Monday, September 7, 2026
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CCM defende investimento em soluções que permitem uma rápida industrialização

A vice-presidente da Câmara de Comércio de Moçambique (CCM), Yolanda Fernandes, disse esta quinta-feira durante a sua intervenção na primeira Cimeira de Energia e Indústria de Moçambique (MEIS 2022), que é necessário investir em melhores soluções que permitem uma rápida industrialização e capaz de acompanhar o já previsível desenvolvimento do crescimento económico.

Yolanda Fernandes, revelou ainda que o maior desafio é a criação de capacidades internas para a criação de valor que permite o desenvolvimento de diferentes sectores diversificando a economia nacional.

“Do ponto de vista da Câmara de Comércio de Moçambique (CCM), acreditamos que os maiores desafios do nosso país, consistem no incremento de investimentos na diversificação da sua economia, na qualificação e formação da população para que Moçambique possa enfrentar com optimismo as perstectivas de uma evolução para industrialização e digitalização da economia e terá de ser acompanhada de mão de obra qualificada”, revelou Yolanda Fernandes.

Fernades disse também que o mais importante é assegurar que o desenvolvimento do Conteúdo Local, seja de cumprimento inquestionável, insibstituível nas políticas nacionais, e programas institucionais de cada um dos investidores, quer para emponderamento do empresariado nacional, quer para melhoria de participação de nacionais nos desafios do desenvolvimento.

Carvão mineral rende 540 milhões de dólares no primeiro trimestre  

As exportações do carvão mineral atingiram, no primeiro trimestre deste ano, 540.1 milhões de dólares norte-americanos, valor influenciado pela tendência crescente da procura deste produto no mercado internacional.

Dados divulgados, há dias, pelo Departamento de Estatísticas e Reporte do Banco de Moçambique indicam que em todo o ano passado, as exportações do carvão mineral renderam ao país cerca de 1465.6 milhões de dólares norte-americanos.

Os valores alcançados em 2021 superam de longe os montantes atingidos em 2020, quando as exportações de carvão alcançaram apenas 646.7 milhões de dólares.

Em Moçambique, o carvão mineral é basicamente extraído nas bacias carboníferas de Moatize e Marara, onde operam as multinacionais Vulcan Minerals, ICVL e Jindal Africa, que têm, por isso, contribuído para o aumento de postos de emprego fixos neste sector produtivo.

Refira-se que, a Vulcan explora as minas que até há bem pouco tempo eram operadas pela brasileira Vale.

Em finais de Abril último, a Vale anunciou ter concluído a operação de venda de activos na exploração de carvão à indiana Vulcan Minerals num negócio de 270 milhões de dólares. O processo de transmissão incluiu também o Corredor Logístico de Nacala.

IFC vai avaliar viabilidade de centrais solares

A Corporação Financeira Internacional (IFC, sigla inglesa), membro do Banco Mundial, e a Electricidade de Moçambique (EDM), assinaram em Bruxelas (Bélgica), um acordo para estudar a viabilidade de centrais solares fotovoltaicas de pequena escala.

A IFC vai fazer estudos para “quatro centrais com armazenamento de baterias e com uma produção total de energia prevista de 50 megawatts (MW)” em Moçambique, lê-se em comunicado citado pelo Notícias.

Segundo a mesma fonte, o acordo foi anunciado à margem do Fórum de Energia de África, a decorrer na capital belga.

Marcelino Gildo, Presidente do Conselho de Administração (PCA) da EDM, referiu que a empresa procura “soluções sustentáveis para acelerar o acesso universal à energia até 2030”, com “200 MW em energias renováveis”.

TotalEnergies comprometida em promover o Conteúdo Local

Para a TotalEnergies particularmente pela sua posição de operadora no projecto Mozambique LNG, a construção e implementação de um plano viável do Conteúdo Local, afigura-se como uma das principais valências para a implementação sustentável do seu projecto.

“Não temos dúvidas em realçar a importância de olharmos para esta matéria de forma pragmática e coloca-la no centro das prioridades do projecto.  Em fóruns como este é frequente ouvirmos falar de como a descoberta das reservas de gás ao largo da costa moçambicana impulsionou a expectativa nacional por rápido desenvolvimento de uma pujante indústria extractiva”, disse Leonardo Nhavoto, Gestor do Conteúdo Local.

Segundo Leonardo Nhavoto, nesta receita de crescimento exponecial o Conteúdo Local, seria um dos principais ingredientes, para se alcançar o apogeu da captação de benefícios gerados pela indústria extrativa.

“A TotalEnergies na qualidade de operador do projecto tem também a crença inabalável, que este projecto apresenta-se como uma das maiores plataformas para contribuir para o desenvolvimento do conteúdo local em Moçambique, aliás não só acreditamos como também estamos comprometidos em promover o Conteúdo Local, para contribuir para o desenvolvimento económico e a industrialização no país. Temos também a percepção que a implementação de um plano de Conteúdo Local é uma missão de médio a longo prazo. Esta missão requer o treinamento de pessoas, requer o investimento de capital, e a manutenção de níveis de actividades constantes para que a base de produção criada possa se manter, e crescer de forma sustentável”, Nhavoto.

Leonardo Nhavoto, Gestor do Conteúdo Local, falava no primeiro dia, da Cimeira da primeira Cimeira de Energia e Indústria de Moçambique (MEIS 2022), e que junta mais de 500 intervenientes nacionais e internacionais para avaliar como transformar Moçambique de produtor de recursos naturais num gigante energético e industrial.

Exploração de hidrocarbonetos traz novos desafios na preservação do ambiente marinho

A exploração de hidrocarbonetos no espaço marítimo moçambicano traz novos desafios ao país, sobretudo na preservação do ambiente marinho, o que requer muita atenção para assegurar que os ecossistemas aquáticos não sejam prejudicados.

Esta posição foi defendida pelo Primeiro-Ministro, Adriano Maleiane, no discurso de tomada de posse do novo Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Instituto Nacional do Mar (INAMAR), Isaías Mondlane.

Maleiane acrescentou que a posição geoestratégica do nosso país faz com que sejamos, de alguma forma, detentores de uma estrada oceânica que serve de passagem de navios transportando mercadoria distinta para vários destinos.

“O INAMAR deve, por isso, reforçar os seus mecanismos de fiscalização e controlo para evitar a poluição marinha, as descargas de lixo no mar, assim como a utilização do nosso espaço marinho para fins prejudiciais para o próprio mar”, sublinhou o Primeiro-Ministro.

O dirigente espera que os gestores do INAMAR continuem a apostar na inovação e modernização da instituição de modo a que esteja à altura de fazer face aos novos e múltiplos desafios que se impõem ao sector.

A Mondlane, foi exigido responsabilidade de assegurar o exercício da autoridade marítima do Estado no mar e nas águas interiores.

“Recomendamos que a instituição que passa a dirigir, o INAMAR, trabalhe em estreita articulação e coordenação com outras instituições relevantes, sem descurar a necessidade de garantir uma gestão criteriosa dos recursos colocados à disposição da instituição”.

BAD pondera disponibilizar um pacote adicional para o projecto ZEPA

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) pondera disponibilizar um pacote adicional para o financiamento da implementação do Projecto Zona Especial de Processamento Agro-Industrial (ZEPA) do Corredor de Desenvolvimento Integrado Pemba-Lichinga.

O representante-residente do BAD em Moçambique, César Abogo, não deu detalhes sobre o montante a ser disponibilizado, mas explicou que os fundos em causa virão do pacote de 1,5 mil milhão de dólares norte-americanos anunciado recentemente pela instituição multilateral para ajudar os países africanos a fazerem face à crise de alimentos, através de financiamento de iniciativas no sector agrário.

O Conselho de Administração do BAD aprovou a 17 de Dezembro último uma subvenção de 47,09 milhões de dólares para a primeira fase do ZEPA, um projecto transformacional que visa melhorar a produtividade agrícola e o desenvolvimento do agro-negócio na província do Niassa, onde as principais cadeias de valor incluem a soja, gergelim, macadâmia, batata, trigo, feijão, milho, algodão e aves.

Em declarações a jornalistas, em Maputo, à saída de um encontro com o Conselho Directivo da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Abogo garantiu que os recursos adicionais visam acelerar o processo de produção e de produtividade agrícola bem como criar condições para que Moçambique possa enfrentar a crise gerada pela falta de disponibilidade de cereais no mercado internacional.

Por sua vez, Fernando Couto, presidente do Conselho Empresarial na CTA, afirmou que no encontro o sector privado apresentou uma preocupação relacionada com as taxas de juro praticadas nas praças financeiras internacionais, incluindo pelo BAD.

“Neste momento a taxa de juro praticada é de 20,5 por cento, o que é incomportável para as empresas. Colocámos essa questão ao BAD sobre a necessidade de rever esta questão”, frisou.

Sociedade civil quer fundo soberano antes da exploração de gás

As organizações da sociedade civil defendem a criação de um fundo soberano antes do início da produção de gás natural liquefeito do Rovuma, para permitir que as receitas sejam usadas para o desenvolvimento social e económico do país.

“Somos da opinião de que Moçambique não pode começar a explorar (o gás natural da bacia do Rovuma) sem ter um fundo soberano”, disse Fátima Mimbire, coordenadora do Movimento Cívico para o Fundo Soberano, uma coligação de organizações da sociedade civil moçambicanas.

Mimbire falava à margem de um debate que se realizou em Maputo, quatro dias depois de a primeira plataforma de exploração ter começado a extrair gás das reservas do Rovuma, cuja exportação vai arrancar nos próximos meses.

Moçambique “tem de correr” para abrir uma conta onde serão depositados os proveitos do gás, disse.

Receitas do gás devem ser canalizadas para sectores sociais

Fátima Mimbire, alertou que sem um mecanismo especial de poupança, os rendimentos provenientes da produção e exportação do recurso serão destinados diretamente ao Orçamento do Estado, provocando no Governo a tentação de incrementar a despesa em áreas sem impacto no desenvolvimento social e económico ou na redução da pobreza.

“Temos que assegurar que temos um fundo soberano para as primeiras receitas, ainda que sejam ínfimas. É possível Moçambique ir começando com pouco e criando poupança. As receitas do gás devem ser canalizadas para sectores sociais como educação e saúde, bem como para construção de infraestruturas que permitam a transformação e diversificação da economia, nomeadamente, estradas e pontes”, defendeu Fátima Mimbire.

Em relação a um projeto de modelo de fundo soberano apresentado em 2021 pelo Banco de Moçambique, que propõe que 50% das receitas sejam canalizadas para o Orçamento do Estado, as organizações da sociedade civil não se opõem a essa opção, mas defendem que deve ser elaborado um plano que defina claramente as prioridades da dotação.

AR vai aprovar uma legislação sobre um eventual fundo soberano

Na ocasião, falando em nome da Assembleia da República (AR), o presidente da Comissão do Plano e Orçamento (CPO), António Niquice, assegurou que o parlamento vai aprovar uma legislação sobre um eventual fundo soberano que garanta que os recursos energéticos não sejam um “pesadelo para Moçambique, mas uma bênção”.

“Não queremos repetir os erros dos outros países, porque já temos esses exemplos que deram errado”, afirmou Niquice.

A Assembleia da República, prosseguiu, vai adotar uma legislação que garanta uma gestão transparente e prestação de contas, visando o uso das receitas em prol do desenvolvimento social e económico do país.

António Niquice defendeu que a exploração de recursos naturais deve ser um fator de paz e não de conflitos, através da criação de oportunidades de emprego para a juventude.

BM admite integração da sociedade civil na gestão do fundo soberano

Num documento que divulgou no último ano sobre um eventual modelo de fundo soberano para o país, o Banco de Moçambique admitiu que será “ponderada” a possibilidade de integração da sociedade civil na gestão da conta, assinalando que essa opção não é comum nas experiências de outros países.

O Banco de Moçambique avança que “o desejável” é que o fundo soberano seja constituído antes de o país começar a receber as receitas da produção do gás natural das grandes jazidas da bacia do Rovuma, a tempo de criar capacidade técnica e institucional para uma melhor gestão dos recursos naturais, sem colocar em risco a gestão macroeconómica e financeira.

A instituição assumiu anteriormente um cenário em que espera que o país receba 96 mil milhões de dólares na vida útil do gás do Rovuma, quase sete vezes o Produto Interno Bruto (PIB) anual – sem especificar o prazo para obtenção daquele valor, mas o Governo tem apontado para, pelo menos, 25 anos de extração.

Governo gastou 74,4 milhões de dólares na importação de óleo alimentar no primeiro trimestre

As importações de óleo alimentar atingiram, durante o primeiro trimestre deste ano, cerca de 74,4 milhões de dólares norte-americanos, numa altura em que o Governo tem como uma das suas apostas a substituição das importações, através da produção local de oleaginosas.

Dados tornados públicos, pelo Departamento de Estatísticas e Reporte do Banco Central indicam que, durante o ano passado, Moçambique gastou cerca de 320.1 milhões de dólares na importação de óleo alimentar.

Mesmo assim, o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADER), segundo dados tornados públicos no início do ano, entende que, nos últimos anos, o país registou consideráveis avanços na produção de oleaginosas, condição essencial para a reversão das importações de óleo alimentar.

Aponta que só na campanha 2020-2021, a produção cresceu 26 por cento e o destaque vai para as colheitas do girassol, que cresceu em 55 por cento, do algodão 37 por cento, soja 35 por cento e gergelim, em 25 por cento.

MEIS 2022: Energy sector is a priority for the country’s development

The first Mozambique Energy and Industry Summit (MEIS 2022), kicked off today in Maputo city, and over two days (Wednesday and Thursday), over 500 national and international stakeholders will assess how to transform Mozambique from a producer of natural resources into an energy and industrial giant.

Speaking at the opening of the Summit, the Permanent Secretary of the Ministry of Mineral Resources and Energy, Teodoro Candido, revealed that the Mozambican government has chosen the energy sector, agriculture, infrastructure and tourism as the four priority areas for the country’s economic and social development.

“In this context, the increase in the availability of energy through public and private investments in infrastructures of energy generation using conventional sources as well as natural gas, renewable energies, has contributed to the economic development and power Mozambique as a regional energy pole,” revealed Teodoro Candido.

The Permanent Secretary of the Ministry of Mineral Resources and Energy, said that it is a challenge for Mozambique to industrialize by promoting the construction of energy-intensive enterprises, power generation plants, multipurpose dams, gas power plants.

“Actions are underway to take advantage of the national reserves of natural gas that are around the Pande and Temane fields to enable the structuring ventures to be established in Inhambane province, particularly the production of electricity through the implementation of the Temane Thermal power plant project, we are talking here about 4550MW, which is expected to come into operation in the present five-year period,” Candido said.

Teodoro Candido, said that the Government is committed so that more national companies can actively participate in the supply chain of goods and services to the coal, oil and natural gas industry.

“We are working to allow an increasing participation of companies registered in Mozambique, owned by Mozambicans in the supply of goods and services in the natural gas projects, and these projects will provide the foundation for industrial development and the creation of business opportunities,” the permanent secretary said.

MEIS 2022: Sector de energia é prioritário para o desenvolvimento do país

A primeira Cimeira de Energia e Indústria de Moçambique (MEIS 2022), arrancou hoje na cidade de Maputo, e ao longo de dois dias (quarta e quinta-feira), mais de 500 intervenientes nacionais e internacionais vão avaliar como transformar Moçambique de produtor de recursos naturais num gigante energético e industrial.

Discursando na abertura da Cimeira o Secretário permanente do Ministério dos Recursos Minerais e Energia, Teodoro Vales, revelou que governo moçambicano elegeu o sector da energia, agricultura, infra-estrutura e turismo, como as quatro áreas prioritárias para o desenvolvimento ecnómico e social do país.

“Neste contexto o aumento da disponibilidade da energia através de investimentos públicos e privados em infra-estruturas de geração de energia com recurso a fontes convencionais bem como ao gás natural, energias renováveis, tem contribuído para o desenvolvimento económico e potência moçambique como polo energético regional”, revelou Teodoro Candido.

O Secretário permanente do Ministério dos Recursos Minerais e Energia, disse que constitui desafio para moçambique a industrialização através da promoção da construção de empreendimentos de consumo intensivo de energia, centrais de geração de energia eléctrica, barragens multiusos, centrais eléctricas a gás.

“Estão em curso acções para o aproveitamento das reservas nacionais de gás natural que se encontram ao redor dos campos de Pande e de Temane para viabilizar os empreendimentos estruturantes a serem estabelecidos na província de Inhambane, particularmente a produção de electricidade através da implementação do projecto de central Térmica de Temane, estamos aqui a falar de 4550MW, que se espera entrar em funcionamento no presente quinquénio”, afirmou Vales.

Teodoro Vales, disse que o Governo está empenhado para que mais empresas nacionais possam participar activamente na cadeia de fornecimento de bens e serviços à indústria de carvão, petróleo e gás natural.

“Estamos a trabalhar para permitir uma participação cada vez maior das empresas registadas em Moçambique, detidas por moçambicanos no fornecimento de bens e serviços nos projectos de gás natural, e estes projectos irão fornecer os alicerces para o desenvolvimento industrial e a criação de oportunidades de empresgo”, disse o secretário permanente.