Monday, April 13, 2026
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Moçambique e Argélia pretendem estabelecer parceria para o desenvolvimento do sector energético

Energia

Uma delegação moçambicana liderada pelo ministro da Economia e Finanças, Max Tonela, está a realizar uma visita oficial de seis dias (de 26 a 31 de Maio) à República da Argélia. O objectivo principal desta visita é explorar as oportunidades de cooperação no sector energético entre os dois países, construindo sobre os acordos alcançados durante a estadia do chefe do Estado, Filipe Nyusi, na Argélia, em Fevereiro passado.

Segundo um comunicado divulgado nesta Terça-feira, 28 de Maio, pelo Club of Mozambique, a delegação moçambicana foi recebida em audiência pelo ministro da Energia e Minas da Argélia, Mohamed Arkab. Durante o encontro, Arkab enfatizou que esta reunião representa um passo significativo para promover relações bilaterais mais fortes e estimular interesses económicos conjuntos.

Durante os próximos dias, empresários e governantes de ambas as nações irão discutir e desenvolver parcerias no sector energético, seguindo o memorando de entendimento assinado em Fevereiro. Espera-se que a visita inclua discussões de alto nível e visitas locais às principais instalações energéticas e industriais, facilitando uma compreensão abrangente de potenciais empreendimentos colaborativos.

“A Argélia pretende expandir suas parcerias internacionais e alavancar a área da energia para impulsionar o desenvolvimento económico. Moçambique, com seu crescente setor energético e potencial económico, é visto como um parceiro estratégico neste esforço”, ressaltou o comunicado.

Esta iniciativa representa um marco importante na cooperação bilateral entre Moçambique e Argélia, com o potencial de impulsionar o desenvolvimento económico de ambos os países através de parcerias no sector energético.

Venda da Galp na área 4 da bacia do rovuma pode impactar parceiros do projecto, revela MIREME

Mireme

O Ministério dos Recursos Minerais e Energia de Moçambique (MIREME) anunciou que os parceiros da Área 4 da Bacia do Rovuma, ao largo da costa da província de Cabo Delgado, podem passar por mudanças, após a decisão da empresa portuguesa de petróleo e gás Galp de vender sua posição para a petrolífera dos Emirados Árabes Unidos, ADNOC, no consórcio de exploração de gás natural.

Segundo a Agência de Informação de Moçambique, a Galp chegou a um acordo com a ADNOC para vender sua posição por cerca de 41,1 mil milhões de meticais (650,7 milhões de dólares) no consórcio de gás natural da Área 4.

O comunicado do Ministério esclarece que esta transacção está sujeita à aprovação dos parceiros da Área 4 e do Governo, que calculará as respectivas mais-valias de acordo com a legislação em vigor.

A imprensa portuguesa relata que a Galp tomou a decisão de vender suas acções em Moçambique para investir na Namíbia, visando melhorar sua posição negocial com futuros parceiros e reduzir o risco associado ao terrorismo islâmico em Cabo Delgado.

Na Área 4 da Bacia do Rovuma, o gás natural liquefeito (GNL) é produzido e exportado desde 2022 através do Projecto Coral Sul FLNG (Floating Liquefied Natural Gas). Os parceiros desta área demonstraram interesse recentemente em desenvolver o Projecto Coral Norte FLNG, uma réplica do Coral Sul, actualmente em processo de avaliação e aprovação pelo Governo.

Galp’s sale in area 4 of the rovuma basin could impact project partners, reveals MIREME

Mireme

Mozambique’s Ministry of Mineral Resources and Energy (MIREME) has announced that the partners in Area 4 of the Rovuma Basin, off the coast of Cabo Delgado province, may undergo changes following the decision by Portuguese oil and gas company Galp to sell its position to the United Arab Emirates oil company ADNOC in the natural gas exploration consortium.

According to the Mozambican Information Agency, Galp reached an agreement with ADNOC to sell its position for around 41.1 billion meticais (650.7 million dollars) in the Area 4 natural gas consortium.

The Ministry statement clarifies that this transaction is subject to the approval of the Area 4 partners and the Government, which will calculate the respective capital gains in accordance with the legislation in force.

The Portuguese press reports that Galp took the decision to sell its shares in Mozambique to invest in Namibia, with the aim of improving its negotiating position with future partners and reducing the risk associated with Islamic terrorism in Cabo Delgado.

In Area 4 of the Rovuma Basin, liquefied natural gas (LNG) has been produced and exported since 2022 through the Coral Sul FLNG (Floating Liquefied Natural Gas) Project. The partners in this area have recently shown interest in developing the Coral Norte FLNG Project, a replica of Coral Sul, which is currently being assessed and approved by the government.

Elthon Chemane: “A parceria entre ACLM e o Access Bank vai potenciar a produção de bens e serviços de origem local”

O Access Bank Mozambique e a Associação de Conteúdo Local de Moçambique (ACLM) assinaram um Memorando de Entendimento com o objectivo de desenvolver e fortalecer iniciativas que promovam o crescimento económico sustentável e a prosperidade das empresas moçambicanas.

Na ocasião, o Profile conversou com Elthon Chemane, Presidente da ACLM, confira a entrevista na íntegra.

Profile Mozambique: Esta assinatura do memorando de entendimento entre a Associação de Conteúdo Local de Moçambique (ACLM) e o Access Bank, que visa disponibilizar uma linha de financiamento para Pequenas e Médias Empresas (PMEs) no âmbito do conteúdo local em Moçambique, qual é a responsabilidade da ACLM neste programa?

Elthon Chemane: A ACLM, além de ser uma organização sem fins lucrativos, funciona como uma ferramenta essencial para apoiar o sector privado em diversas vertentes, incluindo megaprojectos de investimento, operadores, agentes económicos, instituições bancárias e outros sectores.

Com base no nosso conhecimento e experiência, o nosso objectivo é fazer com que os bancos aproximem a oferta da demanda. Embora os bancos comerciais tenham interesse e vontade de apoiar pequenas e médias empresas (PMEs), eles frequentemente desconhecem os riscos específicos de fazer negócios na indústria de Petróleo & Gás. Apesar de possuírem uma base teórica, falta-lhes a compreensão prática da realidade dessas empresas em Moçambique.

A ACLM colabora estreitamente com o Access Bank, uma instituição que possui uma vasta experiência internacional em apoiar ecossistemas de diversas cadeias de valor e oportunidades na indústria extractiva. Através dessa parceria, a ACLM actua para gerir tecnicamente a assimetria de informação entre as empresas com potencial de obter contratos e os bancos. Trabalhamos para flexibilizar os processos, garantindo que os bancos liberem os recursos financeiros necessários desde o início dos procedimentos burocráticos até a sua disponibilização.

Dada a dinâmica da indústria de Petróleo & Gás e o atraso no arranque dos projectos em Moçambique, é crucial que os bancos compreendam a necessidade de flexibilidade e apoio proativo. Quando os projedtos forem iniciados, será necessário agir com rapidez. Portanto, os bancos precisam posicionar-se ao lado das empresas, em vez de manter uma abordagem tradicional de banca comercial, para garantir o sucesso neste sector.

Em resumo, a ACLM não só apoia o scetor privado, mas também facilita a conexão entre empresas locais e instituições financeiras, promovendo um ambiente mais adaptado às necessidades específicas da indústria de Petróleo & Gás em Moçambique.

PM: E como é que está o país neste momento em termos de introdução ao conteúdo local aos megaprojectos?

EC: O termo “conteúdo local” tornou-se uma expressão atraente e amplamente utilizada, mas carece de definições precisas, resultando em muitas perspectivas divergentes. Além disso, a discussão sobre o conteúdo local tornou-se politizada, embora devesse ser um tema técnico decidido em um nível político. Essa politização gera narrativas confusas que dificultam a compreensão clara do conceito pelas empresas, prejudicando sua capacidade de entender e actuar na indústria.

A falta de clareza e a politização do conteúdo local resultam em um cenário onde há muitas críticas, mas poucas soluções concretas. Essa situação cria um desafio significativo para o sector privado, que luta para entender como operar eficazmente dentro da indústria e como alinhar suas práticas com os requisitos de conteúdo local.

PM: A concentração de recursos e atenção nos megaprojectos da indústria de Oil & Gas pode trazer uma série de riscos que precisam ser geridos cuidadosamente para assegurar um desenvolvimento sustentável e inclusivo. Quais os riscos que podem advir desta concentração das massas nos grandes projectos?

EC: Moçambique enfrenta diversos desafios e oportunidades no sector de petróleo e gás, cuja instabilidade é uma característica intrínseca. O cenário global, com oscilações diárias nos preços do barril de petróleo, torna a indústria altamente volátil e sujeita a riscos internacionais que nenhum governo tem controle absoluto.

É fundamental reconhecer que, embora o sector de energia ofereça ganhos significativos, não podemos depender exclusivamente dele para impulsionar o crescimento económico. É necessário adoptar uma abordagem diversificada, investindo em outros sectores, como agricultura e turismo, para garantir um desenvolvimento equilibrado e sustentável.

Além de ser uma fonte de receita, a indústria de petróleo e gás deve ser vista como um meio de captar e reinvestir valor agregado em outros segmentos da economia. Ignorar essa necessidade de diversificação pode resultar em consequências adversas a longo prazo, uma vez que os recursos minerais são finitos e eventualmente se esgotarão.

Portanto, é imperativo que Moçambique adopte uma abordagem estratégica, priorizando não apenas o crescimento económico, mas também o bem-estar e a qualidade de vida de seus cidadãos. Somente assim poderemos garantir um crescimento económico sólido e sustentável que beneficie toda a população moçambicana.

PM: Com esta linha de financiamento disponível, a Associação de Conteúdo Local de Moçambique (ACLM) como pretende implementar estratégias para identificar e preparar Pequenas e Médias Empresas (PMEs) de forma a capacitá-las a participar e beneficiar desta linha de crédito?

EC: Um passo crucial para impulsionar o crescimento económico em torno dos megaprojectos é focar nas empresas moçambicanas que estão na linha de frente para aproveitar as oportunidades surgidas nessa indústria em expansão.

Embora seja do interesse apoiar a maioria das empresas moçambicanas, inicialmente direcionaremos nossos esforços para aquelas que estão mais próximas das oportunidades, aquelas que, teoricamente, são elegíveis para se beneficiar delas. Nosso objectivo imediato é colaborar com as empresas que já têm contratos e ordens de compra garantidas, pois compreendemos que ter uma oportunidade é apenas o primeiro passo – a execução eficaz é fundamental.

Assumimos o compromisso de orientar e capacitar essas empresas para que possam não apenas garantir as oportunidades que se apresentam, mas também executá-las com excelência. Nossa missão é ser um parceiro activo no sucesso dessas empresas, fornecendo o suporte necessário para que alcancem seu pleno potencial e contribuam significativamente para o crescimento e desenvolvimento económico de Moçambique.

Através dessa abordagem estratégica, estamos prontos para catalisar o crescimento empresarial e promover um ambiente de negócios vibrante e sustentável em torno dos megaprojectos em nosso país.

Conheça o Presidente da ACLM, seguindo a sua página do LinkedIN: Elthon Chemane

Elthon Chemane: “The partnership between ACLM and Access Bank will boost the production of locally sourced goods and services”

Access Bank Mozambique and the Local Content Association of Mozambique (ACLM) signed a Memorandum of Understanding with the aim of developing and strengthening initiatives that promote sustainable economic growth and the prosperity of Mozambican companies.

On the occasion, Profile spoke to Elthon Chemane, President of ACLM. Check out the full interview.

Profile Mozambique: This signing of the memorandum of understanding between the Local Content Association of Mozambique (ACLM) and Access Bank, which aims to provide a line of financing for Small and Medium Enterprises (SMEs) within the scope of local content in Mozambique, what is ACLM’s responsibility in this program?

Elthon Chemane: ACLM, as well as being a non-profit organization, acts as an essential tool to support the private sector in various ways, including investment megaprojects, operators, economic agents, banking institutions and other sectors.

Based on our knowledge and experience, our aim is to get banks to bring supply and demand closer together. Although commercial banks are interested in and willing to support small and medium-sized enterprises (SMEs), they are often unaware of the specific risks of doing business in the Oil & Gas industry. Although they have a theoretical basis, they lack a practical understanding of the reality of these companies in Mozambique.

ACLM collaborates closely with Access Bank, an institution that has extensive international experience in supporting ecosystems of diverse value chains and opportunities in the extractive industry. Through this partnership, ACLM acts to technically manage the asymmetry of information between companies with the potential to obtain contracts and banks. We work to make processes more flexible, ensuring that banks release the necessary financial resources from the start of the bureaucratic procedures until they are made available.

Given the dynamics of the Oil & Gas industry and the delay in getting projects off the ground in Mozambique, it is crucial that banks understand the need for flexibility and proactive support. Once projects are underway, it will be necessary to act quickly. Therefore, banks need to position themselves alongside companies, rather than maintaining a traditional commercial banking approach, to ensure success in this sector.

In short, ACLM not only supports the private sector, but also facilitates the connection between local companies and financial institutions, promoting an environment more adapted to the specific needs of the Oil & Gas industry in Mozambique.

PM: And how is the country doing at the moment in terms of introducing local content to megaprojects?

EC: The term “local content” has become an attractive and widely used expression, but it lacks precise definitions, resulting in many divergent perspectives. In addition, the discussion about local content has become politicized, even though it should be a technical issue decided at a political level. This politicization generates confusing narratives that make it difficult for companies to clearly understand the concept, hindering their ability to understand and act in the industry.

The lack of clarity and the politicization of local content result in a scenario where there is a lot of criticism but few concrete solutions. This situation creates a significant challenge for the private sector, which struggles to understand how to operate effectively within the industry and how to align its practices with local content requirements.

PM: The concentration of resources and attention on the Oil & Gas industry’s megaprojects can bring a series of risks that need to be managed carefully to ensure sustainable and inclusive development. What risks can arise from this concentration of the masses on major projects?

EC: Mozambique faces a number of challenges and opportunities in the oil and gas sector, whose instability is an intrinsic feature. The global scenario, with daily fluctuations in the price of a barrel of oil, makes the industry highly volatile and subject to international risks that no government has absolute control over.

It is essential to recognize that, although the energy sector offers significant gains, we cannot rely exclusively on it to drive economic growth. We need to adopt a diversified approach, investing in other sectors such as agriculture and tourism to ensure balanced and sustainable development.

As well as being a source of revenue, the oil and gas industry must be seen as a means of capturing and reinvesting added value in other segments of the economy. Ignoring this need for diversification could result in adverse long-term consequences, since mineral resources are finite and will eventually run out.

It is therefore imperative that Mozambique adopts a strategic approach, prioritizing not only economic growth, but also the well-being and quality of life of its citizens. Only in this way can we guarantee solid and sustainable economic growth that benefits the entire Mozambican population.

PM: With this line of financing available, how does the Local Content Association of Mozambique (ACLM) intend to implement strategies to identify and prepare Small and Medium-sized Enterprises (SMEs) in order to enable them to participate in and benefit from this line of credit?

EC: A crucial step in boosting economic growth around megaprojects is to focus on Mozambican companies that are at the forefront of taking advantage of the opportunities arising in this booming industry.

While it is in the interest of supporting the majority of Mozambican companies, we will initially direct our efforts towards those that are closest to the opportunities, those that are theoretically eligible to benefit from them. Our immediate aim is to collaborate with companies that already have contracts and purchase orders secured, as we understand that having an opportunity is only the first step – effective execution is key.

We are committed to guiding and empowering these companies so that they can not only secure the opportunities that present themselves, but also execute them with excellence. Our mission is to be an active partner in the success of these companies, providing the support they need to reach their full potential and contribute significantly to Mozambique’s economic growth and development.

Through this strategic approach, we are ready to catalyze business growth and promote a vibrant and sustainable business environment around the megaprojects in our country.

Get to know the President of ACLM by following his LinkedIN page: Elthon Chemane

FUNAE e GMNK firmam parceria para electrificar as comunidades em Tete

Energia

O Fundo de Energia, EP (FUNAE) e o Gabinete de Implementação do Projecto Hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa (GMNK) selaram recentemente um protocolo de cooperação com o objetivo de electrificar comunidades na área do projecto, localizada na província de Tete. Segundo comunicado divulgado, o acordo visa impulsionar o desenvolvimento económico local e reduzir as disparidades no acesso à energia.

No âmbito do protocolo, ambas as entidades comprometem-se a implementar mini-redes e sistemas solares residenciais e públicos em regiões remotas, actualmente não conectadas à rede nacional de energia. O acordo contempla a criação de microssistemas energéticos baseados em fontes renováveis para fornecer electricidade às comunidades afectadas.

Além da instalação de infra-estruturas, o protocolo inclui a capacitação de técnicos locais para operação e manutenção dos sistemas, garantindo sua sustentabilidade a longo prazo. As áreas de coordenação também abrangem acesso a financiamento, pesquisa e desenvolvimento, além de políticas e regulamentações apropriadas.

A conscientização e o envolvimento das comunidades sobre os benefícios da electrificação descentralizada são aspectos-chave do acordo, visando estimular a participação activa e o apoio das populações locais.

A cerimónia de assinatura do protocolo ocorreu durante o 9º Conselho Coordenador do Ministério dos Recursos Minerais e Energia, em Mossuril, província de Nampula, com a presença da presidente do conselho de administração do FUNAE, Isália Munguambe Dimene, e do diretor-geral do GMNK, Carlos Yum.

Este protocolo é uma componente do Programa de Desenvolvimento Social (PDS) do GMNK, que visa atender às necessidades urgentes das comunidades na área do projeto, melhorando os indicadores de desenvolvimento humano e social por meio de intervenções nas áreas de energia, água, saúde e educação.

Para desenvolver o PDS, foi realizada uma análise detalhada das necessidades das comunidades, avaliando a situação socioeconómica e o estado das infra-estruturas existentes. Este processo envolveu mais de 1800 entrevistas com membros da comunidade, grupos focais com líderes locais e entrevistas com autoridades governamentais e serviços distritais.

Com um custo estimado de 283,5 mil milhões de meticais (4,5 mil milhões de dólares), o projecto inclui o desenvolvimento de uma barragem, uma central hidroeléctrica com capacidade de até 1500 megawatts e uma linha de transmissão de energia eléctrica em alta tensão de 1300 km. A conclusão do empreendimento está prevista para 2031.

FUNAE and GMNK sign partnership to electrify communities in Tete

Energia

Fundo de Energia, EP (FUNAE) and the Mphanda Nkuwa Hydroelectric Project Implementation Office (GMNK) recently signed a cooperation agreement with the aim of electrifying communities in the project area, located in Tete province. According to a press release, the agreement aims to boost local economic development and reduce disparities in access to energy.

Under the protocol, both entities undertake to implement mini-grids and residential and public solar systems in remote regions that are currently not connected to the national energy grid. The agreement includes the creation of energy micro-systems based on renewable sources to supply electricity to the affected communities.

As well as installing infrastructure, the protocol includes training local technicians to operate and maintain the systems, ensuring their long-term sustainability. The areas of coordination also cover access to funding, research and development, as well as appropriate policies and regulations.

Raising awareness and involving communities in the benefits of decentralized electrification are key aspects of the agreement, aimed at stimulating the active participation and support of local populations.

The protocol signing ceremony took place during the 9th Coordinating Council of the Ministry of Mineral Resources and Energy, in Mossuril, Nampula province, in the presence of the chairperson of FUNAE’s board of directors, Isália Munguambe Dimene, and the general director of GMNK, Carlos Yum.

This protocol is a component of the GMNK’s Social Development Program (PDS), which aims to meet the urgent needs of the communities in the project area, improving human and social development indicators through interventions in the areas of energy, water, health and education.

To develop the PDS, a detailed analysis of the needs of the communities was carried out, assessing the socio-economic situation and the state of the existing infrastructure. This process involved more than 1,800 interviews with community members, focus groups with local leaders and interviews with government authorities and district services.

With an estimated cost of 283.5 billion meticais (4.5 billion dollars), the project includes the development of a dam, a hydroelectric power station with a capacity of up to 1500 megawatts and a 1300 km high voltage electricity transmission line. The project is scheduled for completion in 2031.

Banco de Moçambique reduz taxa de juro para 15%

Taxa de Juros

O Banco de Moçambique anunciou a redução da sua principal taxa de juro, conhecida como taxa MIMO, de 15,75% para 15%. A decisão foi comunicada pelo governador do banco central, Rogério Zandamela, durante a apresentação das medidas adoptadas pelo regulador financeiro.

A justificativa para essa redução baseia-se na perspectiva de que a inflação permanecerá em um dígito no médio prazo. Zandamela afirmou que a avaliação dos riscos e incertezas associados às projecções permanece favorável, além de destacar a estabilidade do sistema financeiro nacional.

No contexto económico actual, a inflação anual registou 3,3% em Abril de 2024, após marcar 3% em Março. A inflação subjacente, que exclui frutas, vegetais e bens com preços administrados, permaneceu estável. Esses indicadores reforçam a expectativa de uma inflação em um dígito no médio prazo.

Zandamela ressaltou a solidez do sector bancário, destacando um rácio de solvabilidade de 25,1% em Março, acima do mínimo regulamentar de 12%, e um rácio de liquidez de 43,6%, também superior ao nível regulamentar de 25%. O teste de esforço de solvência mostrou que o sector bancário possui reservas de capital suficientes para enfrentar potenciais perdas.

Quanto ao risco sistémico, que avalia o potencial efeito de contágio decorrente de perturbações no sistema bancário, Zandamela o considerou moderado. Esse comportamento reflete a recuperação gradual da actividade económica, a estabilidade do metical e a recente evolução da inflação.

O Banco Central continuará com o processo de normalização da taxa MIMO no médio prazo, ajustando o ritmo e a magnitude conforme as perspectivas da inflação e a avaliação dos riscos subjacentes. A próxima reunião do Comité de Política Monetária está agendada para 31 de Julho de 2024.

Bank of Mozambique cuts interest rate to 15%

Taxa de Juros

The Bank of Mozambique announced the reduction of its main interest rate, known as the MIMO rate, from 15.75% to 15%. The decision was announced by the governor of the central bank, Rogério Zandamela, during the presentation of the measures adopted by the financial regulator.

The justification for this reduction is based on the prospect that inflation will remain in single digits in the medium term. Zandamela said that the assessment of the risks and uncertainties associated with the projections remains favorable, as well as highlighting the stability of the national financial system.

In the current economic context, annual inflation registered 3.3% in April 2024, after marking 3% in March. Underlying inflation, which excludes fruit, vegetables and goods with administered prices, remained stable. These indicators reinforce the expectation of single-digit inflation in the medium term.

Zandamela emphasized the solidity of the banking sector, highlighting a solvency ratio of 25.1% in March, above the regulatory minimum of 12%, and a liquidity ratio of 43.6%, also above the regulatory level of 25%. The solvency stress test showed that the banking sector has sufficient capital reserves to cope with potential losses.

As for systemic risk, which assesses the potential contagion effect resulting from disturbances in the banking system, Zandamela considered it to be moderate. This reflects the gradual recovery of economic activity, the stability of the metical and the recent evolution of inflation.

The Central Bank will continue with the process of normalizing the MIMO rate over the medium term, adjusting the pace and magnitude according to the inflation outlook and the assessment of underlying risks. The next meeting of the Monetary Policy Committee is scheduled for July 31, 2024.

A CNOOC expande operações em Moçambique com novos contratos offshore

GAS

A China National Offshore Oil Corporation (CNOOC), multinacional líder no sector petrolífero, consolidou sua presença em Moçambique com a aquisição de cinco blocos offshore ao largo da costa do país. O acordo, formalizado nesta Quinta-feira, 23 de Maio, através de um documento assinado com o Governo de Moçambique, representa um passo significativo no fortalecimento das relações bilaterais e no desenvolvimento do sector de energia do país africano.

Os blocos de exploração e produção de petróleo, localizados nas bacias sedimentares de Angoche e Save nas regiões Norte e centro de Moçambique, oferecem à CNOOC uma oportunidade estratégica para realizar actividades de pesquisa e produção em áreas de águas profundas. O Ministro dos Recursos Minerais e Energia, Carlos Zacarias, destacou a importância desse marco, ressaltando que o contrato permitirá à CNOOC explorar novos recursos petrolíferos, contribuindo assim para o crescimento económico do país.

Zacarias expressou optimismo em relação aos resultados das futuras pesquisas, enfatizando que esta parceria fortalece os laços entre Moçambique e China no cenário energético global. Por sua vez, o presidente do Instituto Nacional de Petróleo (INP), Nazário Bangalane, sublinhou que a CNOOC tem agora oito anos para realizar actividades de pesquisa, com o contrato sujeito a revisão em caso de falta de descoberta de petróleo ou gás.

Este acordo marca mais um avanço nos esforços do Governo de Moçambique para impulsionar o sector energético do país e atrair investimentos estrangeiros. Com uma crescente demanda por energia e recursos naturais, Moçambique tem se tornado um destino atraente para empresas petrolíferas internacionais em busca de oportunidades de exploração e produção.

A CNOOC, que já tem histórico de colaboração em Moçambique, incluindo um acordo de longo prazo para a compra e venda de gás natural liquefeito (GNL) do projecto onshore na Área 1 da bacia do Rovuma, reafirma seu compromisso com o país e seu interesse em expandir suas reservas e produção de petróleo.

Com este novo contrato, Moçambique continua a afirmar seu papel como um dos principais destinos para investimentos no sector energético, aproveitando seu vasto potencial de recursos naturais e sua localização estratégica na costa leste da África.