Saturday, May 2, 2026
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Kenmare pondera recompra de acções no valor de 30 milhões de dólares

A empresa fez o anúncio numa declaração comercial para o primeiro semestre do seu ano financeiro de 2023, na qual também ajustou a sua previsão de produção pela segunda vez este ano.

“Em linha com nossa política de alocação de capital, estamos considerando uma recompra de acções de aproximadamente 30 milhões. Uma actualização adicional será fornecida com a apresentação dos resultados intermediários da empresa, que deve ocorrer em meados de Agosto próximo”, afirmou  Michael Carvill, Diretor-Geral da Kenmare.

A mineradora esperava produzir entre 980 mil e 1,04 milhões de toneladas de ilmenite mineral de titânio. Em Março, a empresa afirmou que a produção anual se situaria no limite inferior da sua orientação de 1,05 a 1,15 milhões de toneladas (Mt).

Segundo a Further Africa, não houve alteração na orientação da produção de outros produtos de titânio, zircão e rutilo, nem na produção de concentrados. É importante ressaltar que os custos operacionais totais em dinheiro também permaneceriam inalterados.

A produção de ilmenite para os 12 meses que terminaram em Dezembro de 2022, de 1,09 milhões de toneladas, ficou dentro da orientação ajustada para esse ano de 1,08 a 1,11Mt. A empresa disse em novembro que não conseguiu cumprir a orientação anterior de 1,13 a 1,23Mt devido a cortes de eletricidade em Moçambique.

 

 

Aprovada proposta-lei de prevenção e combate ao branqueamento de capitais

A informação consta de uma nota da 25.ª sessão do Conselho de Ministros, que também apreciou a Lei que estabelece o regime jurídico e as medidas de prevenção e combate em relação à utilização do sistema financeiro e das entidades não financeiras.

Essa utilização refere-se a efeitos de branqueamento de capitais, financiamento do terrorismo e proliferação de armas de destruição em massa, de modo a conformar com os instrumentos jurídicos internacionais, admitidos na ordem jurídica interna.

O Conselho de Ministros aprovou, ainda, a Lei que estabelece o regime jurídico de Prevenção, Repressão e Combate ao Terrorismo e Proliferação de Armas de Destruição em Massa e revoga a Lei n.º 13/2022 de 8 de Julho.

Ao ser aprovada e debatida em sede da Assembleia da República (AR), a proposta-lei em alusão poderá muito significar para Moçambique que se encontra, neste momento, na Lista Cinzenta do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI).

O país caiu na Lista Cinzenta em Outubro do ano passado, depois que o GAFI constatou deficiências no sistema de prevenção e combate ao branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo.

Assim, Moçambique corre o risco de ser banido do sistema financeiro internacional, situação que pode colocar o país numa situação económica e financeira avassaladora.

Para evitar o pior, o país tem vindo a desenvolver trabalhos intersectoriais, tal é o caso da última reunião de alto nível havida em Maputo entre o Governo e parceiros internacionais, na qual o Executivo partilhou sobre o progresso dos trabalhos visando retirar o país da lista. A propósito, um outra reunião de género vai acontecer em Novembro próximo, na França.

BCI galardoado com dois prémios internacionais

Para a eleição, a revista compila dados, de forma independente, a partir da informação disponibilizada publicamente pelas fontes, a qual é comparada aos dados fornecidos pelos nomeadores e pelos nomeados, avança um comunicado do banco.

A equipa de investigação toma a sua decisão final baseada no cruzamento de indicadores que incluem êxito no mercado, sustentabilidade, crescimento empresarial (sustentabilidade e rapidez), inovação, entre outros.

A revista World Economic Magazine, com sede nos Estados Unidos, é uma publicação que tem em vista promover o conhecimento da literacia financeira e a multipolaridade económica na economia global e comércio internacional vigentes, em particular para a sua audiência global.

O veículo reconhece a contribuição das empresas em todo o ecossistema financeiro global, em termos de inovação, estratégia, sustentabilidade, cumprimento de padrões globais, liderança, entre outros.

O BCI é uma referência no sistema financeiro moçambicano, liderando, actualmente, nos principais indicadores, nomeadamente Activos (24,24%), Depósitos (25.98%) e Crédito (24,21%), dados de Maio 2023. Com 212 unidades de negócio e uma vasta rede de ATM (525), de POS (12866), o BCI é responsável pela maior rede comercial bancária do país.

Generation Ready: mais oportunidades para auto-emprgo precisa-se, diz Petersburgo

No país, há alguns programas destinados a apoiar técnico e financeiramente aos jovens, como o “Agora Emprega”, financiado pelo Banco Mundial e o Fundo de Apoio de Iniciativas Juvenis (FAIJ). Petersburgo refere que estes mecanismos estão a contribuir, sobremaneira, para estimular as iniciativas dos jovens.

Ainda assim, o dirigente entende que estas oportunidades devem continuar a ser replicadas pelo resto do país e até são necessárias mais outras para que a abrangência seja significativa.

Falando especificamente da conferência, Petersburgo afirmou que a iniciativa é importante na medida em que ela consegue juntar o Governo, jovens e as empresas. Para o responsável da Secretaria de Estado Para Juventude e Emprego ((SEJE), este encontro serve para cada das entidades revelar as suas acções e desafios.

“É um momento para dar a conhecer aos jovens e às empresas onde e quando o Governo faz  as suas intervenções”, frisou Petersburgo.

Recentemente, o Governo anunciou que o sector público poderá não contratar nos próximos três anos, alegadamente pela pressão, em parte, criada pela implementação da Tabela Salarial Única (TSU).

Questionado sobre que forma o Governo aliviaria o peso dos jovens, que ficarão sem oportunidade de poder ingressar ao Aparelho do Estado, Petersburgo sublinhou que esta medida ainda não é definitiva e assegurou que, a uma dada altura, serão feitas as contratações no sector público.

Sobre a introdução do sistema modular no ensino técnico-profissional, Mety Gondola, Secretário geral do Ensino Técnico Profissional, disse que o currículo está a decorrer a um ritmo satisfatório, apesar de algumas limitações relacionadas com a capacitação dos formadores, cuja psico-pedagogia deve enquadrar-se ao novo móbil de ensino.

A Generation Ready é uma plataforma que reúne empresas do sector privado, o governo, instituições de ensino e jovens, com o objectivo de discutir estretégias sustentáveis para adaptar os recém-formados aos desafios do mercado de trabalho.

Syrah Resources mantém interrupção da produção de grafite

A empresa argumenta que a decisão de suspender a produção deve-se à necessidade de escoar o  “stock” que é, actualmente, de 28 toneladas, enquanto aguarda por uma melhoria nas condições de procura do mercado por grafite natural, avança o Diário Económico.

“As operações da fábrica de Balama, em Cabo Delgado, foram interrompidas. Não houve nenhuma produção nos meses de Maio e Junho de 2023, devido à volatilidade no mercado chinés de ânodo e à boa disponibilidade de stock de produtos acabados”, lê-se no relatório de actividade do terceiro trimestre, divulgado pela Syrah.

“A decisão de reiniciar a produção dependerá do aumento das vendas do stock e de novos pedidos de vendas a preços acima dos custos operacionais em volumes de produção de, pelo menos, dez mil toneladas por mês, de acordo com a revisão do modo de operação em Balama”, aponta o documento.

A Syrah foi uma das empresas mineiras cuja operação foi afectada pelo conflito armado em Cabo Delgado. Em Junho de 2022, a cadeia logística foi suspensa temporariamente, devido a ataques que se aproximaram da estrada por onde é escoada o grafite.

Nos Estados Unidos da América, a midneradora australiana está a construir a sua própria fábrica de material de baterias Vidalia, que será alimentada com o minério moçambicano.

Acordo entre Moçambique e EAU vai facilitar trabalhadores nacionais

O acordo foi rubricado por Margarida Talapa, ministra de Trabalho, Emprego e Segurança Social e Abdulrahman Al Awar, Ministro dos Recursos Humanos e Emiratização (MoHRE), em Dubai.

A ministra moçambicana considera que a assinatura deste instrumento “vai contribuir para aumentar as oportunidades de emprego para os trabalhadores moçambicanos nos Emirados Árabes Unidos e garantir os seus direitos num ambiente de trabalho, que é, consistentemente, classificado como um dos melhores do mundo”.

Do lado dos Emirados Árabes, Al Awar afirmou que a assinatura do MoU estabelece uma parceria institucional entre os dois ministérios e garante a cooperação contínua para melhorar a gestão do ciclo de trabalho dos moçambicanos nos Emirados Árabes Unidos, maximizando os benefícios mútuos.

“O ministério está empenhado em alcançar a visão do governo dos Emirados Árabes Unidos em fortalecer parcerias e cooperação com países de todo o mundo, posicionando o país como um destino global ideal para trabalhar e viver, enquanto salvaguardar os direitos dos empregadores e trabalhadores de várias nacionalidades”, afirmou o governante.

A cerimónia de assinatura contou com a presença de Tiago Castigo, Embaixador de Moçambique nos Emirados Árabes Unidos, Khalil Al Khoori, Subsecretário do MoHRE para Assuntos de Recursos Humanos e Shaima Al Awadhi, Subsecretário Interino de Comunicação e Relações Internacionais do MoHRE.

Nenhuma das empresas cotadas por BVM é de transportes e logística

A informação foi partilhada por Salim Valá, Presidente do Conselho de Administração da BVM, durante um encontro com empresários do sector de logística e transportes, no Fórum Empresarial organizado pela Câmara de Comércio de Moçambique, na cidade de Maputo.

Falando no painel subordinado ao tema de “Transporte e Desenvolvimento Económico”, Valá fez saber que vários estudos independentes, bem como os realizados pela própria BVM, revelam que muitas empresas não recorrem ao mercado de capitais para o financiamento.

Em causa, segundo o dirigente, estão as fragilidades institucionais, nomeadamente a nível da governação, gestão, auditoria das contas, transparência, escrutínio público e ética empresarial .

“Estamos à disposição para trabalhar com as empresas do sector para incentivá-las a utilizar essa alternativa de financiamento mais económica, principalmente para projectos que demandam recursos significativos a médio e longo prazo”, afirmou Valá.

A fonte manifestou preocupação com a pouca adesão das empresas à Bolsa de Valores, supostamente por ser difícil para o efeito. Valá desmistificou esse mal entendido e apelou que mais entidades entrem para o mercado de capitais.

“O Terceiro Mercado de Valores, lançado em Novembro de 2019, é um mercado de incubação que permite às empresas cotar e, num período de entre 2 e 3 anos, ter contas auditadas e proceder à dispersão accionista”, explicou.

A BVM afirma que as empresas de transporte podem aproveitar esta janela de oportunidade existente, uma vez que quatro empresas já foram listadas neste mercado.

Concessão da HCB alocada ao orçamento do Estado sobe para 70 por cento

No Decreto 41/2023, aprovado pelo Conselho de Ministros a 7 de Julho e que já entrou em vigor, o Governo defende a necessidade de “rever o regime de afectação de receitas” previsto na revogada legislação de 2009 no que diz respeito à atribuição da Taxa de Concessão da HCB.

Assim, a Taxa de Concessão mensal da HCB passou a ser alocada de uma uma forma diferente e mostra que 70 por cento vão para o Orçamento do Estado Moçambicano, 24 por cento para o Fundo de Energia (FUNAE).

Para a Autoridade Reguladora de Energia (ARENE) vão 2 por cento, mesma percentagem para as agências de fomento e outros 2% para administrações regionais de água.

Nos termos da legislação de Março de 2009 anteriormente em vigor, o Governo fixou em 60 por cento o valor da Taxa de Concessão transferida para o Orçamento do Estado pela central hidroeléctrica, sendo 35 por cento para o FUNAE, 2,5% para o Gabinete do Plano de Desenvolvimento do Zambeze e 2,5% para o Conselho Nacional de Electricidade.

A HCB é maioritariamente detida pelo Estado moçambicano e foi classificada como a empresa pública moçambicana com melhor saúde financeira, a única da  Categoria 1.

Em outras palavras, a empresa tem “risco muito baixo” de não honrar os seus compromissos, de acordo com uma análise de Outubro de 2022 do Centro de Integridade  Integrity Public (CIP), uma organização não-governamental moçambicana.

 

Dívidas dos países entre as prioridades do Banco Africano de Desenvolvimento

Na 5ª Reunião de Coordenação Semestral da União Africana (UA) em Nairóbi, Quênia, no domingo, Adesina falou sobre os investimentos significativos do Banco, incluindo o gastos de 44 bilhões de dólares em projectos de infraestruturas regionais e nacionais nos últimos sete anos.

O dirigente esclareceu que o aumento do capital do Banco em 2019 de 93 bilhões  de dólares para 208 bilhões, o mais alto de sua história desde a sua criação em 1964, deu ao Banco o poder financeiro para apoiar “fortemente” à África, a lidar e se recuperar da crise andemia da COVID-19.

Na sua explanação, Adesina afirmou que o Banco criou uma linha financeira de até 10 bilhões  de dólares, destinados a apoiar os governos e o sector privado a enfrentar os impactos da COVID-19.

A reunião contou com a presença de nove chefes de Estados e de Governos, o presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, e a secretária-geral adjunta das Nações Unidas, Amina Mohammed.

Estiveram também presentes os chefes de organizações pan-africanas e comunidades económicas regionais e representantes de agências internacionais. A reunião decorreu sob o lema “Aceleração da implementação da Área de Livre Comércio Continental Africana (AfCFTA)”.

 

Há fragilidades na gestão das finanças públicas no país, diz Banco Mundial

Denominado “Lições de Uma História de Sucesso Que se Desviou”, o relatório, elaborado pelo Grupo de Avaliação Independente do BM e pelo Centro Internacional de Crescimento, aponta que as dívidas ocultas e a corrupção ligada às instituições públicas e aos grupos políticos de elevado estatuto são a principal causa da desaceleração económica acentuada.

“A gestão inadequada das finanças públicas, aliada à escassa capacidade de gerir a dívida, a má gestão do investimento público e a baixa monitorização do sector extractivo e de hidrocarbonetos são alguns dos aspectos que contribuem para a utilização ineficaz dos recursos e retardam o desenvolvimento”, afirma a instituição, que sublinha que Moçambique ainda sofre de necessidades de primeira ordem.

De acordo com o BM, na última década, em Moçambique, não se registaram melhorias significativas, principalmente na componente agrícola, devido à ausência de tecnologia moderna, infra-estruturas, acesso aos mercados e ainda por causa da gestão inadequada dos recursos naturais e da desflorestação.

“Num contexto caracterizado pela corrupção e instituições públicas geridas em benefício de grupos de elevado estatuto, as soluções técnicas para a gestão das finanças e dívida pública têm pouca probabilidade de alcançar os resultados desejados”, clarificou.

Para colmatar as situações descrita, o documento avança algumas orientações e refere que devem ser feitos diagnósticos centrais, para dar lugar à identificação e priorização das reformas, apostando em iniciativas coordenadas e transparentes.