Monday, September 7, 2026
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Tongaat Hulett comprometida em manter a sua actividade no país

A multinacional Tongaat Hulett, que explora as açucareiras de Mafambisse, em Sofala, e de Xinavane, província de Maputo, diz estar comprometida em manter a sua actividade em todas as operações no país, ao mesmo tempo que continuam os esforços para a sua recapitalização, refere um comunicado  da empresa.

Entretanto, numa nota, a Tongaat confirma que esteve em contactos com um investidor interessado nas operações da empresa.

“Não estamos em condições de fornecer quaisquer detalhes de quem se aproxime de nós, mas podemos confirmar que uma parte nos abordou a este respeito com uma expressão de interesse inicial e exploratória não vinculativa”, refere a empresa através da nota.

Mesmo com este aparente interesse, o foco da empresa continuar sendo a recapitalização da empresa.

“É importante notar que a Tongaat continua empenhada numa recapitalização e permanece firme na opinião de que um aumento de capital é uma melhor alternativa às vendas estratégicas de activos”, sustenta a companhia açucareira.

Nas duas fábricas que detém, a Tongaat Hulett é responsável em cerca de 60% da produção do açúcar nacional.  Além de grandes produtores comerciais que a abastecem, a companhia também tem apostado num sistema de fomento de produção de cana-de-açúcar envolvendo as comunidades locais.

Actualmente integra mais de três mil pequenos produtores independentes, organizados individualmente ou em associações.

Há pouco tempo, estes pequenos produtores eram responsáveis pelo fornecimento de perto de 38% de cana usada para o fabrico do açúcar.

Segundo dados partilhados recentemente, a Tongaat indicava que pretendia obter recursos que deverão ser utilizados para reposicionar o grupo de forma sustentável e ajudar a assegurar o futuro dos seus cerca de 29 mil trabalhadores em operações na África do Sul e Moçambique.

Porto de Nacala pode facilitar escoamento de produtos do Ruanda

O Ruanda manifestou interesse de usar o porto de Nacala, em Nampula, para exportar e importar bens diversos, como forma de facilitar o escoamento dos seus produtos.

O Alto-Comissário de Moçambique no Ruanda, Amade Miquidade, disse que a se concretizar a projecção do uso do porto de Nacala, será uma mais-valia para o país.

“Se considerarmos que a Ruanda tem a Tanzânia, o Quénia como portos de saída e de entrada das suas mercadorias, porque não agregar Moçambique às suas alternativas para importação e exportação ? Que essa projecção se concretize, porque estaríamos a conferir maior capacidade ao nosso  porto de Nacala para servir os países do interland”, disse

O Alto-Comissário de Moçambique no Ruanda sublinhou que a materialização desta pretensão estava prevista para Julho, mas por razões de vária ordem foi adiada para Outubro deste ano.

Fitch prevê crescimento de 5% nos empréstimos da banca

A consultora Fitch Solutions estima que os empréstimos bancários moçambicanos cresçam de 2,7%, em 2021, para 5% este ano, antes de acelerar para 8,4% em 2023, devido às melhores condições macroeconómicas e ao apoio do FMI.

“Prevemos que os empréstimos a clientes dos bancos em Moçambique acelerem de 2,7%, em 2021, para 5% em 2022, principalmente devido à melhoria das condições empresariais e ao programa de ajustamento financeiro do Fundo Monetário Internacional”, lê-se numa nota sobre o sector bancário moçambicano.

De acordo com o relatório, enviado aos clientes e a que a Lusa teve acesso, os analistas desta consultora detida pelos mesmos donos da agência de notação financeira Fitch Ratings, a previsão de crescimento revela, no entanto, “uma revisão em baixa face à previsão anterior de crescimento de 8% para este ano, reflectindo o aumento dos custos dos empréstimos devido ao aperto da política monetária para conter a inflação”.

Os últimos dados apresentados pelo Banco de Moçambique mostram um crescimento de 6,4% nos empréstimos bancários em Março, o que compara com os 7,5% registados em maro de 2021, o que reflete, diz a Fitch Solutions, “os elevados valores de partida e a inflação elevada, que limita os pedidos de crédito”.

A inflação chegou aos 7,9% em Março, subindo face aos 5,8% registados no mesmo mês do ano anterior, mas ainda assim o crescimento dos empréstimos subirá face a 2021 essencialmente por duas razões: primeiro, as melhores condições empresariais, que vão incentivar a tomada de crédito por parte das empresas, e depois o programa de ajustamento financeiro do FMI, que prevê a disponibilização de 456 milhões de dólares, cerca de 432 milhões de euros, o que dará mais espaço para os bancos emprestarem ao setor privado.

Sobre o primeiro factor, a Fitch Solutions escreve que “as condições empresariais melhores já estão a notar-se nos indicadores sobre a atividade empresarial, e a redução das restrições para combater a pandemia de covid-19, bem como o aumento da despesa dos consumidores, vão aumentar as vendas e o sentimento económico, encorajando as empresas a pedirem mais crédito para aumentar os investimentos”.

Por outro lado, concluem, o Programa de Financiamento Ampliado (ECF, no original em inglês), o primeiro desde o escândalo das dívidas ocultas, divulgado em 2016, vai dar mais espaço aos bancos para emprestarem aos clientes privados, já que o Estado vai deixar de precisar de recorrer à banca para se financiar.

Ainda assim, a subida dos empréstimos da banca em Moçambique para 5% este ano e 8,4% em 2023 representa uma revisão em baixa face às perspetivas anteriores desta consultora que acompanha o país a partir de Hong Kong.

“Apesar de prevermos anteriormente que o Banco de Moçambique mantivesse a taxa de juro de referência nos 13,25% em 2022, o banco central implementou um aumento, em março, para 15,25%, em resultado das pressões inflacionárias originadas pela guerra Rússia-Ucrânia e pelas tempestades tropicais e ciclones”, argumentam, concluindo que a perspetiva atual aponta para uma subida da inflação de 5,6% em 2021 para 8% este ano, o que vai limitar a despesa dos consumidores, afastando o país da subida média do valor de empréstimos entre 2012 e 2021, que foi de 11,4%.

Investimento estrangeiro antigiu cinco biliões de dólares em 2021  

Os fluxos de Investimento Directo Estrangeiro (IDE) resgistaram uma forte recuperação em 2021, ultrapassando os níveis pré-pandémicos, e antigindo os níveis verificados durante o grande aumento do investimento estrangeiro de 2012-2014, revela a “Actualidade Económica de Moçambique de 2021”, um relatório anual divulgado pelo Banco Mundial.

A Instituição refere que o IDE total antigiu 5,1 biliões de dólares em 2021, quase 70% mais elevado do que em 2020 e representando um terço do Produto Interno Bruto (PIB), segundo escreve a Carta.

“A acentuada recuperacao do IDE foi principalmente impolsionada em investimetos em mega-projectos relacionadas com obras de operação e manutenção na mina de carvão de Moatize e o desenvolvimento dos projectos de GLN (Gás Natural Liquefeito) da Total e Coral Sul. Além dos mega-projectos, também se registaram fluxos significativos de IDE, nomeadamente no sector dos transportes e comunicações, que subiu de 16,5 milhões para 1,7 bilião de dólares entre 2020 e 2021”, refere o documento.

No que toca aos influxos totais da dívida privada, o Banco Mundial refere em relatório que os mega-projectos contraíram uma dívida que situou-se em 684,3 milhões de dólares, aproximadamente os mesmos níveis de 2020.

A Instituição anotou ainda, que os adiantamentos comerciais continuam a ser uma fonte essencial de entradas de capital, situando-se em 2,6 bilões de dólares, principalmente para financiar investimentos de GNL.

CFM obteve um resultado líquido de 3,3 milhões de Meticais em 2021

Os Portos e Caminhos-de-ferro de Moçambique (CFM) obtiveram um resultado líquido de 3,3 milhões de Meticais, segundo indica o Relatório e Contas de 2021, uma redução do lucro de 36%, em relação ao apurado no exercício económico de 2020.

Apesar de a área portuária ter registado um nível de execução de 94%, que corresponde a um incremento de 18%, em relação a 2020, e os terminais portuários terem registado um crescimento na ordem de 5%, uma execução de 107%, em relação ao plano, a empresa CFM registou um decréscimo de 36% no seu lucro do ano passado.

De acordo com o documento citado pelo “O País Económico” teve acesso “no sistema ferroviário global, de Janeiro a Dezembro de 2021, foram transportados cerca de 18,6 milhões de toneladas líquidas, contra cerca de 16,8 milhões transportados em 2020, representando um crescimento de 13% e um nível de execução de 75% em relação ao planeado”.

Nas linhas operadas pela firma, durante o período em análise, foram transportados cerca de 10,6 milhões de toneladas, contra 10,5 milhões transportados no mesmo período de 2020, o que corresponde a uma realização de 85% em relação ao plano, e tendo crescido um por cento comparativamente ao volume transportado no período homólogo.

No entanto, segundo o Relatório e Contas dos CFM, o lucro, antes da retirada dos impostos, registou um decréscimo de 36%, e o lucro, depois de impostos, fixou-se em 4,7 milhões de Meticais, representando uma redução de 39% face ao resultado de 2020.

No exercício em análise, o activo total ascendeu para 63,2 milhões de Meticais, representando um acréscimo de 10%, face ao ano de 2020.

O passivo total cresceu em 19%, ao passar de 17,7 milhões de Meticais em 2020 para 20,2 milhões de Meticais em 2021.

A situação líquida do valor de 42,2 milhões de Meticais correspondeu a um aumento na ordem de 7%, relativamente ao ano transacto.

Em termos de transportes de passageiros, no período em análise, foram transportados 3,1 milhões de passageiros contra 3,5 milhões registados no igual período do ano anterior, que correspondem a uma redução de 13% e um nível de realização de 71%.

Entre os factores que condicionaram o crescimento da empresa, o relatório destaca os efeitos do confinamento social motivado pela pandemia da Covid-19.

Produção de gás natural poderá render ao país 750 milhões de dólares por ano

A produção de gás natural na plataforma flutuante Coral Sul poderá gerar ao país, nos próximos 25 anos, receitas  na ordem dos 19 biliões de dólares, numa média de 750 milhões anualmente.

Estes dados foram avançados por Milissão Milissão, representante do Instituto Nacional de Petróleo (INP), durante a primeira Cimeira de Energia e Indústria de Moçambique.

“Para a materialização deste projecto foram investidos mais ou menos sete biliões de dólares americanos”, disse o representante do Instituto Nacional de Petróleo (INP).

Com a introdução de gás na planta, o Coral Sul FLNG, ou seja, na única plataforma flutuante no mundo a puxar gás de águas profundas, estará, agora, em condições de atingir o seu primeiro carregamento de Gás Natural Liquefeito no segundo semestre deste ano, colocando Moçambique no mapa dos países produtores deste produto energético.

Segundo a ENI e o Governo, “a introdução de hidrocarbonetos ocorre após a conclusão segura e oportuna das actividades de comissionamento em alto mar. A planta FLNG chegou ao local de operação final, nas águas territoriais moçambicanas no início de Janeiro de 2022. A ancoragem e conexão aos 6 poços de produção submarinos foi finalizada em Março e Maio de 2022, respectivamente”.

Coral Sul acolhe 82 trabalhadores nacionais

O representante do Instituto Nacional de Petróleo (INP), Milissão Milissão, fez saber que actualmente estão trabalham na Plataforma Flutuante Coral Sul 82 trabalhadores moçambicanos, formados para responder às especifidades técnicas do projecto.

“Esperava-se que o projecto como um todo tivesse 858 postos de trabalho, mas com base nos dados actuais serão empregados na fase de instalação 550 trabalhadores, na fase de comissionamento cerca de 350 e na etapa de operação, 220 pessoas”.

De recoradr que o Governo e a multinacional petrolífera italiana, ENI, anunciaram, sábado, o início da exploração do gás Natural Liquefeito, com a introdução, com segurança, do primeiro hidrocarboneto na plataforma flutuante, a partir dos reservatórios no alto mar, na Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado.

Com a introdução de gás na planta, o Coral Sul FLNG, ou seja, na única plataforma flutuante no mundo a puxar gás de águas profundas, estará, agora, em condições de atingir o seu primeiro carregamento de Gás Natural Liquefeito no segundo semestre deste ano, colocando Moçambique no mapa dos países produtores deste produto energético.

Cimeira da Commonwealth: Moçambique pretende reforçar diplomacia económica

Moçambique pretende reforçar a diplomacia económica durante a Vigésima Sexta cimeira da Commonwealth a decorrer hoje (sexta-feira) e amanhã (sábado), na cidade de Kigali, no Ruanda, sob lema “Rumo a um Futuro Comum: Conectando, Inovando e Transformando”.

Para o efeito, a delegação de Moçambique que vai participar na reunião magna da Commonwealth, chefiada pelo Primeiro-ministro, Adriano Maleiane, em representação do Presidente da República, integra empresários que poderão firmar parcerias com outros países membros desta organização multilateral.

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Manuel Gonçalves, disse que do ponto de vista de potencialidades, o nosso país é rico. Apontou a agricultura, indústria extractiva, com destaque para o gás e o turismo, como sendo as áreas que podem ser de maior interesse.

Na reunião espera-se que participem cinco mil convidados, trinta e cinco dos quais chefes de Estado, que confirmaram a sua presença.

A Cimeira de Kigali vai ter lugar de 24 a 25 de Junho do ano em curso e contará com a participação de Chefes de Estado e de Governos dos 54 países  membros que integram a Commonwealth.

O referido evento, tem como objectivos discutir modelos mais sustentáveis e inclusivos para um desenvolvimento comum centrado nas pessoas e no meio ambiente; criação de empregos para a juventude; construção de sistemas de saúde resilientes; assim como a construção de sociedades inclusivas, através da redução do fosso digital, no contexto da recuperação sócio-económica pós-pandemia da Covid 19.

Indústria transformadora vai crescer 2% em 2023

O Governo prevê, para o próximo ano, um crescimento de 2% no sector da indústria transformadora e uma contribuição de dois dígitos no Produto Interno Bruto (PIB), em 2030.

Os dados foram avançados esta quinta-feira, em Maputo, pelo secretário permanente do Ministério da Indústria e Comércio (MIC), Jorge Jairoce, durante a primeira Cimeira de Energia e Indústria de Moçambique.

Jaioce disse, igualmente, que há pretensão de se aumentar a capacidade produtiva envolvendo as Pequenas e Médias Empresas (PME) de modo a impulsionar a economia e reduzir a dependência na importação de produtos básicos.

A primeira Cimeira de Energia e Indústria de Moçambique (MEIS 2022), juntou durante dois dias mais de 500 intervenientes nacionais e internacionais, com o objectivo de avaliar como transformar Moçambique de produtor de recursos naturais num gigante energético e industrial.

Assinado acordo para acréscimo do valor comercial do gás natural

A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), acaba de assinar com a multinacional italiana Saipem, um memorando de entendimento que formaliza a cooperação entre as duas entidades na monetização do gás doméstico provindo do projecto Mozambique LNG, da Área 1, da Bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado.

A monetização é processo de acréscimo do valor comercial do gás natural através da sua transformação no país. A ENH e Speim irão, numa primeira fase, realizar um estudo de viabilidade com o objectivo de aferir a sustentabilidade financeira, económica e ambiental do projecto de monetização do gás.

Os resultados do estudo, previstos para Novembro deste ano, seis meses depois da assinatura do memorando, serão submetidos ao Ministério de Recursos Minerias e Energia (MIREME). Falando na ocasião o Ministro dos Recursos Minerais e Energia, Carlos Zacarias, saudou o memorando que, numa primeira fase permitirá a realização de um estudo para adicionar valor ao gás natural no país, através da instalação de uma fábrica de Metanol.

Os outros impactos esperados para o país são a transferência de conhecimentos; desenvolvimento do conteúdo local, por via de criacao de empregos e oportunidades de negócios para fornecedores locais; apoio às autoridades governamentais na implementação de projectos de dimensão regional, e o crescimento da economia nacional.

De refirir que, a aprovar-se a sua viabilidade, o projecto será desenvolvido com base no gás doméstico a ser disponibilizado pelo empreendimento Mozmbique LNG, da Área 1, da Bacia do Rovuma.

Ao todo, o projecto Mozambique LNG, vai disponibilizar 400 milhões de pés cúbicos padrão de gás natural por dia (mms-cfd) para o desenvolvimento de projectos de industrialização do país.