Tuesday, June 30, 2026
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CEP apela colaboração do governo

O Conselho Empresarial Provincial (CEP), em Nampula, apela à maior colaboração do governo, na promoção  do sector privado com vista à redução dos impactos negativos  gerados pela pandemia pelo coronavírus.

Segundo esta agremiação, empresas como as de hotelaria e turismo, comércio, construção civil, na sua maioria sediadas na Província de Nampula e as da indústria transformadora e as agrícolas , em outras regiões da província, foram as mais afectadas pela covid-19.

O presidente do CPE Yunnus Gafar defende, “a necessidade de se manter diálogo público-privado e vice-versa, porque só assim vamos sair da tragédia, que é muito grande”, esclarece.

Com relação à área da construção civil, outra também afectada pela pandemia, o governo tem honrado com as suas obrigações de pagamento da dívida, no entanto é preciso que seja muito mais célere.

Um outro ponto que preocupa Gafar, prende-se com o facto de não haver penalização quando o governo encontra-se na situação de devedor, mas quando o empresário encontra-se na mesma condição há sanção e sugere uma saída do problema identificado, “também devia haver compreensão justa, porque muitas vezes, o empresário vai buscar dinheiro no banco e ha juros por pagar”.

Gafar, reitera que, a compreensão do pagamento de uma dívida atrasada por parte do estado deveria contemplar juro, como forma de atenuar o prejuízo.

Fábrica de cimento começa a operar em Maio

Nova fábrica de produção de cimento, localizada no distrito de Matutuine, na província de Maputo, entra no mercado, a partir do próximo mês.

Trata-se de uma unidade fabril, com um investimento estimado em 330 milhões de dólares norte-americanos, propriedade da Dugongo Cimentos, SA e poderá contribuir na redução dos custos de importação da matéria-prima para a indústria nacional, bem como no preço do produto.

Neste momento, estão em curso as negociações, numa fase avançada, com o Governo visando assegurar que as indústrias de produção de cimento de construção em Moçambique passem a adquirir o clínquer da nova fábrica.

De acordo com a Direcção Nacional de Indústria, o objectivo das negociações em curso é garantir que o clínquer produzido pela Dugongo Cimentos, SA seja fornecido às outras unidades de produção de cimento em Moçambique.

As projecções do investimento, apontam para uma capacidade de produção de 1.8 milhão de toneladas por ano, empregando 500 pessoas, das quais 400 nacionais.

Diferentemente das outras catorze unidades industriais existentes no país, a Dugongo tem a particularidade de utilizar matéria-prima local.

Em Janeiro, empresas produtoras de cimento ajustaram o preço devido ao incremento dos custos de importação, aliados à subida da taxa de câmbio, o que resultou no agravamento do preço deste produto.

Com entrada no mercado da Dugongo Cimentos, SA o saco de cimento varia de 275 e 290 meticais à porta da fábrica, um valor que é 100 meticais menos do que é praticado por outras unidades industriais.

Paralisação da Total não impactam directamente a Galp

O diretor de exploração e produção da Galp, Thore Kristiansen, afirmou hoje que a suspensão das operações da Total no projeto de gás de Cabo Delgado, em Moçambique, “não impacta diretamente” as operações da petrolífera portuguesa na região.

“Não nos impacta diretamente, porque as operações em curso na Área 4 continuam a ser para otimizar e para melhorar o produto, de forma a fazê-lo progredir na cadeia de valor”, afirmou Thore E. Kristiansen durante um ‘webcast’ para apresentação dos resultados do primeiro trimestre da petrolífera.

Questionado relativamente à suspensão de operações hoje confirmado pela petrolífera Total, o diretor de operações da Galp reconheceu que “a situação em Cabo Delgado é muito grave”, pelo que “é compreensível que tenha, primeiro, de ser controlada para poder garantir a segurança das pessoas que lá trabalham”.

A petrolífera Total anunciou hoje motivos de “força maior” para ter retirado todo o pessoal do norte de Moçambique, após o agravamento da violência armada de rebeldes, com o ataque a Palma, no dia 24 de março, junto ao projeto de gás.

A portuguesa Galp, a Kogas (Coreia do Sul) e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (Moçambique) detêm, cada uma, uma participação de 10% num consórcio de exploração e gás natural da Área 4 da bacia do Rovuma, ao largo da costa de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, liderado pela petrolífera italiana Eni e pela americana ExxonMobil.

DFI da ExxonMobil pode ser adiada até 2023, dizem analistas

A consultora Fitch Solutions considerou que a insegurança no Norte de Moçambique vai levar a petrolífera norte-americana ExxonMobil a adiar a Decisão Final de Investimento (DFI) para 2023, dificultando o crescimento económico do país africano.

“Devido à actividade militante persistente e à incerteza relativamente ao financiamento do projecto, estamos céticos sobre o projecto Rovuma LNG, da ExxonMobil, começar a dar frutos a curto prazo, e consequentemente não antevemos uma DFI até 2023, com os riscos a tenderem para o lado negativo”, dizem os analistas.

Num comentário à situação de insegurança vivida na província de Cabo Delgado, os analistas desta consultora salientam que, “apesar de a insurgência no país continuar a ameaçar o desenvolvimento do sector de gás natural liquefeito, os três projectos planeados para o país deverão entrar em funcionamento, apesar dos riscos”.

Sobre o projecto da Total, um investimento de 20 mil milhões de euros perto de Palma, a vila atacada em 24 de Março, a Fitch Solutions espera que a petrolífera francesa retome as obras tão cedo quanto possível, mas alerta que este projeto da Área 1 “sofre de riscos cada vez maiores face aos prazos iniciais se a desmobilização for prolongada”.

Nem tudo está perdido

Ainda assim, os consultores consideram que os projectos vão concretizar-se, antecipando uma aceleração do crescimento económico a partir do próximo ano, ligado ao funcionamento da estrutura ao largo da costa, operada pela Eni, que fará as exportações de gás subirem para 1,3 mil milhões de metros cúbicos em 2022 e 4,6 mil milhões de metros cúbicos no ano seguinte.

“Consequentemente, Moçambique deverá ter das maiores taxas de crescimento da África subsaariana, com expansões de 5.2% e 7.7% em 2022 e 2023”, apontam os analistas.

No comentário aos últimos desenvolvimentos na província de Cabo Delgado, a Fitch Solutions escreve ainda que a perspectiva de segurança a longo prazo depende da resposta do Governo.

“O alargamento e a frequência dos ataques sugere que o conflito está a tornar-se cada vez mais sofisticado e afasta-se daquilo que Moçambique é capaz de resolver sozinho”, apontam, salientando que “sem uma ajuda de segurança regional e externa, juntamente com esforços a longo prazo para aumentar o desenvolvimento inclusivo e apoio às comunidades afetadas, parando a radicalização, é improvável que as ameaças terroristas se desvaneçam a curto praz”.

Grupos armados aterrorizam Cabo Delgado desde 2017, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo terrorista Estado Islâmico. O mais recente ataque foi feito em 24 de Março contra a vila de Palma, provocando dezenas de mortos e feridos, e consequentemente a paralisação das actividades da petrolífera Total.

Estado supera meta de arrecadação de impostos em 2020

Estado moçambicano arrecadou 235.70 mil milhões de meticais em cobrança de impostos, contra os 214 mil milhões previstos no orçamento rectificativo de 2020.

O orçamento de receitas do ano passado, que era inicialmente 244 mil milhões de meticais, sofreu alterações devido ao impacto dos ciclones Idai e Kenneth e a COVID-19, de acordo com o director geral do Gabinete de Planeamento Estudos e Cooperação Internacional da Autoridade Tributária, Augusto Tacarindua.

Assim sendo, o orçamento sofreu duas alterações até fixar a meta em 214 mil milhões, que foi superada em 10% no ano passado.

INP anuncia paralisação das actividades em Afungi

O Ministério dos Recursos Minerais e Energia, através do Instituto Nacional do Petróleo (INP), anunciou, hoje, 26 Abril, a paralisação parcial das actividades do projecto LNG, da Total E&P Moçambique Área 1, Offshore da Bacia do Rovuma, devido a insegurança causada pela insegurança em Afungi.

Em comunicado, o INP informa que, “com a interrupção das operações, a Total não poderá, durante este tempo, cumprir  com as obrigações contratualmente assumidas  e poderá vir a suspender ou rescindir mais contratos com outros prestadores de bens e/ou serviços, dependendo do tempo que pode durar”.

A Petrolífera Francesa, declarou junto aos parceiros, força maior com vista a mitigar os efeitos negativos decorrentes da aplicação de contratos e custos em bens e serviços que não podem ser prestados ou utilizados durante este período em que as atividades estão suspensas, facto que teria efeitos negativos no custo global do projecto.

O projecto de Gás Natural Liquefeito “ Projecto LNG Golfinho/Atum(Mozambique LNG)”, vai  ser implementado a partir de uma plataforma em terra, num investimento de USD 20 bilhões, para viabilizar a exploração de 13,12 tcf de gás natural recuperável , num período de 25 anos e gerar lucros  directos de  na ordem  dos USD 60,8 bilhões  dos quais cerca de USD 30,9 bilhões para o estado durante 25 anos, refere o INP.

Consta ainda do comunicado que, ”todas as atividades de campo tais como a construção das infraestruturas do projeto Golfinho/atum estão temporariamente suspensas, mas com com isso não significa abandono do projecto, mas serão retomadas assim que a situação de segurança for reposta, para assegurar a integridade física e segurança dos trabalhadores, bem como a proteção destas infraestruturas”. 

Apesar desta suspensão, a Total mantém os trabalhos necessários nos seus escritórios, enquanto analisa o real impacto da situação do cronograma de implementação  do projecto, das actividades de financiamento e posição dos financiadores, com a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) e com o governo.

Com o investimento da Total, prevê-se também, a disponibilização de  de USD 2,5 bilhões para as despesas relacionadas com a contratação de bens e serviços a serem fornecidos  por empresas moçambicanas ao projecto de GNL, durante a fase da contratação da planta para além das oportunidades de emprego e treinamento para cidadãos nacionais.

A Total E&P Moçambique Área 1 Moçambique Área 1 Limitada, a maior investidora, com  com 26,5% de interesse  participativo, seguido da Mitsui E&P Moçambique Área 1 Limited, com (20%).

A petrolífera francesa também anunciou, hoje na sua página oficial, a paralisação das atividades em Afungi.

Novas medidas de contenção vão dinamizar a economia de Moçambique

Depois de avaliada a situação epidemiológica, bem como os possíveis riscos, de contaminação da Covid 19, o Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, falou ontem no actual brief à nação e decidiu manter todasas medidas do decreto de 06 do mês em curso, com  a excepção de algumas actividades comerciais, como forma de dinamizar a economia.

Constam destas novas medidas, a abertura de Casinos, Museus, Teatros, Cinemas, Auditórios, Galerias, Centros comerciais, não podendo exceder 40% da sua capacidade  e observando o protocolo sanitário.

Também decidiu pela abertura de ginásios da classe A e B, sem exceder 15% da capacidade máxima. A abertura de piscinas só será possível nos estabelecimentos hoteleiros, mas somente para uso exclusivo  dos hóspedes.

Faz parte da decisão do PR, o alargamento do funcionamento das padarias e pastelarias que vai das 05h00 às 20h00, enquanto que o funcionamento dos centros comerciais passa a ser das 9h00 às 19h00, de segunda a sábado e das 9h00 às 18h00 aos domingos e feriados.

As novas medidas entram em vigor às 0h00 de 27 de Abril, durante 30 dias.

 

Fábrica adquire excedentes de arroz em Chókwè

Na semana passada, produtores de arroz apoiados pelo Projecto SUSTENTA, no Regadio do Distrito de Chókwè, reclamaram da falta de mercado para a comercialização de toneladas daquele cereal.

Trata-se, de mulheres da Associação Ahikhomeni Vavasati, que incrementaram a produção de arroz numa área de  71 hectares, no entanto não tinham acesso ao mercado.

O problema já passou para o passado, segundo anunciou o ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, na sessão de respostas às perguntas formuladas ao Governo pelos deputados da Assembleia da República. 

A solução encontrada passa pela aquisição de todos os excedentes de arroz, pela fábrica de processamento pertencente ao Complexo Agroindustrial do Chókwè, uma unidade fabril que estava inoperacional há mais de três anos.

 “A fábrica de processamento de arroz CAIC (Complexo Agro-industrial do Chókwè) voltou a operar, sendo que irá absorver toda a produção de arroz do distrito de Chókwè”, esclarece Correia.

Na sua intervenção no parlamento, Correia falou ainda do sucesso da primeira campanha agrícola, que teve uma contribuição significativa do programa SUSTENTA, cujos resultados também se verificam na melhoria das comunidades envolvidas.

Celso Correia falou ainda dos ganhos que o projecto SUSTENTA já trouxe, sete meses após o lançamento e apelou ao combate daquilo que chama de negativismo em relação à agricultura. “Temos que acreditar e valorizar as nossas conquistas”, defende o ministro, para quem “o negativismo que se tenta transmitir à prática da agricultura deve ser combatido”.

Como sabem, a nossa base produtiva familiar está envelhecida e o sucesso da agricultura passa, assim, pela adopção de políticas que vão muito além do que as sectoriais

Neste momento, a CAIC está a comprar o arroz a 17,5 meticais à porta da machamba, contra os 14,5 meticais da campanha passada.

Moçambique e Zâmbia firmam parceria para o Porto da Beira

Com o objectivo de efectuar levantamento, sistematizar e estabelecer mecanismos para a resolução dos problemas que afectam os operadores rodoviários zambianos que usam o corredor, nos dias 20 e 22 do mês em curso, os ministros moçambicanos e zambianos visitaram o Porto da Beira. 

No decurso da visita, equipas técnicas dos dois países trabalharam com os gestores e demais prestadores de serviços portuários, desembaraço de mercadorias e transportadores rodoviários do Corredor da Beira. 

“A delegação zambiana assistiu, no Porto da Beira, às operações portuárias, bem como o trabalho que está a ser feito para melhorar a qualidade dos serviços prestados aos utentes daquele porto, incluindo a Zâmbia”, refere um comunicado da instituição. 

No âmbito desta visita, foi também reafirmado o comprometimento mútuo de Moçambique e Zâmbia em continuar a trabalhar para a melhoria da qualidade do serviço de logística prestados por Moçambique no Corredor da Beira, particularmente no transporte de combustíveis líquidos para a Zâmbia. 

A Zâmbia é responsável por cerca de 18% dos combustíveis em trânsito e cerca de 19% da carga diversa manuseada no Porto da Beira

Entrevista com Dra. Liliana Catoja – Millennium bim

Falamos com a Dra. Liliana Catoja Administradora Executiva do Millennium bim sobre os desafios e oportunidades do financiamento às empresas.

Nesta conversa exclusiva para o Profile, além da sua perspectiva sobre o tema, ficamos ainda a conhecer as linhas de crédito existentes para diferentes empresários nacionais, bem como da importância destes serviços para alavancar a economia.

Quais os principais objectivos do Millennium Bim em relação ao sector empresarial?

O Millennium bim nasceu para servir os moçambicanos em todos os momentos.
Enquanto Banco estamos comprometidos com o desenvolvimento do tecido empresarial, através do fomento ao negócio.

Proporcionamos aos moçambicanos, às empresas os aos seus recursos as melhores soluções bancárias para as diversas actividades económicas em prol do desenvolvimento do país.

artigo banca

Qual a importância dos serviços financeiros para impulsionar a economia nacional e para o desenvolvimento do país?

Temos consciência que o acesso a serviços financeiros bancários, assim como ao crédito, são determinantes na promoção da capacidade de produção da economia nacional.

Este é um factor crítico de redução de iniquidades sociais e elemento essencial no processo de desenvolvimento socioeconómico de Moçambique.

Há 25 anos que o Millennium bim tem apoiado o tecido empresarial, maioritariamente composto por Pequenas e Médias Empresas (PME), posicionando-se um parceiro financeiro de referência do sector privado nacional. E esta realidade é ainda mais significativa quando pensamos nas PME que não têm condições de acesso aos mercados de capitais.

A nossa posição confortável de balanço, robustez de capital, aliado a uma cultura de gestão de risco e transparência, permitem-nos disponibilizar aos Clientes, soluções que se destacam pela rapidez, flexibilidade e inovação.

Em função da especificidade do Cliente, o Millennium bim, presta serviços de assessoria, de estruturação e montagem de financiamentos, com o principal objectivo a criação de valor para os seus Clientes.

Como se posiciona o Millennium bim relativamente ao apoio às empresas e mais concretamente ao nível do financiamento?

Enquanto agentes activos na dinamização do ecossistema empresarial, o Millennium bim tem o maior interesse em apoiar as empresas, para o alargamento da base produtiva e redução de iniquidades sociais.

Desta forma, dispomos de um pacote diversificado de produtos e serviços flexíveis ajustados às necessidades das Pequenas e Médias Empresas moçambicanas, nos seus diferentes contextos e geografias dentro do território nacional.

E de que forma o Millennium bim ajustou à situação crise da pandemia COVID 19? Desde que a pandemia da Covid-19 eclodiu, o Millennium bim adoptou medidas de alívio às necessidades de liquidez dos seus Clientes.

Criámos moratórias no pagamento das obrigações de crédito, ou seja, adiámos o pagamento dos juros e do capital, nalguns casos, com o objectivo de dar liquidez às empresas nesta fase difícil.

No cenário actual de crise económica, muitas empresas necessitam de apoio para simplesmente manter as suas actividades ou pagar aos seus funcionários. Que tipo de financiamentos podem as empresas encontrar no Millennium bim, para fazer face a este momento económico?

Temos disponível a Linha de Crédito FECOP (Fundo Empresarial da Cooperação Portuguesa) com uma tranche para Empresas, destinada ao financiamento de projectos de investimento e operações de apoio à tesouraria de Micro, Pequenas e Médias Empresas, Associações ou Cooperativas de produtores no território moçambicano.

Esta linha foi criada no âmbito da cooperação entre o Governo da República Portuguesa, Governo da República de Moçambique, representado pelo IPEME – Instituto de Pequenas e Médias Empresas, e a Associação Moçambicana de Bancos tendo como objectivo contribuir positivamente para a melhoria da produtividade dos vários sectores empresariais, impulsionando a economia do país.

Liliana

Ainda sobre a linha de crédito FECOP temos a tranche Calamidades, com o valor máximo a financiar em operações de apoio à tesouraria de MZN 3.4 milhões e MZN 6.8 milhões destinada a financiar projectos de investimentos e operações de apoio à tesouraria de Micro, Pequenas e Médias empresas moçambicanas, nas regiões afectadas pelas calamidades naturais decretadas pelo Governo.

Esta tranche abrange também todas empresas afectadas pelo impacto da Covid-19. São elegíveis todas as empresas e Projectos que cumpram com satisfação, cumulativamente, todos os requisitos administrativos, fiscais e de gestão transparente.

Existem financiamentos disponíveis especificamente para diferentes sectores?

O Millennium bim tem uma linha de financiamento no valor de EUR 5.2 milhões, para crédito agrícola bonificado, através de um acordo com o Banco Alemão de Desenvolvimento KFW.

Esta linha de financiamento é elegível para as seguintes atividades: Agricultura de culturas temporárias e permanentes, com excepção tabaco; culturas de materiais de propagação vegetativa (viveiros); Produção Animal; Agricultura e Produção Animal Combinadas; Actividades dos serviços relacionados com a agricultura e com a produção animal, excepto serviços de veterinária; Aquacultura.

Por outro lado, ainda no âmbito da parceria com o Banco Alemão de Desenvolvimento KFW disponibilizamos uma linha de financiamento no valor de EUR 4.5 milhões, com o valor máximo a financiar por operação de MZN 10 milhões, com prazos entre 2 a 5 anos, destinada a apoiar as Micro, Pequenas e Médias Empresas.

A indústria é vista como um potencial impulsionador da economia qual a vossa perspectiva em relação ao fortalecimento desse sector?

O nosso apoio também é extensivo às Indústrias, onde disponibilizamos em parceria com a AIMO, uma Linha de Crédito com valor máximo de apoio à tesouraria de MZN 30 milhões e MZN 50 milhões no apoio ao investimento.

Esta linha de financiamento é destinada a apoiar o desenvolvimento de projectos industriais e cadeias de valor de Pequenas e Médias Empresas integradas na AIMO, clientes actuais e potenciais do Mbim, priorizando-se Indústrias de bens alimentares, transformadora, têxtil, mineira e extractiva, metalúrgica, energia, petróleo e gás.

Para este Financiamento são elegíveis empresas que satisfaçam, cumulativamente, os requisitos seguintes: Localização (sede social) em território nacional; Actividade enquadrada na produção industrial; Sem incidentes junto do Mbim e do Sistema Bancário Nacional; Ter a situação regularizada junto da Administração Fiscal e da Segurança Social; Situação líquida positiva no último balanço aprovado ou em balanço intercalar, até à data da respectiva candidatura.

Empresas com situação líquida negativa no último balanço aprovado, poderão aceder à linha, caso apresentem esta situação regularizada em balanço intercalar, até à data da respectiva candidatura.

Há cada vez mais a noção da importância da participação da Mulher no desenvolvimento empresarial e no empreendedorismo em Moçambique. Para além dos financiamentos a empresas existe algum em particular para as empresárias nacionais?

O Millennium bim criou a Linha de Crédito Mulher Empreendedora, destinada a apoiar as actividades relacionadas com empreendedorismo feminino, com utilização dos fundos da

Linha de crédito KFW, facultando deste modo uma taxa de juro bonificada. Esta linha tem como objectivo impulsionar o crescimento e valorização da mulher moçambicana através do seu envolvimento em actividades económicas que contribuam para o crescimento da economia.

Ainda para este segmento de clientes disponibilizamos o Plano Poupança Mulher, um depósito a prazo criado para todas as Mulheres que pretendam rentabilizar as suas poupanças.

O Plano Poupança confere acesso automático a um Crédito Mulher, por um período de 1 ano, no montante de até 80% do valor da poupança a uma taxa de juro indexada a PRSF com o spread de +2,5%.

O Plano Poupança Mulher faz parte do pacote Solução Mulher, que inclui o Cartão Mulher com os seguintes benefícios: Efectuar compras (incluindo e-commerce) e levantamentos em qualquer parte do mundo e todas as operações disponibilizadas pelo Millennium BIM na sua rede de ATM; Dá acesso a um Seguro de Saúde com cobertura das seguintes despesas: Tratamento relacionadas com o Cancro da Mama; Tratamento relacionadas com o Cancro do Colo do Útero; Relacionadas com o Parto.

As PMEs são a mais importante fatia do tecido empresarial de um país. Qual a relação que o Banco tem estabelecido com este segmento de empresas?

A proximidade e confiança entre o Millennium bim e as PME é também firmada, por um lado, pelo Programa MLíder através do qual promove-se um encontro de reconhecimento das melhores empresas, avaliando-se a boa gestão, o equilíbrio financeiro, bem como o seu contributo para o crescimento e desenvolvimento sustentado da economia de nacional.

Por outro lado, através da plataforma “Negócios do Millennium”, o Banco organiza encontros empresariais com o objectivo de fomentar a partilha de experiências e debate entre os principais intervenientes do ecossistema empresarial.

Portanto, somos um banco de mão dada às PME.

Em termos de inovações para pagamentos, vendas a retalho, lojas, mobille e online, como o Millennium bim têm acompanhado esta evolução?

No contexto da transformação digital, dispomos dos melhores serviços mobile do sistema financeiro nacional. Criámos a funcionalidade IZI e passamos a disponibilizar este aplicativo, seguro e de fácil utilização, nas plataformas de WhatsApp e Facebook, investindo ainda mais na proximidade e engajamento com o mercado e com os Clientes.

O IZI é actualmente a melhor ferramenta de diferenciação e constitui uma verdadeira alavanca moderna para o sector do agronegócio na interacção com o seu público de interesse.

Criámos o aplicativo Netshop, destinado também para o tecido empresarial. Aqui, as Empresas têm a oportunidade de comercializar os seus produtos e serviços via online, de forma simples, rápida e segura. Esta funcionalidade permite que os Clientes dessas empresas possam realizar um conjunto de compras e efectuar outras transacções comerciais com recurso aos cartões VISA e Mastercard, com toda a segurança.

Por outro lado, oferece maior flexibilidade na aquisição de bens e serviços, a qualquer hora e em qualquer lugar, impulsionando o processo de vendas.

E quanto ao futuro? Quais as perspectivas definidas pelo Banco para os próximos anos?

Somos o maior Banco de Moçambique e isso acresce a nossa responsabilidade e compromisso com os moçambicanos. Por isso, vamos continuar a trabalhar para oferecer aos nossos clientes soluções integradas, de produtos e serviços bancários que respondam melhor às suas necessidades, dando especial atenção ao uso de canais digitais.

O nosso foco continuará orientado na materialização de iniciativas estratégicas , tendo em vista a recuperação do sector empresarial, que foi severamente afectado pela crise

associada à pandemia da COVID-19, por forma a promover um ambiente de negócios próspero, dinâmico, inovador, competitivo e inclusivo.