Saturday, June 6, 2026
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Celebrating a Quarter Century: Beira Corridor Business Forum

Last Friday, on the 13th of October, a significant event graced the southern African region. Cornelder de Moçambique (CdM) proudly hosted the “Beira Corridor Business Forum.” The gathering was no ordinary meeting, it marked the 25th anniversary of Cornelder’s stewardship of the Port of Beira. The event attracted both local and international participants, particularly from the southern African realm.

Reflecting on past, present and future

Jan Laurens de Vries, the Executive Managing-Director of CdM, took a moment to reflect on the remarkable 25-year journey of Cornelder de Moçambique. He spoke of the numerous challenges they overcame and the significant investments made in recent times.

These investments spanned across human resources, machinery, and programmes, leading to a complete modernization of the services at the Port of Beira. Laurens de Vries emphasized the need for partners to harmonize their operating systems for the further advancement of the port.

Recognitions and future aspirations

High praise was given to CdM’s efforts and substantial investments over the last quarter-century. Both the minister of Transport and Communications, Mateus Magala, and the Secretary of State for Sofala, Cecília Chamutota, lauded CdM.

Their efforts have not gone unnoticed, with the World Bank classifying the Port of Beira as the most efficient in southern Africa, particularly regarding containerised cargo performance.

However, the praise didn’t stop at just recognition. Minister Magala set forth a challenge for CdM’s management. He envisions the Container Terminal (CT) handling an annual throughput of one million TEUs (Twenty-Foot Equivalent Units) within the next 15 years.

This goal is supported by the already guaranteed continuous management of the Port of Beira. As of now, the port handles approximately 300,000 TEUs yearly, but ambitions are high, CdM aims to more than double this, targeting 700,000 TEUs in the upcoming years.

In response to this ambitious challenge, António Libombo, CdM’s Deputy Executive Director, expressed determination. He acknowledged the significance of first achieving the interim target of 700,000 TEUs before scaling up to the one million mark.

Towards a brighter horizon

The Beira Corridor Business Forum served as a beacon of reflection, recognition, and aspiration. As Cornelder de Moçambique looks to the future, its commitment to excellence remains unwavering.

Comemorando um quarto de século: fórum de negócios do Corredor da Beira

Na passada sexta-feira, 13 de outubro, um evento significativo agraciou a região da África Austral. A Cornelder de Moçambique (CdM) foi orgulhosamente anfitriã do “Fórum Empresarial do Corredor da Beira”.

O encontro não foi uma reunião qualquer, pois marcou o 25º aniversário da gestão do Porto da Beira pela Cornelder. O evento atraiu participantes locais e internacionais, particularmente da região da África Austral.

Reflectindo sobre o passado, o presente e o futuro

Jan Laurens de Vries, director-geral executivo da CdM, reflectiu sobre o notável percurso de 25 anos da Cornelder de Moçambique. Falou dos inúmeros desafios que foram ultrapassados e dos investimentos significativos efectuados nos últimos tempos. Estes investimentos abrangeram recursos humanos, maquinaria e programas, levando a uma completa modernização dos serviços no Porto da Beira. Laurens de Vries enfatizou a necessidade de os parceiros harmonizarem os seus sistemas operacionais para um maior avanço do porto.

Reconhecimentos e aspirações futuras

Os esforços e os investimentos substanciais efectuados pela CdM ao longo do último quarto de século foram alvo de grandes elogios. Tanto o ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, como a Secretária de Estado de Sofala, Cecília Chamutota, elogiaram a CdM.

Os seus esforços não passaram despercebidos, com o Banco Mundial a classificar o Porto da Beira como o mais eficiente da África Austral, sobretudo no que diz respeito ao desempenho da carga contentorizada.

No entanto, os elogios não se ficaram pelo reconhecimento. O ministro Magala lançou um desafio à direcção da CdM. Prevê que o Terminal de Contentores (TC) venha a movimentar um milhão de TEUs (Unidades equivalentes a vinte pés) por ano nos próximos 15 anos.

Este objectivo é apoiado pela já garantida gestão contínua do Porto da Beira. Actualmente, o porto movimenta cerca de 300 mil TEUs por ano, mas as ambições são elevadas, uma que a CdM tem como objetivo mais do que duplicar este número, visando 700.000 TEUs nos próximos anos.

Em resposta a este ambicioso desafio, António Libombo, director executivo adjunto da CdM, mostrou-se determinado. Reconheceu a importância de se alcançar primeiro o objectivo intermédio de 700 mil TEU’s antes de se atingir a marca de um milhão.

Rumo a um horizonte mais risonho

O Fórum Empresarial do Corredor da Beira serviu como um farol de reflexão, reconhecimento e aspiração. Enquanto a Cornelder de Moçambique olha para o futuro, o seu compromisso com a excelência permanece inabalável.

Em Marrakesh: FMI recomenda celeridade com as reformas económicas

Uma política fiscal prudente é mais importante do que nunca, porque a dívida e os défices estão acima do normal. Quem o diz é a directora geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, que falava na Reunião Plenária em Marrakesh, onde decorreram as Reuniões Anuais do Banco Mundial e FMI.

A intervenção da dirigente esteve orientada em questionar as acções que irão ajudar o mundo a escrever a história para os próximos 50 anos.

Georgieva, de olho no futuro, estruturou a resposta a essa questão em dois “grandes blocos e caminhos”, nomeadamente, investimento em bases económicas sólidas e investimento na cooperação internacional.

“Chegou a hora de restaurar o espaço fiscal. Isso significa decisões difíceis para os governos”, apontou Georgiva.

Sobre investimento em base económicas sólidas, a responsável detacou questões de boa governação, combate a corrupção e regulamentação simplificada constituem parte da agenda para o futuro na visão do FMI.

“As Reformas para impulsionar o comércio e melhorar acesso ao capital. O pacote certo de reformas poderia aumentar os níveis de produção até 8% em quatro anos, segundo estudos do FMI”, explicou a Georgiva.

A dirigente colocou a mobilização de recursos internos como um enorme potencial, tendo afirmado que estudos do FMI mostram que as reformas fiscais por si só poderiam acrescentar até 5% do Produto Interno Bruto (PIB) em receitas para mercados emergentes e até 9% para países de baixo rendimento.

No tocante ao investimento na cooperação internacional, Georgiva frisou a necessidade de os países mais industrializados ajudarem aos mais emergentes a superar as suas dificuldades.

“O financiamento externo, evidentemente, continua a ser crítico. As economias avançadas partilham uma responsabilidade, bem como um interesse comum, em apoiar os países emergentes e em desenvolvimento países, enfatizou a Directora Geral do Fundo”, afirmou a interlocutora.

Ainda no contexto de investimento na cooperação global, segundo pilar abrangente, a directora do FMI da reestruturação da dívida e segurança da rede financeira global, como dois aspectos fundamentais.

 

 

 

 

 

 

 

Projecto PSA da Sasol concede certificação internacional a colaboradores  

No âmbito da implementação do Acordo de Partilha de Produção, conhecido como Projecto PSA (Production Sharing Agreement, em inglês), a Sasol Moçambique está a garantir a transferência de conhecimentos e habilidades à mão-de-obra nacional.

Com efeito, um total de 11 colaboradores moçambicanos da petroquímica, foram internacionalmente certificados nas suas diversas áreas de especialização, consideradas essenciais para a indústria, nomeadamente trabalho em altura, fluidos e perfurações (NExT SLB), cimentação de poços de gás, e controlo de perfuração de poços (IWCF).

Segundo a Sasol, a iniciativa contempla componentes que vão desde a formação técnico profissional, rstágios profissionais para jovens recém-graduados nas diversas universidades que fazem parte da carteira do progrma “Exposição Prática dos Engenheiros” da Sasol, em parceria com Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) e do Instituto Nacional de Petróleo (INP).

Ashley Grow, Vice-presidente de Saúde, Higiene e Meio Ambiente da Sasol reconheceu as habilidades que os formados demonstraram durante o período da capacitação, tendo referido que o treinamento vai reforçar a segurança no trabalho, um dos pilares fundamentais na área de Petróleo e Gás.

“Devem observar sempre os procedimentos de segurança na execução das suas tarefas, em particular quando se trabalha em altura”, aformou.

Por seu turno, Januário Mucavele, Director de Recursos Humanos da Sasol em Moçambique, reiterou a importância do desenvolvimento do capital humano, que é uma das prioridades da Sasol, no âmbito da implementação do Projecto PSA.

“A Transferência de Habilidades, dos estrangeiros com largos anos de experiência nesta indústria, é, indubitavelmente, um importante ganho para Moçambique”. Este é um capítulo que representa o legado da Sasol em Moçambique”, enfatizou Mucavele.

“Agradeço à Sasol pela oportunidade de formação profissional. Com os conhecimentos adquiridos vou garantir a minha segurança, a dos colegas e dos equipamentos na execução das minha tarefas”, expressou-se Sílvia Matusse, formada em Trabalho em Altura.

Em suma, a Sasol refere que o Plano de Transferência de Competências aos moçambicanos foi co-criado pela Sasol e o Governo de Moçambique, visando formar moçambicanos em diferentes áreas na indústria de petróleo e gás, munindo-lhes  de competências para responder aos mercados nacional e internacional.

Campos de gás em Moçambique são uma “grande oportunidade para o país”, diz Meloni

Os campos de gás descobertos ao largo de Moçambique representam uma enorme oportunidade para o desenvolvimento do país africano, afirmou a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni durante visita que a governante efectuou ao país, semana passada.

Falando após um encontro com o Presidente moçambicano Filipe Nyusi, Meloni falou da longa cooperação entre os dois países, tendo referido que a empresa estatal Eni era o melhor exemplo da da relação económica entre Itália e Moçambique.

“Concordamos com o Presidente de Moçambique que os campos descobertos ao largo da costa norte de Moçambique são uma enorme oportunidade para o desenvolvimento desta nação e também para reforçar as nossas relações”, afirmou Meloni, citado pela Reuters.

Estima-se que o campo de gás localizado na Bacia do Rovuma, ao largo da costa moçambicana, denominado campo Coral, contenha 500 mil milhões de metros cúbicos de gás natural.

A Eni é a operadora do projecto de Gás Natural Liquefeito (GNL) flutuante Coral Sul, que transformou o país num produtor e exportador mundial de GNL a partir de Novembro de 2022.

O grupo italiano detém mais de dois terços do projecto em conjunto com a Exxon Mobil (XOM.N) e a chinesa CNPC. A empresa portuguesa de energia Galp (GALP.LS), a Korean Gas Corp. e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) são os parceiros minoritários com 10 por cento cada.

A Eni espera chegar a uma Decisão Final de Investimento (DFI) num segundo projecto de GNL flutuante para explorar o campo Coral Norte até ao final de Junho do próximo ano.

A Itália acolherá a Cimeira Itália-África no início do próximo ano, segundo esclareceu Meloni, referindo que o seu governo apresentará a sua nova estratégia de cooperação com o continente durante a conferência.

O evento que tinha sido agendado para o próximo mês de Novembro, foi adiado em virtude da situação da insegurança que assola alguns países do mundo, tal é a recente crise militar entre o Israel e a Palestina.

Syrah Resources faz 18 toneladas de grafite nos últimos três meses

A Syrah Resources informou, na terça-feira, que a produção de grafite nos três meses até Setembro atingiu 18 toneladas no seu projecto de Balama, em Moçambique, acima das 15 toneladas produzidas no trimestre que terminou em Junho passado.

Segundo informa o site Mining Weekly, a campanha de produção decorreu durante 32 dias até ao final do trimestre. A acção continuou até Outubro de 2023, para aumentar as posições de inventário de produtos acabados, dadas as melhores condições de mercado.

As operações de Balama foram interrompidas no início do trimestre, aguardando uma melhor demanda do mercado por produtos de grafite natural de Balama. No final do trimestre, a Syrah Resources havia implementado todas as medidas identificadas para o modo de operação de Balama, descrito no relatório de actividades trimestrais de Junho de 2023.

Os custos C1 de Balama para a campanha de produção em setembro de 2023 foram de cerca de 484 dólares por tonelada e foram maiores do que a orientação, devido ao aumento do preço do diesel desde Março de 2022, produção inferior à meta de cerca de 33  dólares por tonelada e recuperação inferior à meta.

Os custos fixos C1 para o período de paragem foram de cerca de 4 milhões de dólares por mês, em média, com custos variáveis adicionais de mineração e logística de produtos de cerca de 1 milhão de dólares por mês na preparação para a campanha de produção e para as vendas de produtos em curso.

HCB e a IFC vão erguer uma Central Solar de até 400 MW no país

A Hidroléctrica de Cahora Bassa (HCB) e a International Finance Corporation (IFC), uma instituição do Banco Mundial, rubricaram, na segunda-feira, um acordo de cooperação, para o desenvolvimento de uma Central de geração de energia fotovoltaica em grande escala, o que irá contribuir para o fornecimento de energia renovável no país.

Segundo uma nota da HCB, o acordo prevê a realização de um estudo de pré-viabilidade para desenvolver a central que terá uma capcidade de até 400 Megawatts (MW), em Matambo, distrito de Changara, na província de Tete.

A primeira fase do projecto vai focar-se na definição das principais características da central, incluindo a capacidade projectada e o desenho conceptual, bem como na avaliação dos critérios ambientais e sociais.

“Este acordo representa a concretização da estratégia da HCB de diversificação e expansão da sua  capacidade de geração, para além de minimizar o impacto da redução da produção durante a reabilitação e modernização da Central Sul da HCB”, afirmou Tomás Matola, Presidente do Conselho de Administração (PCA) da HCB.

“Adicionalmente, planeamos incrementar a capacidade de geração da HCB para cerca de 4.000 MW, até 2032. Esta meta é da capacidade instalada actual, da futura Central Norte, da Central Fotovoltaica e de outros projectos de energias renováveis que se encontram em fase de estudo de viabilidade”, acrecentou o gestor.

A directora Nacional interina do IFC, Kátia Daude, considera que este feito vai responder aos objectivos do país de levar energia a mais famílias moçambiacanas, no âmbito do acesso universal.

“O acesso à energia impulsiona o crescimento inclusivo, cria empregos e apoia a actividade económica. A parceria da IFC com a HCB ajudará Moçambique a aumentar o seu fornecimento de energia e a posicionar ainda mais o país como um fornecedor regional de energia”, frisou a responsável.

A matriz energética do país enfrenta carece ainda de investimento adequado, numa altura em que o acesso à electricidade é actualmente inferior a 40 por cento.

 

 

Iniciativa Cinturão e Rota impulsiona desenvolvimento de países parceiros

A iniciativa Cinturão e Rota (Belt and Road Initiative, em inglês) é uma estratégia de desenvolvimento adotada pelo governo chinês que fez crescer diversos países parceiros projetando monumental de infraestruturas e de desenvolvimento económico local.

Na África particularmente, foi construída a maior ponte suspensa do continente africano em Moçambique. O viaduto faz a ligação entre Maputo e Katembe e é a mais cara obra pública do país depois da independência.

A ponte foi financiada e construída pela China, um empreendimento “chave na mão” que arrancou com um valor base de 785 milhões de dólares, incluiu a construção de 200 quilómetros de estradas, tais como a via circular à capital e a ligação à Ponta do Ouro, junto à fronteira com a África do Sul (com outras cinco pontes menores).

A construtora chinesa China Road and Bridge Corporation (CRBC), foi a empresa responsável pela construção da ponte Maputo-Katembe e da Estrada Circular de Maputo, no âmbito da parceria entre os governos chinês e moçambicano, inserida na iniciativa Cinturão e Rota.

Segundo o director-geral da Representação de Moçambique da CRBC, Bai Pengyu, a implantação da ponte, nota-se uma melhoria na vida das pessoas, com o surgimento de novas infraestruturas de relevância para a economia local e geração de postos de trabalho na região.

“A maior parte dos trabalhadores envolvidos na construção da ponte acabou por fixar residência no distrito, contribuindo para a expansão das áreas urbanas”, disse.

Explicou, por outro lado, que muitos trabalhadores envolvidos na construção dos projectos não tinham conhecimento técnico, mas ganharam experiência e hoje trabalham noutras empresas.

A ponte Maputo-Katembe tem um tabuleiro suspenso de 700 metros e duas rampas com pouco mais de um quilómetro cada, atravessando a baía a 60 metros de altura da água suficiente para sob ela navegarem os cargueiros que passam pelo porto de Maputo.

A ponte foi inaugurada a 10 de novembro de 2018, ligando os lados sul e norte da Baía de Maputo, capital do país. Na cerimônia de inauguração, o presidente moçambicano, Filipe Nyusi, disse que a ponte concretizou um sonho do seu povo de muitos anos.

A CRBC manifestou recentemente a disponibilidade de apoiar a implementação, no próximo ano, do projecto de metrô de superfície na região metropolitana do Grande Maputo.

A pretensão foi tornada pública pelo director-geral da Representação de Moçambique da CRBC, Bai Pengyu, realçando que já existe um projecto conceptual submetido às autoridades governamentais para construir um corredor.

As obras para construção do metrô de superfície para solucionar os problemas de mobilidade na área metropolitana estava previsto para começar este ano, mas tiveram que ser reprogramadas devido a questões conjunturais.

Cinturão e Rota fez crescer economia e reduzir o custo de vida

A ponte Maputo-Katembe, trouxe consigo o desenvolvimento em Moçambique, pois através dela foi possível notar várias outras infraestruturas erguidas de outro lado do mar. É o caso da fábrica de cimento Dugongo, instalada no distrito de Matutuíne, na província de Maputo.

A fábrica de cimento, inaugurada em 2021, pelo presidente moçambicano, Filipe Nyusi, faz parte do pacote da iniciativa do Cinturão e Rota, no capítulo da construção de infraestruturas e de interconectividade e na cooperação pragmática entre Moçambique e China.

Em nível social, a Dugongo fornece o cimento ao mercado nacional em quantidade, qualidade e a preço aceitável visando contribuir para o desenvolvimento de Moçambique.

Para a construção da fábrica, foram investidos cerca de 600 milhões de dólares, a empresa tem a capacidade de produção de 1,8 milhão de toneladas de cimento por ano, empregando 500 pessoas, das quais 400 são moçambicanos.

Diferentemente das outras catorze unidades industriais existentes no país, a fábrica  de Matutuíne tem a particularidade de utilizar matéria-prima local.

Leia também:

https://portuguese.cri.cn/2023/10/17/ARTIgf2Z0i69unpwIqNLm6Eb231017.shtml

 

Interview with Damien Howard – Mozambique Gas Summit

We chatted with Damien Howard, VP for Energy at DMG Events, about the 8-year-old Mozambique Gas and Energy Summit. This event has played a big role since the early days of Mozambique’s gas scene. We learned how it helps connect stakeholders, local Mozambicans, and offers networking and showcases for SMEs. Let’s dive into Howard’s insights.

What were the main highlights and objectives of the 2023 Mozambique Gas Summit Event and Exhibition (MGSEE), and what goals were achieved?

Mozambique Gas and Energy Summit is one of DMG’s longest-running events. It’s been fantastic partnering with ENH over the years, working from the beginning with the government to really understand the opportunities for the country.

For us, it’s always been about ensuring that the entire gas and energy value chain is represented. We are providing a platform in Mozambique for the international gas and energy community to engage with government project proponents, regional players, and, of course, local Mozambicans.

We strive to keep it entrepreneurial and innovative, ensuring there’s value and purpose. I believe the objectives are really being met from that perspective.

How has this edition of the event progressed in comparison to previous years?

For the first time ever, the Mozambique Gas and Energy Summit and Exhibition sold out all the exhibition space available on the promotional floor plan. This, for us, is a significant indicator of various factors. First, there’s a growing appetite for investment in Mozambique. Secondly, there are burgeoning opportunities in the energy sector in Mozambique, not just in gas and energy. We’re also witnessing a surge in opportunities in the renewables and new energy domains.

The exhibition has expanded considerably, with an influx of international delegates. In addition to the growth of the exhibition, we’ve had more country pavilions than ever before. This year, we featured a French pavilion, US pavilion, UK pavilion, and, naturally, the Italian pavilion. Our event attracted delegations from Congo, Tanzania, and substantial contingents from South Africa, Nigeria, the UAE, and the US. These developments have proven the success of this edition.

Has this conference had an impact on the industry both within Mozambique and beyond?

We have around 180 conferences and exhibitions worldwide, just in the energy sector. So, we try where we can, to ensure that there is interconnectivity and an interplay between all of these conferences.

So, whether it’s in China, Dubai, Calgary, or Maputo, we understand that there will always be opportunities in energy project development, whether it’s for investment, bidding, tendering, or even just learning.

We foster global interconnectivity among all the different types of energy. Our job isn’t just to provide the platform; it’s also to create opportunities between different nations because the global energy industry is so interconnected.

For example, the Nigerian delegation we brought offered perspectives on local content development in the oil and gas industry. In Nigeria, local content has been enshrined in law for 10 years.

All these discussions collaborate to elevate the global gas industry.

How do you foresee the future of MGSEE in Mozambique?

If, in 2012, we could have looked forward to 2023 and seen how far we’ve come, we would, of course, feel as we do now: super proud and very excited. We’ve been there every step of the way, witnessing opportunities arise and seeing them convert into tangible projects that are now delivering.

But what lies beyond that? We’re always striving not only to push our own boundaries and innovate but also to genuinely listen to and understand our community, our audience.

For our milestone event, the 10th edition, we envision establishing a local office. We have local offices in Egypt, South Africa, and Nigeria, so for us, that would be a wonderful way to celebrate.

Dívida elevada será sustentada pelas exportações de gás, diz o FMI

O Fundo Monetário Internacional (FMI) considera que a dívida de Moçambique está em alto risco de sobre-endividamento, mas é vista como sustentável, em virtude das receitas significativas que virão do gás no final da década.

“A Análise de Sustentabilidade da Dívida (DSA) permanece inalterada em relação à análise realizada quando o programa, de ajustamento financeiro, foi aprovado em Maio de 2022; a dívida pública externa é avaliada como estando em alto risco de sobre-endividamento”, disse o economista Thibault Lamaire em entrevista à Lusa, à margem dos Encontros Anuais do FMI e do Banco Mundial, que decorreram esta semana em Marraquexe.

Para este economista do departamento africano e um dos autores do relatório sobre as Perspectivas Económicas Regionais para a África Subsariana, a situação pode mudar quando os projectos de exploração de gás entrarem em funcionamento, garantindo a Moçambique um elevado volume de receitas fiscais que podem ser utilizadas para melhorar os parâmetros que são analisados na ASD.

“Em termos prospectivos, a dívida pública é considerada sustentável, uma vez que uma percentagem elevada do endividamento futuro projectado reflecte a participação do Estado nos grandes projectos de gás natural liquefeito, que será reforçada diretamente com as receitas futuras do gás natural liquefeito, que se prevê que sejam significativas”, acrescentou o economista.

Na semana passada, o director do departamento africano do FMI tinha afirmado que oito países precisavam de reestruturar a sua dívida, tendo o Fundo posteriormente apontado São Tomé e Príncipe e Moçambique como fazendo parte dessa lista, tendo em conta o DSA.

Para este ano, Thibault Lamaire apresentou uma previsão de crescimento de cerca de 6 por cento, “impulsionado pelas indústrias extractivas, incluindo o Coral Sul, o primeiro projeto de gás natural liquefeito a iniciar a produção em outubro de 2022, e apoiado pelas actividades mineiras”.

O FMI previu ainda “o início da produção de dois projectos de gás natural liquefeito em terra em 2027 e 2029, que terão um impacto positivo no crescimento devido ao impacto da produção nas receitas fiscais e na conta corrente”.