Thursday, June 18, 2026
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Salimo Abdula recebe o titulo de Doutor Honoris Causa em Filosofia nos EUA

 

A cerimónia decorreu durante o evento “Empower Her Shoes Summit” onde ocorreu a premiação global da United Nations Women Foundation em associação com Trinity Girls Network Corp. De referir que no evento também recebeu o Award do UN Global Woman, um reconhecimento para personalidades que contribuíram para o desenvolvimento do empoderamento feminino.

O Dia Internacional da Mulher das Nações Unidas comemora o papel das mulheres comuns em fazer a diferença na história e está enraizado na luta secular das mulheres que participam da sociedade em pé de igualdade com os homens.

Em 1910, numa reunião internacional em Copenhague com mais de 100 mulheres presentes de 17 países, o Dia da Mulher foi estabelecido para homenagear o movimento pelos direitos das mulheres e ajudar a alcançar o sufrágio universal para as mulheres.

No mesmo evento foram também homenageadas vinte e cinco mulheres de diferentes países do continente africano com a certificação Women Empowerment Peace Ambassadors e Honorary Doctorate pelo excelente trabalho que influenciou em seus setores de influência e nas comunidades em que cantaram. O acto de atribuição do título de Doutor Honoris Causa a Salimo Abdula foi dirigido pela Dra. Jaqueline Mohair.

Em novembro do ano passado, recorde-se, Salimo Abdula recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela University of South Africa (UNISA), da África do Sul.

O título foi atribuído em reconhecimento ao trabalho que o empresário tem estado a desenvolver na área do empreendedorismo em Moçambique.

Salimo Abdula nasceu a 18 de Junho de 1963, em Quelimane, província da Zambézia. É empresário e líder de um grupo empresarial com 25 anos de operações em Moçambique, a Intelec Holdings, que actua nos ramos de energia, publicidade, turismo, finanças, recursos minerais, telecomunicações, imobiliário e consultoria.

Foi Presidente da Confederação Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CE-CPLP), agremiação que se tornou econômica, relevante e com capacidade de influência na formação de políticas para a dinamização de negócios entre os países membros.

Recentemente, materializou-se o sonho de criação da Fundação Salimo Abdula, entidade cujo foco é o fortalecimento dos vários segmentos da sociedade e desenvolvimento do país.

É Cônsul Honorário da Malásia em Moçambique e já presidiu à Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) e à operadora de telefonia móvel Vodacom.

Salimo Abdula já foi distinguido, entre outros, com os prémios: Euro Knowledge Leadership Award 2020; Prémio de Reconhecimento Países de Língua Portuguesa – AJEPC – FIN 2018; Excelência Empresarial Bizz 2016; e World Finance 100.

BM: Moçambique deve adotar medidas para enfrentar a crise causada pelas mudanças climáticas

A informação foi avançada por Franka Braun, especialista sénior em gestão de recursos naturais do Banco Mundial, no lançamento de um relatório sobre clima e desenvolvimento em Moçambique.

“Moçambique deve adotar medidas para enfrentar a crise causada pelas mudanças climáticas. Vamos trabalhar com os nossos parceiros para mobilizar apoios a vários países, incluindo Moçambique, para enfrentar os danos causados ​​pelas alterações climáticas”, disse Braun, citado pelo diário beirense “Diário de Moçambique”.

Citando o relatório, Braun disse que “a primeira recomendação prioriza a inclusão dos riscos das mudanças climáticas no planejamento do uso da terra. Também recomenda a criação de estruturas legais para coordenar as ações climáticas, bem como uma lei sobre mudanças climáticas para promover a responsabilidade institucional.”

Segundo o especialista, o estudo recomenda ainda a criação de condições para atrair o investimento privado centrado na importação das tecnologias limpas de que o concelho necessita.

“As recomendações indicam que o país precisa de construir infraestruturas robustas que resistam às alterações climáticas”, disse, acrescentando que as escolas e as fontes de água “devem ser resilientes”.

PCA da EDM monitora projectos CTT e TTP e insta os empreiteiros a acelerar as obras

A CTT irá permitir a geração de 450 MW de energia, através do gás natural, por um período de 25 anos, aumentando cerca de 16% da capacidade instalada de produção de energia eléctrica no País, visando responder à demanda interna no âmbito do Programa de Acesso Universal à Energia, até 2030, potenciar a industrialização nacional, bem como consolidar o posicionamento de Moçambique como Polo Regional de Energia na região da África Austral.

Durante a visita às obras da Central Térmica de Temane, o PCA da EDM acompanhou uma apresentação sobre o progresso da construção do projecto, tendo constatado que a mesma regista um ligeiro atraso devido, sobretudo, à ocorrência do Ciclone Tropical “Freddy”, que atingiu a Província de Inhambane em finais de Fevereiro passado. “Maior parte das fundações estavam cheias de água e tivemos que fazer a bombagem para podermos continuar com os trabalhos”, referiu o PCA.

Com efeito, o Gestor das Obras apresentou um plano de mitigação e aceleração das obras, que passa pela introdução de turnos adicionais de trabalho e aumento das equipas envolvidas.

Já na visita ao Projecto da Linha Temane – Maputo (TTP), que contempla a construção de 03 novas Subestações (Vilankulo, Chibuto e Matalane) e extensão da Subestação de Maputo, para além dos 563km de linha, o Eng.º Marcelino Gildo Alberto, informou que “das cerca de 770 torres planificadas, para o troço Vilankulo – Chibuto, 150 estão implantadas, tendo sido igualmente lançados cerca de 9km de condutor”.

Apesar destes avanços, as obras do Projecto TTP encontram-se ligeiramente atrasadas. “Aqui também já engajamos o empreiteiro no sentido de apresentar um Plano de Recuperação para reverter a situação. Julgamos que, estamos perante situações que podemos ultrapassar com mais trabalho e reforço de equipas. Vamos continuar a monitorar as obras com visitas mais regulares”, assegurou o PCA da EDM.

Importa referir que, o Projecto TTP terá um impacto significativo na vida das comunidades que vivem ao longo do traçado da linha e nas subestações a serem construídas. Com efeito, decorre um processo de reassentamento que vai abranger 236 famílias, sendo 154 de Maputo, 74 de Gaza e 8 de Inhambane. Neste Projecto já foram compensados os proprietários de 2.285 machambas afectadas, de 12 estabelecimentos comerciais, 589 terrenos e foram deslocadas 298 campas.

Banco Mundial promete US$ 250 milhões para segurança hídrica urbana

Citado na edição de quinta-feira do jornal independente “Mediafax”, Mesquita disse que está a ser finalizado um Projecto de Segurança Hídrica Urbana. Destina-se a aumentar o acesso à água e melhorar a capacidade de fornecer serviços de água em cidades selecionadas no sul de Moçambique. O projeto tem um custo total de 250 milhões de dólares.

Mesquita convidou-se com a Vice-Presidente do Banco Mundial para a África Austral e Oriental, Victoria Kwakwa, e outros quadros superiores do banco, com quem abordou o estado atual das operações do Banco Mundial no seu setor.

Segundo fontes da comitiva de Mesquita, o ministro apelou à direção do Banco “para ser mais flexível e ponderar algumas das suas decisões que, em certa medida, acabam por atrasar a implementação dos projetos”.

Ele pediu o apoio contínuo do Banco Mundial no financiamento de infra-estruturas de abastecimento e armazenamento de água.

Nos Estados Unidos, Mesquita também participa da cúpula das Nações Unidas sobre a água. A ONU alertou para o agravamento da escassez de água potável em todo o mundo, ligada à mudança climática que aumentou a frequência e a gravidade de eventos climáticos extremos.

A ONG internacional WaterAid alertou para um aumento provável de doenças transmitidas pela água, incluindo a cólera.

“Uma tempestade perfeita de mudanças climáticas, conflitos e crises financeiras, juntamente com migrações, criou uma crise global de cólera sem precedentes”, disse a WaterAid.

A preocupação da situação “está causando surtos em grande escala em países que, por muitos anos, permaneceram livres dessa doença altamente contagiosa”.

Açucareira de Xinavane anuncia suspensão da exportação de açúcar

O anúncio acontece numa altura em que algumas unidades de produção do açúcar estão paralisadas devido às inundações dos canaviais.

A interrupção da venda do produto no mercado internacional, prende-se com a dificuldade de escoamento por via ferroviária para o porto de Maputo, devido ao funcionamento da linha do Limpopo, de forma condicionada, escreve o Notícias online.

Os dados foram avançados pela responsável dos Assuntos Corporativos na Açucareira de Xinavane, Sónia Matsinhe, que explicou que a suspensão da exportação de açúcar tem em vista, por outro lado, garantir a disponibilidade no mercado nacional.

De referir que devido às inundações, a Açucareira de Xinavane perdeu cerca de dois mil hectares de cana sacarina, parte da qual pertencente aos pequenos agricultores.

Carlos Mesquita busca financiamentos para projectos de investimento em Washington

Com efeito, mesquita reuniu-se com Andrew Herscowitz, Chief Development Officer (CDO), membro do Comité de Investimentos e responsável pela elaboração das estratégias de desenvolvimento do DFC, Agência Financeira e de Desenvolvimento dos EUA que, em parceria com o setor privado, financia projectos nos sectores de energia, infra-estruturas básicas, e tecnologias de informação e comunicação.

Encontrou-se também com Reta Jo Lewis, Presidente do Conselho de Administração do EXIM Bank, uma agência financeira do Governo Federal dos EUA que concede créditos à exportação de bens e serviços e estimula a criação de postos de emprego nos EUA.

Com Lewis Mesquita partilhou projectos sofridos, de entre os quais a reabilitação de 130 km da estrada de Nametil-Moma, cujo valor estimado é de 110 milhões de dólares americanos; a reabilitação de 334 km de estrada de Bene a Zumbo, avaliada em 340 milhões de dólares; a construção da barragem de Muera em Cabo Delgado, avaliada em cerca de 120 milhões de dólares, entre outros.

A dirigente máxima do Exim Bank manifestou o interesse da sua instituição em apoiar projectos de desenvolvimento socioeconómico em Moçambique, através dos seus financiamentos directores e também de recursos mobilizados junto de outros parceiros.
O Exim Bank, para além de apoiar em projetos de investimentos, apoia em estudos de viabilidade de projetos.

Durante o encontro, ficou estabelecido, que será brevemente consolado equipas para aprofundar a análise destes projectos e definir de um plano de acção para o seu desenvolvimento.

Carlos Mesquita faz-se acompanhar, nesta visita, por Raul Mutevuie, Director Nacional de Abastecimento de Água e Saneamento (DNAAS), Suzana Saranga, Presidente da Autoridade Reguladora de Água (AURA), Victor Taucal, Director Geral do FIPAG, Castigo Cossa, PCA da AdRMM e quadros do setor das Obras Públicas.

De recordar que o EXIM BANK esperava em 2020, cerca de 5 biliões de dólares norte-americanos para o financiamento directo ao projecto Mozambique LNG a ser implementado pela Total e seus parceiros na Bacia do Rovuma.

Índice de Produção Industrial regista variação homóloga de 9,3%

Segundo o INE, em relação ao nível do trimestre anterior em que registou 126,6%, o IPI registou no trimestre em análise uma queda de 16,5p.p.

O total do IPI apresentou, em Dezembro, uma taxa de variação homióloga positiva de 9,3%, o que, em comparação com 10,2% e 22,2% registrados em Novembro e Outubro, respectivamente (a análise considera as taxas de variações homólogas mencionadas sobre médias móveis de 3 meses), significa que a taxa de variação homóloga do IPI revelou uma recuperação da evolução homóloga de valores positivos registados nos três meses do trimestre em análise.

O Grande Agrupamento Industrial (GAI) de Energia, depois de uma desaceleração até ao mês de abril de 2021, mudou para variações homólogas positivas a partir do mês de maio de 2021 até ao mês de dezembro de 2022.

No trimestre em análise, as variações homólogas para este agrupamento foram de 17,0% em Dezembro, 21,1% e 36,5% em Novembro e Outubro, respectivamente, facto que mostra uma tendência de queda.

O agrupamento de Bens intermediários que assumem uma tendência de valores negativos entre os meses de Janeiro e Julho de 2022, mudou para valores positivos de Agosto a Dezembro. No trimestre em análise, o agrupamento apresentou 9,3% em dezembro depois de 4,6% e 7,8% observados em novembro e outubro, respectivamente.

O agrupamento de Bens de Equipamentos assumiu uma tendência de valores positivos de novembro de 2021 a abril de 2022, um valor tenuemente negativo em maio de 2022, tendo assumido uma tendência positiva entre os meses de junho e julho, voltando a registrar valores negativos das variações homólogas entre os meses de agosto e novembro, registrando um valor positivo no mês de dezembro de 2022. No trimestre em análise apresentou 5,4 % em dezembro depois de -3,1% e – 9,9 % observado em novembro e outubro, respectivamente.

O Agrupamento de Bens de Consumo não Duradouros que alcançara no período entre Dezembro de 2021 e Maio de 2022, variações homólogas positivas, cenário que alterou-se no mês de Junho, em que registraram valor negativo, voltaram a observar valores positivos até o mês de Dezembro de 2022.No trimestre em análise registou 2,5% em Dezembro depois de 8,1% e 29,7% observados em Novembro e Outubro, respectivamente, indica o INE.

Principais contribuições da variação homóloga

Para a variação homóloga de 9,3% registada em Dezembro no total da Indústria, os Agrupamentos de Bens de Energia, Intermédios, de Consumo não Duradouro, bem como o agrupamento de Bens de Equipamentos administrados com valores positivos de 4,8p.p. , 3,6p.p., 0,8p.p. e 0,1p.p., respectivamente.

Em relação aos agrupamentos industriais por divisões da CAE, ressalta-se que no quarto trimestre, os agrupamentos das Indústrias Extractivas, das Indústrias do Coque, Produtos Petrolíferos, Químicas, Borrachas e Matérias plásticas, de Minerais não Metálicos, bem como de produtos Alimentares, Bebida e Tabaco, diluído com 5,5p.p., 3,8p.p., 0,4p.p. e 0,2p.p., respectivamente. Os agrupamentos das Indústrias de Madeira, Papel e Pasta, Impressão, de Minerais Metálico e Metalurgia de Base dispensada com variações negativas de 0,2p.p. e 0,5p.p., respectivamente.

O agrupamento das turbinas de equipamentos (inclui veículos, motores e componentes) registou uma estabilizada.

Fonte: 0.E

Implantação da AfCFTA exige aprofundamento do diálogo e alinhamento interno

Colocando em evidência a situação de Moçambique nas suas relações comerciais com o continente, dados de 2021 indicam que, o volume do cumulativo do que o país importa e exporta, apenas 28% é intra-continental. Contudo, mais de dois terços deste volume é com os países da SADC, onde a África do Sul, sozinha representa mais de 80% em termos de importações.

Esta é uma realidade que, com o advento da AfCFTA, considerando-se as potencialidades nacionais, sobretudo no sector agrícola, acredita a CTA, “é notável que Moçambique tem muito por onde possa explorar e contribuir para suprir a demanda permanente em termos de alimentos, em particular”.

É assim que o sector privado considera a AfCFTA,uma oportunidade, que  traz demanda ida pela demanda mas também espevita a necessidade de se aumentar cada vez mais a produtividade, por forma a tirar maior proveito da abertura.

“Como sector privado, consideramos que a despeito dos avanços que se registam na implementação efectiva do acordo que cria a Zona de Comércio Livre Continental, há ainda a necessidade de mais diálogo e comunicação ao nível interno por forma a que estejamos efectivamente alinhados em torno dos processos relevantes relacionados com a estratégia nacional deste importante instrumento”. Alerta a CTA

O que o sector privado quer ver precavido no âmbito da estratégia do País para a AfCFTA, é a garantia de inexistência de desequilíbrios de oportunidades entre os países.

“A melhoria nas infraestruturas, a facilidade de acesso ao financiamento, cumprimento das leis, a redução  das barreiras não tarifárias, a criação de um ambiente facilitador de negócios, são alguns determinantes que precisam ser considerados e acautelados para que o sector empresarial parta em pé de igualdade em todos países”, disse o Vice-Presidente da CTA, Prakash Prehlad, na Reunião Nacional de Consulta e Workshop de Sensibilização

Sobre a Estratégia Nacional da Zona de Comércio Livre Continental Africana, iniciada hoje, 23/03 e que decorre até amanhã, 24/03, em Maputo.

É por estas e outras razões que o sector privado realça a necessidade de estreitamento do diálogo intersectorial, para que a estratégia nacional venha responder aos desafios que o empresariado nacional, em particular, tem e encontrar as melhores formas de potencir este segmento, para que tire melhor proveito do mercado continental.

EUA apoia melhoria da nutrição na província da Zambézia

Este programa, chamado  Okhokelamo ni Solho  (“nutrição resiliente” em Elomwe), tem como alvo a desnutrição infantil crônica. 

A má nutrição na primeira infância prejudica o desenvolvimento ao longo da vida e a zona rural da Zambézia mostra indicadores particularmente altos: 45 por cento das crianças menores de cinco anos de idade são raquíticas e 77 por cento são anêmicas. 

As atividades do programa concentram-se nas necessidades nutricionais de mães, crianças pequenas e meninas, envolvendo líderes comunitários e coordenando as unidades de saúde do governo.

Como apoio adicional, o programa distribuirá produtos ricos em nutrientes para famílias carentes durante a estação chuvosa, quando a diversidade alimentar é acentuadamente menor. O ciclone tropical Freddy, que atingiu a província da Zambézia em março de 2023, demonstra a necessidade de comunidades resilientes e preparadas nos  distritos participantes de  Okhokelamo .

Para maximizar o seu impacto na resiliência, a actividade foi concebida para trabalhar em estreita colaboração com outras actividades alimentares e nutricionais da USAID centradas na Zambézia, como parte da iniciativa Alimentar o Futuro (FTF). 

A ONG internacional Save the Children servirá como principal parceira de implementação para o projeto Okhokelamo de cinco anos e $ 75 milhões   , com parceiros locais baseados na Zambézia fornecendo apoio importante à liderança, pessoal e atividades do projeto.

O avanço da nutrição materna e infantil é um componente crítico da assistência mais ampla do governo dos EUA em Moçambique. 

Em estreita colaboração com o Governo da República de Moçambique, o Governo dos EUA fornece mais de US$ 700 milhões em assistência anual para melhorar a qualidade da educação e da saúde, promover a prosperidade econômica e apoiar o desenvolvimento geral da nação.

Inflação e preços do combustível sufocam atividade empresarial no país

Quem o diz é a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), no seu mais recente relatório sobre o Índice de Robustez Empresarial referente ao quarto trimestre de 2022.

De acordo com o documento, apresentado na última terça-feira em Maputo, a inflação, o aumento do preço de insumos agrícolas e o aumento do preço dos combustíveis elevaram os gastos operacionais das empresas moçambicanas em 1,1%, causando um prejuízo de 221 Meticais por unidade de produção.

Segundo a CTA, no quarto trimestre de 2022, as empresas investiram 6,599.78 Meticais por cada unidade de produção, tendo facturado 6,378.88 Meticais por cada unidade de produção, resultando num prejuízo de 221 Meticais por cada unidade de produção.

Contudo, a CTA reporta uma melhoria face ao terceiro trimestre, em que os prejuízos se fixaram em 305 Meticais por cada unidade de produção.

A melhoria, impulsionada pelo aumento da receita – saiu de 6,223.27 Meticais por unidade de produção para 6,378.88 Meticais por cada unidade de produção – deveu-se, segundo CTA, ao “enfraquecimento do efeito impulsionador da retirada das restrições da COVID-19”.

Lembre-se que, desde o início da guerra entre a Rússia e Ucrânia, o mundo tem testemunhado uma grave crise energética, que levou a uma subida generalizada dos preços dos principais produtos, incluindo dos combustíveis.

Em Moçambique, desde Julho de 2022, que a gasolina, o gasóleo, o petróleo de iluminação e o gás veicular vêm sendo comercializados a 87,6 Meticais, 87,7 Meticais, 75,8 Meticais e 43,73 Meticais, respectivamente.

Em geral, o relatório refere que o Índice de Robustez Empresarial (IRE) não evoluiu no quarto trimestre de 2022, tendo-se situado em 29%, desempenho observado no trimestre anterior.

A CTA aponta como factores que contribuíram para este desempenho, os seguintes: a fase final da época da comercialização agrícola; o maior dinamismo do sector de turismo; relativa estabilidade de custos de produção (ex. preço de combustíveis); aumento de encargos com a banca; e incerteza associada com a reforma na tabela salarial na administração pública.

Para o “sucesso” das empresas, contribuíram os sectores do turismo, transportes, agricultura e indústria, com um crescimento de 35%, 29%, 26% e 25%, respectivamente.

No entanto, em comparação com o terceiro trimestre, o turismo registou uma descida de 1%; agricultura uma descida de 2%; e a indústria uma descida de 3%.

Já os transportes cresceram 5%. De acordo com o relatório, o turismo foi impulsionado pelo aumento da facturação, devido ao aumento de eventos (tanto privados como do Estado); e pela melhoria da taxa de ocupação dos estabelecimentos turísticos.

A agricultura pela continuidade do período da comercialização agrícola; e pela entrada em funcionamento de grandes empreendimentos agrícolas.

A indústria foi influenciada pelo incremento de vendas, devido ao efeito da quadra festiva; e pelo relativo aumento de custos de produção.

Os transportes foram afectados pelo aumento do custo de combustíveis; e de custos de manutenção.

O documento sublinha que a competitividade industrial depende, dentre outros factores, da componente logística, que depende dos serviços e infra-estruturas existentes. “As condições de logística contribuem negativamente para competitividade para produzir e distribuir no país e, a partir daí, manter a tendência PMCL.

O estado da EN1 contribuiu para esse efeito, dado que acresceu o tempo de viagem em 40%, sendo que para Pemba foi ainda pior, tendo o tempo de viagem subido em 50% em média; e aumentou os custos de manutenção das viaturas”, defendem os empresários.