Saturday, June 27, 2026
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Banco Mundial injecta um milhão de dólares para o regadio de Muziva

As obras de reconstrução do regadio de Muziva, localizada do distrito de Nicoadala, iniciaram a 25 de Junho do ano passado e espera-se que venham a terminar no período homólogo deste ano. Ao todo são 160 hectares disponíveis. Os produtores estão ávidos em ver as obras concluídas para retomar a produção nos campos.

O regadio de Muziva está sob gestão da associação das mulheres camponesas. Conta com um total de 32 membros permanentes e que se dedicam integralmente na produção de arroz. Com a chuva do ano 2000 o regadio e o dique de protecção ficaram destruídos, condicionando a produção de arroz a grande escala. Ou seja, os camponeses saíram de agricultura de irrigação para sequeiro produzindo apenas uma vez por ano.

Entretanto vários investimentos foram feitos pelo governo central para a reposição dos empreendimentos para dar lugar a irrigação dos campos, mas sem sucesso. No ano passado, o Banco Mundial fez uma injecção financeira na ordem de pouco mais de um milhão de dólares para trabalhos de reconstrução.

De acordo com Márcio Monte engenheiro da empreitada Condoril, referiu que as obras estão perto de 70% de execução.

“Iniciamos em Junho do ano passado, já construímos mais de 60 aquedutos para escoamento de água e acessibilidade para as vias de comunicação. Já construímos  74% da extensão total em canais de betão e 50% dos canais terciários”, disse o responsável para quem várias frentes estão no terreno a efectuar trabalhos de vária ordem para permitir que as obras terminem em tempo previsto.

Ainda no quadro dos trabalhos em curso, Márcio explica que no terreno já se fez onze quilómetros de vala de drenagem e colocado mais de 100 aquedutos para escoamento de água. Há canais revestidos a betão num total de 4.200 metros e canais terciários não revestidos 7.200 metros.

Os produtores de arroz mostram-se esperançados com os trabalhos em curso. Isa Raimundo explicou que com as cheias dos anos 2000, o dique ficou destruído e o regadio não escapou aos estragos.

Moçambique: Oxford Economics prevê inflação de 7,3%

A consultora Oxford Economics Africa reviu a previsão de inflação para Moçambique para 7,3% este ano, depois de os preços terem subido 7,8% em janeiro, o valor mais alto desde 2017.

“A taxa anual de inflação subiu mais em janeiro, alcançando o nível mais elevado desde outubro de 2017, principalmente devido ao recente ajustamento no preço dos combustíveis e à continuada inflação dos bens alimentares”, lê-se no comentário sobre a subida dos preços de janeiro.

No comentário enviado aos clientes, a Oxford Economics Africa escreve que “a inflação no índice de preços dos consumidores aumentou 1,1 pontos, para 7,8% em janeiro, quando em dezembro teve um aumento homólogo de 6,7%”.

A inflação registou um aumento de 5,7% em 2021, uma forte subida face aos 3,1% registados em 2020, “num contexto de pressões inflacionárias provenientes das subidas dos preços do petróleo e perturbações na cadeia de distribuição, que se intensificaram desde o primeiro semestre do ano passado”.

A Oxford Economics Africa prevê, assim, “que a inflação e o preço dos transportes potenciem a taxa média para 7,3% em 2022, face à média de 5,7% em 2021”, o que faz com que os analistas prevejam que o banco central aumente a taxa diretora em 75 pontos este ano, 50 dos quais já no segundo trimestre.

Moçambique Prevê Aumento da Produção de Grafite

A produção nacional de grafite vai registar, este ano, um aumento considerável, na ordem dos 128,6% em relação ao programado para os últimos doze meses, segundo indicam as projecções do Governo.

Entre os factores, são apontados a subida da produção de grafite, e a retoma das actividades nas empresas paralisadas devido aos efeitos negativos do covid-19, facto associado à queda dos preços no mercado internacional.

Segundo o Executivo, a melhoria da procura deste mineral no mercado internacional tem impacto positivo no plano de produção, de salientar que num passado recente a maior companhia de automóveis eléctricos do mundo, Tesla, assinou um acordo para a obtenção de material usado em baterias eléctricas a partir de grafite extraído na mina de Balama, na província de Cabo Delgado.

A empresa, vai obter material activo de ânodo (AAM) da mina operada pela companhia australiana Syrah Resources Limited e que, segundo informações disponíveis, é o maior depósito do mundo de grafite de alta qualidade e o material será levado para uma fábrica em Vidalia, no estado americano da Louisiana.

A Tesla tem a opção de expandir a compra se a Syrah alargar a sua capacidade de produção.

A mina de Balama tem uma expectativa de produção de 50 anos e a concessão ocupa uma zona de 106 quilómetros quadrados.

Refira-se que, para além de grafite, os maiores produtores de veículos eléctricos estão também à procura de litium, cobalto e níquel para uso nas suas baterias.

Access Bank Introduz POS Contactles

No âmbito dos processos de inovação levados a cabo pela SIMO Rede, o Access Bank tornou-se no primeiro banco moçambicano a adoptar a tecnologia Contactless nos seus cartões e POS.

De um modo Geral, a tecnologia Contactless permite que os clientes efectuem pagamentos de baixo valor aproximando apenas o cartão de débito, crédito ou pré-pago a um terminal de pagamento adaptado para efectuar a transacção sem precisar colocar o pin, enquanto que para os valores mais elevados, o cliente após aproximar o cartão, deve de seguida inserir o seu PIN. 

Esta solução de pagamentos foi já lançada, com sucesso, em alguns estabelecimentos comerciais, estando a partir de desta quarta-feira, disponível para expansão em todo o mercado.

“É um passo muito importante de inovação que não tínhamos antes, mas agora somos o primeiro banco comercial a entrar na SIMO Rede nesta componente EuroNet, e é algo que orgulha e trás um avanço para o país”, afirmou Marco Abalroado, Administrador Delegado do Access Bank Mozambique,

Detalhando mais sobre a inovação, Abalroado explicou que a tecnologia em termos de segurança é de extrema confiança, pois, os cartões com Contactless permitem fazer pagamentos sem que saiam da mão do titular, conferindo assim maior protecção às tentativas de fraude.

Com a introdução desta tecnologia, o Access Bank reforça o seu compromisso com a modernização dos serviços bancários em Moçambique, afirmando-se cada vez mais como um banco universal, servindo todos os segmentos de negócio com o compromisso de concretizar os sonhos de todos os moçambicanos. Faz parte de um Grupo que abrange 3 continentes, 17 países e mais de 49 milhões de clientes, mantendo a visão de querer ser o banco africano mais respeitado do mundo.

Empresas Lusófonas Interessadas em Zona de Cooperação em Hengqin

Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) recebeu, em 2021, 134 pedidos de informação sobre a Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin (ilha da Montanha).

Numa entrevista publicada hoje, o presidente do IPIM, Benson Lau Wai Meng, disse que os pedidos foram recebidos através de um serviço de consultoria e encaminhamento de negócios entre a China e os países de língua portuguesa.

Segundo o jornal local de língua chinesa Ou Mun Iat Pou, em 2021, o serviço foi utilizado 110 vezes por 75 empresas que trabalham com produtos como carne congelada, café, materiais médicos e anti-pandemia, açúcar, soja e ouro.

Benson Lau sublinhou que o serviço levou à assinatura, no ano passado, de 10 acordos de cooperação comercial a longo prazo entre empresas da China e dos países de língua portuguesa.

O executivo prometeu que o IPIM vai continuar a promover os alimentos e outros produtos dos países de língua portuguesa em evento na China continental, incluindo as Semanas de Macau que em 2021 passaram por cinco cidades.

Benson Lau disse que o IPIM irá também promover oportunidades de investimento nos mercados lusófonos.

O parque industrial de cooperação Guangdong-Macau, em Hengqin, já disponibilizou terrenos para 25 projetos com um investimento acordado de 79,3 mil milhões de yuan (10,4 mil milhões de euros). Quase 4.600 empresas de Macau já se registaram, sendo que mais de 300 estão a operar em Hengqin.

Em 2020, as empresas de Macau investiram na ilha de Hengqin 27,86 mil milhões de patacas (2,99 mil milhões de euros), o que representa um aumento de 64,6%, em termos anuais.

Adriano Maleiane Assume Dívida da Ematum e Descarta a MAM e Proindicus

O actual Ministro da Economia e Finanças, está a ser ouvido esta sexta-feira no decurso da audição de julgamento do caso das dívidas ocultas que desde o ano passado decorre na tenda da cadeia de máxima segurança montada na BO da Machava.

Adriano Maleine foi notificado para depor no julgamento na qualidade de declarante para explicar as circunstâncias em que terão sido emitidas as garantias do estado na concessão dos empréstimos às três empresas envolvidas no escândalo nomeadamente a MAM, Ematum e Proindicus.

No interrogatório desta manhã, Adriano Maleiane, que tomou posse em 2015 como ministro das Finanças, assumiu apenas o desfalque das garantias da empresa Ematum, mas negou qualquer responsabilidade sobre a MAM e a ProIndicus. Maleiane disse o governo decidiu assumir a responsabilidade de reestruturar as dívidas ocultas para salvaguardar a imagem de Moçambique nas praças internacionais porque uma vez assinadas as garantias era responsabilidade do assumi-las.

O actual Ministro da Economia e Finanças disse ao tribunal que apenas a dívida da Ematum é que está a ser paga, por ter sido assumida pelo estado e as restantes não. O Ministério Público, representado pela procuradora Cheila Marrengula absteve-se de fazer perguntas ao declarante Adriano Maleiane.

LAM Reporta Resultados Negativos

A empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) registou, no exercício económico de 2020, resultados operacionais negativos de 4,6 mil milhões de Meticais. A informação consta do Relatório e Contas da companhia, já disponível no site daquela companhia aérea.

Uma fonte da LAM confirmou a informação, tendo frisado que por detrás dos resultados negativos, existe uma grande influência da pandemia do covid-19 que assola o país e o mundo há acessivelmente dois anos, bem como referenciou a questão da variação cambial da moeda.

Uma nota de imprensa detalha que, ainda em 2020, a companhia aérea de bandeira continuou a apresentar um capital próprio negativo de 17,1 mil milhões de Meticais, sendo que o fluxo de caixa da actividade operacional fixou-se em 138 milhões de Meticais negativos. No ano anterior, este indicador registou 557 milhões de Meticais.

Em 2020, o activo total da LAM situou-se em 3,9 mil milhões de Meticais, contra 6,8 mil milhões de Meticais do ano económico anterior. Os passivos ascendem os 21 mil milhões de Meticais, contra 18,4 mil milhões de Meticais contabilizados em 2019.

“Em face dos resultados negativos, a empresa apelou aos accionistas, tendo proposto medidas, algumas de curto prazo e outras estratégicas, para manter a sua sustentabilidade. A LAM tem como accionista maioritário o Estado Moçambicano (96%), representado pelo IGEPE e accionista minoritário, Gestores, Trabalhadores e Técnicos representado pela Vintelam, SA, com 4%”, lê-se no documento.

Entretanto, a companhia aérea assegura que os accionistas comprometeram-se em analisar a situação económico-financeira da empresa e prestar o apoio necessário para garantir a continuidade operacional da empresa.

Millennium bim e mKesh assinam parceria de Interoperabilidade

A Carteira Móvel, operadora do serviço financeiro de moeda electrónica mKesh, e o Millennium bim assinaram, esta quarta-feira, dia 9 de Fevereiro, em Maputo, um contrato de interoperabilidade, permitindo, dessa forma, que os clientes das duas instituições efectuem transferências de valores entre as contas bancárias e as de moeda electrónica.

Trata-se de um acordo que vai, sobremaneira, contribuir nos esforços que têm sido envidados no sentido de levar os serviços financeiros a cidadãos não bancarizados, bem como oferecer, aos que já o são, serviços e produtos de elevado valor acrescentado e de utilização cómoda.

A parceria entre as duas empresas insere-se no âmbito da interoperabilidade entre bancos comerciais e instituições de moeda electrónica.

De acordo com o presidente do Conselho de Administração da Carteira Móvel, Binda Celestino Augusto Jocker, este acordo representa mais um passo importante no sentido do reposicionamento da marca mkesh, depois da implementação de uma nova plataforma de dinheiro electrónico, um caminho a ser partilhado com uma marca com créditos firmados como é o Millennium bim.

Por sua vez, José Reino da Costa, presidente da Comissão Executiva do Millennium bim considerou que “esta é uma excelente parceria entre dois serviços de valor acrescentado e que foi feita a pensar nos clientes das duas plataformas. Esta parceria promove a expansão dos serviços financeiros do Millennium bim e é mais um contributo para a inclusão financeira em Moçambique.

Importa realçar que este serviço, resultante da interligação dos sistemas de pagamento móvel das duas instituições, está disponível no canal USSD do mKesh *500# (somente na rede Tmcel) e aplicativo, bem como nas plataformas do Millennium bim, nomeadamente Millennium IZI, através do USSD *181#, e no aplicativo Smart IZI.

Empresários querem fronteira de Ressano aberta 24 horas

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), a maior associação patronal do país, quer que a principal fronteira terrestre com a África do Sul funcione 24 horas por dia.

A CTA afirma ter efectuado diligências junto do Ministro da Indústria e Comércio e do Alto-Comissariado da África do Sul em Maputo, de modo intercedam para a extensão permanente do horário da fronteira de Ressano Garcia para 24 horas.

Num comunicado, os empresários consideram que a limitação das operações a períodos diurnos trava a circulação entre os dois países.

O objectivo é resolver o congestionamento que se verifica como resultado do aumento do fluxo transfronteiriço entre os dois países e da frota com destino ao Porto de Maputo, situado a cerca de 100 quilómetros da África do Sul e que escoa grandes quantidades de minérios deste país.

Segundo a associação patronal, o funcionamento permanente deve incluir permissão para que os camiões operem após as 22 horas, de modo a garantir maior celeridade no escoamento das exportações e importações.

“Os constrangimentos que têm sido arrolados levam à redução da competitividade deste importante corredor regional”, alerta a CTA num documento citado pela Lusa.

Segundo a associação, o Alto-Comissariado da África do Sul em Maputo já respondeu à pretensão, assegurando que continuará a trabalhar com o Governo de Moçambique para que a fronteira de Ressano Garcia esteja sempre aberta, “no âmbito da melhoria da cooperação bilateral e fortalecimento dos laços entre os dois países”.

Actualmente a fronteira de Ressano Garcia funciona 24 horas apenas em épocas festivas, como de passagem de ano e Páscoa.

Por que os Fundos de Pensões são importantes em Moçambique?

O fim de uma carreira profissional não precisa significar o fim de rendimentos do profissional. Sabe o que são fundos de pensões? Saiba o que são e entenda como estes produtos financeiros podem ser uma boa solução de investimento para a reforma.

Os fundos de pensões consistem num formato de investimento a médio ou longo prazo do qual os trabalhadores tomam parte. Estes fundos surgiram lá pelos finais do século XIX nos EUA e eram serviços financeiros providos por uma firma ao público.

Actualmente, os fundos de pensões apresentam-se como algum tipo de apoio à reforma, acordada por instituições e grupos de trabalhadores que aderem voluntariamente. Os Fundos de Pensões não têm por objectivo substituir a segurança social obrigatória do INSS, mas complementar o rendimento dos trabalhadores reformados.

Em Moçambique, o Governo aprovou em Junho de 2009 o regulamento da Constituição de Fundos de Pensões, no âmbito da Segurança Social Complementar e, seis meses depois estabeleceu os princípios gerais da política de investimento e definiu as normas contabilísticas dos Fundos.

Os Fundos de Pensões vão ganhar uma maior relevância no mercado nacional com a entrada de um novo player: o Standard Fundo de Pensões cujo lançamento tem lugar esta quinta-feira (10 de Fevereiro) na Cidade de Maputo. O Standard Fundo de Pensões é uma sociedade gestora subsidiária do Banco Standard Bank e oferece ao público serviços de fundos destinados a empresas e particulares. Para Agnaldo Mavera, director executivo da instituição, o fundo funcionará como um mecanismo de apoio à reforma e tem como objectivo salvaguardar e garantir que os beneficiários tenham uma qualidade de vida sustentável. Os serviços do Fundo comportam administração dos fundos por via de oferta digital, dando mais celeridade e flexibilidade, gestão de investimentos e assessoria de investimento.

A constituição de fundos de pensões em Moçambique é tutelada e regulada pelo Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique (ISSM). Segundo o relatório publicado pela instituição em Setembro de 2021, até ao ano de 2020 estavam constituídos no país 11 fundos de pensões sob gestão de 6 entidades, havendo 11, 595 membros activos e 1,779 pensionistas.

Conheça abaixo as entidades e as denominações de Fundos de Pensões em Moçambique: