Thursday, June 4, 2026
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Campanha de comercialização agrícola 2024 em Maputo prevê comercialização de 189 Mil toneladas de produtos

Milho

O Conselho dos Serviços de Representação do Estado na cidade de Maputo anunciou que pretende comercializar durante a campanha agrícola de 2024 cerca de 189 mil toneladas de produtos diversos. Os produtos incluem 132,374 toneladas de hortícolas, 1,396 toneladas de leguminosas, 5 mil toneladas de tubérculos e 236 mil toneladas de cereais.

O lançamento da campanha ocorreu no distrito municipal Ka Mavota, sob o tema “Comercialização agrícola, dinamizadora do agro-negócio e industrialização”. O director de Actividades Económicas na cidade de Maputo, Hélio Nunes, destacou a importância da cadeia de produção agrícola e o papel fundamental da comercialização na dinamização do sector.

Por outro lado, o administrador do distrito municipal Ka Mavota, Rodrigo Matavel, mencionou os desafios enfrentados pelos agricultores devido às enxurradas na zona Sul do país, que resultaram na perda de parte considerável de produtos agrícolas. Ele enfatizou a importância do evento para promover a produtividade na cidade de Maputo, destacando produtos como alfaces, repolho e cebola produzidos numa área de 816 hectares.

O evento incluiu um debate sobre os desafios do sector agrícola, o potencial da cidade de Maputo e a cadeia de valor, abordando temas como produção, distribuição, transporte, vias de acesso, processamento, comercialização interna e exportação.

Agricultural marketing campaign 2024 in Maputo foresees the sale of 189 thousand tons of products

Milho

The Council of State Representation Services in Maputo City has announced that it intends to market around 189,000 tons of various products during the 2024 agricultural campaign. The products include 132,374 tons of vegetables, 1,396 tons of legumes, 5,000 tons of tubers and 236,000 tons of cereals.

The campaign was launched in the Ka Mavota municipal district, under the theme “Agricultural marketing, boosting agribusiness and industrialization”. The director of Economic Activities in Maputo City, Hélio Nunes, highlighted the importance of the agricultural production chain and the fundamental role of marketing in boosting the sector.

On the other hand, the administrator of the Ka Mavota municipal district, Rodrigo Matavel, mentioned the challenges faced by farmers due to the floods in the southern part of the country, which resulted in the loss of a considerable amount of agricultural produce. He emphasized the importance of the event in promoting productivity in the city of Maputo, highlighting products such as lettuce, cabbage and onions produced on an area of 816 hectares.

The event included a debate on the challenges facing the agricultural sector, the potential of Maputo City and the value chain, covering topics such as production, distribution, transportation, access routes, processing, internal marketing and exports.

Sector privado de Manica defende a instalação de refinaria de ouro

Manica ouro

O presidente do Conselho Empresarial de Manica (CPE), Alcides Cintura, defendeu a instalação de uma refinaria de ouro na província para ampliar a base tributária e organizar o sector mineiro. Ele destacou que Manica é rica em recursos minerais, incluindo ouro e pedras preciosas, mas a exploração ainda é descontrolada em alguns distritos.

Cintura ressaltou que a refinaria não só aumentaria a empregabilidade para os jovens, mas também incrementaria os níveis de arrecadação de receitas para o Estado e dinamizaria a cadeia de valor dos recursos minerais.

Apesar dos ganhos recentes com a existência de cooperativas de mineração, o presidente do CPE afirmou que a exploração clandestina ainda é predominante em muitos distritos. Ele apontou que o garimpo ilegal atrai cidadãos nacionais e estrangeiros, principalmente jovens, que exploram o ouro de forma nociva ao meio-ambiente e vendem o produto sem tributação.

Actualmente, existem em Manica dez associações, 20 empresas e mais de 8 mil mineradores artesanais dedicados à extracção de ouro, segundo Cintura. A instalação de uma refinaria de ouro seria um passo importante para regularizar a exploração mineral na região.

Manica’s private sector defends the installation of a gold refinery

Manica ouro

The president of the Manica Business Council (CPE), Alcides Cintura, defended the installation of a gold refinery in the province to broaden the tax base and organize the mining sector. He pointed out that Manica is rich in mineral resources, including gold and precious stones, but exploitation is still uncontrolled in some districts.

Cintura pointed out that the refinery would not only increase employability for young people, but would also increase levels of revenue collection for the state and boost the value chain of mineral resources.

Despite recent gains with the existence of mining cooperatives, the CPE president said that clandestine mining is still prevalent in many districts. He pointed out that illegal mining attracts national and foreign citizens, especially young people, who exploit gold in an environmentally harmful way and sell the product without taxation.

In Manica, there are currently ten associations, 20 companies and more than 8,000 artisanal miners dedicated to gold mining, according to Cintura. The installation of a gold refinery would be an important step towards regularizing mineral exploitation in the region.

ENH e Sasol preveem início da produção de gás de cozinha em Inhassoro até o final do Ano

industria

A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) anunciou que a unidade de processamento de gás de cozinha em Inhassoro, província de Inhambane, poderá iniciar a produção até o final deste ano. A previsão foi feita pelo presidente do Conselho de Administração (PCA) da ENH, Estêvão Pale, no relatório e contas de 2023 divulgado pela empresa.

O projecto do Acordo de Partilha de Produção (PSA) em parceria com a petroquímica sul-africana Sasol prevê a implementação da Central Térmica de Temane (CTT), com capacidade de 450 megawatts de energia elétrica, e da planta de processamento de 30 mil toneladas por ano de gás de cozinha (GPL) em Inhassoro. Estima-se que a produção poderá começar até o final de 2024.

Além da produção de GPL, o projecto de PSA também contempla a produção de 53 milhões de megajoules de gás natural por ano e a produção de 4 mil barris de petróleo leve por dia.

O ano fiscal de 2023 foi marcado pela redução das actividades dos projectos da bacia do Rovuma, no Norte da província de Cabo Delgado, devido à manutenção da ‘força maior’ invocada em 2021 pela TotalEnergies, em resposta aos ataques terroristas, conforme descreveu o PCA da ENH.

A ENH, subordinada ao Ministério dos Recursos Naturais e Energia (MIREME), dedica-se à prospecção, pesquisa, desenvolvimento, produção, transporte, transmissão e comercialização de hidrocarbonetos e seus derivados, incluindo importação e exportação. A empresa conta com mais de 220 trabalhadores e um capital social que ascende aos 749 milhões de meticais.

ENH and Sasol plan to start producing cooking gas in Inhassoro by the end of the year

industria

Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) has announced that the cooking gas processing unit in Inhassoro, Inhambane province, could start production by the end of this year. The forecast was made by the chairman of ENH’s Board of Directors (PCA), Estêvão Pale, in the 2023 report and accounts released by the company.

The Production Sharing Agreement (PSA) project in partnership with South African petrochemical company Sasol foresees the implementation of the Temane Thermal Power Plant (CTT), with a capacity of 450 megawatts of electricity, and the 30,000 tons per year cooking gas (LPG) processing plant in Inhassoro. It is estimated that production could begin by the end of 2024.

In addition to LPG production, the PSA project also includes the production of 53 million megajoules of natural gas per year and the production of 4,000 barrels of light oil per day.

The 2023 fiscal year was marked by a reduction in the activities of projects in the Rovuma basin, in the north of Cabo Delgado province, due to the maintenance of the ‘force majeure’ invoked in 2021 by TotalEnergies, in response to the terrorist attacks, as described by ENH’s CEO.

ENH, under the Ministry of Natural Resources and Energy(MIREME), is dedicated to prospecting, research, development, production, transportation, transmission and marketing of hydrocarbons and their derivatives, including imports and exports. The company has more than 220 employees and a share capital of 749 million meticais.

 

 

AMOMIF: Procedimentos incorrectos nas discussões sobre salário mínimo prejudicam IMF

IMF

A AMOMIF (Associação Moçambicana de Operadores de Microfinanças) vai participar nas negociações relativas à concertação social e fixação de salário mínimo, que iniciaram, sexta-feira, dia 5 de Abril, em Maputo.

A organização, que será representada por Enoque Changamo, membro do Conselho de Direcção da AMOMIF e presidente da Caixas Comunitárias de Moçambique (CCOM), acredita que o formato da discussão sobre o salário mínimo enferma de um procedimento incorrecto e prejudicial às lnstituições Microfinanceiras (IMF). Com efeito, enquanto as microfinanças e microseguros se mantiverem integrados no chamado “sector 8”,  que é onde participam os bancos e as seguradoras, o estabelecimento do salário mínimo para as IMF será incorrectamente influenciado pelos lucros e avultados volumes de negócios que caracterizam os grandes bancos comerciais.

“Nas negociações de 2023 resultou que o salário mínimo dos bancos e seguradoras foi estipulado em 16.061 meticais, enquanto para as IMF foi imposto o montante de 14.241 meticais, ou seja, uma diferença de apenas 1.800 meticais.  Das cerca de 50 IMFs, que actualmente são membros da AMOMIF, quase nenhuma consegue sustentar uma folha salarial onde o valor mínimo seja tão elevado”, disse o presidente da AMOMIF, António Souto.

Ademais, um outro aspecto que preocupa a AMOMIF, é a questão da divisão salarial que não tem respeitados os princípios de equitatividade, tendo o gestor das Instituições Microfinanceiras, destacado que “Em localidades onde existem operadores de microfinanças acontece que um servente de uma destas instituições ganha tanto ou mais que um assistente de enfermeiro, na mesma localidade. Assim, pessoas vizinhas, mas com qualificações técnicas bem diferenciadas são negativamente discriminadas, devido a uma percepção errada do que é o sector financeiro”.

A questão salarial é uma das causas que tem inibido as IMF a tornarem-se entidades formais ou a seguirem os procedimentos legais na contratação de colaboradores, sob o risco de serem penalizadas pelas autoridades competentes.

Para superar este modelo de negociação, a direcção da AMOMIF apela aos seus membros a partilhar os seus pontos de vista e recomendações em apoio à delegação que, liderada pelo presidente da CCOM, irá levar a voz e preocupações do sector à mesa de discussão. Para tal, o secretariado da AMOMIF irá disponibilizar um grupo na plataforma whatsapp para receber os contributos de todos os interessados.

AMOMIF: Incorrect procedures in discussions on minimum wage harm MFI

IMF

AMOMIF (Mozambican Association of Microfinance Operators) will take part in the negotiations on social consultation and setting the minimum wage, which began on Friday, April 5, in Maputo.

The organization, which will be represented by Enoque Changamo, a member of AMOMIF’s Board of Directors and president of Caixas Comunitárias de Moçambique (CCOM), believes that the format of the discussion on the minimum wage is flawed and harmful to microfinance institutions (MFIs). In fact, as long as microfinance and microinsurance remain part of the so-called “sector 8”, which is where banks and insurance companies participate, the establishment of the minimum wage for MFIs will be incorrectly influenced by the profits and large volumes of business that characterize the large commercial banks.

“In the 2023 negotiations, the minimum wage for banks and insurance companies was set at 16,061 meticais, while for MFIs it was set at 14,241 meticais, a difference of just 1,800 meticais. Of the 50 or so MFIs that are currently members of AMOMIF, almost none can sustain a payroll where the minimum amount is so high,” said the president of AMOMIF, António Souto.

In addition, another aspect that worries AMOMIF is the issue of the wage division, which does not respect the principles of fairness. The manager of the Microfinance Institutions pointed out that “In localities where there are microfinance operators, it happens that a servant at one of these institutions earns as much or more than a nurse’s assistant in the same locality. Thus, people who are neighbors but have very different technical qualifications are negatively discriminated against due to a misconception of what the financial sector is.”

The salary issue is one of the causes that has inhibited MFIs from becoming formal entities or following legal procedures when hiring employees, at the risk of being penalized by the competent authorities.

In order to overcome this negotiation model, the AMOMIF board is calling on its members to share their views and recommendations in support of the delegation which, led by the president of CCOM, will bring the voice and concerns of the sector to the discussion table. To this end, the AMOMIF secretariat will set up a group on the whatsapp platform to receive contributions from all interested parties.

Japão e SAPP firmam parceria para desenvolver energias renováveis na África Austral

Energias

A Agência Japonesa de Cooperação Internacional (JICA) e o Grupo de Energia da África Austral (SAPP) oficializaram uma parceria para o “Projecto de Reforço do Sistema de Energia Regional do Grupo de Energia da África Austral”, com o objectivo de impulsionar o desenvolvimento de capacidades para operação de sistemas de energia regional e o funcionamento do mercado de energia nos 12 países membros da SAPP.

A região da África Austral possui um grande potencial em energia renovável, como hidroelétrica, solar e eólica. No entanto, a distribuição desses recursos é desigual, dificultando sua utilização plena. Com a demanda por electricidade prevista para atingir 85 mil Megawatt até 2040, é urgente garantir acesso a energia limpa e acessível. Este projecto está alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente os Objectivos 7, 13 e 17, promovendo acesso estável a electricidade limpa e a preços acessíveis na região.

O programa, com duração prevista de 36 meses, será executado pelo Centro de Coordenação do SAPP e incluirá Angola, Botsuana, República Democrática do Congo, Essuatíni, Lesoto, Maláui, Moçambique, Namíbia, África do Sul, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabué. As principais componentes do projecto incluem a identificação de áreas prioritárias para o desenvolvimento de infra-estruturas eléctricas, a aplicação de medidas melhoradas para o funcionamento e controle do sistema, e a melhoria do mercado de energia eléctrica.

Essa iniciativa representa um passo significativo para melhorar os sistemas energéticos regionais, promover a sustentabilidade e impulsionar o desenvolvimento económico na África Austral.

Mono e Mastercard firmam parceria para revolucionar pagamentos digitais em África

Mono e Mastercard firmam parceria para revolucionar pagamentos digitais em África

A Mono Technologies Nigeria Limited, líder em infra-estrutura bancária aberta na África, anunciou uma parceria com a Mastercard para transformar os pagamentos digitais em todo o continente. A colaboração visa introduzir pagamentos conta-a-conta (A2A) seguros e eficientes, utilizando a tecnologia Gateway da Mastercard.

Esta é a primeira implementação de pagamento A2A via Mastercard Gateway na região da Europa Oriental, Médio Oriente e África (EEMEA), que destaca um marco significativo para a indústria de pagamentos digitais na região.

De acordo com o site Empower Africa, a combinação das soluções de open banking da Mono e da tecnologia de pagamento da Mastercard oferece às empresas uma opção simplificada de pagamento A2A. Essa nova solução abre diversas possibilidades para comerciantes, empresas fintech, fornecedores de telecomunicações, governos e instituições financeiras, melhorando a experiência de pagamento para indivíduos e empresas.

“A parceria é um passo crucial para promover a inclusão financeira, a inovação e o crescimento na economia digital africana”, afirmaram em uma declaração conjunta a Mastercard e a Mono.

Para a Mastercard, essa colaboração fortalece sua estratégia de Métodos de Pagamento Alternativos (APM) na Nigéria e avança sua visão de um Mastercard Gateway multi-rail.

“A integração da solução de open banking da Mono alinha-se perfeitamente com nosso compromisso de expandir e melhorar os métodos de pagamento para nossos clientes”, enfatizou Folasade Femi-Lawal, Country Manager e Área Business Head da Mastercard, África Ocidental.

A Mono visa capacitar as empresas com pagamentos directos eficientes e acesso a dados financeiros valiosos dos clientes. Com mais de 50 conexões financeiras estabelecidas em toda a África, a Mono desempenha um papel fundamental na condução da economia da Internet no continente e permite que as empresas personalizem e inovem seus serviços.