Saturday, April 11, 2026
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Saipem com vários acordos de perfuração

A italiana Saipem disse que a sua divisão de perfuração offshore garantiu várias novas adjudicações e prorrogações de contratos.

O navio de perfuração de sétima geração recentemente afretado Samsung Santorini, recebeu um contrato com a Eni para trabalhos no Golfo do México até ao 3º trimestre de 2023, disse Saipem na sua actualização do mercado 1H 2021. O navio de perfuração deverá entrar em serviço após a sua entrega em Novembro deste ano.

Entretanto, a nave de perfuração Saipem 10000, construída em 2000, foi também contratada pela Eni para trabalhos no Mediterrâneo, até meados de 2022 e com opções para prolongar o negócio até meados de 2023.

O semi-submarino Saipem Scarabeo 9 foi adjudicado um contrato de três poços mais três poços de opção com a Eni em Angola, enquanto que o Scarabeo 5 assegurou uma extensão até ao 4º trimestre de 2021 com outras opções disponíveis.

Finalmente, a grande empresa italiana de energia Eni declinou as opções no navio de perfuração Saipem 12000, construído em 2010, para trabalhos adicionais ao largo de Moçambique. A plataforma deverá terminar o seu contrato no quarto trimestre deste ano e ser comercializada para outras campanhas.

AfDb subsidia EUR 990,000 para a Indústria Agroindustrial do país

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAFD) concedeu EUR 990,000 para empresas de agro-processamento de Moçambique.

O fundo provém do Fundo Italiano de Cooperação Técnica.

“Temos o prazer de receber esta subvenção do Banco Africano de Desenvolvimento e do Fundo Italiano de Cooperação Técnica, que irá beneficiar cerca de 300 associações de agro-processamento e agro-indústrias de Pequenas e Médias Empresas (PME) em Moçambique, particularmente PMEs lideradas por jovens e mulheres que operam ao longo dos corredores de desenvolvimento de Nacala-Beira-Pemba-Lichinga”, disse o Dr. Agostinho Vuma, Presidente da Confederação das Associações Empresariais de Moçambique, na cerimónia de entrega do financiamento da subvenção.

“A subvenção está apta a intensificar as relações bilaterais na área agrícola construídas através dos muitos projectos financiados pela cooperação italiana e que pode actuar como um catalisador para a estender ao sector privado onde existe um enorme e largamente inexplorado potencial”, sublinhou o embaixador italiano Dr. Gianni Bardini.

O projecto agrícola está alinhado com o interesse do Documento de Estratégia Nacional de Moçambique (2018-2022), que mencionou o investimento em infra-estruturas, a transformação agrícola e o desenvolvimento da cadeia de valor como os pilares de construção do crescimento estratégico.

 

Ligeira melhoria na robustez empresarial no 2.º trimestre

No segundo trimestre deste ano, a actividade empresarial conheceu uma tímida recuperação em resultado do alívio das medidas de contenção da propagação da Covid-19, a par do arranque da comercialização agrícola e o início das exportações das commodities agrícolas e produtos pesqueiros.

O Índice de Robustez Empresarial melhorou de 28 para 29 por cento, influenciado pela reanimação da actividade económica nos sectores da agricultura, hotelaria e restauração, comércio e serviços e transportes, que beneficiaram também do alívio das medidas de contenção da Covid-19 decretado de Abril a Junho.

Dados apresentados ontem pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) indicam que, durante o período em referência, o ambiente macroeconómico também registou ligeira melhoria, tendo aumentado em quatro pontos percentuais, de 46.0 para 50 por cento.

O presidente da CTA, Agostinho Vuma, apontou que o ambiente de negócios no segundo trimestre foi marcado por algumas alterações regulatórias com impacto positivo na actividade empresarial, nomeadamente no alívio das medidas restritivas de combate à pandemia da Covid-19; revogação das taxas de assistência e fiscalização a bordo nos postos fronteiriços; e lançamento da Central de Registo de Garantias Mobiliárias.

Todavia, a entrada em vigor do novo Regulamento das Custas da Jurisdição Administrativa, que institui o agravamento do valor das custas em cerca de 170 por cento,exacerbou os custos transaccionais às empresas que ainda se debatem com os efeitos nefastos da pandemia da Covid-19.

Referindo-se às perspectivas, os empresários, de forma geral, esperam que o desempenho empresarial retroceda devido à retoma das medidas restritivas recentemente anunciadas pelo Governo em face do surgimento da nova vaga de propagação da pandemia viral, a variante Delta.

Argumentam que estas medidas irão limitar, mais uma vez, o funcionamento da máquina empresarial, num momento de ausência de medidas de estímulos e apoio ao sector empresarial.

“O nosso grande receio é que, na falta de estímulos ao sector empresarial, estas medidas restritivas podem resultar numa situação pior que a observada no primeiro semestre do ano, período em que se registou perda de cerca de 802 postos de trabalho em 90 empresas.

Adicionalmente, segundo a CTA, a recente aprovação do Regulamento de Selagem de Bebidas Alcoólicas e Tabaco Manufacturado, que não incorpora as preocupações levantadas pelo sector empresarial em relação a este procedimento,irá, certamente, contribuir negativamente para o desempenho empresarial no próximo trimestre.

Entretanto, os últimos desenvolvimentos na zona norte,partilhados recentemente pelo Presidente da República, abrem nova janela de esperança para o restabelecimento da segurança e estabilidade nas localidades afectadas pelo terrorismo na província de Cabo Delgado, o que possibilitará a retoma dos projectos de óleo e gás, com o positivo impacto que isso poderá ter na economia.

Dugongo afirma não ter vindo desestruturar à indústria cimenteira

A direcção da empresa de capitais chineses, Moçambique Dugongo Cimentos, veio a público rebater os argumentos dos concorrentes, 44 dias depois do “cartel” do cimento ter acusado a empresa de uma concorrência desleal, garante que veio ao país para a ajudar a indústria cimenteira a reduzir os seus custos de produção. As explicações foram dadas esta quinta-feira, em Maputo, durante um debate organizado pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA).

“A Moçambique Dugongo Cimentos não veio para desestabilizar o mercado de cimento no país, muito pelo contrário, nós queremos contribuir para ajudar as outras empresas a reduzirem as suas importações em matéria-prima, porque, para além de cimento produzimos clínquer, que é a principal matéria-prima do cimento”, afirmou o Presidente do Conselho de Administração (PCA) da empresa, Víctor Timóteo.

Timóteo acrescentou ainda que “se, por um lado, são nossos concorrentes, por outro, são nossos clientes, nós nunca racionalmente podíamos fazer uma campanha de acabar com os nossos próprios clientes”

Segundo Victor Timóteo, a empresa fixou o seu preço consoante a taxa de câmbio em vigor na altura do início de operações, que oscilava entre 55 a 60 Meticais por Dólar, saindo de níveis elevados de 74 Meticais, um USD, no princípio do ano.

“Além disso, nós ajustamos o nosso preço ao valor por tonelada no mercado regional que está entre 85 a 100 USD. A nossa fixação de preço baseou-se nisso, porque para além do mercado doméstico também competimos a nível da região”, concluiu o PCA da Moçambique Dugongo Cimentos.

Com base nessa explicação sobre fixação do preço cimento, depreende-se que caso a taxa de câmbio se deprecie, isto é, o Metical se desvalorize em relação ao USD, a probabilidade de o preço do cimento da Moçambique Dugongo Cimentos subir é maior. Ora, a tendência da taxa de câmbio do Banco de Moçambique é de permanente depreciação do Metical face ao USD.

Lembre-se que, no passado dia 15 de Junho, sete empresas de produção de cimento (Adil Cement, África Cement Factory, Cimentos de Maputo, Cimento Nacional, Limak Cement Factory, Royal Cement e Suneira Cement) submeteram uma carta ao Ministério da Indústria e Comércio a acusar a Moçambique Dugongo Cimentos de praticar preços que violam a Lei n° 10/2013, que estabelece o regime jurídico de concorrência no país aplicável às empresas privadas e públicas e que abrange todas as actividades económicas exercidas.

No documento, os gestores das sete empresas pediam a intervenção do Governo, alegando estarem a ser prejudicadas gravemente pelos preços praticados pela indústria instalada no distrito de Matutuine, província de Maputo. Carlos Mesquita nunca chegou a responder o documento.

Sublinhar que a Dugongo Cimentos iniciou as suas operações em Maio passado, sendo que, desde a sua entrada em funcionamento, algumas empresas estão a fechar, como é o caso da empresa Cimento Nacional Lda., que operava na província de Maputo. O cimento chegou a custar 750 Meticais, o saco de 50 Kg, mas actualmente é vendido entre 220 e 255 Meticais.

Standard Bank nomeou William le Roux como novo administrador-delegado

O Standard Bank anunciou a nomeação de William le Roux para o cargo de administrador-delegado interino (CEO), com efeitos imediatos, depois da aprovação pelo Banco de Moçambique.

“Trata-se de um profissional muito competente e com larga experiência no sector bancário, tendo trabalhado anteriormente, em instituições financeiras em vários países do continente africano, de entre os quais Malawi, onde exerceu, até recentemente, o cargo de CEO no Standard Bank PLC”, refere um comunicado enviado à redação do “O País”.

William Le Roux tem 42 anos de experiência na banca e já exerceu a função de Presidente do Conselho de Administração da Liberty Seguros.

Ele é formado em Comércio, Contabilidade e Gestão de Negócios pela Universidade da África do Sul (UNISA) e mostra-se entusiasmado pelo novo desafio de continuar a servir os clientes com excelência e consolidar o lugar cimeiro que o Standard Bank tem em Moçambique, como uma instituição sólida e robusta.

O comunicado diz que o Standard Bank está comprometido com os processos rigorosos de governação e conformidade em vigor no banco e, desde já, agradece todo o apoio até aqui prestado ao longo deste processo.

Oportunidades de negócio geradas no sector energético em África

A Assistente Especial do Presidente e Director Sénior para África no Conselho Nacional de Segurança, Dana Banks, defendeu, durante a conferência de imprensa virtual sobre o comércio e investimentos entre Estados Unidos de América (EUA) e África, através do programa “Prosper África”, que a energia é um dos sectores prioritários de investimento norte-americano no continente africano.

Através dos mecanismos de cooperação existentes, o sector pode impulsionar as exportações, através das agências financeiras e de desenvolvimento, criando oportunidades de negócios de cerca de USD 24 biliões. Alinhado ao sector energético, está também o de infra-estruturas resilientes às mudanças climáticas que poderá gerar investimentos na ordem de USD 60 milhões.

Banks adiantou, ainda, que o Governo norte-americano apoia o empreendedorismo feminino, através de financiamento de micro, pequenas e médias empresas sob gestão ou propriedade das mulheres.

Finalizando a sua intervenção, Banks falou da disponibilidade de cerca de 25 milhões de vacinas que os EUA poderão doar aos países africanos, como forma de apoiá-los no combate à pandemia da COVID-19, bem como na restauração das economias, cuja maioria vêm registando momentos históricos de recessão.

Prevista recuperação gradual do PIB 2021 e 2022

O Millennium BIM prevê uma recuperação gradual do PIB nacional em 2021 e 2022 (1,2% e 3,8% respectivamente), em linha com as previsões económicas globais, impulsionado pela retoma da produção agrícola e industrial num contexto de melhoria da procura externa.

A valorização dos preços dos bens de exportação (sobretudo o carvão mineral e alumínio), a implantação generalizada de vacinas para travar o aumento de novos casos de COVID-19, o aumento do consumo e do investimento privado são factores determinantes para o relançamento da actividade económica em curto prazo.

Está previsto o início da produção de gás natural offshore em 2022, através da plataforma flutuante na Área 4, Coral Sul, admitindo que a segurança esteja restaurada nas regiões mais afectadas pelos ataques de grupo de insurgentes.

Eis as principais conclusões de um webinar que o banco organizou para discutir a conjuntura macroeconómica e oportunidades em tempos de crise. A sessão contou com a participação de Moisés Jorge, Administrador Executivo e João Milheiro, Director Corporate e foi apresentada por Oldemiro Belchior, Economista Chefe e Director da Banca de Investimento do Millennium bim.

A crise decorrente da pandemia de COVID-19 gerou um choque económico sem precedentes e está associada a elevados níveis de incerteza, mas a implementação coordenada de medidas de política monetária, fiscal e regulatória foi crucial no apoio à economia e na mitigação dos impactos sobre os agentes económicos, escreve o banco em comunicado.

Apesar das expectativas favoráveis, o banco frisa que “subsistem alguns factores de risco que podem condicionar a recuperação económica, designadamente a redução do fluxo de investimento directo estrangeiro e entrada de capitais agravando as pressões externas, a perda de valor da divisa nacional com afectação na subida do nível geral de preços (inflação), influenciando a postura conservadora da política monetária do Banco Central”.

O webinar passou em revista o agregado do sector bancário, com referência a 2020, destacando-se os indicadores de balanço, demonstração de resultados, solidez e qualidade de crédito dos maiores bancos do mercado moçambicano. A conclusão foi que “o Millennium bim mantém-se sólido e resiliente, comprovado pelo rácio de solvabilidade de 43.9% (nível mais elevado do sector) o que permite o Banco responder eficazmente às necessidades de financiamento e de liquidez da economia, num contexto particularmente desafiante”.

AgDevCo investe na indústria da banana em Moçambique

A AgDevCo anuncia o seu mais recente investimento no sector do agronegócio de Moçambique. O investidor de impacto social com sede no Reino Unido encerrou um investimento de 3 milhões de dólares em dívida na Quinta da Bela Vista Limitada (QBV), uma propriedade de banana irrigada localizada na área de Boane, em Moçambique.

QBV foi criada em 2016 como uma empresa conjunta entre Silverstreet Capital’s Silverlands I Fund e Crookes Brothers Limited (JSE: CKS) e compreende actualmente 128ha de bananas irrigadas.

A estratégia da QBV é expandir a operação para 260ha ao longo dos próximos dois anos. A Crookes Brothers tem um historial comprovado no sector da banana na África do Sul, fornecendo à QBV conhecimentos especializados e um canal de marketing para a África do Sul. SilverStreet é um dos maiores investidores dedicados no sector agrícola em África, com investimentos em oito países do continente.

O investimento da AgDevCo irá apoiar a expansão da QBV, fornecendo capital a longo prazo. A QBV emprega actualmente mais de 240 pessoas, esperando-se um maior crescimento no emprego em resultado da expansão. A indústria da banana é uma fonte chave de emprego, melhorando os meios de subsistência das comunidades locais. A exportação de bananas oferece a Moçambique a oportunidade de aumentar as receitas em divisas.

“O financiamento da QBV pela AgDevCo permitirá à empresa expandir e criar oportunidades de emprego numa zona óptima de cultivo de bananas no sul de Moçambique. Eles têm sido um parceiro de financiamento ideal para a QBV, estruturando o empréstimo de acordo com as necessidades da empresa”, disse Simon Morgan, Director da QBV.

“Temos o prazer de apoiar a QBV e de estabelecer parcerias com Crookes e Silverstreet no desenvolvimento da indústria da banana na área de Boane, ajudando a construir um impacto sustentável e a trazer receitas de exportação”, disse Charlotte Dubois, Directora de Investimento da AgDevCo.

SOBRE A AGDEVCO

AgDevCo é um investidor especializado na agricultura africana. Investimos para desenvolver um agronegócio sustentável e de impacto. A nossa visão é um sector agrícola comercial próspero que beneficia tanto as pessoas como o planeta. Contribuímos para isso investindo e apoiando o agronegócio para crescer, criar empregos, produzir e processar alimentos e ligar os agricultores aos mercados. Reinvestimos o nosso capital para alcançar um maior impacto, o que garante eficiência e mudança à escala. Apoiamos os nossos parceiros a trabalhar para a sustentabilidade climática, e sempre que possível, soluções regenerativas. A actual carteira da AgDevCo tem 149 milhões de dólares de fundos comprometidos em 46 empresas.

FNB – First National Bank

O FNB Moçambique é membro do FirstRand Bank Limited, o maior grupo financeiro de África por capitalização bolsista e uma das maiores instituições listadas na Bolsa de Valores de Johanesburgo, na África do Sul, com presença em 11 países africanos, na Inglaterra, Emirados Árabes Unidos, Índia e China.
O FNB Moçambique é detido pela FirstRand Moçambique Holding Limitada, pela GCP – Sociedade de Gestão e Controle de Participações, S.A. e pela FirstRand Investment Holding e opera no mercado nacional desde 2007, com enfoque na prestação de serviços financeiros ao sector empresarial moçambicano, a respectiva cadeia de valor bem como as pessoas singulares.

Contactos
Telefone: (+258) 21 355 999
Endereço: Av. 25 de Setembro Nº 420 – R/C – JAT Building

Redes Sociais
Website: www.fnb.co.mz/
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Portugal forma moçambicanos em classificação de diamantes

Quatro moçambicanos estão a ser formados em classificação e transparência no negócio dos diamantes como parte dos esforços do país africano para entrar no mercado mundial destas gemas, de acordo com um documento visto pela Lusa.

A formação faz parte das exigências do Processo de Kimberley, um mecanismo internacional que advoga a transparência nos negócios e combate à venda de diamantes extraídos em zonas de guerra e cujas receitas são utilizadas para financiar a violência armada e ilegítima, declarou o documento do Governo de Moçambique.

O documento dizia que quatro moçambicanos viajariam para a Tailândia para formação em identificação e avaliação de diamantes e pedras preciosas, a fim de proporcionar ao país a capacidade de cumprir com os requisitos do Processo de Kimberley.

Como parte do compromisso de Moçambique com os procedimentos do Processo de Kimberley, uma missão desta entidade avaliará o grau de conformidade do país africano com os requisitos estipulados internacionalmente para o negócio dos diamantes.

Para entrar no mercado diamantífero, Moçambique tem vindo a interagir com autoridades em Angola, África do Sul e Rússia para trocar experiências com estes três países com um vasto conhecimento da actividade e da relação com o Processo de Kimberley.

O documento dizia também que as instalações estão agora prontas para o funcionamento do armazém de diamantes de Maputo. Vários equipamentos para diamantes, metais preciosos e pedras preciosas foram adquiridos e instalados no laboratório até à próxima semana.