Monday, September 28, 2026
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Saiba mais sobre os investimentos da Vodacom para a expansão da conectividade para as áreas rurais 

A Vodacom tem como um dos seus objectivos estratégicos, alcançar a cobertura total de Moçambique com sinal rede de qualidade e internet mais rápida do mercado.

Profile Mozambique: Que acções é que a empresa está a desencadear para o alcance desse objectivo?

Vodacom Moçambique: A expansão de cobertura de rede para todo o território Nacional, em especial para as zonas rurais, tem sido um dos principais objectivos da Vodacom ao longo dos seus 20 anos de existência. Temos consciência de que as zonas rurais são aquleas  desprovidas de maior parte de infrastruturas que servem de suporte para qualquer projecto de desenvolvimento, e onde o poder de aquisição das populações é  reduzido, porém, é imprescendível que estas populações estejam conectadas à rede nacional de comunicações, o que traz consigo a possibilidade de benficiarem de serviços financeiros através da plataforma mpesa.

Nos últimos dois anos, a Vodacom investiu na expansão de rede em cerca de 300 novas estações nas zonas rurais, distribuidas por todas as Provicias e abragendo  mais de 200 Postos Administrativos. 40% das estações foram implementadas nas Províncias de Nampula e Zambezia, que como é sabido, são as províncias mais populosas do nosso País.

PM: Quais são as zonas mais críticas em termos de (fraca) cobertura de rede”?

VM: Moçambique é um País extenso, pelo que o desafio de estender a cobertura de rede ainda existe, de um modo geral, nas zonas rurais e fora dos centros urbanos. Neste aspecto, continuamos com um défice de cobertura assinalável em vários distritos da Província de Cabo Delgado, onde por motivos associados à segurança, não conseguimos orientar o investimento para esta região. Notamos da mesma forma, que as Províncias de Zambézia, Tete e Nampula, bem como Maputo e o norte da Província de Gaza, ainda têm um potencial enorme para a expansão rural. Nas cidades e zonas urbanas, a melhoria da qualidade de sinal e para nós um desafio constante.

PM: Quais são os principais desafios no processo de expansão da rede da Vodacom em Moçambique?

VM: O grande desafio na implementação de projectos de expansão da rede està associado a falta de infrastruturas básicas, sendo de destacar os acessos. Há zonas onde o acesso é praticamente inexistente, principalmente na época chuvosa, porém, somos desafiados a lá colocar infraestrutura de telecomunicações para as populações. A falta de rede eléctrica, é outro desafio que chega a impactar o custo do investimento nos sistemas de energia nas estações de telecomunicações.

Outro facto que importa aqui realçar, esta associado ao roubo e vandalização das nossas infraestruturas, que atinge níveis que desencorajam o investimento em algumas zonas. Os condicionalismos a que estamos expostos devido à insurgência no norte da Província de Cabo Delgado, não nos permitem expandirmos a rede para as diversas localidades e Postos administrativos, no mesmo nível como o temos feito nas restantes regiões do País.

A Vodacom fez uma parceria com o Business Insider África para a implementação de um projecto de instalação de aeróstatos da World Mobile em Moçambique.

PM: Quando é que será implementado esse projecto?

VM: De facto está em curso uma experiência piloto que consiste na implementação de uma solução para cobertura de extensas áreas geográficas. A solução consiste na implementação de um “balão” denominado “aerostato” a uma altura que varia entre 100 a 300 metros, permitindo desta forma cobrir uma área extensa.  Esta experiência está a ocorrer no Povoado de Chitar, Posto Administrativo de Zulo, no Distrito de Massingir. Conforme mencionado, a experiência ainda está em curso, pelo que ainda estamos a colher dados que nos permitam concluir se a solução é ou não viável, para possível massificação.

PM: Tendo em conta que se trata de um sistema que é mais usado para áreas mais remotas, em que zonas é que se prevê instalar esses sistemas em Moçambique, em ordem de prioridade?

VM: Conforme mencionado anteriormente, a experiência ainda não foi concluida, pelo que é prematuro confirmarmos quais as áreas que poderão ser abrangidas, na eventualidade deste ser aprovado, incluindo o modelo de negócio a ser implementado.

PM: Que benefícios se espera que esse sistema venha a trazer para os moçambicanos e para a Vodacom?

VM: Os benefícios serão enormes uma vez que o sistema permite estender a cobertura para áreas bastante extensas, para as quais, em condições normais, seria necessário instalarmos várias torres de telecomunicações. Em suma, poderá acelerar o nosso ambicioso plano de expansão rural.

Recentemente a Vodacom juntou-se ao consórcio 2África no projecto de aterragem do primeiro cabo de fibra óptica submarino em Moçambique.

PM: Que mudança trará essa tecnologia para o sector das telecomunicações em Moçambique?

VM: A aterragem do cabo 2 Africa em Moçambique irá permitir o acesso directo ao Gateway Internacional para as comunicações em Moçambique, e desta forma, garantir uma melhor resiliência nas Comunicações e maior capacidade para providenciar serviços tais como 4G, 5G e Banda Larga para milhões de pessoas em todo País.

PM: Quais sãos os benefícios que os moçambicanos poderão desfrutar com essa tecnologia?

VM: Entre os benefícios, destaca-se maior capacidade de transmissão de dados, melhor qualidade no acesso e conectividade à Internet, para além de dinamizar o acesso aos Serviços Digitais.

PM: Quais são as principais zonas que foram beneficiadas?

VM: Para o Projecto 2Africa temos dois pontos de aterragem do Cabo Submarino, sendo um, em Maputo, e outro em Nacala, porém, uma vez que temos a nossa rede conectada também a estes dois pontos, os benefícios refletir-se-ão em todo o País. Refira-se que de todos os cabos que passam pela nossa costa, o cabo do projecto 2Africa é o único que até então terá um ponto de amarração fora de Maputo.

PM: Quantos moçambicanos serão ligados à rede de telecomunicações com a introdução dessas medidas?

VM: Com os projectos de expansão que temos estado a implementar, a nossa expectativa é de abranger acima de 5 milhões de pessoas.

PM: Em quanto se estima o investimento da empresa para o processo de expansão da rede?

VM: Os investimentos feitos nos últimos dois anos para a expansão da rede nas zonas rurais estão em torno de 25 milhões de Dólares norte Americanos.

 

Learn more about Vodacom’s investments to expand connectivity to rural areas

One of Vodacom’s strategic objectives is to cover all of Mozambique with a quality signal network and the fastest internet on the market.

Profile Mozambique: What actions is the company taking to achieve this goal?

Vodacom Mozambique: The expansion of network coverage throughout the country, especially in rural areas, has been one of Vodacom’s main objectives throughout its 20 years of existence. We are aware that rural areas are deprived of most of the infrastructures that support any development project, and where people’s purchasing power is low, but it is essential that these people are connected to the national communications network, which brings with it the possibility of benefiting from financial services through the company’s platform.

In the last two years, Vodacom has invested in expanding the network by around 300 new stations in rural areas, spread across all the Provinces and covering more than 200 Administrative Posts. 40% of the stations were implemented in the provinces of Nampula and Zambezia, which, as you know, are the most populous provinces in our country.

PM: What are the most critical areas in terms of (poor) network coverage?”

VM: Mozambique is a vast country, so the challenge of extending network coverage still exists, generally speaking, in rural areas and outside urban centers. In this respect, we still have a notable coverage deficit in several districts of Cabo Delgado Province, where for reasons associated with security, we have been unable to target investment in this region. We also note that the provinces of Zambézia, Tete and Nampula, as well as Maputo and the north of Gaza province, still have enormous potential for rural expansion. In cities and urban areas, improving signal quality is a constant challenge for us.

MP: What are the main challenges in the process of expanding Vodacom’s network in Mozambique?

VM: The major challenge in implementing network expansion projects is associated with the lack of basic infrastructure, particularly access. There are areas where access is practically non-existent, especially in the rainy season, but we are challenged to put telecommunications infrastructure there for the people. The lack of an electricity grid is another challenge that has an impact on the cost of investing in power systems for telecommunications stations.

Another fact that should be highlighted here is the theft and vandalization of our infrastructure, which has reached levels that discourage investment in some areas. The constraints to which we are exposed due to the insurgency in the north of Cabo Delgado Province do not allow us to expand the network to the various localities and administrative posts at the same level as we have done in the other regions of the country.

Vodacom has partnered with Business Insider Africa to implement a project to install World Mobile aerostats in Mozambique.

PM: When will this project be implemented?

VM: In fact, a pilot experiment is underway which consists of implementing a solution to cover large geographical areas. The solution consists of deploying a “balloon” called an “aerostat” at a height of between 100 and 300 meters, making it possible to cover a large area. This experiment is taking place in the village of Chitar, Zulo Administrative Post, Massingir District. As mentioned, the experiment is still underway, so we’re still collecting data that will allow us to conclude whether or not the solution is viable for possible massification.

PM: Bearing in mind that this is a system that is more commonly used in more remote areas, in which areas do you plan to install these systems in Mozambique, in order of priority?

VM: As mentioned earlier, the experiment has not yet been completed, so it is premature to confirm which areas could be covered in the event that it is approved, including the business model to be implemented.

MP: What benefits is this system expected to bring to Mozambicans and to Vodacom?

VM: The benefits will be enormous since the system will make it possible to extend coverage to very large areas for which, under normal conditions, we would need to install several telecommunications towers. In short, it could speed up our ambitious rural expansion plan.

Vodacom recently joined the 2África consortium in the project to land the first submarine fiber optic cable in Mozambique.

MP: What change will this technology bring to the telecommunications sector in Mozambique?

VM: The landing of the 2 Africa cable in Mozambique will allow direct access to the International Gateway for communications in Mozambique, and in this way, guarantee better resilience in Communications and greater capacity to provide services such as 4G, 5G and Broadband to millions of people across the country.

PM: What benefits will Mozambicans enjoy from this technology?

VM: The benefits include greater data transmission capacity, better quality Internet access and connectivity, as well as boosting access to Digital Services.

MP: What are the main areas that have benefited?

VM: The benefits include greater data transmission capacity, better quality Internet access and connectivity, as well as boosting access to Digital Services.

MP: What are the main areas that have benefited?

VM: For the 2Africa Project we have two submarine cable landing points, one in Maputo and the other in Nacala, but since we also have our network connected to these two points, the benefits will be reflected throughout the country. It should be noted that of all the cables that pass along our coast, the 2Africa project cable is the only one that will have a mooring point outside Maputo.

MP: How many Mozambicans will be connected to the telecommunications network with the introduction of these measures?

VM: With the expansion projects we have been implementing, we expect to reach over 5 million people.

PM: How much is the company investing in the network expansion process?

VM: The investments made in the last two years to expand the network in rural areas are around 25 million US dollars.

Personal Branding para profissionais do sector financeiro

Num mundo empresarial cada vez mais competitivo e dinâmico, a diferenciação pessoal é essencial para o sucesso profissional em qualquer sector, especialmente no financeiro, onde a confiança, a integridade e a credibilidade desempenham papéis fundamentais. Nesse sentido, desenvolver uma Marca Pessoal pode ser uma estratégia eficaz para se destacar e aumentar a confiança tanto na empresa quanto no mercado.

A Marca Pessoal representa a percepção que as pessoas têm sobre nós como profissionais e como indivíduos. Abrange diversos elementos, incluindo habilidades, competências, personalidade, experiências, valores, crenças, paixões, pontos fortes, estilo de comunicação, narrativas, estilo pessoal, presença online e offline, entre outros. É a expressão autêntica de quem somos, do que fazemos e de como entregamos o nosso trabalho.

Todos possuem uma Marca Pessoal, mas alguns têm consciência dela e a gerem estrategicamente, enquanto outros não. A Marca Pessoal divide-se em três campos: identidade, imagem e reputação.

Para gerir a Marca Pessoal, recorremos ao Personal Branding, que é o processo intencional de desenvolver a nossa Marca Pessoal com objectivos pessoais e profissionais em mente. Assim como as empresas desenvolvem as marcas para se destacarem no mercado competitivo, os indivíduos podem fazer o mesmo para se desenvolverem e comunicarem estrategicamente a sua identidade, imagem e reputação, contribuindo para alcançar os seus objetivos pessoais e profissionais.

Uma estratégia eficaz de Personal Branding pode ajudar o profissional a se destacar no trabalho, construir uma reputação positiva, atrair oportunidades profissionais, estabelecer credibilidade, confiança e influência, e desenvolver relacionamentos significativos.

A seguir, apresento 8 dicas de Personal Branding que irão impulsionar a sua carreira e manter bons relacionamentos com os clientes:

Identifique os seus pontos fortes para definir a área em que deseja se especializar e defina os valores que irão guiar sua conduta. Isso ajudará você a se destacar entre os concorrentes e atrair clientes que se identificam com sua abordagem e valores.

Desenvolva as suas habilidades interpessoais, tão importantes quanto as habilidades técnicas no setor financeiro. Aprimore a comunicação eficaz, empatia e capacidade de negociação para construir relacionamentos respeitosos e duradouros com clientes internos e externos.

Priorize a transparência e a integridade, fundamentais no sector financeiro. Construa a sua Marca Pessoal em torno dos princípios de transparência, integridade e ética profissional, mantendo padrões elevados de conduta em cada interação com os clientes.

Cultive relacionamentos significativos com os clientes, oferecendo mais do que o esperado para aumentar a satisfação e construir relações de confiança duradouras. Ouça atentamente as suas necessidades, ofereça soluções personalizadas e esteja sempre disponível para oferecer apoio e orientação.

Peça e dê feedback para promover o crescimento pessoal e profissional. Esteja aberto a receber feedback dos clientes e colegas e não hesite em solicitá-lo para melhorar o seu desempenho e atender melhor às necessidades dos clientes.

Defina um padrão de atendimento e seja consistente nas suas interações com clientes internos e externos, construindo confiança e credibilidade ao longo do tempo. Seja verdadeiro e genuíno nas suas interações com os clientes, criando conexões significativas e duradouras.

Mantenha-se actualizado com as últimas tendências e regulamentos do mercado financeiro, participando de formações e conferências relevantes e lendo publicações do sector, tanto nacional quanto internacionalmente.

Desenvolver uma Marca Pessoal forte permitirá que você avance na carreira e contribua para a reputação positiva da organização, fidelizando mais clientes e estabelecendo um padrão de excelência profissional.

O Personal Branding é mais do que uma estratégia de marketing pessoal; é uma ferramenta que aumenta a autoconsciência e eficácia, ajudando a navegar com segurança e intencionalidade no mundo competitivo do setor financeiro.

Lembre-se de que sua Marca Pessoal é um reflexo de quem você é como profissional e das experiências que oferece aos seus clientes. Invista tempo e esforço em cultivá-la para colher os frutos a longo prazo.

 

Breve Perfil

Lizete Mangueleze

É especialista internacional na gestão de Marca Pessoal e Corporativa, diagnóstico e gestão de imagem profissional e reputação para líderes e profissionais de topo.

Possui 14 anos de experiência na área de comunicação e marketing estratégico e branding, é pioneira em Personal Branding em Moçambique.

Personal branding for professionals in the financial sector: a strategy for building trust, advancing your career and generating a positive corporate reputation

In an increasingly competitive and dynamic business world, personal differentiation is essential for professional success in any sector, especially finance, where trust, integrity and credibility play key roles. In this sense, developing a Personal Brand can be an effective strategy for standing out and increasing trust in both the company and the market.

The Personal Brand represents the perception that people have of us as professionals and as individuals. It encompasses various elements, including skills, competencies, personality, experiences, values, beliefs, passions, strengths, communication style, narratives, personal style, online and offline presence, among others. It is the authentic expression of who we are, what we do and how we deliver our work.

Everyone has a Personal Brand, but some are aware of it and manage it strategically, while others are not. The Personal Brand is divided into three areas: identity, image and reputation.

To manage the Personal Brand, we turn to Personal Branding, which is the intentional process of developing our Personal Brand with personal and professional goals in mind. Just as companies develop brands to stand out in the competitive marketplace, individuals can do the same to develop and strategically communicate their identity, image and reputation, helping to achieve their personal and professional goals.

An effective Personal Branding strategy can help you stand out at work, build a positive reputation, attract professional opportunities, establish credibility, trust and influence, and develop meaningful relationships.

Below, I present 8 Personal Branding tips that will boost your career and maintain good relationships with clients:

Identify your strengths to define the area in which you want to specialize and define the values that will guide your conduct. This will help you stand out from your competitors and attract clients who identify with your approach and values.

Develop your interpersonal skills, which are just as important as technical skills in the financial sector. Hone effective communication, empathy and negotiation skills to build respectful and lasting relationships with internal and external clients.

Prioritize transparency and integrity, which are fundamental in the financial sector. Build your Personal Brand around the principles of transparency, integrity and professional ethics, maintaining high standards of conduct in every interaction with clients.

Cultivate meaningful relationships with clients, offering more than expected to increase satisfaction and build lasting relationships of trust. Listen carefully to their needs, offer personalized solutions and always be available to offer support and guidance.

Ask for and give feedback to promote personal and professional growth. Be open to receiving feedback from customers and colleagues and don’t hesitate to ask for it in order to improve your performance and better meet customer needs.

Set a standard of service and be consistent in your interactions with internal and external customers, building trust and credibility over time.

Be real and genuine in your interactions with customers, creating meaningful and lasting connections.

Keep up to date with the latest financial market trends and regulations by attending relevant training and conferences and reading industry publications, both nationally and internationally.

Developing a strong Personal Brand will allow you to advance in your career and contribute to the organization’s positive reputation, building more client loyalty and setting a standard of professional excellence.

Personal Branding is more than a personal marketing strategy; it is a tool that increases self-awareness and effectiveness, helping you to navigate the competitive world of the financial sector with confidence and intentionality.

Remember that your Personal Brand is a reflection of who you are as a professional and the experiences you offer your clients. Invest time and effort in cultivating it to reap the rewards in the long run.

Brief Profile

Lizete Mangueleze

Lizete Mangueleze is an international specialist in personal and corporate brand management, diagnosis and management of professional image and reputation for leaders and top professionals.
She has 14 years’ experience in communication, strategic marketing and branding and is a pioneer in Personal Branding in Mozambique.

Portugal pretende fortalecer cooperação bilateral com Moçambique

Cooperação Bilateral

O chefe do Estado de Moçambique, Filipe Nyusi, e o novo primeiro-ministro português, Luís Montenegro, discutiram as possibilidade do fortalecimento das relações bilaterais entre os dois países. Montenegro, expressou sua intenção de fortificar e expandir a cooperação, destacando a manutenção da Comissão Mista e o próximo encontro que ocorrerá em Moçambique.

Durante as conversações, Montenegro também transmitiu seu sentimento de pesar pela perda de vidas humanas no naufrágio ocorrido nas proximidades da Ilha de Moçambique.

Recentemente, o ex-secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Portugal, Francisco André, afirmou que as relações entre Portugal e Moçambique estão em “ponto de excelência”, com projectos de cooperação com uma execução acima da média. André destacou a duplicação de bolsas para estudantes moçambicanos frequentarem o ensino superior em Portugal, ultrapassando as 2200 bolsas.

Portugal aims to strengthen bilateral cooperation with Mozambique

Cooperação Bilateral

The head of state of Mozambique, Filipe Nyusi, and the new Portuguese Prime Minister, Luís Montenegro, discussed the possibilities of strengthening bilateral relations between the two countries. Montenegro expressed his intention to strengthen and expand cooperation, highlighting the maintenance of the Joint Commission and the next meeting to be held in Mozambique.

During the talks, Montenegro also expressed his sorrow at the loss of human life in the shipwreck near Mozambique Island.

Recently, Portugal’s former Secretary of State for Foreign Affairs and Cooperation, Francisco André, said that relations between Portugal and Mozambique are at a “point of excellence”, with cooperation projects being carried out above average. André highlighted the doubling of scholarships for Mozambican students to attend higher education in Portugal, to over 2,200 scholarships.

Empresas portuguesas utilizam IA para reduzir perdas de água em Maputo

água

A  LTPlabs e a MAAT, empresas portuguesas,desenvolveram uma solução tecnológica com recurso a Inteligência Artificial (IA) para apoiar a gestão da Águas da Região Metropolitana de Maputo (AdRMM), com o objectivo de reduzir as perdas e aumentar a eficiência nos serviços.

A LTPlabs, especialista em análise avançada de dados, em parceria com a consultora MAAT, implementou medidas que permitem a redução de despesas e perdas comerciais e físicas, além do aumento da eficiência nos serviços de água. Uma das iniciativas foi a criação de um chatbot no Telegram para ajudar os colaboradores a resolver problemas com fugas de água e cobrança do serviço aos consumidores, resultando em milhares de euros poupados.

A avaliação da situação da AdRMM identificou problemas ao nível de perdas físicas devido à fraca monitorização da rede, ausência de manutenção preventiva, custos energéticos elevados, entre outros. Com o apoio das empresas portuguesas, foi criada uma estratégia para solucionar esses problemas, estimando-se uma poupança anual de pelo menos 6,5 milhões de meticais.

Bruno Batista, Director da LTPlabs, afirmou: “Estamos muito satisfeitos com as soluções apresentadas. Tratou-se de um projecto bastante abrangente onde trabalhámos na melhoria do sistema, desde a operação até ao cliente final, incluindo também um programa de incentivos para a utilização responsável da água, um relatório constante de avarias, fugas e problemas e novas modalidades de facturação. O problema é sério e contamos com o apoio essencial da MAAT para adaptar as necessidades do País à capacidade de execução”.

Portuguese companies use AI to reduce water losses in Maputo

água

LTPlabs and MAAT, Portuguese companies, have developed a technological solution using Artificial Intelligence (AI) to support the management of Águas da Região Metropolitana de Maputo (AdRMM), with the aim of reducing losses and increasing service efficiency.

LTPlabs, a specialist in advanced data analysis, in partnership with the MAAT consultancy, has implemented measures to reduce expenses and commercial and physical losses, as well as increasing efficiency in water services. One of the initiatives was the creation of a chatbot on Telegram to help employees solve problems with water leaks and charge consumers for the service, resulting in thousands of euros saved.

AdRMM’s situation assessment identified problems in terms of physical losses due to poor network monitoring, lack of preventive maintenance, high energy costs, among others. With the support of Portuguese companies, a strategy was created to solve these problems, estimating annual savings of at least 6.5 million meticais.

Bruno Batista, Director of LTPlabs, said: “We are very satisfied with the solutions presented. It was a very comprehensive project in which we worked on improving the system, from the operation to the end customer, also including an incentive program for responsible water use, a constant report on breakdowns, leaks and problems and new billing methods. The problem is serious and we are counting on MAAT’s essential support to adapt the country’s needs to the capacity to implement them.”

Diogo Pereira: “In the book, we suggest regulatory approaches and strategies for the Mozambican financial sector”

Diogo Pereira Duarte, a partner at Abreu Advogados, a member of the expert community of the Portugal FinTech Association and of the Bank of Portugal’s working group on the Digital Euro, will be in Maputo for the launch of the book entitled “Innovation, Development and Compliance in a Changing Financial Sector”, an event that will take place on April 11, at 9:30 a.m., in the auditorium of the campus of the Faculty of Law of the Eduardo de Mondlane University.

In an exclusive interview with Profile, Diogo talks about the book’s proposals for the financial sector in Mozambique, stressing that “we propose regulatory approaches and strategies to face challenges in our book”.

Profile Mozambique: You are about to launch a book entitled “Innovation, Development and Compliance in a Changing Financial Sector“, what are the main proposals in the book?

Diogo Pereira Duarte: Allow me to put the purpose of this book into context. Abreu Advogados, in partnership with the law firm JLA and the Faculty of Law of the Eduardo de Mondlane University, has held several meetings with banking institutions in Mozambique. During these meetings, we identified the main concerns of these institutions and decided to contribute to the growth of the market by addressing issues of innovation, market development and compliance. The book presents a compilation of studies in these areas, with almost 20 specific articles, prepared by our lawyers and those of JLA in Maputo and by heads of some banking institutions such as BiG Mozambique and Nedbank

PM: According to the results of the survey, what are the main challenges facing the financial sector in the current climate?

DPD: The main challenges facing the financial sector in Mozambique are related to the risks arising from technology, such as data protection and cyber-attacks. In addition, the fight against money laundering and terrorist financing is crucial to maintaining the sector’s international credibility. The inefficiency of the tax system in relation to investment funds is also a concern. We propose regulatory approaches and strategies to tackle these challenges in our book.

PM: According to your experience, what analysis do you make of the compliance sector, from the point of view of applicability, in the business context in Mozambique? And whether there are specific cases that have influenced new paradigms in compliance.

DPD: In fact, the use of technology to help with compliance verification issues is indisputable. There’s even a technology vertical called RegTech, which is technology at the service of regulation.

I would say that the use of programs is nowadays an indispensable partner of the compliance officer. But I would stress that it is an element that is at the disposal of the compliance officer and that in no way, in my view, does it replace their fundamental role in the organization. Not least because automation and the use of algorithms, of artificial intelligence solutions that have an impact on people’s rights, must always make it possible for people to have recourse to a human decision that verifies the results of decisions exclusively supported by technology or fully automated decisions.

And then, as we were talking about earlier, technology itself has risks and is, shall we say, susceptible to operational errors. So there needs to be a compliance program, procedures to mitigate and report these risks. There needs to be auditing of policies and procedures for the use of technology. And this whole orchestra, let’s say, continues to be led by the head of the compliance function, who will have to broaden the spectrum of his skills to understand this technological dimension, but he won’t be replaced by technology.

PM: Meanwhile, technological advances, especially artificial intelligence, learning stimulated by digital means, can be used to transform legal and compliance functions. What is the new role of the compliance officer when monitoring is carried out by data analysis and real-time training is carried out by artificially intelligent robots?

DPD: With the advancement of technology, the role of the compliance officer is expanding to include understanding and managing technological risks. While artificial intelligence and other technologies can help with data analysis and real-time monitoring, human oversight is essential to ensure ethical decisions and regulatory compliance.

The compliance officer will continue to play a key role in the organization, adapting to technological changes and ensuring the integrity and compliance of the company.

PM: What contributions do you hope to make to the business sphere in Mozambique with this publication?

DPD: We hope the book will be a practical and valuable tool for Mozambican companies, especially in the financial sector. The proposals and analysis presented can offer important insights for dealing with current and future challenges, promoting compliance, innovation and market development.

Companies that want to launch credit products, buy now, pay later, which are innovative products, have the opportunity here to check the legal framework for this type of product and analyze what is done internationally, not only in Portugal, but also in the European Union, and compare this regime with the Mozambican regime, adding value to the product in order to develop it. This is just one example. Companies that have compliance control programs in the area of technological risk can also find here what is emerging in Portugal, in terms of regulating technological risk.

Overall, we hope that this work will contribute to strengthening the financial sector and sustainable economic growth in Mozambique.

PM: And how can those interested purchase the book?

DPD: The book will be published by Escolar Editora and will be available for purchase at the publisher’s offices. The official launch will take place on April 11, in the auditorium of the campus of the Faculty of Law of the Eduardo de Mondlane University, during an event open to the public. Those interested in purchasing the book can attend this event, but it is important to register in advance to guarantee a place.

Brief Profile

Diogo Pereira Duarte

Partner at Abreu Advogados. Co-coordinator of the Financial Law and Fintech Practice Area.

Member of the expert community of the Portugal FinTech association and of the Bank of Portugal’s working group on the Digital Euro.

Diogo Pereira: “No livro, sugerimos abordagens regulatórias e estratégias para o sector financeiro moçambicano”

Diogo Pereira Duarte, sócio da Abreu Advogados, membro da comunidade de especialistas da Associação Portugal FinTech e do grupo de trabalho do Banco de Portugal sobre o Euro Digital, estará em Maputo para o lançamento da obra intitulada “Inovação, Desenvolvimento e Compliance num Sector Financeiro em Mudança”, um evento a ter lugar no dia 11 de Abril, pelas 09h30, no auditório do campus da Faculdade de Direito da Universidade Eduardo de Mondlane.

Numa entrevista exclusiva cedida ao Profile, Diogo, fala sobre as propostas que o livro traz para o sector financeiro em Moçambique, e sublinha “Propomos abordagens regulatórias e estratégias para enfrentar desafios no nosso livro”.


Profile Mozambique: Vai lançar a obra intitulada “Inovação, Desenvolvimento e Compliance num Sector Financeiro em Mudança“, quais as propostas centrais que o livro traz?

Diogo Pereira Duarte: Permita-me contextualizar o propósito desta obra. A Abreu Advogados, em parceria com a sociedade de advogados JLA e a Faculdade de Direito da Universidade Eduardo de Mondlane, tem realizado diversas reuniões com instituições bancárias em Moçambique. Durante esses encontros, identificamos as principais preocupações dessas instituições e decidimos contribuir para o crescimento do mercado ao abordar temas de inovação, desenvolvimento do mercado e compliance. O livro apresenta uma compilação de estudos nessas áreas, com quase 20 artigos específicos, elaborados pelos nossos advogados e os da JLA em Maputo e por responsáveis de algumas instituições bancárias como o BiG Moçambique e Nedbank

PM: De acordo com os resultados da pesquisa, quais são os principais desafios do sector financeiro na actual conjuntura?

DPD: Os principais desafios enfrentados pelo sector financeiro em Moçambique estão relacionados aos riscos decorrentes da tecnologia, como protecção de dados e ciber-ataques. Além disso, o combate ao branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo é crucial para manter a credibilidade internacional do sector. A ineficiência do sistema fiscal em relação aos fundos de investimento também é uma preocupação. Propomos abordagens regulatórias e estratégias para enfrentar esses desafios no nosso livro.

PM: De acordo com a sua experiência, que análise faz do sector de compliance, sob ponto de vista de aplicabilidade, no contexto empresarial em Moçambique? E se existem casos específicos que influenciaram novos paradigmas ao compliance.

DPD: De facto, a utilização da tecnologia para auxiliar nas questões de verificação do cumprimento, é um dado indiscutível. Há até um vertical da tecnologia que dá o nome de RegTech, que é a tecnologia ao serviço da regulação.

Eu diria que a utilização de programas é, hoje em dia, um parceiro indispensável do responsável do compliance. Mas destaco que é um elemento que está à disposição do responsável do compliance e que de nenhuma maneira, na minha perspectiva, substitui o papel fundamental deste na organização. Até porque a automatização e a utilização de algoritmos, de soluções de inteligência artificial que têm impacto nos direitos das pessoas, têm de possibilitar sempre às pessoas que possam recorrer a uma decisão humana que verifique os resultados das decisões exclusivamente suportadas pela tecnologia ou as decisões totalmente automatizadas.

E depois, como falávamos há pouco, a própria tecnologia tem riscos e é, digamos, susceptível de erros operacionais. Portanto, é preciso haver um programa de cumprimento, procedimentos para mitigar e informar esses riscos. É preciso haver auditoria sobre políticas e procedimentos para a utilização da tecnologia. E toda esta orquestra, digamos, continua a ser dirigida pelo responsável da função de cumprimento, que terá que alargar o espectro das suas competências para compreender esta dimensão tecnológica, mas não vai ser substituído pela tecnologia.

PM: Enquanto isso, os avanços tecnológicos, principalmente a inteligência artificial, aprendizagem estimulada por meios digitais podem ser usados para transformar funções legais e de compliance. Qual o novo papel do responsável pelo compliance quando a monitorização é realizada pela análise de dados e a formação em tempo real é realizado por robôs artificialmente inteligentes?

DPD: Com o avanço da tecnologia, o papel do responsável pelo compliance está a expandir-se para incluir a compreensão e gestão dos riscos tecnológicos. Embora a inteligência artificial e outras tecnologias possam auxiliar na análise de dados e monitorização em tempo real, é essencial que haja uma supervisão humana para garantir decisões éticas e a conformidade com regulamentações.

O responsável pelo compliance continuará desempenhando um papel fundamental na organização, adaptando-se às mudanças tecnológicas e garantindo a integridade e conformidade da empresa.

PM: Que contribuições espera trazer para a esfera empresarial em Moçambique com esta publicação?

DPD:  Esperamos que o livro seja uma ferramenta prática e valiosa para as empresas moçambicanas, especialmente no sector financeiro. As propostas e análises apresentadas podem oferecer insights importantes para lidar com os desafios actuais e futuros, promovendo a conformidade, a inovação e o desenvolvimento do mercado.

Empresas que queiram lançar produtos de crédito, buy now, pay later, que são produtos inovadores, têm aqui a possibilidade de verificar o enquadramento legal desse tipo de produtos e analisar o que é que se faz a nível internacional, não só em Portugal, mas também no espaço da União Europeia, e confrontar esse regime com o regime moçambicano, agregar valor ao produto para poder desenvolver. Isto é só um exemplo. Empresas que têm programas de controle de cumprimento na matéria de risco tecnológico também podem encontrar aqui o que está a aparecer em Portugal, em matéria de regulação do risco tecnológico.

No geral, desejamos que esta obra contribua para o fortalecimento do sector financeiro e o crescimento económico sustentável em Moçambique.

PM: E como é que os interessados podem adquirir o livro?

DPD: O livro será publicado pela Escolar Editora e estará disponível para compra nos espaços físicos da editora. O lançamento oficial ocorrerá no dia 11 de abril, no auditório do campus da Faculdade de Direito da Universidade Eduardo de Mondlane, durante um evento aberto ao público. Os interessados em adquirir o livro podem participar deste evento, mas é importante realizar um registo prévio para garantir lugar.

Breve Perfil

Diogo Pereira Duarte 

Sócio da Abreu Advogados. Co-coordenador da Área de Prática de Direito Financeiro e Fintech.

Membro da comunidade de especialistas da associação Portugal FinTech e do grupo de trabalho do Banco de Portugal sobre o Euro Digital.