Sunday, April 12, 2026
spot_img
Home Blog Page 488

Britânicos fazem petição para suspensão do investimento em Moçambique

Amigos da Terra lança petição pública para que o Governo britânico interrompa o investimento em megaprojectos da Total em Cabo Delgado. Activistas levantam contradição do Governo. O protesto tem forte adesão nas redes sociais.

Apesar de o primeiro-ministro Boris Johnson afirmar que está empenhado em travar a crise climática na cimeira das Nações Unidas (COP26), o Governo britânico mantém a intenção de investir cerca de 730 milhões de libras para apoiar o projecto de gás operado pela Total em Cabo Delgado.

O debate sobre a alegada contradição do Governo britânico está a ser levantado no Reino Unido pela ONG Amigos da Terra, uma organização ambiental que actua em diversos países desde os anos 1960.

“O Governo precisa fazer tudo o que estiver ao seu alcance para apoiar a transição para as energias renováveis, e não para apoiar novos projectos de combustíveis fósseis. Ao fazê-lo, está a agir contra os seus compromissos ao abrigo do Acordo de Paris”, diz uma chamada para uma petição no site da organização.

De acordo com a DW, a petição teve forte adesão nas redes sociais nesta sexta-feira e foi impulsionada por outras organizações ambientais.

A UK Export Finance (UKEF) concordou em prestar apoio à companhia Moz LNG1 Financing, um veículo especial criado para o projeto operado pela Total. Segundo informações publicadas pelo Governo britânico, a participação implicaria no desenvolvimento de instalações de produção de gás offshore ligadas a uma instalação de recepção de gás onshore e de liquefação de gás natural e infraestruturas na península de Afungi, em Cabo Delgado.

O projecto terá vários bens e serviços fornecidos por exportadores do Reino Unido, devendo colaborar na construção de instalações portuárias, tanques de armazenamento, alojamentos para trabalhadores, pistas de aterragem, instalações de produção de energia, instalações de eliminação de resíduos e tratamento de água.

A ONG contestará a decisão do Governo de financiar este projecto numa audiência marcada para Dezembro pela justiça britânica. “Não tem de chegar a este ponto. O primeiro-ministro ainda pode intervir e retirar de uma vez por todas o apoio a este novo megaprojecto em Moçambique”, ressalta a Amigos da Terra.

A Amigos da Terra convoca o público a assinar uma petição e pedir ao primeiro-ministro que mantenha o seu compromisso com uma ação climática. A pressão sobre o Governo britânico aumentou após as conversações da ONU sobre o clima. “Agora é o momento de exigir que leve a sério o seu compromisso”, diz a ONG no seu site.

Principais bancos centrais injectam USD 9 triliões na economia

Com a economia a sofrer um golpe devido à pandemia da COVID-19, a maioria dos bancos centrais a nível mundial recorreu à promulgação de várias medidas de Facilitação Quantitativa (QE) para salvar a situação. Contudo, as principais economias utilizaram a medida para injectar quantidades históricas de dinheiro nas suas economias em colapso.

De acordo com dados adquiridos por Finbold, entre Janeiro de 2020 e Novembro de 2021, quatro grandes bancos centrais expandiram os seus programas de Facilitação Quantitativa num total de USD nove triliões de dólares para apoiar as suas economias. A Reserva Federal dos Estados Unidos e os Bancos Centrais Europeus representaram cada um USD 3,4 triliões durante o período. O Banco do Japão ocupa o terceiro lugar com USD 1,6 triliões, seguido pelo Banco de Inglaterra com USD 0,6 triliões.

Por outro lado, o balanço da Reserva Federal, dos Bancos Centrais Europeus, do Banco do Japão e do Banco de Inglaterra subiu 60,13% entre 2019 e 2021 de USD 15,5 triliões para USD 24,5 triliões. Ao longo dos últimos oito anos, o balanço acumulado mais baixo dos bancos foi em 2014 de USD 10,4 triliões.

 

Inflação e impressão de mais dinheiro

Com a política monetária a emergir como uma possível almofada para a economia, resultou, no entanto, em potenciais efeitos adversos, tal como salientado pelo relatório.

De acordo com o relatório de investigação, “notavelmente, a impressão de moeda tem várias falhas, sendo a inflação a preocupação mais significativa, especialmente se a produção económica não apoiar a procura. Por exemplo, os Estados Unidos estão, actualmente, a braços com uma inflação galopante que atingiu 6,1%, a mais elevada em quase três décadas. A maioria dos economistas projecta que a inflação continuará a aumentar devido à política monetária adoptada no meio da pandemia.”

O bombeamento de mais dinheiro para a economia no meio da pandemia foi considerado uma medida de último recurso, porque os países corriam o risco de novos colapsos. A maioria dos bancos centrais decidiu sobre o montante a injectar na economia, com base nos factores como estabilidade financeira, nível de inflação, estabilidade das taxas de câmbio, entre outros.

Preço do transporte em Maputo poderá subir

O município de Maputo propõe o agravamento da tarifa de transporte público de passageiros de 2 meticais, para até 10 km e 3 meticais a partir de 10 km. Consultados, os munícipes não se opõem a decisão, no entanto exigem melhoria na prestação de serviços.

Na auscultação feita esta quarta-feira, a operadores de transportes públicos e privados e munícipes, representados por chefes de quarteirões, de bairros e outras estruturas dos bairros, a edilidade de Maputo aposentou a proposta do novo preço.

Na ocasião, o Vereador de Mobilidade, Transportes e Trânsito, José Nichols, avançou que inicialmente a proposta dos operadores era de um agravamento de cinco meticais, porém, depois de muita conversação, chegou-se a estas propostas.

“Os operadores tinham a expectativa de que o aumento fosse na ordem dos 5 meticais, no entanto, das análises feitas, concluímos que poderíamos fazer o agravamento de forma gradual, a partir de uma fórmula que iremos definir, com indicadores próprios, daquilo que é o crescimento que queremos, em função das condições de vida dos munícipes, para que a tarifa não só seja sustentável, assim como tenha justiça na sua aplicação”, disse o Governante, tendo acrescentado que:

“Depois desta auscultação, tendo em conta a responsabilidade que a assembleia municipal de Maputo tem de aprovar tarifas, vamos preparar todo o processo para remeter à Assembleia para respectiva análise e resolução a respeito. Este processo deve acontecer até o final deste mês”, explicou.

Nichols disse ainda que a expectativa da edilidade é que as tarifas sejam aprovadas e entrem em vigor ainda no mês de Dezembro ou nos princípios de Janeiro de 2022.

O Vereador de Mobilidade, Transportes e Trânsito aproveitou-se da ocasião para deixar uma apelo, para o uso dos bilhetes eletrónicos, porque, segundo afirmou, o cliente irá pagar exatamente pelo percurso percorrido, diferentemente do pagamento em dinheiro, onde funciona a taxa única.

Por seu turno, os operadores aplaudem a decisão, pois para eles, a actual tarifa já não é sustentável para o desempenho da actividade.

“O reajuste das tarifas de transporte em Maputo é um tabu. O processo é lento, levando vários anos, no entanto, os custos de produção, mensalmente sobem, mas há 5 anos que a nossa tarifa não sofre ajustes”, disse José Massango, falando em representação da Federação Moçambicana das Associações dos Transportadores Rodoviários (FEMATRO).
Massango, tomando a dor dos seus associados fez questão de alistar 6 pontos que, segundo ele, justificam a urgência em mexer nas tarifas dos transportes, sob pena de “afundar por completo” o trabalho dos transportadores.

“O preço do combustível está a sufocar sobremaneira os transportadores, aumentou os preços dos pneus, lubrificantes e demais peças para as nossas viaturas, o preço da licença para transporte de passageiro passou de 3 mil para 5 mil, a condição das estradas não ficou de fora, elas aceleram as recorrentes avarias das nossas avarias, sem pôr de lado a pandemia da COVID-19, que afectou grandemente o nosso negócio”.

Os munícipes não se opõem à decisão, no entanto exigem que esta subida dos custos se reflita na qualidade dos serviços prestados aos utentes, que muito sofrem.

“Não me oponho à subida do preço do transporte, mas pergunto: com esta subida, serão ultrapassados os crónicos problemas de desrespeito, encurtamento de rota e superlotação?”, questionou Maria Nkale, Munícipe.

Há quem vá mais longe, exigindo que os cobradores dos transportes privados tenham uniforme, para evitar que se apresentem “como marginais”, com roupas sujas, rasgadas.

“É preciso fiscalizar os transportes. Há muito desmando que precisa ser travado. Uma das formas seria garantir que os colaboradores tivessem contracto de trabalho e estarem inscritos na segurança social, talvez assim possa se controlar e chamar a razão aos maus comportamentos assistidos na via pública”.

Refira-se que a última revisão da tarifa de transportes ocorreu no fim do ano de 2016.

O BAD aumenta a contribuição financeira em Moçambique

O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) aprovou uma subvenção de 1,5 milhões de dólares a Moçambique para impulsionar o desenvolvimento de conteúdos locais.

A subvenção é destinada às pequenas e médias empresas (PME) que visam conteúdos locais e empresas de propriedade das mulheres no sector dos recursos naturais da nação.

A nova aprovação eleva o compromisso total do Banco para o desenvolvimento das PMEs para 2,5 milhões de dólares, na sequência do anúncio de um pacote financeiro anterior de 1 milhão de dólares em Junho de 2021 ao Instituto para a Promoção das Pequenas e Médias Empresas (IPEME) no âmbito do Projecto de Desenvolvimento de Conteúdos Locais para as PMEs lideradas por jovens e mulheres em empresas (MOZYWEB). O IPME é financiado pelo Youth Entrepreneurship and Innovation Multi-Donor Trust Fund (YEI MDTF).

Estevao Pale, CEO da ENH, afirmou: “A implementação de projectos de gás, previstos nos próximos 12 a 24 meses, do GNL Flutuante de Coral e da Área 1 (pela TOTAL), na Bacia do Rovuma, bem como a construção do projecto Central Térmica de Temane ( CTT), exige uma materialização urgente das quatro áreas de acção da LINKAR: reforço de capacidades, financiamento, assistência técnica e contratação de PMEs”. O projecto CTT está projectado para gerar uma média de 450MW de potência e a produção de 30.000 toneladas de GPL (gás doméstico), na Bacia de Inhambane.

A aprovação da nova contribuição financeira, proveniente de duas fontes de fundos do Banco – a Acção Financeira Afirmativa para as Mulheres em África (AFAWA), através da Iniciativa Financeira das Mulheres Empresárias (WeFi), e o Fundo de Assistência ao Sector Privado Africano (FAPA) – fornecerá assistência técnica e institucional à Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), “a empresa petrolífera nacional de Moçambique no âmbito da iniciativa LinKar”.

Este apoio segue-se à aprovação pelo Conselho de Administração de um projecto de empréstimo sénior de 400 milhões de dólares em Novembro de 2019 à “Área 1 de GNL de Moçambique”. O acordo de empréstimo continha uma recomendação no sentido de reforçar a capacidade de desenvolvimento das empresas locais através de programas específicos de assistência técnica, a fim de criar empregos decentes no país.

Vale atinge recorde de 1 milhão de toneladas de carvão em Outubro

A produção de carvão na Mina de Moatize ultrapassou 1 milhão de toneladas no último mês de Outubro, um resultado significativo que já não era alcançado há mais de 3 anos.

Assim, Outubro ficou marcado por um forte desempenho operacional da actividade mineira com a produção a ultrapassar, só num mês, mais de 1 milhão de toneladas processadas de carvão metalúrgico e carvão térmico.

Segundo Leonardo Xerinda, Gerente Executivo da Operação da Mina, “este é o resultado do empenho das equipas e do trabalho de revitalização das usinas”.

Leonardo Xerinda realça a segurança operacional como um elemento-chave sendo importante “garantir sempre que estamos a operar de forma segura e que cada um se supera no seu ramo de actuação, pois só assim teremos resultados que ultrapassam a nossa expectativa”, aponta ainda Leonardo Xerinda.

Todo o esforço e investimento empreendidos para atingir o marco de 1 milhão de toneladas reforça o compromisso em manter uma operação competitiva e garantir a continuidade operacional da indústria do carvão em Moçambique.

Em linha com o seu pilar estratégico do Novo Pacto com a Sociedade e enquanto procura conduzir um processo responsável de identificação de interessados no negócio de carvão, a Vale manterá todos os seus compromissos com a sociedade e os stakeholders, incluindo obrigações assumidas relativamente a colaboradores e comunidades.

Millennium bim distinguido como “Best Private Bank em Moçambique”

O Millennium bim conquistou pela terceira vez consecutiva, o prémio “Best Private Bank”, atribuído por um júri internacional que reconheceu a excelência da oferta de serviços do banco para os seus Clientes Private.

Por outro lado, o prémio vem valorizar a capacidade de resposta que o Millennium bim demonstrou durante a crise pandémica da COVID-19, tendo disponibilizado um atendimento exclusivo por videochamadas aos seus Clientes Private, bem como a possibilidade de realizarem todas as suas operações através de canais digitais.

O júri valorizou ainda a qualidade da oferta de produtos do Banco e a capacidade de gestão demonstrada pelas suas equipas.

O prémio “Best Private Bank” é atribuído anualmente pela “Global Finance”, uma revista de referência internacional na informação sobre mercados financeiros e análise do sector bancário. Esta eleição resultou da análise do desempenho do Banco, entre 1 de Julho de 2020 e 30 de Junho de 2021, pelo colégio de editores da revista, assim como de uma sondagem junto dos leitores da publicação e reputados analistas da área.

Segundo Joseph D. Giarraputo, Director Editorial da Global Finance, “os Clientes Private responderam à crise global de diversas maneiras, incluindo a procura por um conjunto mais diversificado de soluções de crédito e investimento sustentáveis, bem como por serviços digitais cada vez mais sofisticados. Nesse contexto, este prémio reconhece os Bancos privados que se destacaram através da concepção e disponibilização de soluções à medida das necessidades dos seus Clientes durante esta crise”, acrescentou Giarraputo.

Referindo-se à nova distinção internacional, José Reino da Costa, PCE do Millennium bim, considerou que “este prémio representa a confiança dos nossos Clientes nos nossos produtos, serviços e canais digitais, bem como a competência dos nossos Gestores Private, sempre empenhados em proporcionar um atendimento de excelência. A todos, endereço uma palavra de apreço e manifesto a nossa profunda gratidão”.

A distinção de “Best Private Bank em Moçambique 2022” realça o dinamismo e a capacidade do Banco, em contexto da crise global da COVID-19, de responder de forma proactiva às necessidades dos seus Clientes Private.

Assim, o galardão junta-se ao acervo de mais de uma centena de prémios internacionais já averbados pelo Millennium bim.

Sobre o Millennium bim – Maior grupo financeiro moçambicano, tem marcado o ritmo de crescimento do sector bancário. No processo de bancarização da economia moçambicana, o Banco está presente em todas as províncias do país e conta hoje com uma vasta rede de balcões, e uma das maiores redes de ATM e POS. O Millennium bim é o Banco mais premiado do País e o primeiro Banco moçambicano presente no ranking dos 100 maiores Bancos de África.

Diamantes: Moçambique já é membro no mercado mundial

Moçambique já é membro do pleno direito do Processo Kimberley, um mecanismo internacional de controlo do negócio de diamantes. O anúncio foi feito em Moscovo, Rússia, num encontro que juntou países integrantes do órgão.

Falando após o anúncio, o ministro dos Recursos Minerais e Energia, Max Tonela, afirmou que a admissão ao Processo Kimberley faz com que Moçambique possa tirar proveito da riqueza diamantífera que possui um pouco pelas três regiões do país, nomeadamente nas províncias de Gaza (sul), Manica e Sofala, Tete (centro) e Niassa (norte).

Segundo Max Tonela, os frutos da admissão devem começar a ser construídos agora, através de viabilização de uma série de projectos que estavam parados.

Refira-se que o Processo Kimberley foi criado em 2003 com o objectivo de evitar o financiamento de guerras civis com base nos diamantes. É nesse contexto que, desde então, o organismo tem emitido para os países-membros certificados sobre a origem destes recursos para a sua colocação no mercado internacional.

O relatório apresentado na tarde de quarta-feira pela Comissão de Avaliação mostrou que Moçambique reúne todas as condições para passar a membro de pleno direito do Processo Kimberley. Dados avançados há dias pelo secretário-executivo da Unidade de Gestão do Processo Kimberley, Castro Elias, indicam que, neste momento, existem 44 licenças de prospecção e pesquisa, havendo 78 pedidos que estão em curso, mas que não podiam ser desenvolvidos porque Moçambique não era membro deste mecanismo.

Access Bank premiado melhor banco para actividades de tesouraria

O Access Bank foi distinguido pela revista internacional Global Brands Magazine
com o prémio Best Bank for Treasury Activities – Mozambique.

O galardão destaca a qualidade, gestão e desenvolvimento de soluções financeiras do banco que contribuem para a robustez do sistema bancário nacional.

A Global Brands Magazine é uma conceituada revista com sede no Reino Unido que, anualmente, distingue as melhores marcas mundiais tendo como base de análise uma visão única , um serviço excepcional, soluções inovadoras e produtos centrados no consumidor entre os seus líderes da indústria.

Segundo o Director de Mercados e Tesouraria do Access Bank, Dharmit Cumar, o prémio reconhece não só os colaboradores do banco, como também todos os parceiros que acreditam na excelência do Grupo e procuram nele o investimento que precisam para desenvolver os seus negócios.

Este prémio simboliza o empenho que o Access Bank Mozambique demonstra
através das suas equipas desenvolvimento de soluções financeiras que contribuem para a consolidação do mercado financeiro nacional, bem como para apoiar os clientes e parceiros nos seus investimentos e também nas transações com o mercado internacional, destacou
Dharmit Cumar.

Como parte de um Grupo que abrange 3 continentes, 17 países e mais de 49 milhões de clientes, o Access Bank incorpora uma experiência acumulada em todos os segmentos de mercado.

A expansão reforça a sua posição como o banco com maior base de clientes, mantendo a visão de querer ser o banco africano mais respeitado do mundo.

Coral-Sul FLNG pronta a navegar para a bacia do Rovuma

Eni como Operador Delegado e em nome dos seus Parceiros da Área 4 (ExxonMobil, CNPC, GALP, KOGAS e ENH) realizou hoje a cerimónia de baptismo e de largada da Coral-Sul FLNG, a primeira instalação flutuante de GNL a ser implantada nas águas profundas do continente africano. O evento teve lugar nos estaleiros Samsung Heavy Industries em Geoje, Coreia do Sul, na presença de S.E. Filipe Jacinto Nyusi, Presidente da República de Moçambique, e S.E. Moon Jae-in, Presidente da República da Coreia.

O FLNG, que faz parte do Projecto Coral South, será agora rebocado e atracado no seu local de operação na bacia do Rovuma, ao largo de Moçambique. O arranque da produção está previsto para a segunda metade de 2022, e contribuirá para aumentar a disponibilidade de gás num mercado apertado.

O Projecto Coral South alcançou a Decisão Final de Investimento em 2017, apenas 36 meses após a última avaliação ter sido bem sucedida. As actividades de fabrico e construção de FLNG começaram em 2018 e foram concluídas a tempo e a custo, apesar da pandemia. Enquanto se realizavam as actividades de construção na Coreia, várias actividades significativas foram empreendidas em Moçambique, com total apoio das autoridades moçambicanas, incluindo a campanha de perfuração e conclusão em águas ultra profundas (2000m wd) que envolveu as mais elevadas competências tecnológicas e operacionais e equipamento.

O Projecto Coral South irá gerar uma tomada significativa do Governo para o País, criando mais de 800 novos postos de trabalho durante o período de operação.

Stefano Maione, Director de Desenvolvimento, Operações e Eficiência Energética da Eni, afirmou: “O Coral Sul FLNG é um feito de classe mundial de engenharia, know-how de construção e tecnologia, adequado para iniciar o desenvolvimento dos recursos de classe mundial de Moçambique. O projecto enquadra-se integralmente e dentro da estratégia de transição energética da Eni, à medida que avançamos para um futuro energético descarbonizado, no qual o gás está a desempenhar um papel essencial e transitório”.

Coral-Sul FLNG implementou uma abordagem de optimização energética, integrada na concepção através de uma análise sistemática das melhorias de eficiência energética. Estas incluem, entre outras, a queima zero durante as operações normais, a utilização de turbinas a gás aeroderivadas de eficiência térmica para compressores de refrigeração e geração de energia, a utilização da tecnologia Dry Low NOx para reduzir as emissões de NOx e sistemas de recuperação de calor residual para o processamento de gás.

 

Sobre a Coral Sul FLNG

O Coral Sul FLNG tem 432 metros de comprimento e 66 metros de largura, pesa cerca de 220.000 toneladas e tem a capacidade de acomodar até 350 pessoas no seu módulo de oito andares Living Quarter. Uma vez que a instalação FLNG esteja em funcionamento, a campanha de instalação terá início, incluindo as operações de amarração e de engate a uma profundidade de água de cerca de 2.000 metros, através de 20 linhas de amarração que pesam totalmente 9.000 toneladas.

A instalação de tratamento e liquefacção de FLNG tem uma capacidade de liquefacção de gás de 3,4 milhões de toneladas por ano (MTPA) e irá colocar em produção 450 mil milhões de metros cúbicos de gás do reservatório gigante de Coral, localizado na Bacia do Rovuma offshore.

Sobre Eni

A Eni está presente em Moçambique desde 2006. Entre 2011 e 2014, a empresa descobriu recursos de gás natural supergiantes na bacia do Rovuma, no Coral, Complexo de Mamba e reservatórios da Agulha, mantendo no local cerca de 2.400 mil milhões de metros cúbicos de gás. Eni detém igualmente direitos de exploração dos blocos offshore A5-B, Z5-C e Z5-D, nas bacias de Angoche e Zambeze.

Sobre a Área 4

A Área 4 é operada pela Mozambique Rovuma Venture S.p.A. (MRV), uma joint-venture incorporada propriedade da Eni, ExxonMobil e CNPC, que detém uma participação de 70% no contrato de concessão de exploração e produção da Área 4. Além da MRV, Galp, KOGAS e Empresa Nacional de Hidrocarbonetos E.P. detêm cada uma uma uma participação de 10 por cento na Área 4. Eni é o Operador Delegado offshore e lidera a construção e operação da instalação flutuante de gás natural liquefeito em nome da MRV.

Société Générale foi parceiro do “Mozambique Agrobusiness, Industry and Logistic Forum”

O Banco Société Générale Moçambique fez parte deste evento marcante da agenda económica nacional que teve nesta edição como tema “Ambiente de Negócios, Acesso ao Financiamento e Oportunidades de Negócios”.

Nesse sentido, o Banco Société Générale Moçambique esteve representado no evento através do seu Gestor dos Sectores: Comércio e Distribuição, Agronegócio e Instituições Financeiras, Milton Langa, que fez a apresentação no painel Accesso ao Financiamento e Iniciativas de Apoio ao Sector Privado.

“A nossa abordagem face ao agronegócio, sendo uma área fundamental no desenvolvimento socioeconómico de Moçambique, passa por apoiar o sector através de linhas de financiamento específicas, a taxas muito competitivas.”

Já Guillaume Conil, Director de Banca Corporativa do Société Générale Moçambique, mostrou o alinhamento do Banco e falou de “uma abordagem integrada de todos os sectores de actividade e principais cadeias de valor, oferecendo diversas soluções de financiamento. Acreditamos poder agregar mais e maior valor aos nossos Clientes e aos seus Parceiros, porque é fundamental conhecer e estar por dentro da especificidade de cada área de negócio por forma a melhor entender as suas necessidades e poder prestar melhores serviços e criar as soluções adequadas”.

O Mozambique Agrobusiness, Industry and Logistic Forum realizou-se, este ano, na zona Centro de Moçambique, uma região com uma importância crucial pela sua localização, enquanto corredor preponderante e um potencial futuro hub logístico que ligará os países do hinterland à orla costeira e às principais vias marítimas, bem como os grandes projectos do Norte e do Sul do País.

Precisamente ao nível da logística, a abordagem do Société Générale Moçambique está focada “em trabalhar com todos os actores da cadeia de valor, facilitando a banca transaccional dos mesmos, que é muito dinâmica e característica do sector, bem como os financiamentos de curto e médio prazo.”

Ao associar-se enquanto Parceiro do Mozambique Agrobusiness, Industry and Logistic Forum o Banco Société Générale Moçambique ambiciona acrescentar o seu profundo know-how e vasta experiência, adquiridos por via de uma presença centenária no continente Africano, em áreas fundamentais do desenvolvimento económico de Moçambique, como os sectores do agronegócio e da logística, com os quais o Banco trabalha no âmbito do seu approach sectorial no desenvolvimento dos seus negócios.

O Banco Société Générale Moçambique apoiou esta iniciativa da ACIS esperando que se
consolide como um marco no calendário empresarial anual, com benefícios para o crescimento e desenvolvimento do Sector Empresarial de Moçambique.