Monday, April 27, 2026
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AT arrecada 6.4 mil milhões de meticais no I trimestre

A Autoridade Tributária de Moçambique, na Província de Maputo, encaixou cerca de 6.4 mil milhões de meticais, acima dos 5.4 milhões, previamente, estabelecidos, no primeiro trimestre deste ano.

Contribuíram para esta cifra, o Posto Fronteiriço de Ressano Garcia e a Delegação Aduaneira da Matola, segundo o Director Operativo provincial das Alfândegas.

Leonel Vasco,  falava sexta-feira, no distrito da Namaacha, no âmbito do balanço trimestral.

Estudo revela que 58% das PME’s ainda não iniciaram processo digital

Um estudo publicado esta quinta-feira pela PHC Softwere, que envolveu 150 PME’s, revela que cerca de 58% das pequenas e médias empresas, localizadas nas três principais capitais provinciais do país, Maputo, Beira e Nampula, ainda não iniciaram o processo de transformação digital.

A pesquisa foi realizada pela Intercampus, uma empresa especializada na recolha de informação, e tornada pública pela PHC Softwere. Consta do relatório que grande parte das PME nacionais tem falta de formação digital e carece de recursos humanos capacitados.

“Quanto ao processo de digitalização dos seus negócios, podemos constatar que a maioria (79,3%) não tem nenhuma estratégia delineada, mas já pensou no tema, o que demonstra que a digitalização das empresas está cada vez mais presente na mente dos empresários moçambicanos”, lê-se no documento.

Níveis de facturação situados entre os 1.2 milhões e 10 milhões de Meticais

De acordo com a observação, este atraso no processo de digitalização é motivado pelas limitações económicas e financeiras, tendo em conta que 71,3% das empresas abrangidas pela pesquisa têm níveis de facturação anual situados entre os 1.2 milhões e 10 milhões de Meticais.

“As empresas, que estão abrangidas pela obrigação legal das máquinas fiscais, são as que se encontram com um intervalo de facturação entre os 1.2 milhões e os 10 milhões de Meticais. Destas, 75,7% não ouviram falar nesta obrigação legal ou não têm informação suficiente e apenas 24.3% das firmas afirmam ter conhecimento.”

No intervalo de facturação, a pesquisa explica que se encontra a maioria das empresas que ainda não iniciou o processo de digitalização do seu negócio. Entretanto, 76% delas não vendem on-line e apenas 24% aderiram à modalidade.

“Dos inquiridos que vendem on-line, 66,7% referem que o e-commerce tem um peso de até 25% da sua facturação e 33,3% referem que o e-commerce representa mais de 25% da sua facturação”, detalha o documento.

Apenas 34% das empresas investiram em tecnologias nos últimos dois anos

Com a eclosão da pandemia da Covid-19, no que diz respeito à actividade comercial, muitas empresas tiveram de se reinventar para continuar no mercado, modificando os seus canais de venda e os seus modelos de negócio.

Neste contexto, o estudo concluiu que apenas 34% das empresas moçambicanas investiram em tecnologias durante os dois últimos anos, devido à pandemia da Covid-19.

“Quando questionados sobre a implementação do teletrabalho durante o confinamento, pudemos constatar que 61,3% das 150 empresas inquiridas não implementaram a solução durante o confinamento, apesar de ser uma realidade cada vez mais evidente”, avança o estudo.

A análise indica, ainda, que a aposta nos softwares de gestão tem sido um forte aliado das empresas no cumprimento dos deveres fiscais, ajudando-as a exercer boas práticas e a satisfazer as exigências legais e tributárias, particularmente as impostas pelas máquinas fiscais, apesar de as pequenas e médias empresas que estão abrangidas por esta obrigatoriedade fiscal afirmarem não conhecer a norma.

Refira-se que os softwares de gestão empresarial são ferramentas essenciais no processo de digitalização das empresas, permitindo criar um ecossistema no qual os colaboradores têm uma melhor experiência de trabalho e os clientes têm melhores produtos. Fomentam, também, um maior rigor e transparência nas organizações, factores fundamentais nas diferentes áreas de investimento.

Exportações para Europa aumentam em mais de três mil milhões de dólares

O incremento da produção interna através de projectos governamentais e investimentos directos, envolvendo investidores privados de 18 países da União Europeia, permitiram que as exportações de Moçambique para o velho continente aumentassem em mais de três mil milhões de dólares, de 2020 para 2021.

A informação foi tornada pública esta quinta-feira (12.05.2022), durante a realização da quarta mesa-redonda económica entre a União Europeia e Moçambique, evento este realizado anualmente, fruto de uma parceria entre o Ministério da Indústria e Comércio e a Associação das Câmaras de Comércio Europeias (EUROCAM).

O Ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, destacou o facto de os eventos externos terem desafiado a continuidade de muitos empreendimentos, com destaque para a Covid-19 e a instabilidade nas zonas Centro e Norte.

Transacções comerciais com países africanos é de 2%

Factor directo ou não, o facto é que o nível de transacções comerciais entre Moçambique e os países africanos tem sido bastante fraco, havendo registo de cerca de 2%, sendo a sua maioria concentrada na SADC, que corresponde a 24% do total das exportações e 29% das
importações.

Porém, contrariamente a este factor, as relações entre Moçambique e os países da União Europeia têm sido cada vez mais fortes, principalmente nos últimos cinco anos.

“Particularmente em 2021, as exportações cifraram-se em mais de 16 mil milhões de dólares, o que corresponde a 38% sobre o total das exportações de Moçambique, com um crescimento de 3% em relação ao ano 2020, que foi de cerca de 13.5 mil milhões de dólares”, disse o ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno.

Aprovados projectos avaliados em mais de 320.9 milhões de dólares

Moreno revelou que, no mesmo período, foram aprovados 219 projectos de investimento envolvendo investidores privados de 18 países da União Europeia, avaliados em mais de 320.9 milhões de dólares.

Tal crescimento, segundo Silvino Moreno, deveu-se ao incremento dos investimentos directos provenientes daquele bloco económico em mais de 320 milhões de dólares, principalmente nas áreas de agricultura, pecuária, agro-processamento, indústria extractiva e energética.

“Ancorados no Made In e no Created In Mozambique, o nosso Governo definiu prioridades sectoriais económicas existentes no mosaico e ecossistema competitivo do país, que estão abertos à capitalização e parcerias externas, numa abordagem integrada e sustentável que vai desde a dinamização das cadeias de valor agrícolas através do Sustenta, os projectos piloto do PRONAI, alguns dos quais têm uma abordagem local no recém- lançado Projecto da Zona Especial de Processamento e Agro-indústria do Corredor de Desenvolvimento Integrado de Pemba-Lichinga (ZEPA), onde a energia, turismo, infra-estruturas e logística são a maior base”, referiu o governante.

Governo diz que já há resultados inquestionáveis

Sobre estes projectos governamentais, o Governo diz que já há resultados inquestionáveis, mas pretende-se fazer mais, com o envolvimento de vários actores sociais.

“A partir do Sustenta e do PRONAI, elegemos os condomínios agrícolas e a aposta no modelo de infra-estruturas de rápido crescimento industrial, através da implantação em regime de parceria público-privada das Zonas Francas e Parques Industriais, sempre privilegiando a sustentabilidade em linha com o nosso compromisso de assegurar o cumprimento do Objectivo de Desenvolvimento Sustentável número 9, dentro da agenda 2063.”

O ministro da Indústria e Comércio apelou para o envolvimento do sector privado para a revitalização e alavancagem da economia nacional após a Covid-19 e eventos climáticos, com recurso a inovações tecnológicas.

A mesa-redonda entre a União Europeia e Moçambique acontece no âmbito da Semana da Europa e está subordinada ao tema “Oportunidades para o sector privado numa sociedade em transição ecológica e digital”.

Moçambique é estratégico para os Transportes e Logística da SADC

Moçambique pela sua situação geográfica é um país estratégico no que diz respeito à logística e transporte na região Subsaariana. E foi neste âmbito que o evento Transport Evolution juntou nos dias 11 e 12 de Maio, no auditório do Porto de Maputo, os principais players do mercado nacional e regional para discutir a situação actual da indústria de transportes na região da SADC.

Com a presença de mais de 150 participantes, cerca de 35 especialistas palestrantes  partilharam a sua experêencia e conhecimento sobre o sector com temas em torno dos desafios e oportunidades que o sector se depara.

Durante os dois dias um conjunto de palestras abordaram temas tais como corredores de transportes, projectos estratégicos nacionais e regionais, a importância regional dos projectos, digitalização, segurança e tendências e inovação.

MPDC investe nos acessos para receber embarcações de maior porte

Osório Lucas – CEO do MPDC (Maputo Port Development Company) na sua mensagem aos participantes referiu que a melhoria e investimentos feitos nos acessos ao porto trouxeram a capacidade de  receber embarcações de maior porte, mais eficiência, o que abre oportunidades e competitividade à toda região.

CFM irá transportar 3.7 milhões de toneladas por ano

Durante as apresentações o Chairman do CFM, Miguel Matabel, apresesentou as perspectivas de crescimento das suas operações, e os investimentos feitos nas diversas linhas que os CFM administram. “Com os investimentos recentes iremos numa primeira fase iniciar o transporte de 3.7 Milhões de Toneladas por ano, atingindo 5 Milhões de Ton. numa segunda-fase dos investimentos”, referiu.

Este aumento considerável de movimentos resulta dos investimentos previstos pela empresa, nos três (3) corredores, norte, centro e sul, particularmente nos com a duplicação da linha de Ressano Garcia, a Expansão do Porto de Nacala e a reabilitação da linha de Machipanda.

Unitrans e Liebherr exibiram os seus serviços

Paralelamente às  sessões  decorreu também uma área de exibição onde empresas como Unitrans, companhia líder de soluções de distribuição em África ou Liebherr empresa alemã líder na produção de gruas para o sector portuário puderam mostrar as suas ofertas e a presença no mercado logístico e portuário.

O evento Transport Evolution foi uma oportunidade única de juntar representantes dos transportes, portos e infraestruturas regionais, apresentar as actualização do mercado dos desenvolvimentos do sector, fazer networking e muito certamente fechar negócios que irão fazer crescer, não só a economia nacional mas de toda a região da SADC.

CFM e MPDC apresentam perspectivas de desenvolvimento

Em dois dias de evento os principais players nacionais da área de transporte tais como CFM e MPDC (Porto de Maputo) apresentaram as suas perspectivas de desenvolvimento sobre o sector.

O Porto de Maputo juntou, num evento organizado pela dmg events os principais players do mercado nacional e regional para os sector de transportes e logística nas suas vertentes de Portos, Ferrovia e Estrada constituem a espinha dorsal através da qual circulam as mercadorias e a economia dos países.

Através dos seus portos, ferrovias e estradas são transportados grande parte das mercadorias que se destinam a países como Zimbabwe e Zambia.

Eni publica 16º relatório de sustentabilidade

A Eni publicou esta quarta­feira (12 de Maio) o 16º relatório voluntário de sustentabilidade, que descreve o contributo e os objetivos da empresa para uma transição justa, com vista a partilhar os resultados sociais e económicos ao longo do seu percurso para a neutralidade carbónica até 2050.
“Como Eni, sentimos fortemente a responsabilidade de contribuir para que todos tenham acesso à energia, apoiar o desenvolvimento dos países onde estamos presentes e contribuir para o alcance das mais altas ambições do Acordo de Paris. Este compromisso é hoje mais forte, à luz da guerra na Ucrânia, num momento histórico em que é necessário ser ainda mais inclusivo e não divisivo, procurando o bem comum e aumentando os esforços para garantir a segurança energética da Europa, e acelerar o processo de descarbonização”, disse Claudio Descalzi, Administrador Delegado da Eni.

 

Estas mensagens são abordadas com detalhe no relatório, que é complementado pelos volumes “Eni for 2021 – Neutralidade de Carbono até 2050”, focado nas estratégias e principais metas climáticas da Eni, e “Eni for 2021 – Desempenho de Sustentabilidade”, que apresenta uma visão geral dos indicadores ambientais, sociais e de governança da empresa.

Especificamente, no que diz respeito à estratégia de neutralidade carbónica 2050, a Eni reforçou ainda mais os seus objectivos, ao anunciar uma redução de 35% nas emissões líquidas do escopo 1, 2 e 3 até 2030 e 80% até 2040, em relação aos níveis de 2018 (em comparação com os -25% e metas de -65% do plano anterior).

Para as emissões líquidas do escopo 1 e 2, a empresa atingirá -40% até 2025 (em comparação com os níveis de 2018) e zero emissões líquidas até 2035, um adiantamento de cinco anos em relação ao plano anterior. Vai também incrementar a parcela de investimentos dedicados a novas soluções energéticas, visando 30% até 2025, duplicando para 60% até 2030 e atingindo 80% até 2040.

Ao alcançar os objetivos de descarbonização, maior atenção será dada ao conceito de “transição justa”, nomeadamente a gestão do impacto da transformação energética nas pessoas, começando pelos colaboradores directos e indirectos e incluindo as comunidades e clientes.

O relatório apresenta uma visão geral dos projectos e das iniciativas adoptadas pela Eni para garantir uma transição justa. Estas iniciativas fazem parte da constante evolução dos negócios da empresa, que incluem a conversão de refinarias em bio-refinarias, projectos de conservação florestal, desenvolvimento de energias renováveis e criação de agro-pólos que fornecerão matéria prima agrícola para as bio-refinarias, gerando empregos e apoiando no desenvolvimento de novas actividades nos países de presença.

A Eni reforçou também as suas parcerias com organizações internacionais de cooperação para o desenvolvimento. As principais iniciativas realizadas em 2021 para as comunidades, incluem actividades destinadas a melhorar o acesso à água para a população de Basra no Iraque, graças às estações de tratamento de água fornecidas pela Eni, projectos de diversificação económica no sector agrícola em Angola, Congo e Nigéria, e projectos de apoio ao empreendedorismo local e juvenil no Egipto.

A aposta da Eni na promoção da educação e formação profissional continua a ser central, como demonstram as iniciativas em Angola, Egipto, Iraque, México e Moçambique.

Vale já é Vulcan Mozambique

A empresa Vale Moçambique, SA que passou a denominar-se Vulcan Mozambique, SA, em virtude da transferência de acções, comunica a alteração da designação social à Autoridade Tributária de Moçambique (AT), até ao dia 13 de Maio do corrente ano, que resultará na actualização imediata no sistema da AT.

Segundo um documento da empresa, após a alteração da designação social no sistema da AT todos os fornecedores com acordos com a antiga Vale Moçambique (não aplicável para os que tem acordos com a CLN, CLA, CDN) deverão (i) emitir todas as futuras facturas com a nova designação Vulcan Mozambique, SA a partir do dia 14 de Maio de 2022, e proceder à assinatura de adendas aos contratos, cujo objectivo será única e exclusivamente a actualização da designação da empresa contratante.

A empresa apela a todos os fornecedores para que, na data indicada, passem a emitir facturas com a nova designação e com a máxima brevidade possível, assinem as adendas contratuais que serão enviadas pela equipa de suprimentos e áreas delegadas associadas, sob pena de comprometer o processo, os prazos para o pagamento das facturas e demais vicissitudes a nível fiscal e tributário.

Exorta-se que caso os fornecedores possuam seguros contratados nos quais esteja indicada a designação “Vale Moçambique, SA”, devem garantir a devida actualização para a nova designação da empresa.

Em caso de dúvida, estes devem contactar, o analista de compras e de seguros que os assistem habitualmente nos processos de suprimentos e de seguros respectivamente.

De acordo com o documento, esta alteração não se aplica às empresas da Nacala Logistics que deverão continuar a emitir as facturas com os mesmos nomes.

DP World lança serviço de transporte marítimo até ao Médio Oriente

A Unifeeder, uma subsidiária da DP World, lançou no início deste mês um novo serviço de transporte marítimo que liga Moçambique ao Médio Oriente e à Índia, proporcionando às empresas africanas uma nova rota, rápida e fiável, para mercados de exportação lucrativos.

O novo serviço de ligação interligada quinzenal arrancou no dia 6 de Maio, operando entre a capital de Moçambique, Maputo, Jebel Ali, nos Emirados Árabes Unidos, e Mundra, na costa ocidental da Índia.

De acordo com Jesper Kristensen, COO do Grupo de Serviços Marítimos da DP World, “como um grande investidor em África, a DP World está empenhada em fornecer às empresas em toda a África ligações rápidas, rentáveis e fiáveis aos mercados globais”.

“O nosso novo serviço proporciona rotas mais rápidas e fiáveis aos exportadores através de Moçambique e do interior da África graças à eficiência das ligações, ferroviárias e rodoviárias, do porto de Maputo a destinos como Joanesburgo, Komatipoort, Matsapha e Harare”, acrescentou.

O serviço consiste em dois navios destacados para uma viagem de ida e volta de 28 dias, oferecendo um tempo de trânsito mais rápido, de apenas 11 dias de Maputo para Jebel Ali, e de 15 dias de Maputo para Mundra.

Qual é o impacto do selo “Made in Mozambique”?

A Direcção Nacional da Indústria (DNI), em colaboração com o Governo, representado pelo Ministério da Indústria e Comércio, está a realizar uma auscultação, com vista a avaliar o impacto do selo “Made in Mozambique” (Marca de produto ou serviço de Moçambique).

O processo de auscultação e avaliação do impacto do uso do selo “Made in Mozambique” pela Direcção Nacional da Indústria está a ser efectuado em parceria com a United Nations Industrial Development Organization (UNIDO), no âmbito do projecto Promove Comércio – Criando Competitividade para as Exportações, financiado pela União Europeia (UE); que visa a melhoria do comércio, competitividade e ambientes de negócios em Moçambique, criando maior acesso ao mercado para as cadeiras de valor (CV) seleccionadas.

A referida auscultação e avaliação do impacto do uso do selo “Made in Mozambique” tem como objectivo a identificação de acções e esforços para assegurar a projecção do selo, concentrando-se na sua capacidade de contribuir e acrescentar valor como instrumento para promover as exportações e facilitar o acesso aos mercados europeus e regionais.

Os inquéritos devem ser preenchidos e submetidos até dia 25 de Maio de 2022. E é preciso preencher por completo o questionário disponível no link abaixo:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeoEKq7ItXFdBc3cAspXkDdGw_PQNpX7EO0ci6m7HH6OyoqtA/viewform?usp=sf_link

Caso tenha dificuldades para aceder ao link, envie um e-mail para:
promove-comercio@unido.org com uma cópia para:  C.VIEIRA@unido.org ou U.PAIS@unido.org com o assunto “Inquérito Nacional ao Programa ‘Made in Mozambique’”

Banco Mundial abre os cordões à bolsa e desembolsa 300 milhões de dólares para OE

O Banco Mundial vai abrir os cordões à bolsa e desembolsar cerca de trezentos milhões de dólares norte-americanos, para a retoma este ano do financiamento directo ao Orçamento do Estado (OE).

A informação foi avançada esta quarta-feira pela Directora do Banco Mundial para África Oriental e Austral, Idah Riddihough, após um encontro, com o Ministro da Economia e Finanças, Max Tonela.

Segundo Idah Riddihough, a proposta para o financiamento será apresentada à administração do Banco Mundial para aprovação, até Junho próximo, e as áreas prioritárias são saúde, educação e energia, sendo que.

“Estamos a falar de cerca de trezentos milhões de dólares, que esperamos levar junto a nossa administração para aprovação até 13 de Junho desde ano, e então poderemos considerar outras janelas de financiamento para 2023-2024. As áreas prioritárias nessa altura irão depender das reformas que o governo gostaria de fazer”, revelou Idah Riddihough.

Riddihough, considera que a melhoria na transparência e boa governação, registada nos últimos anos, constitui um passo importante para a reconquista da confiança dos parceiros de Moçambique.

“Se lembrar, houve muito trabalho feito em torno da transparência e boa governação, sendo que estas eram as questões-chave naquele momento. Pensamos também que a aprovação do programa do FMI e as actividades de apoio ao orçamento, que seremos capazes de implementar, darão um sinal forte ao mercado, ainda mais importante darão um sinal muito forte a todos os parceiros de Moçambique”, afirmou Idah.

Desde 2016, o país não recebe apoio directo do Banco Mundial ao Orçamento do Estado, devido à descoberta das dívidas não declaradas.

Clima económico das empresas recupera ligeiramente no 1º trimestre

O indicador do clima económico das empresas (ICEE) registou uma recuperação ténue nos primeiros três meses de 2022 se comparado com o último trimestre de 2021, situação que constitui um prolongamento da recuperação iniciada no quarto trimestre de 2021.

Esta conjuntura favorável foi influenciada pelas perspectivas de subida de emprego, apesar da procura futura ter registado uma perspectiva de queda substancial no mesmo período de referência.

Tendência do indicador do Clima Económico por trimestre

A avaliação favorável do clima económico no primeiro trimestre deveu-se, sectorialmente, à apreciação positiva do indicador no sector da produção industrial, que suplantou os sectores do comércio e de serviços que registaram um andamento negativo se comparado com o trimestre anterior.

Perspectiva de emprego positiva no I trimestre

O indicador da perspectiva de emprego registou um aumento ligeiro no primeiro trimestre de 2022, facto que acontece pelo segundo trimestre consecutivo, tendo assim o respectivo saldo atingido o nível mais alto dos últimos três trimestres da respectiva série cronológica.

Essa recuperação deveu-se à apreciação positiva do indicador no sector da produção industrial, tendo assim suplantado os restantes sectores inquiridos que registaram ligeiras quedas.

Empresas com constrangimentos diminuem 3% no primeiro trimestre

Em média, 39% das empresas inquiridas enfrentou algum obstáculo no primeiro trimestre, situação que representou uma diminuição de 3% de empresas com constrangimentos face ao trimestre anterior. A queda da proporção de empresas com limitação da actividade no trimestre em análise foi influenciada, principalmente, pela redução de empresas com dificuldades nos sectores de comércio e da produção industrial face ao trimestre anterior.

Os sectores com maior frequência relativa de empresas com constrangimentos foram as actividades da produção industrial (45%) e dos serviços (42%).

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