Monday, April 13, 2026
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TotalEnergies aumenta a sua carteira de estações de serviço em 46%

A empresa adquiriu a rede de 26 estações de serviço da BP, elevando a sua carteira para 83.

TotalEnergies Marketing Moҫambique SA, uma entidade do grupo francês TotalEnergies que já operava 57 estações de serviço em Moçambique, expandiu a sua rede no país da África Austral para 83 estações de serviço através de uma transacção com o grupo britânico BP.

“A transacção envolve uma rede de 26 estações de serviço, uma carteira de clientes industriais e uma participação de 50% na SAMCOL, uma empresa logística anteriormente detida conjuntamente pela TotalEnergies e pela BP, que explora depósitos de combustíveis em Matola, Beira e Nacala”, disse o grupo francês num anúncio do negócio a 31 de Janeiro.

TotalEnergies está presente em Moçambique em dois segmentos: a distribuição e armazenamento de produtos petrolíferos através da TotalEnergies Marketing Moҫambique; e a exploração e produção de hidrocarbonetos através da TotalEnergies EP Mozambique Area 1 Limitada, que detém uma participação de 26,5% no projecto moçambicano de GNL com estatuto de operador.

Empresas continuam optimistas em relação à actividade futura

As perspectivas para a actividade futura permanecem positivas, sendo que dois terços das empresas continuam a indicar previsões optimistas em termos de crescimento e que irão dar origem a um novo aumento dos níveis de pessoal, referem os últimos dados do PMITM.

Valores acima de 50,0 apontam para uma melhoria nas condições das empresas no mês anterior, ao passo que valores abaixo de 50,0 mostram uma deterioração. Pela primeira vez em cinco meses, o indicador PMI ficou abaixo do valor neutro de 50,0 em Janeiro.

Cifrando-se nos 46,7, uma queda em comparação com o valor de 50,6 de Dezembro, o índice indicou uma quebra acentuada das condições de operação gerais, sendo a maior registrada desde Setembro de 2020.

As empresas moçambicanas sofreram novamente quebras em termos de produção e de novas encomendas em Janeiro, sendo as maiores taxas de contração registadas desde Setembro de 2020 e Junho de 2020 respectivamente.

Os níveis mais baixos de novos negócios foram frequentemente associados pelos membros do painel à descida da procura por parte dos clientes devido à nova vaga de casos relacionados com a variante Omicron da COVID-19.

O declínio de vendas deu origem ao segundo mês consecutivo de redução da actividade de aquisição. Os níveis de stock também sofreram uma redução, sendo que a taxa de esgotamento foi a mais rápida dos últimos 17 meses.

Numa nota mais positiva, a descida das aquisições permitiu aos fornecedores efetuar entregas mais rápidas durante o mês de Janeiro, embora existam relatos de escassez de matérias-primas.

Os fornecedores diminuíram igualmente os seus preços, o que deu origem a uma pequena quebra dos custos gerais dos meios de produção, a primeira registrada desde Novembro de 2020. Por sua vez, as empresas baixaram os seus encargos com a produção pela primeira vez durante o mesmo período.

Apesar de nova deterioração das condições das empresas, de uma forma global, as empresas moçambicanas permaneceram optimistas em relação à actividade dos próximos 12 meses, sendo que pouco menos de dois terços dos inquiridos preveem uma situação de crescimento.

As empresas mantêm a esperança no fim da pandemia e que os planos de expansão possam ser postos em prática. Como resultado, os números relativos ao emprego continuaram a aumentar no último período do inquérito, sendo que a taxa de criação de emprego acelerou para o nível mais alto dos últimos três meses, embora permanecendo apenas ligeira.

O nível mais elevado de pessoal e o menor número de vendas fez com que as empresas conseguissem reduzir as suas encomendas em atraso de forma sólida.

Dugongo vai construir uma fábrica na província de Nampula

A Fábrica de Cimento de Dugongo e o Conselho de Representantes do Estado da Província de Nampula assinaram um memorando de entendimento na capital norte com vista à construção de uma unidade de produção nessa parte do país.

Cerca de 600 milhões de dólares serão investidos na construção da fábrica, que, para além do cimento, produzirá vidro e sistemas de produção de electricidade.

A fábrica de cimento, com capacidade para produzir mais de dois milhões de toneladas por ano, utilizando matéria-prima extraída no distrito de Mossuril, está prevista para Nacala-Porto.

Os trabalhos preliminares de construção poderão começar já neste semestre, tendo a Dugongo já dito que tem o orçamento disponível.

Após a cerimónia de assinatura do memorando de entendimento, o director regional da West International Holding Moçambique e gerente geral da Dugongo, Wang Feug, disse que o processo simbolizava o início de uma nova fase de projectos promovidos conjuntamente pelas duas partes.

“Há um longo caminho a percorrer, e a luta é a única forma de o fazer”. Espero que, com o vosso apoio e cuidado, os projectos da West International Holding Nampula possam ser planeados, construídos e concluídos rapidamente, em tempo recorde, e começar a fabricar produtos de alta qualidade a preços baixos”, disse Feug.

Ele acrescentou que o progresso na construção sem problemas dos projectos de Nampula daria um contributo positivo para o desenvolvimento económico e de infra-estruturas da região norte do país.

“Uma vez concluídos, estes projectos criarão diversas oportunidades de emprego para o povo moçambicano, e haverá um contacto estreito com pequenas e médias empresas, bem como com indústrias terciárias, incluindo transportes e outras”, concluiu Feug.

Por sua vez, o Secretário de Estado da província de Nampula, Mety Gondola, felicitou o seu homólogo por se juntar aos esforços do governo, e disse esperar que a fundação da unidade fabril tivesse uma forte ligação com a base social local.

“Esperamos que os nossos jovens tenham a oportunidade de se estabelecerem como revendedores, ou trabalhar no sector dos transportes, e encontrem muitas oportunidades para consolidar a sua presença no sector”, disse Gondola.

Gôndola apelou também às equipas envolvidas no trabalho para desempenharem as suas tarefas com a maior responsabilidade.

Dugongo já tem uma fábrica em Moçambique, na província de Maputo, enquanto a província de Nampula tem grandes reservas de calcário nos distritos de Mossuril, Ilha de Moçambique e Nacala-Porto. O calcário é utilizado para fazer clínquer, a principal matéria-prima na produção de cimento de construção.

 

Oxford Economics prevê subida das taxas de juro este ano

A consultora Oxford Economics África disse que o banco central de Moçambique iria este ano aumentar a taxa de juro chave para 14%, mais 75 pontos percentuais, devido às condições globais de crédito e ao aumento da inflação.

“Dado que aumentamos recentemente a nossa previsão de inflação em Moçambique de 5,4% para 7,3%, e considerando a esperada política monetária mais restritiva este ano, antecipamos que o banco central de Moçambique aumentará a taxa de juro de referência em 75 pontos, para 14%, em 2022”, diz o comentário da consultora sobre a política monetária moçambicana.

Na semana passada, o Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique decidiu manter a taxa de juro da política monetária (taxa MIMO) em 13,25%.

“Esta decisão é apoiada pela ligeira melhoria das perspectivas de inflação interna a curto e médio prazo, apesar do agravamento dos riscos e incertezas”, diz o banco central num comunicado, apresentando como principais riscos a pressão fiscal, os choques climáticos no país e o aumento dos preços do petróleo e dos alimentos no mercado internacional.

“O banco central manteve uma taxa de juro excepcionalmente elevada para equilibrar os elevados riscos para a inflação e o ambiente de investimento sombrio”, escreve a Oxford Economics na nota enviada aos clientes, a que a Lusa teve acesso.

O Banco de Moçambique prevê “uma menor aceleração da inflação”, um reflexo da “estabilidade do metical, apesar das perspectivas de subida dos preços dos alimentos e do petróleo no mercado internacional”, diz a nota do banco, que vem depois do Instituto Nacional de Estatística ter registado uma inflação de 6,7% no ano passado.

“As perspectivas de melhoria da actividade económica em 2022 são também mantidas”, graças “ao relaxamento das medidas para conter a propagação do Covid-19, à execução de projectos de gás natural na bacia do Rovuma e à maior dinâmica do sector externo”.

Tal como em comunicados anteriores, o banco central alerta para a necessidade de “reformas estruturantes na economia” e afirma que “a dívida pública interna aumentou”.

Em Dezembro de 2021, a dívida pública interna, excluindo os contratos de empréstimo e de arrendamento e os pagamentos em atraso, “aumentou em 2,4 mil milhões para 220,6 mil milhões de meticais”, cerca de 3 mil milhões de euros.

A próxima reunião ordinária da CPMO está agendada para 30 de Março.

Actividade empresarial sofreu uma deterioração em Janeiro

O último inquérito Purchasing Managers’ IndexTM (PMI) do Standard Bank revela que a actividade económica empresarial demonstrou uma nova deterioração em Janeiro. Assim, pela primeira vez em cinco meses, o indicador PMI ficou abaixo do valor neutro de 50,0 em Janeiro.

“Os últimos dados do PMITM indicam diminuições acentuadas na produção e em novas encomendas. O novo declínio levou a que as empresas reduzissem a aquisição de meios de produção, o que contribuiu para a primeira diminuição dos custos e encargos desde novembro de 2020 ”, lê-se no documento.

O principal valor calculado pelo inquérito é o Purchasing Managers’ IndexTM (PMI). Valores acima de 50,0 apontam para uma melhoria nas condições das empresas no mês anterior, ao passo que valores abaixo de 50,0 mostram uma deterioração.

“Cifrando-se nos 46,7, uma queda em comparação com o valor de 50,6 de Dezembro, o índice indicou uma quebra acentuada das condições de operação gerais, sendo a maior
registrada desde Setembro de 2020. As empresas moçambicanas sofreram novamente quebras em termos de produção e de novas encomendas em Janeiro, sendo as maiores taxas de contração registada desde Setembro de 2020 e Junho de 2020 respectivamente”.

Segundo o PMI, os níveis mais baixos de novos negócios foram frequentemente associados pelos membros do painel à descida da procura por parte dos clientes devido à nova vaga de casos relacionados com a variante Ómicron do covid-19.

O declínio de vendas deu origem ao segundo mês consecutivo de redução da atividade de aquisição. Os níveis de stock também sofreram uma redução, sendo que a taxa de esgotamento foi a mais rápida dos últimos 17 meses.

No mesmo sentido, os fornecedores diminuíram igualmente os seus preços, o que deu origem a uma pequena quebra dos custos gerais dos meios de produção, a primeira registada desde Novembro de 2020.

Por sua vez, as empresas baixaram os seus encargos com a produção pela primeira vez durante o mesmo período . Apesar da nova deterioração das condições das empresas, de uma forma global, as empresas moçambicanas permaneceram optimistas em relação à atividade dos próximos 12 meses, sendo que pouco menos de dois terços dos inquiridos preveem uma
situação de crescimento.

As empresas mantêm esperança no fim da pandemia e que os planos de expansão possam ser postos em prática. Como resultado, os números relativos ao emprego continuaram a aumentar no último período do inquérito, sendo que a taxa de criação de emprego acelerou para o nível mais alto dos últimos três meses, embora permanecendo apenas ligeira. O nível
mais elevado de pessoal e o menor número de vendas fez com que as empresas conseguissem reduzir as suas encomendas em atraso de forma sólida. Entretanto, o índice considera que as perspectivas para a actividade futura permanecem positivas, sendo que dois terços das empresas continuam a indicar previsões optimistas em termos de crescimento e que irão dar origem a um novo aumento dos níveis de pessoal

Banco de Moçambique mantém taxa de política monetária em 13,25%

O Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique decidiu manter a taxa de juro de política monetária, taxa MIMO, em 13,25%, anunciou em comunicado.

“Esta decisão é sustentada pela ligeira melhoria das perspetivas de inflação doméstica no curto e médio prazo, não obstante o agravamento dos riscos e incertezas”, justificou.

Pressão fiscal, choques climáticos no país e aumento dos preços do petróleo e dos bens alimentares no mercado internacional, foram os riscos apresentados.

Moçambique terminou 2021 com uma inflação de 6,7%, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).

O BM prevê “uma menor aceleração da inflação”, reflexo da “estabilidade do metical, não obstante as perspectivas de aumento dos preços dos bens alimentares e do petróleo no mercado internacional”, referiu.

Mantêm-se também “as perspetivas de melhoria da atividade económica em 2022”, graças “ao relaxamento das medidas de contenção da propagação da covid-19, à execução dos projetos de gás natural na bacia do Rovuma e da maior dinâmica do setor externo”.

Tal como em comunicados anteriores, o banco central alerta para a necessidade “de reformas estruturantes na economia” e refere que “a dívida pública interna aumentou”.

Em dezembro de 2021, a dívida pública interna, excluindo os contratos de mútuo e de locação e as responsabilidades em mora, “aumentou em 2,4 mil milhões para 220,6 mil milhões de meticais”, cerca de três mil milhões de euros.

 

Standard Bank melhora perspectivas de crescimento da actividade económica

Em publicação recente intitulada Mercados Africanos Revelados, o Standard Bank melhora as suas perspectivas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,8% para 3,1% em 2022, mercê de melhorias de segurança no norte do país e possível retoma de apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI) ao Orçamento do Estado.

“Agora elevamos a nossa previsão de crescimento para 3,1% para 2022 e 3,4% para 2023, a partir de 2,8% e 3,2% respectivamente, devido às melhorias de segurança em Cabo Delgado, o progresso do investimento em gás natural e um aumento do apoio externo com a retoma das negociações entre o Governo e o FMI para um programa de crédito alargado (ECF)”, lê-se no documento.

A fonte lembra que uma declaração de fim de missão da Consulta do FMI, emitida em 21 de Dezembro, indica que as negociações para um programa apoiado por uma ECF deve começar no final de Janeiro, quase um ano após as negociações serem suspensas (provavelmente devido à incerteza em torno do impacto fiscal da insegurança em Cabo Delgado).

O FMI suspendeu o apoio directo ao Orçamento nacional em Abril de 2016, após a revelação de empréstimos ilegais de mais de 2,2 biliões de USD, que empurraram a dívida soberana para mais de 100% do PIB. Todavia, o Standard Bank acredita que o julgamento em curso sobre estes empréstimos ilegais, que começou a 21 de Agosto, pode ajudar a melhorar a prestação de contas.

Num outro desenvolvimento, a nossa fonte lembra que a recuperação económica tem sido lenta, mas ampla, apoiada por efeitos de base, nomeadamente agricultura e mineração resilientes, pelo que, em relação ao passado, a instituição estima ter-se registado um crescimento do PIB na ordem de 2,2%, a partir de uma contração de 1,2% em 2020.

“A Agricultura beneficiou-se da melhor estação chuvosa e investimento no projecto Sustenta. A mineração beneficiou-se de um forte crescimento na produção de carvão de mais de 8%, para 12,3 MTPA, suportada pela mina de carvão de Moatize. Ambos os sectores devem estender seus fortes desempenhos em 2022. No entanto, a pandemia da Covid-19, os desafios de segurança persistentes e as mudanças climáticas ainda representam riscos relevantes para as perspectivas”, relata o documento.

O Standard Bank perspectiva que a chegada, na Área 4 da Bacia do Rovuma, da plataforma flutuante de Gás Natural Liquefeito (GNL), Coral Sul, num projecto de 7 biliões de USD, e cuja produção começa a partir de meados de 2022, deverá impulsionar as exportações, mas com efeitos colaterais limitados, sendo um projecto em mar (ou offshore).

A instituição perspectiva ainda que o projecto de GNL da Área 1 de 20 biliões de USD possa retomar a construção dos dois trens terrestres de GNL, possivelmente durante a segunda metade de 2022, facto que irá aumentar o Investimento Directo Estrangeiro (IDE) em Moçambique.

“Nosso cenário optimista vê maiores taxas de crescimento para 2022 e 2023, 4,6% e 5,5% respectivamente, apoiados por IDE, principalmente relacionado com o GNL.

Hotel flutuante a caminho de Cabo Delgado para Projecto Coral Sul

Um hotel flutuante denominado CSS Termis está a caminho da província de Cabo Delgado, onde vai alojar centenas de trabalhadores contratados para a instalação da plataforma flutuante de gás natural liquefeito, Coral Sul FLNG, na Área 4 da Bacia do Rovuma.

Citando a Nortrans, proprietária do hotel, a AIM explica que o contrato prevê o alojamento de 400 trabalhadores por um período de 200 dias, contados a partir de Fevereiro. Actualmente, o navio está ancorado no porto da Cidade do Cabo, na vizinha África do Sul.

A plataforma Coral Sul FLNG encontra-se em águas moçambicanas, volvidos 34 dias de viagem a partir da Coreia do Sul.

Uma nota publicada pelo Instituto Nacional de Petróleos (INP), após a chegada da plataforma, explica que, neste momento, decorre o processo de certificação do heliporto para permitir a aterragem e descolagem de helicópteros, que transportarão as equipas de apoio e de trabalho.

Após a conclusão da ancoragem, processo que inicia logo após a chegada da plataforma à área de produção, o INP vai efectuar uma vistoria antes de proceder à emissão da Licença de Operação, em conformidade com o Regulamento de Licenciamento de Infra-estruturas e Operações Petrolíferas Nr. 84/2020, de 18 de Setembro. Prevê-se que esta acção ocorra até Abril do corrente ano.

A plataforma Coral Sul FLNG foi construída pelas concessionárias da Área 4, nomeadamente a ENH, com 10% de participações, a MRV com 70%, a Galp Energy e a Kogas, ambas com 10%.

A infra-estrutura tem 432 metros de comprimento e 66 de largura, chegando a pesar mais de 200 mil toneladas resultantes de uma complexa composição que inclui 12 módulos de superfície.

Este projecto, que conta com um investimento de aproximadamente 7 biliões de USD, vai produzir e liquefazer 3.37 MTPA (milhões de toneladas por ano) de gás natural, usando os recursos provenientes do reservatório Coral Sul.

CTA e Quénia vão promover fórum de negócios

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) e o Quénia vão organizar um fórum de negócios para aproximar empresários dos dois países, anunciou a agremiação patronal.

“As partes acordaram a realização de um fórum de negócios entre empresários dos dois países como plataforma para estreitar as relações empresariais”, anunciou a CTA em comunicado.

A aproximação foi anunciada após um encontro entre Agostinho Vuma, presidente da confederação moçambicana, e Dorcas Bungei, responsável pela secção de negócios da embaixada do Quénia em Maputo.

“Embora Moçambique tenha instalado a sua embaixada no Quénia desde 1994, só em Outubro de 2021 é que designou uma comissão instaladora”, assinalou a CTA, que considera que as relações estão “no bom caminho”.

Antes de adiantarem mais detalhes sobre o fórum, um novo encontro ficou agendado à margem da Conferência Anual do Setor Privado (CASP), a plataforma mais importante do chamado “diálogo público-privado” em Moçambique, a decorrer de 23 a 25 de Março.

“Dorcas Bungei garantiu a mobilização de empresários quenianos para participarem na XVII CASP”, concluiu a CTA.

O Quénia foi o 34.º destino de exportações moçambicanas em 2020, no valor de 6,6 milhões de euros e a 50.ª origem de importações, com um valor de 6,9 milhões de euros.

Maningue Magic, um novo canal para os Moçambicanos

A MultiChoice, através das plataformas DStv e GOtv, lançaram na segunda-feira (17), o canal “Maningue Magic”. Um canal de televisão dedicado aos telespectadores moçambicanos que traz conteúdos de alta qualidade, compostos maioritariamente por telenovela, séries de ficção, reality shows, programas musicais, magazine de lifestyle e de sociedade; todos produzidos em Moçambique.

A iniciativa visa entreter os clientes, há muito sedentos de mais conteúdo local na programação.

O evento de lançamento do novo canal decorreu na Fortaleza de Maputo e contou com a presença de artistas, produtores, realizadores que integram as diferentes produções e representantes do Ministério da Cultura e da Direcção da MultiChoice Moçambique.

Além de oferecer entretenimento, o canal contribuirá para o crescimento das indústrias culturais e criativas moçambicanas impactando na cadeia de valor baseada no talento e nas habilidades artísticas dos produtores, com a capacidade de geração de empregos e mais receitas para o Estado.

“Preocupamo-nos em levar o melhor do conteúdo televisivo de entretenimento para as famílias nacionais. O lançamento do canal Maningue Magic representa um inquestionável salto qualitativo na oferta de conteúdos televisivos localmente produzidos”, disse Agnelo Laice, Director Geral da MultiChoice Moçambique.

Os artistas nas suas mais variadas formas de manifestação e produção (cinema, teatro, música, promoção de espectáculos e eventos de entretenimento) terão neste canal os seus direitos salvaguardados e a sua imagem promovida na diáspora. Continuaremos a trabalhar com os produtores nacionais estabelecidos e apoiar os novos produtores nacionais que encontram agora no canal Maningue Magic uma plataforma de reconhecido crédito, através da qual podem veicular os seus conteúdos em alta qualidade (HD) para Moçambique e além-fronteira. Este novo canal responde também ao nosso compromisso de promover o desenvolvimento da indústria e da economia de entretenimento em Moçambique e no continente africano, concluiu Laice.

João Ribeiro, Director do canal, destacou que “o Maningue Magic vai melhorar a experiência do telespectador e agregar valor aos clientes. Estamos orgulhosos do nosso papel no sector do entretenimento. Este lançamento reforça a visão estratégica de sermos o principal contador de histórias do continente africano e abre uma nova etapa no relacionamento com a indústria no país”.

As narrativas do Maningue Magic são emotivas e algumas vão se tornar sucessos televisivos que convidam à reflexão de temas essenciais do cotidiano moçambicano (traição, luta pela sobrevivência, conflitos familiares e dicotomia campo-cidade) contadas com uma grande dose de criatividade. Nestas produções valorizamos histórias, actores, músicos e tradições nacionais. As cenas foram filmadas em locais icónicos e em outros menos conhecidos do público, trazem para a nossa tela o outro lado do dia-a-dia com aquele toque de qualidade que caracteriza a produção da M-Net/MultiChoice.

O reality show vai proporcionar encontros e namoros entre os jovens solteiros. Mas antes é preciso conquistar e criar afinidades com os familiares do seu futuro parceiro, que quebra ou não as hipóteses do encontro. Os amantes deste tipo de programa vão ter nele a sua companhia predilecta.

O magazine de lifestyle traz tendências, cores, sabores e odores que marcam a actualidade cultural e o entretenimento nacional. Designers, Chefs, Artistas, lugares e formas, todos eles com uma história para contar.

Acompanhe a vida dos artistas famosos (de Moçambique e de África em geral) e fique sabendo como a Internet os acolhe e o que dizem os seus fãs. O Maningue Magic estará disponível em exclusivo nos pacotes DStv Família, DStv Grande, DStv Grande Mais, DStv Bué e DStv Mega, assim como nos pacotes GOtv Max e GOtv Supa. O telespectador poderá contar com uma selecção de conteúdos de alta qualidade, criados localmente e elaborados a pensar em si.

Conheça os programas de destaque 100% moçambicanos que serão lançados:

A telenovela Maida – narra a viagem, com cenas de amor, sonhos e traição, de uma adolescente ingénua que deixa o campo para se mudar para a grande cidade;

A série A Influencer – conta-nos a história de uma jovem suburbana que sonha em ser uma Influenciadora Digital e representar as maiores marcas, mas que acaba envolvida num mundo de drogas e prostituição que vai mudar a sua vida;

Estação do Boss – um programa musical orgulhosamente moçambicano com entrevistas interessantes, imagens de bastidores e lançamentos de vídeo-clips de artistas nacionais;

Date My Family Moçambique – uma versão nacional do famoso reality show de encontros de sucesso, que vê solteiros a partilharem uma refeição com três (3) famílias diferentes para ver se encontram um(a) parceiro(a) ideal para si;

Top Mais – reporta a vida dos famosos de Moçambique e de outros países africanos que são os protagonistas do momento nas redes sociais. Eles vêm do cinema, televisão, turismo, desporto, música, artes, gastronomia, moda, beleza, entre outros;

Txunado – um programa que partilha as novas tendências da moda e do design em Moçambique, nas mais diversas áreas, apresenta ao público um conjunto de histórias sobre projectos criativos, promovendo plataformas e novas linguagens.