Monday, April 6, 2026
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Governo revoga concessão das bases logísticas de Pemba e Palma à PCD

Na 10ª Sessão Ordinária, o Conselho de Ministros analisou o Decreto que revê os Termos da Concessão dos Terminais Portuários e Logísticos de Pemba e Palma, na província de Cabo Delgado, aprovados pelo Decreto n.º 87/2013, de 31 de Dezembro, nomeadamente, revogando a exclusividade atribuída à Sociedade Portos de Cabo Delgado, SA – PCD.

 

Em comunicado, o Governo explica que o Decreto visa assegurar a defesa do interesse nacional, a salvaguarda das relações e actividades dos agentes económicos e todos os intervenientes na logística de hidrocarbonetos e a promoção contínua do desenvolvimento sócio-económico da região.

 

Na mesma Sessão, o Governo apreciou a Resolução que aprova o segundo Programa Nacional de Segurança da Aviação Civil contra Actos de Interferência Ilícita, abreviadamente designado PNSAC.

 

O Programa estabelece a Estratégia de Segurança da Aviação Civil, definindo orientações e procedimentos para a protecção da aviação civil contra actos de interferência ilícita e garantir a segurança de passageiros, tripulantes, pessoal de terra e do público em geral, bem como a regularidade e eficiência da Aviação Civil.

 

Para o Governo, essa medida visa garantir o cumprimento dos procedimentos de segurança por parte dos operadores nacionais e estrangeiros que operam de/e para os aeroportos moçambicanos, contra actos de interferência ilícita, baseadas na avaliação de risco feita pelas autoridades competentes.

CDM inaugura nova fábrica de cerveja

Anheuser-Busch InBev (AB InBev), o maior produtor mundial de cerveja, através da sua companhia moçambicana Cervejas de Mocambique (CDM), inaugurou no passado dia 1 de Abril, fábrica de cerveja num investimento de 180 milhões de dólares.

Localizada na cidade de Matalane, distrito de Marracuene em Moçambique, a nova fábrica tem uma capacidade de 2,4 milhões de hectolitros por ano, com potencial para expandir essa capacidade para 6,7 milhões e representa o maior investimento no sector em Moçambique.

O grupo Heineken começou a produzir cerveja em Moçambique em 2019, numa fábrica de 100 milhões de dólares, também em Marracuene, com uma capacidade de produção de 800.000 hectolitros por ano.

“Construída do zero”.

A nova instalação AB InBev foi construída de raiz. Empregou mais de dois mil moçambicanos durante a fase de construção, e emprega actualmente mais de 200 pessoas numa base permanente.

Será operada pela sua subsidiária, a cervejaria moçambicana Cervejas de Mocambique (CDM).

Tomáz Salomão, Presidente da CDM, chamou-lhe “a maior e (mais) moderna fábrica do país e de África”, acrescentando que visava abastecer mercados em toda a região.

A nova fábrica produzirá 80.000 garrafas por hora, disse Salomão. Anunciou também que a filial AB InBev doaria 1 milhão de dólares para o país comprar vacinas COVID-19.

A AB InBev pagou cerca de 100 mil milhões de dólares em 2016 para adquirir o grupo rival SABMiller. Produz agora duas das marcas de cerveja mais populares em Moçambique – 2M e Laurentina.

Fonte: Reuters

 

Sobre a CDM

 

Cervejas de Moçambique (CDM), é líder no mercado de bebidas alcoólicas em Moçambique, subsidiária da AB InBev (líder mundial no negócio de cervejas e refrigerantes), uma empresa construída sobre um legado de tradição cervejeira com mais de 100 anos.

A empresa produz e distribui marcas locais e internacionais que sejam as preferidas pelos consumidores.

Está no negócio de bebidas alcoólicas e não alcoólicas, trazendo momentos de lazer e sociabilidade para milhões de pessoas em todo o mundo que apreciam as suas bebidas e trabalhando para melhorar o modo de vida das comunidades onde opera.

A CDM conta actualmente com 3 fábricas de produção, em Maputo, Beira e Nampula, empregando mais de 1000 colaboradores, mais de 20 marcas. Como subsidiária da AB InBev, as suas fronteiras estendem-se por mais de 100 mercados.

 

A CERVEJAS DE MOÇAMBIQUE, S.A.R.L. é uma Sociedade Anónima de Responsabilidade Limitada, constituída no Cartório Notarial Privativo do Ministério do Plano e Finanças por escritura de 31 deJulho de 1995, tendo a escritura de constituição sido publicada no Boletim da República nº46 III Série de 15 de Novembro de 1995, e está registada na Conservatória do Registo Comercial de Maputo sob o nº8662, tendo sede em Maputo.

 

CERVEJAS DE MOÇAMBIQUE tem por objecto social a produção e subsequente comercialização de cervejas, bem como a importação e exportação de produtos relacionados como mesmo objecto, podendo mediante deliberação do conselho de administração, exercer quaisquer outras actividades não proibidas por lei.

 

Conselho de Administração

 

Tomaz Salomão  – Presidente do Conselho de Administração

Alessandro Garrido – Administrador em substituição de Pedro Cruz

Andrew Murray – Administrador

Hugo Gomes – Administrador

Fabiana Pereira – Administradora

 

Conselho Fiscal

o MAZARS (Mozambique)

 

Endereço Físico: 

Rua Jardim, n° 1329 – Maputo – Moçambique

P.O Box 3555

Contactos:

Telefone:  + 258 21 352300

Fax:          + 258 21 475710

Fonte: BVM e CDM

Banco Mundial aprova 299 milhões de USD para educação e retenção da rapariga na Escola

O Banco Mundial aprovou um novo financiamento que visa aumentar os níveis de aprendizagem e a retenção das raparigas no ensino primário e secundário inferior do ensino básico.

O projecto será implementado em todo o país, mas com especial atenção nas áreas carenciadas que enfrentam maiores desafios educativos.

De acordo com uma nota de impresa  o Banco Mundial aponta que o pacote de financiamento inclui um subsídio da Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA) de 160 milhões de USD e uma subvenção da Parceria Global para a Educação (GPE) de 139 milhões de USD, totalizando um montante de 299 milhões de USD.

O projecto visa responder a “dois grandes estrangulamentos no ciclo educativo”, nomeadamente, os “baixos resultados da aprendizagem durante os três primeiros anos de escolaridade primária e a baixa retenção das raparigas e na transição para os níveis superiores do ensino básico”.

“Alcançar o ensino básico universal para as raparigas é fundamental porque permite que elas amadureçam e se tornem adultas e produtivas no tecido económico do país”, fundamentou Idah Pswarayi-Riddihough, diretor nacional do Banco Mundial para Moçambique, Madagáscar, Comoras, Maurícias, e Seychelles, citada no comunicado.

Por seu turno, Marina Bassi, economista sénior que chefia a equipa do projecto, explicou que a iniciativa vai investir “no fortalecimento e expansão dos serviços pré-escolares e na melhoria da qualidade da aprendizagem nos primeiros níveis, o que ajudará a desenvolver competências fundamentais para impulsionar a aprendizagem ao longo de todo o ciclo escolar”.

Os objectivos e as metas definidas pelo projecto, serão alcançados, através da “criação de um ambiente escolar seguro e inclusivo para as raparigas, expandindo a oferta de escolas secundárias em todo o país, especialmente em áreas com baixas taxas de matrículas de raparigas, e melhorando as condições da infra-estrutura escolar para ajudar a atrair e reter as raparigas”, salientou Lúcia Nhampossa, especialista em Educação e co-chefe da equipa do projecto.

MIC lança Primeira Conferência da MPMEs

Nos próximos dias 8 e 9 de Abril irá decorrer, no centro de conferências Joaquim Chissano, a primeira conferência Nacional da MPME.

Segundo os organizadores a Conferência Nacional das Micro, Pequenas e Médias Empresas é uma plataforma de diálogo público privado com vista a impulsionar a competitividade empresarial, incremento da produção, produtividade e diversificação das exportações.

Sob o lema Criando Sinergias para a Dinamização das MPMEs, Rumo à Industrialização em Moçambique a conferência irá abordar temas sobre a Industrialização, Financiamentos e Legislação.

O evento é organizado pelo Ministério da Indústria e Comércio em parceria com o IPEME, CTA e parceiros tais como Unido, GIZ, USAID entre outros.

Para mais informações visite o website http://cnmpme.co.mz/

MIC organiza seminário sobre industrialização integrada

O Ministério da Indústria e Comércio realiza no próximo dia 19 de Abril de 2021, em Maputo, o Seminário Económico “Industrialização integrada: alinhamento estratégico e operacional”.

Com este evento o Governo pretende consensualizar e harmonizar o papel dos vários sectores, público e privado, relativamente ao relançamento industrial de Moçambique.

O evento compreenderá três momentos principais:

-Sessão de Abertura: será convidado a intervir um Representante do Sector Privado, Sua Excelência Ministro da Indústria e Comércio, e Sua Excelência o Primeiro-ministro.

-Sessões Temáticas: serão realizadas duas sessões, que começam com intervenções de Membros do Governo e Dirigentes, seguindo-se um debate em Mesa Redonda, com o envolvimento de Dirigentes Públicos e Empresários de diferentes Províncias, permitindo que a audiência percecione constrangimentos e casos de sucesso numa óptica nacional.

-Sessão de Encerramento: Sua Excelência Ministro da Indústria e Comércio procede ao encerramento com uma intervenção sobre o processo de industrialização de Moçambique.

As Sessões Temáticas estarão centradas nos temas da “Melhoria da articulação entre vários sectores e níveis de decisão”, “Capacitação de recursos humanos”, “Melhoramento das infra-estruturas de energia e de transporte”, e “Mobilização estrutural de financiamento privado”.

Assim, sob coordenação do Ministério da Indústria e Comércio, o Governo pretende consensualizar e harmonizar o papel dos vários sectores, público e privado, relativamente ao relançamento industrial de Moçambique.

Num momento muito importante, em que o País se debate para conter a pandemia, para manter as empresas em funcionamento, os postos de trabalho, a renda das famílias, todos são chamados a contribuir na dinamização económica do País.

Actividade Piscatória 2021: Governo prevê produzir cerca 500 mil toneladas de pescado

O Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas prevê produzir cerca de 50 mil toneladas de pescado, na campanha de 2021, aberta oficialmente esta quarta-feira. Durante 5 meses de veda, foram apreendidas 7 toneladas de camarão, contra 11 toneladas do período anterior.

Os ciclones Idai e Kenneth de 2019,   danificaram  infra-estruturas pesqueiras e entidades produtivas, afectando negativamente as metas inicialmente previstas,  obrigando as empresas a concentrar os seus recursos na reconstrução com o intuito de repor a sua capacidade produtiva.

Outro pormenor foi a chegada da Covid-19 que afectou “de forma severa” o mundo todo e Moçambique não foi excepção, cujos efeitos os pescadores e empresas que actuam no ramo ressentem.

Deacordocom a Ministra do Mar, Águas Interiores e Pescas, Augusta Maíta, o Executivo criou facilidades para aliviar o sector como é o caso do pagamento das licenças de pesca em prestações, advertindo a classe que o princípio geral da legislação mantém-se.

“A taxa é paga numa única prestação, mas em situações como estas e porque o difícil cenário pelo qual os pescadores estão a passar, entendemos nós que este ano, vamos proceder e aceitar que aquelas entidades que não tenham efectuado o pagamento o façam nessa modalidade”, explicou  Maíta.

Com estas  facilidades a governante acredita que vão ditar o sucesso da campanha de pesca 2021.

Isenção de taxas acelera novas ligações de energia

O presidente do Conselho de Administração da Empresa Pública Electricidade de Moçambique (EDM-EP) Marcelino Gildo disse esta terça-feira em Chimoio que a isenção das taxas de contratos incentivou a população a fazer pedidos que a empresa está a corresponder à demanda.

A isenção de taxas de contratos de energia, acelera novas ligações de corrente eléctrica no país. Desde a implementação da medida presidencial em Dezembro passado, contam-se quarenta e duas mil novas ligações domiciliárias feitas em todo o país.

Marcelino Gildo, afirmou que esta decisão acontece numa altura em que está em marcha a iniciativa presidencial “Energia para Todos – ProEnergia” que até ao ano de 2030 prevê garantir acesso a este recurso a toda a população.

“Essa isenção permitiu que alterássemos o acesso porque muita gente não tinha a possibilidade de ter energia eléctrica, mas com esta medida tomada pelo Presidente da República, permitiu impulsionar, cada vez mais, as novas ligações.

Estamos a fazer o engajamento comunitário o que nos permite identificar as ligações clandestinas e a população tem estado a dar uma boa resposta em relação a isto” disse Gildo.

Isenção de taxas para novas ligações de energia eléctrica

O Presidente da República, Filipe Nyusi, anunciou em Dezembro do ano passado isenção de taxas para novas ligações de energia eléctrica em todo o país.
O chefe do Estado acredita que a medida elimina a barreira para o acesso a este recurso, por parte dos cidadãos.

Para além disso  irá trazer benefícios económicos imediatos na renda familiar, por via de uma poupança de 3500 meticais, correspondentes à taxa de ligação que não eram  cobradas, permitindo novas oportunidades e perspectivas aos moçambicanos.

De acordo com Filipe Nyusi, a eliminação da taxa de ligação é uma medida que irá acelerar os compromissos mundiais, continentais e regionais assumidos por Moçambique, como é o caso dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentáveis, cuja meta número sete, preconiza o acesso universal de electricidade até 2030.

Companhia aerea Airlink com mais voos para Maputo

A Airlink, a companhia aérea regional privada, vai acrescentar mais voos a Maputo, Moçambique e Lubumbashi, República Democrática do Congo aos seus voos.

As rotas irão iniciar a partir de 01 de Abril de 2021, em resposta à crescente procura de viagens aéreas entre essas cidades e a África do Sul.

“Desde o lançamento dos serviços que ligam Joanesburgo a Maputo e a Lubumbashi em Outubro e Novembro, respectivamente, temos assistido a um aumento constante do tráfego de passageiros nessas duas rotas. Isto reflecte um aumento do comércio e da actividade económica entre a África do Sul, Moçambique e a República Democrática do Congo. Ao aumentar o nosso horário nestas rotas, iremos dar resposta ao aumento da procura, ao mesmo tempo que proporcionamos mais escolhas aos clientes que desejam viajar para destinos em toda a África do Sul e em toda a África Austral”, explicou o CEO e Director Executivo da Airlink, Rodger Foster.

Os serviços adicionais permitirão aos viajantes ligarem-se sem problemas aos voos da Airlink ligando Joanesburgo à Cidade do Cabo, Durban e outros destinos comerciais e turísticos importantes na África do Sul e na região da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC).

As tarifas de classe económica da Airlink incluem uma franquia de 20kg de bagagem registada na classe económica mais uma franquia de 15kg de equipamento desportivo.

A bordo, os clientes terão uma refeição ligeira gratuita, bebidas, espaço generoso para as pernas e uma escolha de assento no corredor ou na janela (os nossos voos não têm assentos no meio).

O serviço de Classe Executiva intra-continental da Airlink está disponível em voos seleccionados operados pelos nossos E-jactos Embraer de última geração, com assentos largos dispostos numa configuração de dois mais um com bastante espaço para as pernas entre cada fila.

O serviço nestes voos inclui refeições e bebidas de cortesia, uma franquia de 30kg de bagagem de check-in e embarque prioritário.

COVID-19 Saúde e Segurança a bordo de voos Airlink

Durante estes tempos de COVID-19, a saúde e a segurança de todos está garantida. Os aviões estão equipados com filtros de ar de partículas de alta eficiência (HEPA), que são eficazes no bloqueio de 99,97% das partículas, incluindo moléculas de Coronavírus. Estes filtros HEPA esterilizam continuamente o ar nas cabinas, o qual é renovado inteiramente a cada três minutos.

Sobre a Airlink

A Airlink foi criada em 1992 e é uma companhia aérea independente, de propriedade privada e BBBEE. Oferece aos viajantes uma vasta escolha de voos através da sua extensa rede de destinos na África Austral, que serve com uma frota de mais de 50 modernos aviões a jacto.

Tal como o seu industrial ícone sunbird, em 2019 a Airlink transportou mais de dois milhões de clientes em mais de 63 000 voos e a sua rede inclui mais de 30 destinos em 10 países africanos e na Ilha de Santa Helena*. O calendário de voos da Airlink é actualizado regularmente e reflecte os efeitos da COVID-19 e as restrições de viagem associadas. A informação mais recente está disponível no website da Airlink aqui.

A Airlink foi a companhia aérea mais pontual da África do Sul em 2020*. Em Fevereiro de 2021 97,87% dos voos da Airlink partiram pontualmente, ilustrando o seu foco no fornecimento de um serviço excelente e fiável aos clientes.

*medido pela Airports Company South Africa.

Fonte: Airlink / Comunicado de imprensa

Dívida de Moçambique torna-se a mais arriscada em África

Depois dos ataques na semana passada em Cabo Delgado, onde encontra-se o maior a investimento de gás da petrolífera Total ,  Moçambique tornou-se o país mais arriscado para os investidores na dívida soberana africana.

De acordo com a contabilização feita pela agência de informação financeira Bloomberg, a diferença para os custos de transacionar os títulos do Tesouro norte-americano é a mais elevada de todos os países africanos, com exceção da Zâmbia, que está em Incumprimento Financeiro.

Os juros exigidos pelos investidores para transacionarem os títulos da dívida soberana de 900 milhões de dólares (767 milhões de euros) ultrapassaram a barreira dos 10% na segunda-feira, tornando-se os mais arriscados numa lista de 15 títulos africanos, entre os quais estão também os títulos da Etiópia e de Angola.

Na segunda-feira, o economista chefe da consultora Eaglestone salientou à Lusa que o atraso no desenvolvimento dos projetos de extração e exportação de gás natural liquefeito “é preocupante porque o país precisa das receitas do gás” para poder suportar o aumento dos custos com as prestações da dívida soberana, que vão subir para 9% ao ano a partir de 2024.

“A partir de 2024 as taxas de juro sobre as Eurobond (emissão de dívida soberana) aumentam para 9% e isto poderá colocar algum risco sobre a capacidade de o país vir a pagar os seus compromissos”, afirmou o analista, referindo o aumento dos juros exigidos pelos investidores para transacionarem a dívida do país.

“O aumento das taxas reflete alguma apreensão pelos investidores sobre a capacidade das autoridades moçambicanas de conseguirem conter essa escalada de insegurança na região”, explicou.

O projeto da Total “deverá gerar receitas em torno dos 96 mil milhões de dólares (81,5 mil milhões de euros) nos próximos 25 anos, segundo as estimativas do Governo, e isto é muito significativo tendo em conta que o Produto Interno Bruto do país ronda os 15 mil milhões de dólares”, cerca de 12,7 mil milhões de euros.

Sobre o Projecto LNG

O projeto Mozambique LNG consiste na exploração de gás ao largo da costa no campo Golfinho-Atum, na Área 1 da bacia do Rovuma, bem como na construção de uma central em terra.

A petrolífera francesa Total é a maior detentora do projeto, com 26,5%, seguida da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, com 16,5%, e mais cinco entidades multinacionais, com participações menores.

O projeto deverá começar a exportar gás em 2024, ano em que é previsível que as receitas do país subam exponencialmente, financiando os investimentos para o desenvolvimento económico de Moçambique.

A província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, é desde há cerca de três anos alvo de ataques terroristas e o último aconteceu no passado dia 24, em Palma, em que dezenas de civis foram mortos, segundo o Ministério da Defesa moçambicano.

A violência está a provocar uma crise humanitária com quase 700 mil deslocados e mais de duas mil mortes.

O movimento terrorista Estado Islâmico reivindicou na segunda-feira o controlo da vila de Palma, junto à fronteira com a Tanzânia.

Vários países têm oferecido apoio militar no terreno a Maputo para combater estes insurgentes, cujas ações já foram reivindicadas pelo autoproclamado Estado Islâmico, mas, até ao momento, ainda não existiu abertura para isso, embora haja relatos e testemunhos que apontam para a existência de empresas de segurança e de mercenários na zona.

MIC e UE lançam “Promove Comércio” para impulsionar investimento e exportações

O Governo, através do Ministério da Indústria e Comércio (MIC), e a União Europeia (UE) lançaram, esta segunda-feira (29), em Maputo, o projecto “Promove Comércio”, com o qual se pretende impulsionar o desenvolvimento estrutural das cadeias de valor prioritárias directas, voltadas para as exportações e o aumento qualitativo do investimento europeu em Moçambique, escreve a agência Fim-de-Semana (FDS).

 

Do conjunto dos objectivos a alcançar com este projecto constam ainda a modelação contextual e estrutural do selo Made in Mozambique, o potenciamento da melhoria da qualidade, certificação e imagem da produção nacional, bem como a consolidação do apoio estratégico à modernização das Micro, Pequenas e Médias Empresas, para que aumentem o seu nível de exportações e participação no mercado europeu e no conteúdo local.

 

Além dos referidos objectivos, a vice-Ministra da Indústria e Comércio, Ludovina Bernardo, acrescentou, em webinar de lançamento da iniciativa, a criação, desenvolvimento e institucionalização do quadro e ecossistema integrado de medidas de salvaguardas para o estímulo da produção nacional, como sendo, igualmente, um dos objectivos essenciais do projecto.

 

“Queremos promover o fortalecimento do sector privado nacional e local. Sabemos e acreditamos que este projecto pode ser um dos catalisadores para a nossa aspiração operacional de valorizar e consumir a produção nacional, diversificar as exportações e impulsionar o investimento”, frisou a governante, citada pela nossa fonte.

 

Segundo o FDS, o projecto, operacionalizado em parceria com a UNIDO-Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial, é financiado pela União Europeia e visa também apoiar a implementação do Acordo de Parceria Económica (APE) e do Acordo de Facilitação do Comércio (AFC) da Organização Mundial de Comércio (OMC).

 

Intervindo no evento, o Embaixador da UE, em Moçambique, António Sánchez-Benedito Gaspar, disse, a propósito, que com essa iniciativa o bloco económico pretende contribuir para o processo de crescimento económico de Moçambique, criando emprego para a população, através do reforço da competitividade comercial.

 

Ainda no âmbito do programa, o diplomata sublinhou ser necessidade da UE “avançar com urgência nas questões de qualidade e na diversificação da capacidade exportadora do país e, para isso, temos a melhor equipa e parceiros”.

 

Por seu turno, o representante da UNIDO no país, Jaime Comiche, disse esperar que a implementação do projecto concorra para a materialização dos objectivos de transformação estrutural da economia, preconizados pelo programa do Governo 2020-24 e habilitar as empresas a tirar maior vantagem do mercado da SADC, do acordo de parceria económica SADC-União Europeia e também do acordo de comércio livre continental africano.