Wednesday, April 22, 2026
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Moçambique regista aumento de turistas com isenção de vistos

Moçambique regista aumento de turistas com isenção de vistos

No decorrer da implementação, em Maio, da decisão de facilitação e isenção de vistos, quase 30 mil viajantes entraram em Moçambique. O governo destaca que foi criada uma plataforma para pedidos de vistos online e isenção de vistos de turismo e negócios para uma lista de países de baixo risco, conforme mencionado no relatório de execução orçamental do quarto trimestre de 2023.

A medida resultou na emissão de um total de 28.900 vistos, tornando Moçambique mais competitivo e facilitando o acesso de potenciais investidores. O governo salientou que a decisão de facilitar e isentar vistos de turista para países de baixo risco já havia aumentado o número de visitas ao país em 34% nos primeiros 90 dias de implementação da medida, conforme anunciado no terceiro trimestre do ano passado.

Em Dezembro de 2022, Moçambique introduziu o Visto Electrónico (e-Visa) e, em 1º de Maio, isenções de visto para cidadãos de 29 países, além de rever a medida de concessão de vistos de investimento por períodos mais longos a cidadãos estrangeiros que detenham investimentos no país, simplificando os requisitos para sua concessão.

O governo estima que a “despesa” média diária de cada visitante seja de 110 dólares, com tempo médio de visita de quatro dias, o que representa 440 dólares “de novos fundos” para a economia. Essa medida visa impulsionar o sector do turismo e atrair mais investidores para o país.

Sector pesqueiro cresceu 9% em 2023

Sector pesqueiro cresceu 9% em 2023

A produção pesqueira de Moçambique teve um crescimento notável em 2023, atingindo 496,3 mil toneladas, representando um aumento de 9% em relação a 2022, quando foram registadas 455,5 mil toneladas.

Segundo o relatório de execução orçamental de Janeiro a Dezembro, divulgado pelo Ministério da Economia e Finanças, esse desempenho superou a meta estabelecida de 474,5 mil toneladas.

A pesca artesanal foi a modalidade que mais contribuiu, totalizando 466,4 mil toneladas, seguida da pesca comercial (industrial e semi-industrial), com 20,5 mil toneladas, e da aquacultura, com 9,5 mil toneladas.

No sector da pesca comercial, o destaque foi para o camarão, que liderou a produção com 1.341 toneladas, representando um aumento de 18,7% em relação ao ano anterior.

Já a aquacultura enfrentou desafios em 2023, como o excesso de chuvas que causou inundações em Maputo e a passagem do ciclone Freddy, que impactou especialmente as províncias de Inhambane e Zambézia. Esses fenómenos naturais resultaram na destruição de diversos equipamentos de pesca e aquacultura, afectando a produção.

A aquacultura em Moçambique é realizada ao nível industrial e em pequena escala, principalmente nas províncias de Tete, Gaza e Maputo, e produz uma variedade de peixes, camarão, caranguejo e lagosta.

Fishing sector grows 9% in 2023

Sector pesqueiro cresceu 9% em 2023

Mozambique’s fishing production grew remarkably in 2023, reaching 496.3 thousand tons, representing an increase of 9% compared to 2022, when 455.5 thousand tons were recorded.

According to the budget execution report for January to December, released by the Ministry of Economy and Finance, this performance exceeded the established target of 474.5 thousand tons.

Artisanal fishing contributed the most, totaling 466.4 thousand tons, followed by commercial fishing (industrial and semi-industrial), with 20.5 thousand tons, and aquaculture, with 9.5 thousand tons.

In the commercial fishing sector, the highlight was shrimp, which led production with 1,341 tons, representing an increase of 18.7% on the previous year.

Aquaculture, on the other hand, faced challenges in 2023, such as excessive rainfall that caused flooding in Maputo and the passage of Cyclone Freddy, which particularly impacted the provinces of Inhambane and Zambézia. These natural phenomena resulted in the destruction of various fishing and aquaculture equipment, affecting production.

Aquaculture in Mozambique is carried out on an industrial level and on a small scale, mainly in the provinces of Tete, Gaza and Maputo, and produces a variety of fish, shrimp, crab and lobster.

Moçambique vai receber novo pavilhão multiusos com apoio da Argélia

Moçambique vai receber novo pavilhão multiusos com apoio da Argélia

O Governo da Argélia comprometeu-se a disponibilizar cerca de 30 milhões de dólares para a construção de um pavilhão multiusos em Moçambique. O anúncio foi feito pelo Presidente Filipe Nyusi durante uma conferência de imprensa de balanço da sua visita de trabalho à Argélia.

Durante o encontro com o governante argelino, Abdelmadjid Tebboune, Nyusi expressou a necessidade de construção de uma arena multiusos no país, solicitando apoio financeiro, que foi prontamente aceite. O pavilhão multiusos será um espaço dedicado a diversas actividades desportivas e culturais, contribuindo assim para o desenvolvimento do desporto nacional.

Além do financiamento para a construção da infra-estrutura, a Argélia também manifestou disponibilidade para acolher estágios das equipas moçambicanas em diferentes modalidades desportivas.

O Presidente Nyusi iniciou a sua visita de trabalho de quatro dias à Argélia na Quarta-feira (28), a convite do Presidente Abdelmadjid Tebboune, participando também na 7.ª Cimeira de chefes de Estado e de Governo do Fórum dos Países Exportadores do Gás (FPEG/GECF).

Mozambique to receive new multipurpose pavilion with Algerian support

Moçambique vai receber novo pavilhão multiusos com apoio da Argélia

The Algerian government has pledged around 30 million dollars for the construction of a multipurpose pavilion in Mozambique. The announcement was made by President Filipe Nyusi during a press conference to take stock of his working visit to Algeria.

During the meeting with the Algerian ruler, Abdelmadjid Tebboune, Nyusi expressed the need to build a multipurpose arena in the country, requesting financial support, which was promptly accepted. The multipurpose pavilion will be a space dedicated to various sporting and cultural activities, thus contributing to the development of national sport.

As well as funding the construction of the infrastructure, Algeria has also expressed its willingness to host training camps for Mozambican teams in different sports.

President Nyusi began his four-day working visit to Algeria on Wednesday (28), at the invitation of President Abdelmadjid Tebboune, and also took part in the 7th Summit of Heads of State and Government of the Gas Exporting Countries Forum (FPEG/GECF).

Hidroeléctrica de Cahora Bassa destaca-se como maior contribuinte Estatal em 2023

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) destacou-se em 2023 como a empresa que mais dividendos pagou ao Estado moçambicano, a empresa, responsável pela exploração da barragem de Cahora Bassa, no rio Zambeze, na província de Tete, a HCB contribuiu significativamente para os cofres públicos com um montante de 4,6 mil milhões de meticais. Esse valor representa metade de todos os pagamentos feitos pelo Sector Empresarial do Estado (SEE) no período em análise.

O relatório de balanço do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) também destacou outras empresas como grandes contribuintes, incluindo os Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM), com 1,3 mil milhões de meticais, a Companhia do Pipeline Moçambique-Zimbabué (CPMZ), com 1,2 mil milhões, e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), com 577 milhões de meticais.

Além dos dividendos, a HCB também se destacou nas receitas de concessão, contribuindo com 2,3 mil milhões de meticais, um aumento de 37% em relação a 2022. Esse pagamento representou 44% da receita total de concessões, demonstrando a robustez financeira e a contribuição significativa da HCB para o desenvolvimento económico de Moçambique.

Este facto reforça o papel crucial que a HCB desempenha na economia moçambicana e destaca a importância de empresas estatais sólidas e bem geridas para o progresso do país.

Hidroeléctrica de Cahora Bassa stands out as the biggest state contributor in 2023

Hidroeléctrica de Cahora Bassa destaca-se como maior contribuinte Estatal em 2023

In 2023, Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) stood out as the company that paid the most dividends to the Mozambican state. Responsible for operating the Cahora Bassa dam on the Zambezi River in Tete province, HCB made a significant contribution to the public coffers of 4.6 billion meticais. This figure represents half of all the payments made by the State Business Sector (SEE) in the period under review.

The balance sheet report of the Economic and Social Plan and State Budget (PESOE) also highlighted other companies as major contributors, including the Ports and Railways of Mozambique (CFM), with 1.3 billion meticais, the Mozambique-Zimbabwe Pipeline Company (CPMZ), with 1.2 billion, and the National Hydrocarbons Company (ENH), with 577 million meticais.

In addition to dividends, HCB also stood out in concession revenue, contributing 2.3 billion meticais, an increase of 37% compared to 2022. This payment represented 44% of total concession revenue, demonstrating HCB’s financial strength and significant contribution to Mozambique’s economic development.

This reinforces the crucial role that HCB plays in the Mozambican economy and highlights the importance of solid, well-managed state companies for the country’s progress.

Moçambique, Zimbabué e Botsuana pretendem construir um oleoduto petrolífero

Moçambique, Zimbabué e Botsuana pretendem construir um oleoduto petrolífero

Moçambique, Zimbabué e Botsuana pretendem avançar investir na integração energética da região, com a implementação de um projecto liderado pela empresa sul-africana Coven Energy em colaboração com a Companhia Nacional de Petróleo do Zimbabué (NOIC). O projecto, estimado em 3 mil milhões de dólares, visa a construção de um oleoduto petrolífero que poderá redefinir o panorama energético da África Austral.

Segundo a BNN Bloomberg, este empreendimento é visto como um testemunho do compromisso da região em melhorar a segurança energética e a integração económica. A NOIC garantirá uma participação de 50% no âmbito de um acordo de joint venture, com os fundamentos financeiros do projecto a revelarem uma combinação de capital próprio e financiamento à base de empréstimos.

Eddie Cross, antigo conselheiro do estadista zimbabueano, Emmerson Mnangagwa, destacou o plano de implementação faseada, que começa pelo reforço da capacidade do Porto da Beira, fundamental para satisfazer as crescentes necessidades de importação de combustível da região.

Apesar do trabalho de base substancial já realizado, incluindo um investimento de 2 milhões de dólares em estudos de viabilidade, a realização plena do projecto depende da obtenção de aprovações de todas as nações participantes, incluindo Moçambique.

Para impulsionar o projecto para a próxima fase, que abrange a expansão da infra-estrutura de gasodutos para Harare e além, foi criado um comité interministerial para facilitar o diálogo e a coordenação entre as partes interessadas.

A implementação deste projecto poderá alterar significativamente as redes de distribuição de energia da África Austral, aumentando a eficiência, reduzindo a dependência do transporte rodoviário.

No entanto, o caminho até à concretização deste objectivo ambicioso está repleto de complexidades, exigindo negociações diferenciadas e estratégias adaptativas para navegar nos cenários geopolíticos e financeiros. O resultado deste projecto poderá servir como um indicador para a cooperação regional na África Austral, oferecendo lições valiosas na harmonização das ambições económicas com as realidades práticas.

Mozambique, Zimbabwe and Botswana plan to build an oil pipeline

Moçambique, Zimbabué e Botsuana pretendem construir um oleoduto petrolífero

Mozambique, Zimbabwe and Botswana are about to take a significant step forward in the region’s energy integration, with the implementation of a project led by South African company Coven Energy in collaboration with the National Oil Company of Zimbabwe (NOIC). The project, estimated at 3 billion dollars, aims to build an oil pipeline that could redefine the energy landscape in southern Africa.

According to BNN Bloomberg, this venture is seen as a testament to the region’s commitment to improving energy security and economic integration. NOIC will secure a 50% stake under a joint venture agreement, with the project’s financial underpinnings showing a combination of equity and loan-based financing.

Eddie Cross, a former advisor to Zimbabwean statesman Emmerson Mnangagwa, highlighted the phased implementation plan, which starts with strengthening the capacity of the Port of Beira, which is fundamental to meeting the region’s growing fuel import needs.

Despite the substantial groundwork already done, including an investment of 2 million dollars in feasibility studies, the full realization of the project depends on obtaining approvals from all participating nations, including Mozambique.

To propel the project into the next phase, which covers the expansion of the pipeline infrastructure to Harare and beyond, an inter-ministerial committee has been set up to facilitate dialogue and coordination between stakeholders.

The implementation of this project could significantly change southern Africa’s energy distribution networks, increasing efficiency by reducing dependence on road transportation.

However, the road to achieving this ambitious goal is fraught with complexities, requiring nuanced negotiations and adaptive strategies to navigate geopolitical and financial scenarios. The outcome of this project could serve as an indicator for regional cooperation in Southern Africa, offering valuable lessons in harmonizing economic ambitions with practical realities.

Central térmica de Temane entrará em funcionamento este ano

Central térmica de Temane começará a funcionar este ano

A Central Térmica de Temane (CTT), um projecto orçado em 650 milhões de dólares americanos, que vai produzir 450 Megawatts de energia eléctrica, está programada para entrar em funcionamento este ano, segundo informações do Governo e do plano do projecto.

A CTT é a primeira central eléctrica a gás desta dimensão a ser construída no país após a independência. Ela representará um marco importante, produzindo energia limpa em um momento em que Moçambique está desenvolvendo sua Estratégia de Transição Energética.

A construção, iniciada em Março de 2022, está avançando conforme o planeado, com a execução actualmente acima dos 60%. O início das operações deverá manter-se inalterado, aproximando cada vez mais o plano de produção de energia a partir do gás natural dos jazigos de Pande, Temane e Inhassoro. Isso permitirá a geração de energia para alimentar o país e exportar para a região.

Espera-se que esse projecto aumente em cerca de 16% a capacidade instalada de produção de energia no país, contribuindo para atender à demanda de cerca de 1,5 milhões de famílias no âmbito do Programa de Acesso Universal à Energia até 2030.

A iniciativa faz parte da política do Governo, que prioriza o desenvolvimento industrial, utilizando o gás natural e criando um quadro legal atraente para os investidores.

Uma parceria público-privada, composta pela Globeleq, Electricidade de Moçambique e SASOL, obteve uma concessão válida por 25 anos para este projecto, sendo que o activo será transferido para o Estado moçambicano no final do contrato.

O ministro dos Recursos Minerais e Energia, Carlos Zacarias, afirmou que a construção da maior central eléctrica a gás do país estava quase concluída, com a expectativa de que a infra-estrutura entrasse em funcionamento ainda este ano (2024).

Além de utilizar o gás natural, o projecto reutilizará o vapor gerado para produzir uma quantidade adicional de electricidade. No âmbito do mesmo projecto, está sendo construída uma linha de transporte entre Temane, em Inhassoro, e a província de Maputo, com uma extensão de 563 quilômetros e um custo superior a 400 milhões de dólares.

Os CTT são detidos em 85% pela Mozambique Power Invest (MPI) e em 15% pela Sasol Africa, sendo que a MPI é detida pela Globeleq (76%) e pela EDM (24%).