificado. Então, não é um investimento que qualquer empresário queira”.

A conferência, organizada pela AME Trade – organização sediada no Reino Unido, especializada na promoção comercial entre Europa e África para os sectores da energia, finanças, infra-estruturas, minas e petróleo e gás -, tem como tema as parcerias Europa-África na indústria mineira para um desenvolvimento sustentável e inclusivo, discutido entre ministros de vários governos africanos, como o Senegal, o Gana e a Republica Democrática do Congo.

Ao longo do primeiro dia de conferência, os intervenientes concordaram com a cooperação regional para acabar com a dependência de países europeus e para qualificar mais pessoas nos seus países, como referiu o ministro da Energia, Petróleo e Minas do Senegal, Birame Soulèye Diop, que referiu ainda a necessidade de estabilidade e justiça, para tentar controlar as questões ambientais, já que a mineração produz elementos tóxicos que acabam por prejudicar, mais do que beneficiar, as populações.

Moçambique participa no Festival Standard Bank Luju Food & Lifestyle 2024

Moçambique marcará presença no Festival Standard Bank Luju Food & Lifestyle 2024, a ser realizado nos dias 2 e 3 de Agosto, na House on Fire, em Essuatíni. Este evento internacional combina moda, gastronomia, música e outras artes africanas, tanto tradicionais quanto contemporâneas.

Na sua sexta edição, o festival adota o tema “A Return to African Future” (“Um regresso ao futuro de África”), promovendo uma reflexão sobre o estado atual da cultura africana e a necessidade de sinergias para a construção de um futuro culturalmente rico e original.

Entre os artistas moçambicanos, destaca-se a participação do renomado cantor Wazimbo, conhecido pelos seus ritmos tradicionais e voz distinta. Além dele, dezenas de expositores de várias modalidades artísticas marcarão presença, refletindo o grande interesse e adesão do público moçambicano, que é o segundo maior depois do público local de Essuatíni. O festival também contará com artistas de outros países da região, celebrando as raízes tradicionais e as expressões artísticas contemporâneas.

O evento não apenas fortalece a identidade cultural de Essuatíni, mas também aumenta sua visibilidade global como destino de turismo cultural. A atmosfera acolhedora do Luju Festival é enriquecida por uma diversidade gastronômica, tendências de moda, artes visuais e outras manifestações culturais, atraindo um público diversificado, tanto local quanto internacional.

De acordo com Jiggs Thorne, director criativo do Standard Bank Luju Food and Lifestyle Festival, a edição de 2023 teve um impacto econômico significativo, com comerciantes gerando um total combinado de 2,1 milhões de euros. O festival também promoveu parcerias inter-regionais nos sectores da culinária, moda e design, ampliando as oportunidades para empresas locais.

Com uma agenda repleta de eventos paralelos, o festival promete uma celebração inesquecível de música, arte e cultura. Em Moçambique, o evento conta com parcerias da incubadora criativa X-Hub e do Azgo. Os bilhetes podem ser adquiridos na X-Hub e no Centro Cultural Moçambicano-Alemão.

 

O Festival Standard Bank Luju Food & Lifestyle 2024 é uma oportunidade única para os moçambicanos celebrarem a riqueza cultural africana e se conectarem com outras culturas e expressões artísticas do continente.

Início da Campanha “Descobertas” marca nova fase de desenvolvimento pessoal para jovens moçambicanos

Arrancou no passado dia 29 de Junho o ciclo de workshops da campanha “Descobertas – Uma Jornada para Autoestima”. Esta iniciativa, que se prolongará ao longo de seis meses, propõe-se a explorar diversos temas de desenvolvimento pessoal, começando com um workshop dedicado à Educação Financeira.

O evento inaugural reuniu mais de 100 adolescentes e jovens, proporcionando um ambiente imersivo de aprendizagem e troca de experiências. De acordo com a Cláudia Manjate, mentora da campanha, “Este workshop foi como testemunhar o início de uma nova fase após os primeiros passos dados através das Rodas de Conversa. É particularmente especial para mim, pois configura a oportunidade de reunir jovens de forma presencial e fornecer-lhes ferramentas práticas para a vida que poderão ser usadas imediatamente. Este evento foi simplesmente vibrante, desconstruímos conceitos e construímos modos de vida”, destacou.

António Sendi, responsável pela aula magna, abordou os conceitos básicos de finanças e os princípios de abundância de uma forma interactiva e dinâmica, assegurando a compreensão e o envolvimento de todos os presentes. A sua abordagem cativou a atenção dos jovens, que saíram do workshop mais estimulados a pensar em formas criativas de gerar renda.

A presença de Sheila Ibrahimo, conhecida pela sua experiência e jornada no mundo dos investimentos e empreendedorismo, foi um grande destaque. Ela inspirou os participantes a explorarem novas oportunidades e a desenvolverem uma mentalidade empreendedora.

No fim do evento, cada participante recebeu um e-book sobre finanças, escrito por Cláudia Manjate, e foram indicados livros, podcasts e canais de YouTube para continuar a imersão em finanças e criar bases sólidas para uma relação saudável com o dinheiro.

A campanha “Descobertas” alicerça-se em quatro pilares fundamentais:

  • Rodas de Conversa Semanais
  • Workshops Mensais
  • Mentoria para Ideias de Negócios
  • Reality Shift

Refira-se que este primeiro workshop marcou o início de uma jornada transformadora para os jovens moçambicanos, dotando-os de conhecimentos essenciais para o desenvolvimento pessoal e profissional. O próximo workshop já está marcado e promete continuar a inspirar e capacitar a nova geração de Moçambique.

INNOQ: 70% Dos produtos já possuem rotulagem em Português

O Instituto Nacional de Normalização e Qualidade (INNOQ) anunciou que 70% dos produtos disponíveis nos supermercados do País já estão devidamente rotulados em língua portuguesa, facilitando o acesso às informações essenciais sobre os bens adquiridos. Esta informação foi divulgada pelo jornal notícias.

“Estamos a trabalhar com os produtores e importadores para assegurar que até ao final do ano a percentagem de produtos com rótulos em português atinja os 80%. Estamos a registar progressos”, afirmou Geraldo Albasini, director-geral do INNOQ.

Geraldo Albasini destacou que esta medida visa garantir que o consumidor esteja devidamente informado sobre o que está a adquirir, promovendo-se assim uma maior protecção da saúde pública e uma defesa mais eficaz dos direitos do consumidor. A declaração foi feita durante um encontro de balanço da actividade da Inspecção Nacional de Actividades Económicas referente ao ano passado.

No mesmo contexto, o director-geral do INNOQ incentivou os agentes económicos a submeterem os seus rótulos para a respectiva correcção no INNOQ, para que cumpram as exigências estabelecidas. “É importante fazer esse contacto antes, para evitar imprimir grandes quantidades de rótulos e depois descobrir que têm algum erro que deve ser corrigido”, elucidou.

Recentemente, o INNOQ anunciou a entrada em vigor da interdição de importação e comercialização de produtos sem rótulo em português, uma medida que visa defender os interesses dos consumidores. Desde o início desta operação, tem-se constatado um aumento significativo na quantidade de produtos rotulados correctamente, representando um avanço importante na informação prestada ao consumidor.

Geraldo Albasini também sublinhou a importância de a rotulagem ser clara e legível, contendo todas as informações essenciais sobre os produtos, como a composição, prazo de validade e instruções de utilização, factores que contribuem para uma melhor decisão de compra e para a segurança do consumidor.

“Estes indicadores representam uma evolução significativa comparativamente à situação de há dois ou três anos, quando menos de metade dos produtos nas cadeias de distribuição apresentava rótulos em português”, concluiu.

De acordo com a fonte, esta evolução na rotulagem é vista como um passo crucial para a protecção dos consumidores e para assegurar que estes tenham acesso a informações precisas e compreensíveis sobre os produtos que adquirem, reforçando a confiança nas compras e promovendo a transparência no mercado.

FNB anuncia novo Presidente do Conselho de Administração

FNB Moçambique nomeou Sérgio Chitará como novo presidente do conselho de administração, sucedendo a John Macaskill. Sérgio Chitará assume um mandato de quatro anos.

Segundo um comunicado da instituição, ao longo da sua carreira, Sérgio Chitará dedicou-se à gestão de entidades como a Vale Moçambique e ao projecto USAID – Speed+, onde se destacou como gestor de sustentabilidade e Country Manager. Foi também responsável pela condução da transmissão de activos da Vale para o novo accionista, a Vulcan Resources.

Formado em Engenharia Florestal pela Universidade Eduardo Mondlane, Sérgio Chitará complementou a sua formação com um MBA pela Bradford University e um mestrado em Tecnologias de Indústrias Florestais pela Bangor University, no Reino Unido.

Para o novo cargo, Chitará manifestou o compromisso de impulsionar a transformação digital do FNB, com foco na excelência dos serviços ao cliente e na promoção da inovação. “Estou entusiasmado por contribuir para o crescimento contínuo do FNB”, afirmou, destacando a importância de responder aos desafios económicos e climáticos globais em colaboração com colaboradores, clientes e accionistas.

O novo presidente do conselho de administração aludiu ao período de “profundas preocupações económicas e geopolíticas globais que estamos a viver, agravadas por uma série de choques climáticos consecutivos, que têm contribuído para um ambiente macroeconómico cada vez mais complexo. Apesar destes desafios, a economia demonstra resiliência, seguindo uma trajectória positiva em direcção ao desenvolvimento sustentável e prosperidade. No contexto actual, o FNB tem mantido um desempenho satisfatório. Estou confiante de que continuaremos a fortalecer a nossa posição enquanto instituição sólida e relevante para nossos clientes, colaboradores e acionistas”, afirmou.

Com uma gestão também centrada nas pessoas, Sérgio Chitará acrescentou acreditar “que uma organização não pode ser bem-sucedida sem profissionais competentes, motivados e engajados, uma equipa que trilha o caminho com uma mesma visão. A nossa estratégia passa também por criar um ambiente de trabalho em que os colaboradores possam ter espaço para criar, inovar e trazer soluções que respondam as necessidades dos nossos Clientes”, concluiu.

Moçambique propõe abordagem adaptada na transição energética para países em desenvolvimento

energia

Moçambique defende que as metas globais para a redução das emissões de gases de efeito estufa até 2050 devem levar em conta os contextos e desafios específicos dos países em desenvolvimento. Durante um congresso realizado na Itália, o secretário permanente do Ministério dos Recursos Minerais e Energia, António Saínda, apresentou essa posição em um painel de alto nível.

António Saínda enfatizou a importância de uma ação internacional coordenada para reduzir as emissões de gases prejudiciais ao ambiente, alinhada com o Acordo de Paris de 2021. No entanto, destacou a necessidade de que essas metas sejam realistas, considerando as actuais dificuldades económicas e as necessidades de desenvolvimento de países africanos como Moçambique.

Um dos principais desafios apontados por Saínda inclui o acesso ao financiamento climático, a capacitação de recursos humanos e a transferência de tecnologia, elementos cruciais para que os países em desenvolvimento possam alcançar suas metas energéticas. Ele salientou que o financiamento pode suprir as necessidades energéticas internas e consolidar a posição de Moçambique como produtor e fornecedor de energias verdes na região Austral da África.

Moçambique possui um potencial energético significativo, com estimativas que incluem 18 Gigawatts de fontes hídricas, 185 Tcf de gás natural, 25 bilhões de toneladas de reservas de carvão, 23 mil Gigawatts de energia solar e 5,6 Gigawatts de energia eólica. Actualmente, o país está implementando projectos de energias renováveis com capacidade de 100MWp, como Mphanda Nkuwa, Boroma e Lupata, além da construção de pequenas centrais fotovoltaicas flutuantes para fornecer energia a comunidades em várias ilhas do país.

Durante o congresso em Milão, Moçambique reafirmou seu papel facilitador na transição energética global, especialmente através do gás, posicionando-se como um centro energético gerador na região da África Austral e impulsionando sua própria transição energética. Representantes do governo também se reuniram com líderes globais como o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair e o ex-secretário de Estado dos EUA John Kerry para discutir financiamento e transição para energias verdes.

O evento contou ainda com a participação de ministros dos Recursos Minerais de países como Azerbaijão, Paquistão, Serra Leoa e Gana, que discutiram estratégias para promover uma transição energética inclusiva e adaptada às realidades dos países em desenvolvimento.