Friday, April 17, 2026
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Preço de castanha de caju fixado em 35 meticais por quilo

Assim, o quilograma da castanha de caju em bruto deverá ser adquirido ao produtor ao preço de 35 meticais, valor relativamente baixo em relação ao praticado na última campanha, que era 37 meticais.

Aliás, o preço da campanha anterior (37 meticais) era de consenso dos produtores ao se ponderar todos os custos inerentes à produção (que envolvem, entre outros, serviços, insumos e mão-de-obra) e a margem de lucro, fixada em 15 por cento, de acordo com a lei moçambicana.

Em representação dos produtores da castanha de caju, Ilídio Dias afirmou que, apesar de o preço não satisfazer a classe, esta acabou cedendo depois de ter ponderado a dinámica do mercado.

“De princípio não houve consenso, mas os produtores acabaram cedendo dos 37 para 35 meticais. Por isso, não diría que estamos satisfeitos, porque até os 37 meticais não respondiam aquilo que é o custo real do produto”, disse Dias.

O Governo, através do director do Instituto Nacional de Amêndoas, Ilídio Bande, disse que o preço foi fixado com base nas condições do mercado internacional.

Assegurou que, quando a campanha de facto iniciar, o mercado poderá “elucidar melhor” sobre a eficácia ou não do preço fixado.

Actualmente, a índia e o Vietname são tidos como os principais destinos da castanha de caju, e que, por isso, são eles que exercem grande influência sobre os preços praticados no mercado.

Em Moçambique, a produção do caju é considerada estratégica para a economia, tendo em conta que é fonte de renda para mais de 1,4 milhão de pequenos produtores, além de gerar outro tipo de serviços, como, por exemplo, a pulverização.

Exportação de minérios terá fiscal independente ainda este ano

O director-geral do Instituto Nacional de Minas (INAMI), Elias Daúde, que confirmou o facto ao “Notícias”, admitiu que o processo de selecção desta entidade já vai longo.

Argumentou que a aparente morosidade deve-se ao facto de, no primeiro concurso lançado para o efeito, a empresa identificada ter apresentado problemas de conflito de interesse, uma vez que também assessorava algumas companhias cuja actividade se pretende fiscalizar.

Neste momento, o Estado tem vindo a fiscalizar as remessas para o estrangeiro, através de equipas multissectoriais que envolvem técnicos dos ministérios dos Recursos Minerais e Energia e da Economia e Finanças, incluindo a Autoridade Tributária de Moçambique.

A implementação desta medida surge depois que o Executivo teve evidências de subfacturação na exportação de minérios lesando o Estado em milhões de dólares em impostos não pagos.

Anteriormente, os impostos devidos pelas empresas mineiras na exportação de produtos eram calculados com base no preço declarado pelo exportador. No entanto, o que acontecia é que estas apresentavam valores muito abaixo dos praticados no mercado internacional, com o objectivo de se esquivar da tributação.

“O que sucedia é que de um porto nacional eram declaradas como estando de saída no navio 1000 toneladas de um mineral com certa especificação e preço, mas no destino chegavam, misteriosamente, no mesmo navio 1500 toneladas de um outro mineral com especificação e preço muito altos”, exemplificou recentemente, fonte do Governo.

A identificação da firma de fiscalização vai encerrar o ciclo de medidas que vêm sendo tomadas nos últimos meses, visando a redução de riscos e combate à evasão fiscal nas exportações dos recursos nacionais.

Aliás, ao garantir um melhor controlo das exportações o Governo pretende acabar com a evasão fiscal e assegurar justiça na cobrança de impostos.

Há sinais positivos da retoma de actividades na Bacia do Rovuma

A satisfação da ExxonMobil foi demonstrada aos gestores do Instituto Nacional de Petróleo (INP) durante um encontro realizado com esta companhia petrolífera à margem da Conferência Internacional sobre as Tecnologias de Gás (GASTECH 2023), havido em Singapura, em princípios de Setembro último.

A equipa do INP, liderada pelo Administrador do Pelouro de Projectos e Desenvolvimento, José Cidade, participou na edição da GASTECH de 2023, com o objectivo de atrair mais investimentos para explorar o potencial de hidrocarbonetos em Moçambique e implementar projectos de monetização de gás natural no país que, de acordo com o Plano Director de Gás Natural de Moçambique, prioriza, entre outros, a geração de energia e produção.

Segundo a agência Bloomberg, o presidente da multinacional, Patrick Pouyanne, disse numa conferência com analistas, havida em finais de Setembro passado: “a situação (de segurança) melhorou claramente em Cabo Delgado”. Nesse âmbito, a TotalEnergies garante estar a trabalhar com o objectivo de retomar, até ao fim deste ano, a construção da central de gás natural liquefeito na Península de Afunji, localizada na referida província.

Os dois projectos, Rovuma LNG (Área 4) e Mozambique LNG (Área 1) foram interrompidos em 2021, depois do ataque terrorista à vila-sede do distrito de Palma.

O Rovuma LNG, proposto pela Mozambique Rovuma Venture, da qual a ExxonMobil é parceira, prevê a produção de cerca de 15.2 MTPA (Milhões de Toneladas Por Ano) de Gás Natural Liquefeito, através de 2 módulos de produção, em terra, com possibilidade de expansão para 18 MTPA.

Já o Projecto Mozambique LNG (ou Golfinho-Atum), liderado pela Total, na Área 1 da Bacia do Rovuma, prevê produzir 12 de MTPA por ano, por um período de 25 anos. A Decisão Final de Investimento do projecto foi anunciada a 18 de Junho de 2019 e o investimento total é de 20 biliões de USD.

Moçambique reavaliado hoje, para sair da “Lista Cinzenta”

Moçambique submeteu, nos últimos meses, um relatório àquela instituição para dar a conhecer as acções que tem vindo a desencadear para sair daquela lista de que passou a fazer parte por não ter cumprido algumas exigências relativas às acções de prevenção e combate ao branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo.

Em Janeiro e Março deste ano, o País já havia recebido avaliações favoráveis do GAFI, situação que, para as autoridades nacionais, poderá continuar a verificar-se.

O director-adjunto do Gabinete de Informação Financeira de Moçambique (GIFIM), Luís Cezerilo, referiu que os resultados até aqui alcançados são encorajadores e impulsionam expectativas de continuar com as reformas favoráveis.

“Estivemos na Jordânia, recentemente, onde apresentámos o relatório, do qual foi feita uma avaliação. Participámos na discussão “face to face”, onde concordámos com algumas questões e menos com outras, mas existe uma expectativa positiva”, elucidou a fonte.

Cezerilo assegurou que todos os sectores têm-se empenhado para melhorar as questões recomendadas por aquele grupo internacional, o que alimenta grandes expectativas para Moçambique.

“O Governo tudo está a fazer para cumprir o plano em colaboração com os parceiros de cooperação e com todos os sectores que estão envolvidos neste processo”, explicou o responsável.

O anúncio do Grupo de Acção Financeira de colocar Moçambique na lista cinzenta foi feito no final de uma reunião plenária, em Paris, a 21 de Outubro de 2022, que juntou delegados dos 200 países e jurisdições que integram este órgão de vigilância internacional contra actividades ilegais e criminosas.

O Gabinete de Acção Financeira Internacional (GAFI) deu apenas dois anos para Moçambique melhorar a sua estrutura de prevenção e combate ao branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo, a contar desde Outubro de 2022. Se falhar, sofrerá bloqueios nas transacções financeiras internacionais.

Em actualização…

Syrah Resources garante que está a produzir e a vender o grafite

De acordo com o site Mining Weekly, a empresa mineira afirmou, num comunicado, que a campanha de produção em Balama tinha sido realizada durante o trimestre que findou em setembro e que as vendas e os envios de grafite tinham sido concluídos no mesmo período.

“A força contínua das vendas de veículos eléctricos a nível mundial tem-se traduzido num aumento da produção de ânodos na China e numa melhoria da procura de grafite natural nos últimos tempos”, afirmou a empresa”,

A empresa suspendeu a produção de Balama em Maio e Junho, dada a volatilidade contínua das condições do mercado chinês de ânodos e a disponibilidade excessiva de existências de produtos acabados, o que levou a uma menor procura de grafite natural de Balama.

Na segunda-feira, a Syrah disse que a empresa iria actualizar o mercado sobre as suas vendas e expedições de grafite natural para o trimestre de setembro no final deste mês.

O grafite de Balama é considerado como uma importante opção para vários países, como os da Europa e os Estados Unidos da América (EUA).

Os EUA, por exemplo, procuram reduzir a dependência pelo grafite da China, país que, até então, é o maior provedor do minério para os mercados que demandam  por esta matéria-prima.

Syrah Resources releases quarterly sustainability update

Australian Securities Exchange-listed industrial minerals and technology giant, Syrah Resources, recently unveiled their much-anticipated Quarterly Sustainability Update. With a flourishing flagship operation, the Balama Graphite in Mozambique, and a pioneering downstream Active Anode Material Project based in the United States, Syrah continues to assert its dominance in the global minerals sector.

A vision rooted in superior quality

Syrah’s ambition has been clear from the onset, aiming to stand as the global front-runner in supplying top-tier graphite and anode material products. This vision isn’t just about being the best in the business; it’s about fostering tight-knit relationships with customers, meticulously understanding the supply chain, and continuously innovating to add significant value in both battery and industrial markets.

Balama Graphite Operation: Mozambique’s Gem

The Balama Graphite Operation in Mozambique has been the crowning jewel of Syrah’s endeavours. Its contributions are not merely about extraction but encompass a holistic approach to sustainability, local community engagement, and setting benchmarks in environmental conservation.

Active anode material Project: bridging continents

The United States-based Active Anode Material Project is another testament to Syrah’s commitment to pushing boundaries. By intertwining technology with sustainability, Syrah has carved out a niche for itself, demonstrating how industrial progression and environmental responsibility can harmoniously coexist.

As Syrah Resources progresses, it is evident that their journey is not just about graphite or anode material products. It’s a larger narrative of responsible industrial growth, setting standards in sustainability, and truly embodying their vision of superior quality and value addition.

 

Centro Cultural China-Moçambique abre com foco no desenvolvimento dos artistas nacionais

Segundo o Estadista, “a iniciativa respeita diferentes culturas e práticas sociais e promove a confiança entre os povos.  Por isso mesmo, espera que o local seja inclusivo e que “nutra a consciência Patriótica e fortaleça a unidade nacional na diversidade”.

A abertura do centro cultural dos dois países aconteceu numa altura em que se comemorava a semana do 90º aniversário do primeiro Presidente da República de Moçambique independente, Samora Machel, nascido no dia 29 de Setembro de 1933.

Nyusi reconheceu que Machel ensinou aos moçambicanos valores culturais próprios, chamando-lhes a viverem a e transmitirem para os outros a herança cultural.

“Samora é a nossa semente que brotou a vida cultural dos moçambicanos de hoje e do amanhã. Samora transmitia mensagens cantando e dançando. Lutou para a preservação das nossas línguas e valorização das nossas músicas”, afirmou o dirigente.

“Moçambicanos e moçambicanos, este centro que até os dias de hoje é um dos mais modernos de África, representa, igualmente, a consolidação da amizade entre povos da República Popular da China e da República de Moçambique”, acrescentou.

Para Nyusi, a infraestrutura tem o potencial de servir como um lugar de desenvolvimento de manifestações culturais inovadoras, pois ela oferece bases para o encontro entre diferentes artes e seus fazedores.

A propósito, o governante ressaltou que Samora privilegiava o conhecimento como um dos principais fundamentos da afirmação da identidade cultural das populações.

“Transmitiu aos seus compatriotas que entre os benefícios, a cultura nos traz tranquilidade, estimula a criatividade. Cria condições para a inovação baseada no conhecimento herdado”, sublinhou.

TotalEnergies garante que irá ajudar Moçambique a posicionar-se no mercado energético

Rabilloud reconhece que Moçambique dispõe de características únicas que lhe conferem vantagens para ombrear como um dos produtores mundiais do gás. A título de exemplo, Maxime apontou para a existência de gás em si, como a principal potencialidade, depois a localização estratégica de Moçambique que possibilita o fácil acesso aos mercados globais, bem como o recente aumento global da procura pelo gás.

Rabilloud que discursou durante o painel “Visão Geral dos Mercados Globais- Atrair Investimento na Próxima Fase dos Projectos Energéticos”, referiu, igualmente, que a regulamentação em petróleo e gás existente do no país, é favorável para a atracção de grandes investimentos.

“Hoje em dia, constatamos, que o país está devidamente preparado para investimentos na área de petróleo e gás. Raramente eu vi um país capaz de implementar uma regulamentação tão eficaz aos investimentos de grande porte no mercado de oil&gas”, afirmou Rabilloud.

É sabido que o  mercado de petróleo e gás sofre alteraçãoes frequentes de preços, dada à volatilidade do mercado. Sobre esse aspecto, reconhece o CEO o facto de o Governo dispor de um quadro regulatório capaz de proteger os  investimentos gerados pelos megaprojectos.

Rabilloud vê Moçambique como um país emergente como provedor de energias sustentáveis e acredita que este posicionamento vai perdurar com o seu impacto a fazer-se sentir além do âmbito nacional:

“Este é o momento de Moçambique mostrar as suas capacidades na geração de recursos energéticos necessários, para responder aos desafios actuais a nível doméstico, regional e global. A TotalEnergies compromete-se a prestar o seu apoio”, reforçou Rabiloud.

A 8ª edição da Cimeira e Exposição de Gás e Energia de Moçambique juntou durante dois dias mais de 3 mil participantes, nacionais e internacionais, 800 delegados, de 35 países e 100 oradores especialistas no sector do oil&gas.

MIREME e NPD promovem reflexão sobre políticas da indústria petrolífera

O evento surge no quadro do programa Oil for Development, que preconiza, entre outros objectivos, a criação de capacidade nacional por via da cooperação bilateral existente entre Moçambique e a Noruega.

Moisés Paulino, director Nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis, intervindo na abertura do evento, frisou a importância deste workshop, visto que este permitirá incrementar o nível de conhecimentos dos quadros participantes, tendo em conta a questão da Transição Energética em curso.

Num outro desenvolvimento, Paulino desafiou aos presentes a aproveitarem a oportunidade de modo a apropriarem-se das ferramentas para o aprimoramento dos seus conhecimentos e competências.

O encontro acontece quase que simultaneamente com a Comeira e Exposição de Gás e Energia de Moçambique, que terminou, ontem, em Maputo.

Nesta conferência, o INP partilhou as oportunidades exsitentes no país, reiterando que a instituição vai continuar a ser o elo entre os investidores em petróleo e gás e o Executivo moçambicano.

 

Exportação de castanha de caju bate recorde em 2023

De acordo com um relatório do Banco de Moçambique, o país exportou produtos agrícolas no valor de 562,3 milhões de dólares ao longo de 2022, incluindo 51,7 milhões de dólares em castanha de caju.

No primeiro trimestre de 2023, esta exportação ascendeu a 50,8 milhões de dólares e mais 2,2 milhões de dólares no segundo trimestre.

Este desempenho traduz-se já no melhor ano de vendas de castanha de caju em Moçambique, que desde 2016 oscilou entre 14,8 milhões de dólares (14 milhões de euros) em 2018 e 51,7 milhões de dólares (48,7 milhões de euros) no ano passado.

Durante grande parte do século passado, Moçambique foi o maior produtor mundial de castanha de caju e recebeu a primeira fábrica de processamento do continente em 1960, uma actividade que declinou após a independência em 1975.

Actualmente, estima-se que mais de um milhão de famílias moçambicanas cultivam e comercializam o caju e o sector da transformação emprega mais de 8 mil pessoas no país.

Moçambique exportou 181,8 milhões de dólares em produtos agrícolas nos seis meses já registados este ano, menos de 5% dos quase 3.715 milhões de dólares do total das vendas ao exterior neste período.