Saturday, April 11, 2026
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Max Tonela diz que Produção de ouro pode crescer em Moçambique

Ernesto Max Tonela, ministro dos Recursos Minerais e Energia, diz que a produção do ouro pode crescer, em Moçambique.

A perspectiva é justificada pela entrada em funcionamento de duas novas unidades de extracção do minério nas províncias de Manica e Zambézia.

O dirigente diz que o governo pretende tornar os recursos minerais num dos principais contribuintes para a industrialização e desenvolvimento económico do país.

Para Max Tonela, urge promover mais investimentos e assegurar maior participação do sector privado na exploração mineira.

“No primeiro semestre deste ano registamos um incremento na ordem de 27 % e até a perspectiva de crescimento que nós esperamos para o ano 2021. Continuamos a trabalhar para trazer mais investimento nacional estrangeiro para um melhor aproveitamento dos recursos de que o país dispõe”, disse.

Max Tonela lamenta a existência de contrabando no sector de mineração e diz que medidas estão a ser implementadas de modo a travar o fenómeno.

Kenmare Resources aumenta os dividendos dos accionistas

As acções da Kenmare Resources aumentaram após a empresa mineira irlandesa ter registado lucros e produção mineral recorde no primeiro semestre e um aumento dos dividendos dos seus accionistas.

A Kenmare, proprietária e operadora da mina Moma em Moçambique, mais do que triplicou o seu dividendo provisório para US7,29c uma acção após ter visto um aumento de 278% nos lucros após impostos, durante os primeiros seis meses do ano, para $48m.

A produção total de minerais aumentou um pouco menos de 50% para 612.100 toneladas e as receitas aumentaram 51% para 167,8 milhões de dólares.

“Continuamos confiantes nas perspectivas da produção anual e reiteramos a nossa orientação de 1,1-1,2 milhões de toneladas de ilmenite em 2021”, disse o director-geral da Kenmare, Michael Carvill.

“As condições de mercado para as matérias-primas de titânio permaneceram fortes no primeiro semestre, com o reforço dos preços trimestre a trimestre. As perspectivas para o zircónio também continuaram a melhorar, com aumentos de preços durante a metade e continuando na segunda metade até à data”, disse Carvill.

Partilha 2% de aumento

As acções da Kenmare subiram cerca de 2% na sequência da sua actualização.

Os ganhos, numa base EBITDA, subiram 121% a 82,3 milhões de dólares.

Davy disse que irá provavelmente aumentar as suas perspectivas de EBITDA para o ano inteiro da Kenmare de $174 milhões para cerca de $190 milhões de dólares. A Kenmare também reduziu a sua dívida líquida para apenas $76 milhões de dólares na primeira metade.

Melhora perspectiva de evolução da taxa de câmbio para 71 meticais por dólar

A Fitch Solutions melhorou a perspectiva de evolução da taxa de câmbio de Moçambique, passando agora a prever que sejam precisos 71, em vez de 74 meticais, para cada dólar no final deste ano.

“Antevemos que o metical vá desvalorizar-se de uma taxa de 63,75 meticais por dólar nos próximos meses, já que prevemos que a actual violência na província de Cabo Delgado se mantenha e antecipamos que o Banco de Moçambique vá aliviar a política monetário num contexto de manutenção da pandemia de Covid-19 como obstáculo ao crescimento económico e de controlo da inflação”, escrevem os analistas.

Num comentário à evolução do metical, enviado aos investidores e a que a Lusa teve acesso, os analistas desta consultora detida pelos mesmos donos da agência de notação financeira Fitch Ratings apontam que, apesar do cenário negativo, a previsão para o final do ano foi melhorada.

“Revimos a nossa previsão para o final do ano de 74 para 71 meticais por dólar devido à melhoria nos preços do carvão e do alumínio”, duas das principais exportações do país.

Para 2022, a Fitch Solutions antecipa que a moeda moçambicana continue uma trajectória de valorização, chegando a Dezembro do próximo ano a valer 67 meticais por dólar, “com as exportações de gás e carvão a aumentarem, em conjunto com a subida do investimento externo, que sustenta a procura pela moeda”.

No mês de Julho os preços aumentaram 5,48%

O país registou uma deflação na ordem de 0,24%, em Julho, quando comparado com Junho, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), calculado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Dados recolhidos pelo INE em Julho, nas cidades de Maputo, Beira e Nampula, indicam que a divisão de alimentação e bebidas não-alcoólicas foi a de maior destaque, ao contribuir no total da variação mensal com cerca de 0,25 pontos percentuais (pp) negativos.

Porém, de Janeiro a Julho do ano em curso, houve um aumento de preços na ordem de 2,28%. A divisão de alimentação e bebidas não-alcoólicas foi a de maior destaque na tendência geral de subida de preços, ao contribuir com cerca de 0,94 pp positivos.

O INE avança que, relativamente a igual período do ano anterior, registou-se, no mês em análise, um aumento de preços, na ordem de 5,48%. As divisões de alimentação e bebidas não-alcoólicas e de bebidas alcoólicas e tabaco foram em termos homólogos as que registaram maior variação de preços com cerca de 10,48% e 6,99%, respectivamente.

Analisando a variação mensal pelos três centros de recolha, que servem de referência para a variação de preços, o INE notou que, em Julho último, todas as cidades registaram uma deflação mensal, com Beira a registar cerca de 0,47%, seguida da cidade de Nampula com 0,29% e, por fim, a cidade de Maputo com uma queda de preços na ordem de 0,13%.

A publicação do INE concluiu que, relativamente à variação acumulada, a cidade de Maputo teve a maior subida do nível geral de preços, com cerca de 2,59%, seguida das cidades da Beira com 2,06% e de Nampula com 1,85%. Comparativamente à variação homóloga, a cidade da Beira liderou a tendência de aumento do nível geral de preços, com aproximadamente 7,34%, seguida da cidade de Nampula com cerca de 5,38% e, por último, a Cidade de Maputo com 4,88%.

Produtores de castanha querem vender legalmente sua produção à Tanzânia

Alguns produtores de castanha de caju em Cabo Delgado querem passar a vender a sua produção legalmente à República Unida da Tanzânia.

Para o efeito, os produtores propõem mudanças na actual lei de amêndoas vigente em Moçambique, por, alegadamente, não ajudar na valorização da produção nacional, impondo muitas limitações no processo de exportação da castanha e prejudicando o desenvolvimento social e económico dos camponeses.

“Às vezes, produzimos grandes quantidades de castanha de caju e o preço praticado noutros outros países, especialmente em Tanzânia, é alto em relação a Moçambique, por isso queremos que o processo de exportação seja mais facilitado para podermos vender a nossa produção onde for mais vantajoso”, pediram os produtores de castanha de caju da província de Cabo Delgado.

A preocupação dos produtores de castanha de caju de Cabo Delgado foi levantada durante a reunião realizada pelo Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural, na cidade de Pemba, com o objectivo de auscultar sobre a proposta de revisão da actual lei de amêndoas que vigora há mais de vinte anos.

“Registámos todas as ideias dos participantes e comprometemo-nos a incluir na proposta final que, até 31 de Agosto próximo, deverá ser submetida ao Conselho de Ministros, para depois aguardar aprovação da Assembleia da República”, reagiu Daniel Massingue, director do Gabinete Jurídico do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural.

A reunião de auscultação da proposta de revisão da lei de amêndoas, realizada em Pemba, onde foram levantadas outras preocupações relacionadas com a necessidade de harmonização dos preços da castanha de caju e a descentralização do processo de produção para os distritos, contou com a presença de produtores, comerciantes e exportadores de castanha de caju e administradores distritais, além de juristas.

Distrito de Chongoene com mais infra-estruturas económicas de relevo

Para escoar produtos mineiros da exploração de areias pesadas de Chibuto, o distrito de Chongoene, na província de Gaza, vai em breve acolher obras para a construção de um porto, de pequena dimensão, além do Aeroporto Internacional, cuja edificação está no fim. O distrito tende a receber grandes investimentos que irão certamente catapultar a economia local.

A informação foi avançada esta segunda-feira (16) pela Rádio Moçambique (RM). Citando fonte (não identificada) da companhia chinesa que explora as areias pesadas de Chibuto, o órgão refere que, numa primeira fase, o porto a ser construído terá a capacidade de atracar navios até cinco mil toneladas de carga.

“Com vista à prossecução da iniciativa, aguarda-se nos próximos dias a concessão da licença pelo governo moçambicano para o arranque do projecto de construção do porto de Chongoene”, sublinha a RM.

Fonte daquela estação pública radiofónica anotou que neste projecto existe um plano âncora que a médio ou longo prazo vai construir cerca de dois quilómetros de rampa no mar, com vista a facilitar a atracagem de navios de grande calado para o transporte de maiores volumes de minérios.

Vale quer retirar-se das operações em Moçambique de forma sustentável

A Vale, companhia mineira brasileira, assegurou ao Governo que a empresa quer sair de Moçambique de forma responsável, deixando activos e mão-de-obra com valor competitivo, disse, esta segunda-feira, um responsável da mineradora à Lusa, citando uma fonte do Executivo moçambicano.

Durante um encontro com o ministro dos Recursos Minerais e Energia, Ernesto Max Tonela, o director global do Carvão da Vale, Paulo Couto, garantiu que a empresa não quer uma saída precipitada e está a trabalhar através de um processo de desinvestimento. Por isso, a empresa está a equacionar uma solução menos lesiva possível para os interesses de todas as partes.

Couto adiantou, ainda, que a Vale está a analisar as propostas de seis companhias interessadas em ficar com os activos em Moçambique, na sequência da decisão de desinvestimento que a firma brasileira tomou, no âmbito da aposta na neutralidade em relação aos combustíveis fósseis.

Segundo a Lusa, apesar de estar a sair de Moçambique, a empresa quer deixar uma operação competitiva, estando empenhada em incrementar a sua produção de carvão na província de Tete, centro do país, dos actuais 11 milhões para 20 milhões de toneladas no próximo ano.

O carvão é um dos principais produtos de exportação de Moçambique e a Vale emprega cerca de 8.000 pessoas, cerca de 3.000 trabalhadores próprios e os restantes subcontratados. A Vale justifica a sua saída com o objectivo de ser neutra ao nível das emissões de carbono até 2050 e reduzir algumas das suas principais fontes de poluição daquele tipo até 2030.

Moçambique leiloa rubis de Montepuez na Índia e Tailândia

O Instituto Nacional de Petróleos avançou que Moçambique vai leiloar cerca de 300 mil quilates de rubis, de 16 de Agosto corrente a 12 de Setembro, na Índia e Tailândia. A entidade anunciou, também, a abertura de entrepostos de mineiros nas províncias de Manica e Nampula.

O anúncio sobre o leilão desses minérios, nos dois países asiáticos, acontece numa altura em que a demanda pelos rubis no mercado internacional é cada vez mais crescente. O minério é, consequentemente, bastante procurado no território nacional.

Perante essa demanda, o país tem o desafio de criar e acelerar os mecanismos para melhor responder à procura na praça.

Segundo o secretário-executivo da Unidade de Gestão do Processo Kimberly, Metais Preciosos e Gemas, no Instituto Nacional de Petróleos, Carlos Elias, o procedimento de venda e compra dos rubis é da mineradora canadense Fura Mozambique Mining Limitada, que opera na província de Cabo Delgado desde 2018.

Carlos Elias não avançou os valores mínimos a ser cobrados durante o leilão, justificando que a sua publicação perante aos órgãos de comunicação despertaria as empresas estrangeiras a estipularem preços mais reduzidos, prejudicando, assim, os objectivos internos.

“Normalmente, esses valores não são anunciados antes do leilão, para permitir que cada empresa faça a sua avaliação e apresente o valor que achar que é viável para a venda e aquisição desses minerais”, afirmou Carlos Elias.

Na Índia, o leilão será na cidade de Jaipur, onde se espera a presença de 30 empresas, entre as locais, dos Estados Unidos de América e de Hong Kong, Estados que demandam muito por estes minérios.

Na Tailândia, as sessões de venda e compra de rubis decorrerão na capital do país, Banquecoque, onde poderão participar mais de 45 empresas maioritariamente locais. O país asiático em referência tem o potencial de refinar e limpar quase 85 por cento de rubis produzidos no mundo.

Nesta operação, a mineradora conta com os serviços de uma companhia internacional especializada em leilões de diamantes e pedras preciosas. Essa empresa fez um estudo de todos os potenciais clientes que estarão presentes no leilão.

A admissão dos clientes nos locais da realização dos leilões decorre mediante o pré-registo. Cada cliente terá dois dias para fazer a verificação dos rubis e deverá colocar a sua oferta de preço no sistema de leilões antes do último dia do processo.

Para a exportação do produto, a Fura Mozambique Mining Limitada desembolsou cerca de 32 milhões de meticais em impostos para os cofres do Estado moçambicano. A esperança do Instituto Nacional de Petróleos é que, neste leilão, a factura seja ainda mais larga para a economia nacional.

“Após o leilão, vai deduzir-se a percentagem para o Estado moçambicano, falo, por exemplo, do imposto sobre a produção, entre outros direitos fiscais previstos nos termos da lei”, sublinhou.

Para dinamizar o comércio de rubis e outros minérios no país, o Instituto Nacional de Petróleos diz que serão instalados entrepostos nas províncias de Manica e Nampula. Estes centros poderão entrar em funcionamento no próximo ano.

“O entreposto comercial de Maputo já está concluído. Neste momento, estamos no processo de apetrechamento dos centros das outras províncias, que, em breve, estarão operacionais”, revelou Carlos Elias.

Moçambique está, igualmente, no processo de integração dos seus rubis na plataforma internacional Kimberly, cuja efectivação poderá ser conhecida na reunião entre as equipas da avaliação e monitoria da organização e do Ministério de Energia e Recursos Minerais, em Setembro do corrente ano.

Depois de uma pausa no ano passado, a retoma de leilões de minerais relança o país no mercado internacional de venda de rubis e outras pedras preciosas.

Este é o segundo leilão de rubis produzidos no país que acontece no corrente ano. O primeiro foi da mineradora Montepuez Ruby Mining, que decorreu em formato virtual, devido às limitações impostas pela pandemia da COVID-19.

A Fura Mozambique Mining Limitada é membro da companhia Fura Gems, com sede em Toronto, no Canadá. Explora rubis no distrito de Montepuez, província de Cabo Delgado. Um quilate de pedras preciosas representa uma massa igual a duzentos miligramas.

Abertos mais dois processos contra Chuma Nwokocha e Cláudio Banze

A instauração, pelo Banco de Moçambique (BM), de dois processos de contravenção contra Adimohanma Chukwuma Nwokocha, ex-Administrador-Delegado, e Cláudio Eliazare Banze, Director da Direcção de Tecnologias de Informação, do Standard Bank, tem a ver com o caso do apagão da rede SIMO em finais de 2018.

O Banco de Moçambique aplicou a cada um deles multa no valor total de 1.2 milhão de Meticais, inibição do exercício de cargos sociais e de funções de gestão em instituições de crédito e sociedades financeiras no país por um período de três anos e publicação, pelo Banco de Moçambique, da punição definitiva, às custas daqueles.

O regulador do sistema financeiro nacional acusou os dois de terem cometido infracções graves relacionadas com a implementação de uma rede de pagamentos ilegal sediada fora do país, que no geral se assemelha à rede única nacional (Simo).

Estando fresca a memória, na opinião pública, das recentes multas infringidas pelo BM ao SB por sua alegada violação dos preceitos que regem o mercado cambial interbancário e o mercado cambial, o comunicado da semana passada foi, para muitos, uma sequência desses factos recentes.

“Carta” apurou, no entanto, que o assunto é uma sequência do apagão de Novembro de 2018 e do reatar das relações entre os bancos com o BizzFirst, firma portuguesa dona “software” que alimenta a rede Simo.

Recordem-se, em Agosto de 2019, o BM decidiu aplicar sanções ao antigo PCE do BCI, Paulo Alexandre Duarte de Sousa, por infracções contravencionais: uma multa de 200.000,00 Mts; inibição do exercício de cargos sociais e de funções de gestão em instituições de crédito e sociedades financeiras, por 3 (três) anos; e publicação, pelo Banco de Moçambique, da punição definitiva, às custas do condenado.

O BM acusou Paulo de Sousa de ter agido em conflito de interesses aquando da sua participação no processo de apreciação e decisão da proposta de aquisição da Interbancos pela SIMO, defendendo, simultaneamente, os interesses da SIMO, na qualidade de Administrador, e da Interbancos na qualidade de Presidente do Conselho de Administração. Na altura do apagão, Paulo de Sousa teve um papel fulcral que levou a que os bancos abrissem os cordões à bolsa para pagar o que a BizFirst exigia para que a rede SIMO continuasse a usar o seu “software”. Alguns bancos prometeram contribuir e pagaram. Chuma Nwokocha, então administrador-delegado do Standard Bank, teve a mesma intervenção no processo e não foi sancionado. A sanção chega agora, 4 anos depois

Sobre a alegada implementação de uma rede de pagamentos ilegal sediada fora do país, por parte do SB, “Carta” captou de várias fontes uma narrativa distinta. Depois do apagão de Novembro de 2018, o SB decidiu criar, na Alemanha, um sistema de “back up” de modo a que tivesse uma alternativa para salvaguardar suas operações. “O Standard Bank não quis correr risco e montou este sistema de “back upA”. Ele é livre de montar onde quiser e isto está previsto na legislação.

O sistema nunca esteve em funcionamento e nunca foi utilizado. Creio que há pelo menos uma máquina ligada ao sistema porque tinha que se fazer um teste para saber se funcionava ou não”, explicou uma fonte de “Carta”. O SB ainda não se pronunciou sobre o mais recente comunicado do BM. É esperado que isso seja feito a breve trecho. Chuma e Cláudio Banze são sancionados por causa desse “back up” no estrangeiro, uma mecanismo usado por outros bancos da praça.

Economia financiada em mais de 2 biliões de Meticais pelo Nedbank

Mais de dois biliões de Meticais em crédito foram concedidos à economia, pelo Nedbank Moçambique (antes Banco Único), no primeiro semestre de 2021. A informação foi revelada esta quarta-feira pelos gestores do Grupo Nedbank (África do Sul e Moçambique).

Em conferência virtual que visava apresentar resultados operacionais de meio-termo, após o rebranding, o Presidente do Conselho Executivo (PCE) do Nedbank Moçambique, Joel Rodrigues, detalhou que o crédito concedido foi alocado a diferentes sectores que dinamizam a economia moçambicana, mas com maior enfoque para o sector de energias e não só.

O Relatório e Contas do Nedbank findo a 30 de Junho de 2021 detalha que a instituição registou um resultado líquido (lucro), de perto de 140 milhões de Meticais. Em balanço, consta ainda que o banco possui um activo total avaliado em 27.4 biliões de Meticais e um passivo na ordem de 23.6 biliões de Meticais. Detém um capital próprio avaliado em 3.8 biliões de Meticais.

Durante o evento, o PCE do Nedbank Moçambique sublinhou que, devido à estrutura de activos e passivos, o risco de liquidez da instituição está devidamente controlado e com excedente. No que toca à solvabilidade, Rodrigues assinalou que o Nedbank Moçambique apresenta um risco confortável, de 19%.

Ciente de que, num período pós-Covid-19, a realidade dos níveis de crédito vencido poderá evoluir negativamente, em alguns sectores económicos prejudicando a instituição, Rodrigues afirmou que o banco tem acompanhado este risco reforçando a imparidade onde considera necessário.

Durante o primeiro semestre, o Nedbank Moçambique incrementou custos operacionais e de investimento no seu Plano de negócios associados a medidas de combate e prevenção à Covid-19, na ordem de 6.6 milhões de Meticais.

No evento virtual, coube ao PCE do Grupo Nedbank, Terece Sibiya, falar das perspectivas da instituição, após a aquisição em 2020 (que culminou com o rebranding, a 28 de Junho último) do Banco Único. Sibiya disse esperar que o banco continue a contribuir para o desenvolvimento do país através do financiamento à economia em vários sectores, para além de energia (como oil&gas), agricultura, construção civil entre outras áreas.

O Grupo Nedbank é um dos quatro maiores bancos da África do Sul. Actualmente está representado em 39 países de África e do mundo. Oferece uma ampla gama de serviços bancários de atacado e varejo, bem como uma oferta crescente de seguros, gestão de activos e gestão de patrimónios.