Monday, May 4, 2026
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EDF lidera consórcio preferencial para o projecto Mphanda Nkuwa, com valor de 4,5 mil milhões de dólares

O consórcio escolhido terá uma participação de 70% no projecto, enquanto as empresas públicas Electricidade de Moçambique (EDM) e Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) dividirão os 30% restantes.

Em relação à distribuição das participações no consórcio composto por quatro empresas, os percentuais ficam da seguinte forma: TotalEnergies com 30%, Electricidade de França com 40%, Sumitomo Corporation e Kansai com 15% cada.

Rute Rangeiro, representante da EDM, explicou como ocorreu o processo de selecção: “A escolha resultou da avaliação das propostas técnicas, económicas e financeiras, validadas pelo Comité presidido pelo MIREME, composto pela EDM, HCB, Ministério da Terra e Ambiente, Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social e Banco de Moçambique”. Acrescentou ainda que “o processo de qualificação e selecção teve início em junho de 2022”.

Em 10 de março, encerrou-se o prazo para a apresentação das propostas, sendo que dois grupos concorreram: o consórcio liderado pela ETC Holdings, composto pela ZESCO Limited, a CECOT (subsidiária da Mota-Engil) e a PetroSA (subsidiária do Fundo Central de Energia da África do Sul), e o consórcio formado pela Électricité de France (EDF), TotalEnergies, Sumitomo Corporation e Kansai.

Rute Rangeiro esclareceu: “As propostas deveriam conter, entre outros elementos, informações sobre capacidade técnica, solidez financeira e experiência internacional no desenvolvimento de projetos hidroelétricos, bem como um plano de desenvolvimento e financiamento, levando em consideração o investimento necessário, além de uma garantia de dez milhões de dólares americanos de cada concorrente”.

Após a notificação do concorrente preferencial, serão iniciadas as negociações para o acordo de implementação do projecto, seguindo os termos estabelecidos no caderno de encargos, que são pré-requisitos para se tornar um parceiro estratégico. Nesta fase, além do concorrente preferencial, o consórcio liderado pela ETC Holdings foi indicado como concorrente de reserva.

Nissan apresenta viaturas eléctricas em moçambique

A Nissan, empresa do ramo automóvel, apresentou, na tarde de sexta-feira, em Maputo, uma linha de carros eléctricos que já se encontram no país e lançou, na mesma ocasião, o mais novo modelo do tipo Qashqai.

A Nissan, está a apostar em viaturas elétricas como forma de preservação de meio ambiente e garantia da sustentabilidade da biodiversidade através da oferta de soluções ecológicas, alinhadas com a agenda global de redução de emissões de carbono no planeta.

De acordo com o diretor da empresa, Ivan Búzi, o objectivo é de mostrar ser possível que, dentro das possibilidades e em conformidade com as leis do governo, o país possa abraçar a agenda global de transição energética.

“Temos dois tipos de viaturas eléctricas nos apaís, sendo uma com capacidade de bateria de até 62 quilowatts, com autonomia de aproximadamente 280 quilómetros, e a outra com uma autonomia de 550 quilómetros”, referiu.

Ivan Búzi falava à margem da realização da feira automóvel multi-marcas, Maputo Auto Show, que decorre entre 26 e 28 de Março, na pista do Automovel e Touring Clube de Moçambique (ATCM).

Sobre a transição enérgica, o presidente da república, Filipe Nyusi disse, recentemente, durante o Fórum de Negócios Zimbabwe-Moçambique, que o empresariado da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) deve refletir na produção de baterias que alimente o processo de transição energética.

Sobre o desiderato, o diretor da Nissan disse tratar-se de um incentivo e que gratifica os empresários da indústria automotiva a apostar mais na transição energética e na produção de baterias para viaturas elétricas.

“É igualmente muito gratificante saber que não só nós estamos nesse caminho, mas muito recentemente o governo anunciou que espera iniciativas de modo que possamos ter carros elétricos, bem como possibilidade de produção de baterias”, disse.

Explicou ainda que o processo de abastecimento das viaturas eletrónicas é feito através de sistemas de carregamento móveis, que podem ser fixados em qualquer lugar e dura no máximo 6 horas de carregamento.

Este tipo de viatura é movido por um sistema de produção eléctrica, diferente das habituais viaturas de motor de combustão interna que, actualmente, constituem um dos principais problemas do ambiente, pelo nível de poluição através de emissão de gases.

Na mesma ocasião, foi apresentado um novo modelo da Nissan Qashqai, com tecnologia de ponta, cujo lançamento a nível internacional decorreu no passado.

Sasol investe na construção de 14 salas de aula em Inhassoro

Nesta primeira fase, as infraestruturas escolares serão construídas nas comunidades de Maperepere, Tiane, Vulanjane, Mapanzene e Chibo, em Inhassoro, e posteriormente, em mais duas comunidades do mesmo distrito.

Em cada comunidade, serão construídas duas salas de aula e uma sala de professores, resilientes o suficiente para resistir aos impactos dos desastres naturais.

Essa iniciativa faz parte dos Acordos de Desenvolvimento Local (ADL), na componente de projectos de pequena escala, que visa a implementação de projectos de infraestruturas comunitárias, conforme a escolha de cada uma das 37 comunidades abrangidas pelos ADL nos distritos de Inhassoro e Govuro.

Para Dulce Canhemba, esse feito representa um marco importante para a melhoria da qualidade do ensino e aprendizagem nas comunidades do distrito. “Agradeço à Sasol por tudo que tem feito pelo bem-estar de nossas comunidades”, acrescentou a governante.

Em seguida, o Director da Escola Primária de Chibo, Gildo Cavele, destacou que a construção dessas infraestruturas contribuirá para melhorar o aproveitamento pedagógico. “Com essas salas, nossos alunos terão aulas, faça chuva ou faça sol”.

O líder comunitário de Chibo, Adriano Chitsumba, acrescentou que o projecto da Sasol ajudará a melhorar a qualidade do ensino e proporcionará oportunidades de emprego temporário para os jovens locais.

Noruega e Moçambique fortalecem cooperação no sector de energia e recursos minerais

Carlos Zacarias explicou que o governo irá implementar a Fase II do programa de cooperação bilateral, abrangendo o período de 2023 a 2026. Essa fase terá como foco aprimorar o quadro legal, a governança do sector energético e as competências técnicas.

O governante destacou que o acordo permitirá fortalecer as capacidades de gestão, reconhecendo o papel crucial da energia como um instrumento de desenvolvimento econômico a longo prazo. “Nosso objectivo é levar energia a todos os postos administrativos até o ano de 2024 e alcançar o acesso universal até 2030”, afirmou Zacarias.

Com o acordo, espera-se que o sector de energia esteja em melhores condições para coordenar a electrificação dentro e fora da rede, garantindo uma definição racional de prioridades para alcançar os objetivos estabelecidos.

Por sua vez, Anne Beathe Tvinnereim explicou que, na Fase II, a Noruega irá desenvolver um quadro regulatório e auxiliará o governo moçambicano no desenvolvimento de estratégias sustentáveis.

LAM anuncia redução de 30% nos preços das passagens aéreas

A diminuição do custo das passagens é uma medida de optimização que, nessa primeira fase, se aplica aos voos de e para Maputo, Beira, Pemba, Tete, Vilankulo e Joanesburgo.

A LAM também informou que os clientes interessados em usufruir dessa redução deverão adquirir as passagens a partir do dia 25 de Maio para voos programados a partir de 1º de julho em diante.

Recentemente, quando foram anunciadas as medidas de reestruturação da LAM, o Ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, desafiou a instituição a “praticar preços atraentes”. Na ocasião, o dirigente ressaltou a necessidade de estabelecer preços que tornassem o espaço aéreo moçambicano acessível à população, o que não ocorria devido aos valores elevados cobrados.

“Eu nunca escondi isso e sempre fui franco. Os preços praticados em Moçambique poderiam ser melhores. Para um ambiente competitivo, acredito que os valores cobrados pela LAM não são atraentes. Isso não orgulha a companhia, pois afasta os passageiros”, afirmou.

O Ministro ainda mencionou que, com a nova gestão, espera-se, acima de tudo, uma nova reestruturação da LAM, envolvendo “um planeamento de rotas, frotas e incentivos para preços acessíveis que estimulem as pessoas a utilizarem suas aeronaves”.

ENH obtém participação de 40% no bloco de Angoche

Durante a visita da Comissão do Plano e Orçamento da Assembleia da República à ENH, com o objectivo de obter mais informações para respaldar a aprovação da lei que cria o Fundo Soberano, Rudêncio Morais compartilhou esse feito histórico da ENH. A empresa conseguiu superar as participações de 10% e 15% obtidas em outras áreas de exploração de recursos minerais.

Com base nessa constatação, o administrador da ENH explicou que foi desenvolvida uma estratégia de interação com o regulador, o Instituto Nacional de Petróleo (INP), e também com o Ministério de Recursos Minerais e Energia, destacando a importância estratégica da área e a necessidade de negociar melhores condições de participação da ENH.

Rudêncio Morais concluiu: “Em uma área anteriormente limitada a parceiros privados, está garantido que a ENH terá uma participação de 40% apenas na fase de pesquisa. Actualmente, estamos negociando os contratos com expectativa de assinatura final entre junho e julho”.

O braço comercial do Estado acredita que é possível aumentar sua participação nas áreas de exploração de recursos minerais, desde que os custos das pesquisas sejam suportados pelos parceiros.

“A legislação deve garantir que os parceiros privados assumam 100% dos custos das pesquisas, sem compartilhar com a ENH, mesmo em caso de descoberta comercial. Isso significa que já existe uma janela de recuperação de custos por meio do petróleo, com um limite de 60% estabelecido na legislação atual”, defendeu o administrador da ENH.

No final da reunião, o presidente da Comissão do Plano e Orçamento, António Niquice, afirmou que foram coletados todos os elementos necessários para a discussão e aprovação do Fundo Soberano pela Assembleia da República.

 

BdM: Importações de Bens Cresceram 16,5% Para 9,1 MM$ em 2022

Esses números contrastam com os 7,8 mil milhões de dólares registrados no ano anterior, de acordo com o boletim anual da balança de pagamentos divulgado recentemente pelo Banco de Moçambique (BdM). É importante ressaltar que esse valor não inclui a plataforma flutuante da Coral Sul FLNG, cuja adição elevaria os gastos para 13,3 mil milhões de dólares.

Em termos gerais, o relatório indica que o aumento dos gastos foi principalmente influenciado pelo incremento nas importações de bens intermédios, com destaque para os combustíveis, devido aos aumentos de preço no mercado internacional e aos efeitos da guerra entre a Rússia e a Ucrânia. De acordo com o documento, os bens de capital representaram 41,4% do total de importações, com um fluxo anual de 5,5 mil milhões de dólares, equivalente a 32,8% do PIB.

Esse aumento é explicado principalmente pela importação de maquinaria diversa, sendo que cerca de 80% desse valor corresponde à plataforma flutuante. Os bens intermédios representaram 27,6% das importações totais, ou seja, 3,6 milhões de dólares, destacando-se o alcatrão, betumes, adubos e fertilizantes.

O boletim também aponta que os gastos com bens de consumo totalizaram 2,1 mil milhões de dólares, correspondendo a 16,4% do total das importações. Em relação à origem das importações moçambicanas, a Coreia do Sul foi o principal país, representando 32% do total, seguida pela África do Sul, Emirados Árabes Unidos, China, Índia e Singapura, com participações de 15,6%, 10%, 7,2%, 5,7% e 4,6% nos gastos totais do país, respectivamente.

 

Moçambique pretende apresentar proposta de tarifas para adesão à Zona de Comércio Livre até 30 de Junho

Trata-se de um instrumento que contém toda a informação relevante sobre os preços dos produtos e serviços que o País poderá colocar no mercado intra-continental, isentos de taxas aduaneiras e a preços competitivos para ombrear com outras ofertas oriundas de outros pontos do continente.

A intenção foi anunciada esta terça-feira, 23 de Maio, em Maputo, pelo ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, durante as celebrações da semana de África, que terão o seu auge na quinta-feira (25).

O ministro garante que Moçambique possui um elevado potencial para tirar proveito da AfCFTA e aponta, como exemplo, produtos agrícolas, bem como recursos pesqueiros, particularmente o camarão.

“Temos enormes potencialidades agrícolas. Podemos fornecer castanha de caju, algodão, camarão e outros produtos que neste momento têm como destino a Europa e a Ásia”, disse Silvino Moreno em conferência de imprensa.

O governante afirmou que o País dispõe de uma vasta costa, ideal para a oferta de serviços logísticos, pois alguns países vizinhos do interior, que ratificam o acordo, não têm acesso ao mar e podem utilizar os corredores nacionais para materializar os seus investimentos.

De acordo ainda com Silvino Moreno, depois da deposição da oferta tarifária a nível do órgão continental, segue-se o processo de divulgação dos acordos pelo sector privado nacional, uma vez que as empresas moçambicanas são os principais actores no mercado, sendo elas que deverão retirar o maior proveito deste instrumento.

Trata-se de um instrumento que contém toda a informação relevante sobre os preços dos produtos e serviços que o País poderá colocar no mercado intra-continental, isentos de taxas aduaneiras e a preços competitivos para ombrear com outras ofertas oriundas de outros pontos do continente.

A intenção foi anunciada esta terça-feira, 23 de Maio, em Maputo, pelo ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, durante as celebrações da semana de África, que terão o seu auge na quinta-feira (25).

O ministro garante que Moçambique possui um elevado potencial para tirar proveito da AfCFTA e aponta, como exemplo, produtos agrícolas, bem como recursos pesqueiros, particularmente o camarão.

“Temos enormes potencialidades agrícolas. Podemos fornecer castanha de caju, algodão, camarão e outros produtos que neste momento têm como destino a Europa e a Ásia”, disse Silvino Moreno em conferência de imprensa.

O governante afirmou que o País dispõe de uma vasta costa, ideal para a oferta de serviços logísticos, pois alguns países vizinhos do interior, que ratificam o acordo, não têm acesso ao mar e podem utilizar os corredores nacionais para materializar os seus investimentos.

De acordo ainda com Silvino Moreno, depois da deposição da oferta tarifária a nível do órgão continental, segue-se o processo de divulgação dos acordos pelo sector privado nacional, uma vez que as empresas moçambicanas são os principais actores no mercado, sendo elas que deverão retirar o maior proveito deste instrumento.

Moçambique será o anfitrião da 1.ª Conferência Internacional de Arbitragem

Segundo uma nota divulgada pela organização do evento, a realização da conferência está totalmente alinhada com os objectivos do Centro de Arbitragem Comercial da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, que tem como missão impulsionar o desenvolvimento do mercado arbitral moçambicano.

Nesse sentido, a conferência abordará temas cruciais relacionados à realidade da arbitragem em Moçambique, contando com a presença de renomados especialistas de diversos países lusófonos, com destaque para Moçambique, Portugal e Angola, conforme explicado na nota.

A arbitragem comercial é reconhecida como um dos principais meios de resolução de conflictos no mundo, oferecendo uma maneira rápida, especializada, eficiente e confidencial de mediar disputas comerciais.

Dessa forma, de acordo com a nota, o desenvolvimento da arbitragem comercial no país desempenha um papel estratégico, uma vez que contribuirá para melhorar a posição de Moçambique no ranking do “doing business” e atrairá investimentos nacionais e estrangeiros de maior qualidade e quantidade.