Wednesday, April 8, 2026
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Começa hoje a terceira edição da Mozgrow 

Dentro de instantes inicia a terceira edição da maior feira nacional de agronegócio, a Mozgrow.

O painel de abertura vai contar com a intervenção de Carlos Mesquita, ministro da Indústria e Comércio, com o PCA da MCM-Indústrias Têxteis, José Pinheiro, a directora-geral do Instituto do Algodão e Oleaginosas de Moçambique, Yolanda Gonçalves, o vice-presidente da Associação Algodoeira de Moçambique, Ibraimo Baraca e o presidente honorário do Fórum Nacional dos Produtores do Algodão, José Domingos.

O debate inaugural será subordinado ao tema “Culturas de rendimento: cadeia de valor do algodão”.

O objectivo da plataforma da Fundação Soico (FUNDASO) é ensinar o produtor a produzir muito a custos baixos.

Entre as inovações, a terceira edição da Mozgrow irá trazer experiências de outros quadrantes do mundo, que estão a ajudar os agricultores a ter resiliência, em relação aos efeitos das mudanças climáticas através da aplicação da denominada Agricultura Sintrópica e uma adubação alternativa, com base no pó extraído de rochas usadas para a construção civil e não só.

Faça parte da reunião clicando AQUI

 

Sobre o Mozgrow

Mozgrow é uma plataforma de agronegócio, que junta todos os intervenientes das cadeias de valor do sector, para a promoção do investimento e desenvolvimento socioeconómico e sustentável de Moçambique.

Nesta terceira edição, que decorre sob o lema “Transformar para Competir”, pretende-se promover a partilha de conhecimentos e experiências sobre os caminhos para transformação da agricultura familiar, tornando-a mais competitiva, rentável e resiliente às mudanças climáticas.

Os temas desta edição incluem ainda a produção animal e aquacultura, a competitividade das culturas de rendimento (algodão e castanha de cajú), papel das zonas económicas especiais, mercados emergentes, tributação, finanças e seguro agrícolas.

Galp Energia suspende investimentos em Moçambique

A Galp Energia, parceira de um consórcio de gás liderado pela Exxon Mobil em Moçambique, não vai investir em centrais onshore no país até que seja garantida a segurança e estabilidade social, o que pode demorar algum tempo.

A informação foi avançada pelo presidente e director executivo da empresa, Andy Brown, à agência Reuters.

Moçambique tem assim mais um contratempo na sua esperança de desenvolver um importante pólo de gás natural liquefeito (GNL) nos próximos anos, após a multinacional francesa Total ter suspenso as suas actividades em Abril, também devido à insegurança.

“No momento, é muito difícil prever quando será o momento de investir”, sublinhou Brown, depois de informar que a empresa, que tem 10 por cento do consórcio, não incluiu os investimentos nas instalações terrestres do Rovuma no seu plano de despesas de capital líquido para os próximos cinco anos.

“No ano passado, estávamos realmente a planear construir o Rovuma até 2025, mas agora não quero fazer uma promessa sobre o Rovuma e decepcionar o mercado novamente”, reiterou o presidente e director executivo da Galp Energia.

O porta-voz do parceiro Exxon Mobil, Todd Spitler, acrescentou, por seu lado, que o consórcio vai “continuar a monitorizar os desenvolvimentos de segurança na região”.

Ele garantiu que a empresa está a trabalhar com o Governo de Moçambique “para permitir o desenvolvimento desse recurso de classe mundial”.

Como condição para um regresso da Galp ao projecto, Todd Spitler disse que “o Governo tem de trabalhar com a população local para criar um ambiente de estabilidade e coesão social, bem como segurança, no terreno… e isso pode demorar algum tempo”.

Em Abril, depois de um forte ataque dos insurgentes à vila de Palma, a poucos quilómetros do megainvestimento da Total, avaliado em cerca de 20 mil milhões de dólares, a multinacional francesa suspendeu os trabalhos até que a segurança seja restabelecida.

O presidente e director executivo da Galp Portuguesa acrescentou que quanto a Total “retomar o trabalho de forma confiável, estaremos em posição de considerar o nosso próprio projecto”.

Andy Brown revelou ainda que nos próximos cinco anos, o Brasil vai absorver “a grande maioria” dos 320 milhões a 400 milhões de euros de capex líquido que a Galp alocou para upstream anualmente, enquanto haverá “algum investimento na flutuação de GNL em Moçambique e alguns pequenos investimentos em Angola”.

Banco Mundial espera recuperação económica gradual para Moçambique

A economia de Moçambique recuperar-se-á gradualmente em 2021, é o que espera o Banco Mundial, entretanto a instituição diz que subsistem riscos substanciais de uma queda devido à incerteza em torno do caminho que seguirá a pandemia da Covid-19.

Como assinalado na recente Actualização Económica de Moçambique, a instituição relata que o país enfrenta vários desafios, destacando a manutenção da estabilidade macroeconómica, considerando a exposição às flutuações dos preços das matérias-primas, e a realização de novos esforços para restabelecer a confiança através de uma melhor governação económica e de uma maior transparência.

“Outro grande desafio é diversificar a economia, para que se afaste do foco actual em projectos de capital intensivo e agricultura de subsistência de baixa produtividade, reforçando ao mesmo tempo os principais motores da inclusão, tais como a melhoria da qualidade da educação e da prestação de serviços de saúde, o que, por sua vez, poderia melhorar os indicadores sociais”, relata a instituição.

Num outro desenvolvimento, o Banco Mundial descreve que Moçambique está a debruçar-se com uma insurreição islâmica em partes da província rica em gás de Cabo-Delgado. Como consequência, a organização diz estimar-se que três milhões de pessoas irão enfrentar elevados níveis de insegurança alimentar em todo o país devido aos efeitos combinados do conflito no norte, dos choques climáticos e das medidas de mitigação da Covid-19, que têm restringido a actividade económica.

Mesmo diante desses desafios e, embora a economia tenha crescido para o negativo em 2020, algo que não se verificava nas últimas três décadas, a instituição financeira mundial espera que a economia nacional recupere a médio prazo, atingindo cerca de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022.

Para que essa projecção seja concretizada, o Banco Mundial adverte os dirigentes do país a avançarem com a sua agenda de reformas estruturais à medida que a pandemia se vai atenuando. A curto prazo, a instituição aponta medidas de apoio às empresas viáveis e às famílias que seriam cruciais para uma recuperação resiliente e inclusiva.

“Na fase de recuperação, as políticas centradas no apoio à transformação económica e à criação de empregos, especialmente para os jovens, terão uma importância crítica. Intervenções direccionadas para apoiar as mulheres e aliviar as desigualdades de género, assim como para aproveitar o poder da tecnologia móvel, podem apoiar o crescimento sustentável e inclusivo a médio prazo”, conclui a instituição.

Das empresas encerradas no ano passado 95% foram reabertas

Cerca de 2.250 empresas viram-se forçadas a fechar as portas no ano passado, devido à pandemia do Covid-19, entretanto a ministra do Trabalho e Segurança Social, Margarida Talapa, garante que 95 por cento dessas firmas já retomaram os trabalhos.

“Estamos numa boa fase, as empresas de quase todos os ramos reabriram, mas temos um desafio de cinco por cento das empresas que ainda não retomaram e essas empresas têm-nos mantido a par diariamente sobre os passos para o início dos seus trabalhos.”

Segundo Talapa, as províncias de Tete e Cabo Delgado são as que apresentam maior número de empresas que ainda não estão a funcionar, sendo que a província de Tete conta com três empresas. Sem mencionar os números, a fonte disse que a situação em Cabo Delgado é alarmante.

“A província que nos preocupa nesse momento é a de Cabo Delgado e sabemos que, com a situação do terrorismo naquele ponto do país, muitas empresas, que já atravessam momentos difíceis por causa da pandemia, viram-se forçadas a encerrar por causa dos ataques e continuam com as actividades paralisadas”.

Com o retorno das empresas, cerca de 52 mil trabalhadores também retomaram os seus postos de trabalho e cerca de quatro mil, que fazem parte das empresas por reabrir, ainda estão “em casa”, porém a governante garante que, paulatinamente, começam a trabalhar.

“Estamos satisfeitos e isso nos encoraja bastante, pois o nosso objectivo principal é a manutenção dos postos de trabalho, então este é um passo e oxalá que, nos próximos dias, todas as empresas comecem a trabalhar. De um modo geral, todas as províncias estão a retomar as suas actividades”.

Questionada sobre os postos de trabalho com o desinvestimento da Vale no negócio de carvão na mina de Moatize, em Tete, Margarida Talapa assegurou que não haverá perda de emprego e, neste momento, em coordenação com o Ministério dos Recursos Minerais e Energia, têm feito a monitoria e o acompanhamento de trabalho.

DP World lança primeiro serviço logístico ferroviário entre Maputo e Harare

As operações do serviço ferroviário serão ampliadas nos próximos meses e são fundamentais para a visão da DP World na ligação de Maputo ao Zimbabué, África do Sul e Suazilândia por via ferroviária. O serviço de referência irá reduzir o tempo de trânsito para os clientes no Zimbabué.

A DP World Maputo, que tem a concessão para gerir, desenvolver e operar o terminal de contentores de Maputo, enviou na passada sexta-feira o primeiro serviço de comboio de contentores dedicado que liga Maputo e Harare, Zimbabué.

O novo serviço faz parte do foco contínuo da empresa para expandir a sua oferta logística e de cadeia de fornecimento na região, e é fundamental para a sua visão de ligar vários países da África Austral – nomeadamente Maputo com a África do Sul, Zimbabué e Suazilândia – por via ferroviária.

Esta nova oferta apresenta uma multiplicidade de novas oportunidades de negócio tanto para clientes no Zimbabué como em Moçambique.

Isto não só ajudará a melhorar a posição da DP World Maputo enquanto porta de entrada para o Zimbabué, mas também porque o serviço oferece tempos de trânsito significativamente melhores para os clientes no Zimbabué.

No passado, as mercadorias a caminho de Harare teriam frequentemente de ser transportadas a distâncias muito maiores por via marítima e rodoviária, todavia, com esta rota, os clientes terão uma nova opção de envio mais directa e rápida.

Na sequência do lançamento do serviço ferroviário bissemanal, a DP World Maputo continuará a trabalhar com todos os intervenientes envolvidos com o intuito de o tornar num serviço ferroviário semanal entre as duas cidades, de modo a permitir ainda mais economia de custos e oportunidades de planeamento às empresas e aos indivíduos que necessitam de um transporte de mercadorias fiável e eficiente.

De acordo com Christian Roeder, CEO da DP World Maputo, “este serviço ferroviário entre Maputo e Harare é fulcral para reabrir a rota entre estes mercados de modo a alcançar uma logística mais eficiente na região.”.

O serviço ferroviário também segue o recente anúncio da DP World Komatipoort, na África do Sul, tratando da sua primeira importação por via terrestre a partir de Maputo, demonstrando que o Porto de Maputo pode ser utilizado sem problemas como porta de entrada para o interior da África do Sul através da DP World Komatipoort. As importações internacionais de contentores desembarcados no Porto de Maputo e destinados ao interior da África do Sul podem, agora, ser movimentadas sob franquia para Komatipoort, onde é possível tratar do seu desalfandegamento integral e preparado para entrega em toda a África do Sul.

Sobre a DP World
Fornecedor líder mundial de serviços de logística inteligente de toda a cadeia de transporte, promovendo o fluxo de comércio em todo o mundo. A ampla gama de produtos e serviços cobre todas as etapas da cadeia de abastecimento integrada – desde terminais marítimos e internos até aos serviços marítimos e parques industriais, bem como soluções tecnológicas para os nossos clientes.

Prestam serviços através de uma rede global interligada de 148 unidades de negócio em 60 países localizados nos seis continentes, com uma presença significativa tanto em mercados de alto crescimento como em mercados consolidados. Onde quer que operemos, integramos nas nossas actividades a sustentabilidade e a cidadania corporativa responsável, procurando dar um contributo positivo para as economias e comunidades em que vivemos e trabalhamos.

O compromisso da equipa dedicada, diversificada e profissional, com mais de 54.620
funcionários de 137 nacionalidades, é oferecer um valor incomparável aos nossos clientes e
parceiros. Isto é possível graças à aposta em relacionamentos de benefício mútuo – com governos, expedidores, comerciantes e outros parceiros interessados ao longo da cadeia de fornecimento global – construídos numa base de confiança mútua e parceria duradoura.

Assegurados 600 milhões de meticais em crédito as PME’s

A Gapi-SI, concebeu e gere a Agro-Garante, uma linha de crédito que assegurou 600 milhões de meticais em crédito as PME’s. Cerca de 400 milhões de meticais foram assegurados nos últimos três anos pela Agro-Garante e em adição, 200 milhões de meticais em crédito foram assegurados nos últimos doze meses pelo sistema de garantias do Sustenta, também gerido pela Gapi, lê-se no relatório de avaliação aos instrumentos de garantias de empréstimos bancários gerido pela Gapi.

A avaliação desta linha de negócios da Gapi-SI, observa que no conjunto estes instrumentos de garantia já beneficiaram mais de 135 Pequenas e Médias Empresas (PME’s) no sector do agronegócio.

“A Gapi deve agora melhorar a distribuição regional e social deste instrumento financeiro de desenvolvimento, para que ele seja menos determinado pelas prioridades dos bancos comerciais” – acrescenta o relatório.

Estes instrumentos de crédito estão disponíveis às PME’s, através de instituições financeiras filiadas na Associação Moçambicana de Bancos (AMB) as quais submetem as suas solicitações de garantias a Gapi, a quem compete aprovar e prestar uma garantia a favor da PME’s.

O Agro-Garante é um sistema de garantias ao agronegócio constituído ao Gapi-SI e está operacional desde 2015. Este instrumento é parte do programa Agro-Investe, que foi financiado pela DANIDA. Garantia SUSTENTA é parte da iniciativa do programa do Governo através do FNDS para o desenvolvimento da agricultura e que é financiado pelo Banco Mundial.

O programa Agro-Garante tem sido implementado em todo o país, e desde o seu início teve que intervir e pagar uma parte da dívida dos mutuários em apenas duas operações de crédito mal parado, devido a dificuldades causadas principalmente pela crise da Covid-19.

“A Gapi acumulou experiência e consolidou princípios que nos permitem conceber e gerir sistemas de garantias que apoiem bons projectos, os quais devem atrair o interesse das instituições, sujeitas a supervisão prudencial por parte do Banco de Moçambique, caso apenas lhes faltem algumas garantias”, disse Amiro Abdula, director da área de financiamento da Gapi-SI.

Nas operações de crédito que beneficiaram das garantias dos instrumentos geridos pela Gapi estima-se que foram assegurados cerca de 9 mil postos de trabalhos em zonas rurais. Este impacto decorre do facto deste instrumento financeiro estar a intervir na provisão de insumos, na produção, conservação, armazenamento, processamento, transporte e comercialização de produtos de origem vegetal ou avícola.

Moçambique regista baixa de preços

De acordo com dados recolhidos pelo Instituto Nacional de Estatísticas, Moçambique registou uma descida geral de preços de Abril a Maio. Beira foi a cidade cujos preços mais desceram no quinto mês do ano.

Os dados são relativos aos três maiores centros urbanos de Moçambique, nomeadamente, Maputo, Beira e Nampula. A descida geral de preços foi influenciada principalmente pela divisão de alimentação e bebidas não alcoólicas que contribuiu, no total da variação mensal, com de 0,34 pontos percentuais (pp) negativos.

Quanto à variação mensal por produto, importa destacar a queda dos preços do tomate (10,3%), do coco (10,9%), do peixe fresco (1,6%), da couve (7,7%), do repolho (10,4%), da alface (6,2%) e de motorizadas (2,3%). Estes contribuíram, no total da variação mensal, com cerca de 0,51pp negativos.

Aliás, a descida poderia ter sido bem maior, se produtos como as refeições completas em restaurantes (1,3%), o pão de trigo (2,3%), a cebola (3,4%), o peixe seco (1,0%), a farinha de mandioca (13,3%), o arroz em grão (0,6%) e a galinha viva (0,8%), não tivessem contrariado a tendência de queda, ao contribuírem com cerca de 0,25pp positivos.

Este é o segundo mês consecutivo cujo nível geral de preços cai em Moçambique, sendo que, no mês passado, o país registou uma deflação de 0,03 por cento, antes disso, porém, não ultrapassou os dois por cento, sendo que em Janeiro, a inflação foi de 1.18 por cento, Fevereiro, 1.34, a mais alta do ano e em Março caiu para 0.86 pontos percentuais.

Em termos cumulativos, de Janeiro a Maio do ano em curso, o País registou um aumento de preços na ordem de 3,07%. As divisões de alimentação e bebidas não alcoólicas, com 1,78 pontos percentuais e de habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis com 0,37 foram as de maior destaque na tendência geral de subida de preços.

Total reduz força de trabalho em Moçambique

Na sequência do ataque armado de rebeldes contra Palma, sede de distrito do projecto de gás entretanto suspenso em Cabo Delgado, a petrolífera Total reduziu a sua força de trabalho no país.

“Na sequência da decisão de ‘força maior’ devido à situação de segurança no norte de Cabo Delgado, a Total E&P Mozambique Area 1 (TEPMA1), operador do projecto de gás (Mozambique LNG), confirma que reduziu a sua força de trabalho”, disse à Lusa fonte da Total.

Segundo a mesma fonte, a redução foi feita “como discutido com as autoridades e em conformidade com a legislação moçambicana”, sem adiantar mais detalhes – nomeadamente sobre o número de postos de trabalho em causa e de que forma foram reduzidos.

A empresa reagia a testemunhos ouvidos pela Lusa por parte de trabalhadores diretamente contratados pela Total, segundo os quais “Junho é o último mês em que a empresa paga vencimento”.

A redução surge depois de a empresa e firmas subcontratadas terem retirado todo o pessoal do local do projecto, na península de Afungi, durante a semana que se seguiu ao ataque em 24 de Março à vila de Palma – situada a cerca de 10 quilómetros.

O consórcio do projecto de gás natural liquefeito contava ter nesta altura cerca de 6.000 trabalhadores no local de implantação do projecto, entre funcionários directos e subcontratados, a larga maioria moçambicanos. Do investimento de 20 mil milhões de dólares, previa-se canalizar 12,5% para empresas locais durante a construção.

Mas o cenário promissor ficou também suspenso: a CTA – Confederação das Associações Económicas, maior associação patronal do país, estima que as perdas do sector empresarial com a suspensão do projecto de gás ascendam a 148 milhões de dólares.

Em 26 de Abril, a Total acabou por fazer uma declaração de força maior, ou seja, assumindo-se “incapaz de cumprir as suas obrigações em resultado da severa deterioração da situação de segurança em Cabo Delgado, um assunto que está completamente fora do controlo da Total”.

Jean-Pierre Sbraire, director financeiro do projecto, referiu que o projecto está atrasado “pelo menos um ano” – ou seja, o arranque da exploração e exportação de gás natural não deverá acontecer antes de 2025.

Conferência “Crescendo Azul” receberá apoio do Banco Mundial

O Banco Mundial vai dar apoio técnico e financeiro para a organização da IIª edição da conferência “Crescendo Azul”, a ter lugar em Novembro próximo, em Vilankulo, província de Inhambane, garantiu Idah Z. Pswarayi-Riddihough, directora da instituição para Moçambique, Madagáscar, Maurícias, Comores, Seycheles, África Oriental e Austral.

Idah Z. Pswarayi-Riddihough manifestou esta disponibilidade na audiência que lhe foi concedida, pela Ministra do Mar, Águas Interiores e Pescas, Augusta Maíta.

Ainda durante a audiência, as partes passaram em revista o progresso dos novos projectos em negociação.

Na ocasião, Pswarayi-Riddihough disse que há interesse, da parte do Banco Mundial, de continuar a apoiar iniciativas do sector, particularmente na área da aquacultura.

O apoio do Banco Mundial junta-se ao da União Europeia, Grã-Bretanha e Noruega, e garantem a sua disponibilidade, no decorrer da cerimónia de apresentação do evento, havida terça-feira, no Museu do Mar, por ocasião das celebrações do 8 de Junho, Dia Mundial dos Oceanos.

Os megaprojectos renderam ao estado cerca de 8 mil milhões de meticais

De Janeiro a Março últimos, os mega projectos instalados no país contribuíram para o cofre do Estado em 7,8 mil milhões de Meticais, contra 6 mil milhões de Meticais registados no primeiro trimestre de 2020. O valor representa uma variação positiva de 29%.

Dados da Autoridade Tributária de Moçambique (AT), referem que da contribuição fiscal total de megaprojectos canalizada ao Estado, o destaque vai para o sector de exploração de petróleo que cresceu 10% em 2021.

A contribuição do referido subsector cresceu de 3,4 mil milhões de Meticais, no primeiro trimestre de 2020 para pouco mais de 6 mil milhões de Meticais, de Janeiro a Março de 2021.

Para além da exploração de petróleo, a contribuição fiscal dos “outros” subsectores cresceu de 276,6 milhões de Meticais em 2020, para 292,3 milhões de Meticais em 2021.

Os subsectores da exploração de recursos minerais e de energia contribuíram fiscalmente menos para os cofres do Estado no primeiro trimestre de 2021.

A exploração de recursos minerais rendeu ao Estado 794,4 milhões de Meticais de Janeiro a Março últimos, contra 829,4 milhões de Meticais registados no primeiro trimestre de 2020. Uma redução de 4,2%. O subsector de produção de energia canalizou ao Estado 745,4 milhões de Meticais, em 2021, contra 1,5 mil milhões de Meticais em 2020, uma redução de 53%.

A fonte refere que a receita total registada pelo Estado em 2021 foi de 59,8 mil milhões de Meticais, contra 54,6 mil milhões de Meticais registados no primeiro trimestre de 2020.