Monday, May 4, 2026
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Aprovados mais de 60 projectos em Cabo Delgado

O governo moçambicano aprovou, nos últimos cinco anos, 63 projectos de investimento orçados em 402 milhões de dólares, na província nortenha de Cabo Delgado.

Segundo o ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, que falava na cidade de Pemba, em Cabo Delgado, durante uma cimeira sobre Energia e Indústria, os investimentos geraram pelo menos 4.943 empregos, principalmente nos setores de serviços, energia e indústria.

Durante a sua intervenção, Silvino Moreno citou como exemplo o investimento feito pela Real Moz, empresa pertencente ao Grupo Renco Energy e subsidiária da italiana Renco S.p.A., que desembolsou na península de Afungi, distrito de Palma, cerca de 45 milhões de dólares.

Outros grandes investimentos incluem a central solar de Metoro, a maior central solar do país, que custou cerca de 52 milhões de dólares, e a Montepuez Graphite Processing, orçada em cerca de 35 milhões de dólares.

Moreno conta que, no mesmo período, o Executivo aprovou e implantou mais de 200 novos empreendimentos, com impacto na área de manufatura.

O contexto actual da indústria transformadora nacional, segundo o ministro, oferece desafios e oportunidades, numa altura em que o país continua a procurar formas de diversificar a sua economia, através da substituição de importações e promoção das exportações.

A Política e Estratégia Industrial (PEI) e o Programa Nacional Industrializar Moçambique (PRONAI, 2021-2035) prevêem a industrialização nos distritos, apoiando projetos que criem empregos, infraestruturas e inovação, o que, segundo Moreno, “exige eficiência, trabalhando em parceria , supervisionando o foco relacionado à energia, logística industrial e comercial e desenvolvimento da cadeia de valor por meio de conteúdo local.”

Aprovado em 2021, o PRONAI está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e à Estratégia de Industrialização da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) para 2015-2063.

A cimeira é uma iniciativa que decorre em duas fases, sendo a primeira edição em Pemba, enquanto a segunda decorrerá em Maputo, estando marcada para a próxima terça-feira.

AIM

Vivo Energy Mozambique requalifica pavilhão da Josina Machel

A acção faz parte de um projecto de reabilitação dos campos desportivos da escola, em que a Vivo Energy Moçambique se comprometeu no âmbito de um memorando de entendimento, para o feito.

O director da Escola Secundária Josina Machel, Orlando Dimas, expressou sua satisfação com o apoio recebido ressalvou o impacto directo que a infraestrutura melhorada terá nas condições de ensino e aprendizagem dos alunos.

“É um ganho significativo para nós. Antes, jogávamos com dificuldades, mas agora temos um espaço próprio para receber instituições externas e competir. Nessa parceria, acreditamos que também nossos colegas da Vivo Energy poderão praticar desporto nas horas em que os alunos não estiverem utilizando o pavilhão”.

O director-geral da Vivo Energy, Moussa Konate, destacou, por sua vez, que a parceria estabelecida não se limitará apenas a essa conquista, visto que a empresa vai continuar a promover projectos adicionais que contribuam positivamente para o crescimento da comunidade local.

“A Educação é um dos pilares para o desenvolvimento de qualquer sociedade, e a actividade física contribui para a saúde física e mental do homem. Começamos esta parceria pela área de desporto, mas não iremos parar por aqui. Estamos certos de que a parceria irá gerar mais projectos que irão contribuir positivamente para o crescimento desta importante comunidade”, disse.

Já a Diretora de Marketing e Comunicação da Vivo Energy Moçambique, Sónia Abreu Cossa, disse que a iniciativa é parte da estratégia de responsabilidade social e corporativa da empresa, que busca auxiliar a sociedade moçambicana a alcançar níveis de excelência.

“A Escola Secundária Josina Machel, em tempos, já foi referência no mercado, onde atletas profissionais vinham preparar-se para as provas nacionais e internacionais. No entanto, com o decorrer do tempo e a degradação das próprias infraestruturas, isso deixou de acontecer. Foi por isso que a VIVO identificou a escola como parte da comunidade em que está inserida e decidiu reabilitar estes dois campos para voltar a formar os futuros atletas nacionais”, afirmou

As obras de requalificação do pavilhão desportivo da Escola Secundária Josina Machel custaram 3 milhões de meticais, injectados exclusivamente pela Vivo Energy.

 

 

 

 

 

CIFAM: Bancos exortados a financiar o agro-negócio

O vice-ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Olegário Banze referiu, na manhã da quarta-feira, 31 de Maio, na cidade de Maputo que há necessidade de se promover maior envolvimento do sector bancário na facilitação do acesso ao financiamento dos projectos do sector de agricultura.

Olegário Banze falava durante a cerimónia de lançamento da plataforma de Coordenação Intersectorial de Mecanismos de Financiamento ao Sector Agrário em Moçambique (CIFAM), um instrumento que visa promover o diálogo público-privado através do estabelecimento e operacionalização de grupos de trabalho técnicos e temáticos para desbloquear o financiamento ao sector agrário nacional.

O grupo de trabalho multi-sectorial que vai operacionalizar o CIFAM é composto pela Associação Moçambicana de Bancos (AMB), Ministério da Indústria e Comércio (MIC), Banco de Moçambique (BM), Ministério da Economia e Finanças (MEF), a Confederação das Associações Económicas (CTA), liderados pelo Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADER).

Durante a sua intervenção, o vice-presidente da AMB, Luís Aguiar, disse que a CIFAM vai criar um ambiente propício para a discussão de mecanismos sustentáveis para a facilitação do acesso ao financiamento para o sector da agricultura.

“Isso vai capacitar os operadores do sector a expandir as suas operações, adotar tecnologias modernas, melhorar a produtividade, garantir a segurança alimentar, contribuir na redução da pobreza, promoção do crescimento económico sustentável e a diversificação da economia” disse.

A estrutura da CIFAM conta com 4 grupos de trabalho temáticos, nomeadamente, o grupo de garantias colaterais, que vai discutir questões relacionadas com seguros e riscos de produção, grupo de benefícios fiscais e financiamento agrícola, digitalização do ecossistema agrícola e o grupo da formalização e serviços de desenvolvimento empresarial.

A Plataforma CIFA conta com o apoio técnico da Cooperação Alemã para o Desenvolvimento (GIZ), cujo representante, Ingmar Kreish, recordou, por sua vez que o Governo alemão aprovou um fundo de 200 milhões de euros para implementação de projectos de desenvolvimento de sistemas agrícolas e educação financeira em Moçambique.

CFM lança concurso internacional para adquirir 10 locomotivas e 300 vagões

Falando na semana passada na área fronteiriça de Ressano Garcia, o presidente dos CFM, Agostinho Langa, explicou que pretende adquirir mais 10 locomotivas e 300 novos vagões para o transporte de minérios.

Sem especificar os valores envolvidos nessa operação, Langa reconheceu que a aquisição desse material circulante ainda era insuficiente para satisfazer completamente as necessidades da empresa e do mercado, mas afirmou acreditar que era um passo na direção certa.

EDM promove workshop sobre eficiência energética e acesso universal à energia em comemoração ao dia mundial da energia

Durante a abertura do workshop, o administrador da EDM, Francisco Inroga, expressou a esperança de que Moçambique experimente um aumento de 20% na contribuição das energias limpas e renováveis para a matriz energética nacional nos próximos 20 anos, e destacou o orgulho do país por estar na vanguarda do processo de transição energética, impulsionado por parcerias público-privadas em projectos já em operação.

Além disso, Inroga enfatizou que nos próximos anos, a EDM buscará consolidar sua liderança no negócio de energia eléctrica na região Austral da África. A empresa está empenhada em garantir que a electricidade desempenhe seu papel de impulsionadora do desenvolvimento social e económico do país e da região.

Nesse sentido, a EDM assumiu responsabilidades no processo de transição energética, como promover campanhas de uso racional de energia doméstica e industrial, investir em usinas de fontes limpas e renováveis, fomentar e liderar a eficiência energética por meio de campanhas de economia de energia e liderar o processo de substituição de lâmpadas domésticas e públicas de alto consumo por modelos de baixo consumo.

Com essas iniciativas, a EDM busca contribuir para um futuro mais sustentável, onde a energia seja acessível a todos e promova o progresso da região.

Dívida da LAM diminui em 47,3 milhões de dólares sob a nova gestão

Sérgio Matos, gestor do projecto de reestruturação da empresa, afirmou que a dívida foi reduzida em 47,3 milhões de dólares, melhorando o índice de dívida em relação ao capital próprio e tirando a LAM da situação de insolvência.

Durante a divulgação do relatório de actividades do primeiro mês da comissão internacional, Matos destacou os ganhos alcançados recentemente, resultado da intervenção positiva da Fly Modern Ark.

Como parte da estratégia, estão sendo recuperados pagamentos não realizados pelos serviços de transporte aéreo e foi encerrada a venda de bilhetes a crédito. No entanto, Matos ressaltou que esses esforços “fizeram com que a dívida da LAM diminuísse, mas ainda não o suficiente para ser considerada baixa, pois ainda está acima dos 300 milhões de dólares”.

Matos informou que o plano de recuperação inclui a injecção de capital pela Fly Modern Ark na companhia aérea e a adição de mais aeronaves à frota. Dentro de duas semanas, estão previstas a chegada de dois aviões a Maputo.

“Nosso objetivo é que a empresa tenha pelo menos 14 a 15 aviões, em comparação aos actuais sete, dos quais apenas cinco estão em operação regular, enquanto dois estão em manutenção prolongada”, explicou Matos.

Nos últimos anos, a transportadora aérea estatal moçambicana enfrentou diversos problemas operacionais, incluindo uma frota reduzida e falta de investimentos, o que resultou em incidentes relacionados à manutenção ineficiente das aeronaves, embora não fatais, de acordo com especialistas.

O Centro de Integridade Pública (CIP) divulgou um relatório no final do ano passado classificando a LAM como uma das empresas estatais tecnicamente insolventes, dependendo de injecções de capital e garantias estatais para lidar com seus credores, representando assim um alto risco para a dívida pública.

A Fly Modern Ark foi contratada para operar no país por um período de 12 a 18 meses e começou suas actividades em 18 de Abril deste ano.

Porto da Beira continua na vanguarda como um dos terminais de contentores mais eficientes da África Austral

Com isso, o terminal passou a ocupar a posição 223ª em uma lista global de 348 portos avaliados, consolidando sua posição como o terminal de contentores mais eficiente da África Austral, após ter sido reconhecido pela primeira vez em 2021.

O Índice de Desempenho de Terminais de Contentores, elaborado pelo Banco Mundial, classifica os portos com base em critérios estatísticos, levando em consideração o tempo de espera das embarcações no porto. As classificações são determinadas por diversos fatores de eficiência.

A Cornelder, empresa responsável pela gestão logística do terminal, atribui esse progresso às medidas estratégicas adotadas nos últimos anos, incluindo investimentos em infraestrutura, equipamentos e melhorias na eficiência e produtividade.

Durante os 25 anos de concessão, a Cornelder realizou investimentos substanciais em diversas áreas, como a construção de uma nova entrada para o terminal de contentores, reabilitação das instalações existentes, pavimentação de áreas adicionais e aquisição de novos guindastes e equipamentos operacionais.

A concessionária também desenvolveu aplicativos internos, como o C-GATE (baseado em Inteligência Artificial, para dispositivos portáteis e digitalização de chegadas e partidas de contentores), o CDMS (portal do cliente para apresentação de documentos), o CommTrac (sistema operacional para o Terminal de Carga Geral) e o TPS – Truck Positioning System. Esses investimentos contribuíram para aprimorar a eficiência e produtividade do porto, tornando-o uma opção mais atrativa para as empresas de navegação, conforme divulgado em comunicado pela concessionária.

Além disso, foram implementadas várias iniciativas para melhorar a eficiência e produtividade do porto, como a adoção de melhores procedimentos operacionais, treinamento da equipe e utilização de novas tecnologias. Essas iniciativas contribuíram para reduzir os prazos de entrega e aprimorar o desempenho geral do porto.

O Porto da Beira é o segundo maior porto de Moçambique e desempenha um papel crucial na economia do país, sendo também uma importante rota de comércio com os países da região. Ele movimenta uma ampla variedade de carga, incluindo contentores e carga a granel.

Lançada a primeira pedra para construção do parque industrial de Afungi

Após o lançamento, Tauabo destacou que o Parque Industrial de Afungi irá empregar mais de 30 mil pessoas e impulsionará significativamente a produção global na Província. Os recursos financeiros arrecadados com a implementação desse empreendimento serão destinados à construção de infraestruturas básicas, como estradas, escolas, hospitais e outras acções alinhadas com a visão colectiva de desenvolvimento.

O Secretário de Estado na Província, António Njanje Supeia, enfatizou que o Parque Industrial de Afungi é uma forma de criar condições favoráveis para atrair investimentos e promover uma maior integração dos empresários locais no processo de desenvolvimento. “Este parque industrial é importante, pois dará continuidade ao processo de industrialização em andamento e promoverá de maneira sustentável e integrada os interesses da comunidade”, afirmou Supeia.

A cerimónia contou com a presença do Primeiro Secretário do Partido FRELIMO em Cabo Delgado, Elias Kalime, e do Presidente da Assembleia Provincial, Francisco Lapido Loureiro.

A iniciativa dos Parques Industriais de Cabo Delgado abrange os distritos de Palma em Afungi, Ancuabe, Montepuez e Balama, visando impulsionar o desenvolvimento económico e promover oportunidades de emprego na região.

TotalEnergies prepara-se para retomada dos projectos de GNL na Área 1 de Moçambique

“Neste momento, não há uma data definida para retomar as actividades, embora os parceiros do projecto tenham tomado conhecimento do relatório e das melhorias de segurança no local”, declarou um porta-voz da TotalEnergies, conforme citado pelo portal Further Africa, na sexta-feira, 26 de Maio.

Enfatizou ainda que “um plano de acção com base nas conclusões do relatório (de direitos) foi estabelecido e agora será implementado”.

O plano de acção foi elaborado com base nas conclusões de um relatório elaborado pelo ex-embaixador francês no Senegal, Jean-Christophe Rufin. O relatório, divulgado na terça-feira, destacou que, embora o conflito armado continue, as áreas de risco agora estão localizadas ao sul e ao oeste do complexo Moçambique LNG.

Jean-Christophe Rufin supervisionará a implementação do plano de acção, que inclui a compensação das famílias deslocadas até julho e a construção de novas casas até o final do verão, bem como melhorias no acesso à pesca, renegociação das relações com as forças de segurança e a criação de uma fundação para aprimorar a qualidade de vida local, com um orçamento plurianual de 200 milhões de dólares.

Anteriormente, a empresa de serviços energéticos Saipem havia sido notificada pela TotalEnergies para se preparar para a retomada gradual do projecto a partir de julho. O CEO da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, também afirmou no mês passado que a renegociação dos custos com os empreiteiros locais seria o último passo antes do reinício do projecto.

EDF lidera consórcio preferencial para o projecto Mphanda Nkuwa, com valor de 4,5 mil milhões de dólares

O consórcio escolhido terá uma participação de 70% no projecto, enquanto as empresas públicas Electricidade de Moçambique (EDM) e Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) dividirão os 30% restantes.

Em relação à distribuição das participações no consórcio composto por quatro empresas, os percentuais ficam da seguinte forma: TotalEnergies com 30%, Electricidade de França com 40%, Sumitomo Corporation e Kansai com 15% cada.

Rute Rangeiro, representante da EDM, explicou como ocorreu o processo de selecção: “A escolha resultou da avaliação das propostas técnicas, económicas e financeiras, validadas pelo Comité presidido pelo MIREME, composto pela EDM, HCB, Ministério da Terra e Ambiente, Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social e Banco de Moçambique”. Acrescentou ainda que “o processo de qualificação e selecção teve início em junho de 2022”.

Em 10 de março, encerrou-se o prazo para a apresentação das propostas, sendo que dois grupos concorreram: o consórcio liderado pela ETC Holdings, composto pela ZESCO Limited, a CECOT (subsidiária da Mota-Engil) e a PetroSA (subsidiária do Fundo Central de Energia da África do Sul), e o consórcio formado pela Électricité de France (EDF), TotalEnergies, Sumitomo Corporation e Kansai.

Rute Rangeiro esclareceu: “As propostas deveriam conter, entre outros elementos, informações sobre capacidade técnica, solidez financeira e experiência internacional no desenvolvimento de projetos hidroelétricos, bem como um plano de desenvolvimento e financiamento, levando em consideração o investimento necessário, além de uma garantia de dez milhões de dólares americanos de cada concorrente”.

Após a notificação do concorrente preferencial, serão iniciadas as negociações para o acordo de implementação do projecto, seguindo os termos estabelecidos no caderno de encargos, que são pré-requisitos para se tornar um parceiro estratégico. Nesta fase, além do concorrente preferencial, o consórcio liderado pela ETC Holdings foi indicado como concorrente de reserva.