Sunday, April 19, 2026
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Produtores de castanha querem vender legalmente sua produção à Tanzânia

Alguns produtores de castanha de caju em Cabo Delgado querem passar a vender a sua produção legalmente à República Unida da Tanzânia.

Para o efeito, os produtores propõem mudanças na actual lei de amêndoas vigente em Moçambique, por, alegadamente, não ajudar na valorização da produção nacional, impondo muitas limitações no processo de exportação da castanha e prejudicando o desenvolvimento social e económico dos camponeses.

“Às vezes, produzimos grandes quantidades de castanha de caju e o preço praticado noutros outros países, especialmente em Tanzânia, é alto em relação a Moçambique, por isso queremos que o processo de exportação seja mais facilitado para podermos vender a nossa produção onde for mais vantajoso”, pediram os produtores de castanha de caju da província de Cabo Delgado.

A preocupação dos produtores de castanha de caju de Cabo Delgado foi levantada durante a reunião realizada pelo Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural, na cidade de Pemba, com o objectivo de auscultar sobre a proposta de revisão da actual lei de amêndoas que vigora há mais de vinte anos.

“Registámos todas as ideias dos participantes e comprometemo-nos a incluir na proposta final que, até 31 de Agosto próximo, deverá ser submetida ao Conselho de Ministros, para depois aguardar aprovação da Assembleia da República”, reagiu Daniel Massingue, director do Gabinete Jurídico do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural.

A reunião de auscultação da proposta de revisão da lei de amêndoas, realizada em Pemba, onde foram levantadas outras preocupações relacionadas com a necessidade de harmonização dos preços da castanha de caju e a descentralização do processo de produção para os distritos, contou com a presença de produtores, comerciantes e exportadores de castanha de caju e administradores distritais, além de juristas.

Distrito de Chongoene com mais infra-estruturas económicas de relevo

Para escoar produtos mineiros da exploração de areias pesadas de Chibuto, o distrito de Chongoene, na província de Gaza, vai em breve acolher obras para a construção de um porto, de pequena dimensão, além do Aeroporto Internacional, cuja edificação está no fim. O distrito tende a receber grandes investimentos que irão certamente catapultar a economia local.

A informação foi avançada esta segunda-feira (16) pela Rádio Moçambique (RM). Citando fonte (não identificada) da companhia chinesa que explora as areias pesadas de Chibuto, o órgão refere que, numa primeira fase, o porto a ser construído terá a capacidade de atracar navios até cinco mil toneladas de carga.

“Com vista à prossecução da iniciativa, aguarda-se nos próximos dias a concessão da licença pelo governo moçambicano para o arranque do projecto de construção do porto de Chongoene”, sublinha a RM.

Fonte daquela estação pública radiofónica anotou que neste projecto existe um plano âncora que a médio ou longo prazo vai construir cerca de dois quilómetros de rampa no mar, com vista a facilitar a atracagem de navios de grande calado para o transporte de maiores volumes de minérios.

Vale quer retirar-se das operações em Moçambique de forma sustentável

A Vale, companhia mineira brasileira, assegurou ao Governo que a empresa quer sair de Moçambique de forma responsável, deixando activos e mão-de-obra com valor competitivo, disse, esta segunda-feira, um responsável da mineradora à Lusa, citando uma fonte do Executivo moçambicano.

Durante um encontro com o ministro dos Recursos Minerais e Energia, Ernesto Max Tonela, o director global do Carvão da Vale, Paulo Couto, garantiu que a empresa não quer uma saída precipitada e está a trabalhar através de um processo de desinvestimento. Por isso, a empresa está a equacionar uma solução menos lesiva possível para os interesses de todas as partes.

Couto adiantou, ainda, que a Vale está a analisar as propostas de seis companhias interessadas em ficar com os activos em Moçambique, na sequência da decisão de desinvestimento que a firma brasileira tomou, no âmbito da aposta na neutralidade em relação aos combustíveis fósseis.

Segundo a Lusa, apesar de estar a sair de Moçambique, a empresa quer deixar uma operação competitiva, estando empenhada em incrementar a sua produção de carvão na província de Tete, centro do país, dos actuais 11 milhões para 20 milhões de toneladas no próximo ano.

O carvão é um dos principais produtos de exportação de Moçambique e a Vale emprega cerca de 8.000 pessoas, cerca de 3.000 trabalhadores próprios e os restantes subcontratados. A Vale justifica a sua saída com o objectivo de ser neutra ao nível das emissões de carbono até 2050 e reduzir algumas das suas principais fontes de poluição daquele tipo até 2030.

Moçambique leiloa rubis de Montepuez na Índia e Tailândia

O Instituto Nacional de Petróleos avançou que Moçambique vai leiloar cerca de 300 mil quilates de rubis, de 16 de Agosto corrente a 12 de Setembro, na Índia e Tailândia. A entidade anunciou, também, a abertura de entrepostos de mineiros nas províncias de Manica e Nampula.

O anúncio sobre o leilão desses minérios, nos dois países asiáticos, acontece numa altura em que a demanda pelos rubis no mercado internacional é cada vez mais crescente. O minério é, consequentemente, bastante procurado no território nacional.

Perante essa demanda, o país tem o desafio de criar e acelerar os mecanismos para melhor responder à procura na praça.

Segundo o secretário-executivo da Unidade de Gestão do Processo Kimberly, Metais Preciosos e Gemas, no Instituto Nacional de Petróleos, Carlos Elias, o procedimento de venda e compra dos rubis é da mineradora canadense Fura Mozambique Mining Limitada, que opera na província de Cabo Delgado desde 2018.

Carlos Elias não avançou os valores mínimos a ser cobrados durante o leilão, justificando que a sua publicação perante aos órgãos de comunicação despertaria as empresas estrangeiras a estipularem preços mais reduzidos, prejudicando, assim, os objectivos internos.

“Normalmente, esses valores não são anunciados antes do leilão, para permitir que cada empresa faça a sua avaliação e apresente o valor que achar que é viável para a venda e aquisição desses minerais”, afirmou Carlos Elias.

Na Índia, o leilão será na cidade de Jaipur, onde se espera a presença de 30 empresas, entre as locais, dos Estados Unidos de América e de Hong Kong, Estados que demandam muito por estes minérios.

Na Tailândia, as sessões de venda e compra de rubis decorrerão na capital do país, Banquecoque, onde poderão participar mais de 45 empresas maioritariamente locais. O país asiático em referência tem o potencial de refinar e limpar quase 85 por cento de rubis produzidos no mundo.

Nesta operação, a mineradora conta com os serviços de uma companhia internacional especializada em leilões de diamantes e pedras preciosas. Essa empresa fez um estudo de todos os potenciais clientes que estarão presentes no leilão.

A admissão dos clientes nos locais da realização dos leilões decorre mediante o pré-registo. Cada cliente terá dois dias para fazer a verificação dos rubis e deverá colocar a sua oferta de preço no sistema de leilões antes do último dia do processo.

Para a exportação do produto, a Fura Mozambique Mining Limitada desembolsou cerca de 32 milhões de meticais em impostos para os cofres do Estado moçambicano. A esperança do Instituto Nacional de Petróleos é que, neste leilão, a factura seja ainda mais larga para a economia nacional.

“Após o leilão, vai deduzir-se a percentagem para o Estado moçambicano, falo, por exemplo, do imposto sobre a produção, entre outros direitos fiscais previstos nos termos da lei”, sublinhou.

Para dinamizar o comércio de rubis e outros minérios no país, o Instituto Nacional de Petróleos diz que serão instalados entrepostos nas províncias de Manica e Nampula. Estes centros poderão entrar em funcionamento no próximo ano.

“O entreposto comercial de Maputo já está concluído. Neste momento, estamos no processo de apetrechamento dos centros das outras províncias, que, em breve, estarão operacionais”, revelou Carlos Elias.

Moçambique está, igualmente, no processo de integração dos seus rubis na plataforma internacional Kimberly, cuja efectivação poderá ser conhecida na reunião entre as equipas da avaliação e monitoria da organização e do Ministério de Energia e Recursos Minerais, em Setembro do corrente ano.

Depois de uma pausa no ano passado, a retoma de leilões de minerais relança o país no mercado internacional de venda de rubis e outras pedras preciosas.

Este é o segundo leilão de rubis produzidos no país que acontece no corrente ano. O primeiro foi da mineradora Montepuez Ruby Mining, que decorreu em formato virtual, devido às limitações impostas pela pandemia da COVID-19.

A Fura Mozambique Mining Limitada é membro da companhia Fura Gems, com sede em Toronto, no Canadá. Explora rubis no distrito de Montepuez, província de Cabo Delgado. Um quilate de pedras preciosas representa uma massa igual a duzentos miligramas.

Abertos mais dois processos contra Chuma Nwokocha e Cláudio Banze

A instauração, pelo Banco de Moçambique (BM), de dois processos de contravenção contra Adimohanma Chukwuma Nwokocha, ex-Administrador-Delegado, e Cláudio Eliazare Banze, Director da Direcção de Tecnologias de Informação, do Standard Bank, tem a ver com o caso do apagão da rede SIMO em finais de 2018.

O Banco de Moçambique aplicou a cada um deles multa no valor total de 1.2 milhão de Meticais, inibição do exercício de cargos sociais e de funções de gestão em instituições de crédito e sociedades financeiras no país por um período de três anos e publicação, pelo Banco de Moçambique, da punição definitiva, às custas daqueles.

O regulador do sistema financeiro nacional acusou os dois de terem cometido infracções graves relacionadas com a implementação de uma rede de pagamentos ilegal sediada fora do país, que no geral se assemelha à rede única nacional (Simo).

Estando fresca a memória, na opinião pública, das recentes multas infringidas pelo BM ao SB por sua alegada violação dos preceitos que regem o mercado cambial interbancário e o mercado cambial, o comunicado da semana passada foi, para muitos, uma sequência desses factos recentes.

“Carta” apurou, no entanto, que o assunto é uma sequência do apagão de Novembro de 2018 e do reatar das relações entre os bancos com o BizzFirst, firma portuguesa dona “software” que alimenta a rede Simo.

Recordem-se, em Agosto de 2019, o BM decidiu aplicar sanções ao antigo PCE do BCI, Paulo Alexandre Duarte de Sousa, por infracções contravencionais: uma multa de 200.000,00 Mts; inibição do exercício de cargos sociais e de funções de gestão em instituições de crédito e sociedades financeiras, por 3 (três) anos; e publicação, pelo Banco de Moçambique, da punição definitiva, às custas do condenado.

O BM acusou Paulo de Sousa de ter agido em conflito de interesses aquando da sua participação no processo de apreciação e decisão da proposta de aquisição da Interbancos pela SIMO, defendendo, simultaneamente, os interesses da SIMO, na qualidade de Administrador, e da Interbancos na qualidade de Presidente do Conselho de Administração. Na altura do apagão, Paulo de Sousa teve um papel fulcral que levou a que os bancos abrissem os cordões à bolsa para pagar o que a BizFirst exigia para que a rede SIMO continuasse a usar o seu “software”. Alguns bancos prometeram contribuir e pagaram. Chuma Nwokocha, então administrador-delegado do Standard Bank, teve a mesma intervenção no processo e não foi sancionado. A sanção chega agora, 4 anos depois

Sobre a alegada implementação de uma rede de pagamentos ilegal sediada fora do país, por parte do SB, “Carta” captou de várias fontes uma narrativa distinta. Depois do apagão de Novembro de 2018, o SB decidiu criar, na Alemanha, um sistema de “back up” de modo a que tivesse uma alternativa para salvaguardar suas operações. “O Standard Bank não quis correr risco e montou este sistema de “back upA”. Ele é livre de montar onde quiser e isto está previsto na legislação.

O sistema nunca esteve em funcionamento e nunca foi utilizado. Creio que há pelo menos uma máquina ligada ao sistema porque tinha que se fazer um teste para saber se funcionava ou não”, explicou uma fonte de “Carta”. O SB ainda não se pronunciou sobre o mais recente comunicado do BM. É esperado que isso seja feito a breve trecho. Chuma e Cláudio Banze são sancionados por causa desse “back up” no estrangeiro, uma mecanismo usado por outros bancos da praça.

Economia financiada em mais de 2 biliões de Meticais pelo Nedbank

Mais de dois biliões de Meticais em crédito foram concedidos à economia, pelo Nedbank Moçambique (antes Banco Único), no primeiro semestre de 2021. A informação foi revelada esta quarta-feira pelos gestores do Grupo Nedbank (África do Sul e Moçambique).

Em conferência virtual que visava apresentar resultados operacionais de meio-termo, após o rebranding, o Presidente do Conselho Executivo (PCE) do Nedbank Moçambique, Joel Rodrigues, detalhou que o crédito concedido foi alocado a diferentes sectores que dinamizam a economia moçambicana, mas com maior enfoque para o sector de energias e não só.

O Relatório e Contas do Nedbank findo a 30 de Junho de 2021 detalha que a instituição registou um resultado líquido (lucro), de perto de 140 milhões de Meticais. Em balanço, consta ainda que o banco possui um activo total avaliado em 27.4 biliões de Meticais e um passivo na ordem de 23.6 biliões de Meticais. Detém um capital próprio avaliado em 3.8 biliões de Meticais.

Durante o evento, o PCE do Nedbank Moçambique sublinhou que, devido à estrutura de activos e passivos, o risco de liquidez da instituição está devidamente controlado e com excedente. No que toca à solvabilidade, Rodrigues assinalou que o Nedbank Moçambique apresenta um risco confortável, de 19%.

Ciente de que, num período pós-Covid-19, a realidade dos níveis de crédito vencido poderá evoluir negativamente, em alguns sectores económicos prejudicando a instituição, Rodrigues afirmou que o banco tem acompanhado este risco reforçando a imparidade onde considera necessário.

Durante o primeiro semestre, o Nedbank Moçambique incrementou custos operacionais e de investimento no seu Plano de negócios associados a medidas de combate e prevenção à Covid-19, na ordem de 6.6 milhões de Meticais.

No evento virtual, coube ao PCE do Grupo Nedbank, Terece Sibiya, falar das perspectivas da instituição, após a aquisição em 2020 (que culminou com o rebranding, a 28 de Junho último) do Banco Único. Sibiya disse esperar que o banco continue a contribuir para o desenvolvimento do país através do financiamento à economia em vários sectores, para além de energia (como oil&gas), agricultura, construção civil entre outras áreas.

O Grupo Nedbank é um dos quatro maiores bancos da África do Sul. Actualmente está representado em 39 países de África e do mundo. Oferece uma ampla gama de serviços bancários de atacado e varejo, bem como uma oferta crescente de seguros, gestão de activos e gestão de patrimónios.

Disponíveis 15 milhões de USD para financiar PME afectadas pelos ciclones

Está disponível uma Linha de Crédito, no valor de 15 milhões de USD, para financiar Pequenas e Médias Empresas (PME) afectadas pelos ciclones Idai e Kenneth, que devastaram o país em Março e Abril de 2019, respectivamente.

O valor é disponibilizado pelo Banco Mundial, através da Associação de Desenvolvimento Internacional (IDA, sigla em inglês), sendo que a sua implementação está a cargo do Fundo de Apoio à Reabilitação da Economia, através de instituições financeiras.

A novidade foi avançada esta quarta-feira, em Maputo, pelo Gabinete de Reconstrução Pós-Ciclone Idai (GREPOC), durante um colóquio com os órgãos de comunicação social na cidade de Maputo.

De acordo com os dados avançados no encontro, a Linha de Crédito visa financiar investimentos ou a tesouraria de pelo menos duas mil PME, entre elas, pelo menos 600 lideradas por mulheres.

Segundo o GREPOC, são elegíveis ao financiamento PME seleccionadas pelas instituições financeiras participantes, de acordo com os seus processos de concessão de crédito, desde que cumpram os seguintes critérios mínimos: actividade principal baseada nas províncias mais afectadas pelos ciclones (Sofala e Cabo Delgado, bem como Inhambane, Manica, Nampula, Tete e Zambézia); capital e controlo maioritariamente privados; e número de empregados permanentes igual ou inferior a 100, conforme determina o Estatuto Geral das Micro, Pequenas e Médias Empresas. Sublinha que o montante máximo de exposição por beneficiário é de 10 milhões de Meticais.

Dados avançados pelo GREPOC indicam ainda que a amortização do capital será feita em prestações semestrais iguais e consecutivas nas datas de amortização, sendo que a primeira amortização será feita a 30 de Junho de 2022 e a última a 31 de Dezembro de 2026.

Para além da Linha de Crédito, o GREPOC diz existir uma subvenção equivalente para apoiar a recuperação de Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME), no valor de 5 milhões de USD, destinados aos que perderam toda a sua capacidade de produção.

Plano rodoferroviário para diminuir o tráfego de camiões

A Transnet e a Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), a empresa ferroviária estatal de Moçambique, estão a cooperar para aumentar a quantidade de carga na linha ferroviária que atravessa a fronteira de Lebombo. “Um porto seco no posto fronteiriço de Ressano Garcia está em construção e quase concluído”, disse o porta-voz do CFM, Adelio Dias.

A modernização da linha ferroviária em Moçambique visa aumentar o comércio com a África do Sul e diminuir o número de camiões que utilizam a estrada através da fronteira de Lebombo.

“O porto seco destina-se ao transbordo de carvão, magnetite e outros minerais dos camiões rodoviários para os caminhos-de-ferro”. A empresa moçambicana empreendeu este projecto com o objectivo de descongestionar a EN4 que lidera a entrada e saída de Moçambique através do Posto Fronteiriço de Lebombo.

“O objectivo é ainda mais maximizar a utilização da linha ferroviária”, disse Dias. Não estão actualmente em construção novas linhas em Moçambique. A linha existente de Ressano Garcia, que verá melhorias significativas, foi construída em 1895 e ainda está a ser utilizada. “Na linha de Ressano Garcia, duplicamos a linha de Maputo até à estação de Matola Gare. Existe uma única linha desde a estação de Matola Gare até à estação de Ressano Garcia”, acrescentou Dias.

“Há um projecto em preparação para duplicar a linha desde a Estação de Matola Gare até à Estação de Moamba”. A linha de Ressano Garcia tem um comprimento de 88 km. Segundo Dias, a linha ferroviária no lado moçambicano da fronteira beneficiou de melhoramentos e reabilitação no valor de cerca de 20 milhões de dólares, o que incluiu melhoramentos nas pontes ferroviárias e melhoria da sinalização e telecomunicações.

Como parte da estratégia rodo-ferroviária da Transnet, definida em 2012, a Transnet Freight Rail (TFR) procura transferir anualmente pelo menos 2% do transporte ferroviário de mercadorias da estrada para o caminho-de-ferro, reduzindo assim o custo de fazer negócios na África do Sul. “A TFR está também ciente do facto de que uma rede ferroviária ligada regionalmente é fundamental para o crescimento económico do continente”, disse a porta-voz da Transnet, Jane Moshoeshoe.

Moshoeshoe assegurou que o caminho-de-ferro do lado sul-africano se encontra num estado adequado para lidar com o aumento da carga. “A infra-estrutura ferroviária do lado sul-africano da fronteira de Lebombo está em condições de ser utilizada e está operacional”, disse ela. “Tem havido um crescimento significativo dos volumes destinados a Maputo neste corredor”.

Reivindicação do preço de cimento: Nem todas empresas protestantes pertencem a indústria

Parte das empresas que reivindicam o reajuste do preço da venda do cimento na região sul do país, não pertencem ao ramo da indústria cimenteira, afirma o Ministério da Indústria e Comércio.

Este é um dos dados preliminares da investigação em curso depois de algumas empresas de fabrico de cimento terem exigido ao governo o agravamento do preço de comercialização do cimento por parte da empresa Dugongo Cimentos.

As referidas produtoras alegam que pelo facto de a Dugongo ser a única produtora de clínquer no país, acaba colocando as outras em estado de dependência, por não terem esta componente nas suas unidades de produção.

O Ministério da Indústria e Comércio, Carlos Mesquita, avança que depois de um encontro com a direcção de algumas destas empresas, constatou-se que as mesmas não apresentam os requisitos para serem contempladas na classe de indústrias cimenteiras.

“ Tive oportunidade de me reunir já com duas dessas empresas que nos enviaram essa carta. Nem todas elas são empresas cimenteiras”, afirmou.

Mesquita disse ainda que “Há classes, há empresas cimenteiras de ciclo completo que é o caso da Dugongo por exemplo, que extrai calcário, processa para clínquer, produz, tem energia e vende. Há empresas que apanham o processo a meio, importam ou compram o clínquer para depois avançar e há algumas, que eventualmente sejam essas que dizem que já fecharam as portas, que compram o produto acabado daqui e acolá e misturam e também são qualificadas como cimenteiras, não são. Então, isto tudo está a ser analisado com profundidade porque queremos que as nossas indústrias prosperem dentro de um ambiente próprio de competitividade são para o desenvolvimento deste país e o impacto que os preços estão a ter hoje em dia nós vemos; cria-se uma série de actividades, temos mais pedreiros, mais obras acontecem, tem um efeito multiplicativo: É isto que nós queremos que aconteça, não só no cimento como em outras indústrias”.

Mitsui ‘optimista’ sobre o reinício do projecto de GNL

O chefe executivo da multinacional japonesa Mitsui expressou “optimismo” em relação ao projecto de gás natural da Área 1 no norte de Moçambique, congratulando-se com os progressos na restauração da segurança na região, disse uma fonte governamental em Wednesda

A fonte disse à Lusa que Motoyasu Nozaki expressou as suas expectativas numa reunião com o Ministro dos Recursos Minerais e Energia, Max Tonela, como parte de uma visita a Moçambique para se encontrar com funcionários locais.

Motoyasu disse estar “muito encorajado com os últimos desenvolvimentos em Cabo Delgado”, referindo-se ao progresso na luta contra os “grupos terroristas” que assolam a província.

Uma paz duradoura e sustentável é fundamental para um ambiente favorável ao investimento e desenvolvimento socioeconómico na província, disse.

Motoyasu Nozaki disse que o restabelecimento da segurança deveria beneficiar também as comunidades que vivem nas áreas de implementação de projectos de gás natural e a população de Cabo Delgado em geral.

A companhia japonesa é um parceiro estratégico da companhia petrolífera francesa Total na Área 1 do projecto de exploração de gás natural liquefeito na bacia do Rovuma.

O consórcio foi forçado a suspender a sua operação após ataques armados a 24 de Março na aldeia de Palma, perto do desenvolvimento, que é o maior investimento privado em África.

A luta contra grupos armados em Cabo Delgado registou progressos significativos após a reconquista, no domingo, da cidade de Mocímboa da Praia, uma das principais cidades da província, numa operação conjunta das forças governamentais moçambicanas e ruandesas.

Na terça-feira, o comandante do exército moçambicano, Cristóvão Chume, disse que a força conjunta moçambicana e ruandesa está a destacar “missões de limpeza” através do distrito de Mocímboa da Praia.