Tuesday, June 30, 2026
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BCI patrocina produção de curta-metragem

Foi assinado, na sexta-feira (30), em Maputo, um acordo de financiamento entre o BCI e a produtora EBANO Multimedia, com vista a materialização da curta metragem de ficção “Nhinguitimo”, do realizador Licínio de Azevedo, baseado no conto do escritor moçambicano Luís Bernardo Honwana.

A cerimónia contou com a presença do académico Jorge Ferrão, na qualidade de produtor; do escritor Luís Bernardo Honwana, Licínio de Azevedo, realizador do filme, de representantes de instituições parceiras e de profissionais de cinema. 

Falando na ocasião, o administrador do BCI, Rogério Lam, reiterou o compromisso do BCI no apoio à cultura, salientando que é com prazer e orgulho que o Banco patrocina esta obra-prima moçambicana de enorme valor estético, informativo e educacional. 

Rogerio Lam, expôs dois pormenores: o facto de a realização desta curta-metragem estar a ocorrer num cenário complexo de Covid-19, “o que é bastante significativo, considerando o impacto das restrições neste sector; e o ganho para as escolas de artes cinematográficas, tendo em conta as técnicas e os ensinamentos que vão advir da produção de filmes em circunstâncias adversas”, disse. 

Refira-se que Nhinguitimo, que traduzido significa vento do sul, é título de um dos contos da emblemática obra “Nós Matámos o Cão Tinhoso”, cujo enredo recorda vivências do período anterior à independência de Moçambique.

A EBANO Multimedia é uma produtora moçambicana, que tem uma vasta lista de produção dentre cinema e videos.

O BCI é um Banco Comercial e de Investimentos SA, pertencente ao grupo CGD, em Moçambique desde 1997, um ano após sua criação.

O BCI Moçambique desenvolve a sua atividade predominantemente na área da banca comercial, nomeadamente ao nível da captação de depósitos e concessão de crédito, quer junto de particulares, quer junto de empresas.

Possui uma rede alargada de mais de 200 agências e mais de 30 centros de atendimento especializados para empresas.

8ª Edição do HR Afterwork virtual

Realiza-se no dia 6 de Maio de 2021, a 8ª Edição do HR Afterwork virtual.
Uma edição alusiva ao Dia do Trabalhador com tema “A força de trabalho híbrida: trabalho remoto vs trabalho de escritório”.

O evento contará com a participação de Paulo Manhique, HR Manager da Total EP Área 1 e Delson Dabo, HR Manager da Vivo Energy Moçambique.

Caso queira participar, inscreva-se clicando aqui.

Banco de Moçambique injectará USD60M no mercado cambial

Neste mês, o Banco de Moçambique vai disponibilizar dinheiro seis vezes acima do previsto no Mercado Cambial Interbancário. As garantias, anunciadas em Abril, indicavam uma injecção de 10 milhões de dólares. O recente anúncio indica que as divisas serão de 60 milhões de dólares.

A injecção dos 60 milhões de dólares adicionais vai decorrer nas próximas duas semanas e seguirá o seuinte cronograma:

No dia 03 de Maio serão disponibilizados 15 milhões de dólares; no dia 05, o mercado cambial vai receber mais 10 milhões de dólares; no fim da primeira semana, a 07 de Maio, serão injectados 10 milhões de dólares.

Na semana seguinte: no dia 10 de Maio, mais 10 milhões serão colocados no mercado; no dia 12 de Maio, outros 7 milhões e 500 mil dólares serão injectados; o ciclo de injecções fecha no dia 14 de Maio, com a colocação, no mercado cambial, de mais 7 milhões e 500 mil, totalizando assim 60 milhões de dólares.

O Banco Central justifica que decidiu reforçar a sua intervenção no mercado com oferta de divisas com a necessidade de atender a demanda por liquidez em moeda estrangeira.

O Comunicado do regulador informa ainda que, no mesmo período, continuará a comparticipar em até 10% do pagamento do valor das facturas de importação de combustíveis líquidos mediante apresentação de comprovativos.

Operação Água investe 23 milhões de dólares em água potável

Parceiros investem cerca de 23 milhões de euros, destinados ao desenvolvimento de infraestruturas hídricas em todo país, uma parceria público-privada, entre o governo e a Operation Water.

O presidente da Operation Water, citado numa declaração da entidade, disse que, “O nosso objectivo final é contribuir para pôr fim à crise global da água e promover o progresso social dos mais pobres e marginalizados”, disse Ryan Philips-Page,

Esta parceria público-privada, vai desenvolver oito projectos que beneficiem cerca de 300.000 pessoas de várias comunidades, lê-se no documento, salientando também que trata-se da primeira parceria público-privada em Moçambique e a segunda em toda a África para o fornecimento de água segura e limpa.

Dados avançados pela entidade indicam que 49% da população em Moçambique não tem acesso a fontes de água melhoradas.

“A parceria entre a Operação Água e o Governo assegurará que a água seja entregue directamente às pessoas, eliminando a necessidade de as mulheres se dedicarem à recolha física de água e dando às crianças a oportunidade de frequentarem a escola”, acrescenta o documento.

Sabe-se que a construção das infra-estruturas, está prevista para o final deste ano e com perspectiva de término, para 2022.

Moçambique assume liderança ARMFA

Moçambique assume oficialmente, a partir de hoje,  a liderança do grupo focal da Associação de Fundos de Manutenção em África (ARMFA), com a perspectiva de promover o desenvolvimento de corredores rodoviários regionais.

Assim, o país vai coordenar o grupo regional, através do fundo de estradas, que tem atualmente Angelo Macuacua como presidente do conselho de administração. A cerimónia de entrega de pastas está marcada para amanhã, em Lusaka, capital da Zâmbia, país que vinha liderando o grupo nos últimos dois anos.

Macuácua disse que o país vai defender a promoção de corredores regionais, como forma de minimizar o actual cenário em que uma determinada estrada se apresenta em perfeitas condições de um lado e degradado, do outro da fronteira, dificultando a interação que se pretende ao nível da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), até do continente, no seu todo.

A ARMFA, conta com nove países da região e o foco da região e o foco da nova liderança é trazer o restante dos membros que ainda não estão filiados. 

Como que a confirmar a importância da abordagem, da melhoria das estradas regionais e não só de um país, defendida por Moçambique, o Banco Mundial aprovou esta terça-feira 27.380 milhões de dólares para o financiamento de um projecto de conectividade entre Moçambique e Malawi, bem como a promoção do comércio.

Do valor disponibilizado, no país serão aplicados 110 milhões de dólares na melhoria de estradas secundárias e terciárias, para conectá-las ao Corredor de Nacala, para além da reabilitação de postos fronteiriços que ligam Moçambique e Malawi, Zâmbia e África do Sul. 

Espera-se que os fundos fiquem disponíveis por volta de outubro, altura que poderá se traçar o cronograma das atividades no terreno, No entanto, as ações preparatórias, como o estudo já estão avançadas, esclareceu Macuácua .

Moçambique busca alto rendimento do algodão

Como forma de levar os produtores a alcançar uma produção de alto rendimento, o Instituto de Investigação Agrária em Moçambique (IIAM), na província da Zambézia, tem apostado na produção das antigas variedades do algodão.

Nos últimos dias, tem vindo a desenvolver um programa avançado (convencional e não-convencional), para a melhoria genética do algodão tolerante à mancha angular e outras doenças, alta produtividade e boas qualidades de fibra, o IIAM tem metas a atingir num horizonte a longo prazo.

O IIAM, precisa de angariar fundos para a pesquisa e produção de sementes básicas e pré-básicas, libertação e registo de cultivares melhorados, pelo programa de melhoramento de algodão tolerante a doenças, pragas e outros factores abióticos, como a seca, com alto rendimento e boa qualidade.

Segundo o investigador da IIAM, Leonel Moiana, “as variedades antigas, já se revelaram invariáveis, pois estão longe dos padrões de alto rendimento que se pretende com esta cultura”.

Esta cultura é praticada por 223.580 produtores na zona Centro e Norte do país, dos sectores familiares e empresariais, factor mais que suficiente para se avançar na busca de novas formas de tornar a actividade mais rentável através da pesquisa.

“Grande parte das variedades em Moçambique é importada de outros países, com um clima diferente. Parte delas, senão todas, não tiveram antes um estudo de viabilidade em relação à compatibilidade com os solos moçambicanos.

Até então, foram estudadas antigas variedades em solos de Namialo, Balama, Montepuez, Morrumbala e Namapa, distritos com extensas áreas dedicadas à cultura do algodão.

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A Multichoice realizou o Mediashow 2021

A MultiChoice Moçambique realizou o Media Show 2021, um evento virtual inédito para revelar as novidades e conteúdos disponíveis brevemente nas plataformas DSTV e GOtv.

O Media Show 2021, que decorreu entre as 10h e as 11:30h do 28 de Abril, foi emitido directamente pelas plataforma zoom e ainda nas páginas Facebook da DSTV e GOtv, tendo contado com a participação de parceiros, mídia e artistas Embaixadores das duas marcas.

Apresentado por Anabela Adrianopoulos e Celso Domingos o evento, que passará a decorrer anualmente, é único entre as empresas distribuidoras de canais em Moçambique e permitiu estreitar ligações com o público em geral e reforçar o comprometimento da MultiChoice para com os seus parceiros.

O evento contou com a presença de Agnelo Laice, Director Geral da MultiChoice Moçambique que apresentou algumas das novas aquisições para a grelha de programas nacionais tais como a Mega Tv e StrongLive. “Daremos assim a nossa força no reforço do conteúdo local para o benefício do nosso país. No contexto dos 25 anos em Moçambique, levamos o que de melhor se produz em Moçambique para o mundo e vice-versa”, frisou Laice.

Posteriormente Vanuza Cândido, Directora de Marketing, Comunicação, e Relações Públicas da Multichoice Moçambique, justificou a aposta que a MultiChoice Moçambique tem feito na qualidade do serviço, diversidade de programas e posicionamento da marca e que tem resultado na confiança dos clientes e na liderança no mercado em Moçambique. “Nós temos o melhor do desporto, as melhores ligas, conteúdo infantil, seriados e novelas.”, referiu a Directora.

Um dos pontos altos do evento foi a revelação dos excelentes resultados obtidos pelos estudantes moçambicanos no âmbito do Multichoice Talent Factory (MTF). Este projecto faz parte do investimento em responsabilidade social da empresa, e tem dado oportunidade a jovens talentosos de passarem por uma formação na área cinematográfica.

A moçambicana Maira Tauacale foi a vencedora para a categoria de produção a nível da África Austral, tendo sido premiada com uma bolsa na prestigiada Academia de Cinema de Artes Visuais e Performativas de Nova Iorque (NYFA) por oito semanas. “A Multichoice deu-nos oportunidade de interagir com profissionais de toda parte do mundo”, explicou Maira, vencedora do concurso MTF.

Durante o evento a animação ficou a cargo do músico Humberto Luis que num formato Medley cantou alguns dos seus maiores sucessos tais como: “Não Planejei aconteceu” e “Nunca vou deixar de te amar”.

A emissão, que decorreu em simultâneo nas duas páginas de Facebook GOtv e DSTV e na plataforma Zoom, permitiu ainda que dezenas de internautas pudessem acompanhar, interagir e fossem premiados, enquanto assitiam ao Show dos seus dispositivos. Durante do evento a MultiChoice ofereceu diversos prémios, a quem respondeu correctamente e em primeiro lugar aos inúmeros passatempos e quizzes lançados nas páginas de Facebook GOtv e DSTV.

Esta foi a primeira edição virtual do Media Show de 2021, um evento memorável e único no mercado nacional, que certamente ficará na memória de quem participou e que passará a fazer parte das iniciativas anuais da MultiChoice Moçambique.

 

 

 

Governo preocupado com número de acidentes de trabalho

A ocorrência de um número considerável de acidentes de trabalho e de doenças ocupacionais, sobretudo nos sectores da mineração, construção civil e indústria transformadora no país, está a preocupar o Governo.

É neste contexto que o Primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, exortou ontem o sector empresarial nacional a promover boas práticas sobre segurança e saúde no trabalho.
De acordo com o governante, no quinquénio 2015-2019, foi notificada a ocorrência de pouco mais de 2600 sinistros, representando uma média de 525 acidentes por ano, que resultaram na redução da capacidade para o trabalho ou mesmo na morte dos
trabalhadores.

“Os sectores da mineração, construção civil e indústria transformadora registaram cerca de 51% dos acidentes de trabalho notificados nesse período. Assim, este facto evidencia que os diversos intervenientes devem prestar especial atenção às acções de promoção de boas práticas sobre segurança e saúde no trabalho”, disse Do Rosário.

Falando em Maputo, na “Gala de Premiação em Boas Práticas de Segurança e Saúde no Trabalho”, num evento em que foram distinguidas 18 empresas, entre grandes, médias e pequenas, o Primeiro-ministro o explicou que a iniciativa insere-se no quadro das celebrações do Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, ontem assinalado.

Clientes de gás e bancos acreditam na viabilidade total do projecto

O presidente do Instituto Nacional do Petróleo (INP), Carlos Zacarias,  disse esta quarta-feira, numa entrevista na emissora pública Rádio Moçambique, que os bancos que financiam o projecto de gás da Total e os clientes acreditam na viabilidade do negócio, apesar da suspensão do projecto devido à violência armada.

A Total “discutiu com os financiadores a suspensão do projecto de gás natural e todos acreditam que há espaço para ultrapassar esta situação”, disse Zacarias.

Zacarias disse também, que os clientes de gás natural líquido também continuam a acreditar na viabilidade do negócio.

Continuando 2024 como data para o projecto da Total começar a produzir gás natural liquefeito, mesmo com a paralisação, o presidente do regulador do sector petrolífero observou que “ajustamentos” teriam de ser feitos e a gestão do “stress” causado pela suspensão.

Zacarias alerta para a possibilidade de o custo de financiamento do projecto de gás natural aumentar devido à grave situação causada pelos ataques de 24 de Março à cidade de Palma, na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, a cerca de seis quilômetros do complexo industrial que está em construção para a produção de gás natural.

O presidente do INP, disse que a cláusula de “força maior” invocada pela Total para cancelar contratos com empresas fornecedoras de bens e serviços ao projecto de gás natural não era vinculativa para o governo moçambicano porque não foi desencadeada como parte da ligação entre a multinacional francesa e o governo.

“A força maior invocada pela Total não diz respeito ao Estado. É entre o consórcio da Total e algumas das empresas contratadas”, sublinhou ele.

Zacarias sublinhou que a invocação da cláusula de força maior tem uma duração máxima de 360 dias, após os quais a situação será reavaliada.

O projecto da Total está estimado em 20 mil milhões de euros e é o maior investimento privado em curso em África.