Monday, April 13, 2026
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Produção pecuária de Moçambique aumenta 9% anualmente na década

As autoridades agrícolas de Moçambique anunciaram segunda-feira (21), que o sector pecuário do país tem vindo a registar um desempenho de produção positivo com a taxa de crescimento anual superior a nove por cento nos últimos 10 anos.

Falando durante o primeiro Fórum Nacional da Pecuária em Maputo, o Director Nacional do Desenvolvimento da Pecuária, Américo da Conceição disse no fórum que a produção pecuária do país passou de um patamar de 52.000 toneladas em 2011 para 160.000 toneladas em 2021.

Em 2021, só a produção de frango ultrapassou as 135 mil toneladas, posicionando Moçambique atrás apenas da África do Sul na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral e o país ocupa o oitavo lugar em termos de produção de vacas na região, disse o director.

Américo disse que os programas de vacinação estão entre as razões que levaram ao desempenho positivo da produção pecuária e as autoridades ainda estão a implementar mais programas para aumentar a produção no futuro próximo.

“Em termos de sanidade, temos que implementar programas de prevenção, controle e erradicação de doenças. Temos que fazer programas de vacinação, controlar movimentos e também controlar a qualidade de toda a cadeia de valor”, disse Conceição.

Empresários do Qatar abertos para investir no país

Os empresários do Qatar expressaram a vontade de investir em vários sectores de actividade em Moçambique, com destaque para o ramo de turismo e recursos naturais. Esta abertura foi transmitida ao Chefe do Estado, Filipe Nyusi, numa audiência que concedeu ontem segunda-feira (21), em Doha, capital do Qatar, ao presidente da Associação dos Empresários do Qatar, DShei Feisal. 

Feisal falou do desejo dos membros da agremiação que dirige de aprimorar a cooperação bilateral, no contexto do interesse do seu  país de gerar facilidades e estender a ponte entre Moçambique e Qatar.

Promessas de investimentos vieram também dos representantes da Câmara de Comércio do Qatar, recebidos pelo Presidente Nyusi, à margem da VI Cimeira do Fórum dos Países Exportadores do Gás (GECF), que hoje se realiza em Doha.

Estes manifestaram desejo de reforçar os laços de cooperação económica com Moçambique, juntando os sectores privados dos dois países para explorarem oportunidades existentes.

A Câmara de Comércio do Qatar garantiu que vai apresentar à delegação moçambicana o potencial de investimentos que o sector privado deste país tem desejo e capacidade de realizar, acto que poderá acontecer à margem da magna reunião do GECF.

Entretanto, o secretário-geral do CECF, o argelino Mohammed Hammel, disse estar satisfeito pelo percurso de Moçambique no concerto das nações e a posição que brevemente vai assumir no quadro global dos produtores e exportadores do gás.

Neste sentido, mostrou-se satisfeito por ter sido recebido pelo Presidente da República, a quem disse abertamente que a sua organização se sentirá congratulada em receber Moçambique como membro-observador do Fórum dos Países Exportadores do Gás, à semelhança do que acontece, por exemplo, com Angola, há cinco anos.

A VI Cimeira do Fórum dos Países Exportadores do Gás acontece numa altura em que Moçambique se posiciona para ser um dos maiores produtores e exportadores deste recurso no mundo.

Ciberataque deixa inoperacionais vários portais moçambicanos na Internet

Atacado por ‘hackers’ iemenitas” é o título, escrito em inglês, da página com uma foto de um homem com uma metralhadora e lenço na cabeça que surge replicada quando se tenta entrar em diferentes ‘sites’.

Entre os alvos estão os portais do Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD), da Administração Nacional de Estradas, da Administração Regional de Águas do Sul ou do Instituto Nacional de Transportes Terrestres (INATTER).

No entanto, no caso do INATTER, o subdomínio exames.inatter.gov.mz, que dá acesso a alunos e escolas de condução, está a funcionar normalmente.

Noutros casos, a página que anuncia o ataque está presente nos ‘sites’, mas pode passar despercebida e só surgir se for diretamente invocada no endereço, como é o caso do Ministério da Defesa.

A página replicada em todos os ‘sites’ inoperacionais anuncia no rodapé que houve dados extraídos e que serão vendidos a um preço barato, mas sem exibir evidências.

Ao mesmo tempo, há vários portais institucionais com elevada notoriedade que estão a funcionar normalmente, nomeadamente do Governo, Presidência da República, Banco de Moçambique, Ministério da Saúde, portal Covid-19, Instituto Nacional de Estatística ou Procuradoria-Geral da República (PGR).

De acordo com um estudo da Accenture, recentemente divulgado, mais de metade (55%) das grandes empresas não têm uma defesa efetiva contra ciberataques nem conseguem localizar e corrigir as quebras de segurança rapidamente.

O estudo, com base em entrevistas a mais de 4.700 executivos de todo o mundo. Este relatório sublinha “a necessidade de alargar os esforços de cibersegurança para lá dos limites da própria empresa, de forma a chegar a todo o seu ecossistema, realçando que os ataques indiretos, ou seja, ataques bem-sucedidos a uma organização através da cadeia de valor”.

Moçambique na reunião dos maiores produtores de gás

Moçambique é um dos países presentes na 6.ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo do Fórum dos Países Exportadores de Gás (GECF), cujo encontro de alto nível decorre esta segunda-feira (21) na cidade de Doha, capital do Qatar, no Médio Oriente.

O GECF é uma plataforma global dos principais países exportadores de gás, com sede em Doha, integrado, entre outros, pelo Qatar, Argélia, Egipto, Guiné Equatorial, Líbia, Bolívia, Irão, Nigéria, Rússia, Emirados Árabes Unidos, Venezuela, Iraque, Holanda, Noruega e Omã.

Entretanto, os Estados Unidos da América e Austrália não são membros desta plataforma, não obstante serem dos maiores produtores de gás do mundo.

O país faz-se representar nesta cimeira pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, que se faz acompanhar pelo ministro dos Recursos Minerais, Max Tonela, e quadros de outras instituições do Estado.

Moçambique vem a esta reunião numa altura em que se prepara para ser um dos maiores exportadores do gás natural, com projectos a serem desenvolvidos na Bacia do Rovuma, província de Cabo Delgado. Neste momento, o país produz gás natural em pequenas quantidades nas regiões de Pande e Temane, em Inhambane, exportando para o mercado sul-africano

Embora o país não seja ainda um grande exportador deste recurso, dados estatísticos oficiais recentes tornados públicos pelo Global Outlook 2050 apontam Moçambique como estando na projecção do quinto maior exportador de gás do mundo, o que poderá acontecer em meados do presente século.

O “Notícias” sabe que um dos objectivos estratégicos da participação de Moçambique neste encontro de alto nível é procurar fazer parte dos 18 membros da plataforma do GECF, com a perspectiva de estimular o sector.

Importa recordar que o ministro dos Recursos Minerais e Energia, Max Tonela, participou recentemente num encontro com o secretário-geral do GECF, Mohamed Hamel, que, na ocasião, sublinhou o notável potencial do gás natural para o futuro económico de Moçambique.

Terminal de trânsito de Ressano Garcia em funcionamento a partir de Março

Até finais de Março próximo estará em pleno funcionamento a terminal de carga em trânsito de Ressano Garcia, no distrito da Moamba na província de Maputo.

É uma infra-estrutura destinada ao transbordo de carvão, magnetite, e outros minerais dos camiões para os caminhos-de-ferro.

Um dos objectivos deste porto seco é descongestionar a estrada nacional número quatro que lidera a entrada e saída de diferentes minerais através da fronteira de Ressano Garcia.

Nos últimos tempos, esta rodovia tem registado longas filas de camiões e enchentes nos serviços de atendimento, devido ao sistema em uso que apresenta alguma ineficiência.

O Director Nacional de Logística e Desenvolvimento do Sector Privado e Transportes Ambrósio Sitoe, citado pela Rádio Moçambique refere que com funcionamento pleno do porto seco de Ressano Garcia estará minorada a situação de longas filas de camiões na N4.

Ambrósio Sitoe falava na sexta-feira passada, no término de uma visita à fronteira comercial no posto de Ressano Garcia, para aferir o grau de atendimento com a introdução do novo sistema electrónico naquele posto de travessia.

Empresas nacionais expõem potencialidades no Dubai

Um grupo de empresas nacionais vai expor no próximo mês, nos Emirados Árabes Unidos (EAU), as potencialidades do mercado moçambicano, tanto do ponto de vista de exportação de produtos para o mercado do Dubai como para a atracção de investimentos para o país.

Para o efeito, a Fundação para a Melhoria do Ambiente de Negócios (FAN), em parceria com a Associação Industrial de Moçambique (AIMO), está a desenvolver uma iniciativa de exploração comercial e institucional entre as duas geografias, através de um Mozambique – Dubai Business Forum, que acontece com o pano de fundo da Expo Dubai, a maior exposição planetária.

Neste sentido, diversas empresas foram pré-avaliadas num processo liderado pela FAN, para levarem projectos com potencial real de concretizar negócios nos sectores da manufactura, agricultura e agro-processamento, turismo e indústria extractiva.

Nampula: Restabelecida circulação de comboios em Malema

Está restabelecida a circulação de comboios, depois de um circuito, pelo descarrilamento, que colidiu contra a passagem de carga numa passagem de nível, no posto administrativo de Mutuali, distrito de Male Nampula.

A informação foi pelo Secretário do Estado de Nampula, Mety Gondola, que na sequência do acidente, deslocou-se aquela região para acompanhar no terreno os trabalhos de remoção de outros equipamentos da locomotiva.

Mety Gondola referiu que o trânsito já está a fluir e aventou a possibilidade de colocação de lombas para o abrandamento da velocidade por parte dos automobilistas quando se aproximam à passagem de nível, e à montagem de cabines para o controlo do trafego ferroviário.

Fez saber ainda que vai, nos próximos dias, o levantamento de todos os pontos de transição e circulação de comboios, para evitar que aconteça, o pior, o que acontecerá”, disse.

Empresários defendem a falta de conhecimento por parte do sector para aceder a BVM

Os empresários moçambicanos não usam a Bolsa de Valores de Moçambique para se financiarem, porque não têm informações sobre o seu funcionamento, quanto menos das vantagens do seu uso. Esta é a justificação que o sector privado deu no programa O País Económico, da STV.

A Bolsa de Valores de Moçambique existe há mais de 20 anos, mesmo assim, há ainda poucas empresas cotadas. Para já, são 11, mas já foram 13. Sucede que duas delas foram excluídas por terem perdido as condições necessárias para se manter na Bolsa. Detectada e até assumida a fraca adesão, urge compreender o motivo disso.

O Presidente da Associação de Comércio, Indústria e Serviços (ACIS), Luís Magaço, disse que o problema tem várias raízes. Entretanto, Magaço afirmou que, entre as principais razões, está o facto de não haver conhecimento suficiente da bolsa referente à capitalização e o financiamento às empresas, sobretudo, de pequena e média dimensão.

Para Magaço, os empresários de Moçambique têm défice de conhecimento e têm insuficiência de fontes de consultas para obter informações seguras sobre as vantagens de se financiarem através do mercado de capitais. E, o facto de a bolsa estar em Maputo, representa uma barreira na cabeça das pessoas, tendo em conta a dimensão de todo o país.

Para o representante da Confederação das Associações Económica de Moçambique, Miguel Joia, as empresas não optam pela Bolsa de Valores pelo medo da transformação na sua estrutura accionista. Sucede que, para que sejam admitidas em Bolsa, as firmas devem tornar-se em Sociedades Anónimas para partilharem as suas acções e, até aqui, ainda não abertura para isso.

Miguel Joia frisou que há mais trabalho por fazer do lado dos empresários e do sector financeiro empresarial do que da BVM, porque existem requisitos para garantir a segurança no mercado visado.

O representante da CTA acrescentou ainda que a maioria do crédito existente na economia é feito pelos bancos comerciais, onde o fornecedor concede ao cliente, na sua cadeia de valor, uma quantia para que execute um determinado serviço e passados 30 ou mais dias efectua o pagamento.

Por sua vez, o director das operações da Bolsa de Valores de Moçambique, Amorin Pery, informou que a participação na bolsa exige capital e o país tem um nível de poupança muito baixo assim como o agente económico-família.

Na mesma senda, Pery acrescentou que a Bolsa fez um diagnóstico, durante dois anos, ao mercado nacional para identificar empresas minimamente organizadas para a Bolsa e 41% delas afirmou que não tinha necessidade de ir ao mercado aberto, porque, a nível da banca, tem a capacidade de negociar.

Economia moçambicana cresceu 2,16% em 2021

A economia moçambicana cresceu 2,16% em 2021, de acordo com o boletim de Contas Nacionais publicado há dias pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e que revela os dados do último trimestre do ano.

O Produto Interno Bruto (PIB) “apresentou uma variação positiva de 3,32% no quarto trimestre de 2021 quando comparado ao mesmo período do ano 2020, perfazendo um crescimento acumulado de 2,16%”, lê-se no documento.

Os números colocam o PIB em linha com a meta estabelecida pelo Orçamento de Estado (OE) para 2021 (2,1%) e reforçam o sinal de recuperação face à crise provocada pela pandemia de covid-19 – em 2020, a economia moçambicana tinha recuado 1,2%.

Para 2022, o governo apontou como meta uma subida do PIB de 2,9% prevista no Plano Económico e Social e OE aprovado pelo parlamento.

Ainda de acordo com o INE, no trimestre final de 2021, o maior impulso à atividade económica foi dado “pelo setor primário, que cresceu em 4,6%”, com destaque para a indústria mineira, seguida pelo ramo da agricultura, pecuária, caça, silvicultura e exploração florestal.

Relaxamento das Medidas “Satisfaz” Sector do Turismo em Moçambique

Presidente do Pelouro Turismo, Associações e Restauração das Confederações Económicas (CTA), Muhammad Abdullah, considera o momento certo para a reforma do setor, na sequência do Recurso das medidas de prevenção do Covid-19, anunciado esta quarta-feira no Recurso das medidas de prevenção da Covid-19-feira (16).

Recordar que na sua comunicação à Nação obrigatória sobre o Estado de Calamidade Pública, o Presidente da República, Filipe Nyusi, anunciou entre outras medidas de suspensão para substituir e aumentar o horário de funcionamento de 1 horas e horários de hotéis para 18 horas o que pode ser executado De acordo com um CTA, demonstre que o Governo está a acolher as sugestões do setor privado, em particular o setor de turismo que sempre advogou pela reabertura das praias e amplia o horário de funcionamento dos restaurantes.

Entretanto, Muhammad Abdullah, a maior mobilidade de oportunidades de turismo, pelo que neste momento importante é focar na criação e implementação de mecanismos de apoio à reforma das empresas do setor.

“A decisão de informação vem sem dúvida no momento certo. Para o setor do Turismo, constitui uma lufada de ar fresco e uma oportunidade real para a reforma do setor. A confiança e o otimismo aumenta automaticamente o setor de confiança e o otimismo não aumenta o número de pessoas e aumenta o número de pessoas em maior mobilidade”, friou-se Abdullah.

Desta feita, o Pelouro da oportunidade para alavancar o aumento da reflexão do setor, materializando-se com os três pontos principais transformados, não usando o último fim-de-semana, a saber: a modificação robusta vistos online, a Promoção digital do destino robusto vistos Moçambique, tanto no mercado nacional como internacional, bem como, a criação do Bureau de Convenções.

“É, enquanto setor, podemos todas as oportunidades que temos. Esta é seguramente uma delas e por isso vamos, todos juntos, trabalhar para alcançar resultados, não só para o nosso setor, mas para a economia do país no geral”, concluiu.