Monday, April 6, 2026
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EDM Perde 100 Milhões USD por Roubo e Vandalização de Equipamento

A Electricidade de Moçambique (EDM), empresa pública, registou um prejuízo superior a 100 milhões USD por roubo de energia e vandalização de infra-estruturas.

 

Em 2020 e no primeiro trimestre de 2021, as estimativas de perdas só na Cidade de Maputo  ascenderam em  50 milhões USD.

 

De acordo com o Director da Área de Protecção de Receitas e Controlo de Perdas da EDM, Amilton Alissone, neste momento o nível total de perdas de energia está na ordem de 31%, equivalente a 100 milhões USD. 

 

Alissone explica que a nível de perdas técnicas ligadas ao transporte e distribuição, o prejuízo ronda na ordem de dois milhões USD. “Isso tem afectado gravemente a nossa tesouraria mas, acima de tudo, deixa os nossos clientes sem energia”, disse Alissone.

 

Neste contexto, a EDM continua a reforçar a inspecção e vigilância para o desmantelamento das ligações ilegais, uma actividade que conta com o engajamento comunitário, e a instalação de contadores inteligentes que utilizam um sistema de monitoria remota dos equipamentos.

 

Face ao grande défice e perdas constantes está em curso o Projecto de Melhoria da Qualidade e Eficiência de Energia (PERIP) financiado pelo Banco Mundial num valor total de 29 milhões de dólares e um outro pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), orçado em 10 milhões de euros.

 

A vandalização e furto através de viciação de contadores e esquemas de by-pass, o roubo de transformadores, cabos, cantoneiras, armários, fusíveis, entre outros componentes são algumas  acções consideradas  críticas para EDM. 

Glossário do empreendedorismo – Parte 1

Um dos efeitos do Covid-19 foi a rápida transformação digital e dependência das tecnologias para o desenvolvimento de negócios. Termos como webinar e zoom call passaram a ser, desde o ano passado, vocabulário corrente no mundo dos negócios.

O domínio desta nova linguagem, falada entre quem trabalha ou quer vir a criar uma ‘startup’ (empresa em início de atividade), poderá ser muito útil para quem está para iniciar um novo negócio.

Eis um curto glossário informal dos principais termos, utilizados no mundo dos negócios. Nesta primeira parte lançamos as três primeiras letras.

A

Aceleradoras

Aceleradoras são instituições de capital privado que financiam empresas e startups com alto potencial de crescimento.

As aceleradoras apoiam as startups na transição do arranque para o amadurecimento, através de programas que dão orientação, podendo ficar com uma participação no capital da startup, ajudando-a a crescer.

Além de apoio financeiro, as incubadoras oferecem mentoria e formação para que o negócio consiga se desenvolver.

Em troca essas instituições ganham visibilidade e entre 5% a 15% das cotas da empresa a quem oferecem apoio.

As aceleradoras apoiam normalmente empresas no early-stage, ou seja, quando aquelas se preparam para levantar financiamento de capital de risco.

AIDA

Acrônimo para Atenção, Interesse, Desejo e Atenção. É  uma técnica de marketing que procura guiar o consumidor até a compra. Primeiro deve-se chamar a atenção, depois, conquistar o interesse do consumidor. Então, cria-se desejo que leva à acção, isto é, à tomada de decisão.

Analytics

Diz respeito à descoberta e interpretação de padrões nos dados em grandes volumes de informação.. Essa análise de dados favorece a tomada de decisões, tornando-as mais efetivas. O Google Analytics é a inteligência analítica do Google.

API (Application Programming Interface)

Um conjunto de padrões de programação que permitem que um software interaja com o outro.

Automação de marketing

Uso da tecnologia para automatizar atividades individuais e repetitivas do marketing, como envio de e-mails e publicações nas redes sociais. É utilizada para potencializar o marketing digital e tem como objetivo acelerar tarefas fazendo-as em grande escala, aumentando os resultados da empresa.

B

Benchmarking 

Processo de avaliação de uma empresa em relação à concorrência.

É feito através de uma investigação minuciosa, com objectivo de identificar os diferenciais competitivos e características dessas empresas, para aperfeiçoar os seus próprios métodos e produtos.

Bootstrapping

O Bootstrapping é um processo no qual o próprio empreendedor financia os custos, ideias, pagamentos e projetos da sua empresa através dos seu próprio capital, não contando com investimento externo de outras instituições.

Brainstorm

Técnica criativa para resolução de problemas em grupo. Durante a dinâmica, os participantes desenvolvem ideias, mesmo sendo as mais absurdas com o objectivo de gerar novos insights para um problema.

Business model

Utilizado na fase de criação de uma empresa, o business model traz as técnicas e processos que os empreendedores precisarão enfrentar para tirar as suas ideias do papel, como as atividades realizadas, o relacionamento com os clientes, a situação do mercado, os custos e orçamentos, dentre outros aspectos.

Business plan

É um plano onde se descreve o modelo de negócio, contendo uma análise dos recursos e dos objetivos da empresa, as medidas adequadas e as etapas-chave para a evolução do mercado.

O plano define dados da empresa, sócios, descrição de produtos e serviços, estratégias de comunicação e marketing, métricas, e assim por diante e é  normalmente apresentado aos investidores durante a apresentação da empresa.

Branding

Processo criativo e estratégico no qual se define uma percepção da marca, produtos e serviços, logotipo, missão e posicionamento, assim como sua personalidade, de forma coerente através de todos os pontos de marketing e comunicação de uma  marca.

Break-Even Point

É o momento a partir do qual o investimento inicial da empresa consegue ser pago. É o ponto onde a empresa começa a apresentar resultados de exploração positivos e os custos igualam as suas receitas.

Burn Rate 

É uma taxa de medição que indica qual a velocidade com que uma ‘startup’ está a gastar o seu capital de exploração ou capital próprio, antes de conseguir gerar cash-flow positivo.

Business Angel (Investidores Anjo)

São investidores privados e individuais, financeiramente independentes, investem em empresas em fase de arranque – seed ou em startups. O investimento é de natureza monetária e é normalmente acompanhado por um apoio estratégico aos empreendedores.

Estes empresários são normalmente, empreendedores ou executivos com experiência e carreira de sucesso e para quem um investimento de risco não irá afetar significativamente a situação económica dos seus activos.

C

Call

É uma forma de comunicação em vídeo ou áudio através da internet, entre colaboradores, parceiros, fornecedores ou clientes. Este método ficou muito popular em particular depois da pandemia do covid-19. Uma das plataformas mais utilizados actualmente para realizar Calls é o zoom, mas existem outras como o skype, microsoft teams, watsapp etc.

Captação de recursos

Captar recursos é um conjunto de técnicas para obter investimentos, sejam através de empréstimos bancários, fundos de financiamento ou investidores-anjo.

Cloud computing

A tradução do inglês de Cloud computing é “computação em nuvem”.

A expressão refere-se ao uso da memória, e processamento, de servidores e software através da internet, tanto para armazenar arquivos como para utilização online.

Coworking

É um espaço de trabalho partilhado por diversas empresas ou empreendedores independentes. O espaço permite e estimula a troca de ideias, experiências e conhecimentos entre os vários empresários e funcionários. Permite também a partilha de recursos e incentiva o desenvolvimento da dimensão social num ambiente mais informal.

Crowdfunding

É uma nova tendência para o financiamento colectivo para empresas e startups. Recorrendo a plataformas online especializadas um grande número de pessoas contribui individualmente para o financiamento ou lançamento de um novo produto ou serviço.

Como compensação são oferecidas recompensas aos financiadores, como a oportunidade de testar o produto antes de ser lançado no mercado ou pacotes especiais de financiadores.

Crowdsourcing

É uma forma colaborativa para desenvolvimento de novas soluções para serviços, resolução de problemas, conteúdos, ou geração de fluxo de informação. As contribuições são feitas a partir de um grande grupo de pessoas ligadas através de uma network digital.

 

Banco de Moçambique mantém taxa de política monetária em 13,25%

O Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique decidiu esta quarta-feira, manter a taxa de juro de política monetária, (taxa MIMO), em 13,25%.

De acordo com um comunicado enviado a Profile “A decisão é justificada pela prevalência de elevados riscos e incertezas, não obstante a revisão em baixa das perspectivas de inflação no curto e médio prazo”, explicou o comité.

Prevê-se “um menor agravamento de preços, a refletir, fundamentalmente, a tendência para apreciação do metical decorrente das medidas tomadas na última sessão do CPMO, num contexto de fraca atividade económica”. acrescentou.

Em janeiro, o comité incrementou a taxa MIMO em 300 pontos base, elevando-a aos atuais 13,25%.

Segundo o Banco de Moçambique, a pressão cambial reduziu-se substancialmente, com a procura de divisas a ser “totalmente satisfeita”, como resultado “de uma maior fluidez que se observa no mercado cambial, contrariamente à tendência registada no princípio do ano”.

O metical valorizou-se, passando cada dólar a valer em 73,35 meticais depois de se ter situado em 75,11 no final de janeiro, detalhou o banco.

Hoje, o comité decidiu, igualmente, manter as taxas de juro da Facilidade Permanente de Depósitos (FPD) em 10,25% e da Facilidade Permanente de Cedência (FPC) em 16,25%, bem como os coeficientes de Reservas Obrigatórias (RO) para os passivos em moeda nacional e em moeda estrangeira em 11,50% e 34,50%, respetivamente.

O Banco de Moçambique mantém as “perspetivas de uma recuperação tímida da atividade económica em 2021”, após uma contração do Produto Interno Bruto em 1,3%, em 2020, repetindo um apelo para “reformas estruturantes na economia”.

A aquisição e logística de administração de vacinas contra a covid-19, a mitigação do impacto socioeconómico dos choques climáticos, bem como as despesas decorrentes da situação de instabilidade militar, sobretudo na zona norte do país, estão a justificar um agravamento do défice orçamental, alertou o banco central.

Fonte: https://www.rm.co.mz/rm.co.mz/index.php/component/k2/item/15385-banco-de-mocambique-mantem-taxa-de-juro-de-politica-monetaria-em-13-25.html

“Covid-19 vai deteriorar dívida da ENH” – Banco Mundial

Simulações recentes feitas pelo banco, numa análise sobre a economia de Moçambique, sugerem que a quebra económica provocada pela Covid-19 pode fazer aumentar os custos da dívida da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), braço empresarial do Estado no negócio de hidrocarbonetos, em 21% e expandir o período de serviço da dívida em uma década.

 

Intitulada “Actualidade Económica de Moçambique: Preparação para Recuperação”, a análise de cenários por aquele grupo bancário internacional explora o impacto nos dois projectos em curso, Coral Sul FLNG (Área 4) e Moçambique LNG (Área 1), de novos atrasos de seis meses e um ano, respectivamente.

 

Em termos de números, aquela instituição financeira mundial mostra que, com a participação naqueles dois projectos, a ENH poderá até 2025 acumular uma dívida estimada em pouco mais de 3 mil milhões de USD, valor que poderá diminuir ao longo dos anos subsequentes até situar-se num montante de 771 milhões de USD em dívidas não pagas em 2050.

 

“Num cenário em que o projecto Rovuma LNG não avança, a ENH acabaria com dívida por pagar à Coral South FLNG, quando o projecto chegasse ao fim da sua vida económica (em 2047). A análise sugere que o ENH já não poderia gerir o Coral Sul FNLG como um projecto delimitado”, lê-se na análise.

 

Por fim, o Banco Mundial adverte a ENH que o impacto decorrente da pandemia exige a necessidade de avaliar outras estratégias possíveis para gerir a carteira de Gás Natural Liquefeito (GNL) da ENH, como subsídios cruzados e refinanciamento da dívida.

Proparco e Société Générale Moçambique apoiam PME’s

Proparco e  Société Générale Moçambique apoiam PME’s 

O anúncio da concessão pela Proparco de uma garantia de carteira à Société Générale Moçambique vai permitir ao Banco aumentar a sua actividade de financiamento às PME Nacionais.

Esta operação aportará um elevado impacto à economia Nacional, confirmando o compromisso da Société Générale Moçambique e da Proparco em apoiar cada vez mais os empresários e o sector privado em Moçambique, e nos países em Desenvolvimento onde a iniciativa está presente.

Leia o artigo: Conheça a Banca em Moçambique e escolha com que instituição irá trabalhar em 2021

A garantia da carteira EURIZ concedida à Société Générale Moçambique cobre um montante de 3 milhões de euros e permitirá partilhar o risco associado ao financiamento de Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME’s) Moçambicanas, aumentando desta forma a capacidade do banco para financiar o Crescimento e Desenvolvimento da Economia Nacional.

As MPMEs detidas por mulheres e aquelas que actuem no sector agrícola serão particularmente visadas por esta iniciativa hoje apresentada.

A GARANTIA EURIZ

Lançada em Maio de 2019 com o apoio da União Europeia (UE) e do Fundo Europeu de Desenvolvimento, e do Grupo de Estados de África, Caraíbas e Pacífico (ACP), a garantia EURIZ visa facilitar o acesso ao crédito às MPME, em particular nos sectores com elevado impacto no desenvolvimento, a fim de as ajudar a desempenhar o seu papel essencial no crescimento económico e na criação de emprego.

Esta iniciativa demonstra a prioridade atribuída pela Proparco no apoio ao sector privado em países em vias de desenvolvimento, particularmente em sectores de elevado impacto socio-económico.

Ao apoiar as mulheres empresárias, este projecto contribui para a realização do ‘Objectivo 5’ do Desenvolvimento Sustentável (Igualdade de Género) e para 2XChallenge, iniciativa de um grupo de instituições financeiras de desenvolvimento para promover a igualdade de género.

“A Proparco tem o prazer de poder contar com um parceiro-chave como a Société Générale Moçambique para apoiar as PME num país onde a inclusão financeira continua a ser um enorme desafio. Ao visar as mulheres empresárias e o sector agrícola, este projecto aborda importantes desafios de desenvolvimento e terá um forte impacto positivo em Moçambique”. disse Siby Diabira, Directora Regional da Proparco para a África Austral.

SOBRE A PROPARCO

A Proparco trabalha há mais de 40 anos para promover o desenvolvimento sustentável em África, Ásia, América Latina e no Médio Oriente. É uma filial da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) dedicada ao sector privado, financia empresas e instituições financeiras e ajuda-as na gestão do impacto das suas actividades.

Em 2019, afectou 2,5 mil milhões de euros ao financiamento, concentrando-se em sectores-chave do desenvolvimento: infra-estruturas, incluindo energias renováveis, agro-indústria, instituições financeiras, saúde e educação.

As suas intervenções apoiam actores privados que contribuem para a realização dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) através da criação de emprego e rendimento, do fornecimento de bens e serviços essenciais, da redução da pobreza e da luta contra as alterações climáticas. África é a primeira região de intervenção Proparco com 1,285 milhões de euros concedidos em 2019, ou seja, 51% dos seus compromissos.

SOBRE A SOCIÉTÉ GÉNÉRALE

A Société Générale é um dos maiores grupos europeus de serviços financeiros. Baseado num modelo bancário universal diversificado, o Grupo combina força financeira com uma estratégia de crescimento sustentável e pretende solidificar-se enquanto referência para as relações bancárias, reconhecida nos mercados onde actua, pela proximidade com os seus clientes, qualidade de execução e empenho das suas equipas.

O Grupo Société Générale desempenha um papel activo na economia há mais de 150 anos, tendo hoje 138.000 empregados, sediados em 62 países e servindo diariamente mais de 29 milhões de clientes em todo o mundo. O forte conhecimento e experiência adquiridos ao longo de mais de 100 anos em África, onde o grupo tem actualmente 19 filiais, permite servir diferentes segmentos da economia, nomeadamente o sector Empresarial, Pequenas e Médias Empresas e Particulares.

O Banco Société Générale Moçambique foi estabelecido em Moçambique em Outubro de 2015, através da compra de uma participação de 65% pela Société Générale Group, da MCB Moçambique. É hoje um banco de referência no mercado da Banca de Empresas em Moçambique, o banco celebrou o seu 5º aniversário em 2020 e conta agora com mais de 130 empregados. O projecto de expansão destina-se às principais capitais de província do país, acompanhando os nossos clientes nas suas diversas actividades em todo o país.

Hoje o banco tem 6 agências que cobrem Maputo, Matola, Beira, Nampula e Mecuburi, e tem a perspectiva de abertura de mais agências no Norte do País, num futuro próximo.

O modelo de banca comercial desenvolvido pelo Banco Société Générale Moçambique baseia-se numa excelente relação com os nossos clientes, na especialização dos nossos gestores, na eficiência e eficácia da nossa banca transaccional quotidiana, na rapidez de execução e na competitividade no Comércio Internacional.

Para mais detalhes: www.societegenerale.com; https://afrique.societegenerale.com/en/; societegenerale.co.mz.

Boavida Muhambe substitui Couto na HCB

Foi hoje, (17), eleito Boavida José Lopes Muhambe, para o cargo de presidente do Conselho de Administração da Hidroeléctrica Cahora Bassa (HCB),  em substituição de Pedro Couto.

O novo presidente é quadro da HCB tendo assumido até 2019, a função de director de aprovisionamento. O eleito é mestre em desenvolvimento internacional e licenciado em gestão empresarial, e acrescenta-se mais de 20 anos de experiencia na área de docência.

O novo PCA junta-se aos membros do Conselho de administração composto por, Moisés Machava, Abraão dos Santos Rafael, Rui Manuel Alfredo da Rocha, Nilton Sérgio Rebelo Trindade, Manuel Tomé e João Faria da Conceição.

Hidroeléctrica de Cahora Bassa

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa S.A é uma empresa moçambicana com o mandato de explorar o aproveitamento hidroeléctrico da Barragem de Cahora Bassa desde Junho de 1975. Com a concretização da primeira fase Oferta Pública de Venda (OPV), em 2019, que consistiu na venda de 4% das acções, o Estado moçambicano passou a deter 85% do capital social, a REN 7,5%, os cidadãos, empresas e instituições moçambicanos 4% e a sociedade HCB 3,5% de acções próprias, prevendo-se a venda destas pela HCB em data ainda por determinar.

A reversão, ocorrida em 27 de Novembro de 2007, propiciou a implementação de uma nova visão da Empresa que procurou conjugar os elementos que reproduzam as aspirações da sociedade em relação a HCB, e pode exigir, que seja o papel da Hidroeléctrica de Cahora Bassa como um dos mais importantes catalisadores do desenvolvimento nacional e impulsionadores da matriz energética nacional e regional.

A história da criação da HCB remonta desde 1956 com as primeiras visitas aos rápidos de Cahora Bassa. Contudo, é válido afirmar que, muito tempo antes, navegaram no Vale do Zambeze grandes exploradores dos quais podemos citar Levingston e Gago Coutinho.

Cahora Bassa começa a erguer-se em 1969 com adjudicação da obra da construção do empreendimento ao consórcio ZAMCO e só em 1975 é criada a Hidroeléctrica de Cahora Bassa, SARL. Cerca de 30 anos depois, acontece em Moçambique um evento marcante, a Reversão de Cahora Bassa para o Estado Moçambicano, passando este a deter 85% do capital accionista contra os anteriores 18% (veja actual estrutura accionista). Está época foi marcada pela frase proferida pelo então Presidente da República, Armando Emílio Guebuza: “CAHORA BASSA É NOSSA”.

FONTE: https://www.hcb.co.mz/pt-pt/sobre-nos/

Governo ratifica detalhes do projeto de gás da Total

O Conselho de Ministros ratificou esta terça-feira, uma série de documentos que formalizam alterações ao projecto da Área 1 de exploração de gás natural na bacia do Rovuma.

Trata-se de documentos base do projecto, que mantém as características-chave: 18 poços submarinos, uma área de implantação em terra de 6.800 hectares e duas unidades industriais de liquefação de gás com uma capacidade nominal de 13,12 milhões de toneladas por ano (mtpa).

De acordo com o porta-voz do Governo, Filimão Suaze, o instrumento adequa -se à realidade dos moçambicanos, “aspetos de desenvolvimento, propriedade, construção, financiamento, operação e manutenção do projeto, designadamente reconhecendo a entrada da Total como concessionária e operadora em substituição da Anadarko”, explicou Suaze.

Importa citar o acordo complementar relativo à Área 1, o aditamento ao acordo de financiamento do projecto e a adenda ao plano de desenvolvimento fazem parte  dos documentos aprovados.

Sobre a Total

A Total lidera o consórcio da Área 1 desde setembro de 2019 com 26,5% de participação, ao lado da japonesa Mitsui (20%) e da petrolífera estatal moçambicana ENH (15%), cabendo as restantes participações à indiana ONGC Videsh (10%) e à sua participada Beas (10%), à Bharat Petro Resources (10%), e à tailandesa PTTEP (8,5%).

No final de 2020, os ataques armados de rebeldes que têm aterrorizado Cabo Delgado aproximaram-se do perímetro de obras na península de Afungi, obrigando a Total a reduzir o pessoal até que haja um reforço das condições de segurança – tema que tem sido tratado com o Estado moçambicano.

No entanto, apesar das ameaças, a empresa tem mantido o prazo de 2024 para início de produção de gás natural liquefeito, naquele que é o maior investimento privado em curso em África.

Workshop sobre Negócios em Cabo Delgado

WORKSHOP DE PEMBA

Segundo workshop de promoção e facilitação da implementação efectiva dos Princípios Voluntários sobre Segurança e Direitos Humanos em Cabo Delgado, Moçambique

Data: 17 e 18 Março de 2021

Horário: 09H00 – 16H00 (Maputo/Pretória/Harare)

 

O CDD dá-lhe as boas-vindas ao workshop de Pemba que vai decorrer nos dias 17 e 18 de Março de 2021. Este workshop enquadra-se no projecto apoiado pelo Governo do Reino Unido e visa promover e facilitar a implementação efectiva dos Princípios Voluntários sobre Segurança e Direitos Humanos em Moçambique, com particular enfoque na Província de Cabo Delgado.

O objectivo central do projecto é minimizar o risco de abusos de direitos humanos e incidentes relacionados com a segurança das comunidades e promover a transparência e boas práticas de responsabilidade social corporativa.

A sessão de aberta vai decorrer das 09H00 às 10H30 de quarta-feira, dia 17 de Março, no Avani Pemba Beach Hotel, e terá um painel de honra composto pelas seguintes personalidades:

  1. Prof Doutor Adriano Nuvunga, Director do CDD (Boas-vindas e breve introdução)
  2. Professor Catedrático Armindo Ngunga, Secretário de Estado da Província de Cabo Delgado (Discurso oficial)
  3. Sua Excelência NneNne Iwuji-Eme, Alta Comissária Britânica para Moçambique (Discurso oficial)
  4. Sua Excelência Valige Tauabo, Governador da Província de Cabo Delgado (Discurso oficial)
  5. Coronel Carlos Mucamissa, Director Nacional de Educação Cívico-Patriótica

O workshop de Pemba irá contar com a participação de Administradores dos Distritos directa e indirectamente afectados pelo extremismo violento em Cabo Delgado. Devido às medidas restritivas de prevenção e combate à Covid-19, o evento irá decorrer em formato virtual e o respectivo programa será partilhado oportunamente.

Detalhes da Conexão: 

Link: https://us02web.zoom.us/j/81659683143

ZOOM ID: 816 5968 3143

Transmissão em directo: CDD Facebook CDDMoz I CDD YOUTH Online TV

Tradução simultânea: Inglês – Português – Inglês

Joel Rodrigues é o novo PCE do Banco Único

O Banco Único apresenta o seu novo Presidente Executivo numa altura em que o sector enfrenta desafios face à pandemia.

Mesmo no actual cenário, o novo Presidente da Comissão Executiva,  Joel Rodrigues mostra-se bastante optimista. 

“É para mim uma grande honra profissional e pessoal ser nomeado como Presidente da Comissão Executiva do Banco Único e dar continuidade ao legado do Banco, é um dos maiores desafios que me espera e que enfrento com uma grande motivação.

Leia o artigo: Conheça a Banca em Moçambique e escolha com que instituição irá trabalhar em 2021

Naturalmente, o enquadramento acionista que temos hoje é muito relevante. Fazemos parte do Grupo Nedbank o que nos dá uma grande tranquilidade, mas também uma maior responsabilidade no dia a dia ”, disse Rodrigues, à margem da sua nomeação.

Já o seu homólogo, do Grupo Nedbank , para as Regiões Africanas,Terence Sibiya, afirma que “A nomeação de Joel Rodrigues foi o resultado de um processo criterioso e rigoroso, de entre vários profissionais capacitados e vem reforçar o compromisso e aposta do Grupo Nedbank em Moçambique.”

Sobre Joel Rodrigues

Joel Rodrigues tem uma vasta experiência profissional no Sector Financeiro. Mestre em Economia com especialização em Finanças pela Nova School of Business and Economics de Lisboa concluiu em 2018 o Senior Executive Leadership Program da Harvard Business School.

Integrou a equipa de Corporate Finance do Banco BIG Portugal no início de 2008, tendo participado em diversos projectos de assessoria financeira, transacções de fusões e aquisições, private equity e operações de Mercado de Capitais.

Em 2015 foi responsável pelo processo de implementação do Banco BIG em Moçambique, desenvolvendo competências de gestão executiva de negócios e de equipas multidisciplinares em diversas áreas da actividade bancária, designadamente em Banca de Investimento, Banca Institucional, Banca especializada na área da poupança e investimento, Contabilidade, Compliance/Regulação, Planeamento e Controlo, Gestão de risco e AML.

Sob a sua liderança, o Banco BIG Moçambique tornou-se num curto espaço de tempo, um dos Bancos mais rentáveis do sector, tendo construído uma presença relevante na Banca de Investimento, nomeadamente em mercado de capitais e assessoria financeira. 

Sobre o Banco Único

O Banco Único é um banco Universal, que se orgulha de prestar um serviço de qualidade, principalmente virado para o negócio e para o segmento afluente.

Foi fundado com a ambição de se tornar um Banco líder do sector e vir a contar com uma rede comercial que cubra as 10 províncias do país, estando actualmente presente nas 8 cidades economicamente mais movimentadas do país.

O Banco Único foi inaugurado em 2011, sendo na altura a mais recente entrada no Mercado, mas rapidamente evoluiu da 18a posição, para se tornar no 6o maior banco do país em apenas 18 meses.

Inequivocamente classificado como um dos maiores Bancos em Moçambique é hoje, o Banco moçambicano mais premiado internacionalmente, contando no seu portfólio cerca de 50 distinções internacionais.

O Banco Único é a subsidiária moçambicana do Grupo sul-africano Nedbank, tendo este accionista, que já era maioritário, reforçado, recentemente, a sua participação de 50% +1 acção para 87,5%, o que tem demonstrando a sua forte aposta não só nesta região e no continente africano, como também no reconhecimento das várias oportunidades de crescimento, em Moçambique.

Sobre o Grupo Nedbank

O Nedbank está entre os 4 maiores grupos financeiros sul-africanos e é uma instituição de referência no continente africano, cotada na Bolsa de Valores de Joanesburgo desde 1969 e na Bolsa de Valores da Namíbia desde 2017.

O Nedbank Group tem presença em 5 países da SADC (Southern African Development Community) e da África Oriental, com subsidiárias e Bancos na Namíbia, Swazilândia, Moçambique, Lesotho, Zimbabwe, e escritórios de representação em Angola e Quénia.

Na África Ocidental e Central, concluiu em 2014 a compra de uma participação de 21% no Ecobank Transnational Incorporated (ETI), assegurando desta forma aos seus Clientes a mesma experiência em todas estas geografias.

Forum de Investimento Europa-Moçambique: Renováveis em Moçambique 2021

A Associação Lusófona de Energias Renováveis ​​(ALER) e a Associação Moçambicana de Energias Renováveis ​​(AMER) vão organizar nos dias 22 e 23 de Março o Fórum de Investimento Europa-Moçambique: Renováveis em Moçambique 2021, com o apoio do GET.invest, um programa europeu apoiado pela União Europeia, Alemanha, Suécia, Países Baixos e Áustria. O evento conta ainda com a Alliance for Rural Electrification (ARE), a Global Association for the Off-Grid Solar Energy Industry (GOGLA) e a SolarPower Europe como parceiros.

forum renovaveis

O Fórum contará com os players mais relevantes do sector de forma a fornecer uma visão generalizada das energias renováveis em Moçambique. Serão apresentadas as iniciativas recentemente lançadas pelo Governo e parceiros de cooperação, incluindo as oportunidades de investimento através de sessões virtuais interactivas.

Durante a manhã, terão lugar mesas redondas de alto nível sobre o enquadramento geral do sector e cada um dos segmentos de mercado, nomeadamente: Produtores Independentes de Energia (PIE), mini-redes, sistemas solares caseiros e cozinha limpa. Participarão nas discussões os oradores mais relevantes das entidades do sector público e privado a operar em Moçambique tais como o MIREME, a ARENE, a EDM, o FUNAE, a UE e restantes parceiros de cooperação e empresas com projectos no país.

No período da tarde decorrerão sessões online de matchmaking do GET.invest, para promover e facilitar contactos entre os vários participantes e potenciar novas parcerias e negócios.

Todos os debates serão baseados na apresentação do “Resumo: Renováveis em Moçambique 2021”, um documento que será publicado antes do Fórum pela ALER e pela AMER com apoio do GET.invest, e que compila e organiza a informação de mercado mais relevante e actual. Todos os participantes que se inscreverem no Fórum terão acesso antecipado ao Resumo, assim poderão analisar o documento, submeter antecipadamente perguntas aos oradores e vê-las respondidas no dia do evento.

As mesas redondas seguirão um modelo dinâmico e interactivo, de discussões sem apresentações, guiadas por um moderador conhecedor do sector e dos seus actores, focadas nos pontos críticos e baseadas nas perguntas e em sondagens enviadas antes e durante o evento por todos os participantes.

Todas as sessões decorrerão online com interpretação simultânea, português e inglês.

O registo é obrigatório e estará disponível a partir de Fevereiro.

Não perca o evento mais relevante do sector das renováveis em Moçambique em 2021.

Fique atento à nossa newsletter e às nossas redes sociais para mais informações.

O Fórum será seguido por um pós-evento no dia 24 de março, o Seminário Oportunidades para Projectos de PIE: Renováveis em Moçambique 2021. Mais informações disponíveis aqui.

O GET.invest é um programa europeu que mobiliza o investimento em energia renovável descentralizada, com o apoio da União Europeia, Alemanha, Suécia, Países Baixos e Áustria. Desde 2019, o programa tem operado uma country window em Moçambique com apoio adicional da UE e da Alemanha, implementada pela Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ). Esta country window permite que o programa se foque no sector energético Moçambicano como parte do Mecanismo de preparação de projectos da PROMOVE ENERGIA.

Fonte:https://www.aler-renovaveis.org