Tuesday, April 7, 2026
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HCB foi 57% mais lucrativa em 2020

A estatal HCB (Hidroelétrica de Cahora-Bassa), registou um resultado líquido de quase 9.5 mil milhões em 2020, segundo boletim publicado pela empresa.

Este desempenho representa um aumento de 57% em comparação com o ano anterior, 2019.

Além disso, o boletim informa que no ano em análise, a HCB distribui cerca de 1.7 mil milhões de meticais em dividendos aos acionistas, incluindo os mais de 17 mil que compraram ações após a Oferta Pública de Venda realizada em 2019.

O Presidente do Conselho de Administração da empresa afirma que este resultado deve-se à “produção alcançada e uma gestão assente em critérios de racionalização e eficiência, além de uma gestão adequada do risco”.

Importa referir que a empresa tem em vista, um plano de modernização das estruturas para aumentar a sua fiabilidade técnica e operacional.

UNIDO e BCI financiam projectos de energia renováveis

UNIDO (Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial) faz parceria com o BCI (Banco Comercial de Investimentos) para financiar sistemas de energia renovável para usos produtivos nas zonas rurais de Moçambique.

O objectivo do contrato é estabelecer e gerir uma conta de fundo de garantia que será utilizada para facilitar o acesso ao capital (empréstimos) das empresas industriais para o financiamento de sistemas de energia renovável para usos produtivos em Moçambique.”

O acordo (…), irá impulsionar o acesso ao desenvolvimento de energia para fins produtivos, onde é mais negligenciado e necessário, contribuindo assim para o desenvolvimento industrial sustentável e inclusivo em Moçambique, e também para acelerar a realização dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável”, afirmou Jaime Comiche, Representante da UNIDO em Moçambique.

O fundo de garantia denominado “Credito Super”, cuja duração inicial é de 3 anos, é um compromisso para cobrir os riscos associados à emissão de empréstimos a empresas mutuárias que não têm acesso a empréstimos comerciais normais devido à sua incapacidade de cumprir os requisitos de garantias, relatórios e fornecimento de normas financeiras suficientes. O financiamento da subvenção no montante de 1.000.000 USD constitui o capital inicial para o financiamento das actividades do fundo.

Por sua vez, o Eng. António Saíde, Director Geral da FUNAE, explicou que “ao trabalhar para a inclusão social, é necessário considerar a inclusão económica, avançando assim a criação de oportunidades de emprego para todos. Assegurar o acesso à energia sustentável é um passo crucial para alcançar a inclusão económica e a parceria com o BCI é um pontapé de saída para os esforços de acesso aos fundos para as actividades económicas”.

A UNIDO acredita que a linha de crédito CREDITO-SUPER trará um produto diferenciado e útil ao mercado nacional, que responde às necessidades do sector privado empresarial, e preocupa-se com o acesso universal à energia moderna. Espera-se que este lançamento traga a bordo mais actores, especialmente do sector privado, lidando assim com o desafio do acesso ao financiamento para permitir o acesso às tecnologias de energia renovável.

“A agricultura é a espinha dorsal para o desenvolvimento de Moçambique, por isso é importante que os agricultores tenham acesso a fundos para desenvolver as suas actividades agrícolas” afirmou o Eng. Saíde.

Embora a agricultura e as pequenas ou médias empresas sejam importantes para a economia moçambicana, há provas suficientes de que não é possível processar matérias-primas locais, diversificar a economia, ou aumentar a competitividade sem acesso a uma energia moderna ambientalmente adequada a um custo acessível.

Em Moçambique, por exemplo, não é possível desassociar a promoção do desenvolvimento industrial da necessidade de aumentar o nível de acesso à energia.

As zonas rurais de Moçambique têm um grande potencial de desenvolvimento, desde a agro-indústria de pequena e média escala, à transformação de produtos agrícolas, e à instalação de sistemas de irrigação. É também nas zonas rurais onde é economicamente mais viável, adoptar sistemas integrados de energias renováveis, e promover utilizações produtivas de energia.

“É urgente diversificar o leque de mecanismos financeiros atractivos e adequados para o sector privado nacional, a fim de encorajar a massificação dos sistemas de geração de energia, incluindo a energia solar, biomassa, ou outras fontes de energia alternativas e sustentáveis”, explicou Comiche.

A UNIDO, através do projecto “Rumo à Energia Sustentável para Todos em Moçambique” ou simplesmente TSE4ALL na sigla em inglês, financiado pelo Fundo Global para o Ambiente (GEF na sigla em inglês), pretende contribuir para o aumento generalizado do conhecimento sobre energias renováveis entre os agentes e facilitadores do mercado neste sector.

EnerMech irá formar força de trabalho do petróleo e gás de Moçambique

3t EnerMech, uma aliança estratégica entre o grupo 3T Energy e a EnerMech, ganhou um contrato com o governo britânico, que ajudará a dar forma às futuras necessidades de formação da força de trabalho do petróleo e gás de Moçambique.

3t EnerMech, a recém-criada joint-venture combina a perícia da EnerMech e do 3t Energy Group, que possui as principais organizações de formação do sector energético 3t Transform, sistemas de perfuração, survivex e AIS Training.

O projecto irá ver a parceria fornecer uma análise baseada em provas sobre a actual formação de competências em petróleo e gás das instituições moçambicanas de Educação e Formação Técnica e Profissional (TVET), comparando-a com os padrões internacionais para identificar quaisquer lacunas existentes.

Gerido conjuntamente pela ONG OPITO e pelo Engineering Construction Industry Training Board (ECITB), o esquema inclui quatro disciplinas chave de manutenção eléctrica, manutenção mecânica, operações de processo, instrumentação, e manutenção de controlo.

Pessoal experiente das instalações da 3t EnerMech no Reino Unido e em Moçambique conduzirá a investigação, gerando procedimentos e directrizes para a construção de instituições e cursos TVET que atinjam os padrões e acreditação ECITB e OPITO.

Andrew Noble, vice-presidente da 3t EnerMech, afirmou: “A formação da 3t EnerMech combina os nossos respectivos conhecimentos, experiência e alcance global para proporcionar formação e tecnologias que criam uma força de trabalho mais segura, mais inteligente e mais sustentável.”

Um objectivo central da parceria é envolver as regiões locais no desenvolvimento de conteúdos locais e, em última análise, fornecer mais trabalhadores globais altamente qualificados. Ganhar este importante trabalho de apoio à estratégia de desenvolvimento de conteúdos locais de Moçambique é da maior importância para a nova aliança e para os seus objectivos estratégicos.

“Moçambique é um actor significativo no mercado global de petróleo e gás e, com a actividade a continuar a aumentar, o país requer uma força de trabalho robusta e qualificada para apoiar novos projectos a longo prazo. Este estudo desempenhará um papel fundamental em futuros programas de formação e desenvolvimento no país e aguardamos com expectativa a entrega dos dados que apresenta”, acrescentou Noble.

Cabo Delgado: Mais de mil empresas fechadas e USD 209M perdidos

Ataques em Cabo Delgado causaram perdas de 209 milhões de dólares e encerramento de 1.110 empresas, disse Agostinho Vuma, presidente da Confederação das Associações Económicas (CTA).

Segundo Vuma, esse valor é referente ao prejuízo sofrido pelos empresários de todos os distritos afectados durante os três anos e meio de acção dos insurgentes no norte do país, mas, não incluem os estragos causados no ataque à Vila de Palma no mês passado.

“Defendemos a necessidade de uma intervenção urgente para minimizar este impacto”, disse Vuma.

Falando das possíveis soluções, o presidente da CTA defendeu que as empresas em Cabo Delgado precisam de créditos com “taxas de juro amigas”.

Sendo que o ataque em Palma causou a interrupção do projecto de exploração do GNL liderado pela Total, Vuma afirma que a sustentabilidade do tecido empresarial ligado à este megaprojecto depende da restauração da paz na província.

MPDC investiu 800 milhões de USD e movimenta 40 milhões de toneladas

Desde 2003 que a Companhia de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC) tem investido cerca de 800 milhões de dólares para aumentar a capacidade e a eficiência do empreendimento. Segundo a empresa são manuseadas actualmente 40 milhões de toneladas de carga, revelou o diretor-executivo da infraestrutura.

Falando sobre a importância das infraestruturas na economia moçambicana, durante uma conferência do Standard Bank, Osório Lucas declarou que o Porto de Maputo dispõe agora de capacidade para receber navios com 85 mil toneladas, depois de ter aumentado a sua profundidade para 14,3 metros, graças a trabalhos de dragagem no canal de acesso.

“O Porto de Maputo está agora em condições de competir ao nível da África Austral e ao nível internacional, como consequência dos trabalhos que têm vindo a ser realizados”, declarou Osório Lucas.

O diretor-executivo do MPDC realçou que a companhia apostou no incremento da capacidade de manuseamento e na eficiência do Porto de Maputo, mesmo na pior fase da crise económica que tem vindo a assolar o país nos últimos anos.

“É possível investir em tempo de crise, tal como demonstra a aposta no aumento da capacidade do porto”, declarou Osório Lucas.

O aumento do desempenho do Porto de Maputo, continuou, reforçou o estatuto do empreendimento como um importante ativo para a economia moçambicana.

As receitas também têm tido um particular impacto segundo Osório Lucas, desde o início da concessão o MPDC já facturou 150 milhões de dólares, sendo um dos maiores contribuintes do Estado.

Para o diretor-executivo do MPDC, a rentabilização das infraestruturas portuárias de Moçambique está condicionada à competitividade de fatores que influenciam os custos de operação, como estradas e recursos humanos.

Osório Lucas apontou o agravamento das tarifas de portagem na estrada entre Moçambique e África do Sul, que atingiu fortemente o transporte de carga, como uma medida que pode retrair a utilização dos portos moçambicanos por utentes dos países vizinhos.

“Temos de ser mais eficientes para que as nossas infraestruturas sejam apetecíveis na África Austral e no mundo”, acrescentou Osório Lucas.

 

 

Lançamento da Campanha de Comercialização Agrícola

O Ministério da Indústria e Comércio  realiza, próxima sexta-feira, em Chonguene, província de Gaza, as  cerimónias centrais de lançamento da  Campanha e Comercialização Agrícola de 2021.

O evento, que se vai realizar sob o lema  “Comercialização Agrícola Dinamizadora  do Agro-negócio e Industrialização”,  será replicado em todo o país.

O objectivo é divulgar  em linhas gerais, as acções de intervenção dos agentes económicos na  cadeia de valor da comercialização agrícola, com a finalidade de garantir a  absorção de todo excedente e melhorar a  coordenação entre os produtores e intervenientes da cadeia de produção e  comercialização agrícola.

O evento será realizado num modelo  híbrido: Virtual e presencial, com a  participação de expositores para a feira  agro-industrial e de sserviços.

A cerimónia compreenderá três momentos distintos: Exposição de produtos locais, incluindo fortificados e  serviços de apoio à cadeia de  comercialização e produção; premiação dos intervenientes que mais se destacaram  na campanha de comercialização agrícola  2020; e por fim, a realização do III Fórum  Nacional de Comercialização Agrícola, um diálogo com intervenientes da cadeia de produção,  comercialização, processamento, distribuição, consumo e exportação dos produtos nacionais.

A Comercialização agrícola desempenha  um papel importante na economia  nacional, constituindo uma das principais  fontes de rendimento das populações,  sobretudo das zonas rurais e um  mecanismo de ligação entre as zonas de  produção e os centros de consumo, bem  assim um instrumento indutor para o  aumento da produção e produtividade  agrícola.

Autoridade Reguladora da Concorrência entra em funcionamento

A Autoridade Reguladora da Concorrência (ARC) entrou recentemente em funcionamento. Moçambique aprovou em 2013, a Lei da Concorrência, por meio da Lei n.º 10/2013, de 11 de Abril e o seu respectivo Regulamento, por meio do Decreto n.º 97/2014, 31 de Janeiro.

Apesar desta legislação já estar em vigor, a sua implementação ainda aguardava a entrada em funcionamento da. Os Estatutos da ARC foram aprovados em 2014 pelo Decreto n.º 37/2014, 01 de Agosto e alterado pelo Decreto n.º 96/2014, de 31 de Dezembro. Este Estatuto passou por novas alterações recentemente através do Decreto n.º 6/2021, de 23 de Fevereiro.

Neste momento, a ARC ainda está a finalizar a sua organização interna e nem todos os seus departamentos estão em pleno funcionamento.

Neste momento a ARC está a considerar as operações de concentração de empresas que preencham os critérios estabelecidos na lei para a comunicação prévia obrigatória à ARC.

Ainda em curso está, também, a preparação de normas complementares para a implementação da legislação da concorrência, em particular, o Regulamento de Formulários de Notificação de Operações de Concentração de Empresas, aprovado pela Resolução n.º 1/2021, que aprova os procedimentos e formulário para notificação das seguintes operações de concentração: (i) fusões; (ii) criação de empresa comum ou aquisição de controlo conjunto; e, (iii) aquisição de controlo exclusivo da totalidade ou parte de uma ou várias empresas.

É de notar que os regulamentos da ARC são obrigatoriamente publicados na sua página electrónica – que ainda não está em funcionamento – e na II Série do Boletim da República.

Importa referir que a Lei da Concorrência prevê multas para diferentes tipos de infracções, incluindo para a falta de notificação de concentrações sujeitas à comunicação prévia. Em adição a este aspecto, outras consequências económicas mais sérias poderão recair sobre os investimentos ou transacções em curso, o que exige que esta legislação seja devidamente conhecida e observada.

Nestes termos, recomenda-se que a comunidade empresarial obtenha o devido aconselhamento por forma a garantir o cumprimento das obrigações e limitações estabelecidas no âmbito da legislação de concorrência em vigor.

Webinar: Impacto da Apreciação do Metical

No dia 14 de Abril deste ano, realiza-se um webinar com o tema: “O impacto macroeconómico da apreciação do Metical”.

A decorrer entre as 16h:30m às 18h:30m, o evento organizado pela Associação Moçambicana de Economistas, AMECON, pode ser acessado através clicando aqui.

 

Resumo financeiro da semana – FX Consulting

Conheça a posição do metical no mercado financeiro global

De acordo com a consultora FX, durante a última semana, de acordo com a Trading View, Banco de Moçambique e INE:
MZN ⬆ 12,31% face ao USD, de 64,84 para 56,86
MZN ⬆ 12,11% face ao ZAR, de 4,46 a 3,92
MZN ⬆ 11,57% face ao EUR, de 77,54 a 68,57
A inflação aumentou 66 pontos base em Março, de 5,10% para 5,76%.

Metical vs Dólar

O Metical apreciou 23,70% desde o ponto de viragem em Fevereiro de 2021, de 74,52 para 56,86 – atingindo um máximo de cinco anos.

A tendência é principalmente impulsionada pelo apoio do banco central desde Fevereiro e pela especulação à medida que o Metical ganha contra os seus pares – os detentores de moeda estrangeira convertem-se ao Metical e os importadores estão em alerta para que o Metical se estabilize.

Metical vs Rand

O Metical apreciou 22,22% desde o ponto de viragem em Fevereiro de 2021, de 5,04 a 3,92. ZAR/MZN está indexado ao USD/MZN e deriva de uma triangulação de divisas cruzadas com o par USD/ZAR.

Na semana passada, o ZAR ganhou 0,28% contra o USD, de 14,53 a 14,49. O dólar perdeu terreno em relação às moedas EM, uma vez que as preocupações com a inflação nos EUA após a acta da Reserva Federal mostram que a política monetária adaptativa será mantida.

Agility inaugura parque logístico em Maputo

Agility, uma das maiores empresas de logística a nível global, abre novo parque logístico de 290.000m2, localizado na estrada circular da província de Maputo, concretamente no distrito de Marracuene.

Além de fornecer armazenamento de carga num espaço de 32.000m2, o estabelecimento dedicar-se-á a reciclagem de papel, plástico, metal e resíduos de embalagens de cartão.

“Acreditamos que o fornecimento de armazéns de padrão internacional em África para armazenamento, distribuição e fabrico ligeiro é um dos elementos fundamentais necessários para o crescimento económico”, disse Geoffrey White, CEO da Agility Africa.

Para White, os parques logísticos da Agility permitem às pequenas, médias e grandes empresas, aceder com facilidade, rapidez e rentabilidade, a infra-estruturas de qualidade o que levará a crescimento e prosperidade.