Monday, April 6, 2026
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Vale Moçambique condenada por denegar informação

O  Tribunal Administrativo condenou a multinacional brasileira Vale Moçambique por não partilhar informação de interesse público relativa às suas actividades na província de Tete.

O facto é que a Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM) solicitou informações à Vale na sequência do projecto que está a levar à cabo de Monitoria Legal dos Direitos sobre a Terra e Segurança Alimentar das Comunidades Afectadas pelos Grandes Investimentos.

Trata -se de informações sobre o estágio atual do processo de reassentamento das comunidades afetadas pelo projecto e resolução das reivindicações das comunidades; garantias de subsistência, de geração de renda e de segurança alimentar das comunidades afectadas pelo investimento tendo em conta  a exploração do carvão mineral bem como informações sobre o valor total dos impostos pagos pela Vale Moçambique ao Estado Moçambicano, no período de 2013 a 2019.

Esta solicitação foi feita através do Tribunal  Administrativo que por sua vez intimou a mineradora a disponibilizar informação.

Numa primeira fase, o Tribunal Administrativo da Cidade de Maputo julgou procedente o pedido da OAM e intimou a Vale Moçambique a disponibilizar a informação em causa, no prazo de dez dias.

Não concordando com a decisão da primeira instância, a empresa interpôs recurso, mas mesmo assim  os juízes decidiram negar provimento ao recurso por falta de fundamento legal.

“Os Juízes Conselheiros da Primeira Secção do Tribunal Administrativo, através do Acórdão n.º 119/2020, de 15 de Dezembro de 2020, referente ao processo n.º 131/2020 – 1ª, decidiram negar provimento ao recurso interposto por esta mineradora, por falta de fundamento legal para reverter a decisão recorrida, que fez uma correcta interpretação e aplicação da lei ao condenar a VALE MOÇAMBIQUE, S.A, por violação do direito à informação de interesse público”, lê-se num  comunicado da OAM.

Contudo a OAM  sublinha que “as famílias afectadas têm direito de se beneficiar diretamente do empreendimento em causa e dos seus impactos sócio-económicos e culturais da exploração, conforme resulta da disposição constante da alínea e) do artigo 4 do Decreto n.º 31/2012, de 8 de Agosto, que aprova o Regulamento sobre o Processo de Reassentamento Resultante de Atividades Económicas”.

Para OAM é  agora tarefa da mineradora partilhar informação e conformar-se com a lei é modo a contribuir para uma melhor percepção da sociedade sobre os seus compromissos no âmbito do projecto de exploração de carvão mineral que está a levar a cabo em Moatize.

CDM considerada melhor contribuinte

A Presidente da Autoridade Tributária, Amélia Muendane, atribuiu esta segunda-feira, na Cidade da Beira, o título de melhor contribuinte à empresa Cervejas de Moçambique pelo cumprimento das obrigações legais e fiscais.

 

A distinção foi feita no contexto do dia do contribuinte, data que a Autoridade Tributária usou como pretexto para o lançamento do projecto de selagem electrónica e cobrança móvel de impostos.

 

Na ocasião, o director para Assuntos Jurídicos e Corporativos da CDM, Hugo Gomes, disse que a distinção é importante num quadro de dificuldades económicas impostas pela pandemia da Covid-19 e revela que, apesar das dificuldades, a empresa conseguiu honrar com os seus compromissos.  

 

A CDM é, nos últimos anos, um dos melhores contribuintes para as receitas do Estado, reconhecido pela Autoridade Tributária. É a maior cervejeira do país e subsidiária da AB InBev com quatro fábricas de cerveja, na Beira, Nampula, Marracuene e Cidade de Maputo. Emprega 1200 trabalhadores.

 

SOBRE CDM

A história das Cervejas de Moçambique iniciou em 1995. Foi neste ano que a CDM foi vendida ao grupo Sul-Africano, South African Breweries International, tendo este sido um dos primeiros investimentos externos efectuados em Moçambique na sequência de privatizações conduzidas pelo Governo.

Após vários anos de operação a partir de Maputo e Beira, em 2009, a CDM expandiu as suas infra-estruturas para a região Norte, com a construção da fábrica de Nampula.

Um dos últimos capítulos desta história acontece em Outubro de 2016, quando a Anheuser-Busch InBev (AB InBev) fundiu-se com a SABMiller Plc, tornando-se assim, indirectamente, o accionista principal da CDM.

Saiba mais sobre CDM em: https://cdm.co.mz

Grafite de Moçambique é testado nos EUA

A empresa mineira australiana Syrah Resources concluiu nos Estados Unidos a instalação de uma nova unidade industrial de testes para processamento de grafite extraída de Moçambique.

Numa nota de imprensa o presidente executivo da empresa, Shaun Verner, afirma que esta conquista posiciona a Syrah cada vez mais como a opção mais avançada fora da China para fornecimento verticalmente integrado de grafite natural para fabricantes de baterias nos EUA e Europa.

Uma decisão final de investimento para criação de uma fábrica definitiva em Vidalia, nos Estados Unidos, deverá ser tomada no segundo semestre deste ano, prevendo-se uma produção de 10 mil toneladas por ano, alimentada pela mina de Balama, na zona  norte do país.

A mina retomou a produção de grafite este mês, antes do previsto, depois de ter estado parada desde há um ano por causa do impacto da pandemia de covid-19, com restrições de viagens, a limitar a mobilidade dos trabalhadores, e também devido à queda na procura.

A Syrah aumentará progressivamente a utilização da unidade industrial e os volumes de produção, a par da reintegração total do contingente laboral.

A mina de Balama iniciou a produção comercial há quatro anos e emprega cerca de 650 trabalhadores, quase na totalidade moçambicanos.

A China é o grande mercado e, no final de 2019, o grafite passou também a abastecer a unidade em implantação nos EUA.

AT lança 15 postos móveis para aumentar eficácia na arrecadação de receitas

A Autoridade Tributária (AT) lançou esta segunda-feira 15 postos móveis de cobrança, para reduzir a distância percorrida pelos contribuintes e aumentar a eficácia na arrecadação de receitas.

 

De acordo com o primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, este acto terá como impacto o alívio para aqueles contribuintes que estavam sujeitos a percorrer longas distâncias para encontrar um local onde pudessem- se cadastrar e pagar impostos.

 

O governante falava ontem em Sofala, no centro de Moçambique, durante uma cerimónia de celebração do Dia Nacional do Contribuinte.

 

A AT espera atingir cerca de 240 mil contribuintes através da iniciativa, avançou o primeiro-ministro, referindo que é através dos impostos que o Governo obtém recursos financeiros para construção de infraestruturas públicas.

 

Os postos móveis vão funcionar através de “viaturas alegóricas” adaptadas para a atividade e que, além de cobrar impostos, vão também permitir a obtenção do número de identificação único e o registo de atividades.

 

Segundo Amélia Muiendane, presidente da AT, espera-se que até 2024 cada distrito tenha uma “viatura alegórica móvel” de posto de cobrança de impostos.

LAM recebe mais uma aeronave Bombardier Q400

No âmbito do projecto da uniformização e expansão da sua frota de aeronaves, a LAM-Linhas Aéreas de Moçambique recebeu, na semana passada, mais uma aeronave do tipo Bombardier da série Q400.

A aeronave tem a capacidade para transportar até 74 passageiros na classe económica, cujos assentos têm espaçamento confortável entre os passageiros. O aparelho mede 32,6 metros de comprimento, 28,4 metros de envergadura e 8,2 metros de altura.

E639 km/H e tem alcance de 2.600Km, o que permite fazer um voo directo de Maputo a Pemba. É económico no consumo de combustível, tendo capacidade para 5.425 litros.

O recém-adquirido Q400 vai, brevemente, integrar a operação dos voos, logo que o processo de regularização da matrícula esteja concluído.

Entretanto, dados da companhia de bandeira indicam que a LAM transportou um total de 20.936 passageiros em Fevereiro de 2021, contra 29.923 passageiros transportados no mês Janeiro, representando deste modo um decréscimo de 30%, devido à pandemia da Covid-19.

As cinco maiores rotas em termos de tráfego de passageiros transportados foram Maputo-Nampula-Maputo com 4.555 passageiros, Maputo-Beira-Maputo (3.683), Maputo-Pemba-Maputo (3.215), Maputo-Tete-Maputo (2.930) e Maputo-Quelimane-Maputo com 1.975 passageiros.

“Durante o mesmo período, a LAM registou um índice de pontualidade operacional na ordem de 85%, num universo de 453 partidas, significando um ligeiro decréscimo de 6 pontos percentuais em relação ao mês de Janeiro, em que a pontualidade registada foi de 91% para um total de 608 partidas”, lê-se na nota.

De entre as escalas analisadas no período em referência, a nossa fonte destaca as de Chimoio, Dar-Es-Salaam (Tanzânia) e Joanesburgo (África do Sul) com um registo 100%, Quelimane 93% e Tete com 90% de pontualidade.

CTA defende suspensão da cobrança de taxas de assistência e fiscalização a bordo em fronteiras

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) diz que a cobrança de taxas de assistência e fiscalização a bordo, nos postos fronteiriços terrestres do país, é um fardo para as empresas, principalmente, em tempos de crise pandémica. Por isso, defende a suspensão imediata da cobrança.

A taxa em questão vigora desde Agosto de 2020, introduzida pelo Serviço Nacional de Migração, ao abrigo do Diploma Ministerial n° 18/2007, de 09 de Fevereiro. O Diploma determina, no caso em apreço, para os veículos pesados, uma taxa de 247,20 Meticais pelos serviços de assistência e fiscalização, quando realizados dentro do período compreendido entre uma até quatro horas, sendo que, por cada hora a mais, é cobrada uma taxa única de 824,00 Meticais.

Após análise da implementação do Diploma, a CTA concluiu que as taxas estão a sobrecarregar os empresários, isto num contexto macroeconómico altamente desafiante devido à pandemia da Covid-19, pelo que defende “a suspensão imediata da implementação desta medida e propõe que se promova um diálogo entre os sectores público e privado sobre esta medida para avaliar a aplicabilidade, bem como sobre a razoabilidade das taxas a cobrar”.

O sector privado expõe que a implementação deste diploma resulta em mais um procedimento, mais duas horas e mais cinco dólares (norte-americanos) no custo do comércio transfronteiriço. Isto é, antes da implementação desta medida, o custo total de exportação e importação era de 762 USD e 459 USD, respectivamente, mas devido à implementação desta medida, este custo passou para 767 USD e 464 USD.

“Em termos de tempo, antes da implementação desta medida, o tempo de exportação e importação era de 102 horas e 25 horas, respectivamente. Contudo, com a implementação desta medida, vislumbra-se um incremento do tempo em mais duas horas, passando para 104 horas e 27 horas respectivamente”, acrescenta a CTA.

IMOPETRO adjudica GEOCHEM pela segunda vez

A Importadora Moçambicana de Petróleos (IMOPETRO) adjudicou pela segunda vez à GEOCHEM o fornecimento de serviços de verificação de quantidades e qualidade na descarga de combustíveis líquidos.

 

O concurso foi lançado pela IMOPETRO, em Novembro do ano passado, onde  a INTERTEC, FGS, estiveram na corrida e perderam para GEOCHEM que reuniu  técnica e robustez  financeira capaz de fornecer aqueles serviços.

 

De acordo com a “Carta”, o Director-geral da IMOPETRO, João Macanja, explicou que após a adjudicação,  segue o processo de assinatura de contrato e, depois, o início do fornecimento do serviço previsto para início de Maio próximo, com duração de um ano.

 

A GEOCHEM, com sede em Dubai, Emirados Árabes Unidos, é a que vinha fornecendo aqueles serviços nos últimos 12 meses.

 

Adjudicada, a firma deverá fornecer os serviços de verificação de quantidades e qualidade na descarga de combustíveis nos quatro terminais oceânicos, localizados em Maputo, Beira (Sofala), Nampula e Pemba (Cabo Delgado).

 

SOBRE A IMOPETRO

IMOPETRO é uma entidade com personalidade jurídica, autonomia patrimonial e financeira, criada pelo governo ao abrigo do decreto 1/97, para ser agente exclusivo de importação de combustíveis líquidos e gasosos em Moçambique. É participada por todas as Distribuidoras autorizadas a operar em Moçambique.

Saiba mais: https://www.imopetro.co.mz/?page_id=3958#

 

SOBRE GEOCHEM

Fundada no ano de 1999 é pioneira, inovadora, líder na última década,e tem estado na vanguarda da indústria de petróleo e análises petroquímicas. Hoje, são considerados  inovadores líderes em serviços de tecnologia, trazendo soluções analíticas avançadas para uma ampla gama de produtos.

A Geochem Middle East oferece serviços de teste e análise baseados em todos os padrões internacionais, como ASTM, IP, BS, ISO, IEC, APHA, GS & FDA / BAM. Os procedimentos são baseados em padrões internacionais, programas de garantia de qualidade rigorosos e acreditação ISO 17025. Contribuem e oferecem a mais alta precisão e visão para qualificações de produtos e investigações especiais.

Saiba mais :http://www.geochem.ae/contact.php

Shell e Yara desistem de projectos de produção de adubos e combustíveis em Moçambique

As empresas holandesa Shell e norueguesa Yara desistiram da produção de fertilizantes e combustíveis em Moçambique.

O ministro dos Recursos Minerais e Energia disse à Lusa que as duas empresas abandonaram os projetos de produção de fertilizantes e combustíveis com base no gás natural, porque o preço de venda que projectaram inicialmente veio a mostrar-se inviável para os investimentos.

Para Tonela o abandono da Shell e da Yara nos projectos não vai parar a determinação do Governo moçambicano de usar a quota de gás natural do Rovuma que cabe ao mercado doméstico para a industrialização do país.

Neste contexto, o ministro afirma que o Governo está à procura de novos investidores.

“O processo de industrialização com base no gás do Rovuma é uma prioridade do Governo e vai acontecer. O Governo está neste momento a rever a lista das empresas que concorreram (no concurso em que foram selecionadas a Yara e a Shell em 2016) e as propostas a serem discutidas (para a continuação dos projetos)”, destacou Max Tonela

LAM suspende temporariamente voos entre Moçambique e Quénia

As Linhas Aéreas de Moçambique suspendem  a partir do próximo dia 29 de Março de 2021 voos de ligação entre Moçambique e Quénia.

 

Trata-se de uma decisão que surge por conta de problemas  operacionais e sem  data prevista de retoma a companhia  endereça um pedido de desculpa formal aos seus clientes.

 

“Ciente dos transtornos causados, a LAM endereça sinceras desculpas aos passageiros, agentes de viagens e público em geral”, lê-se no comunicado.

 

Lembre-se que, a 01 de Fevereiro de 2021, até ao mês de Março corrente, a LAM decidiu também suspender voos entre Maputo-Inhambane e Maputo-Vilankulo, por conta dos efeitos da pandemia Covid-19.

 

Refira-se que a crise pandémica levou a uma “queda nas receitas” da LAM, o que colocou a transportadora aérea nacional “numa situação difícil de tesouraria”, fazendo atrasar os salários de Janeiro de 2021.

ICM obtém retorno de 96,5 % da Linha de crédito de comercialização

Relatório do Instituto de Cereais de Moçambique (ICM),  aponta  96.5 %  de taxa de retorno a  nível de reembolsos da linha de crédito concedida aos operadores de comercialização.

Da análise feita ao relatório de 2020, estão ainda em carteira de devolução 3.5% no que diz respeito aos capitais investidos face aos reembolsos já feitos.

O director geral do ICM, Mahomed Valá, deu nota positiva aos mutuários desta linha de crédito, sendo que, os ganhos para a recapitalização já forma um pacote de 232.125 milhões de meticais que estará à disposição dos intervenientes da comercialização agrícola no presente ano.

“Obviamente que ainda não chega para todos, mas é um sinal de complementaridade com outras linhas de crédito, com iniciativas existentes noutros bancos, como o Banco Nacional de Investimentos (BNI) que tem estado nesta labuta de financiar os intervenientes da comercialização dentro do pacote do fundo rotativo”, disse Valá .

Valá falava à margem da reunião do Comité Directivo de Gestão da Linha de Crédito de Comercialização do ICM , realizada esta quinta-feira, em Maputo.

Numa altura em que se  prepara o arranque da comercialização agrícola da presente campanha, que deverá ocorrer a partir das próximas semanas, dependendo do tipo de culturas,o PCA do ICM,  acredita que o foi deliberado servirá de exemplo em  literacia e advocacia para outras instituições corporativas que trabalham no domínio da comercialização agrícola.

“Sabemos definitivamente que é quase nada, mas é com estes sinais que a gente faz o desenvolvimento” sublinhou Valá.

Referiu ainda que foi feito um anúncio premeditado à GAPI, que é parceira do ICM para ambas conseguirem algumas valências com alguns parceiros para a injecção de mais seis milhões de meticais ao sistema.

Mahomed Valá acredita que  este montante deve ser aplicado, de modo específico, na Província de Cabo Delgado por se entender que há intervenientes naquela parcela do país com carências que resultam da situação de insegurança que se vive e pelo impacto do Ciclone Kenneth que assolou aquela população.