Tuesday, June 30, 2026
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WELELA uma nova plataforma de negócios para Moçambique

Shaida Seni é uma empreendedora de mão cheia. Trabalha há mais de 27 anos em desenvolvimento de Micro, Pequenas e Médias Empresas – MPMEs e melhoria do ambiente de negócios.

O Profile conversou com Shaida sobre o seu novo projecto denominado WELELA, que surge como continuação da sua paixão pelas MPMEs.

Shaida

 

Como começou a WELELA?

WELELA é uma empresa moçambicana que surgiu em 2019 como uma solução de acesso ao mercado para MPMEs em Moçambique.

O projecto iniciou como um departamento dentro da sua empresa irmã denominada PRACTIVA, Lda. Trabalhava em empreendedorismo, liderança intermédia, liderança feminina, alegria no trabalho e sistemas de preparação de sucessão.

VEJA O VÍDEO DA WELELA

“Nesta altura, procurávamos uma solução viável para melhorar o acesso ao mercado às MPMEs, com potencial de crescimento. Empresas que tinham dificuldades em alargar o seu mercado e pouca visibilidade e acessibilidade”, revelou Shaida.

Depois de muita exploração de mídias sociais e outras ferramentas, a empresária viu a necessidade do desenvolvimento de uma solução local. Um solução com capacidade de funcionar no contexto e condições existentes.

Foi nesse enquadramento que surgiu a plataforma marketplace WELELA. O departamento tornou-se numa empresa independente e autónoma e que hoje conta já com mais de 1000 lojas virtuais.

welela

Qual é o público-alvo e o critério para fazer parte da WELELA?

A WELELA destina-se às MPMEs que actuam em Moçambique e permite dar visibilidade, acessibilidade e “encontrabilidade”. Este modelo funciona a partir da migração digital gradual e da digitalização do seu ponto de vendas.

As MPMEs alcançam desta forma um mercado mais abrangente para apresentação das suas propostas e produtos que ficam desta forma mais acessíveis a serem encontradas no mercado online.

Para fazer parte basta ser empreendedor sério, honesto e consistente, com vontade de promover o crescimento do seu negócio e cumprir as suas promessas ao mercado e aos clientes.

Como as empresas podem utilizar a WELELA e quais as suas vantagens?

Basta a empresa fazer o seu registo na plataforma e a criação da sua loja virtual.

A plataforma é bastante intuitiva e responsiva, permitindo o uso através de qualquer dispositivo com acesso a internet.

Uma vez registada na plataforma a empresa estará pronta para ser apresentada. O público-alvo varia entre instituições governamentais, embaixadas, ONGs e mega projectos. O objectivo é chegar a as instituições com intenções de proceder ao procurement de empresas locais.

Nos últimos 4 meses permitiu o acesso ao mercado e a e-pagamentos em 5 províncias do País: Maputo Cidade, Maputo Província, Nampula, Zambézia e Sofala.

A WELELA ESTÁ EM TODAS AS PROVÍNCIAS – VEJA O VÍDEO

De onde vem o investimento para a implementação deste negócio?

Até ao momento, a WELELA, Lda tem sido financiada principalmente por meios próprios da sua estrutura societária.

O advento da pandemia de COVID19 levou ao alargamento do tempo do ponto de equilíbrio previsto (break even point), para garantir a continuidade operativa da plataforma, bem como a contínua manutenção e upgrades necessários.

Um dos custos consideráveis que a WELELA assume como parte de sua responsabilidade social são na educação do mercado e na capacitação de empreendedores para o uso de soluções digitais.

Esta capacitação permite o primeiro contacto de empreendedores mais jovens e às mulheres, em localizações remotas, com o uso de soluções digitais para o negócio.

O projeto tem sido co-financiado por parceiros sensíveis à causa da continuidade de negócios das MPMEs locais, principalmente após o impacto da pandemia de coronavírus.

Alguns dos parceiros que têm prestado apoio são a FSDMoç, UKAID e Embaixada da Suécia.

Qual é o grande desafio nesta época da Covid-19?

A pandemia de COVID19 trouxe desafios para todos os sectores, que tiveram que se reinventar para fazer face ao novo normal.

Para WELELA, Lda em particular, o principal desafio reside no custo e fiabilidade da infraestrutura de comunicação (acesso à internet) bem como na possibilidade e capacidade de realizar eventos presenciais para educação de mercado.

No entanto, a pandemia não trouxe apenas desafios, mas também grandes oportunidades. Uma delas foi a de se repensar nos modelos de negócios, capacidade de se reposicionar no mercado e até de encontrar novas formas e propostas de mercado para muitas empresas.

A digitalização do negócio já não é coisa do futuro, está a acontecer, é o presente e não é contornável. Os negócios resistentes ao online correm o risco de ficarem no passado e desactualizados. Isso trará impactos relevantes para sua imagem, visibilidade, acessibilidade e, principalmente, “encontrabilidade”.

Existem alguns casos de sucesso que surgiram com a plataforma?

A WELELA tem promovido eventos presenciais e virtuais, para educação do mercado e promoção de uso de soluções digitais. Esses eventos em Moçambique têm tido grande aderência de empreendedores jovens, mulheres e homens, bem como por empresas já estabelecidas.

Parcerias e memorandos de entendimento (MoU) permitiram uma integração mais efectiva e fortalecimento do ecossistema empreendedor em Moçambique. O que tem promovido potenciais oportunidades de negócios e parcerias entre os diversos actores do mercado.

Os exemplos de sucesso da plataforma são muitos. Um deles foi a criação da loja virtual de uma empresa localizada em Marromeu. Outro a realização, com sucesso, da implementação de soluções digitais em Mocuba e em Magude.

Quais têm sido as acções desenvolvidas paralelamente ao estabelecido no projecto?

Para além dos eventos de educação de mercado, a WELELA também realiza eventos denominados tea talks. Estes são sessões de partilha de ferramentas de gestão de negócios para apoiar o crescimento das MPMEs.

Nesses eventos são difundido também temas sobre Marketing digital, estratégia de preços, CRM, gestão financeira, gestão de custos, gestão de processos, etc.

Quais são as suas expectativas da WELELA para o futuro?

A WELELA projecta alojar mais de 2.000 lojas virtuais de MPMEs, representativas de todas as províncias do país até finais de 2021.

A empresa irá também lançar novas funcionalidades até finais de Julho de 2021. Os updates irão garantir mais visibilidade, acessibilidade e “encontrabilidade” das lojas virtuais. Por outro lado irão permitir o uso integrado de marketing digital, pagamentos e entregas.

Website: www.welela.co.mz

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Aproximada ligação entre Maputo e Komatipoort

A multinacional DP World, líder em logística integrada, anunciou, ontem, a conclusão, com êxito, da primeira importação por trânsito através do porto DP World Maputo, em Moçambique, para DP World Komatipoort, na África do Sul. 

Trata-se de um marco significativo para a DP World, pois demonstra que o Porto de Maputo pode ser utilizado sem descontinuidades como porta de entrada para a África do Sul utilizando a DP World Komatipoort, segundo refere o comunicado.

O Director Executivo Christian Roeder, afirma que, “As instalações de Komatipoort como depósito de contentores alfandegados são um “jogo de mudança”, para o corredor de Maputo.

Assim, “O sucesso da experiência aproxima a DP World de permitir uma experiência de utilização mais rentável, sem descontinuidades e eficiente para os nossos clientes locais e melhora as ligações comerciais para os países da região da África Austral”, diz Roeder.

As importações internacionais de contentores desembarcados no porto de Maputo e destinados ao interior da África do Sul, podem agora ser movimentadas sob franquia para Komatipoort, onde o desalfandegamento completo pode ser providenciado e preparado para entrega em toda a África do Sul.

Cabe à organização tratar de todo o processo da cadeia de abastecimento desde lá até Komatipoort, sem demora, e para além desta, para várias zonas do interior.

Estima-se que o serviço seja equivalente em custos ou mais barato em comparação com a rota tradicional via Durban, peso embora varie por utilizador, no entanto, é mais eficiente, especialmente para aqueles que permanecem na zona norte do país.

Na África do Sul, 69% das importações marítimas são efectuadas através do Porto de Durban, mas agora com a entrada em funcionamento deste serviço, a DP World envia as mercadorias por estrada para Gauteng para uma entrega rápida no seu destino.

 

HCB com crescimento de 73,6% dos lucros

A Hidroelétrica de Cahora Bassa (HCB), vai distribuir este ano dividendos da ordem de 11 centavos de metical por ação, mais 73,6% em relação ao que foi distribuído em 2020, anunciou empresa.

“De acordo com os estatutos, os resultados alcançados permitem propor o pagamento, neste ano, na ordem de 0,111MZN de dividendos por ação, uma cifra que é 73.6% superior” ao que foi pago em 2020, referiu o presidente do Conselho de Administração, Boavida Muhambe.

Muhambe, esclarece que “Em termos absolutos, a HCB pagará aos acionistas um total de 2.947,2 milhões de meticais 42,2 milhões de euros de dividendos, sendo extensivo aos mais de 17 mil novos que se juntaram à estrutura acionista com a colocação de 4% das ações da empresa através de uma Oferta Pública de Venda (OPV), em 2019”.

O PCA falava, segunda-feira, durante uma apresentação das contas da empresa estatal relativas ao último ano, aprovadas em assembleia-geral na sexta-feira.

A empresa registou um resultado operacional de 11.835,3 milhões de meticais (170 milhões de euros) contra os 9.988,1 milhões de meticais (143 milhões de euros) de 2019, representando um crescimento na ordem dos 18,5%, e um resultado líquido de 9.824,1 milhões de meticais (141 milhões de euros), em 62% superior ao ano anterior – em linha com os dados divulgados pela Lusa há duas semanas.

“Estes resultados são extremamente animadores e encorajadores e dão-nos a convicção de que estamos no caminho certo na valorização daquilo que o país e os acionistas esperam de nós enquanto gestores deste empreendimento estratégico e chave para a matriz energética nacional e regional”, referiu Boavida Muhambe.

Situada na província de Tete no rio Zambeze, a barragem de Cahora Bassa abastece a África do Sul e o sul de Moçambique com uma produção anual que em 2020 chegou a 15.350 gigawatt-hora (GWh), 4,7% superior a 2019.

 Em curso, um plano com vista a modernização que prevê investimentos na barragem, central de geração, subestações do Songo e de Matambo e nas linhas de transporte de energia, visando aumentar a fiabilidade técnica e operacional.

Segundo o último boletim, o Estado moçambicano detém 85% das ações da HCB, 7,5% pertencem à Redes Energéticas Nacionais (REN) portuguesa e 4% são de investidores nacionais sendo os remanescentes 3,5% detidos pela HCB (ações próprias).

Multichoice realiza Masterclass com Licínio Azevedo

A MultiChoice Moçambique lança em parceria com o cineasta Licínio Azevedo, a iniciativa da Incubadora de Talentos MultiChoice (MTF), entre os dias 17 e 28 de Maio, na Cidade de Maputo. 

A Masterclass de Criação de Roteiros tem o objectivo de contribuir para a melhoria de competências dos profissionais da indústria do cinema e da televisão e constitui a segunda fase do grande projecto da Incubadora.

Esta formação consistirá de lições interactivas, ministradas por profissionais na área do cinema, sendo que o período entre os dias 20 e 26 de Maio será dedicado à elaboração individual do roteiro, a partir de casa, e o respectivo envio.

De acordo com o Director-Geral da MultiChoice Moçambique, Agnelo Laice, esta é uma iniciativa enquadrada no contexto do reconhecimento da MultiChoice Moçambique para o crescimento das indústrias cinematográficas e criativas do continente africano. “É por esta razão que decidimos, orgulhosamente, realizar a Masterclass de Criação de Roteiros com o cineasta Licínio Azevedo”, frisou.

Não obstante, a colaboração com Azevedo visa enriquecer ainda mais a base de conhecimentos de criativos emergentes e profissionais experientes, através de uma aprendizagem baseada na técnica e no desempenho. 

A Masterclass irá mergulhar em elementos cruciais, segundo a organização, incluindo a teoria cinematográfica básica, desenvolvimento de roteiros, apresentação de personagens, bem como pitching, com exemplos de filmes premiados.

Licínio Azevedo considera a parceria com a Incubadora de Talentos da MultiChoice como uma oportunidade para partilhar conhecimentos e experiências de criação de roteiros, com indivíduos que já são ricos em termos de narração de histórias e talento de desempenho em Moçambique.

“Esta colaboração é a prova inequívoca de que a MultiChoice Moçambique está empenhada em contribuir para a indústria criativa local, para a futura produção de conteúdos locais que espero ver nas plataformas DStv e GOtv, bem como nas emissoras nacionais”, realçou o cineasta e roteirista.

Desde a introdução de Masterclasses, em 2018, a Incubadora tem oferecido algumas das formações mais procuradas, facilitadas por especialistas em cinema e televisão.

Garantidos fundos para 400 mil novas ligações

O Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME), garante haver fundos para as 400 mil ligações eléctricas até ao fim do ano em curso.

Estas ligações, enquadram-se no programa do Governo denominado, “Energia para todos” e desde o início do ano, até este momento foram efectuadas 63 mil novas ligações. 

Dados do MIREME, não se refere aos custos envolvidos neste trabalho, mas considera que a materialização da meta para este ano é um passo importante para o alcance dos objetivos traçados pelo Governo.

Indicou que, na para acelerar a electrificação, contribui, entre várias medidas, a eliminação desde os finais do ano passado da taxa da cobrança aos requerentes de novas ligações domésticas de rede nacional.

Conforme foi explicado  na altura, com a retirada da taxa de ligação eléctrica, eliminou-se uma da maiores barreiras no acesso a electricidade pela maior parte da população moçambicana, o que também trouxe benefícios econômicos imediatos na renda familiar por via da poupança de cerca  de três mil meticais que eram cobrados para ter ligação de energia.

A Iniciativa abriu também espaço para que até 2024 pelo menos dois milhões de novas ligações (beneficiando mais de 10 milhões de pessoas) sejam feitas e cobrindo todas as sedes dos postos administrativos, num investimento de cerca de 500 milhões de dólares do Governo e parceiros.

No mesmo âmbito, espera-se que a taxa de cobertura elétrica saia dos atuais 34 para 64 por cento até 2024.

O Programa Nacional de Energia para todos até 2030 foi lançado no dia 12 de Novembro de 2018, pelo Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi.

O mesmo é financiado pelo Banco Mundial e tem como meta assegurar o Acesso Universal de Energia, através de uma abordagem tecnicamente viável e financeiramente sustentável.

Banco de Moçambique vai injectar 60 milhões de dólares nos próximos dias

O Banco de Moçambique vai disponibilizar, neste mês,  dinheiro seis vezes acima do previsto no Mercado Cambial Interbancário. 

As garantias, anunciadas em Abril, indicavam uma injecção de 10 milhões de dólares. O recente anúncio indica que as divisas serão de 60 milhões de dólares.

A injecção dos 60 milhões de dólares adicionais vai decorrer nestas duas semanas e vai seguir um cronograma, sendo que hoje, dia 3 de Maio serão disponibilizados 15 milhões de dólares; no dia 5, o mercado cambial vai receber mais 10 milhões de dólares; no fecho da primeira semana, a 7 de Maio, serão injectados 10 milhões de dólares. 

Na semana seguinte: no dia 10 de Maio, mais 10 milhões serão colocados no mercado; no dia 12 de Maio, outros 7 milhões e 500 mil dólares serão injectados; o ciclo de injecções fecha no dia 14 de Maio, com a colocação, no mercado cambial, de mais 7 milhões e 500 mil. 

O Banco de Moçambique justifica que decidiu reforçar a sua intervenção no mercado com oferta de divisas com a necessidade de atender a demanda por liquidez em moeda estrangeira. 

O Comunicado do regulador, informa ainda que o Banco de Moçambique, no mesmo período, continuará a comparticipar em até 10% do pagamento do valor das facturas de importação de combustíveis líquidos mediante apresentação de comprovativos.

Seguradoras de risco de guerra Colocam Cabo Delgado de risco elevado

A linha costeira da província de Cabo Delgado de Moçambique foi designada como “Área Classificada”, de alto risco de acordo com uma decisão recente publicada na Circular do Comité Misto de Guerra (JWLA-026 e 027), pela Lloyd’s e a Associação Internacional de Subscrição (IUA). 

Isto significa que os armadores serão obrigados a notificar os seus subscritores das viagens nesta área.

A área listada compreende águas num raio de 50 milhas de Moçambique e Tanzânia, a norte na baía de Mnazi e a sul em Bai’a do Lu’rio.

Espera-se que os custos de seguro para as embarcações que navegam nesta rota aumentem à medida que as tensões aumentam devido a uma insurreição islamista na província de Cabo Delgado.

A lista vem dias depois da empresa francesa de energia Total ter declarado força maior no seu projecto de GNL de 20 mil milhões de dólares em Cabo Delgado.

A Total começou a retirar todo o pessoal que trabalhava no local, na sequência de um ataque insurrecto mortal na cidade vizinha de Palma. 

A declaração de força maior permite à Total não cumprir as obrigações contratuais com as suas contrapartes durante o período da sua validade.

Cabo Delgado, uma das províncias mais pobres de Moçambique, foi abalada pela insurreição liderada por uma facção islâmica referida como Ansar-Al-Sunna. 

No espaço de dois anos, as capacidades operacionais e o alcance do grupo cresceram, ameaçando milhares de milhões de dólares de desenvolvimento de gás offshore e actividades de navegação ao longo do Canal de Moçambique.

Sabe-se que esta notificação da JWL entrou em vigor a partir de 1º de maio de 2021, a fim de revisar as áreas de risco  para se alinharem com as ‘áreas listadas’ do JWC datadas de 26 e 29 Abril de 2021, cujas cópias estão incluídas.

Esta província do zona Norte de Mocambique, tem sido alvo da insurgência dos terroristas.

Ethiopian Airlines suspende voos domésticos

A companhia aérea Ethiopian Airlines anunciou a suspensão temporária dos seus voos domésticos em Moçambique, com efeitos a parir do dia 06 de Maio, por tempo indeterminado.

Esta medida é consequência da fraca demanda entre os viajantes, devido à pandemia da covid-19. Segundo um comunicado ao que o PROFILE teve acesso, “apesar dos desafios, a Ethiopian Airlines manteve-se resilientemente operacional até que os efeitos económicos da pandemia tornaram-se tão severos que impossibilitam a continuidade”.

O comunicado também avança que a companhia que opera no país desde 2018 seguirá monitorando o mercado para retoma das actividades em tempo oportuno.

Metical a cair para 74 por dólar no final do ano

A consultora Fitch Solutions disse recentemente, que esperava que a moeda moçambicana se desvalorizasse para 74 meticais por dólar americano até ao final do ano.

“Prevemos que o metical se deprecie de 55 por dólar americano para 74 por dólar americano até ao final deste ano, após uma forte valorização registada em Março e Abril”, lê-se num comentário sobre a evolução da moeda moçambicana.

Segundo os analistas da consultora, “os riscos de inflação irão diminuir durante o resto de 2021, reduzindo a necessidade de novas intervenções do banco central, permitindo assim ao metical retomar a sua tendência de desvalorização gradual”.

O metical apreciou-se significativamente, de 75 meticais por dólar americano em 1 de Janeiro, para o seu valor mais alto dos últimos cinco anos, a 15 de Abril, quando só foi preciso 55,1 meticais para comprar um dólar.

“tornando-se a segunda moeda que mais apreciou até agora desde o início do ano a nível mundial”, escreve a consultora.

A moeda moçambicana depreciou-se ligeiramente na última semana e está agora a negociar a 57 meticais por dólar americano, em comparação com os 55 dólares americanos de segunda-feira.

Os analistas da Fitch acreditam que o seu valor actual, “não reflecte condições macroeconômicas favoráveis”, observando que o duplo défice orçamental e externo aumentou em 2020 como resultado da pandemia do coronavírus, e que os ataques no norte do país prejudicaram a atractividade do país como destino de investimento.

A valorização do metical segue-se a uma queda no valor de cerca de 10% em relação ao dólar no ano passado, e parece contrariar as previsões da maioria dos analistas, que previam uma queda ainda maior do metical este ano.

Ela surge apesar da onda de violência no norte do país, que catapultou Moçambique para o topo da agenda dos media internacionais nas últimas semanas.

 

Moçambique planeia realizar a primeira CE da CPLP

Moçambique pretende fazer da primeira cimeira empresarial da CPLP, que terá lugar esta semana em Malabo, Guiné Equatorial, uma oportunidade para o benefício da comunidade empresarial local.

A cimeira, visa capitalizar as oportunidades de negócios e reforçar a comunidade empresarial do país é um dos objectivos da presença de Moçambique na primeira cimeira empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

O presidente da Confederação Empresarial da CPLP (CE-CPLP), Salimo Abdula, diz que o evento é oportuno e tem potencial para tornar a organização cada vez mais empreendedora.

“Identificámos várias questões que podem catapultar as economias da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – e não apenas falar de Moçambique. Esta cimeira empresarial irá consolidar tanto objectivos políticos como económicos”, disse Abdula.

Falando numa conferência de imprensa esta quinta-feira, Abdula salientou que este e outros objectivos eram realizáveis, dadas as vantagens que os países membros da CPLP usufruem.

“Se trabalharmos em concertação com a marca CPLP e estivermos à altura do grande potencial dos países membros, podemos ser um dos maiores produtores de alimentos do mundo”, observou.

Moçambique e outros países da CPLP têm oportunidades inexploradas. “Temos cerca de 5,6% das reservas de água”, Abdula detalhou. “Temos também um recurso importante, que é a mão-de-obra jovem e, acima de tudo, a língua que nos une”.

A delegação moçambicana é composta por 37 empresários ao encontro, com a expectativa de exposição a potenciais parcerias empresariais.

A CE-CPLP foi fundada em Lisboa no dia 4 de Junho de 2004 e é uma organização com intuito de desenvolvimento da cooperação entre estruturas de representação associativa dos países-membros da CPLP, de forma a criar as condições para o desenvolvimento de negócios no quadro dos espaços económicos onde estão inseridos os países da nossa comunidade.

A organização conta com nove membros efectivos, dos quais sete foram membros fundadores da CPLP.