Monday, April 13, 2026
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LAM Reporta Resultados Negativos

A empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) registou, no exercício económico de 2020, resultados operacionais negativos de 4,6 mil milhões de Meticais. A informação consta do Relatório e Contas da companhia, já disponível no site daquela companhia aérea.

Uma fonte da LAM confirmou a informação, tendo frisado que por detrás dos resultados negativos, existe uma grande influência da pandemia do covid-19 que assola o país e o mundo há acessivelmente dois anos, bem como referenciou a questão da variação cambial da moeda.

Uma nota de imprensa detalha que, ainda em 2020, a companhia aérea de bandeira continuou a apresentar um capital próprio negativo de 17,1 mil milhões de Meticais, sendo que o fluxo de caixa da actividade operacional fixou-se em 138 milhões de Meticais negativos. No ano anterior, este indicador registou 557 milhões de Meticais.

Em 2020, o activo total da LAM situou-se em 3,9 mil milhões de Meticais, contra 6,8 mil milhões de Meticais do ano económico anterior. Os passivos ascendem os 21 mil milhões de Meticais, contra 18,4 mil milhões de Meticais contabilizados em 2019.

“Em face dos resultados negativos, a empresa apelou aos accionistas, tendo proposto medidas, algumas de curto prazo e outras estratégicas, para manter a sua sustentabilidade. A LAM tem como accionista maioritário o Estado Moçambicano (96%), representado pelo IGEPE e accionista minoritário, Gestores, Trabalhadores e Técnicos representado pela Vintelam, SA, com 4%”, lê-se no documento.

Entretanto, a companhia aérea assegura que os accionistas comprometeram-se em analisar a situação económico-financeira da empresa e prestar o apoio necessário para garantir a continuidade operacional da empresa.

Millennium bim e mKesh assinam parceria de Interoperabilidade

A Carteira Móvel, operadora do serviço financeiro de moeda electrónica mKesh, e o Millennium bim assinaram, esta quarta-feira, dia 9 de Fevereiro, em Maputo, um contrato de interoperabilidade, permitindo, dessa forma, que os clientes das duas instituições efectuem transferências de valores entre as contas bancárias e as de moeda electrónica.

Trata-se de um acordo que vai, sobremaneira, contribuir nos esforços que têm sido envidados no sentido de levar os serviços financeiros a cidadãos não bancarizados, bem como oferecer, aos que já o são, serviços e produtos de elevado valor acrescentado e de utilização cómoda.

A parceria entre as duas empresas insere-se no âmbito da interoperabilidade entre bancos comerciais e instituições de moeda electrónica.

De acordo com o presidente do Conselho de Administração da Carteira Móvel, Binda Celestino Augusto Jocker, este acordo representa mais um passo importante no sentido do reposicionamento da marca mkesh, depois da implementação de uma nova plataforma de dinheiro electrónico, um caminho a ser partilhado com uma marca com créditos firmados como é o Millennium bim.

Por sua vez, José Reino da Costa, presidente da Comissão Executiva do Millennium bim considerou que “esta é uma excelente parceria entre dois serviços de valor acrescentado e que foi feita a pensar nos clientes das duas plataformas. Esta parceria promove a expansão dos serviços financeiros do Millennium bim e é mais um contributo para a inclusão financeira em Moçambique.

Importa realçar que este serviço, resultante da interligação dos sistemas de pagamento móvel das duas instituições, está disponível no canal USSD do mKesh *500# (somente na rede Tmcel) e aplicativo, bem como nas plataformas do Millennium bim, nomeadamente Millennium IZI, através do USSD *181#, e no aplicativo Smart IZI.

Empresários querem fronteira de Ressano aberta 24 horas

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), a maior associação patronal do país, quer que a principal fronteira terrestre com a África do Sul funcione 24 horas por dia.

A CTA afirma ter efectuado diligências junto do Ministro da Indústria e Comércio e do Alto-Comissariado da África do Sul em Maputo, de modo intercedam para a extensão permanente do horário da fronteira de Ressano Garcia para 24 horas.

Num comunicado, os empresários consideram que a limitação das operações a períodos diurnos trava a circulação entre os dois países.

O objectivo é resolver o congestionamento que se verifica como resultado do aumento do fluxo transfronteiriço entre os dois países e da frota com destino ao Porto de Maputo, situado a cerca de 100 quilómetros da África do Sul e que escoa grandes quantidades de minérios deste país.

Segundo a associação patronal, o funcionamento permanente deve incluir permissão para que os camiões operem após as 22 horas, de modo a garantir maior celeridade no escoamento das exportações e importações.

“Os constrangimentos que têm sido arrolados levam à redução da competitividade deste importante corredor regional”, alerta a CTA num documento citado pela Lusa.

Segundo a associação, o Alto-Comissariado da África do Sul em Maputo já respondeu à pretensão, assegurando que continuará a trabalhar com o Governo de Moçambique para que a fronteira de Ressano Garcia esteja sempre aberta, “no âmbito da melhoria da cooperação bilateral e fortalecimento dos laços entre os dois países”.

Actualmente a fronteira de Ressano Garcia funciona 24 horas apenas em épocas festivas, como de passagem de ano e Páscoa.

Por que os Fundos de Pensões são importantes em Moçambique?

O fim de uma carreira profissional não precisa significar o fim de rendimentos do profissional. Sabe o que são fundos de pensões? Saiba o que são e entenda como estes produtos financeiros podem ser uma boa solução de investimento para a reforma.

Os fundos de pensões consistem num formato de investimento a médio ou longo prazo do qual os trabalhadores tomam parte. Estes fundos surgiram lá pelos finais do século XIX nos EUA e eram serviços financeiros providos por uma firma ao público.

Actualmente, os fundos de pensões apresentam-se como algum tipo de apoio à reforma, acordada por instituições e grupos de trabalhadores que aderem voluntariamente. Os Fundos de Pensões não têm por objectivo substituir a segurança social obrigatória do INSS, mas complementar o rendimento dos trabalhadores reformados.

Em Moçambique, o Governo aprovou em Junho de 2009 o regulamento da Constituição de Fundos de Pensões, no âmbito da Segurança Social Complementar e, seis meses depois estabeleceu os princípios gerais da política de investimento e definiu as normas contabilísticas dos Fundos.

Os Fundos de Pensões vão ganhar uma maior relevância no mercado nacional com a entrada de um novo player: o Standard Fundo de Pensões cujo lançamento tem lugar esta quinta-feira (10 de Fevereiro) na Cidade de Maputo. O Standard Fundo de Pensões é uma sociedade gestora subsidiária do Banco Standard Bank e oferece ao público serviços de fundos destinados a empresas e particulares. Para Agnaldo Mavera, director executivo da instituição, o fundo funcionará como um mecanismo de apoio à reforma e tem como objectivo salvaguardar e garantir que os beneficiários tenham uma qualidade de vida sustentável. Os serviços do Fundo comportam administração dos fundos por via de oferta digital, dando mais celeridade e flexibilidade, gestão de investimentos e assessoria de investimento.

A constituição de fundos de pensões em Moçambique é tutelada e regulada pelo Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique (ISSM). Segundo o relatório publicado pela instituição em Setembro de 2021, até ao ano de 2020 estavam constituídos no país 11 fundos de pensões sob gestão de 6 entidades, havendo 11, 595 membros activos e 1,779 pensionistas.

Conheça abaixo as entidades e as denominações de Fundos de Pensões em Moçambique:

Petróleo recupera perdas dos dois últimos dias

 A cotação do petróleo está a subir, depois de um relatório do American Petroleum Institute (API) apontar para uma queda nos stocks de gasolina e gasóleo nos EUA, noticiou o jornal de Negócios.

Nesta altura, o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, está a avançar 0,7% para 89,79 USD, depois de perder cerca de 3,2% nas últimas duas sessões. Já o Brent do Mar do Norte, a referência para o mercado nacional, está a avançar 0,54% para 90,29 USD.

Os dados do do API apontam para uma queda de dois milhões de barris na última semana de Janeiro, de acordo com duas fontes contactadas pela Bloomberg.

O conselheiro económico da Casa Branca, Jared Bernstein, disse em entrevista à CNN que ainda é possível libertar mais reservas de petróleo. “É uma opção que pode ser colocada na mesa se for necessário”, assegurou.

A cotação do “ouro negro” arrancou 2022 em compasso de corrida renovando máximos de 2014, motivada sobretudo pelos conflitos entre a Ucrânia e a Rússia, esta última membro da OPEP+.

Esta terça-feira, a agência Reuters adianta ainda que 18 das 23 refinarias de petróleo da Índia, o terceiro maior importador de petróleo do mundo, estão a comprar mais petróleo, disparando a capacidade anual de produção.

TMCEL reinicia fase de modernização e extensão

A empresa pública de telecomunicações de Moçambique, TMCEL, iniciou a segunda fase do projecto de modernização e extensão da sua rede móvel em todo o país. As obras que se iniciaram na província de Maputo e se estenderão gradualmente às restantes províncias do país vão prosseguir até 2023.

No âmbito deste projecto, a TMCEL prosseguirá com a instalação de novos equipamentos 2G e 3G, bem como a extensão das tecnologias 4G e 4,5G em todo o território nacional. A empresa pública também planeja modernizar e aumentar a capacidade de transmissão de todo o backbone de fibra óptica.

Esta iniciativa enquadra-se na ambição da TMCEL de conquistar o mercado nacional de telecomunicações. A empresa que pretende tornar-se a principal empresa de telecomunicações em Moçambique nos próximos anos, à frente da Vodacom e da Movitel, realizou em 2019 a primeira fase de modernização da sua rede.

Para esta segunda fase, a TMCEL contará com a tecnologia e expertise do fabricante de equipamentos Ericsson com o qual foi celebrado um acordo em Novembro de 2020. Este último tem duração de cinco anos.

Entretanto, uma vez concluída, esta segunda fase do projecto de modernização da rede de telecomunicações da TMCEL permitirá à operadora incumbente chegar às comunidades mais remotas com serviços de qualidade. Em suma, novos nichos de mercado.

Vodacom nomeia novo Director-Geral

Vodacom acaba de anunciar Simon Karikari como Director-Geral em substituição de Jerry Mobbs, que liderou a gestão da operadora durante nove anos.

Bacharel em Contabilidade pela University of Botsuana e membro da Association of Chartered Certified Accountants (ACCA), Simon Karikari, antes da sua actual nomeação, foi CEO do Grupo Milicom na Tanzânia.

“Pretendo continuar o trabalho desenvolvido e usar a minha experiência na área das telecomunicações para agregar valor à Vodacom. É uma grande responsabilidade e um grande desafio, mas sinto-me confiante em toda a equipa”, declarou Karikari.

Por sua vez, Jerry Mobbs considera que foi um grande privilégio liderar a Vodacom, “sendo que, o maior motivo de orgulho e satisfação foi conseguirmos transforma-la na operadora número 1 em Moçambique”. “Foi um objectivo atingido graças ao trabalho e compromisso de toda a equipa. Claro que ainda há muitas oportunidades de melhoria para continuar a promover o serviço de excelência que os Clientes da Vodacom merecem”, concluiu Mobbs.

EXPO Dubai celebrou Moçambique em grande

Moçambique teve há dias, a sua primeira participação na EXPO Dubai, a maior exposição do mundo. Este é um espaço onde diferentes países do mundo procuram expor o seu passado, presente e futuro. E Moçambique não fugiu à regra em Dubai. Enquadrado no espaço sobre a sustentabilidade, Moçambique mostra um país com um passado glorioso, um presente com desafios, mas com boas perspectivas no futuro, que tem na sustentabilidade ambiental a base do seu desenvolvimento.

Quatro áreas têm destaque especial em Dubai, nomeadamente, agricultura, energia, infra-estruturas, cultura e turismo, por serem considerados os motores que estão a galvanizar o desenvolvimento de Moçambique de forma sustentável.

Desta vez o país teve a sua bandeira içada na principal praça do evento, tendo na ocasião sido entoados os hinos nacionais de Moçambique e dos Emirados Árabes Unidos. Mas também houve actuação de músicos moçambicanos como Valdemiro José, Onésia Muholove e Mr. Kuka.

Dirigindo o dia de Moçambique, o Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, enalteceu a organização da Expo Dubai 2020 num momento particularmente difícil para o mundo.

“Estamos certos de que, durante os seis meses da EXPO 2020, Dubai se tornou numa incontornável plataforma de convergência dos diferentes países e organizações mundiais, fazendo jus ao lema escolhido para esta edição: “Conectando Mentes, Criando o Futuro”, disse o Primeiro-Ministro.

Carlos Agostinho do Rosário sugere, como sendo prova da sua afirmação, o facto de as várias actividades realizadas e agendadas naquele espaço estarem relacionadas com a divulgação dos mosaicos culturais e turísticos, promoção de oportunidades de investimento, interacção, troca de experiências e facilitação de negócios entre actores de vários quadrantes do mundo, incluindo os decisores políticos.

No seu discurso, o governante realçou ainda o facto de Moçambique partilhar com os Emirados Árabes Unidos e com outros países do mundo uma visão comum sobre a necessidade de promover um desenvolvimento socioeconómico acelerado e sustentável em benefício último do bem-estar dos respectivos povos.

Bruxelas reitera compromissos com Moçambique

A Comissão Europeia reiterou o seu compromisso para com Moçambique em diversas áreas, por ocasião de uma visita do Presidente Filipe Nyusi a Bruxelas, durante a qual manteve encontros com vários membros do colégio.

Em visita de três dias a Bruxelas para encontros com dirigentes da União Europeia (UE). Após receber Nyusi, o vice-presidente Timmermans, que tem o pelouro do Pacto Ecológico Europeu, garantiu que a UE vai intensificar a cooperação com Moçambique no domínio da poluição e gestão da água, para apoiar as capacidades do país para fazer face às alterações climáticas, que, assinalou, já têm feito sentir o seu impacto.

“Boa reunião hoje com o presidente Filipe Nyusi sobre a adaptação e o caminho para COP27. Com tempestades como Idai e Ana já a causar grandes perdas e danos, vamos intensificar a nossa cooperação em matéria de poluição e gestão da água para apoiar a resiliência de Moçambique às alterações climáticas”, escreveu na sua conta oficial na rede social Twitter.

Na segunda-feira, Nyusi já havia sido recebido pela comissária com a pasta das Parcerias Internacionais, Jutta Urpilainen, numa reunião na qual também foi abordada a cimeira UE-África agendada para a próxima semana em Bruxelas.

“Trocámos pontos de vista sobre uma série de prioridades comuns: mensagens para a próxima Cimeira UE-África, resposta à pandemia, cooperação em matéria de segurança e oportunidades para uma parceria reforçada”, adiantou a comissária igualmente na sua conta na rede Twitter.

Nyusi, que se faz acompanhar nesta viagem pelo ministro dos Recursos Minerais e Energia, Max Tonela, e pelo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Manuel Gonçalves, reuniu-se também com o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel.

Produção de carnes cresce em 17 por cento

A Produção de carnes bovina, suína, caprina, ovina e de frango vai registar este ano um crescimento de 17 por cento em relação ao ano passado.

Segundo as projecções avançadas pelo Governo, o maior aumento para este ano será registado na produção do frango (cerca de 19 por cento), alcançando-se no total 157 238 toneladas contra 132 001 toneladas do ano passado.

A carne bovina deverá atingir 18.800 toneladas contra 18.438 toneladas, o correspondente a uma variação de dois por cento. A suína será de 3619 toneladas contra 3519 toneladas do ano transacto, uma variação de três pro cento.

Na carne caprina serão produzidas 3205 toneladas contra 2991 toneladas, uma variação de cerca de sete por cento.

No geral, o Governo estima que, como resultado das acções de prevenção e controlo das principais doenças animais e de acções de maneio sanitário e reprodutivo, está previsto um crescimento dos efectivos pecuários em relação ao ano passado de cerca de três por cento para bovinos, dois por cento para suínos, três por cento para pequenos ruminantes e quatro por cento para galinha landim.