Saturday, June 27, 2026
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Petróleo recupera perdas dos dois últimos dias

 A cotação do petróleo está a subir, depois de um relatório do American Petroleum Institute (API) apontar para uma queda nos stocks de gasolina e gasóleo nos EUA, noticiou o jornal de Negócios.

Nesta altura, o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, está a avançar 0,7% para 89,79 USD, depois de perder cerca de 3,2% nas últimas duas sessões. Já o Brent do Mar do Norte, a referência para o mercado nacional, está a avançar 0,54% para 90,29 USD.

Os dados do do API apontam para uma queda de dois milhões de barris na última semana de Janeiro, de acordo com duas fontes contactadas pela Bloomberg.

O conselheiro económico da Casa Branca, Jared Bernstein, disse em entrevista à CNN que ainda é possível libertar mais reservas de petróleo. “É uma opção que pode ser colocada na mesa se for necessário”, assegurou.

A cotação do “ouro negro” arrancou 2022 em compasso de corrida renovando máximos de 2014, motivada sobretudo pelos conflitos entre a Ucrânia e a Rússia, esta última membro da OPEP+.

Esta terça-feira, a agência Reuters adianta ainda que 18 das 23 refinarias de petróleo da Índia, o terceiro maior importador de petróleo do mundo, estão a comprar mais petróleo, disparando a capacidade anual de produção.

TMCEL reinicia fase de modernização e extensão

A empresa pública de telecomunicações de Moçambique, TMCEL, iniciou a segunda fase do projecto de modernização e extensão da sua rede móvel em todo o país. As obras que se iniciaram na província de Maputo e se estenderão gradualmente às restantes províncias do país vão prosseguir até 2023.

No âmbito deste projecto, a TMCEL prosseguirá com a instalação de novos equipamentos 2G e 3G, bem como a extensão das tecnologias 4G e 4,5G em todo o território nacional. A empresa pública também planeja modernizar e aumentar a capacidade de transmissão de todo o backbone de fibra óptica.

Esta iniciativa enquadra-se na ambição da TMCEL de conquistar o mercado nacional de telecomunicações. A empresa que pretende tornar-se a principal empresa de telecomunicações em Moçambique nos próximos anos, à frente da Vodacom e da Movitel, realizou em 2019 a primeira fase de modernização da sua rede.

Para esta segunda fase, a TMCEL contará com a tecnologia e expertise do fabricante de equipamentos Ericsson com o qual foi celebrado um acordo em Novembro de 2020. Este último tem duração de cinco anos.

Entretanto, uma vez concluída, esta segunda fase do projecto de modernização da rede de telecomunicações da TMCEL permitirá à operadora incumbente chegar às comunidades mais remotas com serviços de qualidade. Em suma, novos nichos de mercado.

Vodacom nomeia novo Director-Geral

Vodacom acaba de anunciar Simon Karikari como Director-Geral em substituição de Jerry Mobbs, que liderou a gestão da operadora durante nove anos.

Bacharel em Contabilidade pela University of Botsuana e membro da Association of Chartered Certified Accountants (ACCA), Simon Karikari, antes da sua actual nomeação, foi CEO do Grupo Milicom na Tanzânia.

“Pretendo continuar o trabalho desenvolvido e usar a minha experiência na área das telecomunicações para agregar valor à Vodacom. É uma grande responsabilidade e um grande desafio, mas sinto-me confiante em toda a equipa”, declarou Karikari.

Por sua vez, Jerry Mobbs considera que foi um grande privilégio liderar a Vodacom, “sendo que, o maior motivo de orgulho e satisfação foi conseguirmos transforma-la na operadora número 1 em Moçambique”. “Foi um objectivo atingido graças ao trabalho e compromisso de toda a equipa. Claro que ainda há muitas oportunidades de melhoria para continuar a promover o serviço de excelência que os Clientes da Vodacom merecem”, concluiu Mobbs.

EXPO Dubai celebrou Moçambique em grande

Moçambique teve há dias, a sua primeira participação na EXPO Dubai, a maior exposição do mundo. Este é um espaço onde diferentes países do mundo procuram expor o seu passado, presente e futuro. E Moçambique não fugiu à regra em Dubai. Enquadrado no espaço sobre a sustentabilidade, Moçambique mostra um país com um passado glorioso, um presente com desafios, mas com boas perspectivas no futuro, que tem na sustentabilidade ambiental a base do seu desenvolvimento.

Quatro áreas têm destaque especial em Dubai, nomeadamente, agricultura, energia, infra-estruturas, cultura e turismo, por serem considerados os motores que estão a galvanizar o desenvolvimento de Moçambique de forma sustentável.

Desta vez o país teve a sua bandeira içada na principal praça do evento, tendo na ocasião sido entoados os hinos nacionais de Moçambique e dos Emirados Árabes Unidos. Mas também houve actuação de músicos moçambicanos como Valdemiro José, Onésia Muholove e Mr. Kuka.

Dirigindo o dia de Moçambique, o Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, enalteceu a organização da Expo Dubai 2020 num momento particularmente difícil para o mundo.

“Estamos certos de que, durante os seis meses da EXPO 2020, Dubai se tornou numa incontornável plataforma de convergência dos diferentes países e organizações mundiais, fazendo jus ao lema escolhido para esta edição: “Conectando Mentes, Criando o Futuro”, disse o Primeiro-Ministro.

Carlos Agostinho do Rosário sugere, como sendo prova da sua afirmação, o facto de as várias actividades realizadas e agendadas naquele espaço estarem relacionadas com a divulgação dos mosaicos culturais e turísticos, promoção de oportunidades de investimento, interacção, troca de experiências e facilitação de negócios entre actores de vários quadrantes do mundo, incluindo os decisores políticos.

No seu discurso, o governante realçou ainda o facto de Moçambique partilhar com os Emirados Árabes Unidos e com outros países do mundo uma visão comum sobre a necessidade de promover um desenvolvimento socioeconómico acelerado e sustentável em benefício último do bem-estar dos respectivos povos.

Bruxelas reitera compromissos com Moçambique

A Comissão Europeia reiterou o seu compromisso para com Moçambique em diversas áreas, por ocasião de uma visita do Presidente Filipe Nyusi a Bruxelas, durante a qual manteve encontros com vários membros do colégio.

Em visita de três dias a Bruxelas para encontros com dirigentes da União Europeia (UE). Após receber Nyusi, o vice-presidente Timmermans, que tem o pelouro do Pacto Ecológico Europeu, garantiu que a UE vai intensificar a cooperação com Moçambique no domínio da poluição e gestão da água, para apoiar as capacidades do país para fazer face às alterações climáticas, que, assinalou, já têm feito sentir o seu impacto.

“Boa reunião hoje com o presidente Filipe Nyusi sobre a adaptação e o caminho para COP27. Com tempestades como Idai e Ana já a causar grandes perdas e danos, vamos intensificar a nossa cooperação em matéria de poluição e gestão da água para apoiar a resiliência de Moçambique às alterações climáticas”, escreveu na sua conta oficial na rede social Twitter.

Na segunda-feira, Nyusi já havia sido recebido pela comissária com a pasta das Parcerias Internacionais, Jutta Urpilainen, numa reunião na qual também foi abordada a cimeira UE-África agendada para a próxima semana em Bruxelas.

“Trocámos pontos de vista sobre uma série de prioridades comuns: mensagens para a próxima Cimeira UE-África, resposta à pandemia, cooperação em matéria de segurança e oportunidades para uma parceria reforçada”, adiantou a comissária igualmente na sua conta na rede Twitter.

Nyusi, que se faz acompanhar nesta viagem pelo ministro dos Recursos Minerais e Energia, Max Tonela, e pelo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Manuel Gonçalves, reuniu-se também com o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel.

Produção de carnes cresce em 17 por cento

A Produção de carnes bovina, suína, caprina, ovina e de frango vai registar este ano um crescimento de 17 por cento em relação ao ano passado.

Segundo as projecções avançadas pelo Governo, o maior aumento para este ano será registado na produção do frango (cerca de 19 por cento), alcançando-se no total 157 238 toneladas contra 132 001 toneladas do ano passado.

A carne bovina deverá atingir 18.800 toneladas contra 18.438 toneladas, o correspondente a uma variação de dois por cento. A suína será de 3619 toneladas contra 3519 toneladas do ano transacto, uma variação de três pro cento.

Na carne caprina serão produzidas 3205 toneladas contra 2991 toneladas, uma variação de cerca de sete por cento.

No geral, o Governo estima que, como resultado das acções de prevenção e controlo das principais doenças animais e de acções de maneio sanitário e reprodutivo, está previsto um crescimento dos efectivos pecuários em relação ao ano passado de cerca de três por cento para bovinos, dois por cento para suínos, três por cento para pequenos ruminantes e quatro por cento para galinha landim.

TotalEnergies aumenta a sua carteira de estações de serviço em 46%

A empresa adquiriu a rede de 26 estações de serviço da BP, elevando a sua carteira para 83.

TotalEnergies Marketing Moҫambique SA, uma entidade do grupo francês TotalEnergies que já operava 57 estações de serviço em Moçambique, expandiu a sua rede no país da África Austral para 83 estações de serviço através de uma transacção com o grupo britânico BP.

“A transacção envolve uma rede de 26 estações de serviço, uma carteira de clientes industriais e uma participação de 50% na SAMCOL, uma empresa logística anteriormente detida conjuntamente pela TotalEnergies e pela BP, que explora depósitos de combustíveis em Matola, Beira e Nacala”, disse o grupo francês num anúncio do negócio a 31 de Janeiro.

TotalEnergies está presente em Moçambique em dois segmentos: a distribuição e armazenamento de produtos petrolíferos através da TotalEnergies Marketing Moҫambique; e a exploração e produção de hidrocarbonetos através da TotalEnergies EP Mozambique Area 1 Limitada, que detém uma participação de 26,5% no projecto moçambicano de GNL com estatuto de operador.

Empresas continuam optimistas em relação à actividade futura

As perspectivas para a actividade futura permanecem positivas, sendo que dois terços das empresas continuam a indicar previsões optimistas em termos de crescimento e que irão dar origem a um novo aumento dos níveis de pessoal, referem os últimos dados do PMITM.

Valores acima de 50,0 apontam para uma melhoria nas condições das empresas no mês anterior, ao passo que valores abaixo de 50,0 mostram uma deterioração. Pela primeira vez em cinco meses, o indicador PMI ficou abaixo do valor neutro de 50,0 em Janeiro.

Cifrando-se nos 46,7, uma queda em comparação com o valor de 50,6 de Dezembro, o índice indicou uma quebra acentuada das condições de operação gerais, sendo a maior registrada desde Setembro de 2020.

As empresas moçambicanas sofreram novamente quebras em termos de produção e de novas encomendas em Janeiro, sendo as maiores taxas de contração registadas desde Setembro de 2020 e Junho de 2020 respectivamente.

Os níveis mais baixos de novos negócios foram frequentemente associados pelos membros do painel à descida da procura por parte dos clientes devido à nova vaga de casos relacionados com a variante Omicron da COVID-19.

O declínio de vendas deu origem ao segundo mês consecutivo de redução da actividade de aquisição. Os níveis de stock também sofreram uma redução, sendo que a taxa de esgotamento foi a mais rápida dos últimos 17 meses.

Numa nota mais positiva, a descida das aquisições permitiu aos fornecedores efetuar entregas mais rápidas durante o mês de Janeiro, embora existam relatos de escassez de matérias-primas.

Os fornecedores diminuíram igualmente os seus preços, o que deu origem a uma pequena quebra dos custos gerais dos meios de produção, a primeira registrada desde Novembro de 2020. Por sua vez, as empresas baixaram os seus encargos com a produção pela primeira vez durante o mesmo período.

Apesar de nova deterioração das condições das empresas, de uma forma global, as empresas moçambicanas permaneceram optimistas em relação à actividade dos próximos 12 meses, sendo que pouco menos de dois terços dos inquiridos preveem uma situação de crescimento.

As empresas mantêm a esperança no fim da pandemia e que os planos de expansão possam ser postos em prática. Como resultado, os números relativos ao emprego continuaram a aumentar no último período do inquérito, sendo que a taxa de criação de emprego acelerou para o nível mais alto dos últimos três meses, embora permanecendo apenas ligeira.

O nível mais elevado de pessoal e o menor número de vendas fez com que as empresas conseguissem reduzir as suas encomendas em atraso de forma sólida.

Dugongo vai construir uma fábrica na província de Nampula

A Fábrica de Cimento de Dugongo e o Conselho de Representantes do Estado da Província de Nampula assinaram um memorando de entendimento na capital norte com vista à construção de uma unidade de produção nessa parte do país.

Cerca de 600 milhões de dólares serão investidos na construção da fábrica, que, para além do cimento, produzirá vidro e sistemas de produção de electricidade.

A fábrica de cimento, com capacidade para produzir mais de dois milhões de toneladas por ano, utilizando matéria-prima extraída no distrito de Mossuril, está prevista para Nacala-Porto.

Os trabalhos preliminares de construção poderão começar já neste semestre, tendo a Dugongo já dito que tem o orçamento disponível.

Após a cerimónia de assinatura do memorando de entendimento, o director regional da West International Holding Moçambique e gerente geral da Dugongo, Wang Feug, disse que o processo simbolizava o início de uma nova fase de projectos promovidos conjuntamente pelas duas partes.

“Há um longo caminho a percorrer, e a luta é a única forma de o fazer”. Espero que, com o vosso apoio e cuidado, os projectos da West International Holding Nampula possam ser planeados, construídos e concluídos rapidamente, em tempo recorde, e começar a fabricar produtos de alta qualidade a preços baixos”, disse Feug.

Ele acrescentou que o progresso na construção sem problemas dos projectos de Nampula daria um contributo positivo para o desenvolvimento económico e de infra-estruturas da região norte do país.

“Uma vez concluídos, estes projectos criarão diversas oportunidades de emprego para o povo moçambicano, e haverá um contacto estreito com pequenas e médias empresas, bem como com indústrias terciárias, incluindo transportes e outras”, concluiu Feug.

Por sua vez, o Secretário de Estado da província de Nampula, Mety Gondola, felicitou o seu homólogo por se juntar aos esforços do governo, e disse esperar que a fundação da unidade fabril tivesse uma forte ligação com a base social local.

“Esperamos que os nossos jovens tenham a oportunidade de se estabelecerem como revendedores, ou trabalhar no sector dos transportes, e encontrem muitas oportunidades para consolidar a sua presença no sector”, disse Gondola.

Gôndola apelou também às equipas envolvidas no trabalho para desempenharem as suas tarefas com a maior responsabilidade.

Dugongo já tem uma fábrica em Moçambique, na província de Maputo, enquanto a província de Nampula tem grandes reservas de calcário nos distritos de Mossuril, Ilha de Moçambique e Nacala-Porto. O calcário é utilizado para fazer clínquer, a principal matéria-prima na produção de cimento de construção.

 

Oxford Economics prevê subida das taxas de juro este ano

A consultora Oxford Economics África disse que o banco central de Moçambique iria este ano aumentar a taxa de juro chave para 14%, mais 75 pontos percentuais, devido às condições globais de crédito e ao aumento da inflação.

“Dado que aumentamos recentemente a nossa previsão de inflação em Moçambique de 5,4% para 7,3%, e considerando a esperada política monetária mais restritiva este ano, antecipamos que o banco central de Moçambique aumentará a taxa de juro de referência em 75 pontos, para 14%, em 2022”, diz o comentário da consultora sobre a política monetária moçambicana.

Na semana passada, o Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique decidiu manter a taxa de juro da política monetária (taxa MIMO) em 13,25%.

“Esta decisão é apoiada pela ligeira melhoria das perspectivas de inflação interna a curto e médio prazo, apesar do agravamento dos riscos e incertezas”, diz o banco central num comunicado, apresentando como principais riscos a pressão fiscal, os choques climáticos no país e o aumento dos preços do petróleo e dos alimentos no mercado internacional.

“O banco central manteve uma taxa de juro excepcionalmente elevada para equilibrar os elevados riscos para a inflação e o ambiente de investimento sombrio”, escreve a Oxford Economics na nota enviada aos clientes, a que a Lusa teve acesso.

O Banco de Moçambique prevê “uma menor aceleração da inflação”, um reflexo da “estabilidade do metical, apesar das perspectivas de subida dos preços dos alimentos e do petróleo no mercado internacional”, diz a nota do banco, que vem depois do Instituto Nacional de Estatística ter registado uma inflação de 6,7% no ano passado.

“As perspectivas de melhoria da actividade económica em 2022 são também mantidas”, graças “ao relaxamento das medidas para conter a propagação do Covid-19, à execução de projectos de gás natural na bacia do Rovuma e à maior dinâmica do sector externo”.

Tal como em comunicados anteriores, o banco central alerta para a necessidade de “reformas estruturantes na economia” e afirma que “a dívida pública interna aumentou”.

Em Dezembro de 2021, a dívida pública interna, excluindo os contratos de empréstimo e de arrendamento e os pagamentos em atraso, “aumentou em 2,4 mil milhões para 220,6 mil milhões de meticais”, cerca de 3 mil milhões de euros.

A próxima reunião ordinária da CPMO está agendada para 30 de Março.