Friday, May 1, 2026
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Exxon Mobil continua interessada no gás natural de Cabo Delgado

O compromisso foi assumido num encontro havido entre a liderança daquela multinacional e o Presidente da República, Filipe Nyusi, segundo fez saber em conferência de imprensa minutos após do seu regresso dos EUA, onde participou na 78ª Sessão Anual da Assembleia Geral das Nações Unidas.

No referido encontro, segundo avança a Agência de Informação de Moçambique (AIM), o dirigente explicou aos parceiros sobre os progressos alcançados no combate ao terrorismo nos últimos tempos em Cabo Delgado.

“Tivemos um jantar de trabalho com a ExxonMobil para compreendermos precisamente qual é a evolução e eles tirarem as dúvidas daquilo que é a evolução na zona. O problema deles é quando é que retomam, e temos estado a trabalhar neste sentido e eles avaliaram os sucessos com muita satisfação”, disse Nyusi,

Refira-se que a ExxonMobil ainda está a avaliar a situação de segurança em Cabo Delgado, onde alguns distritos da região norte são alvos de ataques terroristas perpetrados por grupos extremistas, desde Outubro de 2017.

Em Washington, Nyusi visitou o Pentágono onde o Secretário do Estado de Defesa, Lloyd Austin, garantiu o apoio dos EUA no combate à pirataria marítima e outros crimes que acontecem no mar, sobre tudo na região norte, severamente afectada pelo extremismo violento.

“Estive também no Pentágono, com o Secretário de Defesa, onde avaliamos a nossa cooperação no âmbito da defesa e no âmbito da fiscalização do mar para evitar os crimes que acontecem, como a pesca ilegal, tráfico de drogas e de pessoas e também do terrorismo”, anotou.

“Portanto, trocamos impressões e temos estado a trabalhar com os EUA neste sentido e haverá seguimento, com vista a contornarmos aqueles que usam as nossas águas para cometer crimes”, sublinhou.

No âmbito dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), Nyusi apontou a necessidade de aumentar assistência humanitária às pessoas vulneráveis.

 

Há oportunidades no sector mineiro em Moçambique, Geert Klok explica os detalhes

Moçambique é um dos importantes exportadores mundiais de minérios de grande valor, como o carvão mineral, grafite e rubis, o que acresce ainda mais os desafios do país no mercado global das pedras e metais preciosos.

Enquanto somam-se ganhos no sector mineiro nacional, também se multiplicam perspectivas sobre o futuro desta indústria numa altura em que o planeta tenta harmonizar os desafios energéticos e a exploração de minérios.

É que a ambição do país e o mundo em transitar para energias limpas, exige a produção em quantidade, de metais que facilitarão a transição almejada. O grafite é um dos minérios considerados fundamentais, para a concretização deste objectivo e Moçambique é, agora, uma das fontes desta matéria-prima.

Razões mais que suficientes para sabermos como estamos e para onde vamos. A resposta disso virá de uma personalidade bem entendida na matéria e um dos importantes actores do sector mineiro no país. Chama-se Geert Klok, Presidente da Câmara de Minas de Moçambique (CMM).

Nas próximas linhas, o leitor poderá saber, ao detalhe, em torno do contributo e os desafios desta indústria e, não menos importante, sobre a agremiação que acopla as empresas mineiras que actuam em território nacional.

60 mineradoras inscritas na CMM

Fundada em 2012, a CMM contabiliza um total de 60 mineradoras inscritas na sua base de dados e as mesmas são membros integrantes da agremiação. Estas variam entre mineradoras de pequena escola, cooperativas, associações e megaprojectos.

De acordo com Geert Klok, a Câmara de Minas de Moçambique representa as empresas do ramo, factor que facilita a aproximação das empresas ao Governo e vice-versa, incluindo com diversas instituções que actuam lado a lado do sector.

Todos estes representam 88 por cento do volume de produção da indústria mineira formal no país. Klok entende que esta percentagem é um claro indicador de que o sector mineiro em Moçambique é um dos importantes “braços” do desenvolvimento económico do país.

“A Câmara das Minas de Moçambique integra, como podemos ver, a grande maioria da cadeia de valor das minas. Ela estabelece parcerias entre diversos actores que actuam na cadeia de valor da mineração de dentro e fora de Moçambique”, esclareceu Geert Klok.

O dirigente da CMM acredita que a parceria entre as mineradoras nacionais e os “players” internacionais é fundamental, na iniciativa de transferência de experiências adequadas para a transformação e desenvolvimento do sector no país.

Sector mineiro responsável por 30% de exportações

O sector mineiro no país e no mundo foi severamente afectado pelos impactos da pandemia da COVID-19, que se fez sentir nos últimos dois anos.

Com a eclosão do vírus, as modalidades do comércio mundial ficaram limitadas às restrições impostas pela doença. No entanto, Geert Klok observa que o sector já está a recuperar-se das “mazelas” criadas pela pandemia.

O gestor aponta, por exemplo, que a indústria extractiva continua a contribuir com 10 por cento para o Produto Interno Bruto. Essa cifra resulta de um universo de exportações de vários minerais que se situa em torno de 30 por cento.

De acordo com Klok, destaque vai para grafite, uma importante matéria-prima usada para a produção de baterias destinadas a carros eléctricos, seguem os rubis produzidos, por exemplo, pela Montepuez Ruby Mining (MRM) e lítio, que embora esteja na fase inicial de produção, constitui um dos principais minérios que concorrem para a balança de receitas.

“Cada mineral tem a sua dinâmica e os preços de alguns minérios são muito voláteis no mercado internacional. O grafite e o carvão são exemplos disso”.

Sector mineiro estimula desenvolvimento do conteúdo local

As políticas económicas moçambicanas são claras ao acomodar o interesse das empresas nacionais. Uma das formas que o Governo encontrou para incluir as empresas nacionais no desenvolvimento de megaprojectos, foi a criação da Lei do Conteúdo Local, que apesar de não ter sido, ainda, aprovada, várias empresas moçambicanas buscam ser também protagonistas das grandes operações.

Klok observa que o sector mineiro tem demonstrado uma significativa demanda pelos serviços e produtos das empresas locais. Segundo afirmou, o conteúdo local apresenta enormes vantagens para as mineradoras que se encontram espalhadas pelo território moçambicano.

A título de exemplo, o também director geral da GK Ancuabe Graphite Mine, S.A., mineradora que explora grafite no distrito de Ancuabe, na província de Cabo Delgado, afirmou que a aquisição de produtos e serviços pelas empresas locais, reduziria custos que se têm verificado na compra de algumas matérias-primas importadas.

Para Geert Klok, o ideal seria que as empresas nacionais produzissem o material usado pelas empresas mineiras, sobretudo, nas imediações das áreas em que estão instalados os mega-projectos.

“Com a importação é complexo, leva mais tempo para a chegada, então o mais prático é ter o produto por perto. Com esse feito, os preços também seriam mais acessíveis”, apontou o gestor.

O sucesso do modelo dos parques industriais

Segundo dados do Ministério da Indústria e Comércio (MIC), nos últimos cinco anos, foram aprovados 63 projectos de investimentos, particularmente para a província de Cabo Delgado, num valor total de mais de 402 milhões de dólares americanos, com um potencial para criar 4,943 postos de trabalho.

O destaque vai para os investimentos nos sectores de Serviços, Energia e Indústria. Os projectos em curso nomeadamente Real Moz-afungi, avaliado em 44,958,277 de dólares, Central Solar Metoro (51,921,000) e Montepuez Graphite Processing (35.000.000), são alguns exemplos por citar.

A ideia de estímulo ao conteúdo local corrobora com uma das metas do Executivo moçambicano que visa fomentar e expandir a industrialização no país. Por esse motivo, o Governo estabeleceu, em 2021, o Programa Nacional Industrializar Moçambique (PRONAI: 2021-2035).

O PRONAI, que se destaca como um ambicioso propósito do Governo, tenciona até 2030, melhorar a balança comercial, através da substituição das importações de 0 a 15 por cento, aumentar as exportações de produtos industriais em cerca de 15 por cento, garantir o crescimento sustentado do peso da indústria transformadora e aumentar a contribuição no Produto Interno Bruto (PIB) de 8.5% para 14% e a geração de mais postos de emprego na indústria transformadora em mais de 100 por cento.

Ciente dos desafios da industrialização no país, a Câmara de Minas de Moçambique identifica-se como um dos agentes catalisadores deste objectivo. Segundo Klok, a agremiação mineira está também a encorajar iniciativas de género visando a implantação de parques industriais junto das mineradoras existentes no país.

O empresário fala da importância, por exemplo, da implantação do Parque Industrial de Topuito (PIT), inaugurado em Junho passado, no distrito de Moma, província de Nampula. Erguida sob uma parceria entre a MozParks e a mineradora Kenmare, o PIT funciona como a âncora desta empresa mineira que explora areias pesadas naquele ponto do país.

“A ideia é levar os serviços através dos parques industriais próximos às empresas mineiras. Vimos o sucesso do Parque Industrial de Beluluane e agora de Topuito. A nossa expectativa é que mais empreendimentos desta natureza se estabeleçam com sucesso”, expressou Klok.

Responsabilidade em prol das comunidades

É imprescindível que os megaprojectos, onde estiverem instalados, desenvolvam iniciativas que visem apoiar às comunidades locais. Aliás, os contratos que os grandes projectos rubricam com o Governo preveem que assim seja.

Klok refere que o sector que representa toma em consideração este aspecto e aponta que a sua agremiação estimula às empresas a pautar por acções sociais, para permitir que as populações beneficiem da presença dos grandes empreendimentos.

“Há empresas que têm, por exemplo, projectos agrícolas, ao fornecerem insumos, inclusive ajudam com técnicas de melhoramento de produção agrícola”, afirma Klok.

Além disso, o empresário aponta também para a melhoria da renda familiar que as empresas têm ajudado a gerar, ao contratar trabalhadores locais. Geert Klok observa, entretanto, que a agremiação vai continuar a fomentar este tipo de iniciativas a bem das pop

There are opportunities in the mining sector in Mozambique, Geert Klok explains the details

Mozambique is one of the world’s important exporters of high-value ores, such as coal, graphite and rubies, which further adds to the country’s challenges in the global market for precious stones and metals.

While gains are being made in the national mining sector, perspectives are also multiplying about the future of this industry at a time when the planet is trying to harmonize energy challenges and mineral exploration.

The country’s and the world’s ambition to transition to clean energy requires the production in quantity of metals that will facilitate the desired transition. Graphite is one of the ores considered fundamental to achieving this objective and Mozambique is now one of the sources of this raw material.

More than enough reasons to know how we are and where we are going. The answer to this will come from a personality well understood in the matter and one of the important players in the mining sector in the country. His name is Geert Klok, President of the Chamber of Mines of Mozambique (CMM).

In the following lines, the reader will be able to find out, in detail, about the contribution and challenges of this industry and, not least, about the association that brings together Minas Gerais companies that operate in the national territory.

60 mining companies registered with the CMM

Founded in 2012, CMM has a total of 60 mining companies registered in its database and they are integral members of the association. These range from small-scale mining companies, cooperatives, associations and megaprojects.

According to Geert Klok, the Chamber of Mines of Mozambique represents companies in the sector, a factor that facilitates the approach of companies to the Government and vice versa, including with various institutions that work side by side in the sector.

All of these represent 88 percent of the production volume of the formal mining industry in the country. Klok understands that this percentage is a clear indicator that the mining sector in Mozambique is one of the important “arms” of the country’s economic development.

“The Chamber of Mines of Mozambique integrates, as we can see, the vast majority of the mining value chain. It establishes partnerships between various actors operating in the mining value chain inside and outside Mozambique”, explained Geert Klok.

The CMM leader believes that the partnership between national mining companies and international “players” is fundamental, in the initiative to transfer appropriate experiences for the transformation and development of the sector in the country.

Mining sector responsible for 30% of exports

The mining sector in the country and around the world has been severely affected by the impacts of the COVID-19 pandemic, which has been felt in the last two years.

With the outbreak of the virus, world trade modalities were limited to the restrictions imposed by the disease. However, Geert Klok notes that the sector is already recovering from the “illnesses” created by the pandemic.

The manager points out, for example, that the extractive industry continues to contribute 10 percent to the Gross Domestic Product. This figure results from a universe of exports of various minerals that is around 30 percent.

According to Klok, the highlight goes to graphite, an important raw material used for the production of batteries for electric cars, followed by rubies produced, for example, by Montepuez Ruby Mining (MRM) and lithium, which although in the initial phase of production, constitutes one of the main ores that compete for the balance of revenue.

“Each mineral has its own dynamics and the prices of some ores are very volatile on the international market. Graphite and coal are examples of this.”

Minas Gerais sector encourages development of local content

Mozambican economic policies are clear in accommodating the interests of national companies. One of the ways that the Government found to include national companies in the development of megaprojects was the creation of the Local Content Law, which despite not having been approved yet, several Mozambican companies also seek to be protagonists of large operations.

Klok notes that the mining sector has demonstrated significant demand for the services and products of local companies. According to him, local content presents enormous advantages for mining companies that are spread across Mozambican territory.

By way of example, the general director of GK Ancuabe Graphite Mine, S.A., a mining company that mines graphite in the district of Ancuabe, province of Cabo Delgado, stated that the acquisition of products and services by local companies would reduce costs that have been incurred when purchasing some imported raw materials.

For Geert Klok, the ideal would be for national companies to produce the material used by mining companies, especially in the vicinity of the areas where the mega-projects are located.

“Importing is complex, it takes longer to arrive, so the most practical thing is to have the product nearby. With this done, prices would also be more affordable”, pointed out the manager.

The success of the industrial parks model

According to data from the Ministry of Industry and Commerce (MIC), in the last five years, 63 investment projects were approved, particularly for the province of Cabo Delgado, with a total value of more than 402 million US dollars, with a potential to create 4,943 work stations.

The highlight goes to investments in the Services, Energy and Industry sectors. The ongoing projects namely Real Moz-afungi, valued at 44,958,277 dollars, Central Solar Metoro (51,921,000) and Montepuez Graphite Processing (35,000,000), are some examples to mention.

The idea of ​​encouraging local content corroborates one of the goals of the Mozambican Executive, which aims to promote and expand industrialization in the country. For this reason, the Government established, in 2021, the National Program to Industrialize Mozambique (PRONAI: 2021-2035).

PRONAI, which stands out as an ambitious purpose of the Government, intends to improve the trade balance by 2030, through the substitution of imports from 0 to 15 percent, increase exports of industrial products by around 15 percent, guarantee growth sustained weight of the manufacturing industry and increase the contribution to the Gross Domestic Product (GDP) from 8.5% to 14% and the generation of more jobs in the manufacturing industry by more than 100 percent.

Aware of the challenges of industrialization in the country, the Chamber of Mines of Mozambique identifies itself as one of the catalysts for this objective. According to Klok, the Minas Gerais association is also encouraging gender initiatives aimed at establishing industrial parks with existing mining companies in the country.

The businessman talks about the importance, for example, of the implementation of the Topuito Industrial Park (PIT), opened last June, in the Moma district, Nampula province. Built under a partnership between MozParks and the mining company Kenmare, PIT functions as the anchor of this mining company that explores heavy sands in that part of the country.MozParks a>

“The idea is to take services through industrial parks close to mining companies. We have seen the success of the Beluluane Industrial Park and now Topuito. Our expectation is that more projects of this nature will be established successfully”, expressed Klok.

Responsibility for communities

It is essential that megaprojects, wherever they are installed, develop initiatives that aim to support local communities. In fact, the contracts that major projects sign with the Government provide for this to be the case.

Klok states that the sector he represents takes this aspect into consideration and points out that his association encourages companies to focus on social actions, to allow populations to benefit from the presence of large enterprises.

“There are companies that have, for example, agricultural projects, by providing inputs, they even help with techniques for improving agricultural production”, says Klok.

Furthermore, the businessman also points to the improvement in family income that companies have helped to generate, by hiring local workers. Geert Klok notes, however, that the association will continue to promote these types of initiatives for the benefit of pop

Comissão Europeia da Energia tem um pacote de 18 m€ para o sector no país

Falando após um encontro com o presidente da Confederação das Associações Económicas (CTA), Agostinho Vuma, em Maputo, o embaixador da União Europeia (UE) em Moçambique, Antonino Maggiore, afirmou que “a visita da comissária Simson vai dar ainda um maior impulso a essa cooperação no sector da energia”.

O Fórum de Investimento Global Gateway Moçambique-União Europeia vai decorrer entre 22 e 23 de Novembro em Maputo e contará com a participação do Presidente da República, Filipe Nyusi.

Segundo o Diário Económico, Antonino Maggiore assegurou que durante o fórum vão ser anunciados vários acordos de financiamento para Moçambique, entre os quais o montante já mencionado, para a construção de um Centro Nacional de Controlo de Energia, que visa assegurar uma maior capacidade operacional da rede eléctrica moçambicana.

“Os 18 milhões de euros é um exemplo e vamos ter mais (…) a ideia é financiar projectos impactantes e com um valor ao nível infra-estrutural, que é o conceito fundamental da Global Gateway”, referiu Antonino Maggiore.

O fórum, sob o tema “Criando Oportunidades de Negócio”, realiza-se pela primeira vez em Moçambique, estando previstas, entre os principais temas, discussões em torno da transição energética, industrialização, agricultura e agro-negócio.

MEX vai pagar à Embraer 1,17 milhão de USD em 17 parcelas até janeiro de 2025

Segundo o jornal Carta de Moçambique, a MEX pagará à Embraer 1,17 milhão de USD em 17 parcelas até janeiro de 2025 para liquidar a sua dívida pela aquisição de jatos regionais.

Embora a MEX ainda enfrente desafios operacionais e financeiros, a sua aeronave C9-MEX operou com sucesso mais de 35 voos para a empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), cobrindo vários destinos. A MEX tem operado vários voos regionais e domésticos para a LAM com uma frota de jatos EMB-145.

No entanto, em 30 de Agosto, a subsidiária foi forçada a suspender as operações em meio a escassez de caixa, conflitos e acúmulo significativo de dívidas.

As dívidas acumuladas ao longo dos anos impediram a empresa de receber serviços suficientes de fabricantes e fornecedores. A MEX ainda devia à Embraer mais de 1 milhão de USD pela aquisição de seus jatos regionais.

A administração da companhia aérea reconheceu anteriormente que isso limitava as suas oportunidades de solicitar suporte técnico da fabricante brasileira.

A Moçambique Expresso tem dois EMB-145MP na sua frota, matrícula C9-MEK e C9-MEX, operados ao serviço da LAM. Antes da MEX interromper as operações em 30 de Agosto, o seu último voo tinha sido do Aeroporto Kenneth Kaunda de Lusaka (LUN) para o Aeroporto Internacional de Maputo (MPM), através do Aeroporto Harare Robert Gabriel Mugabe (HRE).

O jato regional permaneceu inactivo durante duas semanas antes de descolar novamente no dia 13 de Setembro com um voo doméstico entre Maputo e Beira (BEW).

 

Gestão eficiente de recursos minerais garante economia sólida

O governante teceu as considerações, na quinta-feira, na abertura da 5ª edição da Feira de Gemas de Nampula, (FAGENA), um evento que conta com a participação de 35 expositores, incluindo grandes empresas, pequenos operadores e outras entidades envolvidas na investigação, provenientes de várias regiões do país.

“Actualmente regista-se um crescimento da actividade geológico-mineira, associado ao alargamento das pesquisas geológicas que têm culminado com a descoberta de novas ocorrências minerais. O quadro legal do sector tem permitido atrair investimentos na área de pesquisa, produção e exportação dos nossos recursos, colocando o nosso país no mapa mundial”, apontou .

Segundo Neto, a feira vai permitir a partilha de produtos e conhecimentos, facilitando uma melhor reflexão sobre o actual estágio tendo em perspectiva o desafio de assegurar o incremento do processamento no país.

“Nesta perspectiva, gostaríamos de reconhecer o papel do ensino e investigação nesta área. O incremento e diversificação da formação em geologia, engenharia de minas e áreas ligadas às geociências é sinal inequívoco da preocupação do governo em melhorar o nível de conhecimento sobre a ocorrência de minerais no país”, afirmou.

Neto considera que a FAGENA pode ser uma principal montra de metais preciosos, semipreciosos e gemas extraídos e comercializados em Moçambique, onde a província de Nampula, pela sua localização geográfica, destaca-se a nível nacional, como centro de comercialização, mas também, um pólo de reflexão sobre boas práticas e ganhos para os investidores e para o país.

A FAGENA, que encerra amanhã, será marcada por um desfile de jóias e inclui uma exposição de minérios, encontros de negócios, debates entre investigadores e especialistas da área de modo a promover oportunidades de negócios.

Efficient management of mineral resources ensures a solid economy

The government official made his considerations, on Thursday, at the opening of the 5th edition of the Nampula Gem Fair, (FAGENA), an event with the participation of 35 exhibitors, including large companies, small operators and other entities involved in research , coming from various regions of the country.

“Currently there is a growth in geological-mining activity, associated with the expansion of geological research that has culminated in the discovery of new mineral occurrences. The legal framework of the sector has allowed us to attract investments in the area of ​​research, production and export of our resources, placing our country on the world map”, he pointed out.

According to Neto, the fair will allow the sharing of products and knowledge, facilitating a better reflection on the current stage, taking into account the challenge of ensuring the increase in processing in the country.

“From this perspective, we would like to recognize the role of teaching and research in this area. The increase and diversification of training in geology, mining engineering and areas linked to geosciences is an unequivocal sign of the government’s concern with improving the level of knowledge about the occurrence of minerals in the country”, he stated.

Neto considers that FAGENA can be a main showcase for precious and semi-precious metals and gems extracted and sold in Mozambique, where the province of Nampula, due to its geographical location, stands out at national level, as a marketing center, but also, a hub for reflection on good practices and gains for investors and the country.

FAGENA, which closes tomorrow, will be marked by a jewelry parade and includes a mineral exhibition, business meetings, debates between researchers and experts in the field in order to promote business opportunities.

ENH e parceiro chinês desenham formas de comercialização de gás

O Objectivo surge na sequência de um acordo rubricado, recentemente, entre as duas instituições, que também prevê a avaliação conjunta das potenciais oportunidades associadas ao sector de petroleo e gás e que cubram toda a cadeia de valor.

O acordo de cooperação estabelece, ainda, que a ENH e a CNPC trabalharão juntas para alcançar objectivos estratégicos de longo prazo, na senda da cooperação bilateral entre Moçambique e a China, no sector de petróleo e gás.

“Isso incluirá aprofundar a cooperação em diversas áreas de interesse mútuo e alcançar um nível mais elevado de integração e desenvolvimento que benificie as duas empresas”, sublinha uma nota da ENH.

Estevão Pale, Presidente do Conselho de Administração (PCA) da ENH, destacou a importância deste acordo, como um passo significativo para fortalecer a colaboração contínua entre as duas empresas e na consolidação de estratégias de geração de renda através dos recursos naturais.

Já Dai Houliang, Presidente da CNPC, manifestou a sua confiança de que as partes irão utilizar este novo acordo de cooperação como “uma plataforma para construir activamente um novo tipo de parceria de cooperação energética, fazendo novas e importantes contribuições para o desenvolvimento da indústria energética em Moçambique”, diz a nota da ENH.

A parceria tem o potencial de impulsionar o sector de petróleo e gás em Moçambique e contribuir para o desenvolvimento económico e industrialização do país.

Dívidas da Eskom atrasam a importação de mais energia de Moçambique para RSA

As cinco turbinas gigantes da barragem de Cahora Bassa, na província ocidental moçambicana de Tete, podem, em teoria, gerar 2.075 megawatts. A maior parte desta energia já é vendida à Eskom.

A longo prazo, será construída uma nova barragem hidroeléctrica, a Mphanda Nkuwa, no Zambeze, cerca de 60 quilómetros a jusante de Cahora Bassa. A partir de 2030, a barragem produzirá 1.500 megawatts.

No início deste mês, o governo moçambicano disse que estava confortável por não ter havido progressos por parte da Eskom na finalização da aquisição da electricidade prometida para ajudar a aliviar os cortes de energia contínuos, conhecidos pelo eufemismo  “corte de carga” naquele país.

Segundo Ramokgopa, a adição de 100 megawatts de eletricidade aumentará os recursos eléctricos da África do Sul em 0,2% e equivale a cerca de 10% de uma fase de corte de carga. No entanto, era importante para a Eskom aceder a todos os megawatts que pudesse.

Segundo o ministro, as questões da dívida herdada entre a Eskom e a sua homóloga moçambicana, a Electricidade de Moçambique (EDM), foram um obstáculo, enquanto outro foi a complexidade do contrato, que teve de ter em conta o preço dos produtos de base e o risco cambial.

A crise de energia abala a  África do Sul desde 2007. Nos últimos dois anos, a situação ficou grave, afectando habitações e o normal funcionamento das actividades económicas, os cortes são recorrentes e chegam a durar de seis a 12 horas ao dia.

As projeções sugerem que a África do Sul precisa de cerca de 6.000 megawatts de capacidade adicional para ultrapassar o actual défice. O Executivo sul-africano desenhou algumas estratégias que visam ajudar a Eskom a reerguer-se da situação e repor o fornecimento normal da electricidade naquele país.

Uma das soluções prende-se com a massificação da rede de energias renováveis e é a Eskom que está a liderar o processo, inclusive tem metas já traçadas.

“A implantação maciça de energias renováveis oferece-nos a melhor hipótese de acabar com os cortes de carga o mais rapidamente possível. A Eskom está a adquirir 400 MW de armazenamento de baterias através do seu programa Battery Energy Storage Systems (BESS) com os primeiros projectos a serem concluídos nos próximos doze meses”, informou uma nota da Presidência sul-africana.

Outra forma que o Governo da África do Sul encontrou foi a de facilitar o licenciamento de provedores de energia privados. Como consequência dessa medida, mais de 80 projectos encontram-se em várias fases de desenvolvimento.