Thursday, June 4, 2026
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Moçambique atingiu mais de 200 mil agentes para serviços financeiros via telemóvel

o país registou mais de 200 mil agentes para serviços financeiros

O Banco de Moçambique divulgou que o país atingiu mais de 200 mil agentes nos serviços financeiros via telemóvel, um aumento de 37% em apenas um ano. Conforme revelado no relatório estatístico disponibilizado à Agência Lusa nesta Quinta-feira, 23 de Novembro.

No final de 2022, o total de agentes de IME atingia 147.519, mas em apenas nove meses de 2023, esse número disparou para 203.240. Esses agentes operam através dos serviços dos operadores de telecomunicações móveis, tornando-se uma força vital no ecossistema financeiro moçambicano.

O sistema de Instituições de Moeda Electrónica está associado a três operadoras de telecomunicações móveis, proporcionando aos cidadãos serviços financeiros convenientes via telefone celular. Esses serviços incluem transferências de dinheiro entre clientes e pagamento de serviços, representando uma solução inovadora que simplifica e amplia o acesso da população a serviços financeiros, utilizando apenas dispositivos móveis.

O relatório do Banco de Moçambique destaca que a iniciativa tem sido um catalisador para a inclusão financeira, permitindo que uma parcela significativa da população tenha acesso a serviços financeiros de forma mais eficiente e acessível.

Entretanto, o Governo moçambicano, em sua proposta orçamental para 2024, actualmente em debate no Parlamento, delineia planos para continuar reformas na política fiscal. Estas incluem medidas como a tributação das comissões geradas pelos agentes e instituições de moeda electrónica, visando incrementar a arrecadação de receitas e fortalecer ainda mais o sector financeiro do país.

O cenário das Instituições de Moeda Electrónica em Moçambique teve seu início em 2012, com o lançamento da Carteira Móvel mKesh pela operadora estatal Tmcel, seguida pelo M-Pesa da Vodacom em 2013 e, no ano seguinte, o e-Mola da Movitel.

Destacando o crescimento significativo, somente na cidade de Maputo, o número de agentes que oferecem esses serviços nas ruas atingiu 32.044 até o final de Setembro, praticamente triplicando em comparação a 2018.

Essa expansão notável do sector de Instituições de Moeda Eletrónica no país sinaliza um movimento consistente em direcção a uma sociedade mais digital e inclusiva, ao mesmo tempo, em que o governo busca maneiras inovadoras de fortalecer a base fiscal e promover o desenvolvimento económico sustentável em Moçambique.

Mozambique reaches over 200,000 agents for financial services cell phone

o país registou mais de 200 mil agentes para serviços financeiros

The Bank of Mozambique has announced that the country has reached more than 200,000 agents for financial services via cell phone, an increase of 37% in just one year, as revealed in the statistical report made available to Agência Lusa on Thursday, November 23.
At the end of 2022, the total number of EMI agents stood at 147,519, but in just nine months of 2023, that number skyrocketed to 203,240. These agents operate through the services of mobile telecommunications operators, becoming a vital force in the Mozambican financial ecosystem.
The Electronic Money Institutions system is associated with three mobile telecommunications operators, providing citizens with convenient financial services via cell phone. These services include money transfers between customers and payment for services, representing an innovative solution that simplifies and expands the population’s access to financial services, using only mobile devices.

The Bank of Mozambique report highlights that the initiative has been a catalyst for financial inclusion, allowing a significant portion of the population to access financial services more efficiently and affordably.
Meanwhile, the Mozambican government, in its budget proposal for 2024, currently being debated in Parliament, outlines plans to continue reforms in fiscal policy. These include measures such as taxing the commissions generated by e-money agents and institutions, with the aim of increasing revenue collection and further strengthening the country’s financial sector.
The scenario of electronic money institutions in Mozambique began in 2012, with the launch of the mKesh Mobile Wallet by state-owned operator Tmcel, followed by Vodacom’s M-Pesa in 2013 and, the following year, Movitel’s e-Mola.
Highlighting the significant growth, in Maputo city alone, the number of agents offering these services on the streets reached 32,044 by the end of September, practically tripling compared to 2018.
This remarkable expansion of the Electronic Money Institutions sector in the country signals a consistent move towards a more digital and inclusive society, at the same time as the government is looking for innovative ways to strengthen the tax base and promote sustainable economic development in Mozambique.

Agência do Vale do Zambeze anuncia quarta carteira de financiamento para PME’s prevista para Maio

A Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze, entidade governamental centralizada no Zambeze, anuncia a quarta janela de financiamento para Pequenas e Médias Empresas (PME’s), prevista para maio. Cobrindo cerca de 40 distritos, aproximadamente 25% da população moçambicana, a agência busca impulsionar o desenvolvimento regional.

Durante o Fórum de Investimento: Moçambique-UE, o Director Geral, Roberto Mito, ressaltou o compromisso da agência em fornecer assistência técnica às PME’s. Destacou o Fundo Catalítico de Inovação e Construção, em operação há mais de 5 anos, gerido internamente pela agência do Zambeze.

Mito enfatizou a competitividade dos projectos, detalhando o processo de submissão e avaliação. O Fundo Catalítico de Inovação, actualmente com 61 milhões de dólares, iniciou-se com 20 milhões de dólares do Banco Mundial.

Além disso, Mito anunciou a expansão das exportações de polvo pela província de Nampula para os mercados europeus, juntamente com apoio a projectos de produção de lichia em Manica e fornecedores de cana para a produção de açúcar orgânico. Com um investimento total de um e meio milhão de dólares, metade do fundo é direcionado a grandes empresas e o restante às PME’s.

A Agência do Vale do Zambeze actualmente disponibiliza uma janela de financiamento para as PME’s, com o fundo a ser desembolsado ainda este ano, beneficiando aproximadamente 24 projectos. Paralelamente, está em marcha a terceira janela do Fundo Catalítico para Inovação e Demonstração (FCID) da África Austral, visando estimular a actividade do sector privado.

Max Tonela: O Potencial energético projecta Moçambique para uma posição relevante no mundo.

Max Tonela: O Potencial energético projecta Moçambique para uma posição relevante no mundo.

Moçambique “tem condições objectivas para se tornar um importante actor na produção e exportação de energia limpa para vários destinos à escala global, num momento em que o gás natural da bacia do Rovuma se apresenta como uma alternativa para a transição energética”. Esta convicção foi expressa quarta-feira (22) em Maputo pelo Ministro da Economia e Finanças, Max Tonela, na abertura da primeira edição do Fórum de Investimento Global Gateway Moçambique – União Europeia (UE), uma organização conjunta entre o Governo de Moçambique e a Delegação da UE e a Associação das Câmaras de Comércio Europeias (EUROCAM).

Segundo o governante, o país tem um grande potencial energético capaz de oferecer ao mundo alternativas para a segurança energética global, referindo-se ao arranque da plataforma flutuante de produção de gás natural liquefeito (GNL) há cerca de um ano, que marcou o início da uma nova era para Moçambique. “Gostaríamos de ver uma maior colaboração entre as pequenas e médias empresas moçambicanas e europeias, que garantam a transformação local destes recursos. Acreditamos que, juntos, estamos em condições de oferecer ao mundo alternativas para a segurança energética global”, enfatizou Max Tonela, acrescentando que as alterações climáticas estão a forçar o mundo a adoptar uma nova abordagem à utilização de energias limpas e menos poluentes.

Além disso, o ministro considerou que Moçambique e a UE têm todos os elementos para se posicionarem conjuntamente na vanguarda da transição energética verde, combinando os recursos moçambicanos e a excelência tecnológica europeia. Como tal, “estes recursos devem ser utilizados para fazer da nossa matriz energética o centro energético da região da África Austral”.

Na mesma ocasião, Tonela desafiou os investidores a olharem para a indústria transformadora moçambicana, pois esta desempenha um papel fundamental no desenvolvimento da economia e na diversificação da base produtiva.

“A transformação local de bens exportados com um actual baixo nível de processamento representa uma excelente oportunidade de investimento, particularmente na produção agrícola de minerais críticos como grafite, areias pesadas e lítio. Não existem motores elétricos sem grafite, muito menos lítio. Portanto, parcerias estruturadas entre europeus e moçambicanos podem aliviar esta procura e devem ajudar a acelerar a industrialização de Moçambique”, sublinhou.

A disponibilização de infra-estruturas eficientes e acessíveis é também outro dos desafios que a economia moçambicana enfrenta e que se apresenta como uma oportunidade de investimento, segundo o ministro. Neste sentido, “existem diversas oportunidades de investimento no país”.

Max Tonela: The energy potential projects Mozambique into a relevant position in the world.

Max Tonela: O Potencial energético projecta Moçambique para uma posição relevante no mundo.

Mozambique “has the objective conditions to become an important player in the production and export of clean energy to various destinations on a global scale, at a time when natural gas from the Rovuma basin is presenting itself as an alternative for the energy transition”. This conviction was expressed on Wednesday (22) in Maputo by the Minister of Economy and Finance, Max Tonela, at the opening of the first edition of the Global Gateway Mozambique – European Union (EU) Investment Forum, a joint organization between the Government of Mozambique and the EU Delegation and the Association of European Chambers of Commerce (EUROCAM).

According to the government official, the country has great energy potential capable of offering the world alternatives for global energy security, referring to the start-up of the floating liquefied natural gas (LNG) production platform around a year ago, which marked the beginning of a new era for Mozambique. “We would like to see greater collaboration between small and medium-sized Mozambican and European companies to ensure the local transformation of these resources. We believe that, together, we are in a position to offer the world alternatives for global energy security,” emphasized Max Tonela, adding that climate change is forcing the world to adopt a new approach to the use of clean and less polluting energies.

In addition, the minister considered that Mozambique and the EU have all the elements to position themselves jointly at the forefront of the green energy transition, combining Mozambican resources and European technological excellence. As such, “these resources should be used to make our energy matrix the energy center of the Southern African region”.
On the same occasion, Tonela challenged investors to look at the Mozambican manufacturing industry, as it plays a fundamental role in developing the economy and diversifying the production base.
“The local transformation of exported goods with a current low level of processing represents an excellent investment opportunity, particularly in the agricultural production of critical minerals such as graphite, heavy sands and lithium. There are no electric motors without graphite, let alone lithium. Therefore, structured partnerships between Europeans and Mozambicans can alleviate this demand and should help accelerate Mozambique’s industrialization,” he stressed.
Providing efficient and accessible infrastructure is also another of the challenges facing the Mozambican economy, which presents itself as an investment opportunity, according to the minister. In this sense, “there are several investment opportunities in the country”.

Stella Machel: de Moçambique para o mundo

Entrevista com Stella Machel da Amazon Web Services

Tivemos o privilégio de conversar com Stella Machel, uma jovem moçambicana em ascensão no sector financeiro. A sua história, marcada por mais de 14 anos de experiência, é um relato inspirador de determinação, inovação e visão extraordinária.

Stella compartilhou connosco os factores que a atraíram para o sector financeiro, destacando a influência de suas raízes moçambicanas que a levaram até aos escritórios da Amazon Web Services.

Junte-se a nós nesta entrevista inspiradora, onde exploramos a jornada de uma líder dinâmica no cenário global.

O que a atraiu para uma carreira em finanças e como as suas raízes moçambicanas moldaram sua escolha?

Nasci em Maputo, nas proximidades do estádio da Machava. Vivi por lá até os meus 5 anos e depois me mudei para o Bairro do jardim. A minha mãe foi minha maior influência, sendo um exemplo de resiliência, inspiração e determinação, mas também fui influenciada por um amigo que estava exposto a um ambiente universitário, aquela amizade me abriu possibilidades e colocou-me a pensar na escolha do meu curso. Então, resolvi fazer o curso de Economia e Gestão na Universidade Católica na Beira, onde me apaixonei pelas disciplinas relacionadas ao sector financeiro, o que foi decisivo na minha escolha profissional. Após finalizar os meus estudos na Beira, eu tinha noção clara do que queria e umas das minhas metas era aprimorar as minhas habilidades através de uma carreira internacional.  Fiz o MBA no MIT Sloan School of Management, que representou um ponto-chave para minha ascensão profissional.

Quais foram os primeiros passos que deu no sector financeiro?

O meu início de carreira foi sem dúvida desafiador e um pouco difícil. No segundo ano da faculdade, enfrentei um momento crítico quando minha mãe não podia mais pagar os meus estudos, nesse momento, decidi enviar cartas para bancos e organizações para que financiassem os meus estudos e após terminar o curso eu pudesse lá trabalhar. A minha determinação abriu portas no Banco ABC, marcando o início da minha jornada profissional.

Depois de concluir meus estudos, tive a oportunidade de estagiar em no Banco ABC, onde me envolvi num pequeno projecto que surpreendentemente cresceu e se transformou em algo maior. Quando o projecto terminou, o banco decidiu me contratar permanentemente. Alí mergulhei em praticamente todos os departamentos do banco, experimentei um pouco de tudo. Essa experiência se revelou fundamental para o crescimento profissional e me deu uma compreensão abrangente de cenário financeiro. Depois ingressei no Standard Bank o que contribuiu significativamente para a área de banca de negócios e expandindo minhas habilidades. No Standard Bank, trabalhei na área de gestão de negócios, onde actuava no desenho de estratégias eficientes para tomada de decisões.

Em 2019, mudou-se para os EUA. O que motivou esta mudança e qual o impacto que teve na sua carreira?

Eu tinha um sonho: queria ser uma inspiração e experimentar um trabalho no estrageiro.

Essa foi a aspiração que impulsionou minha decisão pela busca de uma educação global por meio da Fulbright-Humphrey Fellowship nos Estados Unidos que me deu visibilidade internacional e a oportunidade para ser chamada pela Amazon. A experiência na Amazon Web Services representa um capítulo significativo na minha jornada profissional, alinhando-se perfeitamente com a minha busca pelo crescimento e impacto global. A Amazon tem diversos sectores, desde comunicação até finanças, estou de coração aberto para adquirir mais conhecimento e alcançar meu objectivo de ser uma líder financeira globalmente influente.Top of Form

Que conselhos deixa para outros jovens moçambicanos que procuram por uma carreira internacional?

É tudo uma questão de ousadia e disposição para aprender. Muitas vezes sinto que não consigo manter um bom equilíbrio entre minha vida profissional e pessoal. A busca pelo equilíbrio é constante, mesmo que não seja perfeita, estou sempre a tentar melhorar essa harmonia entre o pessoal e o profissional.

Primeiro eduquem-se, busquem conhecimento, e não subestimem o poder da educação em abrir portas para um futuro brilhante. Por fim, Sonhem. Eu nasci numa pequena casa, e hoje consigo estar na mesma sala que o CEO da segunda maior empresa do mundo. Eu nunca imaginaria que isso seria possível, por isso sejam sonhadores selvagens, sejam honestos com seus sonhos e convosco mesmos.

Siga e acompanhe o percurso profissional da Stella Machel, através da rede social abaixo….

LinkedIn: Stella Machel

Stella Machel: from Mozambique to the world

Entrevista com Stella Machel da Amazon Web Services

We had the privilege of talking to Stella Machel, a young Mozambican woman on the rise in the financial sector. Her story, marked by more than 14 years of experience, is an inspiring tale of determination, innovation and extraordinary vision.
Stella shared with us the factors that attracted her to the financial sector, highlighting the influence of her Mozambican roots that led her to the offices of Amazon Web Services.
Join us for this inspiring interview, where we explore the journey of a dynamic leader on the global stage.

What attracted you to a career in finance and how did your Mozambican roots shape your choice?

I was born in Maputo, near the Machava stadium. I lived there until I was five and then moved to Bairro do Jardim. My mother was my biggest influence, being an example of resilience, inspiration and determination, but I was also influenced by a friend who was exposed to a university environment, and that friendship opened up possibilities for me and got me thinking about choosing my course. So I decided to study Economics and Management at the Catholic University in Beira, where I fell in love with the subjects related to the financial sector, which was decisive in my career choice. After finishing my studies in Beira, I had a clear idea of what I wanted and one of my goals was to improve my skills through an international career. I did my MBA at the MIT Sloan School of Management, which was a key point in my professional rise.

What were your first steps in the financial sector?


My early career was undoubtedly challenging and somewhat difficult. In the second year of college, I faced a critical moment when my mother could no longer afford to pay for my studies, at which point I decided to send letters to banks and organizations so that they would finance my studies and after finishing the course I could work there. My determination opened doors at Banco ABC, marking the beginning of my professional journey.
After completing my studies, I had the opportunity to do an internship at ABC Bank, where I got involved in a small project that surprisingly grew into something bigger. When the project ended, the bank decided to hire me permanently. There I immersed myself in practically every department of the bank, experiencing a bit of everything. This experience proved fundamental to my professional growth and gave me a comprehensive understanding of the financial landscape. I then joined Standard Bank, which contributed significantly to the business banking area and expanded my skills. At Standard Bank, I worked in the business management area, where I was involved in designing efficient decision-making strategies.

In 2019, you moved to the USA. What motivated this move and what impact did it have on your career?


I had a dream: I wanted to be an inspiration and experience working abroad.
This was the aspiration that drove my decision to pursue a global education through the Fulbright-Humphrey Fellowship in the United States, which gave me international visibility and the opportunity to be called by Amazon. The experience at Amazon Web Services represents a significant chapter in my professional journey, aligning perfectly with my quest for growth and global impact. Amazon has diverse sectors, from communications to finance, and I have my heart set on acquiring more knowledge and achieving my goal of being a globally influential financial leader.

What advice do you have for other young Mozambicans looking for an international career?


It’s all about daring and a willingness to learn. I often feel that I can’t keep a good balance between my professional and personal life. The search for balance is constant, even if it’s not perfect, I’m always trying to improve this harmony between the personal and the professional.
First educate yourself, seek knowledge, and don’t underestimate the power of education to open doors to a bright future. Finally, dream. I was born in a small house, and today I get to be in the same room as the CEO of the second largest company in the world. I would never have imagined that this would be possible, so be wild dreamers, be honest with your dreams and with yourself.

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LinkedIn: Stella Machel

Governo aprova estratégia nacional de transição energética

O Conselho de Ministros aprovou ontem (21), na sua 40.ª Sessão Ordinária, a resolução que aprova a Estratégia de Transição Energética Justa (ETE), anunciou Carlos Zacarias, Ministro dos Recursos Minerais e Energia, durante o Fórum de Negócios Moçambique – UE, que decorre em Maputo, entre 22 e 23 de Novembro.

 Por seu turno, Carlos Zacarias considera que Moçambique com seu potencial em recursos energéticos renováveis, posiciona-se como fonte crucial de energia, capaz de ajudar a atender as necessidades energéticas nacionais, regionais e globais, preservando ao mesmo tempo, a segurança energética e a descarbonização.

A visão de médio e longo prazo na área de energia, levou o governo a aprovar um quadro regulatório que tem flexibilizado a atração de investimentos e o desenvolvimento de projectos estruturantes.

A estratégia nacional de electrificação, aprovada em 2018, o plano director integrado de infra-estruturas eléctricas 2018-2043, a lei de electricidade recentemente aprovada, em 2022, a estratégia de eficiência energética e o robusto quadro regulamentar de acesso a energia fora da rede concluido em 2022, tem nos permitido dar passos galopantes, para o acesso universal a energia em 2030 e o desenvolvimento da indústria nacional, com a visão de alimentar o continente.

A estratégia de transição energética, que foi aprovada ontem, na sessão do conselho de ministros, vai permitir ao governo, complementar a matriz das políticas existentes no país com base numa transição energética justa com três principais objectivos (i) gerar o crescimento socio-económico inclusivo (ii) tornar-se no polo regional de energia e (iii) contribuir para a transição energética global.

Refira-se que esta acção vai permitir uma maior abertura e oportunidades de investimentos no desenvolvimento de  corredores  de investimentos verdes, expansão da rede e soluções domésticas através de projectos a serem implementados.

Government approves national energy transition strategy

Yesterday (21), at its 40th Ordinary Session, the Council of Ministers approved the resolution approving the Just Energy Transition Strategy (ETE), announced Carlos Zacarias, Minister of Mineral Resources and Energy, during the Mozambique – EU Business Forum, taking place in Maputo from November 22 to 23.

For his part, Carlos Zacarias believes that Mozambique, with its potential in renewable energy resources, is positioning itself as a crucial source of energy, capable of helping to meet national, regional and global energy needs, while at the same time preserving energy security and decarbonization.

The government’s medium and long-term vision in the energy sector has led it to approve a regulatory framework that has made it easier to attract investment and develop structuring projects.

The national electrification strategy approved in 2018, the integrated electricity infrastructure master plan 2018-2043, the recently approved electricity law for 2022, the energy efficiency strategy and the robust regulatory framework for off-grid energy access completed in 2022, have allowed us to take galloping steps towards universal energy access in 2030 and the development of national industry, with the vision of powering the continent.

The energy transition strategy, which was approved yesterday at the Council of Ministers session, will allow the government to complement the country’s existing policy matrix based on a just energy transition with three main objectives (i) to generate inclusive socio-economic growth (ii) to become the regional energy hub and (iii) to contribute to the global energy transition.

It should be noted that this action will allow for greater openness and investment opportunities in the development of green investment corridors, grid expansion and domestic solutions through projects to be implemented.

Manica prevê exportar mais de seis mil toneladas de líchia no mercado europeu

Na busca pela consolidação no mercado internacional, a Província de Manica, pretende exportar mais de seis mil toneladas de líchia nos próximos anos. A governadora de Manica, Francisca Tomás, anunciou na Terça-feira, 21 de Novembro, que a província almeja competir no cenário internacional. Este desafio, implica uma atenção especial à qualidade do produto.

Francisca Tomás ressaltou o potencial elevado da província para a produção de líchia e convocou todos os participantes na cadeia de produção e comercialização, tanto públicos quanto privados, a se tornarem proativos e intervenientes na busca por soluções. O objectivo é elevar os padrões de qualidade, atendendo às exigências do mercado internacional.

“Apostar seriamente na reabilitação, modernização e expansão das infra-estruturas de produção, introdução de novas variedades, controle de doenças e pragas, bem como na capacitação técnica dos produtores do sector familiar é crucial. Só assim estaremos criando as bases para que a líchia da província atinja os padrões internacionalmente recomendados, assegurando o aumento do volume de exportações e a melhoria da balança comercial”, enfatizou a governante.

Segundo Francisca Tomás, a produção de líchia na última safra experimentou um crescimento notável de 56,7%, atingindo 25.651 toneladas em comparação com as 16.367 toneladas do período homólogo anterior. No entanto, apenas 490 toneladas foram exportadas neste ano, um aumento de 22,5% em relação às 400 toneladas do período anterior. A maioria da produção é consumida internamente, e a governadora destacou a necessidade de elevar os padrões de qualidade para impulsionar as exportações.

A governadora desafiou os produtores a buscarem mecanismos para aprimorar a qualidade da líchia, a fim de atender aos padrões internacionais e aumentar significativamente os níveis de exportação agrícola. A estratégia envolve não apenas a produção, mas também a modernização da infra-estrutura e a capacitação técnica, componentes essenciais para o sucesso no mercado internacional. O crescimento expressivo na produção oferece uma oportunidade única para Manica consolidar sua presença como um importante exportador de líchia, contribuindo para o desenvolvimento económico sustentável da região.